Lá vamos nós de novo: mais uma vez tenho que falar sobre discursos infelizes pedindo intervenção militar

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Recebi no Facebook, dias atrás, o anúncio de uma manifestação contra o Decreto 8243, que compartilhei imediatamente. Porém, reconheci um dia depois minha precipitação, pois notei que a manifestação não apenas protestava contra o decreto ditatorial da Dilma (com meu total apoio, reitero aqui), como também pedia “intervenção militar”. Aí já não dá para apoiar mesmo.

Um de meus leitores afirmou: “Será que não percebe que em pouco tempo a única saída será a intervenção militar? Em muito pouco tempo ou entram os militares ou seremos genocidados pelo Foro de SP.”

Será que ele está moralmente correto ao pensar assim? Ou será que ele pratica a estratégia correta? A meu ver, ele está equivocado nos dois aspectos.

Falemos primeiro de estratégia política.

Um outro leitor postou algo com o que concordo. Veja:

Tudo o que o Narco-petralhismo precisa agora é de uma intervenção constitucional das Forças Armadas. Toda a comunidade internacional os colocariam nos ombros como vítimas inocentes que foram atacadas por um ranço totalitário e elitista que pretende usar da violência para barrar todas as magníficas e mundialmente aplaudidas “reformas sociais”. Na verdade, apoiar a intervenção militar hoje, com o povo absolutamente destituído da capacidade de raciocinar, apenas e somente revitalizará o Narco-petralhismo à estaca zero.

Ele está certíssimo! É exatamente por esse motivo que os socialistas, mesmo lutando pela implementação de uma ditadura, usan frames pedindo “democratização da mídia” e “aumento de participação do povo”. Os direitista que são adeptos da “intervenção militar” querem muito mais a democracia mas falam em uso das Forças Armadas. É claro que estes últimos não entraram em campo para ganhar a batalha política, mas para dar frames positivos ao adversário (mesmo que muitos não percebam que é só isso que estão fazendo).

Acho que isso resume o tamanho do erro estratégico que significa a solicitação por “volta dos militares”.

Mas temos ainda o aspecto moral. Geralmente os intervencionistas dizem algo como “mas, no fim das contas, eles podem vencer, então não teremos outra alternativa senão convocar os militares”.

Tirando o fato de que há uma ilusão em achar que os militares atendem “sob demanda” (falta eles explicarem por que isso não ocorreu em países como Venezuela, Equador, Bolívia e Argentina), o maior problema moral reside no fato de não reconhecer a própria derrota e partir para a apelação.

Se de fato os petralhas conseguirem implementar a ditadura (através das vias democráticas, pois é assim que funciona o gramscismo), significa que os perdedores deveriam parabenizar os vencedores e tentar aprender um pouco com isso. Mais ou menos foi isso que os marxistas fizeram quando os militares tomaram o poder: foram estudar outra tática e encontraram na estratégia gramsciana seu rumo promissor.

Todavia, veja o que podemos traduzir dos direitistas que usam o discurso de que “se eles vencerem, teremos que apelar”:

Eu reconheço que não consigo largar minhas manias, e por isso acho trabalhoso pensar em ações políticas, em termos pragmáticos. Por isso, não vou adentrar à guerra política coisíssima nenhuma. Se eu entrar, vou fazer uma coisinha ou outra. Mas não vou investir esforço suficiente nisso. Se no fim das contas perdermos a guerra cultural (que foca em conquistas pela via democrática, a longo prazo) e o PT conseguir nos transformar em uma Venezuela, aí as Forças Armadas vem resolver a parada para a gente.

Isso parece coisa de dirigente de time que não foca nos resultados, cai para a segunda divisão e depois apela para o tapetão. Para quem não ganha no campo, basta virar a mesa. A meu ver, esse é um discurso extremamente imoral. Só posso tratar este tipo de abordagem da mesma forma que trato os discursos da extrema-esquerda.

Alguém pode dizer: “Mas e se surgir clamor popular pedindo os militares?”. Mesmo um ateu pode reconhecer o poder da metáfora de Poncio Pilatos, lavando as mãos. A meu ver isso é mais nojento que mocotó de ontem. Ou algo é correto ou não é. Para quem tenta racionalizar a busca pelo tapetão, basta dizermos: “Se a massa clamar por uma imoralidade, ela se torna justificada?”.

Note que não estou dizendo que lutar contra os socialistas é imoral. É o contrário: imoral seria permanecermos inertes diante da ameaça. Mas também é imoral adotarmos a postura de “virar a mesa” caso o adversário vença.

Que fique claro meu ponto de vista: na guerra política contra a esquerda, só há uma luta, e esta se baseia na guerra política pelas vias democráticas, incluindo a guerra de frames, guerra cultural, guerra virtual e, é claro, quaisquer outras formas de guerra de posição, todas elas executadas como se fossem uma “malha” de ações, interfaceando umas com as outras.

Se não formos capazes de vencer essa guerra, não há uma justificativa moral para virarmos a mesa. Em caso de derrota, basta a resignação e o aprendizado com a derrota, sempre com foco na única luta, pelas vias democráticas com base na conquista de corações e mentes.

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41 COMMENTS

    • Não concordo !Se não houver luta não haverá paz e esta é ameaçada pelos comunistas e se aceitarmos nada mais poderemos fazer e a guerra se fará da mesma forma, só que da parte deles contra o povo e seremos massacrados. de qualquer maneira seremos, Então que haja intervenção ou guerra, eles pedem !

