Votar em Marina ou Dilma em um hipotético segundo turno? Resposta de Reinaldo Azevedo: “em ninguém”. Ele está certo ao agir assim?

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Muitos se questionam sobre como foi tão fácil a esquerda chegar ao poder ao longo dos últimos 50 anos pela via democrática. Às vezes surgem explicações mirabolantes, como “os Illuminati estão por trás de tudo” ou “as estratégias das tesouras já armaram tudo, conforme-se, hahaha” e coisas do tipo. É muito mais fácil fazer isso em vez de olharmos para nós mesmos, direitistas, na tentativa de entender o que temos feito de errado.

O PT chegou ao poder fazendo aliança com o demônio, enquanto muitos de nós ainda nos recusamos a discutir essa eleição em termos estratégicos, discutindo planos B e coisas do tipo, além de táticas legítimas como voto útil. É por isso que quando eu disse que se um dia os bolivarianos implementarem a ditadura no Brasil, só nos resta aplaudi-los por sua superioridade estratégica e tática. E avaliar se assim, na dor, aprendemos uma coisa ou duas. Meu esforço é direcionado para evitar que cheguemos a este estágio.

Quando eu lancei textos recentes apoiando o voto em Marina em um segundo turno, meu maior objetivo foi abrir uma discussão que jamais via sendo feita: analisar uma eleição sob o prisma estratégico. Se a direita conseguir fazer isso, já é uma baita evolução. Infelizmente, o que tenho mais visto é o ego superando a estratégia.

Eu sempre admirei o trabalho de Reinaldo Azevedo, mas não posso deixar de criticar o texto Por que jamais votaria em Marina Silva nem que ela viesse a disputar o segundo turno com Dilma: ou vôo cego de um avião sem dono, para o qual farei algumas objeções.

Comecemos:

Jamais votaria em Marina Silva. Já expus aqui alguns dos meus motivos. […] Desde que me ocupo da política, como jornalista, meu esforço é para tirá-la do terreno da mitologia e trazê-la para o da razão — inclusive o da razão prática. “Poderia votar em Dilma contra Marina, Reinaldo?” Também é impossível. Os petistas me incluíram numa lista negra de jornalistas. Eles querem a minha cabeça e, se pudessem, pediriam a meus patrões que me botassem na rua. Desconfio até que já tenham pedido — não sei. Mas não levaram. Não sou suicida. Não me ofereço àqueles que se pretendem meus feitores. Mas, reitero, nem tudo o que não é PT me serve — e Marina não me serve. Mais: acho que alguns de seus ditos “conselheiros” estão perdendo o juízo e querendo se comportar como os Catões da República.

O que a direita ainda precisa entender é que a discussão entre Marina e Dilma em um segundo turno também deve ser avaliada sob parâmetros racionais, o que é justamente o que Reinaldo nos promete, mas infelizmente não cumpre. Quando alguém reconhece existir duas opções, A ou B, ambas gerando riscos e consequentes impactos, no momento de definir A=B deve apresentar um argumento nesse sentido.

Foi exatamente este o tom deste blog a todo momento: eu lancei uma proposta e deixei o campo argumentativo aberto para a proposta alternativa, e até para a proposta mais ousada, a de A=B. Quando se diz para votar em Marina contra Dilma, apresenta-se argumentos, e o mesmo deve ser feito quando a opção apresentada é Dilma contra Marina. Mas quando a opção apresentada é o voto nulo (ou seja, A=B) é preciso de argumentos ainda mais robustos na direção de mostrar que as duas opções geram riscos e impactos similares.

Quando Reinaldo diz que devemos optar pela terceira opção, ele promove sem querer a reeleição de Dilma, mesmo propondo o voto nulo. Como poderia ser isso? Simples: no momento em que existe uma ameaça mais presente e materializada (e aqui temos um linguajar que não deve surpreender ninguém que já tenha atuado em gestão de riscos, mas quem não atua já deve ter pego o jeitão da coisa), igualar opções significa tratar um risco materializado como um risco não tão materializado.

Imagine que um castelo esteja prestes a ser invadido pelo exército adversário, que está aos portões. E que também existe uma possível aliança de outro reino, a 500 milhas dali, que pode se converter em uma nova brigada para invadir o local. Quando é tomada uma decisão por investir os mesmos esforços para combater as duas ameaças, significa a decisão onde igualamos A com B, uma das mais ousadas em gestão de riscos, pois todos que fazem isso decidem retirar esforços na contenção da ameaça presente em prol de uma hipótese.

Quando alguém diz “é tudo a mesma coisa, bitch” deve ter argumentos fortes, pois os resultados da decisão impactarão a todos. E o mesmo discursante igualando ambas as opções deve ter ciência de optar por não tratar o risco materializado (que, como sabemos, é um ex-risco, agora uma certeza) em detrimento de uma hipótese abstrata. Para piorar, no exemplo da invasão do castelo, não temos a conjugação de A com B. Ou é um ou é outro.

A gestão de riscos é uma das áreas mais fascinantes especialmente para a gestão de TI. Por isso, recomendo análises de risco sem moderação quando tomamos qualquer decisão estratégico-tática. Neste tipo de análise, somos obrigados a mudar a forma de ver o mundo. É ali que descobrimos que o voto nulo é sempre uma decisão afirmando a escolha pela opção mais presente, quer reconheçamos isso ou não.

Sigamos:

Marina Silva não é candidata a presidente da República, mas a papisa de uma seita herética — e suas heresias são praticadas contra a democracia representativa. Ela não concede entrevistas. Seus cardeais falam por ela. À Folha, quem garantiu a independência do Banco Central foi Maria Alice Setubal. Já expliquei e insisto: se o sócio de um grande banco viesse a fazer tal promessa como porta-voz do tucano Aécio Neves ou da petista Dilma Rousseff, nós, da imprensa, não perdoaríamos o deslize. Como se trata de Marina, parece evidência de sabedoria. Tenham paciência! Banqueiros não podem fazer política? Podem e devem. Mas convém não misturar carne com leite nessas coisas. E ponto.

Eu também achei muito estranho usar Maria Alice Setúbal para falar em nome da candidata. Em termos de estratégia política, isso pode ser usado contra ela, inclusive. Mas ainda não entendo como isso configuraria um risco tão grande e próximo de materialização como o PT. Esse discurso de Reinaldo está mais próximo de uma racionalização de última hora do que uma argumentação de riscos bem sustentada.

E o homem vai adiante. O sonho de Giannetti — que não me parece muito distante, mutatis mutandis, de todos aqueles que sonharam com um Rei Filósofo, com um Déspota Filósofo… — é juntar os bons de um lado para isolar os maus de outro. Ele pega carona na fácil demonização do PMDB. Dá a entender que essa é a força que tem de ficar do outro lado da trincheira. Marina, então, seria eleita pelo PSB, com o apoio de FHC e Lula e outras almas superiores do Congresso, uma conspiração dos éticos se formaria e pronto! Tudo estaria resolvido. Tão fácil que a gente lamenta que tantos estúpidos não tenham pensado nisso antes, né?

É bem óbvio que o discurso de Giannetti está mais próximo de uma técnica que de uma declaração de intenções. Ademais, é óbvio demais que Marina, como a candidata mais “independente”, tem maior potencial para se apresentar como aquela a “superar a política”. Em termos políticos, os marqueteiros do PSB tomaram uma decisão correta. Só isso.

E isso não significa ainda um maior risco de totalitarismo com a eleição de Marina do que de Dilma.

É mesmo? Será que o PMDB, ao longo da história, tem sido só um problema? Então vamos ver. Marina Silva apoia o Decreto 8.243, aquele que nem é exatamente de Dilma, mas de Gilberto Carvalho. No horizonte da turma que defende esse lixo autoritário, está, inclusive, o controle da imprensa, sim, senhores!, por conselhos populares. Marina não vê mal nenhum nisso porque, afinal, já deixou claro, não dá bola para partidos ou para instâncias formais de representação. O PMDB pode não ser exatamente um convento de freiras dos pés descalços, mas lembro que o partido, em seu congresso, apoiou uma das mais claras e fortes resoluções contra qualquer forma de censura à imprensa. Sugerir que o PMDB atrapalha a democracia ou a torna ingovernável é mais do que um erro; é uma mentira.

