Avaliação do debate presidencial da Band em 26/08

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A primeira coisa que podemos dizer sobre Aécio Neves no debate da Band ontem, 26/08, é que dentre os três principais candidatos, ele foi o vencedor, mas apenas por ligeira margem sobre Marina. A segunda coisa a ser dita é que essa vantagem não significa absolutamente nada. É mais ou menos quando um crítico de cinema disse que o filme Hulk era melhor que Batman, de Tim Burton (não o de Christopher Nolan). No que foi questionado: “Então o filme é bom?”. Resposta: “De jeito algum, eu apenas disse que é melhor do que Batman de Tim Burton. E isso não significa absolutamente nada”.

Verdade seja dita, Aécio Neves foi claro e objetivo em suas respostas, mesmo que eu não concorde com muitas delas, como aquela tal poupança do estudante. Em uma vantagem considerável se comparado aos candidatos do PSDB nas eleições anteriores, ao invés de fugir do legado de FHC, ele abraçou-o, no que fez muito bem. Ele sempre lembrava que sem a estabilidade conquistada naquele governo, não haveria nenhuma chance de Lula dar sequência apenas ao que FHC tinha iniciado. Sentíamos falta deste tipo de discurso na oposição.

Na demonstração de sua superioridade em relação a Dilma, bem que poderia usar a técnica da metralhadora giratória de comparações favoráveis a ele. O site Implicante deu uma dica mostrando como isso poderia ser aproveitado por Aécio. Quem sabe em uma próxima oportunidade.

Em um momento estilo Joe Biden (famoso por destruir oponentes com ótimaas sacadas), Aécio disse que o povo brasileiro tem um sonho: “viver na propaganda do PT”. Também é digna de nota a dura questão lançada em direção à Dilma sobre a Petrobrás, ao final da qual ele ainda questionou se não era momento dela pedir desculpas ao povo brasileiro por ter reduzido a empresa à metade de seu valor de mercado na era pré-sal, transformando-a em um caso de polícia.

Todavia, me decepcionei com sua postura em relação ao Decreto 8243, pois quando Dilma foi questionada sobre isso, era momento de fazê-la ficar sem chão. É muito fácil apresentar este decreto como uma abominação para a democracia e principalmente para o povo brasileiro. Farei um post somente com dicas a respeito especificamente sobre como não apenas Aécio mas qualquer outro candidato pode colocar Dona Dilma na parede em relação a temas como Decreto 8243, censura de mídia, Petrobrás e segurança, dentre outros.

No geral, Aécio conseguiu misturar propostas com ataques políticos que se não foram a maior maravilha da Terra pelo menos deram um sinal de que ele ainda está vivo na campanha. Respirando por aparelhos, mas ainda está vivo. Uma pena que em seu programa de TV ele não demonstre a mesma assertividade. Os programas do horário eleitoral do tucano estão precisando de Viagra.

Já Marina entrou em campo para vencer na malandragem. E antes que me digam que isso é um defeito, argumento em contrário: política é um jogo misturando xadrez e pôquer. É importante reagir bem diante da imprevisibilidade dos eventos, entre eles as questões e respostas de adversários. Nesse quesito em específico ela se deu muito bem. (Atenção: neste blog já defendi o voto em Aécio no primeiro turno, mas avalio o debate de forma técnica, pois com isso estimulamos que estratégias e táticas de nossos adversários possam ser assimiladas por nós)

Como definir Marina? Não é fácil. Ela diz “rejeitar a política” e critica tanto a “esquerda arcaica como a direita obsoleta”. Não necessariamente nessas palavras, é claro. Na direita, muitos a chamam de iludida ao professar a “superação da política”. A meu ver, isso é pura malandragem, ao invés de ilusão. Para mim, a melhor definição do padrão de sua campanha é que ela se tornou o Obama versão tupiniquim. E isso não é pouca coisa.

