Constantino, o saci, o pibinho negativo e uma dica para Aécio

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Rodrigo Constantino publicou um ótimo texto chamado A crise mundial e o saci pererê, falando da caradura dos governistas em atribuir a culpa do PIB negativo (-0,6% no último trimestre) à crise internacional.

Ele diz:

Quando há um problema que ajudamos a criar, existem duas posturas distintas: assumir a responsabilidade para resolvê-lo; ou enfiar a cabeça na areia feito um avestruz e sair culpando os outros com uma metralhadora giratória. A primeira é aquela das pessoas com dignidade, caráter e coragem, não por acaso as vencedoras na vida; a segunda é a dos covardes, mentirosos, frouxos, não por acaso a dos perdedores.

O PT, obviamente, adota sempre a segunda postura. Diante de uma recessão antecipada pelos economistas sérios e causada pelos constantes equívocos do governo, o que fazem Dilma e Mantega? Culpam as estrelas, a Copa, a seca, o resto do mundo, e mentem para os ignorantes, afirmando que tudo será melhor daqui para a frente, quando as eleições já tiverem passado.

Repetir que a crise é mundial e que por isso estamos em recessão é tão ridículo que só mesmo um perfeito alienado poderia acreditar. É como crer que Saci Pererê existe de fato.

Em seguida, vemos um gráfico comparando vários outros países:

PIB-mundo

Ele prossegue:

O Brasil só está melhor do que a Ucrânia, país praticamente em guerra civil com os separatistas bancados pela Rússia. Parabéns, PT! Até mesmo a Grécia consegue “crescer” mais do que a gente! É o resultado de uma ideologia fracassada, de um modelo intervencionista, repleto de truques rudimentares, de empulhação, de embuste, de arrogância.

Os mesmos de sempre vão apontar para bodes expiatórios agora, ou fingir que não aplaudiam antes as medidas adotadas por Dilma. É sempre assim: aprendemos com a história que não se aprende muito com ela. O que dizer de um país em que gente como Maria de Conceição Tavares e Luiz Gonzaga Belluzzo ainda é ouvida pela imprensa para dar sua inestimável visão econômica, sempre errada?

Como disse Elena Laudau: “Nos últimos três anos, o Brasil cresceu 1,8% por ano em média. Muito menor que a América Latina. Não é uma questão pontual. […] O Brasil perde de todo mundo. Não é por culpa de uma crise internacional. É erro na política econômica. Quando as commodities nos ajudaram a crescer, diziam que era a política econômica. Agora, dizem que é crise externa”.

O Brasil caminha ladeira abaixo, e temos no volante uma “presidenta” que acelera cada vez mais… rumo ao fundo do poço! Tirar o PT do poder é a grande prioridade. Ninguém pode ser pior do que Dilma…

Não tenho nada a adicionar em relação ao que Rodrigo escreveu. Podemos, aliás, amplificar o uso desta ideia de forma estratégica.

Vejamos o que Aécio poderia colocar em seu programa de TV, inspirado nas palavras de Rodrigo:

Um governo que não assume sua responsabilidade e não olha para os fatos é insensível ao sofrimento de sua população.

Nessa mania de culpar os outros pelos seus problemas, o PT se saiu com uma desculpa ridícula para o PIB negativo no último trimestre: eles disseram que a culpa é da crise internacional. Isso é uma mentira vergonhosa. Olhem o gráfico [exibe o gráfico] onde vemos que em 38 países avaliados, só estamos à frente da Ucrânia, país sob guerra civil. Estamos pior que a Grécia e a Espanha, e muito pior que China e Índia. Até os Estados Unidos, que estiveram em crise recente, estão muito melhor. A culpa deste baixo crescimento é do PT e não há nenhuma “crise internacional” responsável por isso. Essa desculpa do governo é tão ridícula e furada quanto crer em Saci Pererê!

Fiz um teste aqui e dá para fazer essa narração em menos de 1 minuto, com voz pausada. Se for recheá-la com mais frames (como aquele mencionando a destruição da vida das pessoas no caso de termos 57 milhões de pessoas inadimplentes) e mais exemplos, dá para passar todo o recado em 90 segundos. Portanto, fica aí a dica de como fazer um ataque certeiro ao PT.