Como próprio Reinaldo foi obrigado a reconhecer, a posição de Marina em relação ao Decreto 8243 foi tímida. Disse ela: “O documento a que tiveram acesso não é o documento que eu e o Eduardo revisamos. Então, não posso falar de coisas que não são do documento oficial da campanha”. Quer dizer, aquilo que é bandeira de um partido (o PT) ainda é apenas uma proposta vaga para o PSB, e ainda assim muito provavelmente por pressão de seus militantes. Veja que eu não estou caindo na ilusão de inocentar Marina, mas reconhecendo um fato: o partido ainda está engatinhando na proposição aberta de uma ditadura. Enquanto isso, o PT tomou isso como sua bandeira. Tente falar com qualquer petista sobre levar a proposta do Decreto 8243 para o Congresso. Você ganhará um inimigo. É o mesmo com PSB? Muito difícil.

Em relação à presença de Lula e FHC no governo de Marina, é claro que tudo não passa de uma grande gozação. Mas também um frame de “superação da política”.

Quanto ao PMDB, o partido é avacalhado não apenas por Marina, como principalmente pelos próprios petistas. É como eu digo: viraram mulher de malandro. Por exemplo, o Congresso estava prestes a rejeitar o Decreto 8243. Coordenados por Gilberto Carvalho, os partidos verdadeiramente aliados (como PCdoB, PSOL e PSTU) ajudaram a esvaziar o quórum e cancelar a votação. Ou seja, em desafio ao PMDB o Decreto 8243 continua em vigor. Mas o PMDB não é aliado do PT? Não, não é. É mulher de malandro. “Aliado” do PT , o PMDB foi ridicularizado e feito de trouxa em relação ao Decreto 8243. E falar mal deles não é um problema, pois coisas assim retiram a dignidade de pessoas ou grupos. Como estão desonrados, creio que eles mesmos não se importam de virar a Geni de todos os partidos, especialmente o PT. Foi o próprio PMDB que escolheu isso.

Mesmo assim, nada disso diz qualquer coisa em favor ou contra um maior risco do PSB para nós.

Marina carrega nas tintas de uma espécie de messianismo pós-moderno, assim, meio holístico-maluco-beleza. A VEJA desta semana a traz na capa. A reportagem, qualquer um pode constatar, não lhe é nada hostil. A figura desenhada nas páginas chega a ser simpática. Um trecho, no entanto, chamou especialmente a minha atenção.

No dia 18, 30 membros da Rede se reuniram em São Paulo para discutir a morte de Campos. Debate político? Claro que não! Isso é coisa superada. Era um papo de outra natureza. Depois de cada um dizer o que sentia, eles se dividiram em trios para escrever palavras para confortar… Marina!!!

Messianismo é apenas tática de propaganda, usada mais por Lula do que por Marina. Ponto. A análise de riscos de Reinaldo surpreendentemente está enviesada contra Marina. Já em relação a como eles confortaram Marina, é difícil imaginar como isso se torne um problema. Não devia nem sequer ser um assunto.

Não caio nessa, sob pretexto nenhum — nem mesmo “para tirar o PT de lá”. Na democracia, voto útil é voto inútil. Se Deus me submetesse à provação — espero que não aconteça — de ter de escolher entre Dilma e Marina, escolheria gloriosamente “nenhuma”! Se a turma do coquetel Molotov estava sem candidata e agora encontrou a sua, eu, que sou um partidário da democracia representativa e das instituições democráticas, deixarei claro, nessa hipótese, que estarei sem candidato no segundo turno. Mas torço e até rezo para que o Brasil seja poupado.

Esse é um discurso totalmente irracional. Reinaldo lança um “voto útil é voto inútil”, que não passa de uma frase de efeito sem o menor sentido. Alias, outra forma de se referir ao voto útil é voto tático. Em alguns casos ele é chamado de voto estratégico. Estratégia e tática são visões racionais sobre decisões e cursos de ação. Quando ele diz que “entre Dilma e Marina, escolheria gloriosamente ‘nenhuma'” essa é uma frase sem conexão com a realidade, pois sendo Dilma a ameaça presente, o voto nulo é a opção deliberada por mantê-la no poder.

Se ele diz ser “partidário da democracia representativa e das instituições democráticas”, entra em conflito com isso próprio ao defender uma ideia que ajude o maior adversário (em termos de risco materializado) contra a democracia representativa e as instituições democráticas. Pode até surgir o discurso dizendo que “Marina gosta do Decreto 8243”, mas isso ainda não prova que ela tenha a mesma competência, sangue frio, poder, alianças, elite psicopática e outros fatores para levá-lo adiante com igual dosagem de dissimulação a do PT. Simples assim.

Ele diz que reza para que o “Brasil seja poupado”, mas evitar pensar sobre algo não muda a realidade. Não existe planejamento de ações (e os esquerdistas sabem fazer isso muito bem) que não avalie planos B.

Marina Silva? Não! Muito obrigado! Não quero! “Ah, mas ela pode ser eleita e fazer um grande governo…” É, tudo pode acontecer. Não tenho bola de cristal. Quando voto, levo em conta o passado dos candidatos, suas utopias, suas prefigurações, sua visão de mundo, o apreço que têm pela democracia, a factibilidade de suas propostas.

Observe os critérios utilizados por Reinaldo Azevedo: “levo em conta o passado dos candidatos, suas utopias, suas prefigurações, sua visão de mundo, o apreço que têm pela democracia, a factibilidade de suas propostas”.

Isso é um absurdo inaceitável! Todos os fatores avaliados por ele tem relação com “intenção”. Não existe análise de indivíduos e grupos que queira ser levada a sério em termos estratégicos que vá por esse caminho.

Querem um exemplo? Vamos escolher o CEO de uma nova start-up. Para isso escolhemos alguém que já tenha conquistado resultados, promovido alianças, demonstrado experiência e teve seu comportamento avaliado em situações de pressão. E, é claro, sua visão de mundo. Em seguida avaliamos um garoto que tem a mesma visão de mundo que o primeiro candidato. Basta para dizermos “dá tudo no mesmo, bitch”? Claro que não! Isso é leviandade. Não é justo agirmos assim? Existem investidores, funcionários e um ambiente que serão afetados por esse tipo de leviandade.

Reinaldo se entregou ao declarar os fatores pelos quais não votaria em Marina Silva. Ele simplesmente se recusou a pensar estrategicamente em uma decisão que pode comprometer a democracia do Brasil. É justo que um analista tão influente faça isso? É moral que ele aja assim? Já de cara aviso que muitos dos leitores estão “concordando inteiramente” com as palavras de efeito de Reinaldo em prol do voto nulo.

Os idiotas que acham que sou antipetista a ponto de votar até num sapo se o PT estiver do outro lado nunca entenderam direito o que penso. Em dilemas que são de natureza moral, não havendo o ótimo, a obrigação é escolher o caminho menos danoso. Na democracia, felizmente, temos a possibilidade de recusar o ruim e o pior.

Observem o quanto ele entra em contradição consigo próprio. Se ele não tem condições de apresentar razões para um voto nulo (e as que ele apresentou já não servem, pois avaliação “por intenção” é algo mais obsoleto que disco de vinil), significa que deliberadamente escolhe o caminho mais danoso, ao ter uma opção e se recusar a fazê-la.

Este blog, em direção diametralmente oposta, mantém a cabeça aberta: no primeiro turno, votarei em Aécio, e, nesse andar da carruagem, votarei em Marina no segundo. Mas eu também posso ser convencido a votar em Dilma, também no segundo turno. Como isso?

Se alguém me provar que Marina é mais capaz de implementar uma ditadura em curto espaço de tempo (garantir o Decreto 8243 e implementar censura de mídia) em comparação com Dilma, posso até pensar em votar nesta última. Mas eu jamais seria leviano de avaliá-las por “intenção”. Os critérios de avaliação do risco de totalitarismo incluem não apenas intenção, mas também capacidade, equipe, projeto, andamento do projeto, presença de uma elite psicopática e coisas do tipo.

E o tal voto nulo? Não. É imoral demais. A não ser, é claro, que consigam comprovar com boa argumentação que os riscos são similares.

O que importa é que o jogo de pôquer começou para a direita. Após as eleições, se Dilma conseguir manter seu Decreto 8243, Reinaldo terá que assumir sua corresponsabilidade. E temos que cobrar isso. Mas eu posso estar errado e Marina conseguir implementar o mesmo decreto rapidamente. Eu com certeza serei cobrado por essa decisão. E quanto ao voto nulo? Quem optar por isso assume a corresponsabilidade pelos resultados presentes.

