O fim do fim da democracia

96
216

Hans-Hermann-Hoppe

Tudo começou com o post A volta de Mad Max: o ideal do libertarianismo fundamentalista como o segundo pior dos mundos, que teve (pasmem) 29.500 acessos e quase 100 comentários. Depois veio o post O que Andrew Napolitano está querendo nos dizer a respeito da fraude na democracia?

Ambos foram o suficiente para que eu atraísse a ira de vários libertários. Vários deles disseram que eu não compreendi os aspectos básicos do anarco-capitalismo. Na verdade, eu sempre gostei dos autores libertários, mas, assim como faço com os autores neo-ateus, eu os assimilo após reconstruções, e reconhecendo as limitações de propostas de “solução”. Um exemplo de reconstrução do neo-ateísmo pode ser visto no post “Sam harris: por que não critico Israel?”, publicado hoje.

Um de meus críticos focou no frame “fim da democracia’, defendido por alguns libertários. Ele fez isso provavelmente por que refutei o texto de Andrew Napolitano. Segundo este crítico, há outros textos melhores e mais desafiadores defendendo o “fim da democracia”. Se é assim, vamos lá.

Os textos escolhidos são A tragédia social gerada pela democracia, de Frank Karsten e Karel Beckman e Por que a monarquia é superior  à democracia, de Hans-Hermann Hoppe (foto). Vamos a eles.

A tragédia social gerada pelo esquerdismo, não pela democracia

O texto de Karsten e Beckman é bastante convincente e incisivo. Assertivo até, eu diria. Isso se você não identificar o gravíssimo erro de foco nele contido. O texto dá sustentação ao livro “Além da Democracia”, escrito por ambos. Infelizmente, não li o livro, por isso avaliarei basicamente o conteúdo do texto “A tragédia social gerada pela democracia”.

Segundo eles, a democracia parte de um mito dizendo que “a maioria está sempre certa”, mas isso não é verdade. A democracia, ao contrário, diz que a maioria é soberana e que no exercício desta soberania vai cometer erros vez por outra. A coisa já começa mal, portanto, com uma falácia do espantalho.

Outro componente no mínimo esquisito é a insistência no uso da terminologia dizendo que “os políticos estão sempre dispostos a fornecer o que as pessoas exigem deles”. Na verdade, essa análise é incompleta por ignorar um terceiro papel: o intelectual orgânico, que atua pelas entidades da sociedade civil.

Assim, quando o povo “pede assistencialismo”, na verdade temos intelectuais orgânicos de um lado (esquerda) que convenceram a massa a pedir assistencialismo. O detalhe é que esses intelectuais orgânicos da esquerda assumiram a responsabilidade por esse resultado. Com as estratégias adequadas (vindas, especialmente, desde Antonio Gramsci e a Escola de Frankfurt) foram atrás de suas metas. Do outro lado, os intelectuais orgânicos da direita optaram pela mania de não jogar a guerra política. Quer dizer, a eterna mania de não assumir a responsabilidade. Como não assumiram responsabilidade pelos resultados, e não estabeleceram estratégias adequadas para conquistar o poder, atacaram o conjunto de regras pelas quais os esquerdistas tem ganho o jogo: a democracia.

A partir daí, o texto de Karsten e Beckman passa a usar o recurso da transferência: isso quer dizer que tudo aquilo que este blog tem criticado em relação às implementações da esquerda, eles também criticam. Só que enquanto eu atribuo os problemas à esquerda, eles atribuem… à democracia.

A pergunta que não quer calar é: por que eles fazem esta transferência? A meu ver, como já mencionei antes, é prover uma racionalização para justificar o fato dos intelectuais orgânicos da esquerda terem sido mais capazes e motivados a fazer suas ideias avançarem em comparação aos intelectuais orgânicos da direita. Para fugirem do reconhecimento de suas culpas e se auto-obrigarem a corrigir sua rota, a opção é pelo discurso mais simplista de criticar a democracia. Pronto: está resolvido problema. Nenhum direitista precisa mais corrigir sua estratégia nem jogar a guerra política. A democracia é que está errada por permitir que os esquerdista entrem em campo e vençam. Será que precisamos deste tipo de racionalização em pleno 2014?

Os autores estão certos quando dizem que no sistema democrático, ao invés da monarquia, os políticos perdem muito menos do que perderiam monarcas que tivessem o país como sua propriedade privada, mas novamente esta não passa de uma racionalização equivocada para justificar o fato de que os intelectuais orgânicos são melhores para pressionar esses políticos do que são os intelectuais orgânicos da direita. Quem leu Gramsci sabe que os seus adeptos (e não são poucos, dentre a esquerda) entendem que o governo é dirigido pela sociedade civil que se associa a eles. Enquanto isso, o que Karsten e Beckman propõem? Que critiquemos a democracia por permitir que eles façam isso, ao invés de adentrar ao mesmo território para vencê-los.

Eu não vou entrar nas minúcias pois a cada ponto tratado pelo texto (burocracia, megalomania, parasitismo, assistencialismo, comportamento antissocial e crime, mediocridade e padrões mais baixos, cultura do descontentamento e visão de curto prazo) repete-se a mesma litania: a culpa é da democracia.

Há um ponto especialmente gritante, quando eles dizem: “Os pobres e os que têm menos educação são os que mais sofrem com esse sistema”. Esse “sistema”, no caso é o esquerdismo, que eles ressignificam para “a democracia”. Ora, mas se é um fato que os pobres e os desafortunados são os que mais sofrem com o esquerdismo (e eu concordo plenamente com isso, e qualquer um que tenha lido Friedman, Hayek e Mises deve ter base para argumentar nesse sentido), temos um ambiente democrático pronto para expormos nossa opinião e exigir que os políticos tendam para a direção oposta em relação a que tem escolhido. Mas para fazer isso temos que jogar o jogo político.

Infelizmente, racionalizações como “a democracia não funcionou” ou “a intervenção militar é a única solução” servem para desanimar muitos direitistas a vencerem a guerra de ideias, simplesmente por que a pressão psicológica para que eles acreditem que “problema é o jogo” já foi o suficiente para desestimulá-los a jogar.

O menor estudo de guerra política já é o suficiente para permitir que encontremos o motivo para a racionalização de “fim da democracia”: justificar a inércia política. Assim, obtem-se o conforto psicológico para não assumir a responsabilidade por tantas vitórias do esquerdismo. Basta culpar a democracia.

Em termos éticos, eu me coloco em oposição extrema à lógica exposta por Karsten e Beckman nesse texto específico. A democracia é o melhor de nossos sistemas, principalmente em um mundo complexo como o nosso. O problema que vemos hoje com tanto parasitismo, burocracia, aparelhamento estatal e diversos outros aspectos detalhados pelos autores é mérito de uma aliança dos dois principais atores da sociedade civil: (1), os esquerdistas, que usaram as estratégias corretas e se motivaram a conquistar o poder, (2) os direitista, que usaram até o que podemos chamar de anti-estratégias e fizeram de tudo para perder, mesmo que não intencionalmente.

O problema não está nas regras do jogo, mas nos jogadores de um dos lados do tabuleiro: os direitistas. Reconhecer isso é doloroso, a princípio. Mas gera resultados. Foi doloroso no início para a esquerda, especialmente entre os anos 20 e 30 (quando os fatalistas foram superados pelos pragmáticos). Eles hoje não se arrependem de ter passado por esse processo. Por isso, eles “nadam” na democracia, tanto que até conseguem corrompê-la. Enquanto não passarmos pelo mesmo processo, resta-nos ficar do outro lado só aplaudindo os resultados deles, assimo com aplaudimos os alemães depois da goleada na seleção brasileira no Mineiraço. Vamos reclamar das regras do futebol também? Claro que não.

E qual o conflito ético seríssimo entre eu e os que pedem “fim da democracia”? A meu ver, não assumir responsabilidade pelos resultados, para culpar as regras do jogo, chega a ser uma traição em relação a todo um povo que, instintivamente (e biologicamente), anseia para que entremos em campo para vencer.

Agora, falemos de Hoppe…

Por que a democracia é o melhor que temos, muito acima do segundo colocado

No texto “Por que a monarquia é superior a democracia”, Hans-Hermann Hoppe vai além do que propõem Karsten e Beckman: ele quer vender a monarquia como um sistema superior à democracia.

Verdade seja dita: ele se define como anarco-capitalista, sendo contra a coleta de impostos, a qual é sempre coercitiva. Assim ele escreve: “Sendo um anarco-capitalista, não sou apologista nem da monarquia e nem da democracia. Porém, se tiver de escolher um desses dois regimes maléficos, então é seguro dizer que a monarquia tem certas vantagens”.

O problema é que Hoppe mantém os mesmos equívocos de Karsten e Beckmann. Segundo ele, “sob a democracia surge a ilusão de que nós somos nossos próprios governantes”. Como eles sempre se esquecem, não temos apenas “o povo e os políticos”, mas “o povo, os intelectuais orgânicos e os políticos”. E, ao contrário do que ele diz, os grupos organizados conseguem pressionar os políticos (que eu sempre trato como políticos profissionais).

Os próprios movimentos sociais influenciando as ações de um partido que toma para si as demandas desses grupos (e é fácil encontrar exemplos) impugnam a tese de Hoppe. Não existe uma ilusão de participação, mas uma participação efetiva, que é executada brilhantemente por um dos lados, enquanto outro (a direita) ainda está engatinhando neste sentido. Novamente, não temos um problema com a democracia, mas com um dos lados da contenda.

Hoppe argumenta que, sob a democracia, os políticos não se responsabilizam pelos seus resultados, pois o estado “não é deles”. Ele está certo ao reconhecer que quando o estado vai a falência, o político que o lidera fica no “bem bom”. Exemplos evidentes estão nas fortunas de Maduro e Castro, enquanto seus países estão em uma pindaíba de dar dó. Um monarca, segundo Hoppe, não deixaria a coisa chegar nessa situação por ter uma perspectiva de longo prazo. Menos, menos…

Ao entender o monarca como um empresário, cujo país vai “competir” com outros países (alguns vivendo na democracia, e outros sob monarquia – isso para testarmos mentalmente o modelo de Hoppe), o que garante que ele não tire sua renda do negócio e depois entregue o poder para outro quando o país está à míngua? Mais ainda: não existindo uma democracia (portanto a participação das pessoas é limitada, inclusive nas críticas) o que garante que esse monarca vai ser devidamente auditado enquanto estiver no poder? Qual o cui bono para que ele sequer permita essa auditoria?

Com todos os defeitos que a democracia possui (e eu reconheço que esses problemas existem), nós não precisamos de fé em nossos governantes. Mas, sob uma ditadura monárquica, temos (conforme as próprias palavras de Hoppe) que nos considerar inquilinos alugando um espaço para viver, recebendo por isso os serviços do estado de acordo com os impostos cobrados. Se não estivermos satisfeitos, mudamos de país. O que impede este monarca de tomar nossas propriedades? E se existir um fluxo grande de pessoas desistindo dessa vida? Enfim, é preciso de um altíssimo componente de fé para acreditarmos em uma monarquia. Ao menos nos termos em que Hoppe a apresentou, como um substituto à democracia.

E as guerras? Na época dos conflitos entre Israel e Hamas é particularmente emotivo apelar à uma proposta de “mundo sem guerras”. Justiça seja feita, Hoppe não propõe isso, mas um mundo em que as guerras tenderiam a ser “exclusivamente entre soldados”. Ele cita Mises quando este disse que as guerras “feitas pelas democracias envolvem o homicídio em massa de civis em uma escala jamais vista na história humana”.

A realidade é totalmente diferente. As guerras que mais causaram vítimas em nossa era foram causadas por ditaduras, ou seja, exatamente o oposto do que significa uma democracia. Decerto eram estados inchados, que se permitiram trucidar seus cidadãos. Tanto Hoppe quanto Mises estão errados em estabelecer uma falsa relação de causalidade. Na verdade, hoje temos muito mais tecnologia de morte do que antes, além do maquinário de propaganda ter se tornado uma verdadeira ciência do cérebro. Enfim, não foi a “democracia” que trouxe uma maior contagem de corpos, mas a tecnologia (tanto de armamentos quanto de propaganda). Não há indícios de que isso mude com o fim da democracia.

Hoppe também promete o fim do nacionalismo com o fim da democracia, pois em monarquias haveria apenas a briga entre famílias. O argumento aqui é mais furado que meia velha. Nota-se um costume desses autores em achar que tanto o futuro é facilmente previsível (e planejável) como o passo é plenamente recuperável. Ambos os raciocínios não tem fundamento algum.

Imaginemos por exemplo que São Paulo se transforme em um sistema monárquico, nas mãos de uma família. São Paulo se tornaria uma pequena nação. Alguém deixaria de se orgulhar por esta nação pertencer a uma família? Nem a pau, Juvenal…

Conclusão

Geralmente, esses autores não são eficientes nas propostas de como a democracia deveria ser eliminada. Li certa vez que deveria ser pela criação de um senso comum dizendo que “a democracia é imoral”. Mas se isso for feito pela remodelação do senso comum, então ele estaria usando a… democracia, que é o único sistema permitindo que o sistema presente seja criticado. Nesse caso, todas as críticas à democracia dependem da democracia, configurando um caso sério de paralaxe cognitiva.

Talvez a democracia surja por uma intervenção militar, mas aí dependemos de fé nos ditadores, que estabeleceriam uma monarquia. Depois que as técnicas de chegada ao poder através da democracia (especialmente as gramscistas) se mostraram muito mais efetivas, a alternativa de intervenção militar também não é das melhores.

O que importa é que tanto Karsten e Beckman como Hoppe não são convincentes em suas propostas de superação da democracia.

No geral, os argumentos mais interessantes apresentados por eles contra a democracia estão desfocados, e deveriam ter sido lançados contra os esquerdistas, estes sim a verdadeira prova de sucesso da democracia, exatamente por que estes últimos estão conseguindo chegar ao poder depois de abraçá-la, ao invés de rejeitá-la.

O caminho para que possamos vencer na guerra política passa pela superação de ideias não justificadas como “pedidos por intervenção militar” ou “fim da democracia”, que não resolvem problema algum, são inviáveis, não comprovadas como benéficas (em termos de resultados) e, para piorar,  são a maior queimação de filme da história recente, em termos políticos. É pior que lepra.

Sou um fã dos autores libertários quando estes problematizam o estado. Eu mesmo adoto a ideia de “estado como um serviço”, claramente inspirada no libertarianismo. Mas não posso deixar de dizer que nos momentos em que alguns deles pedem “fim de democracia” só me cabe tratar o assunto na base da piada, que é como farei a partir de agora depois deste post, onde tratei supostos “textos desafiadores” de autores libertários propondo o fim da democracia.

Eu proponho o fim do discurso pedindo “o fim da democracia”. Esse tipo de discurso precisa ser enterrado e ser mandado para a lata de lixo da história.

Anúncios

96 COMMENTS

  1. talvez a “ira” dos libertários tenha vindo do fato de você não ter falado sobre libertarianismo, mas sobre um misto de anarquismo/anarcocapitalismo/esquerdismo que de que de algum jeito fez sentido na sua cabeça.

    • Pedro Paulo,

      Eu fui bem específico em todos os meus textos falando que não me refiro a todos os libertários, mas alguns deles.

      Mas se para sempre dizerem que “eu falei de todos os libertários”, vamos cair na mesma ladainha do passado, onde eu refutava os neo-ateus e estes apareciam dizendo “o que vc tem contra os ateus?”.

      Se calhar, já cravo como rotina e respondo por link quando algum deles fizer o truque. 😉

      Abs,

      LH

  2. “Imaginemos por exemplo que São Paulo se transforme em um sistema monárquico, nas mãos de uma família. São Paulo se tornaria uma pequena nação. Alguém deixaria de se orgulhar por esta nação pertence à uma família? Nem a pau, Juvenal…”

    Liechtenstein e Mônaco mandam lembranças.

  3. Não é a soberania do povo o que salva as repúblicas.

    Não são as urnas eleitorais que melhoram os governos. Não é a
    liberdade política o que engrandece as nações.

    A soberania do povo constitui apenas uma força, a grande força moderna, entre as nações embebidas na justa aspiração de se regerem a si mesmas.

    Mas essa força popular há mister dirigida por uma alta moralidade social.

    As eleições mudam os governos, mas não os reformam.

    As liberdades políticas não têm por objeto satisfazer a vaidade dos cidadãos, entregando-lhes em frações dispersas o cetro do poder.

    O verdadeiro destino dessas liberdades está em revestirem e abroquelarem as liberdades civis, isto é, os direitos da consciência, da família e da propriedade.

    Colégio Anchieta. Nova Friburgo, RJ

    Obras Completas de Rui Barbosa.

  4. Bela e correta análise, sobretudo o último parágrafo com o qual estou de pleno acordo. Ou seja, não há salvação fora da democracia, apesar de todas as suas imperfeições e dos erros cometidos por maiorias eventuais. Acima de tudo, devemos acreditar na capacidade crítica do povo de saber identificar quem são os inimigos da liberdade e os seus verdadeiros defensores. Eu acredito.

    Parabéns.

  5. O grande problema da democracia é que os pobres “pensam” com a barriga e as mulheres com o útero. O sufrágio universal, sobretudo o feminino, foi o grande responsável pela ascensão do
    estado-babá que cumula os pobres com as mais variadas benesses e privilégios, perpetuando a pobreza, e socorre as mulheres, sobretudo as feministas solteironas/divorciadas, com creches, pensões e segurança, ou seja, substitui o pai de família.

    Se o governo fosse instituído pelo voto censitário (exclusivo para homens adultos, casados, escolarizados e com uma renda mínima) talvez a praga populista e estatista fossem erradicadas.

    • Espere aí, espere aí…

      Mas os próprios autores libertários dizem (com correção) que o livre mercado é melhor para os pobres.

      Então o problema não está em como “os pobres pensam”, mas em como a mensagem é comunicada para eles.

      É o que sempre digo: o discurso de fim (ou de limitação) da democracia esconde a fuga de responsabilização por resultados.

      Abs,

      LH

      • Caro Luciano, os indivíduos tendem a seguir pelo caminho mais fácil e seguro.
        Mesmo esclarecendo as pessoas a respeito da superioridade moral e material do livre-mercado, ainda assim elas (as beneficiadas pelo estado-tutor) prefeririam a estatolatria.
        Infelizmente, divulgar Mises, Hayek, Rothbard, ou até mesmo Friedman, é uma tarefa ingrata e de parcos resultados; é inócua e de quase nula penetração nas pessoas ignorantes ou simplesmente ocupadas demais para divagarem a respeito.

        A Alta Cultura e a Iluminação intelectual são virtudes exclusivas de uma elite seleta ( eu mesmo não me incluo nela). Cabe a esta elite conduzir a sociedade, portanto, a democracia plena é um obstáculo.

      • Eric,

        Caro Luciano, os indivíduos tendem a seguir pelo caminho mais fácil e seguro.
        Mesmo esclarecendo as pessoas a respeito da superioridade moral e material do livre-mercado, ainda assim elas (as beneficiadas pelo estado-tutor) prefeririam a estatolatria.

        Espere aí…

        Veja só os pontos

        1. Existe a superioridade moral e MATERIAL no livre mercado
        2. Elas preferem a alternativa inferior, moralmente e MATERIALMENTE

        É o suficiente para ver que o problema não está na democracia, mas em boa parte da direita que SE RECUSA a vender melhor sua ideia ao povo.

        Infelizmente, divulgar Mises, Hayek, Rothbard, ou até mesmo Friedman, é uma tarefa ingrata e de parcos resultados; é inócua e de quase nula penetração nas pessoas ignorantes ou simplesmente ocupadas demais para divagarem a respeito.

