Igor Fuser prepara o terreno para mais fracassos da Argentina e Venezuela

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Na época do debate entre Flavio Morgensten e Igor Fuser, me foi cobrada uma avaliação do desempenho do primeiro. Como de costume, algo sempre acaba sendo esquecido no amálgama de posts que são feitos, quase sempre priorizando as notícias recentes. Foi o que ocorreu com esse debate, que pode ser acessado aqui.

Seja lá como for, não era sem tempo: Morgensten ganhou o debate de lavada, embora eu achasse que as encenações de Fuser pudessem ser denunciadas com muito mais assertividade. Na argumentação, enquanto Flavio foi muito bem, Fuser mereceu um zero bem redondo. Porém, gente assim não aprende.

Não fosse por aquele debate, Fuser seria um anônimo para mim. Infelizmente, agora ele não terá mais a sorte de passar incólume ao crivo deste blogueiro que vos escreve. Seu texto Império na ofensiva, publicado em outro site da BLOSTA, Brasil de Fato, é um exemplo de como esse pessoal da extrema-esquerda é incapaz de ser original.

Basicamente, ele vê conspirações por todos os lados, dizendo que o relatório Wolfowitz (feito por Paul Wolfowitz, um funcionário do governo norte-americano, logo após a dissolução da União Soviética) estabelecia como prioridade “prevenir o surgimento de uma nova potência capaz de desafiar os EUA em escala global” e “dissuadir ‘potenciais competidores’ de contrariar os interesses estadunidenses em qualquer região do planeta”.

Até aí tudo conforme o esperado. Não passa da ideia de alguém querendo manter sua posição. Assim como um país que ocupa a sexta posição no ranking mundial quer mantê-la ou subir de posição, quem está no topo quer ficar lá. Ver alguma conspiração nisso é demonstração de problemas mentais sérios ou alta desonestidade intelectual. Para piorar, Wolfowitz era parte do governo Bush, enquanto os demais governos norte-americanos esquerdistas usaram seu relatório como papel higiênico.

Se há uma coisa que os governos esquerdistas norte-americanos mais tem feito é lutar arduamente para dar a primeira posição à China. Portanto, quando Fuser diz que “passados mais de vinte anos, essas metas continuam a nortear a política externa dos EUA” sabemos que ele está mentindo.

Segundo ele, a questão da Ucrânia é um exemplo de influência do imperialismo norte-americano? Mas como? Na verdade, é o oposto: como previu Sarah Palin lá nos idos de 2008, a frouxidão do governo norte-americano influenciou a Rússia a invadir a Ucrânia em 2014.

Fuser diz que o imperialismo norte-americano tem uma ofensiva na América Latina. Só se for em uma dimensão paralela, pois por aqui só temos governos intervencionistas que prejudicam os investimentos norte-americanos no continente. Alias, prejudicam investidores de qualquer país, diga-se. A verdade é que a América Latina hoje tornou-se um continente esquecido para os norte-americanos. Mensagem ao sujeitinho: não atribua às suas republiquetas bolivarianas uma importância que elas não tem.

Diante de mentiras tão flagrantes, é de se imaginar se Fuser consegue escrever tudo isso seriamente ou sabe o nível de absurdo contido em suas palavras. Deve ser algo do tipo: “ah, vou escrever algo bizarro, como se fosse uma ‘big lie’, em estilo Goebbels, e esperar que meus amigos da BLOSTA propaguem como se fosse sério”.

Por que Fuser se rebaixa tanto? Qual o motivo para esse tipo de discurso enlouquecido? O trecho abaixo explica tudo:

Tanto a campanha de desestabilização do presidente Nicolás Maduro quanto a cumplicidade de Washington com o ataque dos “fundos abutres” à Argentina obedecem à mesma lógica, de dobrar a região do mundo que mais tem se mostrado insubmissa aos EUA.

É realmente impressionante a previsibilidade desse pessoal.

Quando todos sabem que a Venezuela e Argentina estão assistindo suas economias serem demolidas pelo socialismo, é preciso arrumar um culpado que não tem responsabilidade alguma no estado atual das coisas.

Para que a alegação de Fuser fosse verdadeira, teríamos que demonstrar a existência de pressão feita pelo governo norte-americano contra os bilionários de seu país para tirarem seus investimentos da Venezuela e da Argentina. Mas como fariam isso? Quais as evidências? Não há nenhuma.

No caso da Argentina, como já sabemos, o país de Cristina Kirchner agiu como mal pagador, pois até agora o juiz Thomas Griesa está esperando os representantes do país de Maradona irem lá discutir e negociar seus pagamentos.

O caso da Argentina é exatamente igual ao da Venezuela. Cristina está acostumada a não fazer absolutamente nada em prol de sua economia pois todo um batalhão de intelectuais orgânicos (como Fuser) age por toda a América Latina para dar desculpas prontas para todos os fracassos que seus governantes causam de forma deliberada aos seus países.

“A culpa é do imperialismo britânico” não passa de um clichê para que líderes socialistas consigam esconder seus fracassos por mais algum tempo enquanto aproveitam-se do poder que o estado pode prover.

