Por que Jarbas Vasconcelos está certo ao dizer que Dilma não deveria ter ido ao velório de Eduardo Campos

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Como vemos no Brasil247, Jarbas Vasconcelos disse que Dilma nem sequer teria mostrado sua fuça no velório de Eduardo Campos, onde foi vaiada hoje pela manhã:

Antigo desafeto político de Eduardo Campos (PSB), senador Jarbas Vasconcelos criticou a presença da presidente Dilma Rousseff no velório do ex-governador Eduardo Campos.

“Ela não tinha nada que vir aqui. É falso. Ela não gostava mais de Eduardo, queria manter distância de Eduardo”, afirmou. “[Eu] não viria aqui para fazer uma falsidade dessas”.

Vasconcelos contestou, no entanto, vaias que teriam sido disparadas também ao ex-presidente Lula no local: “Lula gostava de Eduardo”.

Ele está certo, mas podemos ainda mais aprimorar as justificativas dadas por ele (segundo Jarbas, ela não gostava mais de Eduardo e queria manter distância).

O fato é que para o PT, por sua moral trotskista, adversários são inimigos a serem destruídos. Eles não conseguem viver sob a ética republicana. Se é dessa forma que eles encaram os adversários, qual o motivo para aparecer no velório de um deles ao morrer? A aparição assombrosa dessa gente no velório não passa de oportunismo.

Verdade seja dita, Lula conseguiu ser uma exceção à regra, pois ele sempre conseguiu manter a amizade com Campos. Ele até poderia participar, mas Dilma ali está totalmente deslocada. O papelão seria menor se ela tivesse ficado no Palácio da Alvorada.

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9 COMMENTS

  1. Meu enfoque seria um pouco diferente daquele de Jarbas. Eu diria que a presença de Dilma seria inconveniente porque uma presidente, como autoridade máxima da nação, não teria como passar incólume na ocasião. Dadas as circunstâncias trágicas do ocorrido e considerando que ela era a adversária de quem o falecido queria tomar a cadeira, as chances dela ser vaiada seriam enormes, conforme se confirmou, trazendo à cerimônia um constrangimento desnecessário.

    Quanto a Lula, eu chutaria o balde: ele também não poderia passar incólume, além de ter, há pouco tempo, comparado o falecido a Collor. Sua ausência seria um imperativo de pudor.

  2. como candidata adversaria, ex-aliada, devido a tragica morte…
    Dilma teria que ir ao velorio de qualquer maneira, sob o risco de ser ainda mais duramente criticada.
    nao teve opcao.

    • Lembrando, também, que não há obrigação protocolar do(a) presidente comparecer a velório, por mais importante que tenha sido o defunto na cena nacional.

      Quanto ao risco de ser duramente criticada, o que ela esperava? Quem entra na chuva é pra se molhar, com perdão do clichê. Qualquer pessoa que assuma um cargo público, eletivo ou não, deve se preparar para receber críticas, “moles” ou “duras”. E o mandatário máximo mais ainda, pois a gestão dele deve estar sempre submetida a toda sorte de avaliação, para o bem do país.

  3. Eles são muito caras-de-pau. Lembro de quando os dois foram ao velório de Dona Ruth Cardoso, que faleceu muito em função do falso dossiê que a presidanta forjou. Sempre achei que FHC foi muito bundão. Deveria tê-los escorraçado de lá.

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