A volta de Mad Max: o ideal do libertarianismo fundamentalista como o segundo pior dos mundos

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Não dá para negar a realidade: o pior dos mundos possíveis é um mundo onde o socialismo obtém sucesso pleno. Neste tipo de mundo, o barbarismo sempre toma conta, pois o estado adquire tamanho poder a ponto de  barbarizar sua própria população. Com o poder adquirido pelo estado, junto com o totalitarismo inerente ao socialismo pleno, o esmagamento de indivíduos é uma consequência inexorável. Ponto.

O menos pior dos mundos possíveis é aquele onde o gosto pela democracia tenha vicejado, mas isso só é possível quando o estado tem poderio limitado, abraçando apenas o essencial, pois com isso seus donos não obtem poder suficiente para esmagar seus cidadãos. Mais um ponto.

Logo atrás do socialismo vem o segundo pior dos mundos possíveis: o mundo dos libertários fundamentalistas, ou seja, aqueles que chegam a crer em um mundo sem estado. Eles estão em polvorosa ultimamente por causa dos conflitos entre Hamas e Israel. Cheguei a receber um texto de “esquerdismo libertário” escrito por Kevin Carson, intitulado Gaza: O feitiço de Israel se vira contra o feiticeiro. Segundo Carson, sem o estado… não teríamos guerras. Em suma, o mingau sem sentido de sempre com a promessa de uma utopia. Quando a coisa descamba ladeira abaixo assim, é sinal que estamos diante de mais uma instância da religião política.

Uma pausa para refutação deste texto antes de falar do trailer do novo Mad Max.

Comecemos:

O Hamas — que é pintado pela máquina de propaganda do estado israelense para o público e para o mundo como uma ameaça existencial comparável aos insetos gigantes de Tropas Estelares, levando o povo de Israel ao tipo de frenesi que os faz comemorar o bombardeio de hospitais — foi criado em parte pelo aparato de inteligência do estado que afirma estar lutando uma guerra de vida ou morte contra ele.

Que recursinho de baixo nível este visto no trecho acima. Como todo texto misturando idealismo psicótico e fundamentalismo doentio, é preciso inventar os fatos. Ninguém “comemora bombardeio de hospitais”, e qualquer país civilizado que se preze teme esse tipo de consequência adversa, seja por empatia mesmo ou por medo do uso político do evento pelos adversários. Inventar sensações nos outros, sem a evidência de que elas ocorrem, é um recurso típico de canalhas.

Anthony Cordesman, um analista estratégico de questões de segurança do Oriente Médio do Center for Strategic Studies, afirma que Israel apoiou o Hamas nos anos 1970 como contrapeso à OLP.

Não parei para checar essas evidências, mas e se o governo israelense escolheu o inimigo “menos pior” para aquele momento? Há um erro tanto lógico como ético no discurso de Kevin Carson, já que as pessoas devem ser culpadas por suas intenções, mas avaliadas pelo princípio da caridade quando temos consequências adversas não previstas. Assim, não faz o menor sentido culpar Israel pelos ataques do Hamas hoje. O Hamas é o único culpado, tendo recebido apoio de Israel quando lutou contra a OLP ou não.

Duas lições devem ser aprendidas: primeiro, a narrativa oficial sobre ameaças do exterior provavelmente é uma completa mentira — uma mentira do mesmo quilate de quando a Alemanha infiltrou agentes no exército polonês e depois propagandeou “ataques poloneses a nossos irmãos étnicos alemães em Danzig”. Segundo, há uma boa chance de que todos os problemas no exterior sejam repercussões das ações do próprio estado. Os estados tentam legitimar suas políticas imperiais de domínio de classe através do apelo a um “interesse nacional” compartilhado por todos, de classes altas e baixas. Mas suas políticas, para além da retórica estúpida de patriotismo, serve aos interesses dos ricos que controlam o estado. E eles provavelmente levarão mortes e destruição para seus próprios povos, se necessário, como os americanos aprenderam no 11 de setembro e os israelenses aprendem agora.

Todo argumento acima é estúpido e inconsequente, pois foi o próprio estado de Israel que construiu o sistema Iron Dome, que hoje dá muito mais segurança aos cidadãos israelenses do que eles tinham anos atrás.

Não confie no estado. Essa confiança pode matá-lo — talvez em um campo de guerra no exterior, talvez na sua própria casa.

Manter um estado de tamanho limitado não é confiança no estado, mas sua manutenção de forma que ele possa servir ao seu povo ao invés de se servir dele. O discurso pedindo “eliminação completa do estado” é baseado em uma realidade ilusória gerada pela paralaxe cognitiva, onde o eixo da construção teórica é completamente desconectado de como a realidade funciona.

Em tempo: há algo de “libertarianismo moderado” (oposto ao libertarianismo fundamentalista) em alguns de meus textos, inclusive a proposta de “state as a service”, em meu paradigma neo-iluminista. Mas um paradigma exigindo validação racional para proposições políticas, junto com a rejeição de idealismos bocós (típicos da religião política), deve questionar tanto uma ditadura do proletariado como um “mundo absolutamente sem estado”.

Mas para facilitar as coisas, que tal vermos como seria o mundo dos libertários fundamentalistas, que prometem um mundo de paz “se o estado desaparecer” (deixando de cuidar de suas funções primordiais, como segurança nacional e segurança dos indivíduos) no primeiro trailer do quarto filme da série Mad Max (intitulado “Mad Mad: Fury Road”), que será lançado em meados de 2015?

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97 COMMENTS

  1. Interessante seu ponto, Luciano.

    Lembrei de um mini debate virtual do Flavio Morgenstern como o Paulo Kogos, depois que o último comparou o Aécio ao Pol Pot…
    Distopia libertária é tão ruim quanto qualquer outra. O primeiro jogo da série Bioshock inclusive entra um pouco nessa seara.

    • Boa comparação, porém a guerra que ocorreu em Rapture no jogo ocorreu principalmente por causa dos efeitos da substância ADAM (Com o tempo, o usuário vai precisando de cada vez mais ADAM para se manter, caso contrário este perde a sanidade e vai sofrendo deformações). Tanto que os inimigos principais do jogo são os Splicers, pessoas que abusaram da substância e perderam totalmente a sanidade. Tais splicers estão sobre o controle total de Andrew Ryan, que usa ferormônios (Que o Suchong, biólogo ilustre da cidade, colocou nos produtos feitos com ADAM a pedido do Ryan) para mandar os splicers te atacarem. Bioshock não é o melhor exemplo possível para ilustrar uma distopia libertária (Não me leve a mal, também sou contra libertarianismo fundamentalista) pois não há nada comparável ao ADAM na vida real, e também pelo fato de Rapture ser uma cidade submarina, de onde era impossível a fuga da população.

      (SPOILERS A PARTIR DESTA LINHA) Porém, esta comparação ainda é interessante pois o que possibilitou a ascensão de Atlas/Fontaine na história foi justamente a não regulação do mercado de ADAM (Qualquer um podia vender, não haviam testes nem padrões de qualidade, que seriam presentes no liberalismo moderado, pois ADAM é um produto cuja regulação seria necessária pelo fato deste poder causar altíssimos riscos a vida humana), o bloqueio da entrada de mercadorias de fora de Rapture para dentro da cidade (Que gerou um grande mercado para Fontaine), e últimamente os ataques que ocorreram na celebração de ano-novo em 31 de Dezembro de 1958, cujo alvo principal foi o Kashmir Restaurant.

      P.S.: Para quem quiser entender mais sobre o jogo, sugiro este site: http://bioshock.wikia.com/wiki/BioShock_Wiki

      • Não disse que era o melhor, disse que era apenas um exemplo. E bom saber que mais gente por aqui joga. Mesmo antes do início da utilização do ADAM, já poderíamos perceber alguns “problemas no paraíso” de Andrew Ryan. O aparecimento da Dra. Lamb, no segundo jogo e de figuras como o Fontaine já no primeiro, mostram que com ou sem os efeitos do ADAM a situação logo descambaria para uma carnificina.

      • Bioshock é uma historinha idiota que saiu da cabeça de um esquerdinha idiota e SÓ. Rapture não é o ‘paraíso’ libertário (anarco capitalismo), rapture é uma minarquia, e até isso, que já foi provado no mundo real que funciona, os criadores do bioshock criticam.