  1. Boa noite, Luciano

    Concordo com tudo, menos com a parte de que se perdemos, devemos aceitar. Se você já não tem mais nada a perder, acho válido apostar as fichas numa última tentativa. Sua comparação é com o tapetão também concordo, mas só tem uma diferença: No caso de nós perdermos a guerra cultural e a ditadura for implantada, não é um simples jogo que estará em disputa, mas sim a vida de milhões de pessoas. Quando foi instaurada a Ditadura Militar, os petralhas tiveram tempo de se planejar pois viviam num SISTEMA LIVRE, ao contrário do comunismo, que apresentará uma repressão duríssima a todo tipo de revolta.

    Mas o texto está muito bom, com exceção dessa minha ressalva, está de parabéns.

      • Só acho revoltante ter que pagar pelo erro dos outros mesmo avisando os anacéfalos do perigo, eles já estão usando a repressão a rodo na cara dura (caso santander), se ganharem acho muito difícil uma guerra cultural reverter o quadro… o governo já emburreçe a população de propósito, sociedade idiotizada é mais fácil de controlar, no mais tens razão em tudo que disse parabéns !

      • Mas, Luciano. Me permita uma apelação.

        Quando você diz em “Veja que você fala da vida de “milhões de pessoas” que foram às urnas votar…
        As pessoas devem pagar pelos seus erros.”, nem todas as pessoas que morrerão no processo serão as que ignoraram a guerra política e, como demonstra a história, o processo de isonomia estará completamente invertido: quem trabalhou (direta e indiretamente) para a Ditadura Socialista, será o gado arestado pelas diretrizes totalitárias e, justamente quem foi contra e que fez algo pra tentar evitar, é que pagarão, em primeira via, pelos “pecados” de todos.

        Não seria arbitrário e brando demais deixar que uma simples “guerra política” decida quem deve viver ou morrer?

        Obs: sei que não temos/sabemos com quem contar nas FAs, nas Polícias e nem da própria população; mas qualquer coisa vale na guerra. Ou não?

        Obs2: peguei os seus posts traduzindo a “A Arte da Guerra Política”, compilei-os, fiz um PDF e disponibilizei para alguns amigos, mas não pedi sua autorização. Posso deixá-lo upado? [ Link: https://www.dropbox.com/s/n4r7bwf9cquvdqq/David%20Horowitz%20-%20A%20arte%20da%20guerra%20pol%C3%ADtica.pdf ].

        Obrigado!

      • Luciano, gostei muito do artigo, embora concorde ainda mais com o que foi dito pelo Marcelo e pelo Gustavo. Ao meu ver, a melhor parte de seu artigo foi esta: “Ou algo é correto ou não é. Para quem tenta racionalizar a busca pelo tapetão, basta dizermos: “Se a massa clamar por uma imoralidade, ela se torna justificada?””. Pois a democracia nada mais é do que a massa clamando pela imoralidade de alguém que “a massa” escolheu governar a vida de TODOS os que vivem naquele território (não apenas as vidas “da massa”).

        Por isso eu não acho que seja válido seu argumento sobre as milhões de pessoas que foram votar e que merecem pagar pelos seus erros, embora eu concorde que a lógica dele – quando se aplica – é perfeita. Quem elegeu essa corja REALMENTE tem que aturá-la, mas eu não votei nesses caras, e não concordo com o governo deles, e há outros milhões em situação idêntica ou muito próxima da minha. Podemos nos separar do Brasil e fundar um novo estado? Não. Podemos nos isentar de sermos governados por essa corja? Não. Podemos ao menos deixar de financiar a farra deles nos recusando a pagar impostos? Também não!

        De fato uma imoralidade que conta com o clarmo da massa não se torna moral. Justamente por isso, a partir do ponto que nos é imposta uma realidade imoral com a qual não concordamos, sob a ameaça de sermos presos ou até mesmo mortos, caso nos recusemos a ir pra cadeia, o que era violência se torna “legítima defesa”. Estou errado?

        Nos demais pontos, concordo plenamente com o artigo. Não sou a favor de uma intervenção militar justamente por ela conceder ainda mais força e imagem a essa corja perante a comunidade internacional (que ainda ganharia o status de mártires e heróis), isso, é claro, dentre outros motivos, mas considero legítimo um levante popular visando depor um governo, ou se separar dele, e isso transmitiria exatamente a mensagem que deve ser transmitida ao resto do mundo: “estamos sendo governados por uma corja de bandidos que não reconhecemos como governantes legítimos”. Embora eu não tenha esperança em nenhum movimento desse tipo aqui no Brasil.

        Abraços!

      • Bem colocado mais, não podemos nos esquecer que a Coreia do Norte já foi tomada pela ideologia Marxista há décadas, a população de lá acha que é normal ser fuzilada e ver seus familiares sendo mortos quando tem opiniões ao contraria do ditador, será mesmo que podemos aposta nossas fichas nisso? e se depois não tiver mais volta?

    • Concordo com ele. Há pessoas que não terão como fugir do país caso isso aqui vire uma Cuba. Se eu for uma delas eu não tenho nada a perder exceto os grilhões. Não há porque não partir para atitudes violentas nessa situação. Eu já estarei morto. A diferença é se eu vou morrer com os agentes do partido vindo na minha casa de noite, como o expurgo de Leningrado, ou se vou conseguir levar pelo menos um comigo pro inferno.
      Ou se morre como um Bin Laden ou vive-se pra se tornar um Winston Smith.

