Site pró-governista que diz “investigar a mídia” já começa com fraudes intelectuais escandalosas

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Há motivos para este site se chamar Ceticismo Político. Primeiro, por que é o paradigma criado por mim, com o único intuito de ensinar à nossa mente a importância do questionamento às alegações políticas. Segundo, por que o ceticismo político norteia todas as investigações de fraudes feitas por aqui.

Relembremos o que é uma alegação política: é toda alegação que, se aceita, gera benefícios ao seu propagador em situações de conflito de interesses. Ceticismo político é basicamente uma visão mais analítica sobre as alegações políticas proferidas por nossos oponentes. (E já aviso que neste texto usarei um exemplo  mais complexo do que o habitual, algo que já havia feito na época em que demoli o texto de outro radical de esquerda, Frank Jaava)

Uma recente alegação política da extrema-esquerda sustenta o site Manchetômetro, o qual seria uma evidência de que a mídia tem um “viés” contra o governo. Obviamente, é uma alegação política, pois, se aceita, ela gera benefícios para o PT, que tenta de todas as maneiras censurar a mídia. A obtenção de “evidências” de que a mídia deliberadamente age contra o PT poderia fornecer uma espécie de “autoridade moral”, a ser usada com instrumento de capitalização política no sentido de que é preciso… censurar a mídia. (E evidentemente eles não chamarão de “censura de mídia”, mas de “democratização de meios de comunicação”, assim como outros bolivarianos fizeram na Venezuela e na Argentina)

Se há uma alegação política suspeitíssima e que gera tantos benefícios para a escória moral governista, isso requer uma investigação. Ou seja, aplicamos o ceticismo político. Agora, portanto, avaliaremos as alegações embutidas no texto “A mídia bate mais na Dilma”, diz criador do Manchetômetro, publicada no Terra.

Hora de começar:

Anos atrás, um grupo de estudantes e profissionais da UERJ (Universidade Estadual do Rio de Janeiro) resolveu criar um projeto de pesquisa voltado ao acompanhamento da cobertura das eleições de 2014. A ideia era simples: analisar alguns dos principais veículos de imprensa do País e verificar se os espaços destinados aos candidatos estavam ou não equiparados. Daí nasceu o Manchetômetro, site que, segundo o coordenador João Feres Jr (PhD em Ciência Política), mostra que Dilma Rousseff (PT) é a presidenciável que mais “apanha” da mídia brasileira.

A publicação de um material partidário com simulação de que se trata de uma “pesquisa” séria é uma tática diversionista, e que muitas vezes é usada como apelo à autoridade. Algo como “temos aqui um PhD”, o que pode servir para “desligar” o cérebro de uma boa parte da audiência e servir como forma de aumentar o aceite de uma asserção.

Como veremos na análise do bloco a seguir, é bem provável que esses “pesquisadores” estejam usando dinheiro público (lembremos que estão na UERJ, universidade estadual) de forma totalmente leviana.

“Se você olhar nossos dados, vai ver que a mídia tende a privilegiar as manchetes negativas. Existe essa preponderância para todos os candidatos. A proporção é que é diferente. A Dilma tem muito mais notícias negativas em relação às positivas que os outros. Eles são beneficiados, traduzindo em termos mais chulos, por que a mídia bate muito mais na Dilma””, disse ele ao Terra.

O pesquisador reconhece, no entanto, que isso não é suficiente para afirmar que a presidente tem sido injustiçada na cobertura da grande mídia. Por ocupar o cargo mais alto do Poder Executivo, é natural que ela esteja mais presente na imprensa que seus concorrentes.

Dois parágrafos já são suficientes para expor a contradição de Feres. Primeiro, ele diz que a “mídia bate muito mais na Dilma”. Mas em seguida diz que não tem informação suficiente para informar que ela tem sido muito mais injustiçada. Porém, o objetivo alegado do Manchetômetro é identificar se há “equiparação de tratamento” ou não. Ora, se não é possível identificar uma injustiça de tratamento então a análise de “equiparação” simplemsente não existiu.