      • Talvez um exemplo poderia bom exemplo poderia ser o jogo Fallout 3:
        Baseado em um mundo pós-apocalíptico,afetado por uma guerra que devasta os EUA e o resto do mundo.O núcleo do jogo se articula nisso,na sociedade decadente e anarquista ao qual,nesse mar de anarquia,sociedades podem emergir e tentar estabelecer uma ordem:(Brotherhood of Steel e a Sociedade do Presidente Richard “os enclaves”)

        É para não dizer,a situação que mais se aparenta com uma possibilidade em um caso de guerra da Rússia e EUA:

        Industrias criando capsulas para sobreviventes(G.O.A.T)
        Anarquistas nas ruas tentando atacar qualquer coisa que se mova(Rookies se não em engano)
        Escravocratas nascendo deste caós.

        Enfim,uma sociedade aonde certo e errado,lei e ordem,são palhaçadas de tempos distantes.

      • Cheguei quase um ano atrasado, porém os mdlhores exemplos de anarcocapitalismo são os Universos Cyberpunks, e, um dos que melhor se encaixam nisso é o Shadowrun, que é um jogo antigo de SNES que foi revisitado em uma versão para PC em 2012

      • Você viu o debate? Claro que ele não disse nada disso. Pôxa pessoal, vamos ler mais e se informar mais, se for pra criticar sem conhecimento de causa a direita vai acabar se rebaixando ao mesmo nível intelectual da esquerda.

      • Kkkkkkk o Slaine se dói muito quando criticam a anarcomáfia, o Kogos pode não ter falado isso, mas para quem o conhece na íntegra sabe que ele é uma figura caricata de dar dó, que só fala sandices desse nível.

        Quem acha que eu estou exagerando, entre na Panelinha da Direita e observe o comportamento torpe dele.

  2. O raciocínio libertário até é lógico e correto no que tange ao estado. Para eles o estado é um violador organizado do que eles chamam de princípio da não agressão (PNA). A partir disto podemos incorrer que qualquer pessoa que viole o PNA está, em primeira análise, agindo como um estado, embora em um nível muito menor. A ideia deles é esta: basta que não se viole mais o PNA e o mundo viverá em paz. VERDADEIRO. LINDO. DESEJÁVEL. Mas agora falta dizer quem no mundo bárbaro vai gentilmente abrir mão do poder que uma estrutura organizada como o estado oferece; quem no mundo civilizado discorda de que não se deve agredir gratuitamente alguém; e como esta mudança na alma de todos os humanos para que “viva e deixe viver”, que nem Cristo conseguiu, será feito. Dito que basta se ter agências privadas de proteção, ou associações de moradores com uma estratégia de defesa comuns, ou ser um fazendeiro fortemente armado, para lutar contra as forças externas, pergunto: por que já não o é assim? Libertários são demasiado ingênuos.

  3. Esse site C4SS é anarcocomunista, e não anarcocapitalista! Defendem tudo que é de esquerda em seus textos bisonhos. No anarcocomunismo realmente não haveria Estado e ninguém para impor limites. Já no segundo, são as próprias empresas que fariam a administração de cada local de maneira independente, cada uma com suas regras. Esse texto desse comuna é uma tremenda aberração e não representa todos os libertários.

    • ‘Esse site C4SS é anarcocomunista, e não anarcocapitalista!’ Exatamente. E é muita falta de honestidade criticar o libertarianismo baseado num site que não tem NADA de libertário.

  4. Rsrsrs…

    O Luciano quer deixar o pessoal do Mises de cabelo em pé. Mas concordo: os libertários fundamentalistas são tão loucos quanto os socialistas. A “promessa” deles é trocar o seis pelo meia dúzia. E eles juram que o meia dúzia é muito melhor que o seis.

    Confesso que entendo do porquê os libertários nunca conseguiram emplacar suas idéias. E talvez em um futuro não muito distante os humanos finalmente entendam que o socialismo também é somente o outro lado da moeda.

    • Amigo, o libertário quer ser deixado em paz. O socialista quer obrigar os outros a sustentá-lo. Me explique como isto é trocar seis por meia dúzia, por favor.

      • Não falei que eles iam ficar de cabelo em pé?

        Mas enfim, nunca consegui uma prova de que o livre-mercado, puro e simples, poderia trazer os mesmos benefícios que uma democracia bem ‘azeitada’ já traz.

        O que libertários propõem é somente uma troca de uma totalidade pela outra: a totalidade do Estado pela totalidade do livre-mercado. 8 ou 80. 6 ou 1/2 dúzia.

        Dizer que no livre-mercado puro, sem o estado, não haverá agressões é de uma ingenuidade exacerbada, para não dizer de mau caráter.

        Hoje já temos exemplos do que o livre-mercado puro produziu: megas monopólios como petróleo (Shell, Exxon, etc) por exemplo, que possuem poder para mandar e desmandar em muitas republiquetas sul-americanas. Imaginem vocês conseguirem abrir uma empresa de petróleo, mesmo que não existisse o Estado.

        E para completar com chave de ouro, os libertários ainda se põem de arrogantes:

        http://www.mises.org.br/Article.aspx?id=1878

        É por estas e outras que eu digo: prefiro a democracia. Esta pelo menos eu conheço e sei que pode dar certo, nem que seja por pouco tempo.

      • ‘totalidade do Estado pela totalidade do livre-mercado.’

        Defina totalitarismo de livre mercado, por favor.

        ‘Hoje já temos exemplos do que o livre-mercado puro produziu: megas monopólios como petróleo (Shell, Exxon, etc) por exemplo, que possuem poder para mandar e desmandar em muitas republiquetas sul-americanas.’

        E se eu te dissesse que todas as mega corporações só ficam assim por trabalharem em conluio com o governo?

      • Slaine: “E se eu te dissesse que todas as mega corporações só ficam assim por trabalharem em conluio com o governo?”

        Mito libertário. A capacidade de criar totalidades (tiranias) não está dentro de empresas ou governos, mas dentro de pessoas. Você pode aniquilar o governo, mas não evitará que empresários firmem alianças entre si de maneira muito rápida, mandando o pacto de não agressão para o ralo da história.

        O problema dos libertários é eles se baseiam na pura ética e lógica. E ética e lógica é que nem aquela piada, que diz que o avião em que se encontra o ateu começa a cair, o mesmo diz: “Meu Deus, me salve!”

        —-

        P.S.: Totalitarismo de livre-mercado é o que temos hoje: Kraft, Nestlé, Pepsico, P&G, Unilever, Coca-Cola, Johnson & Johnson, Mars, Wrigley e Kelloggs. Estas 10 empresas produzem [quase] tudo o que você compra no supermercado. E quem controla essas 10 empreas? 4 bancos: Citigroup, JP Morgan, Bank of America e Wells Fargo.

        Se isso não é totalitarismo de livre-mercado, o que é então? Não me venha com o papinho de que é ‘conluio com o Estado’, por favor, pois não tem Estado que possa encarar estas empresas.

  5. Um mundo libertário, se possível, caminharia gradualmente para um mundo com estados, depois que a “lei do mais forte” se torna-se insuportável. Assim como os países socialistas, depois da derrocada, sempre caminham lentamente para a democracia e o capitalismo moderado que vivemos.

    O grande problema mesmo é o fator humano. Por isso sou adepto do ceticismo, e cristão também por isso. Não há solução no pobre homem, apenas contingência e evolução lenta e gradual. O “pó que anda” vive tentando ter uma importância que nunca terá. Vive tentando ser o que nunca será.

    Sempre que as coisas caminharem em relativa tranquilidade, desvios de ordem individual, como megalomania, psicopatia, sociopatia, dentre outros, irão pouco a pouco ganhar ares coletivos, quando vários doentes se encontram e se unem. É doloroso demais, insuportável, admitir todos os defeitos e incapacidades que os humanos têm, então se investe pesado na mentira e na alienação. É isso e dificilmente vai mudar.

  6. A “Arte” nos revela o Zeitgeist, o “Espírito do Tempo” vigente.

    Hollywood hoje pode ser vista como o centro artístico do mundo, e é precisamente de lá que vem a expressão maior do Zeitgeist vigente. Essa extrema “apologia” da violência e degradação da condição humana é ENGENDRADA, criada no contexto de uma estratégia marcial com astúcia extremamente refinada e sofisticada, para atingir um objetivo/alvo específico.

