Miriam Leitão coloca o PT em seu devido lugar após escândalo das edições de seus perfis vindas do Planalto

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Mais um dia se passa e mais um escândalo do PT surge. Agora que estão dando mais voz à ala fundamentalista do partido, será que eles não conseguem realmente cometer sequer uma atitude digna e ética? O escândalo da vez é o uso de computadores do Palácio do Planalto para manipular perfis de jornalistas na Wikipedia, conforme vemos na matéria da Exame de ontem, 8 de agosto:

Até perfis de jornalistas na Wikipedia teriam sido alvo de edições feitas por computadores ligados à rede do Palácio do Planalto, segundo informações do jornal O Globo de hoje.

De acordo com a reportagem, as páginas de Míriam Leitão, colunista do jornal, e Carlos Alberto Sardenberg, da CBN e Rede Globo, foram editadas por número de protocolo de internet (IP) ligado ao Planalto. As alterações, feitas em maio do ano passado, tinham o objetivo de criticar os jornalistas.

Na primeira delas, os editores que usavam a rede da Presidência relacionaram o posicionamento de Sardenberg ao fato de ele ser irmão do diretor da Febraban (Federação Brasileira de Bancos), instituição que, segundo as alterações, teria “grande interesse na manutenção de juros altos no Brasil, uma medida geralmente defendida também por Carlos Alberto Sardenberg em suas colunas”, escreveram.

Três dias depois, o mesmo IP voltou a atacar o jornalista. “A relação familiar denota um conflito de interesse em sua posição como colunista econômico”, adicionaram ao texto da Wikipedia.

A página de Míriam Leitão foi manipulada nos mesmos dias. Primeiro, para classificar as análises da colunista como desastrosas; depois, para afirmar que ela teria feito “a mais corajosa e apaixonada defesa de Daniel Dantas”.

Essas não teriam sido as primeiras vezes que computadores ligados à rede do governo editaram perfis na ferramenta. Desde 2009, o IP 200.181.15.10, ligado ao Planalto, fez 256 alterações em textos da Wikipedia. Só no governo Dilma foram quase 170 modificações. Entre elas estão edições nos perfis do Movimento Passe Livre e no de José Serra (PSDB).

Na semana passada, o jornal Folha de São Paulo relatou que o mesmo IP teria adicionado elogios ao programa Mais Médicos na página de Alexandre Padilha e excluído  um trecho que falava sobre suposto esquema de corrupção na Funasa (Fundação Nacional da Saúde) quando o ex-ministro da Saúde dirigia o órgão.

Até a diferença de idade entre Michel Temer, vice-presidente da República, e a sua esposa teria sido apagada  por computadores do Planalto. As informações de que ela foi candidata ao Miss Paulínia e de que Temer seria ligado à maçonaria também foram excluídas.

Ao Globo, o governo alegou que o IP citado corresponde ao endereço geral do servidor da rede sem fio do Palácio do Planalto. “Isso significa que qualquer pessoa que utilizou essa rede via internet móvel terá como endereço de saída este número geral de IP. Por isso, não é possível apontar com segurança a identidade de quem alterou os textos citados pela reportagem a partir deste número de IP em maio de 2013”, afirmou ao jornal.

Em página da Wikipedia é possível ver todas as contribuições do IP 200.181.15.10 desde 2009 até abril deste ano.

É oportuno vermos o ótimo texto de Miriam Leitão (uma das jornalistas atacadas pela militância virtual do PT), intitulado À Margem da Lei, publicado no Globo:

No princípio, eu me assustei como cidadã. Era difícil acreditar que da Presidência da República foram postados ataques caluniosos a pessoas, porque na democracia o aparato do Estado não pode ser usado pelo governo para atingir seus supostos adversários. A propósito: não sou adversária do governo; sou jornalista e exerço meu ofício de forma independente.

Só no segundo momento é que pensei no fato de que os ataques eram contra mim e meu colega Carlos Alberto Sardenberg. Ninguém, evidentemente, tem que concordar com o que eu escrevo ou falo no rádio e na televisão. Há, em qualquer democracia, um debate público, e eu gosto de estar nele. Mas postaram mentiras, e isso pertence ao capítulo da calúnia e difamação.