É impossível que um PhD não saiba disso. Qualquer analista de incidentes sabe, por exemplo, que não adianta nada apenas coletarmos um alto número de incidentes se estamos testando a desproporcionalidade do reporte de incidentes, e esse é um assunto muito sério. Por exemplo, imagine que exista uma acusação dizendo que a equipe de testes está com “picuinhas” contra os desenvolvedores do sistema K-Master, em comparação com o apontamento de bugs feitos para o sistema Timex. Apenas levantar o número de incidentes reportados não significará absolutamente nada. Vamos citar os exemplos dos sistemas mais a frente para mostrar que é impossível que Feres tenha cometido um erro de análise tão grande, motivo pelo qual podemos levantar a hipótese de fraude intelectual mesmo.

“O que vamos fazer em breve para tentar resolver essa questão é analisar a eleição de 1998, em que Fernando Henrique Cardoso concorreu à reeleição. As situações são parecidas e invertidas: antes era o PSDB concorrendo à reeleição, agora é o PT. Aí poderemos comparar melhor. Se descobrirmos que há uma diferença, vai ficar mais do que provado que é, sim, um viés da mídia. Já existem outros trabalhos que mostram que a imprensa se calou naquelas eleições, que ela publicou pouco sobre política. O que queremos é testar isso com nosso trabalho”, disse.

Mentira. Mesmo existindo um número maior de notícias para um ou outro lado isso ainda não implica em “viés da mídia”. Vou mostrar o erro logo a seguir quando ele trouxer os números, pois claramente há informações omitidas.

Ainda assim, resta a ironia: mesmo que apenas um levantamento de número de notícias a favor ou contra não provem nada, por que ele simplesmente já não fez o levantamento da eleição de 1998? Aha…

A análise do Manchetômetro é feita basicamente em três etapas. O primeiro passo da equipe é contabilizar diariamente quantas menções os três candidatos líderes das pesquisas – Dilma, Aécio Neves (PSDB) e Eduardo Campos (PSB) – têm nas chamadas de primeira página de Folha de S. Paulo, Estado de S. Paulo e O Globo. O segundo, contar em quantas notícias eles são citados durante uma edição do Jornal Nacional, na TV Globo. Por fim, deve analisar se aquelas menções foram favoráveis ou contrárias às suas respectivas campanhas. Os resultados, então, são colocados em gráficos e publicados no site.

Outro indício seríssimo de fraude. Por que apenas os três jornais foram escolhidos? Por que, em uma época do crescimento da Internet, sites como UOL, Terra e IG ficaram de fora da avaliação? Por que apenas uma única emissora foi escolhida?

Lembremos que ultimamente o governo tem selecionado alguns órgãos de mídia para atacá-los, e a Globo é sua “vítima” preferida. Há riscos de que isso poderia provocar uma retaliação temporária, o que é mais um motivo para aumentar o leque de participantes da análise, incluindo todas as revistas que vão às bancas, como Veja, Istoé, Exame e Carta Capital.

Assim, não faz o menor sentido analisar a “mídia” a partir de alguns poucos órgãos de mídia. Mas podemos prever por que ele cortou algumas publicações: é por que várias das que citei agem deliberadamente a favor do governo, e portanto, a “tese de viés” dele poderia desmoronar ainda mais rápido.

Voltando ao exemplo da gestão de incidentes: imagine, por exemplo, que estejamos avaliandos se há o tal viés contra a equipe de desenvolvimento do sistema K-Master, mas vários times de testadores são eliminados da análise de forma deliberada. Em um “estudo” são mencionadas apenas 3 das 14 equipes, principalmente por que elas testaram 2 sistemas, sendo eles o K-Master e o Timex. O problema é que o K-Master estava trazendo várias funcionalidades novas, enquanto o Timex sofria apenas manutenções corretivas.

Ora, se mais equipes de testes são omitidas da análise, e se um sistema (o K-Master) é escolhido para “proteção”, mas com a omissão da informação de que ele estava sob completa revisão (ou seja, período onde o número de bugs aumenta), nenhuma auditoria aceitaria a reclamação de que “existe um viés da Área de Qualidade contra o sistema K-Master” com essas informações.