        Não é preciso divulgar nenhum desses autores, senão o povão te achará maluco. basta vencer a guerra de frames.

        A Alta Cultura e a Iluminação intelectual são virtudes exclusivas de uma elite seleta ( eu mesmo não me incluo nela). Cabe a esta elite conduzir a sociedade, portanto, a democracia plena é um obstáculo.

        E qual o auto-interesse dessa elite em fazer isso?

      • O livre mercado é melhor pro pobre QUE QUER TRABALHAR. O welfare state é bom pro pobre que quer mamar nas tetas do governo. Qual dos dois tem mais a ver com o jeitinho brasileiro?
        A dura verdade: o livre mercado é ruim sim, pra grande parte do povão.

        ‘É o que sempre digo: o discurso de fim (ou de limitação) da democracia esconde a fuga de responsabilização por resultados.’
        Só se vc partir do pressuposto que é tudo uma questão de venda. No dia que eu ver alguém convencer um parasita a deixar de ser parasita, eu vou acreditar nisso.

      • Pegando esse mesmo exemplo, se vc acha que é tudo uma questão de convencimento ou de venda, por acaso alguém já conseguiu convencer uma feminista ou uma mãe solteira a NÃO querer esmola estatal?

      • Eu não quero convencer as feministas, mas as mulheres NÃO-FEMINISTAS E as NEUTRAS…

        Esse é um truque mental que pregamos em nós mesmos as vezes “Ou se convence todo mundo, ou então nada feito”.

        Em nenhum momento eu falei isso…

        Os livros que eu citei tratam de várias categorias de pessoas na disputa de mentes…

      • DENOVO COM ESSE PAPO DE MÃE SOLTEIRA?????

        O pior lixo que existe no que chamam de ‘direita’ é a mistura das fantasias anarco / libertárias com o masculinismo — Não é só o discurso torpe e embutido do “temos que convencer todo mundo, senão não dá certo”…mas o dircurso de que “TODO pobre pensa com a barriga, e que TODA mãe solteira é uma pedinte de esmola do estado.”

        Não é a toa que ninguém leva a sério os anarco – libertários – mascus.
        Eu sou de uma família de mestiços (índios, europeus e negros), com diversas mães solteiras incluindo minha mãe (como muitos BRASILEIROS) — E NENHUMA DELAS NUNCA DEPENDEU DO ESTADO. Mulheres que trabalham, sempre trabalharam e continuam trabalhando — e todas elas continuaram mãe solteiras não se casando novamente.

        Porque estou falando isso? Porque outro dia mesmo alguns mascuzinhos, vieram com esse papo de ‘mãe solteria, bebâdos e drogados dependentes do estado’ por aqui, e o vexame foi sensacional. Taí o link (seção de comentário, é claro):

        http://lucianoayan.com/2014/04/26/resenha-de-livro-mentiram-e-muito-para-mim-de-flavio-quintela/

        Mas no que depender de mim, ela (minha mãe) FICARÁ LONGE das idéias anarco / libertárias/ mascus. Ela não merece….NEM EU …… é também por isso que não QUEIMO MAIS MEU FILME dizendo que sou de direita — e não adianta o Luciano vir me dizer que eu deveria fazer o contrário, pra demonstrar isso e aquilo…..quero que vocês todos se fodam se ficam falando merda por aí — vocês todos são responsáveis pela direita estar na lama, e a julgar pelo proceder ATUAL de vocês é lá mesmo onde ela deve estar — com gente como Lola e Sakamoto cagando nas suas cabeças.

        Combato os esquerdistas (porque não quero viver numa ditadura NEM DE DIREITA, NEM DE ESQUERDA e muita gente que me leu aqui sabe que combato muito bem…..mas não me misturo mais com gente louca e retardada que fica
        pedindo intervenção militar, falando contra a democracia e dizendo que MOnarquia é uma maravilha só.
        porra, parece que o cara abstraiu mesmo da realidade e pra passar o atestado de louco só falta bater a cabeça no batente da porta e babar pelo canto da boca.

        Com o esquerdista você sabe que tá debatendo com uma pessoa inocente/ idiota útil, muitas vezes sem moral, desqualificada e que simula psicopatia….com os “direitistas” que carregam esses frames como mantras sagrados, é só pedir a prescrição do Gardenal e verificar se eles não estão deixando de tomar o remedinho — a única explicação viável e plausível para alguém que lê tanto e continua bostejando.

        O foda, é eles ainda acharem que os pobres não os querem ouvir, por ter o intelectuo inferior, falta de interesse ou pura comodidade — quando é perceptível que a maioria deles (os anarco / liber / mascus) tem o ego mais alto que o trono do Altíssimo quando proferem essas bobagens de hospício.

        Um abraço a todos os pobres, e mãe solteiras que não denpendem do estado e de nenhum porra de anarco / libertário / mascu / monarquista pra ter noção da realidade.

        E como costumam dizer os mascuzinhos — “que venham os travecos”.
        Grandes homens de honra 🙂
        O choro é livre, e a zueira nunca acaba.

      • Pecador,

        As reações tem sido ótimas por aqui, por estão abrindo novas frentes de investigação.

        O fenômeno dessa “direita esquerdista” (pensa como direita e age para servir de propaganda para a esquerda) é um só:

        1. Perderam a vida inteira no jogo político pq nunca souberam jogar o jogo
        2. Ao descobrirem o jogo em que estão e o quanto estão atrasados, se revoltam
        3. Começam a xingar o jogo

        A partir daí é só auto-afirmação e nenhuma estratégia.

        Olha só o frame que os caras criam PARA AJUDAR A ESQUERDA:

        1. Com a democracia os desafortunados estarão mais assistidos
        2. Isso significa a vitória da esquerda
        3. A esquerda depende da DEMOCRACIA para vencer

        E pior é que os caras fazem isso DE GRAÇA. Se for para fazer isso tem que ir lá no PT e pedir grana para fazer propaganda para eles, oras.

        É de dar vergonha mesmo.

        Abs,

        LH

      • Luciano é compreensível que você detenha sua atenção sobre isso, pois esta é a proposta do teu blog e esta é a sua contribuição. Inclusive acho de muito valor seus ultimos posts sobre isso.

        Mas PARA MIM, todo esse castelinho de areia libertário se encerra naquilo que eles denominam como “Princípio da não agressão”.

        A NATUREZA HUMANA É AVESSA AO PRINCÍPIO DA NÃO AGRESSÃO, e isso é evidenciado pela história da humanidade. O Precedente histórico determina que alguém, em alguma circunstância, por algum motivo diverso agirá no viés do conceito…..e em reação a esta primeira quebra haverá uma quebra segundária — uma força coerciva para ‘conter’ a ação anterior e originária do conflito. Nem preciso dizer que isso leva não apenas à lógica circular, como despenca no círculo vicioso o qual JÁ nos escontramos. Isso também implica que o mercado não se auto regula porra nenhuma, porque sempre existirão aqueles que pela força irão tentar manipula-lo para obtenção de PODER e usarão de meios coercivos com uso da força. Junte um punhado destas pessoas, e temos várias corporações gigantescas esmagando os pequenos — seja por via estatal, ou por via CRIMINOSA (como as máfias), outros punhados de pessoas se juntarão com o proósito de combatê-los e também vão se corruptar no processo.

        “É HISTÓRIA ESTÚPIDO” — Pecador Horowitz.

        Ou alguém aqui acredita que os diversos monopólios, e as diversas formação de quadrilhas são todos adventos do mero esquerdismo???…….ou algumas maças podres dentro do cesto??? Os os ‘mercadores’ são uns santos que acreditam em ‘concorrência justa’ – ninguém é ganancioso e ninguém está disposto a agredir outros pelo poder……puta que pariu viu….Ultimamente tudo virou plágio do paraíso bíblico.

        ESTA É A NATUREZA HUMANA…..mas isso também determina que estaremos SEMPRE em uma guerra ou outra….seja de valores morais, éticos, espirituais e políticos para não permitir que os corruptos predominem, e que nós mesmos não tornemos como os tais corruptos que combatemos.
        Mas a corrupção virá, seja do estado, seja do mercado — pois infelizmente ela é do homem.

      • E BTW, não é por que tua mãe solteira nunca precisou do estado que a estatística sobre mães solteiras está errada. Você ter feito esse mimimi todo só mostra como feminazi e os idiotas que acreditam nelas são burros e não entendem a diferença entre um caso particular e uma média.

        E sabe o que mais? Foda-se, pra mim esse pecador é um fake. Pra quem não sabe essa besteira de ‘mascu’ foi inventada pela lola, esse negócio de chamar de ‘mascu’ quem é contra as merdas do feminismo é típico de feminazi.
        Então SEU BOST@, pode tirar o cavalinho da chuva que pelo critério imbecil de vcs, até o Luciano é um ‘mascu’, e ninguém vai deixar de mostrar as mentiras do feminismo por causa disso.

      • Calma lá, Slaine, eu não sou masculinista. Eu nunca me aprofundei neste material.

        Quando eu vejo o pessoal querendo ser conselheiro amoroso de Internet, quase morro de vergonha.

        Eu me oponho ao feminismo, mas nunca defendi bandeiras dizendo “como devemos tratar as mulheres”. Cada um que trate sua mulher (e cada mulher que trate seu homem) do jeito que achar conveniente.

        Abs,

        LH

      • “Esse pecador, quando começa com essa história de ‘mascu’ já mostra o quanto é influenciado pelas merdas da Lola.”

        Vá à merda muleque libertário, a feminista caga na cabeça dos masculinistas o tempo todo, porque exatamente, além de serem imbecis, são como os libertários carregando seus frames de doente mental. Eu rio mesmo quando vocês são completamente ridicularizados, e ao mesmo tempo LAMENTO que vocês saiam por aí dizendo que são a “unica direita verdadeira” como você mesmo já fez aqui (em sua revoltadinha contra os ‘neocons’) neste blog…………….se vocês são a única direita verdadeira ESTAMOS TODOS FODIDOS…..não precisaremos de uma ditadura, ou intervenção pois morreremos todos de VERGONHA ALHEIA 🙂

        E BTW, não é por que tua mãe solteira nunca precisou do estado que a estatística sobre mães solteiras está errada.

        O foda é que eu deixei um link de outro retardado que fazia a mesma afirmação, mas NÃO DEMONSTROU NENHUM DADO VERDADEIRO dessa tal estatística, NEM DETALHES DA MESMA — só um monte de site masculinista onde os caras faziam odes à maravilha de permanecer solteiro.

        Você ter feito esse mimimi todo só mostra como feminazi e os idiotas que acreditam nelas são burros e não entendem a diferença entre um caso particular e uma média.

        1 – Mimimi é retardados libertários como você entrar reclamando da democracia, falando de uma porra de monarquia que quase ninguém deseja, e que já foi comprovada inadequada — tanto que foi substituida.

        2 – Agora depois que eu comentei sem dó nem piedade dos liber retardados, você vem aqui FINGIR…..ISSO MESMO…..FINGIR…… que eu to falando em favor das feministas. QUALQUER PESSOA SENSATA que ler meu comentário verá que eu não defendi um único princípio feminista. Só questionei o que retardados liber – anarco – monarquistas e mascus vivem a dizer por aí.

        3 – Mimimi é idiotas como você e os caras do Mises ficar REGURGITANDO teoria econômica enquanto não possuem NENHUM TIPO DE AÇÃO prática….. enquanto não possuem nenhuma estratégia política além de falar mal da democracia.
        Não é preciso ser um gênio pra sacar que a especialidade de vocês é analisar a realidade como quem joga vídeo game — e só colecionam “game over”.

        Foda-se, pra mim esse pecador é um fake. Pra quem não sabe essa besteira de ‘mascu’ foi inventada pela lola, esse negócio de chamar de ‘mascu’ quem é contra as merdas do feminismo é típico de feminazi.

        HAHAMMMMM……o masculinismo e o comportamento torpe deles, junto com o grupinho “da real” foram criados pela feminista Lola!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
        Vai dormir Slane…..
        Você mesmo no seu blogzinho de merda (http://crowley321.wordpress.com/) fica falando do luciano…..mas vive aqui babando o ovo com seu papo de libertário louco, e ainda fazendo lobby contra os “sionistas”.

        Por esse critério você é um fake dos mais abjetos. Isso pra não falar da sua lenda de PNA enquanto fala da “desproporcionalidade” de israel, mas que ao mesmo tempo diz que vai dar uma “marretada na cabeça” de quem invadir sua propriedade.

        pode tirar o cavalinho da chuva que pelo critério imbecil de vcs, até o Luciano é um ‘mascu’, e ninguém vai deixar de mostrar as mentiras do feminismo por causa disso.

        É interessante observar que quando mexemos com as crenças mais profundas da ideologia de vocês, seja esquerdista, seja libertária A REAÇÃO É A MESMA. Vocês entram num pique de desviar o foco do assunto, inventando ESPANTALHOS ad infinitum jogando pra torcida….

        1 – Quando foi que eu ou qualquer outra pessoa neste caixa de comentário defendemos alguma mentira feminista ou endossamos a Lola????

        2 – Porque você acredita que somente os ‘mascuzinhos’ são a frente de defesa contra o feminismo?

        3 – Porque você acredita que falar contra os ‘mascuzinhos’ é ser a favor do feminismo?

        Tá aí explicado porque você são sacos de pancada dos esquerdistas. Porque é isso que vocês sempre foram e ao que parece é da natureza de vocês, portanto sempre serão. Como eu não me rendo ao lixo ideológico de nenhum de vocês, seja liber, seja esquerdista, eu tiro sarro, faço pouco e sambo mesmo na cara de vocês.

        Pelo esquerdista estaremos na mão do partidão, pelos Liber estaremos na mãos da corporações, e do ‘santo e virginal’ mercado — todos eles juntos com um papinho de que “por princípio, não vou agredir você….até que por algum motivo eu me sinta agredido”.

        E que venham mais homens de honra e seus amigos travecos, e um beijo na bunda do N.A.

      • PS: “A minha mãe solteira” não é única mãe solteira que não depende do estado. Portanto não é um caso isolado como a ANTA do Slaine pretendeu afirmar.

        Assim como duvido que uma pesquisa que pretenda fazer afirmação sobre mães solteiras tenha abrangência suficiente para fazer afirmações sobre elas como uma “classe”.

        Vou deixar um recado aqui para os leitores céticos….sempre que um ‘macuzinho’ entrar com essa de falar da estatística das mães solteira PEÇA QUE ELE DEMONSTRE A ESTATÍSTICA E QUESTIONE A TAL DA ESTATISTICA nos seguintes termos:

        Quem fez a pesquisa, quem financiou, qual a ideologia, qual a margem de amostra, qual o país, qual o contexto econômico e cultural do país, qual os detalhes da amostra colhida…

        Sair por aí citando estatistica disso e daquilo qualquer idiota sabe fazer, principalemente quando o resultado dela se “encaixa” em alguma teoria ideológica em que ele acredita.

      • Pecador, não sou feminista e subscrevo cada vírgula sua. E o chilique do Slaine só comprova claramente como esses… erm…~masculinistas~ são um histéricos tal como as feminóias. São o mesmo lixo, só muda o sexo.

      • ‘HAHAMMMMM……o masculinismo e o comportamento torpe deles, junto com o grupinho “da real” foram criados pela feminista Lola!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
        Vai dormir Slane…..’

        Primeiro, olha aqui seu [censurado] eu não tenho nada a ver com real coisa nenhuma.Pro seu governo, falar que pras feministas todo mundo que é contra o feminismo é mascu, FOI DITO PELA PROPRIA LOLA. Pra ela o Constantino, Pondé, etc, é tudo mascu. Então, seu idiota útil, eu saber que esse pessoal vai vir me chamar de ‘mascu’ não significa que eu tenho nada com real coisa nenhuma. Pra mim a real é um monte de idiotas que tem raiva do governo mas querem ser funcionários públicos ,nonsense total.Você vir com esse teu drama todo só mostra como é mais um imbecil que não consegue entender o que lê.

        Segundo; ‘o masculinismo e o comportamento torpe deles’ olhe seu JUMENTO, hora nenhuma eu falei que o masculinismo e o comportamento deles foi criação da lola.Eu falei que A INVENÇÃO INFANTIL de chamar esse pessoal de ‘mascu’ foi criação dela, e que só o fato de falar assim já mostra bem como vc é influenciado pelas merdas dela. E vc foi tão inteligente que confirmou tudo!Sua reação histérica e burra apenas confirmou que eu tava certo! Vc ta cheio de merda feminista na cabeça, você é tão histérico e sem lógica quanto qualquer feminazi.
        Mas enfim, o que vc fez com esse espantalho do ‘vc ta dizendo que a lola inventou o masculinismo’ é tipo, um sujeito é acusado de roubar um pneu de um carro e vem com ‘ah mas vc está me acusando de roubar um carro inteiro! Que ridículo!’ Vc deve estar tão desesperado que nem pensou muito antes de cagar esse joguinho idiota, e de achar que alguém vai cair nele.

        Continue assim com a sua histeria, eu gosto muito, rio muito de besteiras desse tipo, daqui a pouco vc vai estar fazendo videozinhos no youtube tipo aquele ‘vou cortar sua pica’ hahaha vai…com certeza vai

      • “Pro seu governo, falar que pras feministas todo mundo que é contra o feminismo é mascu, FOI DITO PELA PROPRIA LOLA”

        Ora, isso só demonstra que os masculinistas é um puta ELO FRACO naquilo que hoje se chama de direita. No mínimo, no mínimo ou eles devem aderir a guerra política pra alcançar resultados (deixando de ser imbecis com os pobres e mãe solteiras, e demais mulheres), ou simplesmente ser condenados ao ostracismo (o qual muitos deles estão acostumados) e banidos da direita — mas é óbvio que os estudos dos MRAS, e algumas poucas informações podem ser aproveitadas — já o comportamento — completamente dispensado.

        Ademais a questão lançada foi sobre a TEORIA das mãe solteiras e a FALTA DE EVIDÊNCIAS PARA AS AFIRMAÇÔES SOBRE ELAS, A QUAL NEM VOCÊ NEM OUTROS OTÁRIOS APRESENTARAM.

        É inutil, pequeno tetardado que você queira tentar tornar o caso em uma questão de “me chamaram de mascu, porque sou contra o feminismo”. É só nesse poço de merda da tua cabeça, que eu, bem como outros leitores iriam cair nessa.

        “Pra mim a real é um monte de idiotas que tem raiva do governo mas querem ser funcionários públicos ,nonsense total”

        Até o momento você só superou os da real e os masculinistas em quantidade de merda por metrô cúbico que você fala

        Eles falam dos pobres…você subscreve
        Eles falam das mãe solteiras…você subscreve

        Ah tá…o Slaine é melhor que os masculinistas, porque ele não quer ser funcionário público…..deve ser outro tipo de parasita como os pobres e mães solteiras não é Slaine????
        Os masculinistas só são ruins porque eles tem o desejo de ser funça, mas o Slaine não, ele superou isso!!!!

        —-

        Eu falei que A INVENÇÃO INFANTIL de chamar esse pessoal de ‘mascu’ foi criação dela, e que só o fato de falar assim já mostra bem como vc é influenciado pelas merdas dela.

        KKKKKKKK — presta atenção retardado……mascu é uma mera abreviação de masculinista, a Lola adicionou o termo “mascuzinho” que é ao mesmo tempo diminutivo e ofensivo pelo termo “cuzinho” E NISSO ELA FOI BRILHANTE…..

        PORQUE FUNCIONA RETARDADO…..e sabe porque funciona??

        por três motivos:

        1 – Primeiro porque o comportamento deles é exatamente o que foi descrito POR MIM….