    O pior é constatar que, se essas produções “artísticas”, deploráveis em conteúdo moral, atendem uma crescente demanda de mercado cinematográfico, então somos forçados, pela lógica, a admitir que a população mundial já está largamente desumanizada, e pronta para receber o golpe de misericórdia da imposição final da “BOTA SOCIALISTA”, da “BOTA TIRÂNICA”. O “Plano das Trevas” foi executado com pleno sucesso.

    Então temos de refletir seriamente sobre aquele velho “deitado”:
    “Os homens somente darão o devido valor ao que possuem após a perda, não antes!”

    Porém a perda da liberdade é um processo irreversível.

    Então fico impressionado ao constatar como sabia das coisas aquele Grande Filósofo Grego pré-socrático da ilha de Samos, o Grande Pitágoras. Vejamos os seus Grandes “Versos Áureos”:

    Conhecedor assim de teus direitos,
    Terás o coração livre de vãos desejos,
    E saberás que o mal, que aos homens cilicia,
    De seu próprio querer é fruto.
    E esses infelizes buscam longe,
    Os bens cuja fonte em si trazem.
    Seres que saibam se ditosos são mui raros.
    Pois joguetes das paixões, oscilando nas vagas,
    Rolam cegos num mar sem bordas e sem termo,
    Sem poder resistir nem ceder à tormenta.
    Salvai-os Grande Zeus, abrindo-lhes os olhos!
    Mas não! Aos homens cabe eles, eles raça divina,
    O erro discernir e saber a verdade.
    A natureza os serve e tu que a penetraste,
    Homem sábio e ditoso, a paz seja contigo.
    Observas atentamente estas leis,
    Abstêm-te das coisas que tua alma receie,
    E em plenamente discernindo-as bem,
    Sobre teu corpo reine e brilhe a inteligência,
    para que ascendendo-te ao éter fulgurante,
    mesmo entre os imortais, consigas ser um deus.

    —- PITÁGORAS.
    ……….

    • Parece que estamos mais entubados do que sonha nossa vã expectativa.

      O ESQUEMA DE PODER DO NARCOTRÁFICO E A QUEDA DA CIVILIZAÇÃO OCIDENTAL.
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      Blog do Aloízio Amorim.

      ( http://aluizioamorim.blogspot.com.br/ )
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      GOVERNO HOLANDÊS LIBERTA CAPO DO NARCOTRÁFICO. EPISÓDIO REVELA O AVANÇO DA BRUTAL DESTRUIÇÃO SUICIDA DA CIVILIZAÇÃO OCIDENTAL.

      http://aluizioamorim.blogspot.com.br/2014/07/governo-holandes-liberta-capo-do.html
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      segunda-feira, julho 28, 2014

      GOVERNO HOLANDÊS LIBERTA CAPO DO NARCOTRÁFICO. EPISÓDIO REVELA O AVANÇO DA BRUTAL DESTRUIÇÃO SUICIDA DA CIVILIZAÇÃO OCIDENTAL.

      O general Hugo Carvajal “el Pollo”, mega narcotraficante do governo chavista, agora leve, livre e solto por decisão do governo holandês. A foto é do jornal El Nuevo Herald onde há reportagem sobre a inusitada libertação que envolveu até Valdmir Putin.

      O general venezuelano Hugo Carvajal, “el Pollo”, o frango) acusado pelo Departamento do Tesouro dos Estados Unidos, de ser o operador do cartel de drogas em conluio com as FARC e que havia sido preso na última quarta-feira em Aruba, já está solto. O governo Holandês, determinou a soltura sem maiores explicações, a não ser o fato de que Carvajal detinha a condição de diplomata. Nicolás Maduro havia designado El Pollo, como cônsul em Aruba, território vinculado ao Reino da Holanda.
      Todavia, o Reino holandês e os Estados Unidos têm um acordo bilateral no que se relaciona à segurança e o combate ao tráfico de drogas. Inclusive os Estados Unidos possuem em Aruba funcionários da DEA, órgão do governo americano destinado ao combate ao tráfico de drogas. Sobre as costas de Carvajal, há uma série de processos instaurados pela Justiça americana, que o acusa de ser o “capo” do tráfico de drogas, o homem que coordena o envio da “mercadoria” para os Estados Unidos, além disso, está sintonizado com as FARC, o grupo comuno-terrorista colombiano.
      O episódio põe a nu uma realidade cruel. A civilização ocidental está sendo corroída sob todas as formas, mormente nos planos moral e ético. Os cartéis das drogas demonstram reunir poderes jamais imaginados. Vou tentar resumir o que de fato está acontecendo e é escamoteado pela maioria da grande mídia a partir desse inusitado caso. Sobretudo o que se relaciona ao nível político e ideológico.
      O general Carvajal, que já se encontra na reserva, era confidente de Hugo Chávez, homem de confiança total e dirigiu por longos anos o setor de inteligência militar a mando de Chávez.

      PODER SEM LIMITE

      Como a América Latina se transformou numa plataforma gigante de exportação da droga para os Estados Unidos e Europa, quem opera o esquema são as ditaduras ditas bolivarianas, sob a orientação direta de Cuba. Por serem governos ditatoriais com zero de transparência como todas as ditaduras, os bolivarianos montaram um sistema de poder do qual já fazem parte altas autoridades e empresários de diversos países como Estados Unidos e Holanda, por exemplo, e, particularmente, dirigentes de grandes empresas multinacionais.
      Ao libertar o “Frango” de estimação de Nicolás Maduro, o governo holandês o expulsou avisando que se voltar será preso. E aí vem a indagação: e por que foi solto?
      A libertação desse mega-narcotraficante venezuelano faz emergir como funciona o sistema de poder que corrói as democracias ocidentais. A poderosa construtora de navios holandesa, Damen Shipyards Group, tem contratos de construção de embarcações com Cuba e diversos países vinculados ao Foro de São Paulo, a organização comunista fundada por Lula e Fidel Castro em 1990. Projetos de navios Damen, estão em construção em estaleiros no México, Cuba, Venezuela, Equador, Brasil e Argentina.
      Entretanto, com a Venezuela, esse grupo holandês tem um contrato bilionário. Construirá 12 navios-patrulha para a Marinha da Venezuela.
      Além disso outra empresa que opera negócios petroliferos na Venezuela é a Shell, poderoso grupo anglo-holandês que também possui altos negócios com a Rússia.
      O ex-embaixador venezuelano antes as Nações Unidas, Diego Arria, afirmou que a súbita decisão holandesa de libertar o general do narcotráfico poderia ser uma nova manifestação de como os intereses econômicos preponderam sobre os princípios da Justiça. Lembra Arria, que milhões de holandeses possuem seus fundos de pensão com investimentos diretos nas ações da Shell, fato que faz dessa gigante do petróleo ser intocável. Qualquer ameaça à sua performance torna-se um drama para os velhinhos holandeses que dependem de seus fundos de pensão. Em outras palavras, isto representa não só uma couraça de segurança à Shell, mas por outro lado beneficia ditaduras assassinas na América Latina, como da Venezuela chavista. E pouco importa para os mega acionistas da Shell e seus diretores que a América Latina seja transformada nesse lixão marcado pela violência escandalosa que deriva totalmente da maldição do narcotráfico sob a proteção estatal.
      Além disso, o governo da Venezuela também pediu a ajuda da Rússia para conseguir a libertação de “El Pollo”, solicitando os préstimos do “companheiro” Vladimir Putin. Lembrem-se que a Shell também possui negócios de vulto na Rússia.