As mensagens sub-comunicadas por Marina querem dizer que ela está acima dos interesses “mesquinhos de partidos como PT e PSDB”, que com sua sanha por fazer política ultra-partidária, tem destruído as boas conquistas de cada um no passado. Segundo ela, isso é irreversível e a solução é alguém que supere estas picuinhas. A partir daí, ela recheia seu discurso com vaguezas muito bem planejadas. Praticamente um bagre ensaboado. E quanto ao conteúdo de suas propostas? Aí você já está pedindo demais…

No que diz respeito à Dilma, tudo correu conforme o previsto: ela foi inconvincente e demonstrou nervosismo, mesmo que tenha acertado uma ou outra vez ao usar a tática de metralhar méritos (criamos X empregos, reduzirmos Y desigualdade, etc.), quase todos eles falsos e raramente contestados pelos oponentes de forma assertiva o suficiente. Não sei se assessores de Marina e Aécio andaram lendo este blog, mas já conseguiram colocar em descrédito de forma resumida essa mania que Dilma tem de apregoar méritos inexistentes, assim como a incapacidade de reconhecer os próprios erros.

Se Dilma e Aécio pegarem o jeitão da coisa, na próxima vez que a Dilma disser “não há nada de errado em nenhum aspecto do meu governo, fizemos X, Y e Z”, basta darem risada dizendo “Eu não falei? Ela não tem jeito!” e em seguida ridicularizar o parangolé.

Resumo da ópera dilmesca: ela foi uma catástrofe. Isso pode ser medido pela reação imediata da BLOSTA diante do debate. Pânico geral e alguns poucos elogios comedidos. E olhe que eles antes tiveram a cara de pau de dizer que Dilma “calou” William Bonner no debate do JN, quando na verdade ela foi demolida pelo entrevistador. Mas em relação ao desempenho dela ontem, não há açúcar suficiente para torná-lo palatável até mesmo para seu séquito de fieis.

Para termos uma ideia do desastre, veja o que disse Eduardo Guimarães no Brasil247: “Dilma se defendeu como pôde. Particularmente, o Blog julga que passou bem pelo corredor polonês dos adversários. Manteve postura digna, apesar do nervosismo que não a abandona nunca.” Como já disse, qualquer coisa menos do que uma comemoração de vitória suprema por parte dessa gente é sinal de que a coisa realmente foi muito ruim. Certo momento dava a impressão de que Dilma queria pedir para cagar e sair. Aliás, muito boa a ideia de Marina de jogar o frame “enroladora” em cima da presidente. Marina também mencionou um “mundo cinematográfico” inventado pela campanha do PT. Fato: Dilma só se garante em horário eleitoral, pois ao vivo se resume a enrolar sem o menor conteúdo. Fica parecendo ritmo minimalista de música trance para hipnotizar o público.

Auditores são acostumados a notar quando alguém sob questionamento enrola e foge do assunto, no intuito de tomar o tempo da equipe de investigação. A expectativa geralmente é a de que o tempo da reunião termine e o auditor não tenha tempo de fazer as perguntas mais comprometedoras. Enfim, é uma tática. Que no caso de Dilma já começa a ficar manjada. É um dos raros momentos onde sentimos pena dos militantes governistas, obrigados a ter que aturar e apoiar tando discurso sem conteúdo, fingindo elogios imerecidos. Não passa de uma legião de zumbis, com certeza.

Nervoso como de costume (e sem motivo para tal, pois não é vidraça de forma alguma), o Pastor Everaldo continuou com seu discurso de livre mercado e livre iniciativa, que mais parece decorado do que outra coisa. Para que um candidato tenha consistência no que diz, é preciso que realmente acredite em suas próprias palavras. Ok, eu sei que muitos não “acreditam” de fato, mas é aquele negócio que os PUAs chamam de “fake til you make it”. Caso você não acredite de fato em algo, é preciso se comportar como se suas crenças fossem reais até o ponto em que ninguém o identifica como um oportunista ao professá-las.

Eu não estou necessariamente chamando o Pastor Everaldo necessariamente de picareta, mas de alguém que parece ter descoberto um novo discurso há pouco tempo e ainda não consegue sequer nos convencer da credibilidade de sua convicção no que defende. Quando ele falava das vantagens do livre mercado, parecia estar acessando uma “cola” guardada na manga.

Também faltou assertividade e tarimba ao Pastor, pois quando Luciana Genro o questionou sobre homofobia, lançando sobre os pastores a culpa sobre assassinatos de gays, ele poderia derrubá-la com extrema facilidade. Toda pessoa que inflar as estatísticas de mortes de gays (200 mortes por ano, enquanto 60.000 assassinatos ocorrem no país), assim como inventar homofobia onde não existe e fazer discurso de ódio e difamação contra religiosos, pode ser trucidada em qualquer debate moral. Lamentavelmente ele ficou na defensiva.