        2 – Porque eu não preciso da feminista Lola……EU ESTIVE LÁ nos forum deles….Eu li o material….em especial o N.A e aquelas porcarias PUAS. Então preocupe-se comigo infeliz, pois eu consigo ser muito pior que a Lola em ridicularização.

        3 – Funciona porque você está se revirando de revoltinha…e batendo o pézinho em consternação, dando o grito de guerra de “nunca serão”, mas não É SEQUER CAPAZ DE APONTAR onde eu ou qualquer pessoa tenha defendido feminismo nesso blog. Foi hilária sua tentativa PATÉTICA de jogar pra torcida dizendo que o luciano, seria considerado Mascu, e logo SE FUDEU DENOVO, porque tomou uma negativa e uma resposta de dar vergonha.

        ——

        (((((( MAS ATÉ AGORA você não mostrou as porras das estatisticas, não demonstrou a superioridade monárquica com relação a democracia (ou seja usando frame errado como os retardados da tua espécie), foi pego na propaganda antisionista que você já vinha fazendo por aqui, e naquele teu blog de merda onde você fala do Luciano, e demonstra em si mesmo a fragilidade da lenda do PNA….))))))

        Mas não….você prefere FOCAR do feminismo, e como eu to usando os termos da Lola, pra deixar nervozinho….

        ” vc foi tão inteligente que confirmou tudo!”

        Eu confirmei o que, retardado?

        É só prestar atenção nas perguntas que eu fiz, E VOCÊ NOVAMENTE NÃO RESPONDEU pra sacar que você tá tentando desviar o assunto Vamos repeti-las pro caso de você ter tomado o remedinho e não tê-las visto:

        1 – Quando foi que eu ou qualquer outra pessoa neste caixa de comentário defendemos alguma mentira feminista ou endossamos a Lola????

        2 – Porque você acredita que somente os ‘mascuzinhos’ são a frente de defesa contra o feminismo?

        3 – Porque você acredita que falar contra os ‘mascuzinhos’ é ser a favor do feminismo?

        Vc ta cheio de merda feminista na cabeça, você é tão histérico e sem lógica quanto qualquer feminazi.

        Aponte onde, em qualquer lugar dos meus escritos eu defendi qualquer coisa da ideologia feminista…..e isso concatena com minha pergunta de número (1) acima.

        Então Slaine como tá ficando muito feio pra você que até os leitores regulares do blog já te sacaram como o imbecil monarquista libertário e ‘antisionista’ que você é, vou deixar mais fácil pra você (porque já saquei que você é café com leite):

        1 – Demonstre como com o seu discurso libertário monarquista, como o do imbecil que eu postei em comentários abaixo (que inclusive você também já defendeu por aqui), vai convencer aqueles que vocês chamam de incultos e parasitas, a aderir suas idéias.

        2 – Demonstre as evidências sobre as mães solteiras, com fonte, o nome dos pesquisadores, ideologia deles, tamanho da amostra, país da amostra e detalhes da pesquisa….

        3 – Demonstre porque chamar um idiota como você de mascuzinho, é ir em favor do feminismo…além de evidenciar em um seguimento lógico que determina que “daqui a pouco eu vou fazer videozinhos no youtube” pra defender o feminismo.

        Eu não disse????…..é um papo de louco de dar pena….
        Limpa o canto da boca aí Slaine….a baba tá escorrendo 😉 , cuidado com o batente da porta!

      • Poxa, que saco discutir com gente burra, só agora fui ver esse monte de lixo.Enfim:

        ‘Foi hilária sua tentativa PATÉTICA de jogar pra torcida dizendo que o luciano, seria considerado Mascu, e logo SE FUDEU DENOVO, porque tomou uma negativa e uma resposta de dar vergonha.’

        Se tem uma coisa hilária aqui, é o seu analfabetismo funcional. Eu fui bem claro quando disse: PRA LOLA, TODO MUNDO ANTIFEMINISTA É MASCU. Eu não estava jogando pra galera coisa nenhuma, Essa é a interpretação de quem tem uma cabeça cheia de histeria, de lixo vitimista e zero de lógica.
        A resposta do Luciano foi:

        ‘Calma lá, Slaine, eu não sou masculinista. Eu nunca me aprofundei neste material.
        Quando eu vejo o pessoal querendo ser conselheiro amoroso de Internet, quase morro de vergonha.
        Eu me oponho ao feminismo, mas nunca defendi bandeiras dizendo “como devemos tratar as mulheres”. Cada um que trate sua mulher (e cada mulher que trate seu homem) do jeito que achar conveniente.’

        E depois eu disse:
        ‘Luciano, do ponto de vista desse pessoal vc é masculinista sim. Pra esse pessoal TODO MUNDO que é contra o feminismo é um ‘mascu’ opressor.’

        E depois:
        ‘ELES PODEM ATÉ DIZER ISSO, mas não conseguirão pegar um texto meu nos pontos de vulnerabilidade’…

        Basta ter um pouco mais de dois neurônios pra ver que NADA do que ele disse invalida o que eu disse.Não precisa pegar vulnerabilidade nenhuma, basta ser anti feminista pra essa raça chamar qualquer um de mascu. O que eu disse foi que no conceito DA FEMINAZI ele é um mascu, por ele ser antifeminista, coisa que ele mesmo corroborou. Pra simplificar:

        -pra ser chamado de A, fulano tem que fazer a ação B
        -fulano fez a ação B

        A conclusão é óbvia.Qualquer coisa além disso é produto apenas da tua histeria.Aí vem @ animal@ que não sabe ler, não consegue entender o que lê, cria um espantalho, faz um drama do tamanho do mundo e acha que isso vale alguma coisa. Com certeza vale pra quem tem o mesmo QI de ameba que ele, e se impressiona com essas bostas emocionais.

        Esse imbecil só sabe repetir histéricamente as mesmas merdas que disse antes, então vamos lá, pecabosta, qual foi aparte de :

        ‘BASTA SER ANTIFEMINISTA PRA ESSA RAÇA CHAMAR QUALQUER UM DE MASCU’

        que teu cérebro histérico não conseguiu entender?

        BTW, essa é uma pergunta retórica, eu sei que um merda como tu não vai responder nada, vai enrolar, vai continuar com esse draminha, com esse teatrinho tosco, vai fazer de tudo e não vai responder, porque se responder vai mostrar como é um imbecil total e como ficou fazendo uma tempestade imensa reagindo a uma coisa que tua cabeça sem lógica é incapaz de entender.

        O resto do que ele fala é um ad hominem tão tosco que não precisa comentar nada. O que o imbecil quis fazer foi uma coisa típica de esquerdista, pegar PARTE do que alguém fala, tirar do contexto, enfiar um monte de mentiras, exagerar e depois tentar ridicularizar por causa das merdas que ele mesmo inventou. Enfim:

        ‘Libertário monarquista antisemita’.
        1 Quanto ao libertário, sim, se for pra considerar minarquista como libertário, eu sou.

        2 Monarquista. Bom, aqui tem outra prova de analfabetismo funcional, outra prova de que esse teatro histérico só convence gente burra. A cabeça desse povo é assim: se vc tem dois carros, os dois com problema e fala que o problema do carro A é maior que o do B, o animal irracional imbecil vai fazer um drama falando que vc está preferindo o B. Isso não tem lógica nenhuma, não tem NADA na afirmação inicial que indique que o sujeito prefere o carro B, o que ele disse é apenas a constatação dos fatos.Ele pode muito bem preferir o carro que não tem defeito nenhum. Mas nem sei porque eu to escrevendo isso, alguém que apela pra um argumento ridículo desses é incapaz de entender uma metáfora simples como essa.

        3 Essa é a melhor: ANTI SEMITA. Aprenda, seu imbecil ignorante, defender AS PESSOAS da faixa de Gaza, no conflito Israel vs Hamas é antisemitismo apenas entre gente burra e histérica que quer ver antisemitismo em tudo, SEM SABER O QUE É ANTI SEMITISMO. Vá na wikipedia e aprenda que OS POVOS PALESTINOS TAMBÉM SÃO SEMITAS. Então eu sou anti semita defendendo um povo que também é semita? Que imbecil.

        ‘Então preocupe-se comigo infeliz, pois eu consigo ser muito pior que a Lola em ridicularização.’

        EU ACHO ÓTIMO porque a única coisa exposta ao ridículo aqui foi sua tonelada de falácias do espantalho,sua incapacidade de raciocinar, sua histeria e a sua ignorância.

      • E isso é totalmente irrelevante pra conversa, (que começou com um analfabeto funcional provando que não consegue entender o que lê) mas enfim, já que o imbecil ignorante faz tanta questão, então toma (se é que sabe inglês):
        http://cnsnews.com/commentary/terence-p-jeffrey/36-generation-starting-turn-21-year-born-unmarried-mothers

        Tu queria provas da ligação entre governo e mães solteiras, taí, a fonte é o censo americano. E agora? Vai falar que o censo americano é produto da ‘real’ também? Agora cospe e sai nadando otário.

    • Mas é muito engraçada essa lógica de direitistas depressivos. Sim, limitar o voto a um grupo restrito aumentará as chances de políticos menos populistas vencerem, mas olha que curioso: Ao defender isso, a direita depressiva diz com todas as letras: “NÓS NÃO SOMOS CAPAZES DE CRIAR UM DISCURSO CONVINCENTE. Precisamos limitar o voto a um gato pingado para que possamos vencer a guerra política”.

  6. ‘Mas, sob uma ditadura monárquica, temos (conforme as próprias palavras de Hoppe) que nos considerar inquilinos alugando um espaço para viver, recebendo por isso os serviços do estado de acordo com os impostos cobrados. Se não estivermos satisfeitos, mudamos de país. O que impede este monarca de tomar nossas propriedades? E se existir um fluxo grande de pessoas desistindo dessa vida? Enfim, é preciso de um altíssimo componente de fé para acreditarmos em uma monarquia.’

    Como se isso tudo, sem mudar nem uma vírgula, não pudesse acontecer numa democracia.
    Ou melhor, JÁ acontece.

      • Quando o Hoppe disse ‘dono’, do mesmo jeito que vc paga impostos pra um rei vc tem que pagar pra um governo democrático. E se o governo democrático decidir desapropriar sua fazendinha e dar pro MST, a metáfora de que ele é o verdadeiro dono da terra e vc só estava alugando, também cabe.

      • Slaine,

        O governo democrático vai decidir desapropriar minha fazenda SE A DIREITA DELIBERADAMENTE OPTAR POR NÃO AGIR na guerra política. É o custo da inércia arrogante dos intelectuais orgânicos.

        Em uma monarquia, não há a quem recorrer, pois, como você já disse, NÃO HÁ DEMOCRACIA, portanto não há nem chance de reclamar e agir politicamente…

        Abs,

        LH

      • Então vou reformular: vc superestima a importância dos ‘formadores de opinião’. Com ou sem formadores de opinião, sempre vai haver gente que quer parasitar o trabalho dos outros, e dar poder pra esse pessoal é o principal defeito da democracia.

      • Assim como existem os que querem parasitar, existem os que não querem.

        Toda a sua análise é baseada em um contexto bizarro: você joga futebol baseado nas premissas do vôlei, não conquista nada e critica o futebol.

        Acho que essa análise sobre a democracia deveria vir após a direita COMEÇAR a jogar o jogo político.

        Não há dados mostrando que “o povo quer isso e não tem jeito”.

        Na Europa e nos Estados Unidos, programas de austeridade já foram implementados para redução de déficit e isso é possível.

        E olhe que lá a direita está ENGATINHANDO em termos de estratégia. Aqui no Brasil estamos na fase da ANTI-ESTRATÉGIA. Ou seja, entramos em campo para ajudar adversário.

        Quando a direita (em geral) estiver merecendo nota 3 ou 4 em termos de estratégia política, avaliamos se “é isso que o povo quer”.

        Em suma, a culpa da direita vc transfere para a democracia. Essa é minha tese central.

        Abs,

        LH

  7. Luciano, apesar de concordar que, no atual cenário (e no médio prazo) seja inconcebível, inviável, estrategicamente errado (etc. etc. etc.) esboçar qualquer movimento contra a democracia, ela, como sistema de governo em si, não creio seja indiscutível. Da mesma forma, acho que os autores referidos não apresentam os melhores argumentos contra a democracia.

    Pouco conhecido no Brasil, mas um dos maiores gênios do liberal-conservadorismo, eu menciono o Erik Ritter von Kuehnelt-Leddihn. É um autor conservador/católico e liberal (não anarco, de forma alguma). Certamente seus argumentos não são incontestáveis ou impassíveis de crítica. Trata-se, no entanto, de um autor extremamente erudito, de cultura refinada, que defende algumas teses interessantes contra a democracia. Ele aborda questões filosóficas, teológicas e políticas em seus livros, ficando a parte econômica em segundo plano. É uma outra abordagem. Enfim, recomendo com veemência a sua leitura. Há três livros disponíveis para Kindle:

    http://www.amazon.com.br/Leftism-Sade-Hitler-Marcuse-English-ebook/dp/B007SYJUZC/ref=sr_1_1?ie=UTF8&qid=1407038383&sr=8-1&keywords=erik+ritter

    http://www.amazon.com.br/Menace-Herd-Procrustes-Large-English-ebook/dp/B007SYS8I2/ref=sr_1_2?ie=UTF8&qid=1407038383&sr=8-2&keywords=erik+ritter

    http://www.amazon.com.br/Liberty-Equality-Challenge-English-Edition-ebook/dp/B0074B6T94/ref=sr_1_fkmr1_1?ie=UTF8&qid=1407038403&sr=8-1-fkmr1&keywords=Kuehnelt+Leddihn

    Entre as infindáveis coisas que o autor aborda, menciono o caráter não democrático que sustenta, por exemplo, a Constituição Americana. Ela traz princípios intangíveis à democracia, ou seja, há nela garantias rígidas de que a maioria não prevalece sobre determinadas questões (ao menos numa interpretação não deturpada da Constituição). Muito do que denominam como “democrático” nas instituições americanas não o são em essência, mas antidemocrático. Enfim, o que quero dizer que o autor traz uma bibliografia riquíssima sobre o que é e o que não é democracia, sobre seus defensores e sobre seus detratores.

    Mesmo discordando dele, creio que valha a pena conhecer sua obra. Acredito que estão entre as melhores sobre o tema escritas no século XX.

    Abraço

    • Olá,
      Gosto muito do material do von Kuehnelt-Leddihn. Dos livros que você mencionou só não li o último.
      Eu acho que as críticas feitas por ele à doutrina esquerdista são fantásticas, mas, como anteriormente, eu “limo” as partes relacionadas à democracia, pois entendo que elas surgem de um “rancor” de algumas intelectuais da direita: a indisposição em adentrar o território da guerra política resulta em conivência com as vitórias dos esquerdistas, e daí, em um processo de não aceitação de responsabilidade pelos resultados, as culpas são transferidas para a democracia.
      Mas no geral o autor é muito bom.
      Abs,
      LH

  8. Hans Hermann Hope eu ja dizia , não sabe se comunicar . O problema não é a democracia , mas democracia republicana esquerdopata . Se for Republica realmente se esfarela mais fácil, por nivelar por baixo e ditadura da maioria , como vemos na America Latina e Africa . Esquerdismo tbm por solapar a educação e estimular o caos e desordem para eles serem a ordem.
    Mas Hoppe tem razão quanto as monarquias, vemos como as monarquias, inglesas, espanholas, nórdicas e japonesa resistiram ao esquerdismo .

    • Hannoy,

      Uma observação: todos esses países com monarquias citados estão corroídos de implementações esquerdistas. A Espanha, por exemplo, caiu por causa do estado inchado. Os países nórdicos a mesma coisa.

      Abs,

      LH

  9. Pois é estão mesmo , a socio democracia desgovernou a Suecia por 30 anos e resistiu . Brasil mal aguenta 12 anos de PT .
    O PT vai se exaurir até se Dilma for eleita por problemas financeiros , em 15 anos o PT se acaba se eleito . Monarquias podem aguentar isso bem mais de falta de dinheiro. Monarquias são seculares ou até milenares . Repúblicas e Partidos Politicos não tem tamanho poder de duração .
    E vale salientar que quando Hoppe fala em monarquia ele se refere ao Imperio Austro Hungaro, Monarquia cosmopolita de onde saiu a propria Escola Austriaca , Psicanalise , Neo Positivismo etc…
    Tem monarquia imprestável como a da Holanda , so colocar monarquia não adianta mas…Realmente monarquias aguentam mais que republicas e democracias subsistem melhor dentro da monarquia. Isso que Hoppe não consegue perceber direito , Saber distinguir Monarquia-Democracia-Republica-Esquerdismo .. Ele iguala Democracia como Republica e esquerdismo..

  10. Luciano, já ouviste falar do Partido NOVO? http://www.novo.org.br/

    É o partido que os Libertários criaram. Eu particularmente já travei contato com eles e não gostei do que vi. O vácuo libertário preenche completamente os seus valores. E fora a questão de que você não pode comentar nada (no Facebook) que cheire a crítica. Um verdadeiro enxame de zangões saem da colmeia para atacar o ‘invasor’.

    Recentemente vi alguém perguntar se o NOVO era de direita. Teve zangão que mandou o cara procurar outro partido, pois ali ele não ia encontrar nada.

    Dias depois li no Mises esse artigo atacando a democracia, e aí minha ficha caiu de vez com os libertários. São somente mais do mesmo: doutrinas que buscam a criação de seus próprios impérios. E a democracia está no caminho dessa gente.

    Enfim, essa gente não quer mais jogar o jogo da democracia. Querem destruí-lo. É claro que até lá vão continuar a dizer de boca cheia que “querem mais democracia”.

    • “É o partido que os Libertários criaram.”

      Errado, este seria o Liber, e não é “os libertários”, mas sim, alguns libertários.

      Assim fica difícil, só jogando pra galera mesmo pra se fazer ouvir.

      • “Errado, este seria o Liber, e não é “os libertários”, mas sim, alguns libertários.”

        Rsrsrs… Se o NOVO foi criado por ‘alguns’ libertários, então o NOVO é libertário ora bolas! E o Liber, pelo andar da carruagem, nem vai sair do forno, tamanha é a sua ‘popularidade’.

        “Assim fica difícil só jogando pra galera mesmo pra se fazer ouvir.”

        Tsc, tsc, tsc… Jovens!

        Sugiro que comecem a jogar para aquela galera que recebe bolsa-família. Será bem interessante ver como vocês libertários conseguirão provar para essa gente que o livre-mercado é muito mais negócio que os R$ 80,00 que eles recebem todo o mês sem fazer nada. Isso é política.

  11. Luciano, você não refutou o texto do Napolitano…

    (…) A democracia, ao contrário, diz que a maioria é soberana e que no exercício desta soberania vai cometer erros vez por outra.(…)

    Sério, Luciano? Mude “a maioria está sempre certa” por “a maioria está quase sempre certa” que o argumento não muda. A falácia aqui é sua.

    (…)Os políticos estão sempre dispostos a fornecer o que as pessoas exigem deles(…)

    Sim, eles estão. E você superestima o poder dos intelectuais orgânicos. Em 90% dos casos eles não conseguem brecar o aumento do estado ou ter qualquer influência sobre um político – aliás, geralmente são os políticos mais à direita que dão ouvidos a estes intelectuais. Normalmente, estes intelectuais estão a serviço do próprio estado.

    (…)Ora, mas se é um fato que os pobres e os desafortunados são os que mais sofrem com o esquerdismo
    (e eu concordo plenamente com isso, e qualquer um que tenha lido Friedman, Hayek e Mises deve ter base para argumentar nesse sentido), temos um ambiente democrático pronto para expormos nossa opinião e exigir que os políticos tendam para a direção oposta em relação a que tem escolhido. Mas para fazer isso temos que jogar o jogo político.(…)

    Luciano, os pobres têm inveja e ressentimento dos ricos. Isto é assim desde que o mundo é mundo. Você realmente está dizendo que é dever dos intelectuais orgânicos mudar isto? Mudar a própria natureza humana?