      FINANCIANDO O TERROR

      O episódio dessa prisão e soltura do general narcotraficante, como afirmei no início deste texto, demonstra de forma clara e objetiva que quem segura a vagabundagem bolivariana no poder na Venezuela, Brasil, Equador, Bolívia, Argentina e Uruguay, não são os bolsas-famílias, a horda que vive de uma forma ou de outra à expensas da caridade estatal. São empresas gigantes como a Shell e a Damen holandesas, ou ainda a empreiteira brasileira Odebrecht que construiu o porto de Mariel em Cuba com o financiamento do BNDES e cujo montante dos recursos é desconhecido, já que o governo do PT carimbou a operação como “sigilosa”! Estes são os financiadores desses regimes espúrios liderados pelos barões do narcotráfico, o que não deixa de ser uma coisa vergonhosa e lastimável.
      Já se chegou a uma situação em que as fronteiras do que é público e o que é privado não existem mais. E quando essa separação deixa de existir morrem a democracia e a liberdade; morre a civilização ocidental!
      Lamentavelmente, é na América Latina que emergiu essa experiência sinistra do dito “socialismo do século XXI”, porquanto os países que adotam esse regime preconizado pelo Foro de São Paulo se transformaram no locus por excelência para a operação de todos os tipos de fraudes e falcatruas.
      Ainda que tudo isso seja muito triste e lamentável, é a verdade dos fatos. E como a grande mídia nacional e internacional já faz parte desse contubérnio escandaloso, dificilmente o que acabei de narrar aqui e agora será objeto de reportagens nos grandes jornais e televisões. Aqui no Brasil, por exemplo, estão mais preocupados com um aeródromo no interior de Minas Gerais. Mas isto, como podem notar, faz sentido. Trata-se de manter intocável o esquema do Foro de São Paulo e os favores que concede aos seus amigos.

      Que o diga “El Pollo” e seus sequazes.

      Postado por Aluizio Amorim às 7/28/2014 03:40:00 AM
      ……….

  7. Excelente Luciano.

    O Estado sem dúvidas deve existir para garantir segurança nacional e segurança dos indivíduos.
    Mas começar a fazer assistencialismos com impostos abusivos é uma questão de tempo para começar a crescer e virar um monstro que não se contentará com apenas impostos.

  8. Luciano, você viu Solange Pacheco, candidata fluminense à Câmara dos Deputados pelo PSOL, defendendo Israel? É mais um daqueles momentos em que o combate ao marxismo-humanismo-neoateísmo é feito pelo próprio marxismo-humanismo-neoateísmo e ajuda a economizar os esforços de quem não é marxista-humanista-neoateísta. Se for ao link de que te falei, notará inclusive que há comentários de MHNs detonando a referida candidata, que diz claramente que aquilo a ser combatido é o Hamas.
    Claro que a referida candidata não deixa de ser MHN, como se poderá ver ao analisá-la mais a fundo, mas é bem possível que, imaginando-se sua idade (e, pelo que vi, a própria já tem uma inclinação pró-Israel que independe de partido), a mesma tenha bem vivas em sua cabeça o fato de que os socialistas desempenharam papel importante no começo do estado representado por uma bandeira branca e azul com uma Estrela de David no centro, como se pode ver pelos famosos kibbutzim, até hoje bastante importantes para a cultura e a vida israelense em geral. Kibbutzim sempre tiveram orientação socialista (ainda que misturada com o sionismo). Também teremos de lembrar do grande afluxo de russos à nação em questão, que inclusive são considerados como ponto de virada importante na cultura, pois traziam consigo uma cultura herdada dos soviéticos e que alguns consideraram que inclusive possa ter prejudicado uma integração com os árabes. Logo, querendo ou não, Israel como conhecemos teve sim forte influência socialista.

    Tentando pensar com a cabeça da referida política, pode ser que ela considere que a israelofobia dos MHNs brasileiros seja na realidade um comportamento antissocialista dos mesmos pelo fato de estes desprezarem as fortes raízes socialistas de elementos importantes da cultura daquele país (novamente, os kibbutzim e a forte presença de judeus de origem russa). Logo, na cabeça dela, Israel seria mais socialista que aqueles os socialistas que atacam Israel. Porém, como se poderá observar, ela ao menos em suas declarações defende tanto o povo israelense quanto o palestino, sendo que temos a certeza de que o que ela ataca é o Hamas. E isso acaba indo em consonância com o que os anti-MHNs estão defendendo no presente momento, que é acabar com uma milícia que usa vidas humanas como escudos para maximizar o número de mortes em bombardeios que só acontecem porque o próprio Hamas lança antes um monte de mísseis.
    Logo, em tese parte de sua militância MHN pode ser usada para combater o próprio MHN que ela defende, caindo aqui no tal exemplo que não canso de falar daquele sucesso de bilheteria dos anos 1990:

    http://www.youtube.com/watch?v=OJ9jTOxv7gw

    Logo, aqui podemos considerar o tiranossauro como a maioria dos MHNs brasileiros, que estão descendo a lenha em Israel, o velociraptor que ataca esse tiranoussauro como a tal candidata e os humanos sendo involuntariamente salvos do ataque de dinossauros pelo fato de eles estarem se enfrentando e desprezando os humanos a quem queriam atacar como os não-MHNs e anti-MHNs, que sequer precisaram combater em uma batalha que deixou de acontecer porque o front adversário, maior e mais poderoso, perdeu-se em lutas internas.

  9. o futuro não é bom, meu amigo! vc terá de escolher.

    temos duas opções de realidade vindouras: uma é mad max, a outra é a ditadura da nova ordem mundial…

    eu prefiro seguir meu próprio caminho do que viver sob uma matrix globalista!

  10. Para o libertarianismo funcionar, ou pelo menos ter um efeito aproximado do prometido, é preciso que simplesmente todas as pessoas pensem exatamente da mesma maneira, qualquer nuance no pensamento de um indivíduo poderia ser considerado ameaça à liberdade para algum outro e daí desencadear uma discórdia. É isso que eles não conseguem entender, talvez por ter uma consciência parcial da realidade e eles tomam aquela parcela pelo todo.
    O mais engraçado é que eles falam de liberdade individual, só que para essa “filosofia” deles dar certo é necessário que todos pensem muito igual, ou senão, o “mad max” seria inevitável. Isso me lembra quando os comunistas vêm com aquele papo de fazer o “novo homem”.

    • ‘qualquer nuance no pensamento de um indivíduo poderia ser considerado ameaça à liberdade para algum outro’

      Claro que não, de onde vc tirou esse espantalho?
      Pra funcionar basta que ninguém agrida ninguém, pensar qualquer um pode pensar a merda que quiser.
      Se for pra criticar uma coisa, pelo menos se informe sobre o que está criticando.

      • Espantalho? Engraçado, todo libertário acusa os argumentos contrários de “espantalho”. Sua resposta só comprova o que eu estou afirmando, numa sociedade em que o relativismo impera, o conjunto de valores de de alguns indivíduos, pode perfeitamente ser constantemente incompatível com o de outras pessoas a ponto de não haver sociabilidade.

    • Me desculpe a propaganda aqui, Luciano, mas vou indicar uma leitura para alguns colegas acabarem com alguns enganos a respeito do libertarianismo:

      Dez objeções típicas ao anarquismo libertário
      http://www.mises.org.br/Article.aspx?id=1556

      Artigos sobre o assunto ‘Anarcocapitalismo’
      http://www.mises.org.br/Subject.aspx?id=16

      Esta entrevista com Hoppe é muito boa:

      Como funcionaria uma sociedade sem estado
      http://www.mises.org.br/Article.aspx?id=1795

      • Pois é Catarinense, mas o problema é que ninguém vai ler! Todas as críticas por aqui, TODAS, já foram respondidas e refutadas tanto pela lógica quanto por exemplos práticos, bastava procurar um pouco pra encontrar, mas parece que o pessoal aqui não tem interesse de aprender nada.

  11. Meu pai (e o pai dele) sempre diziam: o maior problema dessas ideologias totalitárias é colocarem na mesa a condição que humanos devem se comportar como insetos sociais: jamais questionar, trabalhar 24×7 e nenhum direito, exceto o de existir. Isso jamais funciona a longo prazo. Mas geralmente enriquece os tiranos (e suas famílias) a curto e médio prazo, além de, é claro, destruir a nação que aceita tais ideologias.

    Entretanto, mesmo assim, a história continuará a se repetir: o homem, em urgente necessidade, aceita qualquer coisa para se livrar da opressão, inclusive remédios mais mortais que a própria doença.

  12. Lembrando que querer refutar todo o libertarianismo utilizando para isso exclusivamente um texto de um left-lib, é desonestidade da grossa! É a cara do Ayan fazer esse tipo de coisa, isto é, é a cara de qualquer mad olavete.

    • Rege,

      Meu texto menciona o respeito a vários autores libertários, e NÃO TENTA refutar TODO o libertarianismo.

      Porém, eu faço a crítica à ideia de “mundo sem estado” e ao discurso de tentar capitalizar politicamente dizendo “com o libertarianismo, não teremos guerras”.

