Breno Altman enlouqueceu? Veja sua proposta “inovadora” para estatização do futebol

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Hoje, a lamentável morte de Eduardo Campos tem refreado o besteirol na Internet. É normal que em um dia de tal impacto as pessoas tenham algum tipo de pudor quanto a sair publicando baixarias por aí. Mas também foi hoje, às 9:36 da manhã (três horas antes da mídia noticiar a morte de Campos), que Breno Altman, do Brasil247, publicou um dos textos mais bizarros do ano.

Leia essa coisa abaixo, intitulada Renovação do futebol só com democratização da mídia, publicada no Brasil247.

A ideia é simples, de inspiração argentina.

1. O governo amplia o orçamento da TV Brasil, nossa ainda mirrada companhia pública de televisão, em 800 milhões de reais.

2. O governo negocia com os clubes e a CBF que somente haverá negociação da dívida fiscal se os direitos de transmissão de todas as séries do campeonato brasileiro de futebol e os jogos da seleção forem vendidos a TV Brasil.

3. O Ministério das Comunicações, por portaria, obriga que a TV Brasil ocupe um dos quinze primeiros lugares do dial, tanto analógico quanto digital, em todas as cidades.

Três coelhos estariam mortos com uma só cajadada: o principal monopólio eletrônico da comunicação seria enfraquecido, aumentando a concorrência e a pluralidade; o pais passaria a ter uma televisão pública com recursos de monta, além de deter um extraordinário instrumento para alavancar tanto audiência quanto receita publicitária; as entidades do futebol passam a ter como interlocutor um agente público, não mais uma corporação privada com seus interesses meramente comerciais.

Não, mil vezes não, mas de jeito nenhum. Ninguém em sã consciência pode tentar estabelecer a Argentina como “modelo de referência”, seja em termos econômicos, seja em termos futebolísticos. Em relação a este último aspecto, os clubes estão numa draga de dar dó. A seleção do país não ganha um título desde 1986. Melhor mandar a “inspiração argentina” para a vala.

Será que ele escreveu isso de cabeça limpa ou sob efeito de entorpecentes? Ele estava sóbrio ou de cara cheia?

Mas antes de pensarmos na hipótese de drogas, bebidas ou mesmo insanidade  (ou tudo isso misturado), podemos notar que há uma esperteza acima na hora dos cifrões pulularem à tela: ele pede 800 milhões de reais em verba para essa TV Brasil poder gastar na obtenção dos direitos do futebol, ficando com os resultados financeiros de anúncios por causa das transmissões. É a definitiva estatização das transmissões de futebol, criando mais uma estatal onde pessoas que defendem ideias absurdas em prol do governo poderão aproveitar à beça. E tudo concentrado em uma emissora estatal, seguindo os ditames do governo. Breno quer nos enganar dizendo que isso daria mais “concorrência e a pluralidade”. A Petrobrás que o diga.

Como falei em meu texto Por que os libertários (queiram ou não) são de direita é muito fácil coletar evidências de que o esquerdismo não passa do inchamento estatal para dar poder a burocratas. Quando o esquerdista faz uma proposta política que seja, sempre há o objetivo de conquista de dividendos, especialmente financeiros, com sua implementação. Claro que essa verba vai para os poucos beneficiários, não para os milhares de funcionais.

Quando alguém fala em 800 milhões de verba para uma estatal, esse pessoal da BLOSTA fica com mais tesão do que cachorro diante de cadela no cio. Obviamente, Breno Altman é um homem cujas ideias são coerentes com o esquerdismo exacerbado.

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7 COMMENTS

  1. Na verdade, a Argentina não ganha nada no profissional desde 1993 (olimpíadas não contam). E pra um esquerdista é fácil falar em gastar 800 milhões de dinheiro público em futebol. Só imprimir dinheiro a rodo.

  2. Luciano, este texto apresenta toda a hipocrisia do PT em relação ao Eduardo Campos. Hoje Eduardo Campos é uma pessoa maravilhosa para o PT, mas em 1 de janeiro dizia coisas como:

    “Por um momento, desses que enchem os incautos de certezas, o governador Eduardo Campos, de Pernambuco, achou que era, enfim, o escolhido.

    “O velho Miguel Arraes, avô de Eduardo Campos, faz bem em já não estar entre nós, porque, ainda estivesse, morreria de desgosto.

    “Ao descartar a aliança com o PT e vender a alma à oposição em troca de uma probabilidade distante – a de ser presidente da República –, Campos rifou não apenas sua credibilidade política, mas se mostrou, antes de tudo, um tolo.

    “Arrisca-se, agora, a ser lembrado por ter mantido entre seus quadros um secretário de Segurança Pública, Wilson Damázio, que defendeu estupradores com o argumento de que as meninas pobres do Recife, obrigadas a fazer sexo oral com marginais da Polícia Militar, assim agiam por não resistirem ao charme da farda.

    https://www.facebook.com/pt.brasil/photos/a.106208242798893.13150.105821366170914/556552651097781/?type=1

    Depois da morte:

    “Campos, presidente do Partido Socialista Brasileiro, dedicou sua vida à política e à luta pelos menos favorecidos, em particular, pela população carente do Nordeste.

    https://www.facebook.com/pt.brasil/photos/a.106208242798893.13150.105821366170914/673266529426392/?type=1&theater

  3. O futebol argentino está tão bom que quando os jogadores e técnicos de lá recebem uma proposta do Brasil (vide o Palmeiras contratando o técnico Ricardo Gareca e com ele o zagueiro Fernando Tóbio e o meia Augustín Allione, todos do Vélez) ou do Canadá, eles saem correndo.

