Com censura de mídia é fácil: de acordo com pesquisa, mais de 60% dos venezuelanos apoiam Maduro

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A extrema-esquerda está eufórica ao afirmar o sucesso do bolivarianismo venezuelano após esta matéria do Portal Vermelho: De acordo com pesquisa, mais de 60% dos venezuelanos apoiam Maduro. Segue abaixo:

A base social de apoio ao governo não mudou seus posicionamentos, apesar dos problemas econômicos que o país enfrenta, a população não quer que o modelo de governo mude, apontou a pesquisa.

Segundo o instituto Hinterlaces, a maioria do povo venezuelano crê na implementação de um modelo regido pelo Estado e com participação da iniciativa privada. A população defende ainda que as transformações necessárias devem ser feitas sem sacrificar o legado do comandante Hugo Chávez e sem perder as conquistas sociais alcançadas durante o mandato de Nicolás Maduro.

Enquanto a liderança de Maduro aumenta, os setores opositores ocupam níveis muito baixos de respaldo e identificação com a população. Para o jornalista local José Vicente Rangel, “eles não têm nem condução, nem rumo”.

A situação da oposição se agrava ainda mais por conta de um leve crescimento da população que já não encontra nem referências, nem líderes ou propostas coerentes neste setor político.

Mais da metade dessas pessoas tomam suas decisões eleitorais de acordo com o desempenho do governo e podem ser conquistados se Maduro mostrar capacidade e resultados positivos, acredita o jornalista.

Me surpreende ver que algumas pessoas da direita ainda dizem: “Ah, se PT continuar no poder vai criar uma crise tão grande que não conseguem mais se reeleger”. Mas é exatamente o oposto, pois se o PT (o maior partido bolivariano do Brasil) priorizou a implementação da censura de mídia (além do uso de sovietes), é exatamente por saber que é preciso de “algo mais” para se perpetuar no Brasil com a chegada de uma crise.

Com a censura de mídia, é muito mais fácil transferir a responsabilidade de uma crise para agentes externos (os “imperialistas malvados”) e criar até ícones para projetar o sofrimento do povo no “sofrimento de seu líder atacado pelas forças obscuras norte-americanas”.

Precisamos de mais cuidado e menos leviandade na hora de duelar com bolivarianos. Eles dependem de análises simplificadas para confundirem os outros e se perpetuarem no poder.

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12 COMMENTS

  1. Exato Luciano. Como diria Stalin: A propaganda é a arma mais forte do partido comunista.

    Quando ele diz “propaganda” está se referindo justamente em esconder os erros do país, censurar a mídia, não permitir críticas ao partido, endeusar o partido e dizer que possui “democracia” no país bolivariano por existirem sovietes. Igual você disse.

  2. Os venezuelanos estão amordaçados, eles não podem falar o que realmente pensam. Ninguém pode estar feliz num país em falta o básico para sobreviver. Eu postei o link que o pastor Renato Vargens escreveu sobre a situação do país: penúria. Imagian, se nós, brasileiros, tivéssemos que comprar 2 pães por pessoa por falta de farinha de trigo? Ou se nossa moeda valesse pó como a moeda da Venezuela que está na cotação de 1 real para 24 bolívares? Claro que não estaríamos satisfeitos. Por isso, não acredito nem um pouco nessa pesquisa. Não passa de uma peça de propaganda.

  3. o motivo para tirar o pt do poder é não apenas melhorar o Brasil, mas incentivar a
    América Latina inteira a abandonar ou pelo menos desestimular o esquerdismo. pois quanto menos esquerdistas avacalhando o mundo, melhor.