      Releia o texto e vc verá que espantalhou demais o que eu escrevi.

      Abs,

      LH

      • Luciano.

        Hehehe…

        Convenhamos que o carinha ai é imaginativo.

        É certo que o “figurinha”, ai, é um semi-analfabeto, pois provou que não sabe ler. Mas essa de “Mad Olavete” até que foi original. Afinal até mesmo os semi analfabetos sabem fazer piadinhas de vez em quando, né?

        Hehehe…

        Abraços Luciano.

      • Luciano, vc sequer menciona que o Carson é um neo-mutualista (apenas uma das várias correntes libertárias, da qual inclusive sou crítico).

        Sem contar que, libertário nenhum vende essa idéia de que ”com o libertarianismo, não teremos guerras”, mas sim de que – e isto é pra lá de evidente – a possibilidade de conflitos deve ser minimizada drasticamente. Já que estado, devido ao seu intrínseco poder de amplificar os desejos dos governates (e ninguém é santo), são notóriamente os grandes causadores dos conflitos em geral (maiores e mais frequentes).

        E a questão da abolição do estado possui muito mais conteúdo teórico do que vc demonstra conhecer. Abolir o estado, o que evidentemente não acontecerá tão cedo, não é nem de longe um ”Mad Max”, como vc irresponsavelmente acusa. Para a grande maioria dos libertários, Ordem jusnaturalista deve imperar. Não acreditar nessa Ordem é uma coisa, provar sua impossibilidade… ninguém nunca fez!

        Para ver o quanto o seu projétil se distanciou do alvo, leia esse excelente artigo-resposta: http://filipeceleti.com/2014/07/29/kevin-carson-nao-representa-o-libertarianismo/

  13. Luciano, você está fazendo confusão. Os libertários mais esclarecidos sabem que o anarcocapitalismo seria uma evolução da sociedade, assim como o fim da escravidão foi em seu tempo. Uma dica: faça a diferenciação entre os libertários de esquerda e os de direita. Geralmente os “de esquerda” são menos esclarecidos e fazem este tipo de apologia – pelo fim do governo agora. Os “de direita” sabem que isto não é possível de acontecer de uma hora para outra, e defendem a diminuição gradual da influência do mesmo.

    Ps. Luciano, sei que faz parte da sua atividade diária aqui neste blog ( detonar com os esquerdistas de Hollywood ), mas tente ler mais Mises, Rothbard e Hoppe…

    • Olá,

      Eu leio esses autores, mas não sou obrigado a concordar com tudo.

      Além do mais, a ideia de “evolução contínua da sociedade” é ilusória, embora o fim da escravidão tenha sido DE FATO uma evolução.

      Recomendo a leitura de John Gray, “Cachorros de Palha”.

      Abs,

      LH

      • Luciano, minha fala do anarcocapitalismo como evolução da sociedade é no sentido de que podemos chegar lá, não que esta evolução seja uma certeza. Algo como uma sociedade de adultos, onde cada um é responsável por si e assume responsabilidade por seus atos, em comparação com uma sociedade de adolescentes, onde os cidadãos são inconseqüentes e irresponsáveis. Um libertário mais estudado sabe que isto não acontece de uma hora para outra, mas é resultado de um longo processo de educação a nível civilizatório. Aliás, não acredito que libertário algum – exceto os mais neófitos, vá reclamar de viver numa república minarquista. E é neste sentido a grande maioria das críticas libertárias: uma minarquia seria algo excelente, mas uma anarquia libertária seria ainda melhor.

        Abraços!

      • Eis o meu questionamento: digamos que “podemos” chegar lá, mas qual o cui bono em termos evolutivos para FORÇAR essa mudança? Temos a questão da natureza humana, além do fato de que temos à nossa disposição mais tecnologia de morte do que nunca tivemos…

      • ‘Temos a questão da natureza humana, ‘

        Luciano Luciano…esse argumento também já foi refutado N vezes. Se temos o problema da natureza humana, de onde é que se conclui que a existência de um governo anularia essa natureza? Os governantes não são humanos, por acaso? São seres oniscientes ou deuses? E a questão da natureza humana não ficaria piorada, ao se dar pra um humano imperfeito mais poder do que ele merece?

      • Slaine, Slaine…

        Se temos o problema da natureza humana, de onde é que se conclui que a existência de um governo anularia essa natureza? Os governantes não são humanos, por acaso? São seres oniscientes ou deuses? E a questão da natureza humana não ficaria piorada, ao se dar pra um humano imperfeito mais poder do que ele merece?

        A existência de um governo NÃO ANULA a natureza humana, por isso o governo deve ser limitado.

        A experiência EMPÍRICA mostra que os governos com muitos poderes esmagam suas populações. A ausência de governo também leva ao barbarismo.

        Os governantes são falíveis, e EXATAMENTE POR ISSO devem ter seus poderes limitados.

        Abs,

        LH

    • o que acho engraçado nesses LIbertários é que sempre que eles estão diante de uma critica ele vem com essa história de “Leia Rothbard, Mises e blablabla”….

      Como se nós nunca tivéssemos lido esses autores, e como se ao ler esses caras nós Automaticamente nos Converteremos ao Libertarianismo, ou seja, mais uma prova do viés de Seita que é essa vertente muito pobre do Liberalismo Clássico.

      Eles acham que toda critica e todos que criticam suas posturas e ideais nunca leram esses autores…kkkkk

      • Rapaz, por enquanto TUDO que se vê por aqui é falta de leitura mesmo, todos os argumentos que o pessoal aqui acha que são grande novidade já foram respondidos dezenas de vezes.

      • ” lucianohenrique
        29 de julho de 2014 • 8:51 am

        Então responda, oras.”

        Luciano, e o que pode limitar um governo? Se o século 20 mostrou algo para a humanidade, foi que os governos crescem, não importando as amarras colocadas. Isto é uma das linhas fundamentais do libertarianismo/anarcocapitalismo ( são sinônimos ).

        Aliás, na palavra anarcocapitalismo, anarco significa sem governo, e capitalismo, significa o império da lei, o respeito à propriedade privada, e a liberdade.

        E isto foi outra coisa que a humanidade aprendeu nos últimos tempos: entidades privadas são mais eficientes que as públicas em tudo. O libertário apenas leva esta conclusão até o final das suas implicações.

        Abraços!

        Ps. Vais levar adiante aquele artigo com a refutação do texto do Mises? Estou curioso para ver o seu ponto de vista.

      • Catarinense,

        Vou refutar aquele artigo sim.

        em relação a “entidades privadas são mais eficientes que as públicas em tudo”, eu não diria isso. Eu não confiaria a segurança de um país a uma empresa privada, por exemplo.

        Abs,

        LH

      • Luciano, e se o país for do tamanho de Mônaco ou Hong Kong, ou ainda menor? Talvez um engano em toda esta discussão seja acreditar que o libertário quer o fim dos governos de uma hora para outra. Talvez algum comentarista mais precipitado pense assim, mas nenhum dos escritores sérios afirma isto.

      • Desculpe Luciano, o espaço está ficando muito limitado, vou esperar seu próximo artigo para continuarmos um eventual debate.

        Abraços!

  14. Luciano, essa foi uma bola fora. Essa história de ‘mundo sem governo = mundo mad max’ é a primeira objeção que vem na cabeça, a conversa típica da pessoa que está lendo alguma coisa sobre libertarianismo pela primeira vez na vida. O libertarianismo é feito por milhares de pessoas que já ouviram essa conversa CENTENAS de vezes. Você acha que não existe resposta pra essa conversa? Ou dezenas de respostas?
    Momento vergonha alheia constatar que vc ainda está nesse nível.

    obs: e o filme parece bom, mas Mad Max sem Mel Gibson é como Super Homem sem Christopher Reeve.

    • Slaine,

      Já tivemos um mundo sem governo. E hoje temos TECNOLOGIA. É isso que temos no Mad Max.

      Existe, claro, uma EXPECTATIVA, mas ela é inviável por causa da natureza humana.

      Mas alguns autores libertários são muito bons.