Tenho 40 anos de vida profissional e um currículo do qual me orgulho por ter lutado por ele, minuto a minuto. Acordo de madrugada, vou dormir tarde, estudo diariamente, falo com pessoas diversas, apuro, confiro dados, para que cada opinião seja baseada em fatos. Alguns temas são áridos, mas gosto de mergulhar neles para traduzi-los para o público.

Na primeira vez que um amigo me mostrou o perfil cheio de ataques na Wikipedia fiquei convencida de que era coisa de desocupados. Saber que funcionários públicos, computadores do governo, foram usados na Presidência da República para um trabalho sórdido assim foi um espanto. Uma das regras mais caras do Estado de Direito é que o grupo político que está no governo não pode usar os recursos do Estado contra pessoas das quais não gosta.

O início da minha vida profissional foi tumultuado pela perseguição da ditadura. No Espírito Santo, fui demitida de um jornal por ordem do governador Élcio Álvares. Em Brasília, fui expulsa do gabinete do então ministro Shigeaki Ueki, durante uma coletiva, porque ele não gostava das minhas perguntas e reportagens. O Palácio do Planalto não me dava credencial porque eu havia sido presa e processada pela Lei de Segurança Nacional. Aquele governo usava o Estado contra seus inimigos. E eu era, sim, inimiga do regime.

Na democracia, em todos os governos, ouvi reclamações de ministros e autoridades que eventualmente não gostaram de comentários ou colunas que fiz. Mas eram reclamações apenas, algumas me ajudaram a entender melhor um tema; outras eram desprovidas de razão. Desta vez, foi bem diferente; a atitude só é comparável com a que acontece em governos autoritários.

O Planalto afirma que não tem como saber quem foi. É ingenuidade acreditar que uma pessoa isolada, enlouquecida, resolveu, do IP da sede do governo, achincalhar jornalistas. A tese do regime militar de que os excessos eram cometidos pelos “bolsões sinceros, porém radicais” nunca fez sentido. Alguém deu ordem para que isso fosse executado. É uma política. Não é um caso fortuito. E o alvo não sou eu ou o Sardenberg. Este governo desde o princípio não soube lidar com as críticas, não entende e não gosta da imprensa independente. Tentou-se no início do primeiro mandato Lula reprimir os jornalistas através de conselhos e controles. A ideia jamais foi abandonada. Agora querem o “controle social da mídia”, um eufemismo para suprimir a liberdade de imprensa.

Sim, eu faço críticas à política econômica do governo porque ela tem posto em risco avanços duramente conquistados, tem tirado transparência dos dados fiscais, tem um desempenho lamentável, tem criado passivos a serem pagos nos futuros governos e por toda a sociedade. Isso não me transforma em inimiga. E, ainda que eu fosse, constitucionalmente o governo não tem o direito de fazer o que fez. É ilegal e imoral.

Será que isso foi um “desvio” inesperado de alguns militantes? Ou tudo faz parte de um padrão comportamental previsível de pessoas que adotam uma moral trotskista?

Quem pesquisar a seção de comentários do post tratando do assunto no Brasil247, verá uma série de discursos de ódio lançados contra Miriam. Lá ela é xingada de prostituta de aluguel da Rede Globo, comprometida com a CIA, “amiga dos Rockfeller”, p* velha, baranga e, acredite se quiser, dizem que toda a questão dos IP’s identificados como vindos do Planalto não passam de “factóide tucano para chamar atenção”. Argumentação que é bom, nada!

Quem quer que não perceba o componente psicopático da grande maioria desses comentaristas petistas, está com certeza negando a realidade de forma até leviana. Isso se não for ligado ao partido, é claro, ao menos ideologicamente (ou também ligado a partidos como PSTU, PCdoB e PSOL, além de seus sovietes). Nesses casos, temos comportamento premeditados.

O verdadeiro caráter do PT (e de seus militantes) pode ser visto em diversos momentos, como, por exemplo, quando eles elaboram suas propostas políticas. Mas esse caráter é visualizado de forma ainda mais gritante quando descobrimos e expomos suas vilezas, como ocorreu agora com a notícia do uso de computadores do Planalto para fins de assassinato de reputações.