      • Jeferson no caso de um levante popular com a finalidade de se separar do Estado já existe o movimento “O sul é o Meu País” por exemplo que tem a ideologia básica do separatismo, assim o sul seria um novo país, em teoria idéia é bacana e bem pensada apesar de ter alguns problemas no sistema como a fragilidade que este país novo teria diante do mundo… poderiam ser reféns do capital externo (bancos parasitas) mas é uma teoria que merece um bom tempo de análise.

      • md1superbyte, esse movimento é antigo, e infelizmente ainda não produziu o resultado desejado, e provavelmente não vai produzir. O argumento da vulnerabilidade “diante do mundo” me parece fraco. O problema maior é que, ainda que um referendo revele que, digamos, 80% da população do sul do país seja favorável à secessão, esse direito não é reconhecido na constituição, e o governo federal não cederia os estados do sul simplesmente porque eles são pagadores líquidos de impostos, ou seja, são parte da federação que paga mais impostos do que recebe em repasses da união.

        Logo, não temos o direito de secessão. Ele teria que ser conquistado provavelmente à força. A menos que o sudeste também quizesse se separar e a população em massa dos 7 estados do sul e sudeste se manifestassem em peso pedindo por ela. Talvez nesse caso a união recuasse, por ter medo de uma guerra civil em nosso território… TALVEZ.

  2. Eu sabia que chegaria o dia em que eu haveria de discordar de você, mesmo que parcialmente. E sem nenhuma pretensão de convencimento, alguns pontos, ao meu juízo, precisam ser melhor aclarados.

    Primeiramente, fico lisonjeado com a menção ao meu comentário anterior, e eu o reafirmo: nesse momento, em especial, uma precipitação dos militares (o que eu penso ser impossível, por “n” razões) seria a decretação de morte de qualquer vestígio democrático no Brasil pelos próximos 30, 40 anos.

    No entanto, a possibilidade de virar-mesa pela via da intervenção constitucional, que é plenamente constitucional, conforme o artigo 142 da Carta Socialista de 1988, deve estar clara e evidente, especialmente ao Narco-petralhismo.

    Ocorre, por outro lado, que, entre aqueles que vislumbram a intervenção dos militares como única saída, não fazem, por ignorância endêmica, a devida distinção entre “Intervenção Militar”, “Golpe de Estado” e “Governo Militar”. São fases totalmente distintas umas das outras, mas que estão muito distantes da compreensão do público em geral, e que por isso mesmo precisam ser diuturnamente desmistificadas.

    Na Venezuela, especificamente, e eu não sou especialista em Venezuela para adentrar nos meandros da incursão do bolivarianismo desse País, houve uma intensa, prévia e calculada ação de Havana e Hugo Chaves para o controle de todos os principais postos de comando das Forças Armadas venezuelanas, neutralizando, ab initio, qualquer possibilidade das mesmas de se rebelarem em favor dos interesses estritamente nacionais, o que ainda não aconteceu, na mesma intensidade, no Brasil, embora a MESMA estratégia esteja em pleno curso, especialmente com a intromissão de ideologia gramsciana nas mais tradicionais Escolas de Formação de Oficiais.

    A movimentação do bolivarianismo, coordenado pela batuta de ferro dos irmãos Castro, age de forma diferenciada nos países da América Latina e eles estão plenamente conscientes de que o Brasil é, por sua própria natureza, história e cultura, um País muito mais complexo do que a Venezuela. Não é possível comparar desiguais, ignorando as suas particularidades.

    Com soberania não se brinca, não se jogam jogos e não se subestima o instinto assassino, e mesmo o desespero de organizações criminosas diretamente envolvidas com o narcoterrorismo colombiano.

    Quando eles se cansarem de brincar de guerra política, não precisarão de muito estímulo para começar a emparedar blogueiros, jornalistas e palpiteiros de Facebook. A Venezuela é um excelente exemplo disso, embora a lista de pessoas assassinadas seja de qualquer impossível circulação em língua portuguesa.

    A Intervenção Constitucional, que é totalmente diferente, e antagônica ao conceito político de Golpe de Estado, é um DEVER das Forças Armadas. Deveres constitucionais, institucionais e históricos não podem nunca ser taxados como uma imoralidade.

    O Exército brasileiro é centenário, fundou o Brasil nas margens do Ipiranga, assegurou a estabilização do Império e a continental conformação geográfica que hoje está mais do que ameaçada (alerto para a Convenção 169 da OIT). Exércitos centenários e institucionais não se convertem facilmente em Exércitos revolucionários como ocorreu em Cuba e na China, e exatamente por isso que o Narco-petralhismo, sob a batuta de Fidel Castro, acelerou a campanha de difamação e desmoralização das Forças Armadas, sem mencionar, e não menos importante, a política de sucateamento que vem sendo implementada pelo socialista fabiano Fernando Henrique Cardoso.

    As Forças Armadas já estão conscientes de que precisarão agir, pois a direita é inepta demais para reverter sozinha a hegemonia cultural de 60 anos posta em prática ainda durante o Governo dos Militares, com a anuência destes, que se limitaram a combater a guerrilha e entregaram de mãos beijadas as Universidades àqueles esquerdistas considerados “pacíficos”.

    As Forças Armadas ainda não agiram, pois sabem que não estarão enfrentando apenas uma horda histérica, mas porque o próprio povo, a grande massa descerebrada, que dança lepo lepo, não abrirá mão de todos os favores do Deus-Estado e nem dos “direitos” a que foram condicionados a acreditar que têm, como saúde de graça, educação de graça, transporte de graça, terras de graça, tudo de graça.