      Abs,

      LH

      • Luciano, se vc não se incomoda com o link aqui, é disso que eu estou falando:
        http://www.mises.org.br/Article.aspx?id=299

        ‘Mas o que o anarquista irá de fato afirmar é que, para qualquer população, a imposição de um governo coercivo irá piorar as coisas. A ausência do estado é uma condição necessária, mas não o suficiente, para se atingir uma sociedade livre
        (…)
        É verdade que uma sociedade pode ser pobre e belicista sem o estado. Ela pode ser brutal e miserável. Mas impor um estado sobre essa sociedade irá apenas exacerbar suas piores tendências ao mesmo tempo em que sobrepuja as melhores.
        (…)
        Para que o argumento “os déspotas vão assumir o controle!” seja válido, o estatista teria de arfirmar que uma dada comunidade seria ordeira sob um governo e que essa mesma comunidade iria se esfarelar em guerras contínuas caso todos os serviços judiciais e de segurança se tornassem privados. O popular caso da Somália, portanto, não ajuda nenhum dos lados da discussão, pois não se tratava de uma sociedade ordeira mesmo sob um governo.’

        Agora…
        ‘Existe, claro, uma EXPECTATIVA, mas ela é inviável por causa da natureza humana.’
        E por que vc acha que essa mesma natureza humana não inviabilizaria a democracia?

  15. Olá Luciano sempre leio seu blog, mas acho que você errou aqui. Por exemplo: “Em tempo: há algo de “libertarianismo moderado” (oposto ao libertarianismo fundamentalista)”

    Esse libertarianismo “moderado” não seria o minarquismo ? você conhece o minarquismo ou eu estou enganado ? Não defendo o Libertarianismo nem o minarquismo, acredito que o governo deve intervir estrategicamente na economia e fazer as coisas funcionarem (pretendo estudar economia, me considero liberal, de centro direita).

    Há muitas coisas que rejeito no Libertarianismo, como porte de armas para todos, (e também não é o estado que pode definir quem vai portar armas;relaxa, conheço o exemplo da Suiça)

    Liberação de todas as drogas, só gostaria de legalizar a maconha,mas nesse caso o Brasil há muito para evoluir, até legalização SÓ da maconha, por que outras drogas mas pesadas tem efeitos terríveis demais.

    E o aborto sou contra o aborto, mas sou só a favor quando a mãe pode morrer para ela poder gerar outra vida, ou em outro caso não ter filhos. Em caso de estupro tem pílula do dia seguinte, mas se caso ela for mantida refém e ser estuprada por dias, semanas, meses talvez até anos, e não quiser criar o filho, podemos coloca pra adoção,aí o governo entra estrategicamente criando um orfanato para filhos de estupros e sustentando eles com nossos impostos, o que você acha ?

    Não lembro de ver um opinião sua sobre esses casos aqui no blog, fala pra gente o que você acha e sabe ao respeito.

    Forte abraço, já fui de esquerda mas seu blog me curou.

    • Eu não sou um “libertário minarquista” (o qual conheço). Eu me defino como neo-iluminista, que gosta de algumas ideias do liberalismo e do libertarianismo, e até algo do conservadorismo.

      Sou a favor de liberação das drogas, do aborto e da eutanásia. Em tempo: divergencias nestes assuntos devem ser discutidas dialeticamente.

      Abs,

      LH

  16. “Segundo Carson, sem o estado… não teríamos guerras.”

    Faltou Carson cambinar isso com as tribos indigenas e africanas.
    Ah sim, eu queria saber quando o Carson vai se mudar para a Somália (quer algo mais ancap que ela?)?

    • Como já foi dito várias vezes, esse cara não é ancap, o site dele é um site anarco comunista.
      ISSO é o que os ancaps falam sobre a somália:

      ‘Para que o argumento “os déspotas vão assumir o controle!” seja válido, o estatista teria de arfirmar que uma dada comunidade seria ordeira sob um governo e que essa mesma comunidade iria se esfarelar em guerras contínuas caso todos os serviços judiciais e de segurança se tornassem privados. O popular caso da Somália, portanto, não ajuda nenhum dos lados da discussão, pois não se tratava de uma sociedade ordeira mesmo sob um governo.’

  17. No Mises tem um artigo onde o Olavo aparece nos comentários e prova por A + B que partir de princípios morais e éticos para validar determina situação na realidade é coisa de criança ou Retardado. É isso que eles fazem com o Princípio da não Agressão que é uma regra normativa.

    Mas como bem observaram nos comentários, basta uma realidade que não siga tal norma para que a teoria caia.

    Um exemplo bem simples mostra isso : A Coréia do Sul ainda existe porque os Norte-coreanos são uns Anjos ou porque lá tem um Estado capaz de resistir aos Comunistas.

      • Em tempo, creio que esse trecho do debate esclarece muitas duvidas:

        ´´Vamos deixar uma coisa muito clara, concordo com praticamente tudo da filosofia libertária, mas isso não me impede de perceber que ela é sobretudo uma ética e que princípios éticos não são suficientes para fundamentar uma ciência da sociedade e da política. Também concordo com os Dez Mandamentos, mas não seria tonto para imaginar que posso encontrar neles uma explicação quanto à natureza da sociedade, do Estado, do poder, etc. O que estou dizendo me parece tão óbvio que não necessita explicações. Também, é claro, que uma ciência objetiva da sociedade não tem de ser necessariamente relativista ou isenta de “juízos de valor”. Já disse mil vezes que o ponto fraco do pensamento de von Mises é o seu resíduo kantiano. Podemos trocar umas idéias de vez em quando, mas nunca na minha vida me envolvi num debate que partisse de meros princípios éticos e procurasse averiguar se tais ou quais atitudes no mundo real são ou não harmônicos com eles. Considero isso um exercício escolar, não um debate. Se você quiser, podemos trocar umas idéias, mas só posso fazê-lo a partir de 2012 e não creio que terei tempo de escrever mais de uma intervenção por mês. Se quer debater alguma coisa, proponha uma questão real, fundada na experiência histórica e não apenas um confronto de juízos morais sobre situações hipotéticas. Há muitos anos já absorvi o conselho de Eric Voegelin: não estudar “filosofia”, estudar a REALIDADE. Os valores e a ética fazem parte da realidade e não podem ser excluídos em nome da “ciência”, que deixaria de ser científica nesse mesmo instante, mas é preciso estudá-los DENTRO da realidade, e não acima dela. Quem subscreva o princípio de não-agressão tem a estrita obrigação de entender que ele estará sempre num estado de tensão com a realidade em torno, da qual será apenas um componente a mais, assim como o “não matarás”. O dever de não matar implica às vezes o dever de matar, e seria inútil tentar fazer, a priori, a lista das situações hipotéticas possíveis que enfatizam uma coisa ou a outra.

        Com os melhores votos,
        Olavo de Carvalho “

  18. Luciano, falando em libertários-anarcocapitalistas, você leu o mais recente artigo de alguém do Instituto Ludwig Von Mises descendo a lenha na democracia? Estão jogando em cima daquela crença do pessoal na democracia como um fim em si própria e os problemas que isso acarreta, mas começam a torcer a coisa toda para muito longe.
    Observe-se que os LAncaps, ao serem refutados, respondem com coisas mais doidas ainda e que nos fazem pensar que eles sem querer ficaram muito irmanados aos marxistas-humanistas-neoateístas ao menos no padrão de resposta que dão, como poderá ver nos comentários de quem pergunta sobre se combinaram com os russos:

    Paulo 28/07/2014 12:25:13

    Eu lhe diria que esse é o mundo real e que nele não há espaço para contos de fadas como o libertarianismo. Infelizmente.

    Eduardo Martins 28/07/2014 12:38:07

    Isso mesmo, Paulo. Se você vivesse no século XVIII, você seria aquela cara “realista” que diria que a escravidão é o “mundo real”, que a realidade sempre foi aquela, e que tentar mudar aquilo não passa de um mero conto de fadas.

    É por causa de idiotas úteis como você que políticos têm um passe livre para fazer o que querem. Parabéns.

    P.S.: o artigo em momento algum nem sequer tangência o assunto “libertarianismo”. Ele apenas criticou um regime político, que pode perfeitamente ser substituído por outro (como, por exemplo, a monarquia) sem que isso implique um programa genuinamente libertário. Sua ânsia em vituperar lhe deixou a descoberto, mostrando seu despreparo para todo o público.
    Responder

    Ali Baba 28/07/2014 12:43:06

    Síndrome de Estocolmo? Vai se tratar!

