Usar o Bolsa Família como chantagem é imoral

13
100

SONY DSC

Chegou às minhas mãos um discurso de Alex Castro, um ultra-esquerdista que pode ser qualificado como o Sakamoto dos pobres. A ação política deste sujeito se baseia em usar recursos de propaganda, um mais enganoso que o outro.

Leia abaixo o que ele disse, como lembrou o membro da BLOSTA Renato Rovai, no texto “Bolsa Família”, publicado em seu site Revista Fórum:

Certas coisas não podem ser somente “diferença de opinião”: “Somos duas pessoas boas e éticas e morais e interessadas no futuro do Brasil e na felicidade das pessoas brasileiras, apenas temos uma discordância de opinião política, pois eu sou contra o bolsa família e você é a favor.”

Desculpa. Não consigo mais aceitar isso.

Não dá pra acreditar nessa hipotética pessoa boa e justa e honesta e moral e ética (podem continuar empilhando adjetivos positivos) que seja sinceramente contra que cinquenta milhões das nossas pessoas cidadãs mais vulneráveis recebam uma ajuda que vai até R$175.

Ainda mais quando, para a santa pessoa emitindo essa idônea opinião, R$175 é o que ela gasta num jantar.

Para nós, o bolsa-família é uma questão ética.

Ser contra não é só uma “discordância de opinião entre pessoas decentes”.

Ser contra é imoral. Ser contra é ser canalha.

Para início de conversa, eu não sei com que tipo de pessoas Alex Castro está acostumado a debater. Mas estes que falam “somos duas pessoas boas e éticas e morais e interessadas no futuro do Brasil e na felicidade das pessoas brasileiras” diante de um sujeito como esse são tão ingênuos quanto uma criança de 7 anos. Não mais que isso.

Como sempre tenho dito, canalhas da extrema-esquerda dependem da ingenuidade alheia para capitalizar. Eu jamais cairia no jogo de achar que há qualquer traço de interesse no futuro/felicidade humanos, ética ou moralidade em pessoas como Alex Castro. Sei que estamos diante de alguém mentindo feito sociopata.

Antes de tratarmos sua deformação ética, vamos citar um jogo que defino como “assistencialismo por chantagem”, que todo esquerdista aprendeu a fazer após ter sofrido lavagem cerebral nas mãos de um doutrinador. Para entender o jogo, visualize em X um terrorista que sequestrou uma garota de 10 anos, exigindo uma fortuna para libertá-la. O pai da garota sequestrada é Y, que não tem dinheiro para o resgate. X mata a garota. Em uma inversão da realidade, X acusa Y de não querer ver a filha viva.

Qualquer estudioso de ética abre o questionamento: X está certo em apontar a falha ética de Y por, supostamente, não ter interesse em ver a filha viva? Claro que não. Mas alguém poderia lançar a objeção: “Mas a manutenção da vida da filha de Y não seria bom? Ficar contra algo inerentemente bom como a manutenção da filha de Y é decididamente anti-ético!”.

Quem for intelectualmente honesto, notará uma omissão de fatos na análise acima, principalmente a constatação óbvia: haveria outras formas de que a filha de Y permanecesse viva além do pagamento do resgate. Primeiro, Y poderia nem sequer ter o dinheiro disponível. Mas X também poderia ter libertado a garota, desistindo do sequestro. Não é preciso de muito tutano para descobrir que não existe apenas uma forma de chegarmos à liberdade da filha de Y. Ademais, a  forma mais moral de garantir a vida da garota seria por sua libertação voluntária. E se X quiser transferir toda a culpa a Y está sendo no mínimo canalha.

Pois bem. Chegamos ao caso dos esquerdistas e o Bolsa Família. Para eles, o Bolsa Família é a única forma de dar assistência aos desfavorecidos. Isso é claramente uma mentira, pois podemos discutir formas alternativas, como um grande Rotary socialista, com o cadastro de todos os esquerdistas fazendo suas doações voluntárias. Poderia ser criado um Bolsa Família “light”, somente para atender aqueles que não foram atendidos pelo Rotary socialista. Mas este Bolsa Família “light” só existiria se as metas de atendimento do Rotary Socialista fossem alcançadas. Ou seja, se os esquerdistas deixassem de contribuir voluntariamente para este Rotary Socialista só para esperar que o estado siga fazendo o serviço, então o serviço estatal seria interrompido imediatamente. Isso cuidaria para a existência de uma pressão contínua sobre os esquerdistas. Como os direitistas já fazem mais doações voluntárias que os esquerdistas, esse programa faria uma pressão para que esses últimos fossem moralmente obrigados a assistência voluntária.

Se existem alternativas ao Bolsa Família atual, qualquer um que diga que “ficar contra o Bolsa Família é imoral, canalha” está agindo igual a um terrorista fingindo que a única forma da obtenção de um resultado positivo é por atendimento à sua exigência, que, como tal, é baseada em ameaça e coerção. E é exatamente isso que Alex Castro faz em seu texto, ao querer obrigar todos os outros a se submeterem à sua forma de coerção apenas por que isso beneficia os burocratas do estado inchado. Ao fazer isso, ele interdita quaisquer discussões de modelos alternativos ao Bolsa Família, com certeza menos coercitivos e muito mais morais.