Lembre-se que isso que estou dizendo é o básico de análise estatística corporativa. Não é nem sequer preciso de conhecimentos de gestão para saber disso. É improvável que Feres não tenha ciência de sua leviandade. No mundo corporativo, ele talvez ganhasse até uma expulsão de sala ao usar este tipo de jogo.

Em tempo: uma dica de leitura é “How to Lie With Statistics”, de Darrel Huff. A ideia não é aprender a mentir com estatísticas, mas saber se alguém está mentindo para você enquanto apresenta estatísticas. É exatamente isso que Feres está fazendo.

Sigamos, pois a coisa fica ainda mais bizarra:

 “Vou te dar um exemplo. A manchete ‘Governo de Minas Gerais constrói aeroporto em terras do tio de Aécio Neves’ obviamente é negativa para campanha dele. É isso que o integrante do grupo que a analisar vai levar em conta. Somos em 13 pessoas, sendo que 3 são responsáveis apenas por esse trabalho. Esse é um caso simples, eventualmente aparecem outros mais complicados. Nessas situações, o segundo membro faz uma análise, e os resultados são comparados. Se a dúvida persistir, eles submetem a questão ao supervisor para que seja feita a desambiguação. Vale lembrar que temos não só as categorias ‘negativa’ e ‘positiva’, mas também ‘neutra’ e ‘ambivalente’”, explicou João.

Recentemente tivemos um caso publicado aqui mostrando, com evidências, que em questões disputadas, membros de faculdades como UERJ e UFRJ tomem partido dos governistas. Também existem evidências a rodo de que a doutrinação escolar em Humanas é bastante forte.

O mero fato dessas suspeitas existirem  já coloca sob suspeitas as tais “13 pessoas, sendo que 3 são responsáveis apenas por” qualificação de notícias. Quem são essas pessoas? Elas estão doutrinadas a pensar de uma forma?

No mundo corporativo, fica fácil demais, pois qualquer testador é identificado a um incidente que ele analisou, e cada incidente pode ser contestado. Nada disso ocorre no site Manchetômetro, pois ninguém tem acesso às manchetes listadas, o nome do avaliador e nem sequer sabemos se elas foram qualificadas como “positiva” e “negativa” de maneira adequada.

De novo: o sujeito é PhD e não sabe que essas falhas são gravíssimas, principalmente quando estamos investigando acusações de “viés”? Ou ele é muito fraco tecnicamente (o que conspiraria contra as instituições que o graduaram) ou é desonesto intelectualmente.

Tem mais:

O gráfico geral do site mostra que, do primeiro dia do ano até esta terça-feira (5), Dilma foi mencionada em 195 manchetes negativas e apenas 15 positivas. Aécio, o mais equiparado, esteve em 19 negativas e 19 positivas. Eduardo, por sua vez, ficou com 16 negativas contra 11 positivas. Neutras e ambivalentes não foram disponibilizadas.

Eis o embuste de que falei logo no começo da análise. Lançar um número “de incidentes abertos” e lançar os números no ar ou pode ser qualificado como incompetência bíblica ou mau caratismo doentio.

Voltando ao exemplo da gestão de incidentes corporativa, imagine o seguinte relatório

  • K-Master:  195 bugs reportados
  • Timex: 15 bugs reportados
  • Conclusão: a equipe de testes está pegando no pé da equipe de desenvolvimento do K-Master

Quem quer que apresente um relatório tão pífio como este (ou seja, está mentindo com estatísticas) perde sua reputação. Qualquer relatório deste tipo tem que ir diretamente para a lata do lixo.