Os outros três candidatos (Levy Fidelix, Luciana Genro, Eduardo Jorge) geraram os momentos mais engraçados do programa. Levy Fidelix conseguiu a proeza de só bater e não ser atingido um momento sequer. Luciana Genro só batia na mesma tecla dizendo que PT, PSDB e PSB são “servos do capital” e ainda se opôs à redução da maioridade penal. Ninguém a transformou em pó. E seria muito fácil. Fica um desconto pois ela não era o adversário a ser derrotado.

Mas e o Eduardo Jorge? Com certeza, uma figura carimbada, mesmo que tenha cometido um deslize imperdoável. Quando Boris Casoy questionou Dilma sobre os projetos de regulação da mídia, dizendo que é coisa “do PT mas Dilma não concorda”, Eduardo, ao invés de falar sobre o assunto afirmou algo como: “Ah, eu concordo com Dilma”. Como é? Eis que vergonhosamente o discurso de regulação econômica da mídia (pelo qual se implementa a censura sutil) que a própria Dilma reconheceu apoiar não foi explorado. Muita gente acha que ele foi ao debate de “cabeça feita”. Definitivamente, foi o candidato da zoeira.

Diante desse apanhado, o debate foi bem mais divertido do que eu esperava, embora menos contundente do que poderia ser. Os embates entre candidatos foram muito melhores do que as partes onde os jornalistas faziam perguntas.

Fica a menção para um aspecto positivo: finalmente ideias da direita, como privatização e redução de impostos, foram tratadas sem pudor. Isto é com certeza um avanço do qual nós somos corresponsáveis, ao atuar nas redes sociais expondo argumentos por que a iniciativa privada é melhor que a intervenção estatal.

Mas o que mais me incomodou foi a oportunidade que todos os opositores de Dilma perderam para coloca-la em maus lençóis de forma muito mais devastadora. Quando Dilma falou da segurança pública, ninguém lhe disse que nos estados administrados pelo PT a violência se tornou endêmica. Ninguém definiu o Decreto 8243 e a censura de mídia nos termos reais: como manifestação totalitária de um regime prestes a destruir seu povo. Ninguém apontou o dedo para Dilma em todas as vezes em que ela se recusou a falar de corrupção. Fico imaginando o que ocorreria se Paulo Martins fosse candidato à presidência no lugar do Pastor Everaldo ou de Levy Fidelix. Talvez essa se tornasse uma noite inesquecível para Dilma Rousseff, principalmente pelos temas relacionados ao Decreto 8243 e censura de mídia terem vindo à tona.

Dilma foi a maior perdedora deste debate, sem dúvida alguma. Mas dá para desmascará-la com muito, mas muito mais intensidade. Hoje em dia, Dilma não passa uma figura tentando defender o indefensável. Ela é vulnerável. Se considerarmos o paradigma da política norte-americana, até mesmo um candidato do Partido Republicano (geralmente muito mais ingênuos do que aqueles do Partido Democrata) teria condições de fazer a presidente dar um soco na bancada e se perder definitivamente.

Para o debate da Globo, resta a nós pressionarmos os opositores de Dilma para realmente colocá-la contra a parede. Este blog vai colaborar com conteúdo neste sentido.

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44 COMMENTS

    • Uma coisa ficou bem clara. O único que está preparado pra governar e assumir hoje mesmo, se for preciso, é Aécio Neves. Infelizmente não é um líder carismático, populista e o brasileiro adora líderes assim. Basta ver que tivemos Collor, Lula duas vezes e Dilma na esteira do Lula. Votar na Marina é dar continuidade a isso.

      • Ele é um PSDBista, sendo assim seguira a cartilha do partido. O que é o certo a se fazer pois o voto é para o partido, pense na filosofia do partido e não no candidato em si. Por isso não voto no Aécio e nem em Dilma. Recorrerei a Marina, que está em diferente posição a ambos.

  1. A minha avaliação é que realmente desperdiçaram muitas e excelentes oportunidades de contestar. Outra questão foi a postura e tom de voz. Penso que Aécio em alguns momentos poderia ter usado um tom mais firme. E deveria falar diretamente para a câmera. Percebo isso também no horário eleitoral, em cenas em que está falando com as pessoas, algumas vezes o olhar escapa para pensar, mas isso pode passar uma impressão errada.

