Federais desmentem Dilma no JN, e revelam interferência do governo para reduzir combate à corrupção

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Dilma reúne-se com Tarso Genro no Palácio Piratini

Com Dilma é assim: é uma enxadada, uma minhoca. A cada enrolação que ela lançava na entrevista ontem ao JN, com certeza encontraríamos algum embuste ou, no mínimo, alguma inconsistência.

Ontem, ela disse que o governo petista havia estruturado os mecanismos de combate à corrupção. Como exemplo, ela mencionou o aumento do combate à irregularidades e maus feitos por parte da Polícia Federal, que teria recebido mais investimentos para esse fim. Será verdade?

Pois veja o post Federais desmentem afirmação de Dilma no JN e revelam interferência do governo para reduzir combate à corrupção, do site de Álvaro Dias:

Na entrevista que concedeu ao “Jornal Nacional”, realizada na noite desta segunda-feira (18) na biblioteca do Palácio da Alvorada, a presidente e candidata à reeleição, Dilma Rousseff, ao responder pergunta sobre o excesso de corrupção nas administrações do PT, disse que seu governo foi o que mais estruturou os mecanismos de combate à corrupção, citando a Polícia Federal como órgão que, segundo ela, teria elevado o combate às irregularidades e maus feitos. “A Polícia Federal, no meu governo e no do presidente Lula, ganhou imensa autonomia, para investigar, para descobrir, para prender”, disse a presidente ao responder questionamento do âncora William Bonner.

A afirmação da presidente/candidata sobre o investimento na Polícia Federal é desmentida tanto por uma pesquisa recente da Federação Nacional dos Policiais Federais (Fenapef) como em uma campanha salarial dos funcionários do órgão. A pesquisa divulgada realizada pela Fenapef aponta que a ingerência política e o enfraquecimento da Polícia Federal – por ação ou omissão dos governos do PT – são as principais causas do recuo nas investigações de impacto contra a corrupção. Coletada num universo de 1.732 servidores da PF, a pesquisa mostra que 89,37% afirmam que há controle político da instituição, 75,28% dizem ter presenciado ou ouvido algum relato de interferência político e – o mais alarmante – 94,34% acreditam que o enfraquecimento do órgão, proposital, é uma espécie de “castigo” pelo fato de investigações anteriores terem chegado a personagens que gravitam em torno do poder.

A mesma Fenapef divulgou propaganda com inserções de rádio e televisão em que critica o que eles chamam de boicote do governo federal aos cargos de agente, escrivão e papiloscopista da Polícia Federal. Vejam o que diz a campanha dos funcionários da PF: “Pedimos apoio da sociedade contra o sucateamento da Polícia Federal promovido pelo governo Dilma: o cenário de queda dos investimentos, congelamento salarial, assédio moral, interferência política, péssimas condições de trabalho e índices alarmantes de suicídios. Apesar do descaso do governo, continuaremos a lutar contra a corrupção e pela segurança da sociedade brasileira”. Não é, portanto, um cenário de estímulo à Polícia Federal, como afirmou Dilma na entrevista à TV Globo.

Aliás, quem já leu Assassinato de Reputações, escrito por Romeu Tuma Jr., não se surpreende com esses dados, que podem ser vistos no gráfico abaixo:

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Pois é. Sorte de Dilma que a entrevista durou 15 minutos apenas, pois com tantas inconsistências em relação ao que ela alega, em comparação com a realidade, seria preciso no mínimo de três horas para ela se explicar.

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2 COMMENTS

  1. O PROBLEMA É ESSE ! A POLICIA FEDERAL DENUNCIA ! O EXERCITO DENUNCIA ! A POLICIA CIVIL DENUNCIA ! A POLICIA MILITAR DENUNCIA ! OS MEDICOS DENUNCIAM !. TODO MUNDO NESSA PORRA DE PAÍS DENUNCIA ! E AI, QUEM VAI FAZER ALGUMA COISA ?????
    O CHAPOLIM COLORADO !!!???

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