Como a Carta Capital usa uma mãe de santo militante para criar discurso de ódio contra evangélicos

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COnceição-e-Maria-Mariana

Não encontrei esse texto que tratarei aqui na Internet, mas na edição da Carta Capital que chegou às bancas neste último fim de semana (edição número 811, de 6 de agosto). O título é “Os orixás protegem”, e mostra a forma canalha com que a mídia governista promove grupos que criam falsos conflitos para capitalizar politicamente.

O caso é o seguinte: uma tal de Conceição d’Lissá, mãe de santo (na foto acima, com um pano enrolado na cabeça), viu um incêndio acontecer em seu terreiro na Baixada Fluminense. Um lugar, digamos, tão pacífico quanto a Suíça. Ao que parece, esse não é o primeiro ataque que ela sofreu. Porém, a matéria não aponta nenhuma evidência capaz de culpar alguém.

Mesmo assim, com uma leviandade além de qualquer limite aceitável, Conceição já definiu seus culpados: os pastores evangélicos neopentecostais. Daí é a mesma gororoba requentada de sempre: sem nenhuma evidência em mãos, ela age exatamente como já fez Jean Wyllys no passado, colocando um selo de “culpados” na testa dos evangélicos.

Interlúdio: eu sou ateu, mas assim como acho que não se deve lançar discurso de ódio contra adeptos de religiões afro, participantes destes grupos (sejam militantes do PT ou não) não tem direito moral de lançar discursos de ódio contra neopentecostais. Assim, eu não estou defendendo neopentecostais, mas identificando um crime moral. E até um crime material. A diferença é que esse pessoalzinho acha que, por pertencer à uma minoria, pode cometer crimes de calúnia e difamação à vontade. E é disso que tratamos aqui.

Vamos ver um trecho da matéria, para que você possa ter uma ideia do nível da falta de padrões éticos dessa gente:

Para Conceição d”Lissá, o brasil precisa de uma lei para limitar o poder de rádios e tevês que veiculam programas evangélicos contrários às religiões de matriz africana. “Não há espaço de resposta. O poder que eles detêm é incomensurável”. Ela também reclama da Internet, usada para veicular conteúdos ofensivos ao candomblé e à umbanda.

No léxico dessa turma, “conteúdo ofensivo” é dizer coisas como “não gosto disso, acho uma merda, não vale nada, sai fora disso”. Quer dizer: executar a liberdade de expressão, mesmo para criticar (o que é legítimo) é considerado inaceitável. Só se for contra eles, é claro.

Mas a agenda é evidente quando ela diz querer controle de mídia, pedindo limitação do espaço de neopentecostais. Por que ela quer isso? A resposta é clara: os neopentecostais (salvo exceções, como Edir Macedo) tendem a criar uma visão mais conservadora de mundo, orientada à família tradicional, valorização do direito de propriedade e coisas do tipo. Não que seja preciso da religião protestante para isso. Pode-se chegar a essa perspectiva por vias seculares. Mas é um fato que os evangélicos constituem uma ameaça.

Na visão da extrema-esquerda, é o suficiente para acusá-los de um crime sem qualquer tipo de evidências.

Observe agora o que diz Ivanir dos Santos. Antes, me desculpem a ignorância, pois ele é mencionado como um babalaô. Não faço a menor ideia do que seja um babalaô. Seja lá o que for, ele é presidente do Centro de Articulação de Populações Marginalizadas. Mais uma vez, a mendacidade dá o tom. Leia:

Não é a primeira vez. Se as medidas tivessem sido tomadas anos atrás, pode ser que tivessem cessado. A polícia tem que ser mais rigorosa nas suas investigações. O crescimento de alguns setores neopentecostais, que em vez de pregar o amor pregam a demonização, estimulam esses atos de intolerância. Isso é inegável.

Será que ele está iludido ou sabe que está enganando a audiência? Talvez se eu tivesse menos de 10 anos apostaria na primeira opção. Só que o discurso é exatamente o mesmo de Conceição.

Vamos mapear quem são as figuras carimbadas: não são apenas membros de religiões afro, mas membros de religiões afro ligados a movimentos com base em discurso de guerra de classes, propagando a agenda de escórias como PT, PCdoB e PSOL. Ponto.