    Você não refutou o texto de Karsten e Beckman. Você quer que lutemos para mudar a natureza humana num jogo que ela própria é exaltada e utilizada como combustível pelo oponente ( neste caso, a inveja ). Karsten e Beckman analisam o jogo como é.

    (…) Mais ainda: não existindo uma democracia (portanto a participação das pessoas é limitada, inclusive nas críticas) o que garante que esse monarca vai ser devidamente auditado enquanto estiver no poder? Qual o cui bono para que ele sequer permita essa auditoria?(…)

    Luciano… Imprensa existe em ambos os regimes. E a democracia não dá a garantia que você está exigindo do monarca.

    (…)A realidade é totalmente diferente. As guerras que mais causaram vítimas em nossa era foram causadas por ditaduras, ou seja, exatamente o oposto do que significa uma democracia.(…)

    Errou de novo, Luciano. A existência dos bancos centrais, uma obra das democracias, possibilitou o aumento do poderio bélico e o surgimento da guerra moderna ( pesquise sobre o assunto ). Este é o background que lhe falta para entender o ponto de autores como Mises e Hoppe. Não são eles que estão errados, mas sim, você.

    Você foi extremamente soberbo e arrogante nesta sua “refutação”. Você tem um ótimo background para combater esquerdistas, mas lhe falta para entender as bases econômicas de críticas como as que foram feitas aqui.

    Você erra o foco ao achar que a proposta libertária é positiva. Não é, ela não se propõe a criar propostas. Ela é negativa, isto é, analisa a realidade. Você faz confusão, e acha que se eu critico a democracia, devo apresentar uma proposta melhor.

    Luciano, vou parar por aqui. Você não refutou a base libertária ( PNA ), não refutou a crítica as democracias ( que se alimentam da natureza invejosa humana para inchar os estados ), quer que a nossa luta ( da direita ) seja para mudar a natureza humana, não refutou a vantagem das monarquias neste quesito, errou completamente o ponto ( não importa se é democracia ou monarquia, o que importa é o império das leis ), e errou ao generalizar as propostas positivas de alguns autores ( left-libs ) com a análise negativa de outros ( Hoppe, Mises ).

    Ir “para a galera” no final do seu texto não pegou bem. Parece que você está mais interessado em agradar à platéia do que no embasamento do discurso em si. Quer usar frames? Use contra esquerdistas, que não se importam com a honestidade intelectual do discurso. Você pode até agradar alguns, mas o leitor mais atento vai perceber sua jogada desonesta.

    • Vamos lá…
      Sério, Luciano? Mude “a maioria está sempre certa” por “a maioria está quase sempre certa” que o argumento não muda. A falácia aqui é sua.
      O julgamento a favor da democracia não se baseia nisso, mas na soberania da escolha do povo, que pode estar certo ou errado.
      Sim, eles estão. E você superestima o poder dos intelectuais orgânicos. Em 90% dos casos eles não conseguem brecar o aumento do estado ou ter qualquer influência sobre um político – aliás, geralmente são os políticos mais à direita que dão ouvidos a estes intelectuais. Normalmente, estes intelectuais estão a serviço do próprio estado.
      Isso que vc disse é completamente absurdo. É só estudar Chomsky, Alinsky e principalmente Gramsci para ver o papel que estrategistas políticos, com ênfase na atuação de intelectuais orgânicos, tem para os PARTIDOS de esquerda, e como estrategistas assim só começaram a surgir para a direita com Horowitz. Isso quando ele decidiu focar neste aspecto lá nos anos 90.
      Vamos levar esse debate a sério, pois não somos adversários políticos, apenas pessoas do mesmo lado (contra a esquerda) discutindo estratégias, mas essa noção de redução da influencia dos intelectuais orgânicos que vc trouxe não tem fundamento algum.
      Luciano, os pobres têm inveja e ressentimento dos ricos. Isto é assim desde que o mundo é mundo. Você realmente está dizendo que é dever dos intelectuais orgânicos mudar isto? Mudar a própria natureza humana? Você não refutou o texto de Karsten e Beckman. Você quer que lutemos para mudar a natureza humana num jogo que ela própria é exaltada e utilizada como combustível pelo oponente ( neste caso, a inveja ). Karsten e Beckman analisam o jogo como é.
      Tanto quanto os pobres tem inveja e ressentimento dos ricos, basta apontar que os piores ricos estão no estado inchado ou aliados a eles. Esses autores que eu citei dão base para isso. Mas é o que estou dizendo: a esquerda discursa estrategicamente, e a direita… “desabafa”.
      Em tempo: eu não cometi erro na avaliação sobre a natureza humana (e em nenhum momento de meu texto eu neguei o ressentimento que parte da população pobre possui em relação aos ricos). E portanto Karsten e Beckman não podem me impugnar em relação a algo que não escrevi. O foco da crítica é outro: Karsten e Beckman ignoram o poder dos intelectuais orgânicos para racionalizar o melhor uso que os esquerdistas fazem da natureza humana, e daí transferem a culpa para a democracia. Essa é a essência de minha análise.
      Luciano… Imprensa existe em ambos os regimes. E a democracia não dá a garantia que você está exigindo do monarca.
      Imprensa livre em uma monarquia plena (e não apenas de fachada, com em vários países europeus)… qual o cui bono disso?
      Errou de novo, Luciano. A existência dos bancos centrais, uma obra das democracias, possibilitou o aumento do poderio bélico e o surgimento da guerra moderna (pesquise sobre o assunto ). Este é o background que lhe falta para entender o ponto de autores como Mises e Hoppe. Não são eles que estão errados, mas sim, você.
      Eles estão errados ao comparar coisas diferentes. O fator que aumentou o potencial de devastação das guerras do século XX foi o discurso ideológico com foco em ódio, o que levou a genocídios. No resto das guerras, temos o mesmo de sempre, com a diferença de hoje existe mais tecnologia de morte à disposição. Talvez você estivesse certo se todo o mundo se dividisse em micro-estados, funcionando como propriedades privadas, mas precisaríamos testar essa hipótese com a tecnologia de morte que temos disponível. A propaganda de “redução de guerras” é apenas um wishful thinking.
      Você foi extremamente soberbo e arrogante nesta sua “refutação”. Você tem um ótimo background para combater esquerdistas, mas lhe falta para entender as bases econômicas de críticas como as que foram feitas aqui.
      O engraçado é que esses autores (com ótimas argumentações para criticar a esquerda, que as vezes é injustamente ressignificada para democracia – e é aí que eu os refuto, e só aí) as vezes se esquecem de ler obras como as abaixo:
      http://www.amazon.com.br/Most-Dangerous-Animal-Nature-Origins-ebook/dp/B00FO94G1Q/ref=sr_1_9?ie=UTF8&qid=1407093539&sr=8-9&keywords=the+most+dangerous+animal
      http://www.amazon.com.br/anjos-bons-nossa-natureza-viol%C3%AAncia-ebook/dp/B00CBLDJ6S/ref=sr_1_1?ie=UTF8&qid=1407093621&sr=8-1&keywords=steven+pinker (sim, eu reconheço que mudei minha perspectiva sobre Pinker e ele tem sido mto útil para minhas análises)
      http://www.amazon.com/Straw-Dogs-Thoughts-Humans-Animals/dp/0374270937/ref=sr_1_1?ie=UTF8&qid=1407093755&sr=8-1&keywords=straw+dogs+john+gray
      A meu ver, essa mania de “pensar por devir” (um dia chegaremos lá) é ingênua e revela um desconhecimento das bases biológicas do ser humano. Noto que não há quase nada de análise darwinista nessas promessas de “como a sociedade vai se comportar sob condições x”, baseadas em que?
      Você erra o foco ao achar que a proposta libertária é positiva. Não é, ela não se propõe a criar propostas. Ela é negativa, isto é, analisa a realidade. Você faz confusão, e acha que se eu critico a democracia, devo apresentar uma proposta melhor.
      Não há problema algum em análises negativas, mas observe a “paga” disso. Critica-se um sistema político (que pressupõe que o crítico oferece algo melhor, pois é assim que funciona a política, e não necessariamente a filosofia) e se opta deliberadamente por um frame para a ajudar a esquerda, que, depois de vencer, será inocentada de suas culpas, a serem lançadas sobre a democracia. Para mm, isso é uma tragicomédia de erros.
      E olha que o começo da ideia (da crítica ao estado) é brilhante, e tem meu total apoio.
      Luciano, vou parar por aqui. Você não refutou a base libertária ( PNA ), não refutou a crítica as democracias ( que se alimentam da natureza invejosa humana para inchar os estados ), quer que a nossa luta ( da direita ) seja para mudar a natureza humana, não refutou a vantagem das monarquias neste quesito, errou completamente o ponto ( não importa se é democracia ou monarquia, o que importa é o império das leis ), e errou ao generalizar as propostas positivas de alguns autores ( left-libs ) com a análise negativa de outros ( Hoppe, Mises ).
      Não critiquei o PNA pois não estava no escopo de minha análise. Mas não há evidências de que o PNA será mais respeitado sem democracias.
      Mostrei claramente que todas as críticas à democracias lançadas não são críticas à democracia, mas ao esquerdismo. Mas como o esquerdismo venceu dentro da democracia, a crítica é transferida para a democracia, como forma de se esconder a responsabilidade da parte derrotada. A meu ver, essa é a parte mais vergonhosa de todo o discurso. Nunca vi algo tão constrangedor.
      E quanto às monarquias, o próprio texto de Hoppe propõe monarquia ao invés da democracia. Quem comete o erro de categoria é ele, não eu. Aí ficou fácil para eu refutá-lo.
      E em relação aos “left libs”, eu os critiquei nos mesmos pontos onde os libertários “de direita” erram.

      Abs,

      LH

      • ‘Talvez você estivesse certo se todo o mundo se dividisse em micro-estados, funcionando como propriedades privadas, mas precisaríamos testar essa hipótese com a tecnologia de morte que temos disponível. A propaganda de “redução de guerras” é apenas um wishful thinking.’

        E a sua hipótese de guerras como produto mais da ideologia do que da tecnologia, também.
        Um diz: guerras são o produto de A. O outro diz: guerra são o produto de B. E nenhum dos dois pode provar nada. E o burro acha que ciências sociais é ciência.

  12. “O menor estudo de guerra política já é o suficiente para permitir que encontremos o motivo para a racionalização de “fim da democracia”: justificar a inércia política.”

    Belo tiro de letra, Ayan! matou a charada magistralmente! Não é só isso, porém admiro muito sua postura de insistir na derrota dos esquerdista dentro do jogo democrático. Estou plenamente de acordo com vc nisso. É altamente necessário, democraticamente, tomar o controle da situação das mãos destes que, democraticamente, alcançaram o poder. Defender o “fim da democracia” por conta disso, ou antes disso, seria estupidez até mesmo para substituí-la por algo melhor, supondo que haja uma proposta melhor uma vez que ela nunca é devidamente apresentada ao público… enfim, acho q os anarquistas pegaram tanto nojo do “sistema”, contemplaram um chão tão cagado pelos cães, que acham que resolverão este probleminha apenas pondo uma folha de jornal por cima e fingir q ta tudo limpo e pronto pra começar algo novo… como se o fedor não fosse incomodá-los, como se o fantasma do sistema que arbitrariamente cai não fosse assombrá-los, e como se a praga esquerdista fosse finalmente derrotada SEM O SER.
    Assim mesmo ainda tentam, e ainda que o Anarquista tenha lá seus incríveis motivos pra pedir pelo fim da democracia, soa um tanto imbecil expor tais ideias nestes termos, mesmo dentro de uma democracia (e só por isso podendo), assemelhando-se logo a esses malucos que vivem por ai pregando o fim do bolsa família, acusando os próprios pobres (q são maioria e q eles esperam convencer) q eles são a causa disso, daquilo e de tudo q ta ai e bla, bla, bla (como cheguei a ver num dos comentários aqui), quando seus discursos poderiam e deveriam estar adotando uma postura exatamente contrária, uma postura para convencer a maior quantidade de mentes e corações quanto a eficiência de suas propostas, ou seja, uma postura democrática até pra por fim na democracia ou num beneficio popular como o bolsa família. Ideia, alias, aprovada pelo próprio Friedman (ouvi por ai), mais um motivo para mudar o disco do discurso de “acabar” para APRIMORAR o beneficio! Eu mesmo vejo o bolsa família como uma boa ideia, através dele imagino ser possível transferir muitos dos serviços prestados atualmente pelo estado para a iniciativa privada, fazendo pequenas modificações como propor transformar o cartão do beneficiado num cartão de débito, onde um sistema de depósito de créditos mensais não cumulativos poderiam ser utilizados para efetuar compras em supermercados, loja de roupas, contratar serviços de escolas, hospitais, e em casas lotéricas para pagamento de contas de serviços básicos, etc, e assim impedindo também diversas formas de mal uso, a criação de poupanças, gastos em bares com bebidas, putas, etc. O beneficio não mais seria usado inapropriadamente, pois não haveria dinheiro algum passando na mão do cidadão, que poderia ser tão pobre quanto podre de rico! sim, o beneficio deveria ser estendido a todas as famílias, com a diferença claro de que algumas seriam mais ou menos “compensadas” conforme a atual renda familiar (mas toda família brasileira seria beneficiada, nem que fosse com crédito de 1 real mensal). E se acaso na conta não houvesse saldo para o pagamento de uma emergência hospitalar, o hospital privado poderia realizar o atendimento normalmente e o saldo da conta neste caso ficaria negativo, levando o beneficiado a receber créditos com valores um pouco menores nos próximos meses ou até sua total quitação. Tendo agora como optar por hospitais e escolas públicas ou privadas, as pessoas naturalmente passariam a escolher estes últimos a ponto de os serviços públicos tornarem-se obsoletos, favorecendo assim uma proposta de extinção destes.
    É claro que a ideia é só um esboço que apresentei com intuito de ilustrar como algo que é socialmente aprovado deve ser encarado e convertido numa solução melhor e mais aceitável pra sociedade em geral (o povão). Pois num país onde pega muito mal criticar mesmo um beneficio social como o bolsa família quem dirá então o maior bem da sociedade democrática q é a democracia. Não é a toa q as pessoas q o fazem costumam ser ignoradas, vistas como esquisitas e dignas de riso por intelectuais e até pelo povo mais simples.

    E falando em piadas, Ayan, você também me soou muito engraçado (e inocente) quando afirma que o esquerdista ganha o jogo “dentro das regras” ou “O problema não está nas regras do jogo, mas nos jogadores de um dos lados do tabuleiro: os direitistas”… ai ai, parece até que vc não conhece as figuras! É verdade q muito das conquistas dos esquerdistas deveu-se tanto a uma excelente estratégia e engajamento, quanto ao descaso dos direitistas, mas mesmo este descaso não se deve justamente a uma “inércia politica”, mas quase sempre a um MEDO (sócio-politico-econômico-físico-psíquico-e-até-espiritual) da maneira como eles jogam o jogo… afinal quantos vc já viu por ai já sofrendo todo tipo de humilhações e ameaças antes mesmo de começar a jogar? já imaginou o quão baixo eles poderiam chegar se vc desse tua cara a tapa (se candidatasse) e começasse a virar esse game repleto de viciados? and how low can you go?
    Na verdade, talvez o medo de ter tal reposta, seja a coisa realmente assustadora!

    E pra atiçar a imaginação do momento vo postar um quadrinho q vi anteontem no Ovelhas Voadoras q ilustraria muito bem esse tal joguinho…

    não abra quem for menor de idade!

    http://imgur.com/OotB8lt

    Abraços!

    • Dan,
      Interessantes suas ideias sobre o Bolsa Família.
      Vamos aos pontos de crítica.
      E falando em piadas, Ayan, você também me soou muito engraçado (e inocente) quando afirma que o esquerdista ganha o jogo “dentro das regras” ou “O problema não está nas regras do jogo, mas nos jogadores de um dos lados do tabuleiro: os direitistas”… ai ai, parece até que vc não conhece as figuras!
      Acho que você não entendeu o que eu quis dizer.
      Vou explicar.
      O esquerdista entra, e joga de acordo com as regras do jogo democrático, com o objetivo de CORROMPER este jogo lá no final. Eles sabem disso. Mas se especializaram para VENCER no ambiente democrático.
      A direita, por outro lado, orgulhou-se de sua inércia, por achou que ler teóricos e fazer desabafos não estrategicamente planejados era o suficiente.
      Na comparação que faço é somo se a esquerda entrasse em um campeonato de futebol e contratasse goleiros, zagueiros, meio campos, centroavantes, um técnico, e montasse um centro de treinamento. A direita contratou armadores, pivôs, batedores, ou seja, de diversos esportes que não tem a ver com futebol e ainda contratou um técnico especialista em corrida de 100 metros. Como resultado, a esquerda ganha todos os campeonatos e morre de rir do que a direita está fazendo. A direita o que faz? Reclama das regras do jogo e diz que as regras são culpadas pela derrota.
      É essa arrogância cabeça-dura que meu texto critica.
      Em suma: a esquerda nunca fala em botar exército na rua. E conquista sempre. Alguns direitistas falam em colocar tanques na rua. E… não ganham nada.
      É verdade q muito das conquistas dos esquerdistas deveu-se tanto a uma excelente estratégia e engajamento, quanto ao descaso dos direitistas, mas mesmo este descaso não se deve justamente a uma “inércia politica”, mas quase sempre a um MEDO (sócio-politico-econômico-físico-psíquico-e-até-espiritual) da maneira como eles jogam o jogo… afinal quantos vc já viu por ai já sofrendo todo tipo de humilhações e ameaças antes mesmo de começar a jogar? já imaginou o quão baixo eles poderiam chegar se vc desse tua cara a tapa (se candidatasse) e começasse a virar esse game repleto de viciados? and how low can you go?
      Na verdade, talvez o medo de ter tal reposta, seja a coisa realmente assustadora!

      Veja este post: http://lucianoayan.com/2014/07/04/cynara-menezes-acusa-seus-oponentes-daquilo-que-ela-faz/
      Depois dele, Alexandre Seltz, do site Meu Professor de História, desafiou Cynara para um processo. Sabe o que ela fez? Nada, pois ele usou estratégia, coletou evidências e se preparou.
      Esse medo absurdo aí que a esquerda gera é baseado na tática “poder não é o que você tem, mas o que o seu adversário pensa que você tem”.

  13. Não , não tô do lado oposto. Até concordo mesmo , mas por razões diferentes.Realmente o modelo republicano democratico onde todo mundo tem direito a tudo e ninguem tem obrigação é uma droga mesmo . Mas Democracia Rpresentativa em si mesma foi a melhor coisa que ja houve na humanidade .

  14. Paradoxos difíceis de entender:

    Os muçulmanos não estão felizes…

    · Eles não estão felizes em Gaza. · Eles não estão felizes na Cisjordânia. · Eles não estão felizes no Egito. · Eles não estão felizes na Líbia. · Eles não estão felizes na Argélia. · Eles não estão felizes em Tunis… · Eles não estão felizes em Marrocos. · Eles não estão felizes no Iêmen. · Eles não estão felizes no Iraque. · Eles não estão felizes no Afeganistão. · Eles não estão felizes na Síria. · Eles não estão felizes no Líbano. · Eles não estão felizes no Sudão. · Eles não estão felizes na Jordânia. · Eles não estão felizes no Irã.

    Onde os muçulmanos estão felizes?