    Enfim, como toda medida extrema, o Exército, principalmente, apenas agirá (eu diria, acordará) quando se perceber totalmente cercado, acuado e sendo constrangido a admitir “oficiais” cubanos em seus quadros, ditando-lhes ordens e alterando suas rotinas e tradições.

    Até lá, eu concordo que o único jeito é a guerra política, insistente e cada vez mais ácida, mas isso não será suficiente, segundo meu juízo pessoal, para purificar a mente de um número considerável de eleitores.

    Reitero o comentário que fiz antes daquele reproduzido em seu texto: quando o Estado é sequestrado por organizações criminosas, de âmbito internacional, e de natureza narcotraficante, é dever de um Exército centenário defender o País dos inimigos internos, pois as Forças Armadas são as guardiãs mais legítimas da soberania e da independência do Brasil.

    Não foi o povo e nem os intelectuais que declararam nossa independência, e nem é em função de sua “nobreza” que reconhecem nossa soberania, e quando ambos estão sob ameaça, ou são diretamente atacados, resta somente sacar a última carta: virar a mesa!

    Repito: com a soberania de uma Nação não se brinca.

    • Dennys,

      Eu não havia lido seu comentário anterior. Neste caso, vejo que discordamos. A meu ver, se o partido consegue tomar o poder e transformar o país em um inferno, mas ainda assim pelas vias democráticas (mesmo que contaminadas pelo aparelhamento), o negócio é partir para a guerra cultural. Foi assim que os esquerdistas fizeram…

      Abs,

      LH

      • Realmente eles fizeram. Mas nossa discordância, como eu disse, é apriorística, simplesmente de premissas.

        Você está pressupondo um ambiente político estável e desconsiderando até que ponto um psicopata em desesperado, viciado em poder, é capaz de chegar quando percebe que suas fraudes intelectuais não conseguem mais produzir os efeitos esperados.

        Blogueiros e jornalistas com o seu perfil estão presos em Cuba e na Venezuela e não se vê um pio, nenhuma notinha, nada, nada, nada, em defesa dessas pessoas que estão lá apodrecendo, silenciadas, indefinidamente, sem direito a um processo judicial justo, pois os juízes também estão ideologicamente comprometidos, como a maioria dos nossos.

        O que você insiste em nominar “transformação pelas vias democráticas” pode em pouco tempo desaparecer, e, antes de perder a dignidade e a liberdade, ser completamente esmagado, ou mesmo assassinado por algum cubano, eu prefiro

        Nós já fomos desarmados, nossa imprensa não é livre: nunca antes na história do Brasil, nem mesmo durante o Governo dos Militares, houve um controle tão pesado acerca da circulação da ideias e informações. As Universidades foram tomadas, até bandeiras vermelhas já ousaram hastear, professores liberais e conservadores são escorraçados, humilhados, difamados e banidos. Verbas públicas são usadas para financiar ditaduras comunistas, empresários amigos do Rei, bolsas de toda ordem, importação de agentes do serviço secreto cubano.

        Como competir com toda essa força senão virando a mesa??!

        O que você chama de “transformar pelas vias democráticas”, eu chamo de crime contra a humanidade.

        Nada, ao meu juízo, pode ser mais imoral, agressivo e perverso do que subversão ideológica, corrosão das instituições, desmoralização generalizada do povo, esmagamento da alta cultura que exige uma reação a altura. E eu até ouso dizer que uma reação tempestiva das Forças Armadas, se acaso bem sucedida, com a devida expulsão das hordas criminosas, equivale ao direito de legítima defesa de Israel em face dos ataques do Hamas.

        A diferença básica entre Brasil e Israel está justamente na posição do grupo terrorista: no Brasil os terroristas sequestraram o Estado, e o usam para destruir o povo, e é mais do que evidente que serão capazes de agir tal como o Hamas. E você sabe disso.

    • Comentário brilhante, com o qual estou totalmente de acordo, embora pessoalmente ainda esteja em dúvida sobre as consequências para o Brasil e para o povo de uma intervenção de nossas Forças Armadas.

      A impressão que tenho é que estamos num momento decisivo e extremamente delicado de nossa história. Mas o fato é que a ralé, no sentido em que Hannah Arendt define, está nos governando e a continuar, o resultado, com enorme probabilidade histórica, será aquele que a pensadora escreveu no seu “As raízes do totalitarismo”.

    • E o que os militares farão, uma vez no poder? Eleição não adianta pq serão os mesmos politicos comunistas. Cassa-los e abrir espaço pra outros não adianta pq para cada Lula que voce casssasse apareceriam 10 Sininhos. Se eles fizerem a intervenção eles tem que fazer sabendo que nunca mais poderão entregar o poder de volta pros civis e que vai ter ser feito um expurgo do Brasil, eliminando os marxistas. Se tivessem feito isso nos anos 60 seriam algumas dezenas de milhares. Hoje serão milhões. Há categorias profissionais inteiras que terão que ser expurgadas. Sabe todas aquelas pessoas dos cursos de humanas? A maioria ali teria que morrer. Espero que você não tenha amigos lá pq eles morreriam e a amizade poderia ter por na lista.

      Os militares farão isso?

      Você quer essa carnificina?