Parabenizo Reinaldo Azevedo por ter sido tão ousado em fazer suas apostas, mas discordo frontalmente de seus argumentos. Acho que não vale a pena arriscar sua reputação com argumentos tão pouco embasados.

Esse é o lado mais fascinante da estratégia política, onde não existem certezas, mas apostas. Mas devemos cada vez mais cobrar responsabilidade de qualquer formado de opinião da direita. Nós não estamos brincando. Estamos discutindo o risco para a democracia da maior nação da América Latina.

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74 COMMENTS

  1. Luciano, a Marina não tem base no Congresso. E é a favor do decreto 8243. Esse decreto, caso aprovado, vai beneficiar o projeto bolivariano do PT. Não vai ser a Rede ou PSB quem vai se beneficiar. O PT vai se juntar à Marina para aprovar logo isso pois é ele quem vai ficar com o poder pois é ele quem domina esses tais de soviets. Acho que vamos dançar da mesma maneira, tanto faz a Dilma ou a Marina. Nesse ponto, anular o voto ou não vai dar na mesma: teremos o 8243 aprovado e a ditadura estabelecida!

    • Luiz Otávio,

      Mas meu texto já trata da avaliação por intenção. O que Marina é a favor ou não não implica no que ela tem CAPACIDADE, CONDIÇÕES, ELITE PSICOPÁTICA, PROJETO E IMPLEMENTAÇÃO para fazer.

      O “tanto faz” é leviano se não avaliar TODOS ESTES ASPECTOS.

      Abs,

      LH

      • Luciano, na medida em que os valores assumidos por Marina Silva coincidem, historicamente, com os valores assumidos pelo PT em suas origens, ela fará aliança com qualquer um que reze na cartilha da Rede, inclusive com o próprio PT, tudo com cara de boa moça, ética e irrepreensível.
        Devemos considerar que Marina jamais questionou os valores “progressistas” do PT, ao contrário, ela questionou o partido tê-los abandonado (ao menos na percepção dela) para assumir o governo em nível nacional e agora se apresenta como paladina dessa agenda.
        Muitos dos sonhadores que apostaram suas fichas no Lula e votavam em Aécio por falta de opção não desacreditaram do misticismo esquerdista e por isso agora migram para Marina, representante da utopia da esquerda, que o PT, na cabecinha deles, teria abandonado. Ou seja, Marina representa, na prática, a mesma agenda petista sem a pecha da corrupção.
        Em termos de análise política, não podemos subestimar a força desproporcional do aparelhamento ideológico da sociedade, sobretudo entre os mais jovens. Não tenho dúvidas: essa força migrará para Marina Silva, pois traduz os mesmos vetores esquerdistas. Por isso, temo que ela consiga os meios de que o PT dispõe muito mais rapidamente do que imaginamos.
        Optar entre Dilma e Marina é estar entre a cruz e a caldeirinha. E infelizmente esse parece ser o futuro, pois o PSDB de Aécio, além péssimo na propaganda política, não tem praticamente militância alguma.
        Na minha opinião, o único legado positivo para sociedade caso Marina seja eleita será a frustração de muitos sonhadores esquerdistas, tal e qual ocorreu nesses 12 anos de PT. E talvez esse seja o único caminho para que a direita acorde em termos políticos. Caminho árduo, porém necessário.
        Minha crítica à sua análise consiste em vc subestimar a força do aparelhamento ideológico no campo social e o quanto esse aparelhamento influencia o meio político partidário.
        Marina, eleita, aglutinará em sua pessoa a utopia esquerdista se apresentará como resposta à decepção com o PT.
        Até que se dê mais passos rumo à bolivarianização do Brasil, e que venha a inevitável decepção, não há partido algum que possa aplacar Marina Silva de mãos dadas com militantes ensandecidos e “movimentos sociais”.

      • Existem aspectos em sua análise que eu já tratei
        1 – alinhamento ideológico
        2 – possível aliança com o PT

        Em relação ao 1, eu questiono a competência dela em fazer o que o PT já faz em termos de projeto totalitário. Em relação ao item 2, esta é uma hipótese.

        Se 1 e 2 realmente se concretizarem, aí sim seria “seis por meia dúzia”, ou algo próximo disto.

        Entretanto, já temos 1 e 2 com o PT.

        Aí retornamos ao meu primeiro texto sobre a opção pelo duvidoso ao invés do certo.

      • Haja paciência….
        tenho observado nas redes sociais e o pessoal parece ter problemas mentais pra não entender algo tão simples.

        Não é nem a questão de “trocar seis por meia dúzia”. A questão é de QUANTO TEMPO o “seis” ou “meia dúzia” será implementado.

        Está todo mundo focando na ideologia do candidato, e a coisa não é tão simplista assim. Marina contra o PT, vai ter que realizar ‘coligações’ pra receber apoio da oposição. Se ela ganhar do PT, a FACILIDADE de submeter pressão no governo SERÁ MAIOR . Será que é preciso desenhar???

        O atraso da agenda do PT é inevitável seja com Aécio ou com Marina.
        Com Aécio….pode-se imaginar que esse atraso será maior.
        Com Marina, será possível aumentar massivamente a denunciação do aparelhamento petista, quando mesmo fora do governo vão tentar manipular sua “cria ideológica” (Marina).

        ——-

        O grande problema será se Marina não for pra segundo turno, e der apoio ao PT……já pensaram nisso ???????

        Ela já puxou muitos votos que seriam de Campos — e que pendiam a uma aliança posterior com Aécio —– Mas marina é avessa à Aécio, e esses votos posteriores podem ser redirecionados para quem?….. para quem?…..isso mesmo….Dilma.

        Ou Aécio ganha no primeiro turno (e pra isso vai ter que despedir os burros que trabalham pra ele), ou poderemos ter uma reviravolta desastrosa caso o segundo turno seja entre Aécio e Dilma.

        ——

        LUCIANO:
        “Quando ele diz que “entre Dilma e Marina, escolheria gloriosamente ‘nenhuma’” essa é uma frase sem conexão com a realidade, pois sendo Dilma a ameaça presente, o voto nulo é a opção deliberada por mantê-la no poder.”

        Muito pelo contrário, essa frase é a representação máxima da REALIDADE HISTÓRICA onde uma direita torpe, frescurenta e cheia de mimimi….se reservou o direito de NÃO FAZER ABSOLUTAMENTE NADA, enquanto uma série de militantes e comprados sempre irão votar nos seus “messiânicos”, ou qualquer um que AVANCE SUA AGENDA.

        Reinaldo está fazendo aquilo que ele e outros tiozinhos da direita sempre fizeram….. Na berlinda entre a implementação de um mal a longo prazo, e um mal imediato……NÃO FAÇA NADA, e permita que o mal imediato foda com todos nós. Neste ponto faz total sentido a frase.

        A falta de conexão com a realidade, que você Luciano, aponta, é a REALIDADE POLÍTICA….Reinaldo está sob o pensamento de “Ou é Aécio, ou ninguém”. Só que ele ainda não entendeu que esse “ninguém” só vale pra ele….na cabeça dele. A realidade política determina que ou é Aécio, ou Dilma, ou Marina…..e cada ação do individuo vai beneficiar ou um outro, mesmo quando este indivíduo se engana sobre uma suposta nulidade ou isenção.

      • Na minha visão, Luciano, ainda há um fato a ser melhor considerado: a aglutinação da enorme militância esquerdista que Marina JÁ POSSUI. A doutrinação ideológica que grassa nossos jovens não é necessariamente petista, mas, antes de tudo, esquerdista. Pelos resultados do iBOPE, Marina JÁ CATALIZOU essa força política. Isso não é um prognóstico, é um diagnóstico, um fato político escancarado bem diante dos nossos narizes conservadores.
        Essa aglutinação de militância é que vai levar um eventual governo da MARINA à bolivarianização do Brasil em muito pouco tempo.Por isso, temo que a melancia da Marina seja ainda mais amarga que o abacaxi da Dilma.
        Mas quiça vc tenha razão Marina represente um fôlego mais ou menos longo. Pelo andar da carruagem dessas eleições, com a equipe de Marina explorando a rejeição da alternância PT/PSDB, constataremos logo logo se Marina atrasa ou faz avançar ainda mais o bolivarianismo no Brasil.
        Forte abraço!