    Eles estão felizes na Inglaterra. Eles estão felizes na França. Eles estão felizes na Itália. Eles estão felizes na Alemanha. Eles estão felizes na Suécia. Eles estão felizes na Holanda. Eles estão felizes na Dinamarca. Eles estão felizes na Bélgica. Eles estão felizes na Noruega. Eles estão felizes em U.S.A. Eles estão felizes no Canadá. Eles estão felizes na Romênia. Eles estão felizes na Hungria. Eles estão felizes na Austrália. Eles estão felizes na Nova Zelândia.

    Eles estão felizes em qualquer outro país no mundo que não esteja sob um governo muçulmano.

    E quem eles culpam?

    · Não o Islã. · Não a liderança deles. · Não a si mesmos.

    Culpam os países onde estão vivendo livremente e bem!!! A democracia é realmente boa para eles: uma democracia que eles podem viver confortavelmente, aproveitar a alta qualidade de vida que eles não construíram e nem trabalharam para ter, podem manter seus costumes, desobedecem às leis, exploram os serviços sociais, fazem paródias de nossa política e de nossos tribunais. Geralmente, mordem a mão que os alimenta.

    A questão é contraditória, paradoxal. Eles tentam trazer seu sistema de vida falido e querem transformar os países que os acolheram no país que abandonaram, em busca de uma vida melhor. Dá para entender?

    (Autor desconhecido)

  15. Eu percebi, é claro, que no texto você constrói toda a sua argumentação em cima dos conceitos sobre Monarquia que provém dos dois textos então objetos em estudo, no entanto tratam-se de conceitos políticos e filosóficos deturpados e que não guardam qualquer relação com a natureza e aspectos da Monarquia Constitucional e também da Democracia.

    Eu estou consciente que o propósito das suas críticas não estão relacionadas com o mérito dos conceitos políticos, mas sim com o controle dos frames e o seu mal uso por parte daqueles que defendem o fim da democracia e a monarquia como sendo um regime superior àquela.

    Primeiramente, ocorre que a Monarquia e a Democracia não são modelos políticos rivais e auto-excludentes entre si. Colocar os conceitos políticos opostos nesses termos chega a parecer uma piada, pois quem os elabora ignora totalmente a realidade de países como Inglaterra, Holanda, Espanha, Bélgica, Suécia, Dinamarca, Noruega, Mônaco, Liechtenstein, Japão.

    Será que a Monarquia nesses países inviabiliza o ambiente democrático? Será que todas são “ditaduras” onde o povo precisa ter “fé” na pessoa do Monarca e de seus sucessores?

    É claro que não desconheço a existência de regimes monárquicos absolutistas que ainda existem hoje em países de perfil cultural que se opõe aos valores da Civilização Ocidental, mas nestes países o que temos, de fato, é uma tradição e uma cultura totalmente estranhas a nossa realidade e, portanto, não devem ser usada como referência nem para o Brasil e nem para nenhum país do Ocidente.

    Também é falso dizer que o Monarca é apenas um Chefe simbólico, como é assustador ver pessoas difundindo a ideia de que na Monarquia Constitucional o Monarca é uma espécie de “empresário” e que o Estado é sua propriedade.

    Você usa a expressão “ditadura monárquica” em suas réplicas no texto “http://lucianoayan.com/2014/08/02/hora-de-papo-serio-uma-analise-dos-frames-relacionados-a-intervencao-militar-e-rejeicao-a-democracia/”.

    Isso é possível sim, mas Monarquia e Ditadura não são conceitos políticos coincidentes, e esta premissa está totalmente em desconformidade com a realidade institucional de qualquer Monarquia Ocidental, inclusive com a do Brasil Império regido sob as regras da Carta Política de 1824.

    O Imperador Constitucional, sob a égide da ordem política então vigente, pela experiência histórica que podemos extrair dos nossos dois únicos Monarcas, não pode ser equiparado a um “ditador” como foi Getúlio Vargas ou foram os Generais a partir de 1964. E também não há qualquer elemento histórico que sustente a ideia de que Pedro I e Pedro II estavam reduzidos à condição de meros “símbolos”.

    O curto período do Primeiro Reinado não nos trás realmente experiências muito agradáveis em virtude de inúmeras turbulências políticas, sociais e estruturais inerentes a um País recém-nascido. Mas toda a estabilidade alcançada a partir da liderança de um jovem de 14 anos que reinou por quase 60 anos, sem vaias, sem grandes turbulências institucionais, sem golpes de Estado, sem fechar o Parlamento, sem oprimir as liberdades individuais, nem liberdade de imprensa, sem impor Estado de Sítio, sem executar prisões arbitrárias, confisco de bens, interferência nos grupos políticos, tínhamos um ambiente de baixa inflação, desenvolvimento tecnológico, significativo respeito internacional, equilíbrio da balança comercial, um Estado enxuto e, dentro da sua realidade, eficiente, nossa marinha mercante e de guerra era uma das maiores do mundo, enfim, o Império do Brasil, na realidade do século XIX, era um País muito melhor do que o que se seguiu com o Golpe de 1889.

    Naquela época existia o Partido Republicano, e grandes setores da imprensa eram manifestamente hostis à Monarquia, mas ainda assim não há registros de que o Imperador tenha usado os instrumentos de repressão do Estado para perseguir essas pessoas, interferir em suas liberdades e tornar suas atividades ilegais.

    Os republicanos, na última Assembleia Nacional do Império tinham 4 representantes, e o Imperador Pedro II, após a quartelada que sofreu, precisou ser sequestrado e expulso do Brasil na calada da noite, pois, após quase 60 anos de reinado, contava com uma significava aprovação popular.

    É certo que, sob o regime de 1824, o Imperador exercia além das funções de Chefe de Estado grande interferência na Chefia de Governo, cujo sistema parlamentarista instituído por norma infraconstitucional foi uma sacada engenhosa de Sua Majestade de conciliar os diversos interesses políticos em constante conflito, e, ao mesmo tempo, preservar a prerrogativa de dizer a última palavra.

    No entanto, essa questão não é central, pois o Monarquismo brasileiro hoje entende e a própria Família Imperial defende que o Monarca deve manter-se afastado de qualquer função governamental (Administração Pública), limitando-se ao exercício do Poder Moderador, cujas atribuições estariam claramente previstas e limitadas pela Constituição que vier a suceder a atual.

    E os escravos? Bom, esse é um tema para uma explanação longa, mas a verdade que muitos não aceitam ou não conhecem é que a nossa Família Imperial foi a maior responsável pelo fim do sistema escravocrata que herdou do regime português.

    D. Pedro II, ainda em 1840, quando ascendeu ao Trono do Brasil, libertou todos os escravos que havia herdado e ainda tomou emprestado (não usou dinheiro do Estado) 60 contos de réis para o fim de comprar a liberdade de outros tantos, empregando-os no serviço da Imperial Quinta de Santa Cruz, dando-lhes assistência médica e educação aos seus filhos.

    D. Pedro II, por meio de negociação política, conduziu o Parlamento na aprovação das primeiras leis abolicionistas do Império: lei do ventre livre, lei do sexagenário, lei do tráfico de escravo, inclusive ameaçou renunciar o Trono como forma de pressão política, ao invés de usar um alegado “poder absoluto” para legislar por si mesmo nesse sentido.

    Enfim, eu pretendo me limitar em um discurso mais reflexivo no sentido de desmistificar o que realmente é a Monarquia Constitucional, e o que não é, pois o movimento restaurador brasileiro impõe aos seus partidárias esse dever, já que antes de colocar a discussão na pauta nacional, a nossa geração cabe primeiramente combater as muitas difamações e deturpações históricas.

    Portanto, meu intuito nesse comentário não está relacionado ao tema central do texto, mas nas premissas em que ele se funda.

    É natural que eu não defenda a restauração integral da Carta Política de 1824, por razões mais do que óbvias, só alerto que, nos últimos anos do Império, o Brasil tinha proporcionalmente mais eleitores do que os EUA no mesmo período e que nós, através da Família Imperial, mantivemos a unidade nacional, a língua portuguesa, os valores da civilização ocidental e solucionamos a questão da escravidão sem a necessidade de uma guerra civil separatista como os americanos precisaram enfrentar, o que, na verdade não veio de graça: o Trono foi o preço pago pela liberdade, que, logo nos primeiros anos de pseudo-República, foi imediatamente sufocada, e os ex-escravos marginalizados.

    Art. 9. A Divisão, e harmonia dos Poderes Politicos é o principio conservador dos Direitos dos Cidadãos, e o mais seguro meio de fazer effectivas as garantias, que a Constituição offerece.

    Art. 10. Os Poderes Politicos reconhecidos pela Constituição do Imperio do Brazil são quatro: o Poder Legislativo, o Poder Moderador, o Poder Executivo, e o Poder Judicial.

    Art. 11. Os Representantes da Nação Brazileira são o Imperador, e a Assembléa Geral.

    Art. 12. Todos estes Poderes no Imperio do Brazil são delegações da Nação.

    Art. 98. O Poder Moderador é a chave de toda a organisação Politica, e é delegado privativamente ao Imperador, como Chefe Supremo da Nação, e seu Primeiro Representante, para que incessantemente vele sobre a manutenção da Independencia, equilibrio, e harmonia dos mais Poderes Politicos.

    Art. 179. A inviolabilidade dos Direitos Civis, e Politicos dos Cidadãos Brazileiros, que tem por base a liberdade, a segurança individual, e a propriedade, é garantida pela Constituição do Imperio, pela maneira seguinte.
    I. Nenhum Cidadão póde ser obrigado a fazer, ou deixar de fazer alguma cousa, senão em virtude da Lei.
    II. Nenhuma Lei será estabelecida sem utilidade publica.
    III. A sua disposição não terá effeito retroactivo.
    IV. Todos podem communicar os seus pensamentos, por palavras, escriptos, e publical-os pela Imprensa, sem dependencia de censura; com tanto que hajam de responder pelos abusos, que commetterem no exercicio deste Direito, nos casos, e pela fórma, que a Lei determinar.
    V. Ninguem póde ser perseguido por motivo de Religião, uma vez que respeite a do Estado, e não offenda a Moral Publica.
    VI. Qualquer póde conservar-se, ou sahir do Imperio, como Ihe convenha, levando comsigo os seus bens, guardados os Regulamentos policiaes, e salvo o prejuizo de terceiro.
    VII. Todo o Cidadão tem em sua casa um asylo inviolavel. De noite não se poderá entrar nella, senão por seu consentimento, ou para o defender de incendio, ou inundação; e de dia só será franqueada a sua entrada nos casos, e pela maneira, que a Lei determinar.

    A lista dos incisos do artigo 179 da Carta Imperial é longa e não muito diferente do que se contém no artigo 5º da nossa Constituição Socialista Populista de 1988, mas da leitura dos 7 primeiros incisos já é possível perceber, pelo menos em uma análise teórica, que desde 1824 não havia nenhum receio de que o Imperador pudesse sequestrar bens, expulsar pessoas de suas casas e do próprio Brasil e tudo fazer arbitrariamente. Se assim qualquer de nossos Imperadores tivesse agido, o regime político de 1824 não teria subsistido por 65 anos.

    Observo, portanto, que a Monarquia Constitucional não é uma ditadura hereditária, e que o Monarca não está acima do bem e do mal como ocorre hoje com a nossa classe política. A Monarquia é muito mais permeável à pressão pública do que o nosso atual regime, pois todos os olhos da nação e do mundo estão diuturnamente apontado para o Imperador e sua família, e a integridade moral destes é o mais importante elemento legitimador de suas posições.

    Um Imperador desmoralizado, vaiado, inepto e que atente contra a Constituição coloca em risco o próprio Trono, o legado histórico de sua família, os valores que recebeu e jurou defender e ainda, o futuro de sua dinastia.
    Assim, o Monarca cinge-se em instrumento constitucional a disposição dos interesses da Nação, e não apenas do povo (geração do presente). O povo governa-se por meio do Parlamento (pois o Monarca não administra), auxiliado pela experiência e pela índole suprapartidária da sua Família Imperial como mecanismo conciliador de conflitos.

    O Imperador é, na verdade, o cidadão mais interessado na sustentação do debate democrático, pois somente aquele que foi educado desde o berço para amar e proteger o seu País e o seu povo gozará de autoridade moral para dizer não, quando precisar dizer.

    Em Monarquias como a Inglaterra, Holanda e Suécia, por exemplo, não assistimos notícias de interferência do Monarca nas disputas político-partidária, pois os conflitos que delas possam resultar, ante o amadurecimento político do povo e a estabilidade dos seus respectivos regimes democráticos, não ocasionam instabilidades que ameace a implosão de todo o sistema, como aconteceu no Brasil em 1891, 1893, 1930, 1932, 1935, 1938, 1945, 1964, 1967, 1987, etc.

    Isso acontece justamente porque o Monarca, nesses países, está sim munido de instrumentos constitucionais para intervir, sendo falso dizer que a Rainha Elizabeth é apenas um símbolo da tradição e da cultural inglesa. A Rainha pode dissolver o Parlamento inglês a qualquer momento, e se ela nunca o fez, não significa que seja inútil ou simbólica: significa, a meu juízo, que a mera possibilidade de que o Monarca possa dissolver o Parlamento e convocar novas eleições, por si mesmo, impinge aos representantes do povo que procurem resolver suas divergências de forma célere, madura e sempre voltados aos interesses superiores da Nação, o que não ocorre no Brasil, onde o Congresso, pós-1988, é usado como instrumento de chantagem e barganha política, e o Chefe de Governo descaradamente destina grande parte dos recursos do Estado (cargos e dinheiro) para fazer passar suas diretrizes.

    Ao menor sinal de que o Executivo e o Legislativo estejam entrando em entendimento contra os interesses superiores da Nação, em vista de desmoralizar o Estado e propositadamente desestabilizar a ordem democrática, o Imperador estará lá pronto a denunciar em cadeia nacional de TV, pronto a acessar documentos, salas reservadas, gabinetes, arquivos, vigilante e consciente, ora atuando como diplomata do povo, ora atuando como primeiro-fiscal.

    E, durante as grandes crises, a fim de evitar a completa implosão do regime representativo, o Imperador poderá sim dissolver o Parlamento para imediatamente chamar o povo às urnas.

    É óbvio que esse procedimento deve necessariamente estar delimitado no Manual das Regras Democráticas, vulgo Constituição, e, ao meu ver, em um país semi-anárquico como é o Brasil hoje, a Monarquia Constitucional se mostra sensivelmente superior a esse atual regime (seja lá qual for sua designação) por essas e outras muitas razões.

    • Dennys

      Eu estou consciente que o propósito das suas críticas não estão relacionadas com o mérito dos conceitos políticos, mas sim com o controle dos frames e o seu mal uso por parte daqueles que defendem o fim da democracia e a monarquia como sendo um regime superior àquela.

      Eu diria que vai além. Eu faço críticas tanto ao aspecto moral quanto ao aspecto tático-estratégico da coisa.
      Colocar os conceitos políticos opostos nesses termos chega a parecer uma piada, pois quem os elabora ignora totalmente a realidade de países como Inglaterra, Holanda, Espanha, Bélgica, Suécia, Dinamarca, Noruega, Mônaco, Liechtenstein, Japão.
      Nesses países (com exceção talvez de Mônaco e Liechtenstein, que são mais ou menos como o Vaticano) temos uma monarquia “de fachada”, que não impede todas as conquistas esquerdistas, como pudemos ver ao longo das décadas recentes.
      Também é falso dizer que o Monarca é apenas um Chefe simbólico, como é assustador ver pessoas difundindo a ideia de que na Monarquia Constitucional o Monarca é uma espécie de “empresário” e que o Estado é sua propriedade.
      Mas é assim que ele é. No que o monarca da Suécia impediu o país de virar um paraíso esquerdista onde há gente obrigando os homens a mijar sentados? No que impediu o Reino Unido de criminalizar o cristianismo em vários momentos? Nada.
      Alias,a tal monarquia constitucional não impede o jogo de poder onde os esquerdistas podem vencer, e essa é a crítica errada dos autores libertários que citei.
      Isso é possível sim, mas Monarquia e Ditadura não são conceitos políticos coincidentes, e esta premissa está totalmente em desconformidade com a realidade institucional de qualquer Monarquia Ocidental, inclusive com a do Brasil Império regido sob as regras da Carta Política de 1824.
      Sim, mas em uma monarquia DE FATO há menos interesse em manter uma democracia. Qual o ganho de permitir que o povo aponte de forma clara as falhas administrativas? Qual a finalidade de grupos políticos rivais brigando?
      O Imperador Constitucional, sob a égide da ordem política então vigente, pela experiência histórica que podemos extrair dos nossos dois únicos Monarcas, não pode ser equiparado a um “ditador” como foi Getúlio Vargas ou foram os Generais a partir de 1964.
      Decerto, até pq naquele período havia uma colonização e nem sequer uma cultura republicana existia. Mas isso existe hoje. Não é algo que as pessoas vão “esquecer” do dia para a noite se for estabelecida uma monarquia plena.
      E também não há qualquer elemento histórico que sustente a ideia de que Pedro I e Pedro II estavam reduzidos à condição de meros “símbolos”.
      Nem eu disse isso em momento algum.
      Mas toda a estabilidade alcançada a partir da liderança de um jovem de 14 anos que reinou por quase 60 anos, sem vaias, sem grandes turbulências institucionais, sem golpes de Estado, sem fechar o Parlamento, sem oprimir as liberdades individuais, nem liberdade de imprensa, sem impor Estado de Sítio, sem executar prisões arbitrárias, confisco de bens, interferência nos grupos políticos, tínhamos um ambiente de baixa inflação, desenvolvimento tecnológico, significativo respeito internacional, equilíbrio da balança comercial, um Estado enxuto e, dentro da sua realidade, eficiente, nossa marinha mercante e de guerra era uma das maiores do mundo, enfim, o Império do Brasil, na realidade do século XIX, era um País muito melhor do que o que se seguiu com o Golpe de 1889.
      Espere aí, espere aí… era um país “muito melhor” sob quais indicadores? Talvez você preferisse aquela época. Eu não prefiro. Quais os argumentos?
      E ainda existe um problema grave: quem garante que é possível voltar o ponteiro do relógio? Quais as condições que temos hoje? Quais as complexidades de nossa sociedade e da geopolítica?
      [sobre o Monarca] preservar a prerrogativa de dizer a última palavra.
      Esse é um risco grave. Exatamente por isso somos contra o Decreto da Dilma.
      No entanto, essa questão não é central, pois o Monarquismo brasileiro hoje entende e a própria Família Imperial defende que o Monarca deve manter-se afastado de qualquer função governamental (Administração Pública), limitando-se ao exercício do Poder Moderador, cujas atribuições estariam claramente previstas e limitadas pela Constituição que vier a suceder a atual.
      O difícil é confiar neste poder moderador…
      O Imperador é, na verdade, o cidadão mais interessado na sustentação do debate democrático, pois somente aquele que foi educado desde o berço para amar e proteger o seu País e o seu povo gozará de autoridade moral para dizer não, quando precisar dizer.
      Até aqui há muito de expectativa. Algo como “o monarca deve agir assim”, “ele vai pensar nisso”, mas falta empirismo para os tempos atuais. Essa parte acima é particularmente reveladora: por que ele seria interessado na sustentação o debate democrático? Quem dará a autoridade moral para ele em um período onde não acreditamos mais no “direito divino” dos reis? Esse é o problema. As coisas eram fáceis para uma monarquia antes… hoje não seria tão fácil assim.
      Em Monarquias como a Inglaterra, Holanda e Suécia, por exemplo, não assistimos notícias de interferência do Monarca nas disputas político-partidária, pois os conflitos que delas possam resultar, ante o amadurecimento político do povo e a estabilidade dos seus respectivos regimes democráticos, não ocasionam instabilidades que ameace a implosão de todo o sistema, como aconteceu no Brasil em 1891, 1893, 1930, 1932, 1935, 1938, 1945, 1964, 1967, 1987, etc.
      O problema é um só: no Brasil tivemos uma classe política que se destacou, e uma oposição (que seríamos os adeptos do livre mercado) que não existiu. O sistema tinha que implodir várias vezes mesmo. Não vejo como um monarca resolveria isso, atuando nos mesmos moldes em que os monarcas atuam na Europa hoje. Ou seja, assistindo de camarote.

