Sam Harris: “Por que não critico Israel?”

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Muitos leitores deste blog sabem que já refutei Sam Harris em suas diatribes contra a religião tradicional. A meu ver, há uma falha gritante quando culpamos a religião revelada pelas “guerras santas”, quando na verdade deveríamos culpar a religião política. Alias, as próprias “guerras santas” são um mito em que não acredito, já que para mim são guerras tradicionais empacotadas sob temáticas religiosas para que seus perpetradores fiquem “bonitos na foto”. É a Navalha de Occam, meu caro…

Eis a grande diferença: para os adeptos da religião revelada, a conquista do paraíso não ocorre na Terra, mas para a religião política, há um projeto utópico para ser efetivado na Terra. Para piorar, a religião política depende de guerras de classe simulada, discursos de ódio, além de fazer uso de um sem número de estratagemas. Eles também não toleram a opinião divergente. Decerto que há componentes de fé, mas principalmente de muita esperteza de vários líderes, com podemos ver no último vídeo deste post feito ontem.

Seguindo-se a essa constatação que se torna inexorável para quem avaliar a questão religiosa de forma intelectualmente honesta, podemos desconstruir e em seguida reconstruir quase todos os argumentos de Sam Harris, mas aplicando-os à religião política, ao invés da religião tradicional. Isto é, quando ele diz que “a religião é um elemento divisivo”, reconstruimos para “a religião política é um elemento divisivo”. E daí por diante. Ou seja, o argumento é bom, mas o foco está errado. Neste momento eu apenas acerto o foco.

Isso quer dizer que a religião tradicional está livre de críticas? Nem de longe, pois nada deve estar livre de críticas. Há divergências válidas a serem feitas em relação à religião tradicional, mas na maioria das vezes esta se torna um problema quando é instanciada para uma forma de religião política. Mas o que importa mesmo é que enquanto o conteúdo de Harris é excessivo quando aplicado à religião tradicional, se encaixa perfeitamente diante da religião política.

Tendo por base esta reconstrução, e com algumas pequenas ressalvas (como, por exemplo quando Sam Harris atribui aos palestinos as culpas do Hamas, ou interpreta equivocadamente algumas passagens do Antigo Testamento), indico o interessantíssimo podcast “Por que não critico Israel?’, feito dia desses, onde ele nos proporciona uma ótima análise moral do conflito Israel X Hamas. E tudo traduzido em português.

Em tempo: alguns dos leitores de Harris são esquerdistas, e estão extremamente irritados com o podcast, o que é mais um ótimo sinal.

Ouça e vejam a lição de assertividade, a qual também é um elemento importantíssimo para qualquer direitista que estiver argumentando em direção ao esquerdismo:

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11 COMMENTS

  1. Nossa! Quem não entendeu essa explicação é um verdadeiro fanático ou tapado. Essa guerra é assimétrica e Israel vai estar sempre em desvantagem.

  2. Israel é a fronteira simbolica que separa o Ocidente civilizado, democrático e livre ao Oriente bárbaro,com ditaduras-teocráticas e escravidão. O Ocidente não pode abdicar da missão de proteger e guardar sua fronteira.
    Luciano, o povo evangélico quase em sua totalidade apoiam e amam o povo Judeu ( sendo 100% entre os neo-pentecostais )acreditamos que o retorno dos Judeus de volta á Israel é um sinal profético predito nas Escrituras,fazem-se caravanas para conhecer Israel, nos templos evangélicos encontra-se ao lado da Bandeira Nacional a Bandeira do Estado moderno de Isral, é feito constantemente orações por Israel, vide a Universal ter contruído uma réplica do Templo de Salomão e na inauguração tocou-se ( consta-se ) o hino de Israel.

    Quando que essa oposição saberá usar mais esse fator contra o pt, que é declaradamente hostil a Israel? Pode-se capitalizar e muito em cima desse entrevero que os petralhas criaram com Israel.

  3. http://citizengo.org/pt-pt/9825-salvem-os-cristaos-iraquianos

    O mundo testemunha hoje uma verdadeira atrocidade no Iraque: a perseguição em massa e o genocídio da população cristã do Iraque. Enquanto isso, a comunidade internacional tem expressado pouquíssima preocupação com a situação dos cristãos iraquianos e, conseqüentemente, tem adotado uma postura passiva na ajuda a essas pessoas.

    A comunidade cristã no Iraque corre o risco de desaparecer completamente. Os últimos cristãos deixaram Mosul depois que o Estado Islâmico do Iraque e da Síria (ISIS, na sigla em inglês) deu a eles a escolha entre a conversão ao Islã, o pagamento de taxas abusivas, o exílio ou a morte. Pela primeira vez desde o século XV não há mais população cristão em Mosul.

    Em 2003, antes da invasão norte-americana ao Iraque, havia mais de um milhão de cristãos no país – incluindo seiscentos mil em Bagdá e aproximadamente sessenta mil em Mosul.