    • “a obrigação é escolher o caminho menos danoso.”
      ele mesmo disse isso no texto, como então diz em votar nulo, é uma total incoerência que nem acreditei quando li.

      ignorar que o PT está a passos largos na instalação do poder paralelo é total contrassenso.
      é mt provável o PSB dar as mãos ao PT porém o ego, a ganância que todos eles têm não permitirá que o PT seja o baluarte das decisões.

    • Discordo. O que barrou ou barrará o decreto bolivariano é o Congresso. A bancada do PT já está junto com a Dilma e se ela for para o lado da Marina não haverá alteração significativa do aspecto negativo, continuaremos a depender do instinto de sobrevivência de PMDBs e outros. Por outros lado, por enquanto ela se prepara para enfrentar o PT e está buscando aliados, que exigem compromissos, tanto que o discurso dela já mudou de tom em vários sentidos, inclusive no tal decreto. Claro que existe o risco dela não cumprir depois, mas, com ela, tanto esse risco com o apoio do PT são possíveis. Vom a Dilam são certezas absolutas.

  2. Conforme já escrevi aqui,
    votar na Marina é trocar 6 por meia dúzia!

    Aceito totalmente seus argumentos,
    mas analise,
    desta vez você está errado,
    pois, para “nós” Marina é impensável…. porém…. agora!!!!

    Não é hora de estratégia,
    sem saber se a vigarista alcançará o segundo turno.

    É claro que entre trocar 6 por meia dúzia,
    na política,
    ainda torna-se trocar o terrível pelo muito ruim!

    Quanto mais tempo um partido no poder…. pior (diria Gerge Orwell)

    Portanto,
    acredito que você se
    excitou demais, em explicar algo, que ninguém é capaz de aceitar no primeiro turno.

    Vejamos se,
    Aécio chega no segundo turno,
    caso contrário,
    é fechar os olhos, rezar, e votar na Marina!

    Um abraço!

  3. Luciano, tenho uma pergunta: Imagine se, tudo o mais constante, ao invés de Marina e Rede/PSB, estivesse na disputa Heloisa Helena pelo PSOL. Suas premissas (certo x duvidoso, a questão da intenção, a capacidade de implementar a ditadura etc) valeriam aqui para justificar voto no PSOL?

      • Desculpa, Luciano, mas você não acha que isso é dogmatismo? Pensando dessa forma, julgo não estar havendo uma análise pragmática e bem embasada, mas apenas a criação de justificativas que se encaixem nas premissas lançadas.

        Vamos aos fatos: Em diversas ocasiões o PSOL votou contra o PT e se aliou a DEM, PSDB e PPS, principalmente em questões que diziam respeito a petistas enrolados com tramoias. Em termos de atuação no Congresso podemos dizer com segurança absoluta que o PSOL foi menos aliado e criou muito mais dores-de-cabeça ao PT que o PSB.

        Não vejo como, portanto, seus argumentos a respeito do julgamento de intenções, capacidade de organização, certo x duvidoso etc possam valer para um caso (justificando voto em Marina/PSB/Rede) e não valer para o outro (recusando voto em Heloisa Helena/PSOL) sob a mera justificativa de que o PSOL seja aliado do PT.

        Talvez tenha apenas faltado apresentar um ponto para esclarecer melhor a questão. Talvez você esteja cansado de abordar o assunto, o que seria compreensível, Mas se você puder desenvolver melhor o raciocínio de modo que possamos compreender melhor seus motivos, eu ficaria extremamente agradecido.

      • Tomé,

        Interessante o que você disse, porém, na organização destes grupos relacionados aos projetos prioritários do PT, há um alinhamento muito forte entre PSOL e PT.

        http://www.psol50.org.br/site/paginas/45/lei-da-midia-democratica

        Tanto PDT e PSB já buscaram esse discurso, mas não investem mto de seu tempo nisso.

        Mas enfim, em uma possível candidatura do PSOL indo para o segundo turno, eu precisaria avaliar as alianças deles. Quem sabe, eu poderia rever minhas opções.

        Abs,

        LH

      • LH, Belo texto porém deslizou na resposta…
        A resposta ao Sr. Tomé deveria ser esta:
        Mesmo o PSOL/PCdoB/PSTU/PCB deterem a Intenção, o Projeto e a Elite Psicopática, ainda assim lhes faltariam a Capacidade, esta ultima a qual é exclusividade do PT que mantem o aparelhamento, a massa de idiotas úteis e a gerencia dos sindicatos.

        Abs.

      • Tomé, por que em um segundo turno não votar no PSOL e votar no PSB se ambos tem intenções ruins e pouca capacidade de organização, é essa a pergunta? a diferença, é que o PSOL é um partido ideológico, o PSB apesar do nome está muito mais para fisiológico (exceção de um ou outro, tipo Erundina), a Marina sim é ideológica, mas ninguém faz nada sozinho, quando se trata de questões éticas o PSOL pode fazer oposição( a rigor qualquer partido pode fazer oposição, até um grupo dentro de um partido, se for um partido normal) mas questões políticas-administrativas sempre está junto se a posição do governo for de esquerda, assim como o PSOL faz oposição pela esquerda. o PT se fosse oposição ao PSOL faria oposição pela esquerda.

  4. É o Daniel Fraga dizendo que voto não serve para nada, o Reinaldo com essa estoria de dizer que Dilma e Marina são praticamente a mesma coisa e o Constantino indo no mesmo caminho.Depois eles não sabem o motivo do PT está a tanto tempo no poder.
    Se não me engano até o Brasil 171 usou o Reinaldo como exemplo de pessoa que não votaria na Marina.

    • Acho o Constantino um tremendo babaca sem ideias próprias, parece que só repete o pensamento dos outros, ele votou na Marina em 2010 e agora tá trucidando ela, eu peguei um texto do blog dele de 2010 onde ele declara voto nela e colei lá na caixa de comentários do blog dele, a resposta foi que o Aécio é melhor que o Serra, além de ter elogiado o Bolsonaro e algumas semanas depois ter detonado ele sem nenhuma explicação maior.

      • Bom, ele pode mudar de idéia com o passar dos anos, mas tem de mostrar os motivos para isso.
        A minha crítica a ele é pelo fato dele ter um grande público e cair nessa estorinha de que Marina é igual a Dilma (enquanto o próprio mercado financeiro já demonstra alta com uma possível derrota da Dilma até pela Marina).
        Por isso que eu digo que não adianta ficar buscando desculpas caso a Dilma ganhe, já que ele e o Reinaldo contribuiram com esse papinho sem nexo de que dá no mesmo Marina ou Dilma.

      • O debate entre Ciro Gomes e Rodrigo Constantino provou que este último não sabe a diferença entre repetir ditames econômicos simplistas e propor soluções econômicas para problemas reais e complexos. “O governo precisa cortar gastos.”; “Aonde?”; “Ah, sei lá, isso não é comigo, só sei que precisa…”. O cara é um economista formado e ainda não saiu da fase do discursinho fácil. É aterrador.

        O fato d’ele ser pago pela Veja para discutir banalidades como “o que aconteceu com o homem macho?”, “vestir-se bem é fundamental” e “estou indo para/fui reconhecido em Miami” mostram que o nível de exigência daquela revista anda bem baixo. Constantino é prova viva de que corporativismo existe também na direita. Só quero ver quando alguém encostá-lo na parede para justificar seu ateísmo randiano e todos os conservadores se voltarem contra ele.

      • Ele escreve esses assuntos para ganhar visitas.Ele mesmo admitiu isso em uma de suas postagem.
        Sobre o Ciro ele disse que na época era ingênuo.Hoje qualquer um pode dizer onde pode cortar gastos.
        O problema do Constantino é que ele dá uma muita atenção para Duvivier, Bosco e outros da esquerda festiva.
        Bom, ao menos ele pretende votar na marina caso tenha segundo turno entre ela e Dilma.

        http://veja.abril.com.br/blog/rodrigo-constantino/democracia/roleta-russa-mesmo-com-cinco-balas-ainda-e-melhor-do-que-tiro-certo-na-nuca/

      • Consta tem seus erro, mas é inegável que é um defensor da liberdade, seja econômica e filosófica. Ele sabe defender, como poucos, os pensamentos liberais e faz jus ao seu sloagan e não foge de polêmicas. Como todo profissional da mídia precisa as vezes abordar temas que dão IBOPE. E sempre são aqueles que “cutucam” celebridades globais e homoristas, mas ele sempre mantem a coerência e toca na ferida dos hipócritas da Esquerda Caviar, inclusive seu livro é uma leitura divertida e as vezes dá choques de realidade. Porque ao ler sentimos na pele nosso próprio comportamento hipócrita quase sempre estimulado pelas vivências do dia-a-dia. Defender o liberalismo político e econômico sem tocar em temas filosóficos e culturais é fazer o serviço pela metade. Critico alguns aspectos conservadores das suas opiniões, mas isso é uma fração.

