A Copa das Copas em termos de fanfarronice: Aldo Rebelo e Dilma Rousseff querem estatizar o futebol

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O papel vergonhoso do PT nesta Copa 2014 foi algo de fazer a apresentação do Brasil diante da Alemanha parecer um espetáculo. Quando se pensa que eles alcançaram o fundo do poço em caradurismo e empáfia, eles conseguem nos surpreender, superando seus limites anteriores.

O fato é que nesta Copa 2014 o PT perdeu o senso do ridículo. Eles não se cansam de baixar o nível da conversa e aumentar a loucura das propostas, ficando entre o cômico e o surreal.

Agora, Aldo Rebelo resolveu propor a intervenção do governo no futebol brasileiro. Ele apenas segue a afronta proferida por Paulo Henrique Amorim.

Leia:

Eu sempre defendi que o Estado não fosse excluído por completo do futebol […] É uma intervenção indireta […] Isso se houver uma reforma na lei que de ao estado a atribuição de regular. A Lei Pelé tirou do estado qualquer tipo de poder de atribuição e poder de intervenção. Ela determinou a prática do esporte como algo privado, atribuição do mundo privado e isso só pode ser modificado se a legislação também for modificada […] Se depender de mim, não teríamos tirado o estado completamente dessa atribuição. Se depender de mim, parte dessa atribuição deve voltar.

[Ele diz que o estado não quer nomear cartolas] mas o Estado não pode ser excluído da competência de zelar pelo interesse público dentro do esporte […] Dirigentes passaram a administrar o futebol sem qualquer atuação do estado. Queremos retomar algum tipo de protagonismo no esporte. Não para indicar interventor. Mas para preservar o interesse nacional e o interesse publico.

Embora ele não seja uma pessoa estúpida (aposto muito mais em má fé mesmo), o discurso é flagrantemente cretino. A argumentação de Rebelo jamais emite um argumento racional sequer para que o estado intervenha no futebol. Apenas se limita a repetir, ad nauseam, que “o estado tem que participar”. Nesse angu com certeza tem caroço.

O futebol brasileiro precisa de fato de mudanças. A derrota para a Alemanha evidencia essa necessidade […] Precisamos adotar medidas para erradicar os motivos do vexame de nosso futebol.

Uma forma de fazer isso seria sumir das Copas do Mundo, até por que a FIFA proíbe intervenção do estado nas federações. Quem sabe uma Copa Bolivariana com países como Venezuela, Cuba, China e Coréia do Norte? Aí com certeza não passamos vexame… por enquanto.

Deveríamos fazer esforço para elevar a qualidade da gestão dos clubes […] Algumas dessas propostas estão sendo discutidas na legislação, que está tramitando no Congresso. Queremos que os clubes assumam responsabilidades em relação à gestão. Que tenhamos condições de apoiar financeiramente esses clubes. São poucos que tem condições de recorrer à lei de incentivo ao esporte.

Aumentar “qualidade na gestão dos clube”s, ô figurinha? Times como Real Madrid, Milan, Barcelona, Bayern de Munique e outros não estão precisando de apoio financeiro. Alias, o futebol dos clubes destes países é melhor por que esses países são mais ricos e bem administrados do que o Brasil.

Ou seja, o futebol nosso é uma zona por que nosso país é pobre, o que faz com que times estrangeiros consigam levar nossos craques para lá. Quem sempre contribuiu para que o Brasil jamais tivesse se desenvolvimento suficientemente como país são os partidos de esquerda. E o PT, como é um dos mais extremistas destes partidos, tem dado uma contribuição especial à nossa bagunça.

Em suma: a melhor coisa que o Estado devia fazer, em relação ao futebol, é pedir para cagar e sair de fininho.

Precisamos discutir a legislação do ponto de vista de trabalho de menores. Somos exportadores de matéria prima e somos importadores de produto acabado […] Precisamos mudar essa equação. A lei coloco super poder para os empresários.

Lembro que proibir um jogador de ir e vir é escravidão. Ao que parece, ele já aprendeu com os cubanos como é que se faz.

Ademais, se ele vai querer limitar o trabalho de menores no futebol, isso vai demolir a possibilidade de novos craques surgirem. Já deu para termos uma ideia de que as ideias socialistas desses senhores não servem para nada que preste, certo?

É o que dá: gente que não se acostumou a gerar valor (somente se aproveitar do trabalho alheio, em forma de poder estatal) não consegue entender o que é uma geração efetiva de resultados.

Dilma também foi pelo mesmo caminho de fanfarronice estatal:

Eu queria dizer que o Brasil não pode mais continuar exportando jogador. Exportar jogador significa não ter a maior atração para os estádios ficarem cheios.

É isso aí, Gilma!

Limitar a exportação de jogadores de futebol A partir de agora, se deixarmos ela nos impor esse tipo de baixaria, se um jogador talentoso quiser sair do Brasil, precisará fugir clandestinamente, pois eles não podem mais “serem exportados”.