Quem formata esse tipo de mente orientada ao discurso de ódio e aversão a qualquer forma de diálogo racional são os mentores intelectuais dos partidos de extrema-esquerda. O resultado é uma militância incapaz de qualquer forma de discussão civilizada.

Miriam Leitão acertou no alvo!

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13 COMMENTS

  1. Pois é né Mirian Leitão!!!! Quando o Reinaldo Azevedo ataca a canalha do PT, você o chama de Rotweiller!!! Agora beba da poção venenosa do PT, minha cara e jogue-se das nuvens, pois “cair das nuvens” é muito melhor do que cair do 13º andar!!!!

    • Dona Miriam Leitão achou o que tanto estava procurando! Eu não quero polemizar, mas quem tratar os narcopetistas como pessoas normais e que têm respeito pela democracia e pelas liberdades individuais, merece sofrer com as consequências de sua inépcia.

      Esse vídeo resume bem e antecipa o que acontece com qualquer um que subestima e tenta alisar qualquer narcopetista.

  2. Como pode esses jornalistas estudam tanto …Mas desconhecem o mínimo de Escola Austríaca de Economia…Um economista ou jornalista da área que nunca leu Mises, Hayek, Bastiat não saberão jamais refutar o socialismo.
    E é por isso que esses jornalistas ainda vez ou outra apoiava o PT no governo LULA…..chamou Constantino de Hidrófobo, o Reinaldo de Rotweiller…agora toma do veneno……precisa estudar mais Mises e Menos Keynes pra ver se aprende mais da vida.

    • Como é que pode, né? Tanta falta de cultura, só pode levar a essas aberrações. Parem de ler coisas que detonam a mente, esquerdistas! Vão buscar conhecimento genuíno.

  3. Levaram mais de 24 horas para anunciar a constituição de uma Comissão Sindicante para apurar o caso; é pouco ou quer mais!?

    Está mais do que na cara que quem fez esse serviço muito sujo é gente da alta cúpula do PT, peixe grande e não arraia miúda, daí a resistência em apurar o caso.

    E, claro, isso vai dar em nada. Se o PT prezasse a ética como deveria, já teria expulsado do partido José Dirceu, Delúbio Soares e Cia. mas o mantém lá, inclusive com poder decisório. Uma vergonha!!!

    • Se o PT demitir qualquer pessoa por desvio ético,deixa de ser PT.”Desvio ético” pra essa gente é quando o que eles fazem é feito por seus adversários políticos.Quer um exemplo?É só lembrar que o Molusco foi contra o Bolsa-Família

  4. O que impressiona é a pressa no se eximirem de reonsabilidades quando afirmam : (i) que os computdores foram acionados remotamente (tentativa de não admitir que o autor frequentava o interior do palácio, aplicando-se nesses nobres afazeres e (ii) que seria impossível identificar o autor dessas sandices mercê do tempo, distância ou dos recursos técnicos).
    Ora, se eu fizesse algo assim onde trabalho, por certo seria escorraçado por meus pares mas os corredores do Palácio estão ambientados e infiltrados de engajados que aplaudem iniciativas do gênero.
    Mas com certeza, a alta direção, mais uma vez, vai sugerir a demissão do mentor do malfeito e da mentira e cassar-lhe o bônus.

  5. Eu só não gostei porque o texto dá uma ideia de que a Miriam Leitão, pelo menos em seu texto, colocou a situação nos seus devidos termos.

    Ela não tem coragem para dizer o que você acabou falando no seu lugar. Miriam Leitão é cúmplice de todas as maldades narcopetistas desde sempre e se omite ou se mantém irresponsavelmente ignorante, o que, para mim, dá na mesma, tudo para se manter como importante e “incisiva” jornalista global. Ela não tem coragem para enfrentar a narcoditadura que vivemos e arriscar perder seu emprego!

    Não superestime essa reação, é puro instinto de autodefesa, nada mais do que preocupação com o próprio umbigo.

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