Veja um exemplo de informação razoável (e que ainda pode ser melhorada):

  • K-Master: 195 bugs reportados
  • 118 (ambiente) – 90 (nf), 28 (mt)
  • 27 (funcionalidade) – 20 (nf), 7 (mt)
  • 40 (carga/stress) – 25 (nf), 15 (mt)
  • Timex: 15 bugs reportados
  • 1 (ambiente) – 0 (nf), 1 (mt)
  • 14 (funcionalidade) – 0 (nf), 14 (mt)
  • 0 (carga/stress) – 0 (nf), 0 (mt)

Tudo bem, eu sei, não tem gráfico, mas veja o que diz este reporte diz:

  • NF = novas funcionalidades (ou seja, novas funcionalidades que foram desenvolvidas, e com maior risco de apresentar bugs)
  • MT = manutenção sistêmica (funcionalidades sistêmicas que já existiram, mas foram alteradas, e com menor risco de apresentar bugs)
  • Devido aos requisitos específicos, vários bugs foram abertos em relação aos testes de carga/stress para o K-Master, mas este aspecto não era observado no Timex
  • Foram abertos 118 bugs de ambiente para o K-Master, mas apenas 1 para o Timex, pois o ambiente do último era estável, mas não o novo.
  • No aspecto de funcionalidade (MT), porém, o dobro de bugs de funcionalidade e manutenção foi aberta para o Timex, em comparação com o K-Master.
  • Mas no mesmo aspecto de funcionalidade (mas em NF), nenhum bug foi encontrado para o Timex, mas 20 foram encontrados para o K-Master.
  • Nenhuma informação acima permite-nos saber se há “viés” da área de Qualidade em relação à equipe do K-Master. Na verdade, se fosse para identificar “birra” dos testadores, seria em relação ao Timex, pois para funcionalidades de manutenção foram encontradas duas vezes mais bugs que para as funcionalidades de manutenção do K-Master. Porém, há uma explicação lógica para isso: o K-Master teve recentemente apenas manutenções no módulo administrativo, mas toda a parte “core” era composta de novas funcionalidades, por isso espera-se o surgimento de mais bugs.

Ou seja, mesmo com esse nível de informações ainda não podemos “demitir” pessoas da equipe de teste por estarem de “birra” contra o K-Master, e acusando-as de deixar de reportar bugs para o Timex. Como é que com dados tão pouco “fatiados”, Feres está tirando conclusões  e publicando-as?

Isso que ele fez é que chamamos de serviço porco e amador. Não é tolerável nem para estagiário. Ou, é claro, ele é deliberadamente desonesto.

Se é assim, no mínimo ele deveria ter a decência de mostrar as notícias “avaliadas”, uma a uma, de forma indexada, para colocarmos a sua “avaliação” sob crivo. Quem já fez auditorias em relatórios poderia achar os “gaps” de imediato.

Além dessa análise dos candidatos, o grupo realiza diversas outras pesquisas relacionadas à mídia e esfera pública, incluindo uma chamada de “enquadramento da economia” e outra semelhante intitulada “enquadramento da política”.

Sim, vi ambas. Que não dizem absolutamente nada a respeito de qualificação e fatiamento de dados e nem sua correlação com assuntos específicos. Por exemplo, suponha que o país viva uma fase de pouco crescimento do PIB, como agora.  O aumento de notícias mencionando este pequeno crescimento deveria ter sido explicado. Não foi por que?

É claro que no mundo corporativo atual, felizmente as expulsões de sala não ocorrem mais, por medo de assédio moral. Mas é claro que uma apresentação assim seria interrompida da seguinte forma: “Desculpe a sinceridade, mas esses dados não servem de nada se não existem critérios justificados, fatiamento de resultados e nem sequer análise de tendência. Colete os dados de novo, consulte pessoas mais experientes em elaboração de indicadores, e volte na semana que vem.”

“Elas vêm de um estudo que elaboramos sobre as manifestações de 2013. Com ele, descobrimos que, desde aquele ano, a mídia tende a produzir um noticiário econômico e político extremamente negativo. Vimos que existe uma tendência de comportamento que enquadra os dois em situação de crise. É como se o Brasil estivesse em crise na economia e em crise com as instituições políticas. Isso se aproxima de uma mentira. Não estava em 2013, nem está agora. É isso que pode ser notado de novo nessas eleições. Pelo menos é isso que o Manchetômetro mostra”, finalizou.

É o tal truque socialista: “acuse-os do que fazemos”. Enquanto mente sobre seus indicadores, Feres fala que seus relatórios mostram que o Brasil não está em crise na economia, não estava em 2013, e nem está agora.