Mas espere: se eles não puderem mais sair, isso diminuirá o atrativo para a profissão de futebol, pois aqui não teremos vagas para todos os nossos talentos. Mas isso não desestimularia a busca pelas categorias de base? Sem lembrar que o Rebelo já propôs proibir o trabalho de menores no futebol, de forma que isso prejudicaria a revelação de talentos.

Realmente, é uma bobagem atrás da outra.

Renovar o futebol brasileiro é perceber que um país, com essa paixão pelo futebol, tem todo o direito de ter seus jogadores aqui e não tê-los exportados.

Não é uma maravilha?

Não temos uma infraestrutura que preste e tudo aquilo em que o estado mete a mão, não funciona. Mas ela ainda assim quer destinar recursos estatais para que os cidadãos tenham o “direito” (inventado por ela) de que os craques fiquem por aqui. Decididamente, é um discurso digno de hospício.

Mas, como já disse, ela não é nenhuma inocente, e o mesmo se aplica a Rebelo. Isso é cinismo em um grau fora de qualquer limite gerenciável.

Se o estado tem o poder de destinar recursos para os clubes de forma que eles “retenham” jogadores, é claro que esses dirigentes podem se tornar instrumentos do governo, fazendo campanha em prol deste governo. É o eterno toma lá, dá cá.

Em um momento em que a população do Brasil está se recuperando do trauma da eliminação da seleção brasileira, uma proposta tão indecente e torpe quanto esta de Rebelo e Dilma é praticamente um tapa na cara do povo.

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14 COMMENTS

  1. Se vc observar, eles já estão fazendo isso através do patrocínio da CEF. repare quantos clubes hoje são patrocinados pela Caixa. O dinheiro estatal já está jorrando no futebol brasileiro através de patrocínio. Alguém acha q isso é apenas para fins comerciais do banco em questão? Eles querem é ter os clubes e principalmente os torcedores na mão com a mensagem: nas próximas eleições lembre-se de quem colocou dinheiro no seu time.

  2. O assunto é ingerência estatal, mas aplicada ao futebol, esporte que concentra muitas paixões e desperta irracionalidades. Portanto, não conto com a compreensão de torcedores de outros clubes para o que vou dizer. Mas eis uma verdade: o Fluminense é dos poucos grandes clubes do país que nunca meteu no bolso um centavo de patrocínio estatal. Diferente de outros que recebem ou receberam verbas de Caixa e Petrobras, o clube sobrevive há mais de uma década através de uma parceria com uma empresa PRIVADA. Coincidentemente, após boas performances, vencendo dois dos últimos quatro campeonatos brasileiros, passou a ser impiedosamente perseguido por aquela turma da ESPN, composta pelos Trajanos e Kfouris da vida. E não, isso não teve relação com o imbróglio do rebaixamento da Portuguesa. A situação já ocorria antes. Apenas a pressão aumentou muito quando o clube resolveu fazer valer seus direitos em função de irregularidades alheias, o que estava absolutamente dentro da lei. Quem procurar saber a respeito da cobertura dos petistas da imprensa esportiva naquele episódio entenderá o que digo. A razão de fundo é clara: quanto mais independência um clube mantiver do setor estatal, mais ele deverá ser perseguido até se render e estampar a logo da Caixa no uniforme. Não quero aqui minimizar incompetências administrativas internas do clube, que são indiscutíveis. Por sinal, é aí que reside o verdadeiro problema do futebol brasileiro. Logo, a simples sugestão de que a solução dos problemas do futebol passa por qualquer espécie de intervenção estatal é puro diversionismo baixo-politiqueiro tipicamente petralha, algo que deve ser denunciado e rechaçado.

  3. Esperado. Consequência inevitável do fato de que, no Brasil, o futebol já se encontra quase-estatizado.

    Só que o que mais me embrulha o estômago não é a estatização do futebol em si, pois hoje, como já disse, é quase-estatizado, mas o que me perturba é essa incrível capacidade oportunista do PT em aproveitar qualquer situação para tirar proveito. Lembram da ‘reforma política’ proposta pelo PT após as manifestações de junho/julho 2013? Depois teve até ideias de ‘plebiscito’?

    Enfim, vocês sabem aquela frase: “Você tem o direito de ficar calado, pois tudo o que disser poderá ser usado contra você”. Com o PT qualquer cuidado é pouco.

  4. Não seria nenhuma surpresa se os “CSS” (países “CSS” – comunistas, socialistas e simpatizantes) não inventem uma ‘copa do mundo socialista’, onde entrariam somente a nata das ‘nações democráticas’: Venezuela, Cuba, Colômbia, Brasil, Argentina, China, Rússia, Índia, etc.

    Até mesmo essa copa de 2014 poderia ser o estopim para isso. Afinal a FIFA proíbe intervenção estatal no futebol.

    Não esqueçam que pelo menos um banco que pudesse financiar essa orgia medonha já está saindo do forno: http://economia.uol.com.br/noticias/afp/2014/07/10/banco-de-desenvolvimento-dos-brics-tera-sede-em-xangai-diz-russia.htm

    Com os ‘CSS’ não existem surpresas.