  2. O Aécio foi muito bem mas ainda pode melhorar. Até na aparência, diante de uma nervosa Dilma Roussef e da pouca expressividade positiva de Marina, ele demonstrou empolgação, respostas e raciocínio rápido. Claro que pode melhorar: achei inaceitável não ter tratado com maior assertividade a corrupção na Petrobrás e dizer a enorme luta que foi para conseguir emplacar as CPIs, com o PT retaliando com outras CPI’s apenas para polemizar e não investigar nada de verdade e, após instalada as CPI’s ainda houveram as perguntas e respostas ensaiadas “como uma novela das 8″ (se tivesse dito nestes termos derrubaria ela); também na hora do tema Bolsa Familia deveria ter dito que o PSDB criou na forma de outros programas e nunca se aproveitou disso eleitoralmente com é feito agora e não somente isso na época, mais de 12 anos atrás, o PT era totalmente contrário a idéia e hoje é seu carro chefe….” Demonstraria toda a sordidez, falsidade, incoerência e falta de visão de futuro….mais de 12 anos se passam e o melhor que temos para o Brasil é algo criado por FHC?! Kkkkk… Bom demais! Parabéns por vossa contribuição ao ambiente democrático Luciano!

  3. Também fiquei imaginando um Paulo Eduardo Martins ali.
    Ia causar um estrago jamais visto na história dos debates presidenciais no Brasil, além de deixar alguns sangrando até o final do pleito.

  4. Sobre a Marina, acho que ela adotou uma estratégia de vagueza conciliatória, que foi uma faca de dois gumes. Essa vagueza, por um tempo dificultou que ela fosse questionada, mas depois de um tempo de debate começaram a questionar sobre a vagueza e qual seria de fato o projeto dela. Acho que isso a prejudicou um pouco.

  5. Luciano. Infelizmente a omissão de ontem do pastor Everaldo foi a prova inconteste de querer surfar na onda de um discurso de direita. Ele, por ser religioso, se alinharia mais à direita conservadora.

    Para um direitista conservador (que possui em sua agenda pontos inegociáveis como o aborto e o reconhecimento estatal apenas a união heterossexual) ele deixou passar a oportunidade maior de acossá-la para o seu eleitorado típico ao não mencionar sua sanção à lei que os pró-vida chamaram cavalo de tróia (Projeto de Lei 60/1999, sorrateiramente, renomeado como PLC 3/2013).

    Essa lei, apesar de aspectos na questão de proteção à mulher (que na verdade são desnecessários porque um tratamento rigoroso nos casos cobertos pela lei existente dariam conta do recado), encobriu em seu bojo a possibilidade da mulher abortar com tratamento via sistema público sob apenas a alegação de que sofreu estupro.

    Em tese essa questão seria imperativa para ele. Qualquer direitista conservador não deixaria isso passar,

  6. Concordo totalmente com o texto. Realmente é para se comemorar a defesa de ideias de direita sem pudor. Uma lufada de ar fresco, espero que com o tempo tenhamos ainda mais candidatos defendendo elas.

    A Dilma realmente não foi bem, mas também não foi muito mal. Eu acho que, comparado a 2010, ela até que se saiu bem. O Aécio foi bem, mas é verdade que precisa ser mais incisivo. A Marina foi bem. O que eu lamento é termos sete participantes. Uns quatro já estaria bom.

  7. Uma coisa tem me incomodado em algumas pessoas que se destacaram na blogosfera de direita. Trata-se de uma certa rispidez com outras pessoas da direita que criticam a falta de assertividade das campanhas do PSDB com o argumento de que quem gosta de assertividade somos nós, que já fomos conquistados, enquanto o populacho não gosta.

    Primeiramente, eu discordo da tese de que o populacho é tão diferente das pessoas supostamente mais esclarecidas. Os valores e a noção do que é certo e errado não muda. A diferença é o entendimento da linguagem. É preciso traduzir as questões para uma linguagem mais palatável de modo que ele possa entender. Outra dia o coronel do blog ficou puto da vida com quem criticava a campanha do PSDB por não citar a questão do Porto de Muriel. Não se trata de citar o “Porto de Muriel”, mas perguntar por que Dilma gasta BILHÕES DO POVO BRASILEIRO para construir uma OBRA NO EXTERIOR e não constrói NENHUM PORTO NO NOSSO PAÍS, com ênfase nas palavras em CAPS. É assim que se explora a questão, traduzida para uma linguagem que o populacho entende.