    Os cristãos que escolheram deixar Mosul não tinham aonde ir e tornaram-se refugiados. Impossibilitados de pagarem o absurdo imposto implementado pelos muçulmanos, aqueles que ficaram e não se converteram ao Islã foram assassinados.

    Agora os cristãos de Kirkuk, uma cidade rica em petróleo, estão preocupados e acham que serão os próximos, já que muçulmanos extremistas estão a poucos quilômetros de distância.

    Depois que os militares norte-americanos saíram do Iraque, a resposta à perseguição religiosa por parte da comunidade internacional tem sido totalmente inadequada e inaceitável. A ONU só se manifestou depois que o último cristão deixou Mosul. Por que essa falta de urgência?

    A ONU finalmente tomou posição em uma declaração publicada no dia 20 de Julho: “O Secretário-Geral reitera que qualquer ataque sistemático à população civil – ou a um segmento da população – por causa de sua origem étnica, crença religiosa ou fé pode constituir um crime contra humanidade, razão pela qual os responsáveis devem ser punidos.”

    Além disso, em um comunicado de imprensa do dia 21 de Julho a ONU condenou “duramente a perseguição sistemática de indivíduos de populações minoritárias e daqueles que recusam a ideologia extremista do ISIS e de outros grupos armados.”

    É necessário, em pleno século XXI, um crime contra a humanidade para que a comunidade internacional faça algo? Será que não aprenderemos com as lições do passado? Ajude-nos a pedir que a ONU e a Liga Árabe intervenham imediatamente para pôr fim às atrocidades cometidas pelo ISIS. Não devemos nos calar enquanto mais um genocídio ocorre. Por favor, use sua voz para ajudar a interromper a erradicação sistemática da população cristã no Iraque.

    Não podemos permitir que a comunidade internacional seja negligente e não faça nada para interromper esse genocídio. Devemos pressionar a comunidade internacional para agir em defesa dos cristãos no Iraque. A sobrevivência deles depende disso!

    Cada assinatura enviará a mensagem ao lado à ONU e à Liga Árabe.

    SALVEM OS CRISTÃOS IRAQUIANOS!
    À ONU e à Liga Árabe:

    Nós lhes instamos a agirem imediatamente para salvar a comunidade cristã no Iraque.

    Em razão da agenda radical do ISIS (sigla inglesa para Estado Islâmico do Iraque e da Síria), dezenas de milhares de cristãos foram assassinados ou sequestrados.

    A situação está cada vez pior para os cristãos na região norte do Iraque, já que os extremistas estão forçando-os a escolher entre a conversão ao Islã, pagar um tributo abusivo, deixar seu território ou a morte. Em Mosul, pela primeira vez desde o século XV, já não existe população cristã.

    Por favor, não fiquem em silêncio enquanto esse genocídio ocorre diante dos nossos olhos. Pedimos que vocês intervenham imediatamente para proteger a comunidade cristã!

  4. Brigadão,LH.O engraçado foi que eu pensei justamente em pedir a vc pra escrever um artigo sobre o vídeo.Só que na hora pensei que seria muita petulância da minha parte,pois todos sabemos que vc é muito atarefado.
    😉

  5. Esquerdista ê histérico mesmo.Dizem defender os direitos das mulheres,dos gays,mas condenam o único “paif” do Oriente Médio que dá as mulheres os mesmos direitos dos homens(em Israel,mulheres podem se candidatar a qualquer cargo político.Alguém conhece outro país do Oriente Médio que faz o mesmo?) que trata gays como indivìduos com direitos garantidos por lei.Dizem ser a favor do direito do ârabe a liberdade,mas querem o fim do único estado da região em que arabes tem o poder de voto.Inclusive,o parlamento israelense tem arabes.
    Durante a Primavera Árabe,vários árabes no OM saíram as ruas pra derrubar seus governantes;Israel foi único páis daquela regíão que nào.teve Primavera.Sabe por quê?Por que os árabes lá vivem são livres pra escolher os seus representantes.
    Mas eu até acho que os esquerdistas estão sendo bem coerentes quando detratam o único país do oriente médio que é democrático.Esquerdista,sacomé,adoram um estado ditatorial.Daí não fica difícil entender o ódio a Israel.
    Israel é um país dá direitos á mulheres e aos gays(como já escrevi em outro parágrafo),não trata ateus como aberração(é bom lembrar que boa parte dos israelenses é formada por ateus,agnósticos,seculares e deístas.Alguém imaginaria o mesmo em qualquer outro país do oriente médio?) e da liberdade de voto cidadãos.Contra fatos,não há argumentos.
    Pra finalizar,gostaria de deixar um link com artigo de Felipe Moura Brasil que trata sobre o caso da democracia em Israel.O texto traz uma frase fabulosa de Bill White.A frase é a seguinte:”Se vc for a favor de direitos iguais para mulheres,proteções legais para gays dos avanços na ciência,nas artes e na medicina,acesso políticos e direitos pessoais garantidos por lei,vc deve apoiar o boicote,desinvestimento e sançoes pra todos os países da região,exceto Israel.

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