  5. A principio eu concordei com a visão do Reinaldo, mas vejo que estamos nos deixando levar pela emoção. Tem sido dificil, mas temos que ser estrategicos. Não podemos fugir das consequencias de nossos atos. E votar nulo seria tentar fazer exatanente isso, mas em vão.

  6. Reinaldo já chegou a dizer em outras ocasiões que votaria em Dilma em um segundo turno contra Marina. Sob esse prisma, e de acordo com o ponto de vista defendido por este blog, a declaração de voto nulo representaria, assim, uma evolução.

    Não creio que Reinaldo tope um aprofundamento de seu ponto de vista nos termos aqui propostos. Acredito que ele ficaria particularmente incomodado, até com certa razão, com a contestação à moralidade de sua opinião. Porém, em livre exercício interpretativo, creio que consigo captar o sentimento dele. Reinaldo deixou claro se incomodar com o messianismo de Marina. Podemos inferir que ele teme uma eventual nova onda de inimputabilidade, o mesmo fenômeno que contribuiu para a ascensão de Lula. Nada é cobrado de Marina, nem mesmo suas opiniões. Há anos ela vive de falar muito sem dizer nada – e é aplaudida por isso. Uma pessoa com esse perfil, em um momento de descrédito generalizado da classe política, tem condições, ao menos momentâneas, de implementar uma agenda obscurantista e totalitária sem precisar do crivo das instituições democráticas. Isso a torna extremamente perigosa. Ela poderia prescindir da organização que o PT tem, justamente por possuir o que o PT não tem: aura de honestidade (estou apenas constatando a existência dessa aura, não endossando-a ou avaliando sua veracidade).

    Já declarei meu voto em Marina no eventual e macabro 2º turno contra Dilma. Mas não pelos pontos levantados pelo blog. Seria em função da certeza de que o Brasil irá se lascar econômica e institucionalmente, seja qualquer das duas a vencedora. Caso o Brasil se lasque com Dilma, o fantasma da inimputável Marina ainda estará lá para nos atormentar, alimentando os sonhos do eleitorado politicamente juvenil. Caso o Brasil se lasque com Marina, teremos visto a queda de uma reputação, o que abriria espaço para o protagonismo de novas lideranças, possivelmente de direita.

    De qualquer forma, eu gostaria de reiterar meu desconforto com essa excessiva discussão em torno de Marina. Ela ajuda a criar um clima de “já perdeu” entre potenciais apoiadores de Aécio. Creio ser taticamente mais profícuo, a curtíssimo prazo, focar na campanha de Aécio, buscando influenciá-la, pressioná-la e corrigir seus rumos.

    • bedot,

      Meu argumento é de que é imoral (seja vindo do Reinaldo ou do Papa ou de mim) ser leviano no momento de avaliar riscos cuja materialização pode causar danos a alguém. Nessa questão, quando falamos de pessoas com conhecimento para o assunto, a coisa fica ainda pior.

      Foi até por isso que eu tomei um puxão de orelha do leitor Tomé e precisei rever meu argumento sobre o PSOL.

      Ou seja, em um hipotético segundo turno entre PT e PSOL eu ainda assim teria que apresentar argumentos melhores para voto nulo.

      Abs,

      LH

    • Essa critica do messianismo da Marina é muito abstrata, “ah ela vai ficar inimputável”. A Dilma não é messiânica é por quantos zilhões de escândalos ela passou incólume?

  7. Luciano, confesso que ainda não terminei a leitura, mas me ocorreu um pensamento urgente. Mesmo antes de pipocar essa possibilidade de um segundo turno bolivariano puro, sempre tive em mente que até o Tiririca seria uma opção plausível do que a ex-terrorista.

    Para mim, como monarquista orgulhoso, e eu acredito que esse sentimento é comum em todos os setores da Restauração, ter uma ex-terrorista, ex-assassina, ex-assaltante de bancos e de cargas, como Chefe de Estado é o ápice da desonra, uma nódoa que perdurará por toda a existência do Brasil, de modo que todo esse alvoroço, ao meu juízo, e por esta singela questão de fato, com todo o respeito, é ridículo.

    Não é de meu conhecimento, até o momento que escrevo isso, que a Sra. Marina Silva tenha em seu currículo algum fato desabonador minimamente comparável a ficha criminal da Bandida-Mor da República.

    Como o patriotismo e o simbolismo do legado que passaremos às futuras gerações é fundamento desprezível e quase proibido, tenho percebido que uma questão fundamental passa impune nos seus argumentos: Marina Silva é tão petista quanto Lula e mais petista do que a própria Dilma. Marina Silva é fundadora do PT, nele militou 30 anos e apenas de lá foi expelida, pois ousou se tornar maior do que o próprio Lula.

    Essa é a minha análise particular. Marina só saiu do PT, porque no PT não havia espaço para dois “Lulas”. Isso me impõe estabelecer um questionamento apenas para reflexão: quem disse que Marina Silva está impedida de continuar o projeto bolivariano petista tão como o receber eventualmente em 1º de janeiro de 2015 das mãos de Dilma?!

    As mudanças dos métodos e das formas não necessariamente alteram o conteúdo, e todos sabemos que Dilma não passa de uma marionete medíocre que caiu de paraquedas com a derrocada de José Dirceu, outro fundador do PT e mentor de Marina Silva.

    Pelas nossas experiências pessoais é possível perceber o quanto as pessoas de nossa convivência influenciam no nosso modo de pensar e de nos determinar, de modo que, para mim, todo o monumental esforço que a Sra. Marina empreende para se firmar psicologicamente “independente” de suas origens políticas não passa do clássico mecanismo de defesa do ego: negação! Ou seja, todo esse esforço de marketing, promovido desde 2010, para desgrudar a estrela vermelha de sua testa, só tem servido para evidenciar o seu petismo inato e autêntico.

    Eu diria até que, considerando todo o desastre que foram os últimos 4 anos, decorrência direta da arrogância e da estupidez intrínsecas à personalidade da Mula-mor, a única forma de salvar todo o “trabalho” de 12 anos somente será com a eleição de Marina Silva, que, insisto, não passa de um Lula 2.0, com menos álcool e mais clorofila.

    Marina Silva em 2015 recolocará o petismo no ano de 2007/2008 e ainda concederá um prazo de 4 anos para que o petismo oficial descanse a sua imagem, como fazem os vampiros quando o Sol começa a surgir no horizonte.

    4 anos no Brasil, significa quase 1 século de esquecimento e “perdão”. Até mesmo facínoras como Getúlio Vargas, com o passar do tempo, consegue ser santificados neste País que sofre de um problema crônico de debilidade da memória recente.

    4 anos de mais depravação e degeneração moral, nos reduzirá ao intelecto de macacos, literalmente, que, sem uma direita forte e estruturada politicamente, nos tornará ainda mais vulnerável para medidas jurídicas mais agressivas, que farão o Decreto bolchevique parecer a Declaração de Independência americana.

    Eu sempre tive isso em mente, e não há argumento algum que me faça desconsiderar o petismo intrínseco de Marina Silva. O fato de Marina Silva ter saído do PT significa apenas que o PT, enquanto pessoa jurídica de direito privado, se tornou apertado demais para dois Lulas. O que temos agora são dois PT, ao invés de um só.

    Estaremos sim escolhendo entre uma petista oficial, com a pecha de terrorista e assassina, e outra petista extraoficial com a ficha “menos” suja.

    Os petistas oficiais apenas estão se esperneando para manter seus cargos comissionados e contratos com o governo, mas eu suspeito que a ala “pensante”, a ala do volta Lula, deve estar silenciosamente comemorando a ascensão do Lula 2.0, ainda mais reptício e mais dissimulado.