  5. Luciano, que bom que continua falando de Copa aqui. É o assunto mais em alta no Brasil no momento e o que não tá faltando é oportunidade pra desmascarar esquerdista ditador, vide Gilma dizendo que deve ser proibido exportar jogadores – começa as proibições com jogadores e termina proibindo o quê?

    “Se perdemos o jogo, é porque o estado não tá intervindo”. Temos escolas sob cuidado do estado que estão decadentes. Hospitais sob comando deles, socorro. Tenho fé que esse papo entrará por um ouvido e sairá pelo outro.

    • Também acho que esse lero-lero de estatização do futebol é conversa para boi dormir por agora. Querem utilizar a derrota para fins eleitoreiros, ou seja, oportunistas até na derrota. Entretanto, em um eventual 2º mandato de ‘Gilma’, aí sim é que o assunto pode (e vai!) se tornar realidade. Aliás, muitos outros ‘assuntos’ se tornarão realidade em uma eventual vitória do PT em outubro.

  6. E não é que a desonestidade começa a se espalhar pela BLOSTA.Como de praxe, José Trajano soltou mais uma pérola no inicio do programa da ESPN, dizendo que o futebol brasileiro precisa de intervenção estatal e que foi uma boa atitude de nossa presidente ouvir as propostas do bom senso F.C.

  7. Luciano, já havia falado anteriormente do narcisismo como o componente que torna o marxismo-humanismo-neoateísmo como algo mais complexo que simplesmente psicopatas influenciando pessoas comuns que ficam histéricas. Veja a última obra de Paula Lavigne afetando a seleção alemã. O motivo foi este:

    http://www.youtube.com/watch?v=xlcM5vAxm60

    Sim, esse belíssimo vídeo com uma versão da canção Tieta na voz de Margareth Menezes. Margareth sentiu-se muito honrada em sua versão ter sido escolhida para sonorizar o clipe e provavelmente o Caetano também acharia legal se fosse consultado a respeito. Porém, Paula quis pensar por ele (característica de narcisista) e mandou a Federação Alemã de Futebol tirar do ar o original. Como observa, é um vídeo de homenagem e sem intenção de monetização (até porque as fontes de renda da Federação Alemã são outras). Porém, como pode observar, e pensando no fato de ela apoiar a proibição de biografias não autorizadas, está perfeitamente coerente na obsessão de controlar tudo aquilo que se diz a respeito do biografado.
    E, como sabemos, os alemães estão sendo de longe a seleção mais simpática desta Copa, como podem comprovar os moradores de Santa Cruz Cabrália, onde construíram em seis meses um senhor centro de treinamento que será deixado de legado para a vila baiana (que poderá convertê-lo para um hotel facilmente). Além disso, o campinho de várzea do distrito de Porto Seguro foi reformado para ter dimensões e gramado oficiais de campo profissional, estando dentro da postura normal da Federação Alemã de deixar contrapartidas nos lugares onde se hospeda para torneios internacionais.

    Compare-se isso com a comoção de Pharrell Williams (que com certeza é bem mais rico do que Caetano Veloso e arrecada muito mais grana com sua obra) ao ver o povão ao redor do mundo fazendo versões de seu megassucesso Happy sem que ele tenha sido consultado a respeito:

    http://www.youtube.com/watch?v=IYFKnXu623s

    Logo, dentro daquela história de que ex-mulher é para sempre, ela acabou contando ainda mais contra aquele que dizia ser proibido proibir quando jovem e exilado. Novamente, considero que o Caetano em si não iria se sentir ofendido ou pediria para tirar, ainda mais que o próprio contexto mostra que era algo em tom de homenagem a sua terra natal (principalmente) e ao Brasil em geral (onde tanto se sentiram bem acolhidos). Porém, agiram contra a Federação Alemã como se ela tivesse tido a explícita intenção de faturar grana em cima da obra dele.
    Se houvesse mais uma Copa nos Estados Unidos e alguma seleção fizesse sua versão de Happy, com certeza o Pharrell iria tombar mais umas lágrimas e mandaria uma aprovação nem que via Twitter.

    Tudo bem que na Alemanha aprendeu-se a duras penas que uma obra pode sim ficar maior que seu autor e ser usada de formas que o mesmo não preveria, como o pessoal da Konstantin Films notou quando mandou que o YouTube tirasse as muitas paródias à cena de Hitler ralhando com seus subordinados e o pessoal voltando a postá-las em massa a ponto de eles terem notado que o flagelo da humanidade passou de certa forma a ser visto como Napoleão passou a ser visto quando de sua famosa pose com a mão dentro do casaco (e isso porque Napoleão foi o Hitler de seu tempo). E, a exemplo de A Queda, não adiantou nem um pouco a Paula Lavigne mandar tirar do ar, pois o pessoal na internet mandou replicar e garantir a perpetuação da bela obra que podemos supor que só faria contente o filho da dona Canô se este por acaso souber diretamente o que fizeram em vez de ter uma Paula querendo pensar o que ele pensaria a esse respeito.

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