Dá para notar um padrão logo de imediato: os governistas vão investir com mais força nesse grupo em prol de seus projetos totalitários. O modus operandi é sempre o mesmo. Assim como os grupos LGBT e feministas que se aliaram ao partido, falamos de pessoas encenando pose angelical enquanto mentem contra adversários, imputando culpa de crimes em inimigos (mesmo sem evidência alguma) e dispostos a afrontar qualquer padrão ético e moral de vida em sociedade civil.

A reação a esse tipo de discurso de ódio (com base em lançamento de culpa injustificada sobre um grande número de religiosos protestantes) deve ser assertiva e contundente. De preferência, com o lançamento de desafios e exposição ao escracho público. Acusaram todos os evangélicos sem ter provas? Que sejam desafiados a expor suas evidências, e, se não tiverem (eles nunca tem, senão já teriam apresentado) que paguem por isso em termos morais e judiciais.

Em tempo: a primeira frase da matéria é “a polícia ainda não tem nenhuma pista da autoria…”. É, Dona Conceição, sua declaração é digna de ânsia de vômito.

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16 COMMENTS

  1. Algo que os evangélicos poderiam usar é o relato de Marco Feliciano sobre os 600 terreiros orando por ele quando daquela confusão do ano passado que os marxistas-humanistas-neoateístas fomentaram quando tornou-se presidente da Comissão de Direitos Humanos da Câmara no mesmo dia em que Genoino e João Paulo Cunha assumiram a Comissão de Constituição e Justiça:

    http://www.youtube.com/watch?v=qNicc2aDcCE

    O que é importante lembrar nessa história é que as religiões afro também notaram que têm de ficar ao lado da luta pela família, principalmente por essa instituição ser também parte importante da transmissão da cultura. Logo, deve haver um sentimento crescente no candomblé e na umbanda de que os MHNs só os querem mesmo como inocentes úteis e logo aplicariam o neoateísmo de marxismo-humanismo-neoateísmo contra os próprios religiosos de matiz africana (poderiam, por exemplo, usar defensores de bichinhos contra pais-de-santo pelo fato de haver sacrifício de pombas, galinhas e bodes, isso para não falar de outras possibilidades).
    Talvez tenham notado que, por serem minoritários em comparação a cristãos, eles ficariam ainda mais suscetíveis a genocídio cultural (ou mesmo genocídio de fato) se cismarem de usar o N de MHN contra os religiosos em geral caso se conseguisse avançar a agenda em questão.

  2. Gostaria que alguém me explicasse por qual motivo eu deveria respeitar uma religião que faz trabalhos para prejudicar os outros, desde cair pênis de ex até matar inimigos.
    Para mim estas religiões afros não tem nada com Deus, eles prestam culto é a outra coisa.
    E babalaô deve ser sinônimo de pai de santo que é sinônimo de bicha. Ou alguém aqui já viu algum pai de santo que não é homossexual?

  3. Em relação ao ultimo video, de Marco Feliciano, ele estaria blasfemando, pq Deus não compactua com o mal, Deus não se alia ou usa do mal pra abençoar ou proteger ninguém, pq Deus é Deus, se ele quer, ele pode, ele faz, e não precisa de modo algum do ‘que é ruim’ pra lhe ajudar!

  4. essa mãe de santo parece mais uma idiota funcional nas mãos dos esquerdistas, e essa história toda me lembra daquela velha tática: dividir para conquistar.. também me recordo de como os esquerdistas não gostam de religiosos, é uma questão de tempo até eles se voltarem contra os religiosos do candomblé..

  5. Babalaô é sinônimo de babalaorixá, que é o nome dado ao sacerdota das religiões afrobrasileiras. Mais ou menos como seria um padre ou pastor no cristianismo

  6. Infelizmente dentro das religiões afro, a esquerda consegue capitalizar 3 grupos “oprimidos” que são os negros, os homossexuais (já que muitos são gays) e também mulheres feministas (vide o site Gelédes) e estes 3 grupos têm uma agenda anti cristã em comum, logo os cristãos sobretudo os evangélicos neo pentecostais, sempre apanharão destes caras, o problema é que têm evangélico que também é burro e dá armas pros esquerdistas pisarem neles, sobretudo na questão do grupo LGBT, mas pouco a pouco eles aprendem!!!