    • “quem disse que Marina Silva está impedida de continuar o projeto bolivariano petista tão como o receber eventualmente em 1º de janeiro de 2015 das mãos de Dilma?!”

      O X da questão é que se Marina continuar o projeto a beneficiada será ela e tão somente ela por estar no Poder. Como o PT quer é poder – aliás, o PT não, mas sim Lula que é dono do partido – ele não poder permitir que o bolivarianismo avance com outros, pois assim não terá forças pra voltar ao poder pelo voto – o único caminho que existe para quem não está no poder assumir.

      • Eu não aceito essa perspectiva. A mentalidade revolucionária não se equipara a uma disputa de gangues por territórios. Toda a extrema-esquerda latino-americana está unida no propósito de implantar o modelo de Repúblicas Socialistas Soviéticas a semelhança do que foi a URSS, e para esse fim pouco importa se é o Partido X, Y ou Z que detém a chefia do Poder executivo. E se o PT tiver que ser sacrificado no altar do comunismo, não duvide que o será, pois as pessoas que puxam as cordinha sequer pertencem a qualquer desses partidos.

        É sim verdade que o vampiro X simplesmente não soltará o pescoço da sua vítima para entregá-lo ao vampiro Y altruisticamente, considerando os interesses individuais dos que hoje se beneficiam dos cargos e contratos governamentais. Mas a agenda revolucionária não se constrange em sacrificar interesses individuais, e o fará certamente se esses indivíduos estiverem agindo de modo a pôr em risco toda a superestrutura que os envolve.

        Duas questões que me incomodam profundamente: alegar que Marina Silva não é petista apenas porque não está juridicamente vinculada ao partido e supor que Marina Silva seja menos capaz do que Dilma para dar continuidade o projeto que se iniciou em 2002.

        Passei uma segunda leitura dos argumentos do Luciano e me detive nesse exemplo:

        “Querem um exemplo? Vamos escolher o CEO de uma nova start-up. Para isso escolhemos alguém que já tenha conquistado resultados, promovido alianças, demonstrado experiência e teve seu comportamento avaliado em situações de pressão. E, é claro, sua visão de mundo. Em seguida avaliamos um garoto que tem a mesma visão de mundo que o primeiro candidato. Basta para dizermos “dá tudo no mesmo, bitch”? Claro que não! Isso é leviandade. Não é justo agirmos assim? Existem investidores, funcionários e um ambiente que serão afetados por esse tipo de leviandade.”

        Esse exemplo é totalmente impertinente. Dilma é o garoto e Marina é o CEO petista mais experiente, habilidoso e que melhor conhece a essência do petismo, mesmo que passe a maior parte do tempo tentando se desvincular dos símbolos oficiais do partido.

        Como eu disse, Dilma Rousseff caiu de paraquedas na cadeira de Presidente da República. Em 2010, com a popularidade que Lula ainda tinha, até eu mesmo me elegeria Presidente com o seu apoio. Essa mulher não tem habilidade nem para administrar um carrinho de pipoca, e só mantiveram a loucura da sua reeleição para não admitir o erro que foi desde 2010 em escolhê-la como substituta de José Dirceu, abortado pelos mecanismos de defesa da Democracia.

        E em 2010, Marina Silva já havia decidido que substituiria Lula no contexto da liderança esquerdista da América Latina, que é exatamente o que está em disputa agora em 2014. Marina quer aposentar o Lula, e ponto, e assim provar aos grandes metacapitalistas internacionais, como o Sr. George Soros, que Lula se tornou obsoleto e imprestável para os seus fins.

        Por isso, eu entendo que Marina Silva é sim muito mais perigosa do que uma indivídua inepta e analfabeta funcional, e tem muito mais habilidades intelectuais para desfazer todos os danos causados por Dilma Rousseff à imagem da esquerda, que só serviu para reviver e vitaminar a palavra “Direita” e “Conservadorismo”, há muito tempo mortas e enterradas!

        De qualquer forma, eu, individualmente, não aceito ter como Chefe de Estado uma ex-terrorista, ex-assassina, ex-“assaltanta” de bancos!!

        Oficialmente o PT será oposição à Marina em uma eventual eleição, mas no Congresso apoiará toda a agenda desestabilizadora das instituições e do “direito burguês”, e ter o PT como oposição, sabotando as pautas menos importantes, plantando escândalos e desgastando a imagem de Marina, até 2018 teremos dois Bolsonaros, Paulo Eduardo Martins e outros para nos dá o fôlego necessário para que uma liderança de Direita surja e se estabeleça nacionalmente.

        Toda essa importância ao Poder Executivo só se justifica pelas nossas raízes monárquicas, pois nesse modelo constitucional que vivemos o cargo mais importante da República, a meu juízo, é o de SENADOR! São apenas 84 Senadores, contra 513 Deputados Federais. O grupo político que controla o Senado é capaz de pôr o Presidente da República de joelhos.

        É o Senado de aprova os nomes para o Supremo Tribunal Federal e vários outros cargos importantes como Presidente do Banco Central e à diretoria das Agências Reguladoras. É o Senado que julga os crimes de responsabilidade do Presidente da República e dos Ministros de Estado.

        No entanto, nem o Luciano, nem o Reinaldo, quase ninguém dá a devida importância para os nomes que estão disputando o controle da Casa que representa a Federação e que sim pode criar bastantes transtornos tanto à Dilma, como à Marina e ao próprio Aécio, que se eleito, sem o Senado, passará 4 anos apenas apanhando.

  8. Com relação à opção a ser escolhida no caso de um possível confronto Dilma x Marina, não considero a posição aqui defendida, nem a do Reinaldo uma questão de certo ou errado. O Reinaldo tem lá as razões dele para pensar o que pensa e eu respeito, mas, em minha opinião, se aquele momento azado vier a se concretizar no segundo turno, votar nulo e apoiar o voto nulo é dizer que deixamos a militância fanática e os idiotas úteis decidir por nós qual das bruxas vai levar sua vassoura para o Planalto.

    Ainda prefiro votar contra! E voto contra o PT, mesmo que, no trágico momento político pelo qual passa o meu Estado, tenha que votar no – com o perdão da má palavra – “Garotinho”, se ele for a maior probabilidade de tirar o PT do poder.

      • No RJ, o PT estará fora do 2 turno. Será Garotinho contra Pezão. O peemedebista pode não ser grande coisa, mas é uma opção bem mais palatável do que os demais.

      • Não é bem para nos livrar do PT mas para não arriscar ter o “lindinho” no 2º turno!

        Quanto ao segundo turno, de fato comparando Pezão com Garotinho, conforme comentário do bedot, Pezão é uma opção um pouco menos pior.

  9. Reinaldo está estérico. Vou votar em Marina não só no segundo, como no primeiro turno, e, mesmo sendo conservador. No conjunto, ela representa a escolha ética. Embora eu não tenha nada contra Aécio, tenho desconfiança do partido dele, que sempre incentivou o processo de revolução cultural no país.

  10. Caro Luciano.

    O Reinaldo Azevedo é um ser humano como todos, que portanto também erra, e também carrega o fardo do pecado original, segundo suas próprias crenças, visto ser um auto admitido católico.

    Eu também sou católico, mas pela minha ótica cética, pragmática e psicológica da vida estou percebendo que a “fama” crescente está “subindo um pouco” à cabeça do Sr. Reinaldo Azevedo. Acho que o Reinaldo está sendo acometido por um breve surto de uma patologia muito conhecida e específica cá de Banânia: “síndrome do estrelato”, ou “síndrome do badalado”, ou “síndrome do apareceu o aparecido”.

    Eu sei, é claro, que ele jamais chegará ao cúmulo de usar um “colar de melancia” em combinação com aquela sua “gravata de astronauta” (uma gravata prateada pitoresca) objetivando “aparecer mais”. Digo isso porque todos os que acompanham e conhecem o Reinaldo, desde o início de seu blog na Veja.com, podem notar claramente a mudança ocorrida, em tom e postura, daqueles tempos para esses de mais “fama” e “celebridade” jornalística.

    Portanto espero e torço para que o Reinaldo, a quem muito admiro, tome um chazinho de “simancol” e restaure sua postura mais pragmática e combativa, pela qual tornou-se um escritor apreciado pelos cidadãos inteligentes do Brasil.