    E o Aécio sabe fazer isso. Basta lembrar o que ele disse sobre o PT “TRATAR SEUS CONDENADOS COMO HERÓIS”. Ou então ontem quando ele perguntou diretamente às pessoas SE ELAS COMPRAM HOJE AS MESMAS COISAS QUE COMPRAVAM SEIS MESES ATRÁS. Ele precisa apenas criar mais umas 3 ou 4 dessas e repeti-las sem parar. Garanto que o populacho entende e repetirá. Claro que não me refiro ao populacho petista, mas há um contingente de 80% de eleitores habilitados a ser conquistado.

    Outra importância da assertividade é manter a militância animada. Não é apenas papel do candidato conquistar novos eleitores. A militância precisa ser estimulada. Na minha opinião, palavras de ordem e frases de efeito ajudam muito nesse sentido.

    Queria saber sua opinião, Luciano. Você acha que o populacho não seria sensível a essas questões? Você acha que a militância tem importância e precisa ser estimulada com frases de efeito para buscar novos eleitores? Acho que pessoas como o coronel do blog se equivocam ao serem ríspidos com direitistas que cobram mais assertividade da campanha do PSDB.

  8. Não duvido que os assessores do Aécio e Marina estejam bizoiando aqui e aprendendo como se joga. Espero que o estejam fazendo. Ótima avaliação, Luciano. E que eles saibam aproveitar bem esse prato cheio que dá de mão beijada a eles.

  9. E quanto ao “desempenho” da Dilma, só um comentários: DEUS, COMO MENTE! Mente e mente e mente. Essa é a estratégia que passaram pra ela: minta. Minta que aí o debate vai pra outro rumo. Na questão da Petrobrás o Aécio perdeu uma grande chance de desmoralizá-la, poderia ter dito na tréplica:

    “Isso é uma MENTIRA. Amanhã enviarei ao jornal tal (ou publicarei na minha página do facebook ou qualquer outra divulgação do tipo) as provas de que isso que você está falando é MENTIRA, pois a verdade é X, Y e Z. Amanhã estará publicado”.

    Aécio tinha que estar comendo o PT no café da manhã.

  10. ‘É mais ou menos quando um crítico de cinema disse que o filme Hulk era melhor que Batman, de Tim Burton (não o de Christopher Nolan)’

    Luciano, aí eu discordo totalmente. O Batman do Tim Burton é MUITO melhor que o do Nolan. O Tim Burton, mesmo com todos os defeitos e limitações da época fez um Batman fiel ao original, já o Nolan distorceu tudo, fez um Batman esquerdinha, adaptado à era do marxismo cultural onde o herói tem sempre que ser um idiota, um palhaço, um babaca inseguro, sofredor ou ou ter uma mulher do lado dele humilhando ele o tempo todo. Ou seja, tudo.na dose certa pra agradar a escória de Hollywood, que acha bonito ser um fraco. Inclusive ele chega a falar com todas as letras, se vc prestar atenção a filosofia que resume a triologia dele é: QUALQUER UM pode ser o Batman.
    O último filme principalmente, foi ridículo.Ele pegou o Batman e transformou num bagaço gordo lerdo e preguiçoso, avacalhou totalmente a história da queda do morcego, nan, aquilo não é o Batman, é um pussy vestido de Batman.

  11. Creio que ainda dê tempo de virar o jogo, embora para isso seja preciso, urgentemente, que Aécio deixe de se comportar como um “amputado escrotal” e bata na anta sem dó nem piedade.

  12. Luciana Genro deu um belo tiro no pé ao se declarar contra a redução da maioridade penal.Se ela continuar com essa idéia seria interessante lembrar de casos como os do Champinha e do menino João Hélio.
    Apesar de não passar convicção, o Pastor Everaldo está trazendo o liberalismo para o debate.Basta lembrar como foi a última eleição presidencial, onde a palavra privatização era vista praticamente como um palavrão.É bom saber que a ladainha da esquerda contra as privatizações (que não passa de uma falácia de apelo à emoção) não tem o mesmo impacto.A direita tem de fazer o mesmo em assuntos como redução da maioridade penal e prisão perpétua (duas coisas que a extrema-esquerda condena).
    A melhor parte foi quando a Dilma gaguejou sobre o decreto bolivariano.