      Uma intervenção militar teria que ser pra desistir da idéia de republica, de democracia, pra sempre no Brasil. Senão daqui a 30 anos os problemas que estamos tendo continuarão ocorrendo. E embora o mundo esteja mudando e a medida que o Ocidente desmorona os valores democraticos se tornem secundários eu não me sinto confortável com algo assim. Com uma Junta eterna, com um Hafez Al-Assad de Brasilia.

      A ação tem que ser feita por civis. A luta politica e a jihad cultural tem que ser feitas por civis. E se falharmos e isso virar Cuba, são os civis que tem que virar homens-bomba. Eu uso o termo jihad cultural porque na jihad vc combate tanto o mal no mundo quanto o mal dentro de você. E é uma luta sem tréguas, 24/7.

      • @Luciano Geronimo: Suas preocupações e indagações são mais do que legítimas. O que farão os positivistas em rumo a conversão ao bolivarianismo tal como ocorreu com o Exército da Venezuela??

        Porém o Exército deve esperar até o momento em que seus Generais passem a receber ordens de “estagiários” de Cuba tal como está acontecendo na Venezuela nesse exato momento??

        E os milhares de haitianos que surgiram como mágica, homens adultos, nenhuma mulher, nenhuma criança, nenhum idoso, todos em idade militar?? E o terrorismo do MST que ameaça o abastecimento dos nossos supermercados e a propriedade privada, e que sistematicamente desafiam a autoridade do Poder Judiciário e desmoralizam a imagem das nossas Polícias Militares??

        E as nossas Polícias Militares, sob iminente risco de se extinguirem para dar espaço a uma Força nacional sindicalizada e sob influência da CUT?? Polícia Militar que juntas representam cerca de 500 mil homens armados e mais bem treinados, em sua maioria, que os próprios repolhos, que muitas vezes mandam seus soldados para casa para economizar comida nos ranchos??

        E a ação das FARC?? Quantos terroristas das FARC foram presos pelo Exército e pela Polícia Federal e julgados pela Justiça Federal que você conhece?? E o consumo de cocaína no Brasil?? A destruição de cérebros pelas drogas, o aumento da criminalidade, o fortalecimento das organizações criminosas que controlam literalmente todos os presídios do Brasil?? E o congestionamento do Poder Judiciário e a incapacidade investigativa das Polícias Civis e a quantidade alarmante de cerca de 90% dos inquéritos em crimes fatais arquivados por ausência de autoria??

        São muitas perguntas a serem refletidas e eu compreendo perfeitamente a necessidade de se manter a coerência, especialmente em relação a responsabilidade que o autor do blog tem para com seus leitores, mas o que as Forças Armadas farão logo que conseguirem estabilizar o País, se forem capazes de fazê-lo, será uma preocupação para após a derrota desse inimigo.

        Eu sou monarquista e poderia escrever uma monografia defendendo o porquê de minha opção pela Restauração do Poder Moderador e como a sua função institucional moralizadora e fiscalizadora da ação dos políticos eleitos é, ao meu juízo, a única saída viável e historicamente bem sucedida para evitar o que quase aconteceu durante o período da Regência.

        Agora, eu sou um monarquista da ala mais realista. Nossa Família Imperial foi totalmente esmagada do cenário político nacional e milhões de brasileiros sequer sabem da sua existência, quem são, o que fazem, onde moram, o que pensam, e, a maioria esmagadora nutre em seus corações um rancor e um trauma totalmente artificiais (graças aos nosso militares) que muito trabalho tem dado ao Monarquismo brasileiro em termos de reparação dos verdadeiros fatos históricos, inclusive, e principalmente, em relação a questões como: (1) absolutismo; (2) hereditariedade; (3) escravidão; (4) nobreza; (5) tradição; (6) liberdade de imprensa; (7) biografias; (8) custos para o Estado; (9) funções institucionais; (10) liberdade econômica; (11) separação entre os Poderes e as funções de Chefe de Estado e Chefe de Governo; (12) Parlamentarismo e (13) Federação.

        Sobre cada um desses pontos haveria necessidade de muitos esclarecimentos e espancamento de diversas difamações, deturpações e mitos.

        Por hora, sou um franco defensor da Restauração da Monarquia, que era legítima, fundou e estabilizou o Brasil enquanto Nação independente e mundialmente respeitada, e que foi covardemente violentada embora contasse com uma esmagadora aprovação do povo, especialmente do escravos que se viram abandonados ao léu com o Golpe de 1889.

        Essa pseudo-República é uma sucessão de golpes de Estado, violência institucional, ditaduras seguidas por demagogia, e demagogias seguida por ditaduras. Estamos presos nesse looping infernal há mais de 1 século e as pessoas são orgulhosas demais para compreender e admitir que apenas o Imperador Constitucional, educado desde o berço para amar o Brasil, é capaz de defender os interesses superiores do País, sem distinguir sul e norte, brancos e negros, homens e mulheres, e, principalmente, ser o legítimo guardião das futuras gerações, sem qualquer compromisso com eleições ou com os humores de pequenos grupos, sejam eles terroristas, traficantes de drogas, comunistas ou grupos econômicos.

        O Imperador para se manter no Trono só depende da Nação que é a linha transcendente que une o passado, o presente e o futuro, e, portanto, é maior do que o colégio eleitoral, que é efêmero, amorfo, volátil, manipulável e maciçamente negligente e ignorante.

  3. Intervenção militar fortalece e dar razão à esquerda. Imagine a mídia e a classe “intelequitual”
    alegando que retrocedemos e voltamos à “ditadura”… Imagine os moleques blacs bostas infernizando em confronto e fedendo tudo… Este discurso de intervenção militar é puro devaneio.