    E como o nosso Caro Reinaldo Azevedo, cidadão “Dois Correguense”, gosta de fazer esporadicamente uma citaçãozinha em latim, então vai uma ai em sua homenagem:

    SIC TRANSIT GLORIA MUNDI — PER SECULA SECULORUM, AMEM !

    “Assim como são as coisas no Céu, também o são na Terra. E todas as maravilhas de todas as coisas podem ser formuladas num Único Princípio.”

    ……….

  11. As suas análises estão sendo muito bem construídas, Luciano.

    Infelizmente, alguns direitistas não estão conseguindo acompanhar. Alguns dizem fazer análises racionais, mas acabam fazendo análises extremamente sentimentais, contraditórias e vazias.

    Ora, estamos prestes a cair em um abismo vermelho; os brasileiros serão completamente escravizados e controlados por ditadores sanguinários e psicopatas (PT e Foro de São Paulo). E ainda tem gente batendo o pezinho e querendo fazer birra? Aí é brincadeira.

    O PT tem todo um esquema preparado para implantar uma DITADURA BOLIVARIANA — falta apenas oficializá-la. Ao contrário da dona Marina Silva e do PSB que não têm nada concreto, a não ser teorias e intenções.

    Há um risco iminente, isso é inegável. Entretanto, devemos nos unir para tentar diminuir, atrasar e dificultar os planos da esquerda e extrema-esquerda. Se não conseguirmos fazer isto — só estaremos corroborando a superioridade e a hegemonia das esquerdas; e a nós só restará o choro e a incapacidade de reação.

  12. Seu argumento foi bem convincente, caro Luciano, mas de antemão, entre escolher uma dessas duas hidras, fico mesmo com o Nulo pois, lavo minhas mãos da responsabilidade pelo “Apocalipse” antecipado para o brasil.

    • Pilatos lavou as mãos mas não limpou o sangue.

      O PT é a certeza, com a Marina dá pra talvez reduzir 1 ou 2 mm de genitália…claro que o broxa do Aécio era melhor, mas batalhas firmes msm, só em 2018

    • Caro Hdney

      O PT sempre teve 1/3 do eleitorado

      Ele sempre ganhou exatamente pelo resto do eleitorado votar nulo. Isso sempre fez com que o PT vencesse com pouca diferença.

      Você é um covarde e não venha dar uma de superior à situação.

      Entre a certeza da dominação total e uma chance mínima de mudança, se você jogar tudo pro alto provará o que Olavo sempre disse da direita brasileira: um bando de cretinos que acha que política é só uma questão eleitoral.

      Se ele estiver certo então todos os direitistas que votaram nulo são cúmplices do PT e merecem sim ser massacrados e mortos a granel quando a revolução se concretizar. Merecem todos ser jogado nas celas, metralhados no paredão, e ir para o inferno pela total covardia.

  13. “O PT chegou ao poder fazendo aliança com o demônio, enquanto muitos de nós ainda nos recusamos a discutir essa eleição em termos estratégicos” A coisa é ainda pior: enquanto vermelho vota em vermelho liberais, conservadores e libertários ficam se esgoelando, arremessando cocô uns nos outros por causa de coisas que, francamente, são completamente secundárias, como casamento gay, aborto e drogas.

    O mais triste é: Todas são plataformas monopolizadas pela esquerda. Os ativistas gays, as feministas, os droguistas, todos já são lacaios da esquerda. E a direita se fratura por causa dessas causas de outros. Absurdo.

    • Sabe o que é pior?

      A monstruosa maioria dos jovens brasileiros são de esquerda. A maioria dos cidadãos mais velhos no Brasil são analfabetos políticos, e a maioria destes têm uma tendência a gostar de ideias mais à esquerda.

      Direitistas são raros no nosso país, infelizmente. E ainda temos muitas rixas entre liberais, conservadores e libertários. Cheguei a ver rusga entre dois conservadores e outra entre dois libertários.

      Para piorar de vez, vejo que a maioria dos não-esquerdistas brasileiros, e também a maioria dos libertários, dos liberais e até a maioria dos conservadores me lembram o desonroso Neville Chamberlain.

  14. É que a direita se prende mais à moralidade, enquanto para a esquerda os fins justificam os meios: se todos os outro precisarem morrer para uns dez viverem em igualdade, que o seja.

    • ” É que a direita se prende mais à moralidade ”

      Vai nessa, Carlos…
      Nessa pareceu um libertário daqueles que acham que tudo gira em torno da economia e o resto não importa.
      Saiba que o homem não é bom por natureza, como cagou pela boca Rousseau. Sempre existirão indivíduos maus e indivíduos civilizados. Não veremos um mundo lindo e maravilhoso onde todos os problemas foram resolvidos.

      Quem se prende à moralidade são cidadãos moralizados seja quando vêem uma decadência de valores morais, seja para a manutenção destes.

      ” para a esquerda os fins justificam os meios ”

      Realmente eu concordo. A ideologia marxista é deliberadamente assim.

  15. Esse texto do Reinaldo é mais emocional do que racional. Embora esteja considerando, também considero votar em Marina uma pílula amarga de engolir.

  16. Eu posso reconsiderar votar em Marina no segundo turno, pensando na composição do STF. Não há mais como fechar os olhos para seu aparelhamento.

    • Para mim esse é o motivo mais importante para tirarmos o PT do poder. Marina pode ser o que for, mas não tem uma organização criminosa como o PT nas mãos.

  17. Com razão Lordden que tem a memória dos fatos.

    “Como o patriotismo e o simbolismo do legado que passaremos às futuras gerações é fundamento desprezível e quase proibido, tenho percebido que uma questão fundamental passa impune nos seus argumentos: Marina Silva é tão petista quanto Lula e mais petista do que a própria Dilma. Marina Silva é fundadora do PT, nele militou 30 anos e apenas de lá foi expelida, pois ousou se tornar maior do que o próprio Lula.

    Essa é a minha análise particular. Marina só saiu do PT, porque no PT não havia espaço para dois “Lulas”. Isso me impõe estabelecer um questionamento apenas para reflexão: quem disse que Marina Silva está impedida de continuar o projeto bolivariano petista tão como o receber eventualmente em 1º de janeiro de 2015 das mãos de Dilma?!”

    Passando filme inteiro:

    Se Marina ganhar, o PMDB REune Lula e Marina.

    Cuidado.

    A esquerda é competente.

    A Direita há de ser resiliente.

    Delenda sinistra.

    • Marina Silva não está impedida daquilo que temos CERTEZA que o PT irá fazer. É apenas e tão somente análise de riscos. Em minha análise, o PMDB é partido fisiológico, que se sentirá aliviado de ser serviçal do PT.

  18. Votarei em Marina Silva num provável segundo turno não para ver ela vencer, e sim para derrotar o PT. Realmente não dá para entender Reinaldo Azevedo, desde quando ele passou a centrar fogo em Marina as visitas seu blog se tornaram esporádicas

    • Uma pessoa normal sabe a diferença entre assumir um risco maior e um risco menor. Sabem que o PT é o fim da linha e sem ele há uma mínima chance de virada.

      Reinaldo faz parte da velha direita burguesa que não manja nada de política, não entende o jogo de poder, não aceitar te que escolher um inimigo pra se contrapor a um inimigo maior ainda.

      Essa direita caduca é mais liberal do que propriamente direita.

      • Pois é, pior ainda é ter que lembrar que a oposição teve uma chance de ouro em destruir Lula (por tabela, o PT!) no auge do mensalão. O próprio Aécio foi um dos panacas que atuaram nos bastidores para impedir um processo de impeachment. Os grandes vultos da oposição naquele momento acharam melhor “deixá-lo sangrar”…

  19. Tenho sérias desconfianças de que, ou o acidente como Eduardo Campos foi uma farsa, ou ele foi tramado em conjunto (PT e Marina).
    Todo mundo sabe que quem mais mata comunista é comunista, e mais um não faria diferença, já que serve pra “avançar” a causa .
    Não tenho prova alguma, só uma intuição depois de observar os fatos.

    • Trotsky que o diga! Foi morto por um dos próprios colaboradores, no longínquo México, de forma cruel. Dizem que foi golpeado com um picador de gelo. O feitiço sempre vira contra o feiticeiro no esquerdismo.

    • É mais provável ter sido tramado para matar Campos E Marina, que assim como Renata Campos, embarcaria no voo. Marina é evangélica, logo, não é marxista.