Além de realizar uma inversão de valores típica dos terroristas (que são o pior tipo de ser humano que existe), Castro ainda se mostra logicamente limitado, ao usar expressões como “não consigo mais aceitar isso” ou “não dá para acreditar”. Ambas as expressões não passam de falácias da credulidade/incredulidade pessoal, onde alguém tenta definir algo como válido ou inválido apenas por acreditar ou desacreditar de sua validade. Logicamente, é tão tosco que fica abaixo da crítica. Se ele apenas “acha” que seus oponentes são canalhas, então ele não tem um argumento.

Em oposição às suas baixarias, melhor apresentar uma argumentação, como fiz, mostrando que há alternativas mais morais (e menos coercitivas) para o Bolsa Família. Também fica claro que, ao nos forçar à alternativa menos moral, usando para isso diversas formas de chantagem emocional, Alex Castro se mostra um verdadeiro canalha.

Anúncios

13 COMMENTS

  1. Na Inglaterra, após o estabelecimento do welfare state, reduziu-se consideravelmente as doações espontâneas para instituições de caridade independentes, substituídas pela coerção do estado, e pela criação do aparato burocrático gestor marcado pelo parasitismo, corrupção, ineficiência e opacidade. A defesa de programas assistencialistas estatais só pode ter como “argumentos” a crença ingênua e simplista, ou a pura negação cínica dos resultados apresentados pela experiência histórica real.

  2. Esse Alex Castro é um tarado pelo feminismo também. Versão ocidental das sakamotices. Costumava escrever naquele site Papo de Homem (homem marxista, feminista, de ultra esquerda metidinha a chique e morador da Vila Madalena e Leblon). Além de ser palestrante em prol do despego aos bens materiais. Cobrando módicos 50 dilmas por cabeça na entrada.

  3. O mais hilário é que toda essa gente da esquerda que serve de porta-voz do partido-religião está SEMPRE mentindo, mesmo a respeito de suas próprias convicções. A mentira tornou-se o modus operandi de suas vidas. Só esta frase:

    “Ainda mais quando, para a santa pessoa emitindo essa idônea opinião, R$175 é o que ela gasta num jantar.”

    Já basta para incriminar Alex Castro, que vive ‘viajando’ pelo Brasil, ‘ministrando palestras, encontros, workshops e eventos’ sobre o paraíso comunista, tudo com muito mais que R$175 por mês, aliás, com o meu e o seu dinheiro. A janta do esquerdinha caviar deve estar incluída nas ‘diárias’ também.

    Vejam aqui seus ‘cursos e palestras’: http://alexcastro.com.br/palestras/

    Pergunto: ele por acaso viaja de ônibus? Duvido, principalmente depois de acessar seu blog na ‘Revista Forum’ e verificar alguns anúncios de estatais, piscando no canto da tela.

  4. O engraçado é que nenhum deles se opõe a que uma fatia enorme do salário dos pobres seja usado para sustentar 40 ministérios, localizados na cidade de maior renda per capita do Brasil: Brasília.

    Sim, os pobres pagam 50% de imposto embutido nos produtos que compram além de receberem salários menores por conta do impostos que as empresas pagam (é um fato amplamente conhecido em microeconomia que os impostos pagos pelas empresas são pagos de 3 formas: lucros menores, salários menores e preços maiores. A proporção de cada um varia no espaço e no tempo).

    Só nessa brincadeira, um cara que teria o poder de compra de uns 3000 reais por mês passa a ter 1000 reais por mês e tudo isso é supostamente corrigido com essas migalhas de 100 reais por mês. É o estado querendo corrigir o problema que ele mesmo criou.

  5. Eu curtia ler o papo de homem até o dia que esse lixo começou a escrever lá…desde então,o site ficou uma bosta! e olha que,na época eu não entendia porra nenhuma de política e tal.mas nem precisa ser um especialista nesse campo pra notar as contradições no discurso dessa gente.
    teve uma vez que,o próprio dono do “papo de homem” reclamou na caixa de coments que os posts estavam ficam muito chatos e “cabeça” e o pessoal também reclama muito nas matérias desse Alex castro.

  6. Sobre o Bolsa Família:

    Em 2013, segundo seus requisitos, o programa atendia famílias com renda máxima de R$140,00 per capita, dado informado pelo Ministério do Desenvolvimento Social. O que nos mostra que, segundo o bando de dados utilizado, 50 milhões de brasileiros tem renda inferior a R$140,00.

    http://www.mds.gov.br/saladeimprensa/noticias/2013/outubro/brasil-tem-50-milhoes-de-motivos-para-comemorar-os-10-anos-do-bolsa-familia

    De acordo com os resultados da PNAD de 2012, a população brasileira com renda inferior a R$140,00 era 12,52% (8,89% na pobreza + 3,63% na extrema pobreza), o que dá cerca de 25 milhões de brasileiros.

    http://aplicacoes.mds.gov.br/sagi/MONIB2/index_all_drop_down.php?p_id=494&p_ferramentas=0&p_sem_legenda=0

    Há uma discrepância absurda entre o banco de dados do Bolsa Família e a PNAD.

    A pergunta é: como confiar nas informações de um programa onde 25 milhões de pessoas, a metade dos cadastrados, está inscrita com DADOS QUE NÃO REFLETEM A REALIDADE apontada pela PNAD?

Deixe uma resposta