  4. Luciano, veja esta notícia. Sim, é isso mesmo que você está lendo: quatro rapazes da Carolina do Norte desenvolveram um esmalte que, em contato com drogas usadas por malfeitores para deixarem mulheres tão inconscientes ao ponto de não saberem que estão sendo vítimas de estupro de incapaz, muda de cor quando em contato com as substâncias em questão. Uma das drogas é ilegal (GHB, também conhecido pelo mundo da música eletrônica como “gota”) e as outras duas (Xanax e Rohypnol, nomes comerciais respectivamente de alprazolam e flunitrazepam), adquiríveis em farmácias (e, imagino eu, nos Estados Unidos também se faça algo análogo ou mais duro do que nossa retenção de receita, ainda que possa haver quem burle isso).
    Como pode observar, é uma boa solução, pois invisibiliza um dispositivo para reconhecer bebida batizada. Não dá para saber se um esmalte aplicado é um Maybelline ou assemelhado comum ou se é esse esmalte. Além disso, uma mudança de cor ao pingar a bebida também poderia passar por uma decoração moderninha das unhas, uma vez que atualmente não é incomum vermos mais de um esmalte em uma mesma unha. Diríamos que fica tão invisibilizado quanto as tais drogas, que são incolores, inodoras e insípidas, mas provocam efeitos muito mais visíveis que os da unha que muda de cor para identificá-las.

    Observe-se que um dos cientistas envolvidos deixa claramente em seu nome Ankesh Madan sua ancestralidade indiana, o que nos fará lembrar das ondas de estupro no país dos gurus, ondas essas que causaram as revoltas das quais tomamos conhecimento e já se traduziram em pena de morte. Logo, é de se imaginar que ele tenha parentes por lá e também esteja pensando nas moças que usam sári em vez de minissaia. O quarteto busca doações para viabilizar seu projeto e acredito que conseguirão, ainda mais após terem sido notícia no Business Insider.
    E por que estaria falando dessa tecnologia ainda em vias de viabilização em um blog cujo assunto é combate ao marxismo-humanismo-neoateísmo? Porque estamos falando de estupro e, como sabemos, feministas agarraram-se a isso mais do que uma lêndea em um fio de cabelo ou uma sanguessuga na pele de alguém que atravessou um brejo. No caso, temos uma tal de Jenny Kutner reclamando da tal invenção, como poderemos traduzir abaixo:

    (o projeto) Undercover Colors parece estar tendo uma abordagem crítica, enquanto também tenta oferecer assistência prática em relação a um problema persistente. ‘Por meio desse esmalte e tecnologias similares, esperamos deixar perpetradores em potencial com medo de batizar a bebida de uma mulher porque agora há um risco maior de serem pegos’, a equipe explica. Efetivamente, queremos mudar o medo das vítimas para os algozes.
    Ainda há espaço para mais ceticismo em relação a um método de prevenção de estupros por meio de mais medo e estigma – ainda que estigma em relação a praticar abuso sexual, não em sobreviver a um – em vez de pela educação. Além disso, dispositivos como o Undercover Colors levantam questões sobre o custo de lucrar sobre a prevenção ao estupro. Isso é realmente um mercado que que devemos continuar aplaudindo a entrada de empreendedores (notavelmente os homens)? Ou esses recursos deveriam ser mais bem aplicados tentando educar as pessoas a não estuprar?

    O que dá para extrair dessa história toda?

    1) Recursos para adquirir esmalte sempre existirão e não acho que uma mulher ligaria em pagar mais por um esmalte que ajude a evitar estupro;

    2) Gasta-se muito menos comprando um vidrinho de esmalte do que montando-se uma grande estrutura que supostamente preveniria estupro ao educar homens para não estuprar (o que parte do pressuposto que se eles não forem educados, iriam estuprar), que pega impostos pagos por todos, até de homens que sabem ser errado o estupro sem precisar de qualquer educação formal;

    3) Menos traumático que um estupro (ou, pior, estupro de incapaz devido ao uso de drogas que não tem como identificar) é evitar que um estupro aconteça. Logo, isso significa um menor número de mulheres traumatizadas e menos escopo de ação para estupradores (que teriam de passar para ações de emboscada, que demandam mais esforço do que drogar uma vítima);

    4) Uma mulher que constatasse que sua bebida não está contaminada teria um testemunho a mais em favor daquele homem que a aborda, o que poderia desfazer em sua cabeça a ideia de que homens são estupradores em potencial e aí enfraquecendo a pregação feminista;