    • Se o pt é quem luta pela hegemonia política, acho muito improvavel.

      Se Olavo estiver correto, há cabeças por traz do PT que não conheçamos, daí, é muito, muito, mas muito provavel que não tenha sido um acidente. Mas como não há nem ao menos uma evidência realmente concreta, fica como teoria de conspiração.

  20. Bom, se voto útil é inútil, eu então deveria votar nulo no primeiro turno também.
    Voto útil é o que tenho feito há várias eleições, no nosso querido PSDB.
    Em São Paulo temos uma lei estadual pesada sobre homossexualismo (aplicada ao caso da pizzaria com o Laerte, da Folha de São Paulo). O Governo de São Paulo nem sonha em privatizar mais nada e abriga nas secretarias gente que defende tudo o que eu sou contra.
    Nosso rumo ao fundo do poço em matéria de legislação penal começou com FHC. A lei antidrogas do PT, que aniquilou o bom trabalho da antiga lei de 1976, é praticamente cópia da lei que os tucanos queriam aprovar. FHC usou seu nome público para defender a descriminação das drogas e Aloísio Nunes é abortista convicto, além de ter sido guerrilheiro. Aparentemente, mudar a lei da gravidade é mais fácil do que discutir o ECA…
    A política antimanicomial começou com o PSDB e teve seguimento com o PT. Resultou nestes pobres doentes mentais, vivendo da rua em situação de abandono e sem tratamento médico.
    Ainda sim, SOU eleitora do PSDB há décadas, eleitora relutante, que aplica voto útil. Com tudo isso de ruim, os defeitos do PSDB são brincadeira de criança perto do projeto bolivariano do PT.
    Se eu fosse seguir o pensamento do Reinaldo Azevedo neste aspecto, simplesmente entraria em negação e não votaria em ninguém.
    A chave da questão é a sobrevivência. Ganhar tempo, continuar trabalhando e tentar manter a normalidade do país com um mínimo de crescimento.
    Por este motivo, voto Aécio no 1o Turno e no segundo, Aécio ou Marina, sem ilusões, sabendo que AMBOS terão de sofrer pressão dos brasileiros de direita.
    Talvez daqui a 10 anos Marina seja o perigo maior a combater. HOJE, o perigo maior é DIlma.

  21. Os petistas e Marina são muito semelhantes, mas a diferença é que Marina tem menos armas para atacar nossa democracia. Marina não tem sequer um partido político, enquanto o PT é mais que um partido: é uma organização criminosa internacional regida pelos ditames do Foro de São Paulo.

    Uma coisa que devemos ter em mente é que Reinaldo Azevedo não é um “direitista” genuíno, mas um “melancia” mais pé no chão, no estilo Miriam Leitão. Ou seja, “direitista” na economia mas esquerdista (Miriam Leitão) ou centro-esquerdista (Reinaldo Azevedo) no restante.

  22. Luciano, você não acha que a polarização das últimas semanas em Marina só contribui para uma descrença no segundo turno de Aécio? Nesse momento vale o chavão do “Falem mal mas falem de mim”. Para muitos o fato do PT detonar a Marina é um elogio e um voto a mais para ela, inclusive alguns votos do Aécio.
    Usando o caso do Castelo… nesse momento a Marina não seria a invasora no portão?

  23. Acho que não seja necessário pensar em provável parceria PSB com PT ou com PSOL. O PSOL, PSTU e PCdoB são o acid do front esquerdista. O corrosivo. O abrasivo. O PT é o bélico disfarçado de social, digamos que uma bebida etílica muito forte (da qual se cria um cocktail molotov); que se socializa pela embalagem e pela promessa do prazeroso quando na verdade se torna uma arma. É o mais perigoso pois a embalagem já iludiu e ainda ilude muitos.
    O PSB em ambas as parcerias seria provavelmente prejudicado juntamente com o país. Não creio que haja tal possibilidade. Para tanto, há o PMDB, que pode ser tanto um ácido corrosivo quando uma bomba de gás, ou seja, uma coca-cola, mas que, porém, em termos de ideais é uma água tônica. Creio muito que esta será a parceria mais possível e viável aos olhos de cada um deles (PSB e PMDB).

  24. … Quando Reinaldo diz que devemos optar pela terceira opção …
    Ele não diz que devemos, ele diz o que vai fazer e elencou seus motivos.

    Vamos a uma simulação:

    Assumindo que sua analise de riscos esteja correta, o que não concordo, você opta por Marina por representar um risco menor de implantar o projeto bolivariano. OK!

    Então, você já fez a analise, já fechou sua posição, e não pediu nada em troca!

    Nem sequer fez uma “pressão condicional” colocando que com os projetos x, y, z, eu não embarco no voto útil.

    Sra Lunática da Floresta, apoio sua candidatura apenas porque vc vai me dar a esperença de uma ditadura tardia.

    E a negociação, não tem ?! Apoio grátis!

    Assim como nos projetos, existem momentos que riscos são assumidos porque não temos como evitá-los, porque mitigar é caro demais, ou porque “alguém banca a aposta” no caso de probabilidade pequena, etc

    O Reinaldo, mandou bem, comparou A com B disse que é igual ,,, assim não fecho com vc!

    … enquanto isso, no depto de compras …
    Fornecedor Y, estas condições que vc está me oferecendo eu já tenho com outro fornecedor!!!
    Se quiser fechar comigo tem que melhorar a sua proposta.

    Não é só avaliação de risco, tem que negociar (tirar proveito do risco).

    • Beato Salu,

      Meu argumento é simples. É melhor votar em Marina por X (argumentos). Porém, argumentos em prol de se votar em Dilma podem ser apresentados. Uma terceira opção, extraordinária, de igualdade entre ambas requer argumentos extraordinários.

      Quando Reinaldo usa “a intenção dela é X, não comungo com os valores, é messiânica” não foi para uma avaliação de riscos robusta que a questão requer. Isso é leviandade.

      É isso que escrevi em meu texto.

      Veja o que você escreve: “O Reinaldo, mandou bem, comparou A com B disse que é igual ,,, assim não fecho com vc!”.

      quais os argumentos para mostrar que A e B trazem o mesmo risco de totalitarismo a curto prazo?

      Lembre-se que você só pode comparar A com B em relação a um referencial.

      Abs,

      LH

  25. Excelente artigo Luciano

    Esse misterioso acidente com o Campos realmente tem interessado ao núcleo do PT com seus efeitos colaterais. Além de eliminar um ex-aliado dissidente que quase certamente puxaria votos pro Aécio no 2º turno tornando a reeleição da gerenta inviável, lançou uma granada de fumaça no cenário eleitoreiro bem próximo do pleito, dividindo as opiniões da oposição (nós da direita). Lamentavelmente o Reinaldo com esse discurso faz propaganda eleitoral em favor do PT ainda que não intencionadamente. Por uma macabra ironia, boa parte da oposição está sujeita a fazê-lo. Francamente, essa foi a primeira coisa que eu disse : Se der Dilma e Marina no 2 turno eu nem sairei pra votar.
    O único blog que eu vi onde se teve o sangue frio pra analisar as terríveis futuras opções sem arbitrariedade e com pé no chão foi o seu. Discordei de você no início, mas revi meu posicionamento e agora acho que tens razão e estou copiando esses links para algumas pages da oposição que estão atirando NA “Godzilla”.

    Meus parabéns.

  26. Ja esta tudo armado… E o futuro é terrivel…
    Sao cegos?
    Nao tem observado que o país tem potencial pra melhorar e seu povo so piora???
    Acreditam em “bolsas miseria” em troca de dignidade pro povo?
    Acreditam que illuminatis é so teoria de conspiraçao?
    Acham que deixar o povo na Africa morrer gastando trilhoes com guerras e estadio de futebol é meramente consequencia do capitalismo selvagem?!
    O diabo existe e seus servos tambem! Em contrapartida isso é a maior prova da existencia e da credibilidade daquele que criou o céus e a terra: o Eterno Deus Pai…
    Esqueçam esse mundo decadente e aceitem o perdao que Jesus Cristo ja os concedeu na cruz…
    Graça e Paz da parte do Senhor dos senhores!

  27. Chega de PT, por favor!
    Todos que estão concorrendo são um bando de ladrões de safados,isso é fato!
    Mas a Marina, pode se dizer que é a menos pior. Amigos não se enganem, é Marina na cabeça

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