    ++++++++++++++++++++++++++++++++++++++

    Fabio 28/07/2014 12:25:26

    Otimo texto,porem fica uma pergunta ao pessoal do misses;o que fazer então para o Brasil finalmente se livrar de td isso que o texto disse?
    Responder

    Ricardo 28/07/2014 12:32:19

    Link ao final do artigo.

    (Observação minha: quem clicar no link ao final do artigo verá apenas mais do mesmo que está sendo pregado, mas escrito de formas diferentes)

    ++++++++++++++++++++++++++++++++++++++

    Ricardo 28/07/2014 14:09:35

    E se nós conseguíssemos libertar-nos de tal estado interventor quem tornaria o lugar dele senão novamente os homens, pois Estado é criação humana e humanos são cheio de falhas e vícios (fingir e enganar)!

    Creio que desde tempos do “o mais forte vence”, “idade média” temos um meio mais justo de distribuição de poderes, que ainda é muito frágil, é constantemente ameaçado por grupos oposicionistas – tudo que é radical – a tais controles de poderes Estatais.

    Gostaria de ter uma máquina do tempo para ver como a humanidade estará daqui a 160 anos, se é que existirá tal espécie.

    Resposta o que eu faria? Nada, apenas continuarei a viver como um simples mortal no século 21, buscando apenas a verdade por detrás do engodo.

    anônimo 28/07/2014 19:12:07

    Exato! O homem é um ser estúpido e que só faz besteira, mas pense, você prefere responder as suas próprias ações, erros e acertos ou a de terceiros (estado)? Na plena liberdade, cada um cuida da própria vida.

    Depois dessa, vai ter gente sentindo-se mais à vontade em gritar que é conservador no meio de uma plenária MHN do que tentar refutar os LAncaps que vociferam contra a democracia sem notar que estão fazendo exatamente aquilo de que os MHNs precisam para começar a tornar mais confortável para algumas mentes a ideia de que um regime totalitário é bom, sem sequer precisar disfarçar esse regime totalitário com o nome de “democracia”. Aliás, talvez se pudesse fazer um texto do tipo “por que os LAncaps odeiam a democracia”, mais ou menos na linha daqueles textos de “por que os MHNs odeiam Israel”.

    • Não vou me surpreender se libertários e socialistas, em um futuro próximo, não derem as mãos e tocarem junto a sinfonia de guerra contra a democracia.

    • Não sei qual é o problema de criticar a democracia.
      Não estou defendendo o libertarianismo que na minha modesta opinião é uma imbecilidade que não é nem digna de sinceras considerações, mas Aristóteles mesmo era um grande crítico da democracia, e eu concordo com ele, acho que esta merda não funciona. Ele dizia que a monarquia resulta na tirania, a aristocracia na oligarquia e a democracia na oclocracia (ele via a democracia como uma forma degenerada de governo).
      Basicamente ele faz uma escala do melhor para o pior começando pela monarquia, aristocracia, democracia, oclocracia, oligarquia e tirania.
      Mas em certo sentido ele diz que a democracia é a melhor porque a sua forma corrompida pouco se afasta da original. Ele diz que o problema da democracia é que por todos os homens serem iguais em um sentido acabam acreditando em determinado momento que são absolutamente iguais.

      • A Democracia sofre do mesmo ´´defeito“ do Capitalismo. Ela é flexível o suficiente para poder funcionar ao lado de sistemas que em teoria são Anti-Democráticos. Porém, deste dado não podemos concluir que democracia seja um mal em si pelo fato de grupos politicos a usarem para fins não Democráticos.

        Milton Friedman dizia que o Capitalismo não é condição suficiente para a liberdade e sim condição NECESSÁRIA. Onde Existe capitalismo não necessariamente existe liberdade, mas onde existe liberdade existe Capitalismo.

        O mesmo acontece com a Democracia, sendo ela uma condição necessária para se ter direitos, nem sempre teremos direitos em tal sistema. Porém, onde se tem Direitos existe Democracia.

      • ‘Não estou defendendo o libertarianismo que na minha modesta opinião é uma imbecilidade que não é nem digna de sinceras considerações’

        Uma imbecilidade já se provou funcionar no mundo real, e que gerou o país mais rico e mais livre da história da humanidade:os EUA do séc XIX.
        Se vc acha que libertarianismo é sinônimo de anarco capitalismo, isso apenas prova sua falta de estudo.

  19. Então sem Estado não haverá Guerras? auahauahuaha

    Então que tal ele explicar porque os índios brasileiros e americanos viviam se matando em guerras sanguinárias. No Brasil inclusive existiam tribos canibais que não se contentava apenas em matar seus inimigos, também comiam eles….

      • Opa, o contexto é da afirmação do Carson. Não vou discutir a afirmação de um left-libertarian. Infelizmente, estes são mais barulhentos que os “right”, e acabam passando a imagem de que os libertários são um grupo uniforme, o que está bem longe da realidade, na verdade. Em linhas gerais, o libertarianismo deveria ser somente uma posição política, e não moral. Mas como os “left” geralmente são ateus, utilizam as premissas libertárias como código moral, trazendo a confusão para a discussão.

  20. A notícia cujo link vai no final mostra que os mais básicos princípios de Direito e a separação de Poderes foi abolida no Brasil. Vejamos a última pérola ocorrida em Banânia:

    “Em ação movida pela ABGLT (Associação de Gays, Lésbicas e Transgêneros),
    a Procuradoria Geral da República publicou parecer defendendo que o
    Supremo Tribunal Federal (STF) criminalize a homofobia no país. A
    Procuradoria defendeu ainda que até que o Congresso votar a lei de
    combate à discriminação por orientação sexual e identidade de gênero, o
    Supremo passe a aplicar a lei de Racismo já existente para punir as
    condutas homofóbicas.”

    Ou seja, o princípio de que não há crime sem lei anterior que o defina foi pras cucuias. Não se pode, em NENHUMA HIPÓTESE, fazer tipos penais por analogia. Nunca. Um simples parecer favorável a uma aberração que viola a mais não poder a Constituição mostra que não há mais segurança jurídica nenhuma. Quando da ocasião da liberação das células-tronco, do aborto de anencéfalos e da união estável homossexual, me filiei àqueles que viram nestas decisões atividade legislativa por parte do STF. Pois bem, os grupos GBLT viram que através do STF poderiam driblar o Congresso Nacional, já que aquele se transformou numa espécie de “novo Congresso”, o que fica claro nesta afirmação:

    “O nosso Mandado de Injunção está pedindo claramente para o STF
    legislar. No caso da greve dos servidores, o STF pediu para o Congresso
    votar uma lei que regulamentasse a greve dos servidores públicos. Como
    os parlamentares nada fizeram, coube ao STF regulamentar a greve dos
    servidores públicos. Ali, sem dúvida nenhuma, o STF legislou”, disse
    Iotti.

    http://blogs.odia.ig.com.br/lgbt/2014/07/28/procuradoria-geral-da-republica-defende-que-stf-criminalize-a-homofobia/

  21. O Professor Olavo de Carvalho ilustra esta situação de forma fantástica em entrevista para o Instituto Ludwig von Mises Brasil (no Podcast do IMB, edição 78).

    https://www.youtube.com/watch?v=4MPdtIwqKDg

    Basicamente, ele demonstra como é impossível haver uma sociedade anarco-capitalista da forma ideal, pois a questão militar não é levada em consideração, e um estado vizinho poderia simplesmente anexar o território sem dificuldades, uma vez que, enquanto sociedade descentralizada, não haverá resistência militar suficiente para impedir isso.

    Recomendo ouvir… Vale muito a pena.

    E antes de iniciar um flame war aqui, deixo claro o seguinte:
    – Não sou eu quem estou argumentando. Estou apenas indicando um conteúdo.
    – Eu não sou Olavete, tão pouco anti-olavete. Se for argumentar, não comece com um ad hominem.
    – Olavo não “derruba” a teoria libertária completamente… Ele refuta apenas a vertente anarco-capitalista. Não quer dizer que os ideais libertários – segundo ele – são impossíveis. Talvez o mais próximo que se possa chegar é o conceito de “Estado mínimo”.
    – Ouça antes, argumente depois.

