PSOL, PSTU e PT comandam sindicatos ligados a black blocs. E por que mais uma vez eu não estou surpreso?

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Sininho-dois

Parece até clarividência. Eu, que sou cético, fiquei um pouco abalado hoje. Brincadeiras a parte, veja só a notícia da Veja mostrando que PSOL, PSTU e PT comandam sindicatos ligados a black blocs, exatamente igual ao que tenho falado há vários meses (mesmo sem ter em mãos as evidências surgidas agora):

Um levantamento realizado pelo site de VEJA nos registros partidários do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) mostra que 61 dirigentes filiados a PSOL, PSTU e PT comandam sindicatos responsáveis pelo financiamento de manifestações que tiveram participação de black blocs no Rio de Janeiro. A ajuda financeira dessas organizações sindicais foi relatada por testemunhas e investigados na Operação Firewall da Delegacia de Repressão aos Crimes de Informática (DRCI).

Os sindicatos foram associados pela polícia a 23 black blocs, que respondem na Justiça por associação criminosa. São eles: o Sindicato dos Petroleiros do estado do Rio de Janeiro (Sindipetro-RJ), o Sindicato Estadual dos Profissionais de Educação (Sepe-RJ) e o Sindicato dos Trabalhadores em Saúde, Trabalho e Previdência Social (Sindsprev-RJ). Todos negam ter patrocinado atos criminosos e afirmam que a polícia tenta criminalizar o movimento sindical.

Dos quarenta dirigentes do Sindsprev, pelo menos dezoito são filiados ao PSOL, o que inclui os três sindicalistas no comando da secretaria de finanças. E recursos do sindicato já foram utilizados em campanhas do partido, de acordo com gravações de conversas telefônicas flagradas da deputada estadual Janira Rocha (PSOL), ex-diretora do Sindsprev. Janira, aliás, nunca pareceu se preocupar com sua ligação com os vândalos mascarados. Há duas semanas, ela ajudou a advogada Eloisa Samy, uma das ativistas com mandado de prisão preventiva expedido por organizar atos violentos, a fugir de cerco policial no Consulado do Uruguai no Rio de Janeiro. Outros cinco dirigentes do Sindsprev são do PCdoB.

No Sindipetro, cinco diretores são filiados ao PT e outros cinco ao PSTU – entre eles Claiton Coffy, secretário do diretório regional do PSTU no Rio de Janeiro. Já o Sepe, que representa professores, possui dezesseis diretores filiados ao PSOL, outros nove ao PT, e sete ao PSTU.

Desde a morte do cinegrafista Santiago Andrade, a polícia investiga se partidos contribuíram com dinheiro para estimular quebra-quebra em manifestações. A suspeita foi mencionada em depoimento de Caio Silva de Souza, preso por lançar o rojão que matou o cinegrafista. A hipótese voltou à tona com a Operação Firewall, porque os investigadores reuniram evidências de ajuda financeira fornecida por sindicatos a manifestantes violentos.

O diretor de finanças do Sindipetro-RJ, Francisco Soriano de Souza Nunes (sem partido), diz que o sindicato, que tem cerca de 5.500 filiados e arrecadação superior a 11 milhões de reais em 2013, precisa contribuir para reivindicações populares legítimas por um “compromisso moral”. “Se eu fizer campanha entre filiados e pedir mais recursos para apoiar o avanço social do Brasil, conseguirei. É um compromisso moral que nós temos”, afirmou Nunes.

Mas Nunes não sabe explicar como evitar que a contribuição do sindicato acabe ajudando manifestantes interessados em promover a destruição do patrimônio público e privado. A Polícia Civil do Rio de Janeiro sustenta que 23 acusados na Operação Firewall participavam de maneira violenta de protestos e planejavam crimes na data da partida final da Copa do Mundo, em 13 de julho – alguns deles foram presos na véspera.

No inquérito da operação policial, a testemunha Rosângela de Brito Ferreira relatou à polícia que obteve dinheiro no Sindipetro “para compra de quentinhas, passagens e material para confecção de cartazes”. Ela disse que os recursos eram entregues diretamente para Elisa Quadros, a Sininho, considerada pela polícia uma das líderes dos baderneiros. A polícia suspeita que Elisa e o ex-namorado Luiz Carlos Rendeiro Júnior, o Game Over, eram responsáveis pela contabilidade dos manifestantes. De acordo com Rosângela, durante invasão da Câmara Municipal do Rio de Janeiro no ano passado, foram compradas 300 quentinhas para o almoço e 300 para o jantar. Ela disse ainda que Jair Seixas Rodrigues, o “Baiano”, era ligado ao Sindipetro e recrutava pessoas para manifestações em troca de pagamento.

“Baiano” foi investigado pela polícia e, em depoimento, afirmou que pediu e recebeu quentinhas do Sindipetro-RJ para manifestantes. De acordo com as investigações, ele recebeu dinheiro do sindicato para arregimentar manifestantes e transportar black blocs no violento protesto contra o leilão do campo de Libra, maior reserva de petróleo da camada pré-sal do país.

Já se sabe também que houve ajuda no fornecimento de refeições pelo Sepe, sindicato com mais de 30.000 filiados, para os manifestantes, de acordo com conversa telefônica de Sininho, gravada com autorização judicial. Em 9 de junho deste ano, ela menciona que fez contato com sindicatos como Sindipetro e Sepe para obter cem “quentinhas” para índios da “Aldeia Maracanã”. Outro investigado marcava reuniões no Sindsprev.