  7. Como eu tenho vontade de dar um pescoção nesses contendores! Uma psicóloga do Conselho Federal de Psicologia, Roseli Goffman, falou contra os televangelista, que aquilo feriria a Constituição, é claro, defendendo uma programação para as religiões africanas – tudo em detrimento dos cristãos, que pagam as emissoras para exibirem seus programas. Agora, criar lei para limitar o poder de rádios e tevês que veiculam programas evangélicos contrários às religiões de matriz africana configura em censura, como querer retirar os vídeos do youtube, alegando intolerância religiosa (quando na verdade não passa de dissensões e interpretações teológicas – o ecumenismo é um fingimento só, as religiões diferentes entre si não tem que concordar no que concerne às demais) é questão de uma sorrateira conveniência. Sendo assim, por que não retirar os vídeos de ‘‘humor” que ridicularizam Jesus Cristo e os próprios cristãos, estes vídeos sim que incitam o preconceito e o ódio? Os ateus militantes perderiam seus vlogs e a chance de tentar fazer cristalizar este ‘‘zeitgeist” anti-religioso, não mais perpetuando mitos contra a religião – sobretudo a cristã, a sempre atacada. Seria um ‘‘toma lá, dá cá”, se a esquerda não desse privilégios para uns. Pau que dá em Chico tem de dar em Francisco. Gregório Duvivier disse que vale tirar sarro com os cristãos, não com as ditas ‘‘minorias”. Fábio Porchat disse que não faria humor com Maomé porque ele não é louco. Porém uns não são tão afetados como outros (digo os cristãos).

    O selo dos verdadeiros mártires que a esquerda já colocou e que tornou-se o símbolo da resistência: ن

    • Acabei lembrando-me do que escreveu o Pondé sobre os cristãos usarem o politicamente correto, quando reagiram ao vídeo do Porta dos Fundos sobre o natal:

      (…)
      ‘‘Mas o problema não foi criado pelos cristãos ou pela milícia ofendida. Foi criado por uma ‘‘trupe” que abraçou que abraçou a causa do politicamente correto no Brasil. Agora aguentemos.”

      (…)
      ‘‘Como determinar se mostrar Jesus batendo um papo na cruz com o soldado romano que vai pregar suas mãos não é ‘‘falta de respeito” se aceitarmos de partida a ideia de que ‘‘falta de respeito” ou ‘‘incitação ao preconceito” podem ser associados ao humor? Como dizer que um cristão está errado em afirmar que uma piada desta ‘‘incita a população descrente a ridicularizar os cristãos”?

      (…)
      ‘‘Portanto, devemos responsabilizar aqueles que começaram com essa cultura de censura travestida de ‘‘discurso do respeito.”

      (…)
      ‘‘Muita gente agora está indignada com a tentativa de alguns cristãos de processar o grupo em questão (o Porta dos Fundos) é, em parte, o tipo de gente que inventou a cultura da demonização do humor. Que provém do veneno que criaram.”

      (…)
      ‘‘Podemos esperar mais dos cristãos de fato ‘‘praticantes”, pois eles são organizados, têm grana e filhos aos montes. Não vai parar por aí. São uma cultura combativa que derrubou o império romano.”

      O Pondé escreveu mais também na coluna intitulada ‘‘Dois pesos e duas medidas”. Agora, pois eu achei muito válido que os politicamente corretos provem a colherada amarga que eles enfiam nas nossas goelas. Se os cristãos fizessem panelinhas para negativar e sinalizar esses vídeos no youtube, imitando a facção dos esquerdistas-neo-ateístas – o que não fazem, o que mostra que são de dar a outra face -, os ateuzinhos sairiam em campanha, cheios de mimimi. Mas imaginando, bem que seria legal. O que esses umbandistas propõem é censurar os cristãos evangélicos, e reiterando, pau que dá em Chico tem que dar em Francisco. É assim que todos os cristãos que quiserem enfrentar o establishment tem de agir, para a engolida seca dos adversários.

  8. Já que o assunto é religião: já reparei que a maior infiltração de ideias esquerdistas em igrejas protestantes se dá nas tradicionais históricas( luterana, presbiteriana, anglicana e metodista) e não nas de linha pentecostal. Há alguma explicação para isso?

  9. É de uma hipocrisia FDP essa de acusar protestantes de algo que ninguem tem provas.E se algum pastor acusasse o Movimento Gay por depredar igrejas sek provas,o que ocorreria?
    Apenas lembrando que qualquer mentalmente sadia é contra depredação de propriedade privada.Qualquer pessoa que tenha feito tal.ato deve ser responsabilizado.Só que deve ser acusado com provas

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