  22. Luciano meu filho, adoro quando você arruma umas tretas por ai. Agora vou te atualizar sobre as tretas que geraram esse seu texto.

    https://www.facebook.com/groups/RedeLibertaria/permalink/744133995642756/ – Recomendo a leitura dos comentários para você entender melhor o que eles pensam e defendem pra num artigo de resposta, você matar tudo numa cajadada.

    https://www.facebook.com/kim.kataguiri/posts/516082408524891 – A mesma recomendação sobre o texto acima.

    http://filipeceleti.com/2014/07/29/kevin-carson-nao-representa-o-libertarianismo/ – Esse aqui é um texto resposta a você.

    https://www.facebook.com/jonathanalves.dossantos.7370/posts/309819809193247:102 – Esse aqui é uma das repercussões do seu texto.

    • Essa aí é a turma que defende aniquilação do Estado ou com esse papo de “estado mínimo” chama de socialista enrustido quando alguém defende alguma importância da atuação do Estado, mas na hora de debater com esquerdistas, jogam países como Austrália e Cingapura no assunto e citam o Heritage com louvor. A Austrália arrecada de impostos anualmente quase 46%, ainda tem transporte de trem estatizado por lá, já Cingapura, tem um estado atuante e que fiscaliza tudo, tem área (a grande maioria) que é proibido fumar, passear com cachorro e tem uma fruta lá que é proibido levar em transporte público. Esse pessoal não tem noção mesmo.

  23. Luciano,

    Há muitos comentários ingênuos aí acima, sugerindo que é possível um mundo sem governos. Não, não é possível. Nunca será.

    Os homens não são anjos, como bem lembrou Karl Popper. Mas, ainda que fossem anjos – e, aqui, Popper apresenta, segundo me parece, o argumento definitivo -, haveria anjos mais fortes do que outros, o que significa que haveria a necessidade de proteger (através do governo ou de uma agência, etc.) os anjos mais fracos.

    Ou seja, nem substituindo a máxima hobbesiana “homo homini lupus” pela equação “homo homini angelus” popperiana o mundo seria perfeito, a ponto de dispensar a existência do governo ou de algum tipo de aparato que proteja os mais fracos da sanha predatória dos mais fortes.

    É claro que o governo deve ser visto como “um mal necessário”, de acordo com a melhor tradição liberal clássica, e não como o agente que vai realizar o idílico Paraíso na Terra, como pretendiam os marxistas clássicos.

    Mas o que eu quero mesmo é descer a discussão para um nível mais terra-a-terra: experimente brigar com o seu vizinho – não necessariamente no braço ou a tapas, mas certamente com ameaças verbais – e me diga – por favor, aqui me refiro aos libertarianos! – quem, ou que força, evitará que aconteça o pior.

    Eu já passei por essa experiência e sei que, sem governo, a máxima hobbesiana “homo homini lupus” prevalece com toda a certeza.

    E vou mais longe: a inexistência de governo pode chegar, sim, a configurar um cenário semelhante – ou até pior! – ao de Mad Max. Eu não tenho nenhuma dúvida quanto a isto.

    Por isso, governos detém o monopólio da violência – e precisam, como você bem lembrou, ter seus poderes limitados por lei e fiscalizados pelos governados. Por isso, só podemos fazer uso da violência para a nossa autodefesa. Mas experimente-se suprimir o governo para ver como em cada esquina surgirão hordas de bárbaros dispostos a tudo. E aí, quem sabe?, não haverá mais heróis, como Mad Max, para nos salvar do escalpe – será cada um por si e que vença o mais forte!

    ,

    • Excelente argumento. E mais, hoje mesmo existem locais onde mesmo existindo algum tipo de estado, se vêm barbaridades dignas da idade média. Imagine sem nenhum governo, para coibir imediatamente ou em sanção futura (boa parte da civilização está na unidade de vida de todos, que mesmo que não sejam contidos imediatamente, salvo exceções, tem bem claro que serão responsabilizados de alguma maneira, em tempo futuro, pelos seus atos).

      E um possível anarquismo também passa pelo imperativo de ter de ser obrigatoriamente em nível mundial. O que, convenhamos, é algo complicadíssimo até de se imaginar. Pois do contrário, tal sociedade seria apenas uma presa fácil para outra sociedade ou organização externa, que com uma força unificada em torno de apenas um objetivo, facilmente conquistaria esse povo “sem governo”. A sociedade anarquista seria a Seleção Brasileira, e a sociedade invasora seria a Seleção Alemã. Mesmo com o mesmo número de combatentes, a desunião e a desorganização não perdoam. 7 x 1 pra eles. hehehe

      • Mas esse pensamento não é bastante semelhante ao dos comunistas utópicos? Com diferenças apenas estéticas? Assume que tal modelo anarco-capitalista só é imaginável em sociedades futuras, muito além do nosso estágio de evolução. Isso é o que todos acreditam, mas é uma bela utopia, sem nenhuma indicação de que possa vir a acontecer de fato. Sempre permanece a tendência de concentração, seja estatal ou privada. O libertarianismo parece ótimo pra refutar marxistas e comunistas, porém oferece uma alternativa inconsistente, à luz da realidade histórica e psicológica humana.

        Me parece que a única via é o equilíbrio de forças, pois sempre haverão conflitos. Ou seja, o público e o privado precisam existir para se moderarem mutuamente, do contrário a tendência é a busca do excesso (tendência humana, vício). O conservadorismo é bom neste sentido pois tende a moderação.

        O que acontece é que algumas ideologias e correntes políticas são mais receptíveis à esses excessos. Um sistema político bom, na minha opinião, é o que confessa todas as suas possibilidades de defeitos e desvios e possui mecanismos para minimizá-los. Os EUA parecem que conseguiram a melhor receita neste aspecto e não a toa são os mais bem sucedidos no mundo. Veja por exemplo sua constituição que prevê o direito ao armamento da população para o caso até de ter de se defender do próprio governo! Isso é fantástico e de uma honestidade incrível.

      • Não Daniel, é diametralmente oposto aos citados. O comunismo exige um novo homem. O anarcocapitalismo não. Lembre-se que muitas coisas foram consideradas utópicas no passado, e vieram a se tornar realidade. Faça uma análise rápida: quanto maior o governo, maior o nível de miséria. Quanto menor ( em termos de intervenção ), mais desenvolvido o pais. Os libertários levam esta linha de pensamento ao fim, e fazem abstrações em cima dela.

  24. Nível de desonestidade intelectual infinito. Para alguém que critica as práticas esquerdistas com tanta firmeza e assertividade até que não seria ruim olhar sua imagem no espelho.
    Sugiro um aprofundamento na filosofia libertária antes de se meter a falar do assunto. Afinal de contas, é o futuro da política. Antes de 2020, o movimento libertário já tomou o GOP. Aguarde.
    De qualquer forma, obrigado por divulgar o movimento.

      • Tudo bem, Luciano.

        Sugiro ainda o aprofundamento na filosofia libertária. Caso não se interesse explico apenas que mesmo os libertários anarquistas não advogam pelo fim imediato do Estado. Para chegar ao anarquismo precisa-se passar pelo Minarquismo, numa diminuição gradual de seus tentáculos.

        Eu mesmo, embora aprecie bastante as ideias, não me considero um anarquista.

        Quanto ao GOP, imagino que você acompanhe a política americana ainda mais do que eu. Diga-me o que pensa de Rand Paul e os conservatarians. Atualmente ele é o favorito a ser indicado pelo GOP em 2016.

        http://www.patheos.com/blogs/geneveith/2014/07/rise-of-the-conservatarians/

  25. Camorra, Ndrangheta, Yakuza, FARC, Sendero Luminoso, PCC, CV, Máfia Russa, Máfia Albanesa,La Eme, Aryan Brotherhood, Black Guerrilla Family, Blood, Crips, Mara Salvatrucha, Yardies Britânicos, Cartel de Medelin…

    Em qual cenário político vivemos em meio a uma guerra de gangues mesmo?

  26. A inexistência do Estado é impossível.
    Destrua um Estado e você criará vários Estados menores ou um ainda maior no lugar.
    Dê um território sem habitantes, sem lei e a criação de um ou mais Estado é inevitável.

    A história da África e principalmente da Europa já deveria ter mostrado para os libertários que a consequência espontânea do anarcocapitalismo (todos os territórios serem privados) é a criação de diversos Estados, ironicamente privados.

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