Christiane Gerardo Neves, uma das integrantes da diretoria de finanças do Sindsprev, defende o fornecimento de refeições para manifestações. Ela acusa a polícia de ser responsável por atos violentos em manifestações e chama de “peça tragicômica” o processo originado pela Operação Firewall. “Só vejo baderna com participação dos policiais. Esse processo é uma peça tragicômica de extremo mau gosto”, afirmou. O sindicato tem mais de 24.000 filiados e arrecada cerca de 1 milhão de reais por mês, de acordo com Christiane.

O PSOL é o campeão de representantes: 34. Em seguida temos o PT (14), PSTU (13) e PCdoB (7). Gente fina, gente muito fina.

Justiça seja feita: eu não sou o único a falar isso. Vários outros formadores de opinião da direita ou centro já diziam que tinha caroço nesse angu. Eu mesmo sempre citei esses vândalos como eles são: uma escória da extrema-esquerda, e, como tal, sustentada por partidos como PT, PCdoB e PSOL. Eu só havia me esquecido de mencionar o PSTU, que está mais “bem representado” que o PCdoB. Mas não esquecerei de novo.

Não se surpreenda ao ver que são os deputados destes quatro partidos os mais ansiosos para preservar o decreto bolivariano da Dilma. E já dá para termos uma ideia do “naipe” dos conselhos a serem formados.

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13 COMMENTS

  1. Eu já dizia lá em julho/2013: Esses mascarados sempre foram a tropa de choque do PT, para descaracterizar e manchar os protestos legítimos. Tiveram sucesso.

    Agora o incrível é que teve muito jornalista da direita (inclusive o próprio Reinaldo Azevedo) que passaram meses tentando “entender” o que eram os black-blocs.

    • Na Venezuela os comunistas usaram a mesma tática. Só que lá os black-blocs são conhecidos como “coletivos”, mas com uma GRANDE diferença: lá os coletivos andavam explicitamente armados.

      Não preciso dizer que também tiveram sucesso.

      • Não se engane Roger, a estrutura dos coletivos também está presente aqui no país, mas, ao contrário dos black blocs, atua com simples lavagem cerebral gramsciana. Basta checar o setor de humanas de qualquer universidade pública em qualquer estado do país, onde atuam numa proporção próxima a 1 “coletivo” para cada curso. Mesmo em locais como o Norte ou Nordeste chegam a existir diversos “coletivos” desses se apresentando como representantes dos “indivíduos esclarecidos” de determinado curso, havendo até falsas brigas entre múltiplos grupos que dizem representar os aludos de um único curso.

      • Aliás, basta passar em qualquer quadro de avisos desses cursos que aparecem comunicados desses coletivos contendo textos de “jêgnios” como o sakamoto, geralmente convidando qualquer interessado a um encontro para discutir sobre os textos dele e assuntos ligados. Lixo como esse ainda impede os alunos que só querem estudar de o fazer na universidade com suas badernas constantes.

    • Detesto essa classificação jacobino-stalinista de “direita e esquerda”, mas se for para usá-la, Reinaldo Azevedo seria de “centro”, já que foi petista e até hoje se justifica (mas não se arrepende) por ter sido mais uma marionete deles contra a “ditadura”.

      • Você é mais um libertário?

        Se não, confesso que não entendi nada. O que eu tenho a ver com essa sua rejeição ao ‘esquerdismo e direitismo’ ? O principal assunto do site é justamente esse.

    • Esse vídeo é precioso não só pela história que já era mais ou menos conhecida como também pelo fato de pôr à tona outros muitos lances que os marxistas-humanistas-neoateístas praticam, como o de combinarem xingamentos para aqueles a quem se opõem (vide o recente “coxinha”, que como gíria originalmente é uma maneira paulista de chamar policial militar, mas que virou um equivalente ao “gusano” de Cuba, igualmente criado artificialmente por mentes MHNs em vez de surgir do uso espontâneo do povo, ainda que inventem que foi o povo que criou) e os espalharem a ponto de todos falarem igualzinho independente de lugar. Logo, sempre que ouço ou leio “coxinha”, agora terei a certeza absoluta de que é um termo inventado por algum think tank MHN brasileiro que combinou com sua militância de usá-lo a partir de um determinado momento. E como a militância é uma massa, fica a impressão para o leigo de que seria algo arraigado pelo povo, sendo que a dinâmica normal da gíria não é a de atingir uma coletividade grande de maneira instantânea, mas sim começar em um pequeno foco.
      O problema para os MHNs é que o “coxinha” que eles tanto prezam não só não se arraigou pelo povo (só vejo MHN e propagador inconsciente de gramscismo o usando) como está sendo usado contra os próprios MHNs (vide Reinaldo Azevedo chamando o prefeito Haddad de Supercoxinha e, mais recentemente, o Guilherme Boulos de “coxinha radical”), isso sem falar de técnicas para neutralizar esse e outros xingamentos oriundos dessa gente.

    • S-E-N-S-A-C-I-O-N-A-L, é sempre exvelente quando mulheres com tamanha clareza de pensamento e conhecimento falam contra o feminismo e suas patifarias.

      A parte mais importante em termos de guerra cultural e política foi no final das respostas às perguntas, quando a professora disse que os defensores da ideologia de gênero “não devem ser respeitados como interlocutores”.

      Gostei tanto que fui atrás dos outros vídeos…

      https://www.youtube.com/watch?v=jqa4ZXu-nJk

      https://www.youtube.com/watch?v=hwKrxqpnSgs

      Valeu pela dica acervo.

      É sempre bom também lembrar que as melhores argumentos contra a ideologia de gênero e sua guerra contra família, VEM DOS PRÓPRIOS MILITANTES BOÇAIS….

  2. Não me surpreende. Estes partidos todos possuem, em maior ou menos medida, caráter revolucionário, e quando for conveniente usarão de todos os artifícios para tentar implantar sua revolução.

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