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10 COMMENTS

  1. É realmente correto comparar a economia de países diferentes?
    Afinal, são economias totalmente diferentes, e não é algo “trivial” como comparar períodos de um mesmo país.
    Não estou dizendo que isso invalida o argumento, porque é perceptível no gráfico a incompetência do PT, mas fica aí a minha dúvida.

    • Felipe,

      O crescimento do PIB de cada país é comparado em relação ao PIB que cada país já possui. As economias são diferentes, mas a meta de crescimento de PIB é algo que atende a todos. Eu não veria como seria um problema essa comparação.

      Abs,

      LH

      • Além do mais, o raciocínio do Felipe valeria apenas em outro contexto, e quando se comparasse dois ou três países apenas.

        Quando o governo culpa de forma genérica “a crise” e uma análise de diversos países de continentes, níveis de desenvolvimentos distintos e afins demonstra que praticamente todos estão crescendo acima do que cresciam há anos (quando a crise começou/existia), nós temos um padrão que emerge independentemente da situação peculiar de cada país. E esse padrão é claro: o Brasil é um dos poucos países em retração quando a grande maioria está crescendo. Não dá para escapar disso.

        Sem considerar que essa é a primeira retração do país desde quando, desde a época da hiperinflação?

  2. O governo brasileiro deixou de dar comer ao seu povo pra doar aos países comunistas sem retorno.O fracasso do PIB é a evasão de divisas,o desvio de aplicação dos impostos arrecadados,as doações e os perdões de dívidas aos estrangeiros e o enriquecimento dos partidos que estão se transformando em empresas de fomento nacional..

  3. Bom Constantino lembrar a Ucrânia.

    Estamos melhor que a Ucrânia e nada a comemorar porque o separatismo está na raiz de todas as catástrofes bélicas deste século e todos os países com enclaves não aplaudem movimentos fracionários (Espanha, Bélgica, Reino Unido Oriente Médio em geral,etc),

    Deixaremos de ser uma União se o projeto de poder de um partido abrir as portas do Brasil para a autonomia das nações indígenas. Aí não haverá diferenças ante a Ucrânia.

    “A Declaração Universal dos Direitos dos Povos Indígenas foi aprovada pela ONU, em 13 Set 2007, com o absurdo voto do Brasil. Tal Declaração tem por objetivo beneficiar 370 milhões de indígenas em todo o mundo. Ela visa ao enfraquecimento dos Estados Nacionais, crime de lesa-pátria, com o intuito de fracioná-los, por meio de ações independentistas de etnias tribais, criando-se Estados (‘Nações Indígenas’) dentro de Estados. Ela é uma porta aberta para a instalação de enclaves ultranacionais em nossa Amazônia (a começar pelas ‘orelhas’ do estado de Roraima), com vistas à sua internacionalização. A Declaração confere um status de autonomia e quase independência aos ‘povos indígenas’ e é composta de seis Partes, com 15 parágrafos ‘preambulares’ e 30 ‘operativos’, cujos termos integrais poderão ser compulsados no portal da ONU: http://www.onu-brasil.org.br. Diga-se que tal Declaração foi apovada por 143 países, com 11 abstenções (entre essas, a de nossa vizinha Argentina) e apenas quatro votos contrários: os dos EEUU, da Nova Zeândia, do Canadá e da Austrália. O Protocolo pode ser aprovado por três quintos, em duas vezes, em cada Casa do Congresso, para ter força de Constituição, mercê do Art 5º, § 3º, de nossa Carta Magna, bastando a dita ONU transformá-lo em ‘Convenção’.”

  4. “Quando há um problema que ajudamos a criar, existem duas posturas distintas: assumir a responsabilidade para resolvê-lo; ou enfiar a cabeça na areia feito um avestruz e sair culpando os outros com uma metralhadora giratória. A primeira é aquela das pessoas com dignidade, caráter e coragem, não por acaso as vencedoras na vida; a segunda é a dos covardes, mentirosos, frouxos, não por acaso a dos perdedores.”

    Céus, como esse Constantino escreve mal.

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