    5) Menos estupros pelo fato de eles serem prevenidos antes de acontecer e com uma cultura que de fato empodera uma mulher para prevenir-se de maus elementos significa a longo prazo menos gastos remediando as consequências do estupro ocorrido. E, como sabemos, além das normais e esperadas estruturas de redução de danos causados pelos estupros (estrutura de polícia, psicologia e prevenção de gravidez e AIDS por meio de pílulas) existem as estruturas que muito lucrariam se mais estupros acontecessem (entenda-se aí ONGs feministas que muito lucram com paranoia sobre o assunto e querem porque querem definições mais absurdas que a sueca para estupro). Caso mulheres possam prevenir estupro por meios próprios, menos estupros acontecem e mais capacitada estará essa mulher. Porém, menos grana recebem as ONGs e menos ainda recebem as tais estruturas que supostamente preveniriam estupro ao tentar ensinar homens a não estuprar;

    6) Ainda que seja o mesmo dinheiro, o dinheiro de uma mulher que compra esmalte está sendo usado em contexto diferente daquele das pessoas jurídicas que por acaso caiam no canto de sereia de financiar ONGs feministas. Um gera emprego e produtos, enquanto outro só gera mesmo empregos, considerando-se a existência dos ongueiros profissionais e funcionários públicos especialmente contratados para supostamente tentar reduzir estupros via sala de aula;

    7) O esmalte que muda de cor parte do princípio de algo comprovado para reduzir estupros, enquanto a educação de homens para não estuprar parte de um experimentalismo que não tem como ser empiricamente comprovado e que demoniza e desumaniza um setor da população;

    8) O dinheiro gasto em esmalte mantém pessoas trabalhando e, no caso desse Undercover Colors, também ajuda a evitar a ocorrência de crimes. Já a grana despejada em aulas que supostamente ensinem homens a não estuprar pode até manter pessoas trabalhando (educadores com teorias mirabolantes do mais puro MHN). Ainda que tanto funcionários de fábrica de esmalte quanto educadores usem a grana que ganham para comprar bens e serviços, um de fato está oferecendo um bem para o qual de fato há desejo de consumir, enquanto o outro está fornecendo um serviço para o qual não há demanda de fato, seja pelo fato de que homens que não estupram continuariam sem estuprar independente de terem ou não aulinhas na escola, seja pelo fato de que estupradores dão de ombros para as tais aulinhas e riem da cara de quem diz para eles não estuprarem;

    9) De alguma forma, tanto mulheres comuns que comprassem esmalte antiestupro quanto feministas que querem educar homens para não estuprar precisam de dinheiro para fazerem o que fazem. Porém, como sabemos, o esmalte é muito mais barato do que verbas para ONGs feministas, pois essas últimas também demandam grana de quem não compraria esmalte;

    10) Logo, podemos considerar de alguma forma que a grita das feministas seja análoga à grita de atravessadores de mercado de peixe quando as comunidades das quais compram o peixe para revendê-lo bem mais caro passam elas próprias a vender os peixes diretamente para os clientes. E, de certa forma, elas também podem estar rosnando por verem que podem perder grana com uma invenção que evite a ocorrência de estupros sobre os quais possam fazer grita (ainda teriam o terrorismo do estuprador que pega vítimas na rua ou o maior terror ainda de semear desconfiança entre familiares e amigos, mas essas são situações mais fáceis de se evitar do que uma droga incolor);

    11) Logo, podemos considerar que quanto mais estupros ocorrerem, melhor ficará para as feministas continuarem a pregar sua ladainha e mais emprego em setores não produtivos serão gerados (leia-se aí pregação ideológica).

    Entre o esmalte que identifica bebida batizada e Marchas das Vadias, com certeza fico pelo lado da ciência, ainda mais quando esta pode ajudar a cortar fontes de financiamento para entidades MHNs. Aliás, se virmos a página dos inventores, temos inclusive a sugestão de uma base à Casco de Cavalo que permitisse de maneira ainda mais discreta que também homens pudessem identificar bebidas batizadas (podendo aí evitar “boa noite, Cinderela” e estupros, que também são praticados contra homens e ficariam ainda mais fáceis de serem praticados contra homens drogados). Logo, também seria uma ajuda a homens para não serem vitimados, ainda mais pensando que uma sociedade gramscianizada os estigmatiza ainda mais pelo simples fato de serem homens.
    Assim sendo, vamos considerar que reações MHN-luditas a novas tecnologias sejam uma forma de evitar que seus negócios sejam fechados por novos paradigmas. Se a tecnologia tornará MHNs tão coisa do passado quanto datilógrafos, não creio, pois esses sempre se reinventam.

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