      Isso acontece justamente porque o Monarca, nesses países, está sim munido de instrumentos constitucionais para intervir, sendo falso dizer que a Rainha Elizabeth é apenas um símbolo da tradição e da cultural inglesa. A Rainha pode dissolver o Parlamento inglês a qualquer momento, e se ela nunca o fez, não significa que seja inútil ou simbólica: significa, a meu juízo, que a mera possibilidade de que o Monarca possa dissolver o Parlamento e convocar novas eleições, por si mesmo, impinge aos representantes do povo que procurem resolver suas divergências de forma célere, madura e sempre voltados aos interesses superiores da Nação, o que não ocorre no Brasil, onde o Congresso, pós-1988, é usado como instrumento de chantagem e barganha política, e o Chefe de Governo descaradamente destina grande parte dos recursos do Estado (cargos e dinheiro) para fazer passar suas diretrizes.
      E se dissolvesse o Parlamento, daria início a uma crise sem precedentes. Agora, a pergunta, o que a Inglaterra ganhou com isso? Você já vi o nível de inchaço estatal por lá? Ou seja, a Monarquia, do jeito que é exercida hoje (o único jeito possível no Ocidente civilizado) não ajuda em nada…
      É óbvio que esse procedimento deve necessariamente estar delimitado no Manual das Regras Democráticas, vulgo Constituição, e, ao meu ver, em um país semi-anárquico como é o Brasil hoje, a Monarquia Constitucional se mostra sensivelmente superior a esse atual regime (seja lá qual for sua designação) por essas e outras muitas razões.
      O problema é que de toda sua apresentação, não ficou claro como estabelecer uma monarquia iria acabar com as barbáries da classe política.
      O que se pode observar é a falta de evidências empíricas para propor um novo sistema, e no que esse sistema nos ajudaria. Os exemplos europeus mostram que uma monarquia não ajudou nada na interrupção do inchaço estatal, que é a demanda que iniciou esta discussão: “vamos acabar com o parasitismo, o assistencialismo, e para isso acabar com a democracia e estabelecer uma monarquia”. Países com monarcas simplesmente assistiram de camarote uma crise de escala continental que criou quase 30% de desemprego em alguns países. Um país sem monarcas, como a Alemanha, conseguiu sair mais fácil da crise.
      Não estou dizendo que “monarca não resolve” ou que “monarca resolve”, mas que na atual conjuntura é um “fede nem cheira” em relação à demanda original: os problemas “da democracia”, que é o tema dos textos que refutei.
      O que posso concluir é o seguinte, reforçando minha tese: a direita perdeu no sistema atual por não conseguir abandonar suas manias, seus hábitos, seu orgulho e a falta de disposição de entrar no jogo político. Resta a racionalização de inventar formas alternativas em relação que temos (como propor monarquia ou fim da democracia), mas sem argumentos convincentes para isso. Na verdade, são apenas proteções do ego. Melhor do que aceitar o fato de que a direita precisa corrigir a rota na guerra política.
      Hoje em dia só temos dois sistemas sobreviventes: a democracia liberal e a democracia esquerdista, esta composta de várias matizes de totalitarismo, chegando à ditadura plena. Nossa dialética deve se ater a estes sistemas, que foram selecionados evolutivamente no mercado de sistemas de governo. Tentar criar ficções para o futuro baseadas em utopia é ilusão (mas que podem servir politicamente para animar a tropa), e voltar ao passado também.
      Mas cada um, é cada um.
      Esses diálogos tem sido importantes para “testar” minha tese explicando o conflito entre jogar a culpa no sistema X abraçar a guerra política. Estou no pólo oposto: abraçar a guerra política.
      Tecnicamente, em termos políticos, eu e os adeptos da monarquia estamos em oposição. Agora é a criação de arcabouços teóricos para ver qual lado da direita vence.
      Democraticamente, respeito teu direito de ser oposição à guerra política democrática.

      • (1) Nesses países (com exceção talvez de Mônaco e Liechtenstein, que são mais ou menos como o Vaticano) temos uma monarquia “de fachada”, que não impede todas as conquistas esquerdistas, como pudemos ver ao longo das décadas recentes.
        R: Comparar Mônaco e Liechtenstein com o Vaticano não corresponde à realidade. O Vaticano é uma Monarquia absoluta onde as três funções clássicas do Estado estão concentradas nas mãos do Papa. Eu não posso falar em relação a Mônaco, mas estive “folheando” a Constituição de Liechtenstein e não é isso que se percebe.
        https://www.dropbox.com/s/512bvv2l4kfo0ll/Constitution%20of%20the%20Principality%20of%20Liechtenstein.pdf

        (2) Mas é assim que ele é. No que o monarca da Suécia impediu o país de virar um paraíso esquerdista onde há gente obrigando os homens a mijar sentados? No que impediu o Reino Unido de criminalizar o cristianismo em vários momentos? Nada.
        Alias,a tal monarquia constitucional não impede o jogo de poder onde os esquerdistas podem vencer, e essa é a crítica errada dos autores libertários que citei.
        R: A defesa que faço em relação ao modelo institucional inerente a Monarquia Constitucional não se destina a abandonar as técnicas da guerra política e nem controle de frames. Minhas colocações aqui estão estritamente relacionadas aos conceitos de ciência política que foram mal empregados pelos escritores dos textos nos quais você fundamenta suas críticas: abdicação da responsabilidade política!
        A Monarquia Constitucional não é instrumento para oprimir a esquerda ou barrar os avanços de sua agenda política. Tanto que eu deixo bem claro que a função do Monarca é suprapartidária e suas intervenções devem ocorrer apenas e somente conforme as prescrições constitucionais.

        (3) Sim, mas em uma monarquia DE FATO há menos interesse em manter uma democracia. Qual o ganho de permitir que o povo aponte de forma clara as falhas administrativas? Qual a finalidade de grupos políticos rivais brigando?
        R: Primeiro que eu não distingo Monarquias “de fato” e Monarquias “de mentira”. Ou o arcabouço constitucional é monárquico ou não é. De qualquer forma, o verdadeiro sentido do movimento de Restauração no Brasil, e pouco me importa o que pensam os libertários defensores da Monarquia, está intimamente associado na preservação da Democracia, a fim de garantir que o debate político flua sem os arroubos totalitários de nenhum setor radical da sociedade, seja ele de direita ou de esquerda. Então, afirmar que uma Monarquia DE FATO não tem interesse em manter a democracia não condiz com a realidade da nossa tradição e dos valores defendidos pela nossa Família Imperial. Essa é uma acusação e, como aprendi aqui, toda acusação precisa de provas.
        De sorte que, o povo conformará o governo por meio do Parlamento e o Monarca exercer a função de tutor da democracia, apenas isso.

        (4) Decerto, até pq naquele período havia uma colonização e nem sequer uma cultura republicana existia. Mas isso existe hoje. Não é algo que as pessoas vão “esquecer” do dia para a noite se for estabelecida uma monarquia plena.
        R: Eu sou antipatizado entre os Monarquistas brasileiros. Eu não acredito que testemunharei a coroação do Terceiro Imperador Constitucional e sou otimista em dizer que talvez os bisnetos dos meus tataranetos tenham essa oportunidade, portanto, não desconsidero que a missão do movimento Restaurador no presente limita-se apenas em espancar distorções histórica e desfazer mitos e deturpações.
        O Império do Brasil não era uma colônia, e muito de sua boa reputação deve-se a período que começou a partir da coroação de D. Pedro II com o fim da terrível experiência republicana que foi a Regência.
        O Brasil tinha sim seu partido republicano e este uma forma atuação em setores da imprensa que tecia severas críticas à Monarquia, e isso é fácil de verificar. Na última Assembleia Nacional, os republicanos tinham 4 representantes, portanto, falsa essa afirmação de que não existia uma cultura republicana, que alias consubstanciava todas as vozes contrárias à abolição do regime escravagista.

        (5) Espere aí, espere aí… era um país “muito melhor” sob quais indicadores? Talvez você preferisse aquela época. Eu não prefiro. Quais os argumentos?
        E ainda existe um problema grave: quem garante que é possível voltar o ponteiro do relógio? Quais as condições que temos hoje? Quais as complexidades de nossa sociedade e da geopolítica?
        R: É claro que eu faço uma análise desconsiderando os momentos históricos. Não é possível ser honesto e ao mesmo tempo comparar o século XXI com o século XIX. Quando me refiro que o Brasil era um País melhor do que é hoje, me atenho a questões objetivas: inflação, balança comercial, representatividade internacional, taxa de desemprego, livre mercado, liberdade de imprensa, inexistência de controle estatal sobre a economia, etc.
        É lógico que nenhum monarquista propagandista da Restauração afirme que o ponteiro do relógio voltará para 1889. Isso é mais do que infantilidade, é caso de internação compulsória.
        A Monarquia não será a panaceia do Brasil, mas apenas a restauração de paradigmas históricos, tradicionais e culturais que se mostraram mais eficientes se compararmos com o resplendoroso período de 125 anos de República que tivemos.
        A perspectiva da Restauração, hoje, em 2014, limita-se no campo da desconstrução das mentiras e dos mitos criados ao longo desse período. Só quando houver brasileiros suficientemente habilitados a debater sobre uma proposta de reforma do Estado, ai sim trataremos dos demais pontos que você questiona: geopolítica, complexidade da sociedade, etc. Não podemos colocar o carro na frente dos bois.

        (6) [sobre o Monarca] preservar a prerrogativa de dizer a última palavra.
        R: Esse é um risco grave. Exatamente por isso somos contra o Decreto da Dilma.
        Como eu disse e reitero: o sistema constitucional de divisão dos poderes políticos do Estado tal como vigorava em 1824 não faz parte da proposta da Restauração, e, eu especulo que, se a Monarquia não tivesse sido golpeada em 1889, esse sistema teria sido reformado para algo semelhante ao que ocorre nas Monarquias europeias em geral: o Monarca na qualidade de Chefe de Estado e circunscrito no papel institucional de garantir, fiscalizar e denunciar a regularidade dos debates democráticos dentro do Parlamento.

        (7) O difícil é confiar neste poder moderador…
        R: Em 125 anos de República o “Poder Moderador” tem sido exercido pelos governantes mesmo sem essa alcunha. O Presidente hoje edita Medidas Provisórias (que é uma usurpação da função legislativa), o Supremo Tribunal Federal, pela via interpretativa, criar normas jurídicas, atropelando o debate político dentro do Parlamento, e o Congresso Nacional, por sua vez, através das Emendas Constitucionais, tem feita da Constituição de 1988 verdadeiro colcha de retalhos.

        O Poder Moderador, tal como circunscrito no artigo 98 da Carta de 1824, encontra seus limites na Constituição, e, a seu tempo, terá os contornos delimitados em uma eventual reforma constitucional, não se tratando, portanto, apenas de confiança, mas de necessidade, a fim de que essa função moderadora, hoje exercida difusamente pelos três poderes desarmônicos e dependentes entre si, funcione como verdadeiro elemento de equilíbrio entre aqueles indivíduos que exercem as funções do Estado para a consecução de fins pouco republicanos.

        Difícil mesmo tem sido confiar nos Poderes Legislativo, Executivo e Judiciário que temos hoje, totalmente descontrolados, desvigiados e que agem no tapetão cotidianamente contra a vontade majoritária do povo.

        (8) Até aqui há muito de expectativa. Algo como “o monarca deve agir assim”, “ele vai pensar nisso”, mas falta empirismo para os tempos atuais. Essa parte acima é particularmente reveladora: por que ele seria interessado na sustentação o debate democrático? Quem dará a autoridade moral para ele em um período onde não acreditamos mais no “direito divino” dos reis? Esse é o problema. As coisas eram fáceis para uma monarquia antes… hoje não seria tão fácil assim.
        R: Aqui eu não tenho muito o que falar. Não esperaria que você fosse engolir docilmente a minha confiança no significado de uma Monarquia Constitucional como a que tivemos um dia. O século XXI é o século da amoralidade e um cético não espera que qualquer pessoa humana, portanto falível e suscetível aos vícios e seduções, revele valores morais superiores ao seu tempo.
        Porém você desconsidera que um indivíduo que é desde o berço educado para exercer uma função pública tem uma margem de probabilidade objetivamente superior em melhor exercê-las, diferentemente de um sindicalista agitador ou de uma terrorista que costumava assaltar bancos, sequestrar pessoas e explodir quartéis militares que caíram na cadeira presidencial de paraquedas.
        O Monarca brasileiro terá interesse em sustentar o debate democrático que o conduziu ao trono para esse fim, pois seus poderes estarão limitados e delineados pelas regras democráticas aprovadas conforme a vontade da Nação. E a sua autoridade moral advém da Constituição, e enquanto a sustentar e habilidosamente souber conciliar os conflitos entre as forças políticas antagônicas, permanecerá sentado no Trono brasileiro e o garantirá ao seu sucessor, igualmente preparado para tal mister. Essa é a filosofia do monarquismo, não quer dizer que seja isenta de falhas, pois estamos tratados de homens e mulheres, portanto, falíveis.

        (9) O problema é um só: no Brasil tivemos uma classe política que se destacou, e uma oposição (que seríamos os adeptos do livre mercado) que não existiu. O sistema tinha que implodir várias vezes mesmo. Não vejo como um monarca resolveria isso, atuando nos mesmos moldes em que os monarcas atuam na Europa hoje. Ou seja, assistindo de camarote.
        R: A ideia de transplantar o modelo institucional das Monarquias europeias para o Brasil tem sido uma das barreiras mais difíceis de contornar. Isso não faz parte da proposta da Restauração.
        Nossa proposta não se limita a um Imperador ocioso e negligente, pois o mesmo representaria a ruína do trabalho de várias gerações.
        No entanto, de fato, é difícil especular sobre o futuro incerto e, portanto, sobre quais seriam as providências que o Monarca usaria para impedir a hegemonia de determinado grupo político em detrimento de outro.
        Daí que eu te digo que defender a Monarquia, em meus termos, não elimina a IMPORTÂNCIA de organizar a direita de modo que esta possa, se utilizando das técnicas de guerra política, recuperar o vigor e se tornar uma força política competitiva no âmbito do debate público.
        Se hoje tivéssemos um Imperador Constitucional, na pessoa do atual Chefe da Casa Imperial brasileira, posso te dizer que o Parlamento já teria sido dissolvido pelo menos mais de uma vez e convocadas novas eleições (é claro), e que a Convenção 169 da OIT não teria sido assinada, e nem dinheiro público brasileiro seria destinado para comprar emissoras de TV ou remetido para ditaduras comunistas, pois todas essas medidas contrariam a independência e a soberania do Brasil e poderia ser vetadas em uma canetada.
        Por isso te digo, a maior deturpação do regime monárquico é de fato aquela que prega insistentemente que o Monarca brasileiro será espectador moribundo e sem nenhuma função institucional relevante.

        (10) E se dissolvesse o Parlamento, daria início a uma crise sem precedentes. Agora, a pergunta, o que a Inglaterra ganhou com isso? Você já vi o nível de inchaço estatal por lá? Ou seja, a Monarquia, do jeito que é exercida hoje (o único jeito possível no Ocidente civilizado) não ajuda em nada…
        R: Bom, eu não sou especialista em Inglaterra, e a nossa Monarquia de 1824 não era inspirada na Monarquia inglesa. A proposta da Restauração também não se limita em copiar o sistema político daquele país. O que eu posso te dizer é que a simples possibilidade de dissolução do Congresso Nacional, para se convocar novas eleições, não representa crise sem precedentes, mas exercício de uma prerrogativa constitucional, portanto, legítima, e isto serviria para impingir um senso de responsabilidade que hoje nossos parlamentares não têm. Também só ocorreria em situações excepcionais, previstas na Constituição: quando o Congresso estiver atuando contra os interesses do povo, ou quando o povo assim demandar do Imperador.
        De qualquer sorte, quando o Constituinte prescreveu as funções do Presidente da República (art. 84), do Congresso (art. 49), e do Judiciário (art. 102), da mesma forma “confiamos” que aqueles indivíduos que exercerão tais funções agirão no interesse da Nação. No entanto ocorre que os três hoje atuam desordenadamente, perseguindo uma agenda contrária aos interesses do povo e, ao longo da nossa história, sempre conduzindo o País a crises institucionais, gastos públicos exorbitantes, golpes de Estado, etc.

        O Poder Soberano é uno, e hoje está dividido em três funções estatais clássicas.
        (1) Você concorda que dividir “algo” em 4 partes, ao invés de 3, significa que a “força política” de cada um desses 4 pedaços será menor que a força política de cada um dos 3 que temos hoje?
        (2) Você concorda que ter um novo Poder, desenhado para controlar e limitar os outros três, não é uma estratégia institucional mais vantajosa do que deixar que eles se arranjem entre si sem nenhum fiscal como ocorre hoje?

        Essa é a função do Poder Moderador (que não posso permitir seja deturpada): fiscalizar se os demais poderes estão se relacionando harmoniosamente entre si, e, por via lógica, impedir que o Executivo controle o Legislativo, ou que estes dois vulnerem a independência do Judiciário, por meio de mecanismos previamente estabelecidos.

        Qual o defeito desse frame?! Eu só não consigo vende-lo para a extrema-esquerda.

        (11) “Hoje em dia só temos dois sistemas sobreviventes: a democracia liberal e a democracia esquerdista, esta composta de várias matizes de totalitarismo, chegando à ditadura plena.”

        Em resumo a parte final de sua réplica: não tenho as resposta para tudo, não sou vidente e não espero que a Monarquia seja restaurada ainda no meu “turno”.

        Ocorre que a democracia liberal pode sim coexistir dentro da estrutura do sistema político monárquico constitucional, não há qualquer incompatibilidade entre eles, pois o primeiro é conteúdo e o segundo é estrutura instrumental, é o meio onde as forças políticas antagônicas desempenharão suas tarefas.

        Ressalto que a expressão Monarquia Constitucional, repisada no meu comentário, significa que o Imperador se subordina as regras constitucionais, portanto, quem dará a última palavra, diferentemente do que ocorria em 1824, não será o Monarca, mas o povo, por meio dos seus representantes no Parlamento. O papel do Monarca é meramente de diplomata, fiscal e interventor, em situações extraordinárias, conforme a delegação que receber.

        Ao Imperador não cabe privilegiar direitistas e violar o direito dos esquerdistas de jogarem o jogo político. Se os esquerdistas estão ganhando na Inglaterra ou na Suécia, provavelmente não foi porque a Rainha os ajudou ou sabotou os direitistas, e isso “certamente” não ocorreria no Império do Brasil. E, portanto, concordamos que tanto na Inglaterra, na Suécia, como no Brasil, os esquerdistas estão levando a maior, mas Inglaterra e Suécia são democracias liberais estáveis, e o Brasil é uma pseudo-República sindicalista e bolivariana.

        Meu dever como monarquista é defender os valores da Família Imperial, e, pelo menos a mim, estes são claros, estáveis e conhecidos, são passados de geração a geração e guardam o melhor que se pode esperar de um Chefe de Estado responsável, diligente e zeloso com os seus deveres.