    • Não se você matar todos os esquerdistas. Mas aí não será a ditabranda dos anos 60 e sim algo que começa em Franco e termina em Stalin.

      Eu não acho que seja isso que o pessoal que pede intervenção queira. Eles acham que será como a ditabranda. Não será. Será algo novo e terrivel porque os tempos são diferentes.

  4. Esse pessoal que diz que perdemos a guerra política está extremamente equivocado. No seu grupo de amigos, mostre os vídeos do Kit Gay e veja o que eles acham, pergunte para suas amigas se elas querem um marido que se porte como uma mulher ou se elas iriam criar os futuros filhos como meninas. Talvez quem nunca saiu do Brasil não perceba, mas a sociedade brasileira ainda é relativamente conservadora. Além do mais não é difícil desmascarar a safadeza por detrás de certos jargões como igualdade e justiça social.
    Ruim mesmo é se viver num país ‘desenvolvido’ como a Suécia etc. onde se tu olha para umas pernas na rua é estupro e mandar uma colega de trabalho ficar quieta é abuso. E por isso eu dou graças à Deus de sermos uma sociedade relativamente ‘normal’ ainda… uma economia se concerta em 20-30 anos, uma sociedade, quanto tempo e esforço será que se demora para concertar uma sociedade?

    Uma observação Ayan, gostaria de ouvir sua opinião: a ‘guerra’ cultural, travando-a somente culturalmente, ao meu ver não se ganha, mas deixa-se de perder. Tomemos como exemplo o ‘casamento’ gay. Mesmo que a sociedade brasileira rejeitasse o casamento gay… daqui 4-5 anos a Globo, a mídia e essas grandes fundações que atuam no Brasil voltariam com sua engenharia social e lentamente, com um beijinho gay aqui e acolá, vai se voltando à por em pauta essas idéias que a sociedade supostamente havia vencido culturalmente. Onde eu quero chegar com esse exemplo Ayan é que muitas vezes a cultura muda consoante as leis. Eu aposto que a grande maioria dos brasileiros ainda considera o casamento importante, mas, como a lei fez com fosse mais fácil se divorciar, os divórcios aumentaram, mesmo que culturalmente nossa sociedade valorize o casamento. Leis moldam cultura que eventualmente moldam comportamentos. Portanto para se vencer a guerra cultura, a batalha por assim dizer não deve se limitar ao campo cultural. Precisamos de mudança nas leis também – (menos burocracia e impostos por exemplo)

    E por fim, (e aqui entra minha via mais fascista) o estado deve censurar quem ataque os valores que a sociedade considera importante ou valores que contribuam para uma sociedade ordeira. Exemplo: defender bandidos; quer fazer apologia ao crime, cadeia para você. Quer por novelas com casamentos gays e com cenas de sexo explícito 8 da noite, multa para você. Isso eu deve fazer os olhos de qualquer liberal ficarem bem arregalados, mas, ao meu ver, provavelmente é única maneira de se definitivamente ganhar a guerra cultural.

    • Eu sempre brinco com as abortistas e com os nóias maconheiros desafiando-os a defender suas idéias no trem Santa Cruz-Central do Brasil ou no Mercadão de Madureira. Claro que nenhum vai pq eles sabem, lá no fundo da cabeça deles, que não serão bem recebidos.

      É só um bom trabalho de propaganda colar em tudo que é de esquerda essa imagem de maconha, abortistas, inimigos do reino de Israel (o povão gosta de Israel pq o povão é evangélico) além da de ladrões que eles vão começar a perder eleições. A hegemonia eles já estão perdendo. Os evangélicos estão corroendo o esquerdismo nas classes baixas e os frutos de Olavo De Carvalho nas classes médias.

    • Macuw, eu acho que uma economia se conserta em 10 anos com vontade. Em menos de 5 com vontade e dor, agora uma sociedade, provavelmente é possível consertá-la em 20-30 anos… com vontade e dor. Sem dor, tudo fica bem mais lento. E por isso que os socialistas tiveram êxito. Levaram uns 50 anos para degenerar a sociedade, através de doutrinação ideológica desde a infância nas escolas (ou por que você acha que todo professor de história e geografia que você teve era socialista?), ações de propaganda gradual na mídia, seja através de documentários ou talk-shows ideologicamente direcionados, ou através de novelas que por anos mostravam contínua e consistentemente padres e pastores como pessoas com graves desvios morais, e frequentemente mostrando bandidos como vítimas, empresários como corruptos, adultério como uma coisa normal, e tudo o mais que estamos cansados de ver.

      Querer provocar um choque de ordem e consertar a sociedade é uma tarefa ingrata, porque tudo isso já está arraigado bem fundo nas pessoas. Por outro lado, não temos DE LONGE a força de expôr nossas idéias que eles têm. A mídia é toda esquerdista, e quando aparece alguma figura um pouco mais de direita, já tratam de demonizá-la e tirá-la dos holofotes, como foi com a Rachel Sheherazade. Eles passaram uns 50 anos construindo todo esse aparato, querer começar do zero e competir com eles agora é difícil. A sorte é que, como bem colocado, a nossa sociedade ainda possui um grau de normalidade relativamente alto. Isso nos dá alguma chance, mas ainda assim, vai ser um trabalho hercúleo.

