Ex-dirigentes do Khmer Vermelho são condenados à prisão perpétua. Que tal uma Comissão da Verdade internacional?

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Se há um país em que os socialistas chegaram ao estado da arte em sua implementação totalitária, este foi o Cambodja. Entre 1975 e 1978, os marxistas mataram cerca de 1 terço da população do país: foram 2 milhões de vítimas. Recentemente Nuon Chea (88 anos) e Khieu Samphan (83), líderes do Khmer Vermelho (responsável pelo massacre) foram condenados após serem julgados por crimes contra a humanidade.

Leia a notícia do Globo:

Os dois dirigentes do Khmer Vermelho de maior patente ainda vivos foram condenados, nesta quinta-feira (7), à prisão perpétua por crimes contra a humanidade, em um tribunal de Phnom Penh patrocinado pela Organização das Nações Unidas (ONU).

As penas atingem o ideólogo do regime, Nuon Chea, de 88 anos, e o ex-chefe do Estado da “Kampuchea Democrática”, Khieu Samphan, 83.

Trata-se do primeiro veredicto emblemático contra um regime que matou cerca de dois milhões de pessoas no Camboja entre 1975 e 1979.

Khieu Samphan e Nuon Chea eram julgados desde 2011 por sua responsabilidade nas atrocidades cometidas em nome de uma suposta utopia marxista.

Para obter um veredicto antes da morte dos dois acusados, o julgamento foi dividido em duas partes.

No primeiro ‘miniprocesso’, que durou três anos, a acusação se centrou nos crimes contra a humanidade representado pelos deslocamentos forçados da população durante o esvaziamento das cidades.

O segundo processo, que começou na quarta-feira (6) na presença de Khieu Samphan, mas na ausência de Nuon Chea por razões médicas, diz respeito às acusações de genocídio, aos massacres de vietnamitas e da minoria étnica dos sham, de confissão muçulmana.

Já que o PT anda tão esforçado em sua Comissão da Verdade para julgar os poucos mais de 400 terroristas mortos na época do regime militar no Brasil (enquanto nenhum terrorista é investigado, obviamente), é o momento onde podemos pedir que eles assinem um manifesto pedindo Comissões da Verdade em países como Rússia, China, Cambodja, Cuba e outros que abraçaram o socialismo e matavam em um dia o que nossos militares mataram em 15 anos.

Gostaria muito de ver a expressão deles diante da solicitação por assinatura destes manifestos. Poderíamos propor até levar os manifestos assinados (como se eles quisessem assinar – risos) à ONU.

A experiência dialética (de ver a cara deles diante dos pedidos por assinaturas)  já valeria o esforço. Sem esquecer de que as “obras maiores” do socialismo não podem ser jamais esquecidas.

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6 COMMENTS

  1. “Khieu Samphan e Nuon Chea eram julgados desde 2011 por sua responsabilidade nas atrocidades cometidas em nome de uma suposta utopia marxista.” Vê se “suposta utopia marxista” não cheira a negacionismo dessa mídia gramscista, da balela de que “Marx foi mal interpretado”, como já disse uma vez Eduardo Galeano? Mas enfim. Alguns nazistas choraram no Tribunal de Nuremberg, choraram, como na teologia, por atrição, enquanto alguns comunistas choram pela queda da URSS, como o ex-KGB – ou como ele mesmo diz, não existe ex-KGB – Vladimir Putin. Polônia, Lituânia, Geórgia e Moldávia já fizeram esse trabalho, de julgar os crimes do comunismo e destarte criminalizá-lo. Outas ex-nações soviéticas e nações acometidas por essa praga parecem ir num mesmo caminho, o que essa comissão da (meia)verdade – uma meia verdade é uma mentira inteira – no Brasil não quer averiguar. O Brasil nos arquivos de espionagem do bloco soviético – videoaula: https://www.youtube.com/watch?v=uI8e3fZHJBo.

    • Se a KGB não existe mais, eu sou Elizabeth Taylor. Me deixe, viu? Ela pode ter ido para ostracismo, mas deixar de existir… Hahaha. Com diz o baiano, eu quero é prova.

  2. A cara desses dois não nega sua maldade. Andei lendo um trecho de como foi o massacre de milhares de pessoas nesses países e fiquei enojada. Rasgavam o ventre das grávidas e penduravam os fetos em árvores. Uns facínoras.

  3. Aqui, o PC do B vai comentar essa condenação dos dirigentes do Khmer Vermelho? Ou vai preferir de novo o silêncio quando isso lhe é conveniente?

    Só para não esquecer: “O comunismo é uma relíquia do século XIX e uma prescrição para o desastre.” (Milovan Djilas).

  4. Caro Luciano, boa tarde.
    Criticar essa Comissão, presumidamente instituída para resgatar a verdade sobre o período do governo militar, reveste-se de um desafio perigoso, pois é gigantesca a possibilidade de quem a critica ser rotulado de direitista, reacionário, filhote da ditadura e outros adjetivos menos amistosos. Alguns até mesmo impublicáveis. Mas a ira dos revisores do fim do mundo pouco me incomoda. Na verdade, o que realmente me incomoda é saber que, manipulada, verdade pela metade pode prestar-se à tarefa de escamotear mentira por inteiro.
    À “turma de 67”, que se reuniu décadas depois determinada a reescrever a história moldando-a de acordo com seus desvarios ideológicos e interesses pessoais, a Nação não deve absolutamente nada. Qualquer dívida porventura acumulada foi devidamente quitada quando o governo lhes pagou o soldo milionário traduzido em indenizações que, se fundeadas na legalidade, afundam na imoralidade. A nobreza ensejada por seus convivas vulgariza-se no codinome “Bolsa-Ditadura” que a identifica e dissipa-se ante o dinheiro por eles recebido, maculado pela miséria que flagela o dia-a-dia de grande parte da população. Presumindo-se que foram regiamente recompensados, torna-se quase impossível não chegar à conclusão de que, se não há dívida, não há heróis!
    Ainda na esteira da suposição, cabe uma indagação: se a guerrilha tivesse apeado os militares do poder, qual destino seria dado a figuras proeminentes do regime deposto como, entre outros, Sarney, Maluf e Delfin Netto? Posso estar enganado, mas presumo que não estariam hoje a prestar seus serviços à causa petista e, menos ainda, ao governo eleito pelo PT.

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