        Nestes termos, eu estou seguro de que qualquer um dos membros da nossa Família Imperial que estivesse hoje sentado no Trono do Brasil se limitaria apenas em bloquear as ofensas ao sentido sociológico de Nação e estariam constantemente falando ao povo a respeito das ameaças para que o próprio povo pudesse ter o mínimo de informação para poder bem desempenhar seu papel na democracia. Não existe democracia de nenhuma espécie sem livre e irrestrita circulação de informações, especialmente no que toca os assuntos mais obscuros do Governo.

        O papel do Imperador, portanto, estaria de fato em um plano de oposição as pretensões dos intelectuais orgânicos de ambos os lados, pois ao Imperador cabe a preservação dos valores tradicionais que conformam a sociedade e impedir que o povo seja conduzido e manipulado como ovelhas dóceis no sentido de destruir tais valores.

        De qualquer forma, a voz do Monarca seria muito mais facilmente difundida pelo tecido social e serviria essencialmente para denunciar mentiras, fraudes, engodos, embustes e armadilhas, o que, portanto, traria mais prejuízo aos intelectuais orgânicos da esquerda, que precisam de tudo isso para sobreviver e manter sua rendinha ao final do mês.

        Eu não pretendo convertê-lo, seria uma loucura isso, se você confia na República brasileira e em um sistema onde os governantes são vigiados apenas por uma imprensa frágil, ameaçada e ideologicamente comprometida, é algo que está além da minha alçada.

        A República é uma instituição fraca, maligna e propensa a toda sorte de arroubos totalitários, se compararmos com as Monarquias, pouco importa qual seja a força política dominante, pois a direita também tem suas maldades.
        Embora você tenha feito várias ressalvas em relação às Monarquias europeias, não me apontou qualquer risco ditatorial, pois mesmo havendo prevalência da esquerda tanto na Inglaterra, como na Suécia, esses países ainda se mantém fortemente democráticos onde a liberdade de imprensa é significativamente superior em relação ao Brasil e onde os intelectuais orgânicos de direita têm muito mais condições de se organizar, estudar, se fortalecer e se tornarem mais competitivos: isso se deve ao Monarca?! Eu acredito que sim.

        Partidos políticos não poderiam escancaradamente se associar ao narcoterrorismo colombiano, pois estes seriam esmagados pela opinião pública muito rapidamente, pois o Imperador estaria, como verdadeira sentinela, denunciando constantemente os fatos em rede nacional de rádio e TV, sem o risco de perder o cargo, ou perder doações de empreiteiras, nem temeria ser perseguido pela Justiça ou perder a reeleição em face de difamações e conspirações partidárias.

        Também haveria o embargo ao aparelhamento das funções estruturais do Estado que nada têm a ver com o debate político democrático como a Polícia Federal, a Receita Federal, as Forças Armadas, ABIN, o Banco Central, o CADE, Agências Reguladoras, etc., pois o Imperador poderia exercer o veto sobre os cargos de confiança relativamente a pessoas manifestamente imorais, indignas, ineptas ou despreparadas para o exercício de funções de chefia nesses órgãos estratégicos (e isso é apenas uma proposta política que precisaria ser aprovada pelo Parlamento).

        Enfim, o Imperador teria várias funções que hoje não são desempenhadas por ninguém e por isso tantos desmandos, absurdos e injustiças são frequentes nos noticiários, a despeito de ainda haver muito mais que ainda estão conseguindo manter longe do debate público.

        O Brasil hoje não tem defesas institucionais contra os arroubos autoritários, e, se estivesse tutelado por alguém que foi educado para esse fim, o povo não estaria tão distanciado do que se passa nos bastidores de Brasília, na dependência apenas do que lhe comunicam os blogueiros e jornalistas.

        Eu apenas peço, muito humildemente, que você não propague que a Monarquia brasileira é rival da democracia liberal ou que com ela não se conforma, pois isso não é corresponde a verdade, e a nossa história nos conta que o Império do Brasil era muito mais liberal do que a atual República Sindicalista. Eu me irritei muito com o texto que você analisou, e não imputei a você os conceitos que neles são trabalhados, mas se você os adota, então, no mínimo, vai me irritar também, embora isso não signifique nada na prática, continuarei religiosamente lendo seus textos.

        Encerro com a frase de Olavo de Carvalho: “Respeitar a opinião do próximo é apenas reconhecer-lhe o direito de ser burro”.

      • Ok, compreendido.

        Entendo que a proposta pela monarquia deve ser levada ao debate público pelas vias democráticas. A meu ver, acho que não tem futuro.

        Só para complementar: onde você acha que uma monarquia teria resolvido os arroubos totalitários do PT, acho difícil. Acho que não mudaria muito.

        Abs,

        LH

      • Luciano, qualquer partido político que agisse publicamente como o PT faz hoje, associado ao NARCOTRÁFICO e formando organismos internacionais voltados a ameaçar a soberania brasileira e formar uma União de Repúblicas Socialistas, seria sumariamente esmagado pela opinião pública, pois os eleitores não estariam na dependência da Rede Globo para saber desses fatos, e de muitos outros.

        Alias, você acha fraco o frame que diz o seguinte: a Monarquia tirará das mãos dos partidos o controle sobre Polícia Federal, a Receita Federal, as Forças Armadas, ABIN, o Banco Central, o CADE, Agências Reguladoras? Nesses órgãos somente se admitirá o ingresso por concurso ou nomeação para cargos de confiança de nomes respeitados em suas áreas?

        Você acha que o PT teria o mesmo poder que tem hoje se não pudesse fazer e desfazer nesses órgãos do Estado que nada tem a ver com a guerra política?

        O Imperador seria nossos olhos e ouvidos em Brasília, teria acesso a todos os espaços e documentos e os levaria a público em rede nacional de rádio e TV. Você acha esse frame insignificante?

        O PT só existe hoje porque o Brasil é uma República, e nunca foi tão fácil mostrar isso às pessoas. É tão evidente que apenas a extrema-esquerda se recusaria a reconhecer a tradicional ineficácia da República desde o seu nascimento.

        Hoje não há um sistema de controle das funções do Estado, pois os juízes devem favores àqueles que os nomeiam, são vitalícios e o corporativismo os protege historicamente, os parlamentares se prostituem por cargos e dinheiro, enquanto a função do Executivo sempre tende a se hipertrofiar, engolindo as demais.

        Se não há controle do Poder, vamos viver ainda muitas crises institucionais como foi nos últimos 125 anos. E que Deus tenha piedade de nossos filhos e netos!

      • O problema, como já disse, é que sempre se joga para um agente externo (que não está presente e dificilmente vai vir) a responsabilidade que está na mão dos intelectuais orgânicos da direita.

        Eu posso dizer que “em outro cenário, a ascensão do PT e seus sovietes seria inviável”, mas é um chute apenas.

        Não sabemos se a monarquia resolveria isso.

        Só nós podemos resolver.

        Abs,

        LH

      • Concordamos nesse ponto e tenho expressado minha adesão a necessidade de aprender as técnicas da guerra política e controle de frames em todos os meus comentários, e estou justamente fazendo isso: a República é má, corrupta, ineficiente e tendem ceder com mais facilidade a ação do totalitarismo de grupos extremistas (esse é o frame).

        Desde o início minha irresignação limitou-se apenas nos conceitos usados: “Monarquia é o contrário de Democracia”. Isso é inaceitável.

        Porquê você acha que o movimento monarquista brasileiro está fora dos radares do petismo?

        Respondo. Justamente por culpa dos monarquistas que não têm a menor ideia do que seja a guerra política e se limita em suas teorias e discursos líricos. E embora você tenha dito que respeita o meu direito de “ser oposição à guerra política democrática”, o que eu vim aqui fazer foi justamente o contrário.

        Embora eu pessoalmente acredite que o modelo republicano brasileiro sempre abre as portas ao totalitarismo, seja de direita ou de esquerda, pois tende a permitir o acúmulo inconstitucional de poder político nas mãos de grupos que estejam “autorizados” a usar órgãos estruturais do Estado para fins ilícitos e imorais, sem qualquer controle, eu não vim aqui vender a Monarquia (apenas), vim aqui resolver um mal entendido que eu espero, sinceramente, tenha sido compreendido.

        Conclusão: a Monarquia é compatível com a democracia liberal sim, e a Monarquia não serve para combater a esquerda, esse combate caberá sempre a direita que deverá se resignar às regras da guerra política.

        No entanto, a Monarquia serve para diminuir o poder do Estado em face da ação dos indivíduos que poderão sempre se reversar nos postos de comando governamental com o mínimo de risco de assalto às instituições democráticas, pois a informação fluirá de uma forma mais livre e as pessoas, melhor informadas, terão mais condições de desempenhar seu papel no jogo político.

        Eu pessoalmente não vejo “falhas” em vender esse frame, só preciso encontrar um caminho para mitigar o despeito, o rancor e a inveja que alguns setores da sociedade nutrem em relação a Família Imperial, isso, na verdade, tem sido o maior empecilho ao trabalho dos Restauradores.

      • O problema é que a superação da monarquia sempre foi um ótimo frame, relacionado inclusive aos liberais clássicos.
        Usando esses frames, eles (da esquerda) se agarrarão ao frame “República”. Eu não vou dar esse frame para eles de graça. 😉
        Aí você vai ter um trabalho desgraçado para fazer uma reengenharia de frame, ou seja, algo que muitos consideram positivo passarem a considerar negativo.
        Para isso você precisa CRIAR UMA LITERATURA só para isso, como fizeram os neo-ateus, revertendo o estatuto ético da religião. Quer dizer, aquilo que muitos consideram positivo PASSARÃO a ter que considerar negativo.
        Eu fico com democracia e república.
        Se for para iniciar a reengenharia de frame, vamos a uma nova dialética, e aguarde uns 10 anos para dar resultado. Eu acho improvável.
        Eu vou estar do lado da República e da Democracia.

      • Eu não disse a toa que sou otimista em dizer que talvez os bisnetos dos meus tataranetos tenham a oportunidade de testemunhar a coroação do Terceiro Imperador brasileiro!!

        Minha batalha não é contra os republicanos, mas sim dirigida contra os próprios monarquistas (e também contra aqueles que distorcem valores e conceitos).

        Você não imagina cada situação que eu já passei por defender exatamente isso que agora você me confirmou: a necessidade de trabalhar uma literatura específica voltada a desfazer esse frame de que a República é boa, linda e democrática.

        No entanto, nós monarquistas temos 125 anos de belos fatos históricos que provam justamente o contrário, o empecilho está justamente em convencer os monarquistas a parar com as utopias e o romantismo (sim, eles se perdem em delírios imaginando-se como convidados de honra para a cerimônia de coroação que será transmitida em todo o Planeta ao vivo).

        É óbvio que eu sozinho morrerei amargo se não conseguir convencer pelo menos 10 pessoas com a sua habilidade e dispostos a começar do zero literalmente esse trabalho.

        Fique com esta beleza de República. Dificilmente você precisará se opor a mim nesse tema, pois o monarquismo ainda é incapaz de “incomodar” no campo da guerra política, pelo menos pelos próximos 50 anos, nem atenção do MAV as páginas monarquistas do Facebook têm sido dignas de merecer.

        Agora sempre que eu puder e tiver espaço aqui, vou grudar o frame de que a culpa é sim da República, pois ela tende a privilegiar o esquerdismo e a dificultar a vida dos conservadores e liberais, que, sempre subcomunicam o seu anti-republicanismo contra os pobres e os oprimidos, pouco importa o quão fraudulento e imoral sejam os seus discursos. Você vai estar sempre tentando endireitar algo que em sua natureza é de esquerda: boa sorte enxugando esse gelo!

        “Res publica” = coisa de todos! Dá pra levar a sério isso?! Bagunça de todos, na verdade. É esquerdismo puro!

      • Dennys,
        Eu desenvolvi um trabalho teórico-prático com paradigmas como: ceticismo político, dinâmica social aplicada a guerra política e o uso do controle de frame para a direita.
        Nada impede que seja feito o mesmo tipo de trabalho com um “reshaping” do discurso pró-monarquista.
        No plebiscito de 1993, a República ganhou por 86,5% a 13% da Monarquia. Então, se vocês quiserem recuperar um espaço, é preciso de um trabalho árduo nesse sentido.
        Meu paradigma de ação é o neo-iluminista, que não abre mão da República e da democracia. É uma visão de pensamento de direita que entende o abraço à guerra política como a forma de aproveitarmos o melhor da democracia e da República.
        Se há argumentos convincentes para a monarquia ou mesmo um senso de urgência para tal, não vejo no momento. Mas estou aberto às argumentações que venham.
        Pelo menos na argumentação “anti-democracia” (que não é o seu caso), nos textos que avaliei, já tomei minha decisão pela democracia. Em relação à Monarquia, não vi vantagem em gastar um esforço em prol dela.
        A meu ver, nos exemplos que o Hannoy trouxe vejo mais méritos de uma consciência política do povo do que para a monarquia.
        Abs,
        LH

      • Nossa, eu só tenho a agradecer pela sua atenção!

        Eu tenho realmente tentado compreender o ceticismo político, dinâmica social aplicada a guerra política e o uso do controle de frame. Você não imagina como isso já me ajudou no meu trabalho: fraudes, duplo padrão e vitimização são muito frequentes no processo judicial, especialmente em audiências.

        Sinceramente eu não entendo o conceito de neo-iluminismo, mas os iluministas eram os “esquerdistas” na época do absolutismo, e era contra isto que se opuseram, a Monarquia Constitucional pode ser muito mais “republicana” do que esse monstrinho que chamam de República.

        Como eu disse, e espero que algum dia você possa se interessar e dedicar o seu tempo a golpeando os vícios dos monarquistas, estará fazendo um imenso favor, pelo menos a mim. Essa gente precisa apanhar para poder se aplumar, mas ninguém quer bater nos monarquistas.

        Sério! Considerando que ainda sejam pelo menos 13% da população, mesmo ciente que muitos já morreram, e hoje muitos jovens que nem podia votar naquela época acreditam na Monarquia, eu acredito que esse eleitorado não podem ser menosprezados, pois todos defendem a Democracia, como conteúdo, e a Monarquia apenas como ferramenta institucional de controle do Poder do Estado: dividir por 4 sempre será mais lógico do que apenas por 3!

        Obrigado pelas dicas, e vou sempre reiterar esse pedido: bata nos monarquistas também. Não somos tão indignos a ponto de merecer o seu desprezo!

      • Eu não acho os monarquistas indignos, acho-os respeitáveis e as pessoas que defendem o sistema são honestas intelectualmente, sempre com o foco no melhor para o país. Nossas divergências são de método e objetivos só.

        Abs,

        LH

      • as pessoas que defendem o sistema são honestas intelectualmente, sempre com o foco no melhor para o país

        Ah…. Luciano, não força…..tá passando atestado de honestidade intelecutal de graça?
        A honestidade intelectual de qualquer pessoa pode e deve ser questionada…é óbvio que encontramos pessoas honestas e desonestas intelectualmente em qualquer campo político — em uns menos que outros, claro — Mas é dificil conjulgar “honestidade intelectual” e o “melhor para o país” no discurso de um sujeito como esse:

        http://www.youtube.com/watch?v=q70OEnSJIp8

        Já colocaram o vídeo dele aqui uma vez, mas sinceramente nem vi, porque os que libers monarquistas dizem geralmente não é do meu interesse, mas já que a questão está em voga por aqui, vamos ver:

        1 – Determina que o o pobre de classe baixa é burro e ignorante.
        Então eis aí o frame, na lógica deste ilustre jêgnio, há um ‘sequitur’ de que somente as elites intelectuais, ou o iluminado monarca tem poder de decisão.
        É por isso que são ESPANCANDOS por esquerdistas, e completamente ignorados pelas massas que desejam o poder de escolha, lembrando que isto também é liberdade individual.

        2 – Diz que a venezuela é uma democracia – ditadura. Ele culpa a democracia, ao invés de culpar o comunista maduro. Sem comentários.

        3 – A democracia foi criada pelos “sionistas”. O raciocínio do cara é o seguinte….O sionismo criou a maçonaria e a democracia, e por causa desses dois foi criado o comunismo. O comunismo usam “os canais” democracia para chegar ao poder. Aí os comunistas fecham os “canais” democraticos para se manter o poder.

        Ele só se esqueceu da parte em que ele e os amigos dele NÃO FIZERAM NADA QUANTO A ISSO…..como se todo mundo estivesse muito feliz de viver em uma monarquia e não existisse DEMANDA alguma pela democracia.

        O cara nem percebe que dá FORÇA e AUTORIDADE MORAL aos comunistas alegando que eles usam a democracia. Bem, pelo menos eles a usam melhor que os monarquistas 😉
        De qualquer forma os comunistas fazem o uso da democracia apelando para trapaças, sofismas, manipulações entre outras ações moralmente condenáveis. E os libers monarquistas? Simplesmente não a usam, pois a “democracia é um lixo”.

        4 – O cara pede intevenção militar.

        5 – O que ele fala sobre a maçonaria, não faz o menor sentido. A maçonaria não foi criada por Judeus, mas se utiliza da cabala judaica em muitos das suas “ideologias” religiosas. O cara é tão topeira que ignora que maçonaria é apenas UMA DAS MUITAS ordens iniciáticas que concorrem no globalismo.

        A maçonaria tem sua origem nas associações entre pedreiros (construtores) na época feudal e só assume sua característica de instituição influenciadora da geo polítca APÓS as cruzadas, e nem preciso dizer por quem ela sempre foi ajudada… porque aí virão os tradicionalistas me encher o saco.
        A OrdemTeutônica por exemplo não foi oriunda do judaísmo, e foi uma das principais ordens por trás do Nazismo . A autodeterminação elevada a níveis extratosféricos não é caracteristica APENAS de alguns povos semíticos. Enfim, existem sionistas lá dentro, e pode existir ordens sionistas….assim como ordens de ideologia nazi — como a (Ordem de thule, e a ordem do Sol negro – que além de patrocinarem o PT alemão, eram os guias espirituais da SS. A primeira reforma maçonica ocorreu por meados de 1800 e e recebia apoio da igreja e da…….haha…….. monarquia……isso porque já tinha por volta de 100 anos de existência.

        A maçonaria como um todo não é sionista — é GLOBALISTA — pois se debruça no PODER ECONÔMICO E INFLUÊNCIA GEO POLÍTICA, não na autodeterminação de uma povo específico.

        6 – O que ele falou sobre os médicos cubanos FAZ SENTIDO, porém o frame é desastroso em termos de RESULTADO político. É o frame do “espião cubano” — que logo é descartado pela ausência de evidências concretas, e também porque mesmo que essas evidências existam é muito dificil formalizar uma ação com instituições aparelhadas. Pontanto a ação mais efetiva é a denunciação do proceder imoral e ditatorial para com os médicos e a baixa da aprovação do público – que vota em uma democracia.

        7 – Sobre olavo de carvalho, nem vou falar nada, pois ele não é meu guru (eu não tenho gurus) então ele que se defenda, se for o caso. Se ele não dá informações completas, é obrigação do cidadão buscar informações completas, ou verdadeiras se for o caso.

        Resumão da obra: Uma escultura de merda auditiva.
        O povão não entende nada de política, mas entende de gente louca ….essa gente mais “inteligentemente burra da face da terra” que reclama de tudo, E NUNCA FEZ PORRA NENHUMA para impedir o avanço do socialismo — só ficar no cantinho reclamando da democracia, esperando as forças armadas e o monarca, que colocará os pobres e as mães solteiras (hellow mascus) nos seus devidos lugares como parasitas sociais, lhe tirando o direito de votar, e escolher por quem querem ser governados.