  5. com esse texto eu concordo.
    a democracia eh valida apenas por isso, pq temos a opcao de escolher e travar batalhas politicas.
    o PT estah bastante desgastado e provavelmente terah seu ultimo governo agora.
    ou nao. Aecio pode vencer tb. e se fizer um mal governo, vai ser substituido, como todo e qualquer governante tem de ser.
    eu me considero um moderado. aprecio politicas de esquerda e de direita, sendo que nenhum governo consegue ter acoes de um soh vies.
    penso que quanto mais moderado melhor.
    que escolhamos o melhor dentre os dois bracos politicos.
    mas ditadura pela democracia, acho dificil.
    isso desgasta e essas tentativas podem ser facilmente combatidas.

  6. Olá Luciano Ayan,
    Você poderia escrever sobre o alto comando militar e suas “ligações” com o PT? Afinal, todos que lá estão hoje foram nomeados pelo PT.

  7. Sobre esse tema tenho uma opinião bastante pessimista.

    Os bolivarianos montaram um esquema de luta muito eficiente: mentem descaradamente, usam um discurso populista ajustado para cada povo, ocupam todos os cargos públicos possíveis, apostam no capitalismo de estado, premiam os aliados com os recursos abundantes do governo e atacam despiedadamente qualquer adversário grande ou pequeno. No fundo funciona como uma religião ou uma gangue: só importam a obediência cega e os resultados acima de tudo.

    Essa estratégia, mesmo imoral e asquerosa, está dando excelentes resultados às gangues bolivarianas, tão bons que no Brasil o poste que se diz presidente ainda tem altas chances de re-eleição, mesmo tendo mostrado de todas as formas possíveis sua total incompetência para ocupar o cargo: por muito menos do que essa anta fez, um presidente sofreu impeachment.

    Contra isso, os cada vez menos não-bolivarianos (e olha que estou juntando aí tudo o que não segue a cartilha deles) tentam levantar barreiras explicando princípios básicos de valores democráticos, denunciando os crimes cometidos pelo partido no poder e pelo seu governo, propondo alternativas testadas em outras momentos ou países, etc. Tudo isso está correto e é necessário, mas é claramente insuficiente para enfrentar o ataque organizado contra o Estado na região. E é disso que estamos falando: um ataque constante numa guerra planejada e organizada desde lugares como La Habana ou as reuniões do foro de São Paulo. Nessas condições a ação das Forças Armadas, além de necessária, seria até legítima: os países governados pelos bolivarianos estão sendo vítimas de crimes de lesa pátria, entre outros.

    Mas as Forças Armadas não são mais as mesmas. Diminuídas, abandonadas e criticadas por décadas não têm doutrina, liderança nem forças para enfrentar os ataques organizados dos bolivarianos.

    Veja que não ajuda aplicar técnicas ou regras da área corporativa a esse problema: o lula seria banido de qualquer empresa só pela metade das coisas que diz e faz, mas continua líder absoluto dos militontos, a governanta continua tratando negócios como a lojinha de 1,99 que ela quebrou, por isso continua quebrando empresas como a Petrobrás, mas seria re-eleita se a eleição fosse hoje. Problemas diferentes, regras diferentes.

    O maior problema a meu ver é que estamos tentando argumentar com quem apenas quer nossa desaparição, assim não temos chances de sucesso. Solução? não tenho, os casos da Alemanha nazista, Cuba e Venezuela mostram que quando a maioria quer afundar o pais num regime totalitário não há muito a fazer.

      • @LH, você tem feito isso (desmascarar, denunciar) muito bem, parabéns, e tem feito mais: educar, explicar, defender princípios e valores, criar espaços para discussão. Isso tem sido feito cada vez mais no Brasil por um número crescente de pessoas preocupadas com a invasão vermelha. São essas as barreiras que podem evitar que o Brasil vire uma Venezuela, por isso os bolivarianos tupiniquins têm ficado cada vez mais violentos e brutos, estão sentindo o golpe e isso é muito bom para o Brasil.

        Meu ponto é outro: e se isso não for suficiente? e se os bolivarianos não aceitarem os resultados das urnas ou conseguirem fraudar a eleição? (como aconteceu na Venezuela, por exemplo).

        Conhecendo os bolivarianos e o que eles têm a perder, esse é o cenário mais provável para o final de 2014. Mas não vejo nenhuma discussão ou posicionamento para algo assim, que então poderia incluir, sim, a ação legitima das Forças Armadas como um dos instrumentos constitucionais para a defesa do Estado Democrático de Direito.

        É obvio que indo por esse caminho (e os ataques com censura, listas negras e ameaças físicas já começaram) as argumentações ficam em segundo plano por um problema de prioridades: a oposição na Venezuela ficou anos discutindo tecnicismos enquanto o Chávez foi ocupando um por um os pontos importantes do Estado, hoje montaram um narco-estado e a cúpula bolivariana simplesmente virou o próprio estado venezuelano, até uma aberração incompetente como o maduro consegue manter o poder, de tanto poder que acumularam.

        A receita bolivariana para o Brasil é a mesma. O que temos para enfrentar esses ataques à democracia brasileira? Palavras podem chegar a ser insuficientes quando se trata com trogloditas.

      • Petronio,

        Se as palavras forem insuficientes e conseguirem implementar um sistema plenamente bolivariano, só tiraremos o PT do poder quando a crise estiver muito grave.

        São os riscos…

        Mas se for tentada a derrubada deles por intervenção militar, AÍ É QUE ELES ADQUIREM AUTORIDADE MORAL para não saírem nunca mais de lá.