  4. Temos aí um estatólatra agindo no seu ápice, investindo dinheiro dos outros em um fracasso estatal já consolidado.

    Alguns dados sobre esse naufrágio petralha chamado TV Brasil

    Isso mesmo com um orçamento imenso,estimado em mais de meio bilhão de reais anuais. Ou seja, de duas a três vezes acima do orçamento da TV Cultura.

    Mesmo com maior alcance, a TV Brasil tem um índice de audiência 26% menor que a estatal paulista.
    Desde sua fundação, em 2007, a estimativa do mercado é que o governo já tenha gasto uns R$ 3
    bilhões na TV Brasil. Ou mais.

    …é que boa parte dos programas com mais (sic) audiência na TV Brasil são ou programas gerados
    pela Cultura, como o “Viola, Minha Viola”, “Cocoricó na Cidade” e “Provocações”, ou então
    produções estrangeiras (de altíssima qualidade) como a animação suíça “Pingu” (o pinguinzinho de
    massinha que faz knuck! knuck!) e a lendária “Vila Sésamo”.

    Fonte:
    http://f5.folha.uol.com.br/colunistas/ricardofeltrin/2014/08/1497516-apos-7-anos-e-r-3-bi-tv-brasil-marca-zero-no-ibope.shtml

    O pior de tudo que o produto futebol, na TV aberta, também não anda muito “bem das pernas”

    CBF apressa a liberação de Robinho para agradar a Globo. A emissora está inconformada com a baixa audiência do futebol. Nem os privilegiados Corinthians e Flamengo dão mais resultado. O momento é de pura tensão…
    http://esportes.r7.com/blogs/cosme-rimoli/cbf-apressa-a-liberacao-de-robinho-para-agradar-a-globo-a-emissora-esta-inconformada-com-a-baixa-audiencia-do-futebol-nem-os-privilegiados-corinthians-e-flamengo-dao-mais-resultado-o-momento-e-de-p-10082014/

  5. Tal proposta vem na linha do decreto 8.243 que institui os conselhos/soviets empurrando o Brasil na direção da ditadura petista. E note-se que a ideia não deve ter saído da cabeça do Breno, esse tipo de gente está aí apenas para transmitir mensagens do politburo petista e eles chamam isso de “jornalismo”.

    Daqui para frente só veremos essas maluquices sendo lançadas: estatizar isto, estatizar aquilo, como se fossem solução a todos os problemas e como se fossem novidade.

    Se estatizar funcionasse cuba e venezuela seriam um paraíso e não os infernos esquerdistas que vemos.

    E toda vez que aparecer mais uma ideia maluca do tipo esquerdista/totalitário, lembrem-se, eles não estão argumentando, apenas repetindo o dogma e tentando avançar mais um pouco na direção da ditadura totalitária que é o objetivo de sempre.

  6. Essa proposta, por ora só aventada, pode ser parte de um segundo estágio do “gramscismo de chuteiras” que suspeito existir quando vejo uma unanimidade de cronistas esportivos defendendo campeonatos de pontos corridos (mesmo eles revertendo em estádios vazios e jogos inúteis para os times na metade da tabela), menos clubes na Série A do Brasileirão (diminuindo as chances tanto de mais candidatos ao título quanto de uma área geográfica maior do país ter representantes na série principal), diminuição de estaduais (mesmo que isso signifique que algumas equipes só funcionarão uns poucos meses por ano), calendário à europeia com começo de temporada no segundo semestre do ano e fim no primeiro semestre do ano seguinte (mesmo que vá completamente contra o nosso regime climático). Diziam os tais cronistas unanimistas (e também marxistas-humanistas-neoateístas) que essas medidas (três delas já adotadas, faltando apenas o calendário à europeia) seriam a salvação de nosso futebol. E não foram, sendo que agora vemos esses mesmos cronistas reclamando de a seleção brasileira ter perdido de 7 a 1 da Alemanha, sendo que desde 2002 não ia a uma semifinal (último ano em que tivemos Brasileirão com mata-mata e estaduais propriamente ditos).
    Por que “gramscismo de chuteiras”? Porque são medidas insidiosas, que são tomadas em tese como a solução de algo, mas causam mais problemas do que aquilo a que substituem. Quem as implanta não sabe o mal que farão e por vezes, quem defende e pressiona por sua implantação não sabe também, caso seja inocente útil. Porém, o propósito é mesmo destrutivo, de maneira que ponham de joelho esse algo, principalmente se esse algo é ponto importante na cultura de um povo, como é o caso do futebol para os brasileiros. E quando uma cultura cai, mais e mais uma pessoa fica propícia a querer jogar as coisas nas costas de um governante, que ganha mais espaço naquela sociedade para se postar como o salvador da pátria.

    Logo, a derrota da seleção na Copa e os campeonatos meia-bomba que estamos vendo nos últimos tempos podem sim ser fruto de algum interesse não declarado pelos MHNs em derrubar a cultura deste país.

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