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10 COMMENTS

  1. Mas isso era o óbvio que iria acontecer:

    As esquerdas vão destruir economicamente e socialmente o continente, culparão os EUA e sairão contando vitória, o que muitos irão acreditar piamente. A hecatombe latina será motivo para mais anti-americanismo, e por consequência, para mais anti-democracia.

    Seria cômico se nós não fizéssemos, juntamente, parte dessa hecatombe.

    P.S.: A palavra ‘hecatombe’, na Wikipedia em português, teve seu conteúdo alterado pelos esquerdistas. Leiam o último parágrafo, que começa com “A lembrança do Terror…”

      • Por já ter prevenção contra a Wikipedia em português, fui verificar os links disponibilizados e não encontrei no primeiro link (que explica o significado da palavra) as alterações que o segundo link aponta.

        Alguém saberia esclarecer o porquê disso?

        Esclarecendo:

        Embora o objetivo da Wikipedia seja dos mais nobres, esse tipo de fraude só serve para desacreditá-la, o que vai prejudicar justamente os “pobres” – com quem os socialistas dizem sempre se preocupar e amar – que não têm acesso a enciclopédias mais caras e mais confiáveis.

        Embora ainda use muito as citações da Wikipedia em inglês, que é melhor policiada e monitorada e naqual as fraudes, se existirem, são mais difíceis de se perenizarem, minha prevenção contra a Wikipedia em português vem desde os tempos em que, ainda crente, a vi sendo adulterada com informações erradas por um fanático religioso de minha própria religião e sendo usada para promover as crenças dele.

        Até onde pude acompanhar, foi muito difícil conseguir tirar essa informação errada da enciclopédia e mesmo assim ,a informação religiosa não foi totalmente excluída. Continua lá, sem ter nada a ver com o tipo de informação que deveria constar de uma enciclopédia meramente secular. Por exemplo, ao se acessar no verbete “Cativeiro Babilónico” (http://pt.wikipedia.org/wiki/Cativeiro_Babil%C3%B3nico), se verá que foi criado ali um item específico para a crença anticientífica de uma única religião que, para dar embasamento a suas previsões apocalípticas, mudou a data histórica do evento. Durante muito tempo a data errada, defendida por essa religião, era a data que a versão portuguêsa da Wikipedia apontava como historicamente correta.

      • erreve: Por incrível que pareça, a página foi EDITADA ONTEM, e a referência ao comunismo que citei no primeiro link foi COMPLETAMENTE removida.

        Aqui está o link da alteração:

        http://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=Hecatombe&diff=39806798&oldid=38981443

        Vou postar a referência antes da alteração (antes de 13/08/2014):

        Hecatombe:

        “A lembrança do Terror, por mais sangrento que tenho sido, não pode fazer esquecer as hecatombes que foram a Inquisição, as dragonadas, a pavorosa repressão da Comuna de 1871, a qual, somente em Paris, fez mais de 20.000 vítimas, sem que precisemos lembrar as grandes eliminações coletivas da época contemporânea” “(Olivier Blanc)”.

        Esse era um dos textos que definiam ‘Hecatombe’: “a pavorosa repressão da Comuna de 1871”.

        Confesso que tenho ódio mortal a quem tenta reescrever a história baseado em suas ideologias.

    • …no entanto, desta vez temos a internet para guardar as sandices que a esquerda falou e poder contar claramente aos nossos filhos exatamente o q aconteceu, passo a passo, desmascarando os canalhas com provas e mais provas ao alcance dum mouse…cada dia vejo mais e mais jovens pendendo para a direita, e os efeitos disso no longo prazo ainda não podem ser previstos…

  2. Esse debate foi excelente e o Flavio Morgensten ganho de lavada, á assim que devem ser enfrentados os discursos dogmáticos e descolados da realidade de todos os esquerdistas.

    Sobre o novo artigo do comissário politico dito professor, lembro de uma piada sobre a primeira lei da construção do comunismo: se necessitam dois entes para isso, um para bancar as bobagens comunistas que acabam com a economia e outro para botar a culpa. Os USA são excelentes para o segundo fim, mesmo com o socialista Hussein no poder, e para o primeiro fim pode usar os próprios USA (em cuba os USA estão bancando a economia com as remessas dos emigrados e com as vendas de alimentos, apesar de todo o discurso de independência do castro menor), mas pode ser a classe média, sempre lembrada para pagar a conta, e também culpada pelos problemas do mundo (como não lembrar do discurso raivoso da marilena chaui contra a classe média)

    No geral, é importante lembrar sempre que o socialismo e o comunismo são apenas uma religião dogmática e ortodoxa, com livros sagrados, guardiões da fê (a polícia política e os fanáticos pelo regime, como esse professor), apostoles venerados (mortos que tiveram sua história modificada para servir aos fins do dogma), catecismo, iconografia (por aqui são a estrelinha vermelha e as diversas bandeirinhas, todas vermelhas), inquisição (praticada pelo partido no poder) e líder espiritual (o castro/chavez/kim il sung/maduro/evo/lula que ocupa a cadeira/liderança enquanto é vivo). Na prática é um sistema medieval que leva inevitavelmente ao desastre econômico, cultural e social. Nesse esquema a imprensa é sempre um problema e não tem lugar, por isso nos regimes esquerdistas é sempre atacada até seu fechamento.

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