        Abs,

        LH

  8. Mas Luciano, qual seria então a estratégia a seguir? Eu concordo em parte com o seu argumento. Sabemos que esses esquerdistas não são a favor das liberdades individuais a não ser que seja para fazer coisas imorais e estão detonando o que nos resta de liberdade. Será que se eles perderem nas urnas vão aceitar a derrota e sair pacificamente? sabemos que não. Como faremos para defender nossa liberdade se já fomos desarmados? uma revolução cultural se faz terminantemente necessária mas, talvez não tenhamos tempo para tal. Não sei como são os exércitos da Argentina, Venezuela e etc… mas sabemos que as FFAA nos livraram do comunismo iminente há 50 anos atrás apesar de terem falhado miseravelmente na cultura e não eliminar por completo a ideologia vermelha que volta pra nos assombrar. Talves os milicos estejam esperando o momento certo pra agirem. Sabemos que os militares da FFAA nos ajudaram tantas vezes no passado e que são mais patriotas do que muitos civis portanto, acho que precisaremos SIM muito das FFAA no futuro.

  9. Luciano, tanto aqui quanto no facebook, quando comento dificilmente discordo dos seus escritos. O fato é que ao meu ver há uma possível analogia a ser feita, porém, pode não ser uma analogia dependendo do ponto de vista (como eu disse: possível), por não se assemelharem (portanto não se comparam), portanto quero saber o que acha e se compreende o que digo: o “loteamento de cargos” (termo muitíssimo utilizado por Alvaro Dias), certamente estrategicamente posto em prática através da compra de pessoas aliadas, cujo não figura somente no cerne da União, mas sabemos que estes atos de injustiça ramificaram-se também pelas Assembleias, Câmaras, ONGs, Vigilâncias Sanitárias, etc, e sabemos igualmente que não se trata de militância, mas de criminosos; todo o esquema petista com as FARC, os planos do Foro de São Paulo e as demais armas petista (as armas ilegais) não são espécies de artifícios “bélicos” para findarem e fincarem a bandeira vermelha no solo verde e amarelo? Não seria a intervenção militar um artifício direitista de evitar a implantação comunista – naquele tempo com as guerrilhas, neste tempo com as compras de cargos, partidos, pessoas, mídias, ligações narco-criminosas? Ou seja, as forças militares que são outorgadas pela CF para defender a sociedade, em termos, não estaria exercendo tal função? Bom esta foi a indagação acerca da possível analogia. Ou: não podemos comparar os artifícios politicamente utilizados, mesmo que ilícitos, com a utilização de uma ferramenta de segurança do Executivo do Estado para implantação de uma nova ordem de governo, uma vez que os eleitores não votaram escolhendo a intervenção? E neste caso teríamos os atos de injustiça do PT como atitudes “amparadas” pelo povo, e, a intervenção militar, por outro lado, não amparada (afinal não foi votada).

    • Olá Rodrigo, isso será respondido em um post de hoje. Note que tudo aquilo que o PT tem feito tem um outro “culpado”, que é a direita que DEMOROU para denunciar tudo isso com a assertividade necessária.

      Mas ampliarei mais isso no post.

      Abs,

      LH

  10. Luciano Ayan, de que adianta conquistarmos os coracoes e as mentes se as urnas sao fraudaveis e por questoes obvias para favorecer quem esta com o poder da maquina? Nos vemos muito bem o que anda acontecendo com o povo vaiando a Dil-ma em todo lugar, sendo assim como e que ela vai ganhar a eleicao? Se ganhar saberemos que houve fraude, Entao o que fazer? Sentar e chorar? Esses terroristas jamais aceitarao a derrota pois nao querem deixar as mamatas. Veja o que acontece na Venezuela que o povo esta morrendo nas maos de Maduro, o adversario esta na cadeia, sem motivo e vai ficando por isso mesmo so para que o povo seja castigado por ter acreditado no Hugo Chaves? Entao repito, o que fazer? Desde o comeco do conflito na Venezuela a midia aqui do Canada nao deu uma so noticia a respeito. Parece que nada esta acontecendo. Claro com a censura da imprensa mas eles sabem atraves da internet porem querem ser politicamente corretos e se omitem vergonhosamente. Eu mesma ja mandei email para a CBC News relatando o que acontece e mandei a copia do MANIFESTO DOS OFICIAIS DO EXERCITO DA VENEZUELA. Nao obtive resposta e eles continuam ignorando, parecendo torcer para que a America do Sul seja uma nova Russia.

    • Tereza

      As urnas são passíveis de erros, mas não temos indicios de fraude a favor do governo. Hoje em dia as pesquisas dão ligeira vantagem para ela ganhar a eleição. Não há motivo para culpas as urnas.

      Em relação ao fato da Dilma ganhar, surge a pergunta: “vamos sentar e chorar?”.

      Pode ser, chorar um ou dois meses e depois ir para a guerra cultural de novo.

      Mas no momento temos que pensar em GANHAR a eleição, ou seja, fazê-la perder.

      Abs,

      LH

  11. Mas não há casos em que as Armas DEVEM intervir no governo? O Olavo de Carvalho chama 64 de contragolpe, até… Isso porque, menciona o autor, houve alta-traição da parte do Goulard…

    • Judson,

      Haviam militares ORGANIZANDO um golpe comunista. Por isso foi um contra-golpe.

      Hoje em dia não existem mais esquerdistas que tentem tomar o poder dessa forma. Eles usam Gramsci. As regras mudaram.

      Abs,

      LH

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