        Engraçado é que o comunismo sendo, segundo ele, uma invenção sionista concorreu com o nazismo para a destruição dos povos (judeus incluidos) e partilha da europa.
        Ahhh, mas já ia me esquecendo, que o holocausto também é negado por esse povo ‘anti sionista’ da mesma forma que os comunas negam os crimes do comunismo.

        Segundo o David Icke, o cara que acredita nos “reptilianos que mudam de forma”, Hitler era um Rotchild….o que levaria à conclusão lógica de que Hitler “vituperou o verdadeiro nazismo” (outro argumento que encontra sua correspondência no comunismo)…mas isso aí, os anti-sionistas preferem não comentar. Porque pior que sair por aí falando de monarquia, é sair falando de reptlianos 🙂

      • Pecador,

        Para mim honestidade intelectual é definida pelo fato da pessoa escrever algo em relação ao que realmente acredita. E eu os acho sinceros naquilo que dizem. Por conhecer vários deles, nota-se que a opinião dos intervencionistas e monarquistas não é um “jogo”, como é o caso de qualquer alegação petralha, por exemplo.

        É nesse sentido que eu quis dizer.

        Não muda o fato de que eu sou oposição a eles, e tenho argumentos para mostrá-los que eles estão erradíssimos.

        Abs,

        LH

    • “Já colocaram o vídeo dele aqui uma vez, mas sinceramente nem vi, porque os que libers monarquistas dizem geralmente não é do meu interesse”

      Pecador, quem postou o vídeo dessa pessoa fui eu.
      Em primeiro lugar, eu não sou nem liber e nem monarquista.
      Segundo, a pessoa do vídeo também não é (ele se diz “conservador” mas na verdade não passa de um antissemita -o que pode ser verificado no vídeo que você postou e em outros do canal dele-).
      Mas no final foi bom você ter postado esse vídeo.Só mostra que o “fim da democracia” é uma bandeira defendida por fanáticos (seja de extrema-direita como esse cara do vídeo, seja de extrema-esquerda como Zizek, PSTU e cia ou a turma anarco-capitalista).

      • Tranquilo Maxwell, eu me expressei mal mesmo….Foi mal.
        O que queria dizer é que o conteúdo do vídeo (que não tem nada de conservador) não possui nada do meu interesse….

        Eu sei que você não é liber nem monarquista.

        Eu nem ia postar esse vídeo, ia postar outro em que um monarquista é esculachado por um esquerdista trapaceiro….mas fiquei meio com dó, porque o monarquista era até um tiozinho simpático, e esse que eu postei aí se enquandra melhor nas características que o luciano expôs.

    • A respeito desse vídeo que foi colocado agora, eu o repudio veementemente e esse indivíduo não fala em nome do movimento Restaurador brasileiro, representando na verdade verdadeiro agente de desinformação e deturpação dos valores e tradições representados pelos membros da nossa Família Imperial.

      Espero que depois de eu ter amolado o Luciano suficientemente com esse assunto aqui pelos comentários, esse antagonismo entre democracia liberal e Monarquia Constitucional reste superado, pelo menos entre aqueles que leram e entenderam as minhas argumentações.

      Da análise cética da própria Constituição de 1824, embora censitária, é possível depreender que tudo o que é atribuído ao sistema monárquico pelos anarquistas não passa de mentira, distorções e difamações!

      A Causa é eminentemente democrática e entre os membros da nossa Família Imperial a simples menção a “golpe de Estado” ou “intervenção militar” representa um insulto infame a memória do Imperador Pedro II.

      É lamentável e muito me entristece ser obrigado a testemunhar tamanha afronta e desserviço ao Monarquismo brasileiro.

  16. Monarquia tem MAIS chances de dar certo que República , embora realmente não seja garantia 100% . Basta ver como 8 de 11 paises desenvolvidos são monarquias . E República/Democracia Participativa historicamente sempre deu errado e virou tirania: Atenas , Roma , Republicas Italianas etc.. Um dos poucos casos de Republicas a darem certo foi EUA e Finlândia . Vale salientar que EUA herdou tradições e leis inglesas , ele tem a experiencia de um pais velho .
    Dinastias reais , conseguem subsistir por milênios e passam adiante experiência . Fora o problema do calculo economico ser válido para Republicas , Como Republica é “Res Publica” , ela não é propriedade de ninguem em particular , ninguem cuida dela direito . Já como monarca tem o reino como sua propriedade , ele cuida melhor , é um Estado mais privatizado fora que até cobrar impostos sob Monarquia é menos imoral , impostos seriam seu aluguel ao Rei, impostos sob Republica se tornam roubo e imoral, afinal não era coisa pública de todos ? por que pagar impostos?
    Sobre o direito divino dos reis e a monarquia absolutista. Ela foi um momento particular da história onde os monarcas se preucupavam em representar suas soberanias nacionais contra o Papado , visto como entidade estrangeira . Eram para os reis terem continuado em tratar seu reino como propriedade particular, em suma , Monarquia Absolutista foi quando os reis se meterem em questões públicas , quando eles foram mais republicanos inclusive .
    Acho que so da para retornar a Familia Real , depois de muito tempo. O Brasil não tem maturidade para isso de maneira alguma . E Monarquia não é solução imediata de maneira alguma e restaurar as Casas Reais não é prioridade ainda . De nada adianta colocar um rei, se o país em questão não tem mais a alta cultura e valores . A Monarquia dava bem certo no Brasil( Tinha seus problemas óbvio…) , nem só pela digníssima pessoa que foi Dom Pedro II , mas porque o Brasil tinha alta cultura muito forte , como Machado de Assis , Como havia alta cultura ainda a Republica Velha até certo ponto deu certo também , esse periodo ( Republica Velha )ainda está mal estudado , rotulado simplesmente como periodo oligárquico
    Enfim para paises que ja nasceram Republicas , como EUA e Argentina , só resta mesmo vergonha na cara . Restaurar monarquia é em pais que já foi monarquia .
    E quanto aos paises nórdicos , Inglaterra e Japão . O esquerdismo desgovernou ali e desgoverna . Mas pode ver como esquerdismo mais radical é dificil de penetrar ali . O que desgoverna ali é esquerda moderada, Terceira Via. Já que entra Marxismo o jeito , pensam os globalistas, é Terceira Via . A direita não ganha ali , por que não sabe jogar o jogo direito ainda . Mas ali dá para resistir mais .

  17. Poder Moderador , simplesmente é o Quarto Poder . Que vigia todos os outros, ele está em todas as sociedades . Na Idade Média era a Igreja Catolicae o Papa , no Império do Brasil , era o Imperador e o exército , Nos EUA é a Maçonaria/Igrejas Protestantes , hoje em dia no brasil são as FFAA ,em frangalhos , mas são eles . Este é o problema dos que exigem golpe militar . Querem ir já no Poder Moderador , mas mal se utilizam dos Poderes Judiciarios ou Legistalativo ou Executivo que ainda existem, muito mal mas existem . Não querem pagar processo criminal , mas querem que um soldado dê sua vida.

  18. Luciano, na minha humilde opinião seria de grande valia um post dedicado exclusivamente ao estudo do comportamento de alguns frequentadores deste BLOG, pois muitos destes são considerados de ´´Direita“ ao mesmo tempo que raciocinam como revolucionários ajudando precisamente aqueles contra ao qual Lutam…..

    …….O Pecador notou o comportamento similar entre eles, ao meu ver todos sofrem da velha Doença Gnóstica descrita por Eric Voegelin, que no caso de alguns Libertários se traduz em parte como ´´Revolta contra a Democracia“.

    E sobre o PNA, este não é uma Teoria, apenas uma entre centenas de hipóteses (assim como a Monarquia) a ser considerada mediante a conhecimentos que estão muito além da própia norma. O que a REALIDADE nos mostra é que as vezes o principio de não agredir implica o principio de agredir……..Americanos tiveram que matar nazistas para que estes parassem de matar terceiros……..

    O Estado funciona de forma similar, as vezes o principio de diminui-lo implica o principio de aumenta-lo pelo simples fato de muitos países possuirem governos fortes e inchados. No momento que um Liberal subir ao poder e perceber que sua Nação está rodeada de outras nações aparelhadas até os dentes (e quanto maior o estado maior as chances de guerra) terá que investir em Defesa, adquirido por meio de impostos, e este por meio de intervenção estatal……….

    Em fim, o critério da ´´aplicação da regra“ depende de análises históricas, sociais e econômicas. E não dela mesmo.

    É também importante ressaltar que o anarcocapitalismo junto com o seu PNA, é apenas uma parte do enorme escopo de conhecimento construído pela Escola Austríaca de Economia. Não cabe a esta ´´teoria“ representar ou falar em nome do libertarianismo.

    • JC, eu fiz um post mais ou menos sobre o frame que eles propagam: http://lucianoayan.com/2014/08/02/hora-de-papo-serio-uma-analise-dos-frames-relacionados-a-intervencao-militar-e-rejeicao-a-democracia/

      Mas quero fazer um que resuma este comportamento.

      Eu não quero ser injusto com algumas pessoas, mas NO GERAL o que vejo é o seguinte:

      1. O apontamento de algo que está distante e FORA DA ESFERA DE AÇÃO DA PESSOA (ex. mudança para monarquia, eliminação da democracia, intervenção militar)
      2. Esse item mencionado em (1) é apontado pela correção dos problemas atuais
      3. A culpa da vitória da esquerda não é mais atribuída em parte à omissão da direita, mas ao “sistema atual” (democracia, especialmente)
      4. O sujeito dorme com a consciência limpa

      Farei um texto para dar mais exemplos e mostrar que a maior parte dos discursos dessa turma seguem estes passos.

      Em relação ao libertarianismo, eu concordo contigo que ele é muito mais do que essa turma “anti-democracia” tem mostrado.

      Alguns acharam que eu sou contra o libertarianismo, quando na verdade ele é uma de minhas influencias, especialmente no conceito de “state as a service”, para o qual farei um post.

      Abraços,

      LH

  19. Luciano, eu acho que os autores libertários são muito mais focados em idéias do que na implementação delas, e justamente por isso você vê coisas como livros apontando a democracia como causa de diversos males. No que tange a você criticar “apenas os libertários anti-democracia”, a partir do momento que o libertarianismo é anti-estado, ele necessariamente vai ser anti-democracia.

    Por um lado eu acho que você tem razão em criticar essa postura “excessivamente teórica”, embora eu discorde com a sua idéia de não passar de desabafos de quem não soube jogar o jogo. Seu acréscimo dos intelectuais orgânicos à análise até ajuda a explicar o porquê o sistema falhou, mas não te causa estranheza a direita do mundo inteiro ter se omitido de participar da política por décadas? Também não te causa estranheza o “sumiço” dos intelectuais orgânicos de direita no mundo por todo esse período? Pelo menos sumiço no sentido de exposição e exercício de influência? Deve haver pelo menos 10 autores de esquerda conhecidos para cada autor de direita que apareceu nesse período. Eu tenho dificuldade de acreditar que eles ficaram calados esse tempo todo, simplesmente deixando a esquerda ganhar mais e mais espaço. Será que não está faltando um “elo” aqui?

    O seu foco na idéia de que a direita perdeu o jogo político por W.O. evidencia a premissa de que a democracia é o ideal já alcançado (não havendo possibilidade de nada melhor do que ela), de que o jogo político tem que ser jogado, e de que o melhor para a humanidade já foi alcançado. Premissa essa que você falhou em demonstrar, se é que tentou. Ao meu ver, o melhor dos mundos seria um em que você não precise se preocupar com quem ou o quê está no poder, em que ninguém participe – nem possa participar – do jogo político, e todos só tenham influência política sobre suas próprias vidas.

    Nesse mundo cada um poderia concentrar suas energias e conhecimentos em fazer o que faz de melhor, e seu tempo livre em fazer exclusivamente o que gosta, sem ter que se preocupar com “o coletivo”. Embora certamente muitos se preocupariam com “o coletivo” praticando caridade, como era antigamente. Não vejo nenhum ganho para a sociedade as pessoas terem que gastar parte de seu tempo se preocupando com política. Por outro lado, vejo pros parasitas dos políticos. Pra eles é fundamental que as pessoas TENHAM que pensar nisso, porque a maioria delas NÃO VAI, pelo menos não o bastante. Isso facilita o jogo político por parte deles.

    Infelizmente não é assim que o mundo está estruturado e nem vai ser por muito tempo. Como eu falei em outro comentário, as idéias libertárias, e seu aparato teórico devem ser tratadas como um ideal a ser perseguido no longo prazo (mesmo quem não compartilha desses ideais). Eu julgo como idiota quem não as vê desse jeito, porque – até alguns autores libertários falam – seria impossível eliminar o estado sem que a idéia de que o estado (como é hoje) é uma coisa ruim seja parte do cerne da maioria esmagadora da população; tão logo derrubem um estado, outro tomará seu lugar. Nesse aspecto, concordo com a idéia de que a democracia é o melhor JÁ ALCANÇADO, e a democracia liberal com estado mínimo é o melhor modelo de democracia. Também concordo que precisamos jogar o jogo político para fazer com que a democracia evolua nesse sentido, ainda que a passos de formiga.

    Só não acho que seja muito produtivo você atacar idéias como sendo propostas. Acredito que você ganharia mais expondo elas como o que elas são: idéias. Ideais. Sonhos de um mundo melhor. Não são algo que você possa tomar como dado e pronto. Não são algo que possam ser aplicados, são algo a se perseguir. Não são situações que você possa simplesmente delinear estratégias para alcançar, são situações que você deve delinear estratégias para se aproximar no longo prazo. Talvez daqui a 1.000 anos. Antes disso, devemos lutar por uma democracia liberal, por mais liberdade, e por mais espaço para essas idéias.

    • No que tange a você criticar “apenas os libertários anti-democracia”, a partir do momento que o libertarianismo é anti-estado, ele necessariamente vai ser anti-democracia.

      ……………………..****

      OPAAA………Calma lá, essa é uma alegação um tanto forte não?

      De novo, essa mania de reduzir o Libertarianismo ao Anarcocapitalismo.

      Anti-Democrático é este ultimo……..Porém, muitos libertários podem e são a favor de um Estado reduzido e Democrático, ou seja, ser anti-estado não necessariamente significa ser anti-democrático. Isso vai depender de como você concebe o Estado numa sociedade.

      • Desculpe. Me esqueci dos minarquistas, justamente o grupo com o qual mais me identifico, provavelmente por eu não considerar minarquistas libertários de fato, além de saber que o movimento é ainda menor do que o “main stream” libertário. Mas eu e uma parcela bem significativa dos minarquistas (talvez até a maioria), não é pró-democracia nem pró-estado por ideologia, mas por reconhecer a impossibilidade de uma sociedade sem estado no mundo real. Não é absolutamente indispensável que alguém detenha o monopólio da violên… ops… da segurança e da justiça, mas provavelmente alguém deterá, e se ninguém o detiver, vários grupos brigarão por ele.

        Por outro lado, não faz nenhum sentido alguém se dizer anti-estado e pró-democracia. Democracia pressupõe um estado que governe a população, e se você é contra o estado, também vai ser contra a democracia. Você pode até ver a democracia como o modelo de governo que cause menos danos à sociedade, mas se alguém realmente é anti-estado, não há coerência em se dizer pró-democracia.

        Mas não voltei aqui pra te responder, voltei aqui porque estava esperando uma resposta do Luciano no tocante a isso: “não te causa estranheza a direita do mundo inteiro ter se omitido de participar da política por décadas? Também não te causa estranheza o “sumiço” dos intelectuais orgânicos de direita no mundo por todo esse período? Pelo menos sumiço no sentido de exposição e exercício de influência? Deve haver pelo menos 10 autores de esquerda conhecidos para cada autor de direita que apareceu nesse período. Eu tenho dificuldade de acreditar que eles ficaram calados esse tempo todo, simplesmente deixando a esquerda ganhar mais e mais espaço. Será que não está faltando um “elo” aqui?”

      • Vamos esperar o Luciano responder, mas imagino que o tal “elo” a que você se refere é o gramscismo. O Gramscismo é fundamentado de uma maneira a você perceber os efeitos, e não a causa do que o origina.

        Não causa estranheza a direita ter se “omitido” da política por décadas, pois ela nunca se omitiu da ‘política’, mas se omitiu dos esfeitos culturais, e da percepção da política como guerra.

        Esta ausência de percepção de efeitos culturais e de uma guerra política, parte de um pressuposto de que a maioria da população possui valores conservadores e de direita…então, criou-se uma lenda de que “afinal o povo perceberia o que é melhor”…afinal o muro caiu, e o comunismo perdeu…….adicione à isso o fato de que durante essa comodidade da direita, a esquerda aprimorou suas técnicas de “venda de idéias” e sua inserção nas instituições disseminadoras de cultura – razão da criação de diversos intelectuais orgânicos em pontos-chave destas mesma instituições distribuindo e slogans como:
        “Justiça social”, “igualdade”, “somos a favor dos pobres”, “liberdade sexual”, “contra o opressor” e outros. Eles se APROPRIARAM de tais slogans pois os termos estavam esvaziados — principalmente porque nas políticas de direita TAMBÉM encontra-se o advento da corrupção, que torna a política objeto de descrédito da população…uma população de descontentes, que SEMPRE estará descontente……. além disso os fatos históricos demonstraram que o brasil se deviou de uma ditadura do proletariado, mas tornou-se outra ditadura a qual não ‘educou’ sua população sobre aquilo contra qual lutaram, e também cometeram excessos — o que gerou demanda pela democracia, e abriu caminho para a manipulação dos slogans supracitados — então preenchidos como ‘valores de esquerda’.

        Concluíndo, ao meu ver, o tal elo é o Gramscimo, que só pôde ser bem sucedido devido à comodidade de se viver em uma sociedade fundamentada em princípios conservadores de direita + uma completa ingenuidade e ausência de percepção da guerra política + a ausência de uma cultura de massa com uso de diversas instituições, e principalmente o descrédito político no que tange ao descontentamento das populações, e à amarga lembrança de uma ditadura que nos salvou do comunismo, mas não foi lá um paraíso de virtudes.

  20. Luciano nao quero me estender sobre os pontos especificos de seu texto mas apontar que você confunde a direção de suas criticas.
    Especificamente no caso do Hoppe, ele nao nega que o esquerdismo seja anticivilizatorio, inclusive ele fala que os libertarios devem ser conservadores culturais. Ou seja, ele compartilha da ideia de que o esquerdismo é o problema. A questao fundamental da analise contra a democracia é que ela é instrumento dessa manipulação esquerdista, por caracteristicas intrinsecas, e justamente por causa dessas caracteristicas intrinsecas é que a direita perde força. Sua analise é argumentar que a causa e efeito estao invertidas, que é a inepcia da direita que perverte a democracia, mas estaria isso correto? A direita perde espaço há um seculo, em todo o ocidente, seria possivel que tantos politicos direitistas tenham falhado tao consistentemente por tanto tempo por seus proprios demeritos? Ou seria porque o jogo da democracia é inerentemente favorável ao esquerdismo? E é essa é a questão realmente chave, e hoppe demonstra que sim, a democracia é fatalmente instrumento do esquerdismo.

    Quanto às propostas para o fim da democracia, elas não passam pelo convencimento “democratico” nao, mas na desobediencia civil individual dos que são contra o estado.

  21. Da mesma forma que a inflação e atribuída ao capitalismo, e posse de armas pelas pessoas imorais, os libertários culpam a democracia pelo mal caráter de alguns seres humanos. Da mesma forma nos dizermos que são armas que matam pessoas e não pessoas que matam pessoas, da mesma maneira são seres humanos mal intencionados com todo poder e aparato do estado que cometem crimes em nome da sua ideologia.

    Não a dicotomia ou existe democracia ou existe ditadura.

Deixe uma resposta