O que ocorreria se ele falasse tal disparate em uma reunião séria? Alguém o questionaria: “Mostre para mim qual gráfico está provando isso que você diz”. Ele não tem. Ele sabe que o discurso de “estamos indo bem na economia, e quaisquer protestos são injustificados” é parte da agenda do Planalto.

A única coisa que o Manchetômetro mostra é que acadêmicos chegam a entrar em campo sem nada a perder. Mas nada mesmo. Estamos diante de alguém que não se preocupa com coisas como reputação, dignidade e honra. O sujeito publica um trabalho que no mundo corporativo não seria tolerável nem para um aprendiz e ainda vem mentir em público dizendo que “os gráficos provam [o discurso do PT]”. É muita cara de pau!

É uma pena que a moral do mundo acadêmico brasileiro esteja cada vez mais sendo lançada à sarjeta por causa de um governo que demonstra o desprezo pela educação. Que um PhD se digne a tudo isso é ainda mais revelador.

Esse manchetômetro só nos mostra uma coisa: ou a UERJ está definitivamente desqualificada para o preparo de pessoas em matérias relevantes, ou estamos diante de uma pessoa específica demonstrando sua ausência de qualquer preparo no uso de estatísticas para se provar algo. Mas também existe a possibilidade dessa pessoa saber do assunto e agir de forma deliberadamente desonesta.

Por enquanto, é só isto que o Manchetômetro nos permite concluir.

Fique de olho em qualquer um que lute para ajudar o PT a implementar a censura de mídia.

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9 COMMENTS

  1. Excelente texto como sempre!ja fui parar nesse manchetômetro pelas mãos de MAV’s e a impressão que tive foi realmente essa, totalmente tendenciosa e sem critérios realmente úteis, só não sabia que isso era um projeto de um PHD, estou pasmo com o nível que isso chegou. Continue assim!

  2. Para deixar tudo ainda mais bizarro, vale notar que a autora dessa matéria se chama Elisa FERES. Convenhamos, não é um sobrenome tão comum.

  3. “Uma recente alegação política da extrema-esquerda sustenta o site Manchetômetro, o qual seria uma evidência de que a mídia tem um “viés” contra o governo.”.

    Que eu saiba a função da mídia é justamente ficar apontando TODOS os erros do governo.
    Quando a mídia critica o governo de Israel os esquerdistas adoram.
    Quando a mídia critica o governo de Dilma os esquerdistas fazem mimimi.
    Dois pesos duas medidas. Esquerdismo padrão.

  4. Nunca nem tinha ouvido falar desse “Manchetômetro” e quando li o título do post eu achei que você iria se referir àquela outra lixeira do “Diário do Centro do mundo”

  5. Luciano,

    O pessoal do mundo acadêmico usa basicamente o programa SPSS ou o Starta, este último pode ser baixado de graça pela internet. Logo, a pergunta que faço é: o Prof. Feres apresentou dados estatísticos rodados em qual dos dois programas? Apresentou variáveis (independente e dependente) utilizadas na pesquisa ou só fez referência ao “enquadramento da economia” e/ou “enquadramento da política”?

    De qualquer maneira, parabéns pela refutação bem estruturada e, portanto, consistente ao conteúdo do relatório do UERJ. Lembro que o UERJ abriga hoje uma parte daquela turma remanescente do antigo IUPERJ, um dos melhores programas de Ciência Política do país, mas, a julgar pelo “brilhante” conteúdo do relatório governista (ops!), o padrão caiu muito.


  6. ” Imprensa é oposição. O resto é armazém de secos e molhados.”
    Millôr Fernandes

    Estranho comparar/tentar achar equilibrio em manchetes entre pessoas:

    . que ocupam cargo no executivo vs cargo no legislativo

    . que ocupam cargo de alcance regional (governador) e nacional (presidente)

    . que ocupam cargo onde o número de concorrentes no mesmo nivel são totalmente díspares

    manchete envolvendo presidente 1 / 1
    manchete envolvendo governadores 1 / 27
    manchete envolvendo senadores 1 / 81
    manchete envolvendo deputados 1 / 513

    Devido a honestidade dos petralhas o indicador mais adequado é o Pilantrômetro

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