  13. Caro Luciano, já tenho encontrado marinistas roxos e recém-convertidos indicando seus textos pela rede. Seu fã clube deu uma turbinada nesses dias.

    Por isso, não se surpreenda se pintar convite para ti lá do planalto central (rsrsrs), afinal o “novo” governo precisará dar uma maquiada na equipe.

    Caso tenha estômago para trabalhar com meia dúzia de gente séria em meio a um oceano de petistas e associados (já adianto que a turma é da pesada!), quem sabe o Brasil ganhe alguma coisa com isso, né?

    Infelizmente, aposto que você não terá tamanho desprendimento e generosidade para com esse complicadíssimo país.

    Um abraço.

  14. Sr. Luciano, discordo quando diz que os militantes governistas são uma legião de zumbis. Não são, não! E por um simples motivo: zumbis querem e procuram cérebros !!

  15. Já os militantes governistas não querem e não procuram cérebros, por dois motivos: ou porque não sabem o que é, ou porque acham muito difícil de usar.

  16. O formato do debate propicia que dilma minta descaradamente na “tréplica” e fique sem resposta. Ela fez isso várias vezes. Bom, dilma acorda e vai dormir mentindo, não duvido que minta até quando está dormindo e sonhando!
    Luciana genro deveria ser presa e deportada por futuros crimes contra a humanidade, ainda que só no verbo.

    • É culpa do formato do debate. Debate tem que ser livre, sem essas malditas amarras de tempo. Debate tem que ser natural, sem esse maldito media training. Claro que os candidatos vão se aproveitar para não responder o que os incomoda. E deveria ser só entre os três primeiros colocados. O que aquela múmia do PV estava fazendo lá?

  17. Esta é uma boa para descascar aqui, envolvendo ao mesmo tempo a blogosfera marxista-humanista-neoateísta e as feministas voltando-se contra… Eduardo Jorge: eis que o candidato fala que uma auditoria na dívida faria o débito ficar magro como a Marina e as feministas veem uma suposta cara de que comeu e não gostou na acreana (sendo que o semblante dela em repouso é mesmo meio amarrado, como poderão ver) e dizem tê-la defendido (leia-se aí xingar muito no Twitter). Antes de qualquer coisa, que vejam a tal cena:

    http://www.youtube.com/watch?v=_WtrJxiWSII

    E aí tome falta cavada:

    1) Seria mostra de misoginia aludir a uma característica física de uma mulher. Seria então misandria fazer o mesmo em relação a homens? Quem olhou as redes sociais viu que fizeram fotomontagem do Levy Fidelix e do Eduardo Jorge caracterizados respectivamente como Sr. Barriga e Seu Madruga. Também estão dizendo que as pessoas estariam de preconceito com a candidata do PSB por não se enquadrar em supostos padrões de beleza, cabelo, sobrancelhas ou outras coisas. Logo, na cabeça deles, quem vê semelhanças com a Vovó Zilda de Família Dinossauros ou ache aquela foto com mulheres parecidas com a candidata um “encontro de Marinas Silva” seria tudo isso que a senhora Jarid Arraes está dizendo;

    2) Observe-se que a tal Jarid também disse que o candidato do PV teria sido íntegro ao perguntar para Aécio Neves sobre se ele concordava com a criminalização de mulheres que praticam aborto (no debate disseram que 800 mil mulheres abortariam por ano, número esse que está muito suspeito de ser uso fraudulento de estatísticas de curetagem);

    3) Observe-se também outra entrega de ouro que a autora comete: a de que uma revolução é um processo interminável, pois se parar em um determinado ponto (como pararia qualquer projeto que atingisse suas metas e seus propósitos, anteriormente definidos em números práticos) passa a estar sujeito a ataques. E obviamente ela fala de coisas impossíveis de serem atingidas, como o tal “mundo livre do machismo”, uma vez que sempre existirão atitudes que feministas classificarão como tal, mesmo que oriundas do mais emasculado e lambedor de salto dos homens na face da Terra. Afinal, como sabemos, “machismo” significa qualquer coisa que um MHN ache que é e que ao mesmo tempo impeça o avanço da agenda e possa ser usado para o avanço dessa agenda;

    4) Por fim, a tal Jarid quer que Eduardo Jorge se retrate publicamente por ter chamado Marina de “magrinha”. Por acaso o candidato falou alguma mentira? Por acaso constitui crime contra a honra comparar uma dívida auditada (e no contexto que ele usou, menor por cessarem os débitos que já estiverem quitados) com a magreza de uma candidata?

    Logo, uma dívida não pode ficar magrinha como a Marina, mas tem de ficar gorda como o Jô Soares, uma vez que a primeira condição pressupõe misoginia, enquanto a segunda não aciona palavras-gatilho que gerem gritas dessa gente, mesmo que uma dívida gorda como o apresentador em questão seja muito prejudicial ao andamento de um país. E quem for ver os comentários notará que já tem gente inclusive dizendo que o comentário de Eduardo Jorge seria indutor de anorexia. Enquanto isso nós damos risada.

  18. Nunca pensei em concordar com Levy Fidelix, mas verdade seja dita: O Brasil está indo para o buraco!!! Parece que ninguém está vendo isso e não foi sequer mencionado pelos principais candidatos que lideram as pesquisas… Mas que candidato é louco de falar mal dos bancos? Então, isso se explica.

    Vimos muito pouco sobre mobilidade urbana e a dura realidade nos metrôs, trens e viadutos (e na hora do rush…), quase nada sobre a Censura que por poooooouco não passa no congresso, e se não fosse pelo Jornalista José Paulo de Andrade, nem sequer tocariam nesse assunto que é cabal! Mais que importante, crucial!!!

    Ouvimos que a Educação do jeito que está não pode continuar, o mesmo pra Saúde e Segurança Pública, no entanto, não nos informaram de onde viria o dinheiro para o custeio dos projetos maravilhosos… Outra vez o Levy que tanto é ironizado por todo mundo, disse da verdade sobre a fortuna que é dada aos bancos e por aí vai… Não tem como bancar se não tem dinheiro, ou se tem, mas é perdido pelas peneiras da corrupção, sem contar os milhares de cargos públicos comissionados que são um abuso! E pouco brasileiro toca no assunto… Mas tocaram no assunto das propagandas fantasiosas na TV, isso foi bom!

    No geral, o debate foi muito morno, muito foi falado e esperado, da mudança e criação de blocos que colocariam candidatos frente a frente e etc… Porém, vimos o mesmo discurso de sempre defendido a unhas e dentes por cada um, que um é melhor que o outro, que no tempo de governo de fulano era tudo perfeito, mas a realidade é bem outra… Salvo em alguns momentos que Marina Silva apenas deslizou na escolha do figurino logo na abertura, mas que algum assessor rapidamente durante o intervalo, com certeza disse pra abolir aquilo! Hahaha No mais, ela foi muito segura e segurou o ataque do Aécio e da Genro.

    Tivemos os momentos de diversão que foram propiciados pelo Chefe da Zueira, Jorjão Zuão que apenas deslizou ao concordar com a Dilma na questão da Censura e não ter aproveitado os 2 minutos que lhe cabiam e depois quis os 45 segundos! Haha… Mas de resto, ri muito, principalmente com a parte: Lei dos Genéricos… Fui eu! e aquela cara de moleque da 4ª série que só apronta, mas deu uma dentro… Hahaha

    Enfim, espero ver o bicho pegar fogo no próximo debate, se é que vai ter, não sei… E se tiver, se vai ser na Globo… Vamos ver se o Aécio tem uma postura mais incisiva, ao invés de ficar com ar irônico e bater sempre na mesma tecla em alguns assuntos… Que Marina continue do jeito que foi e que Dilma fale menos: “no que se refere”… E que convidem o Jorge e o Levy, senão vai ser muito sem graça! \o

  19. Luciano, eu não te conheço. Seu post começou bem mas se perdeu quando deixou que suas emoções tucanas tirassem a racionalidade do discurso. Eu não possuo candidato. Cheguei a esse site após assistir ao Debate e procurava análises imparciais sobre o desenvolvimento dos candidatos. Infelizmente aqui só encontrei mais um puxador de sardinhas. Que feio! Foi decepcionante. Recomendo mais honestidade no discurso se quiser ter leitores verdadeiros, evitando esse “jornalismo” para chupadores de saco.
    obs: se não quiser publicar, pelo menos leia e coloque a mão na consciência. É por você mesmo que estou falando.

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