Avaliação: Marina Silva no Jornal da Globo em 01/09 (e um pouco mais sobre os coletivos não-eleitos)

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Esta análise será bastante diferente do habitual, pois gastarei muito pouco nos temas gerais, e bem mais em um tema de vital importância para nós.

Ontem, 01/09, em uma entrevista ao Jornal da Globo, Marina Silva respondeu perguntas de Christiane Pelajo e William Waack. Foram perguntas duras, no geral, mas a candidata se saiu bem, com exceção de um ponto que tratarei ao final (e para o qual dedicarei quase todo o post, como já disse).

Para começar, eles a questionaram sobre a união civil de homossexuais. O objetivo era enquadrá-la com os truques básicos dizendo que “religiosos não podem ser influenciados por suas convicções, senão o estado não é laico”, para o qual eu já trouxe dicas de refutação aqui. Marina foi firme e convincente, e mostrou-se respeitosa em relação ao direito dos gays terem o direito da união civil, mas não aceitou dizer que isso é “casamento”. Ela foi convicta no que disse, além de inclusiva. Se bem aproveitado isso vai lhe atrair a fúria da comunidade LGBT, mas aumentar ainda mais seu eleitorado entre os religiosos. Boa escolha.

Em outro momento, Christiane perguntou se com a manutenção do tripé “meta de inflação, câmbio flutuante, superávit fiscal” isso não resultaria em um ajuste forte com corte grande de despesas. Marina falou dos desmandos do governo brasileiro, que gasta mal, muito mal, além de não inspirar confiança nos investidores. Christiane rebateu questionando: “Candidata, a senhora vai aumentar impostos? É a minha pergunta”. Marina disse: “O nosso compromisso é de não aumentar impostos.” Christiane de novo: “E como é que a senhora vai conseguir?” Daí veio o de sempre: maior eficiência ao gasto público, redução de desperdícios, luta contra a corrupção, etc.

No final do programa, Waack a questionou sobre o pré-sal, dizendo que:

[…] o pré-sal, por exemplo, é talvez a aposta do atual governo, não só como instrumento de arrecadação, mas, sobretudo, como instrumento de desenvolvimento. A senhora tem dito, por exemplo, hoje, que o pré-sal é uma prioridade entre outras. O que isso significa? Que a senhora deixará o pré-sal caminhando de maneira morna?

Ela foi firme na resposta:

Isso significa que, se eu disser que a educação é uma prioridade entre outras, eu estou dizendo que a educação é prioridade, mas a saúde também é prioridade. Se eu estou dizendo que o pré-sal é uma prioridade entre outras, eu estou dizendo que nós vamos explorar os recursos do pré-sal, mas também vamos dar um passo à frente. Vamos investir em energia limpa com o uso da biomassa, o uso do vento, o uso do sol. William, não faz sentido termos a maior área de insolação do planeta e termos a quantidade de energia solar que nós temos. A Alemanha tem ‘zero vírgula nada’ de sol e tem 20% de sua matriz energética de energia solar. Nós temos um enorme potencial de biomassa e nós não estamos fazendo os investimentos. É você cuidar do lugar onde a bola está, mas sem ficar apenas nesse lugar. É você ir também para onde a bola vai estar. E o mundo inteiro está correndo atrás da ideia de uma economia de baixo carbono. O petróleo é uma necessidade não é só do Brasil, não, é do planeta. Ainda não se conseguiu a fonte de geração de energia que vai substituir esse combustível fóssil.

Waack ainda a questionou se ela subiria a gasolina para salvar o etanol. Ela argumentou que a política desastrosa do governo, subsidiando a gasolina, importando-a com um preço elevado, acabou destruindo a indústria do etanol. Quando Waack a perguntou se queria que o governo “desarmasse a bomba” para ela, Marina disse que queria uma “uma visão de país e não uma visão apenas das eleições”, ou seja, novamente posicionado Dilma como uma oportunista e imediatista que afunda o Brasil em torno de um projeto de poder. Nas demais contestações dos repórteres, ela se saiu bem.

Eis que o problema surgiu lá no meio da entrevista, quando Waack a perguntou sobre as malditas políticas de “participação popular”, o que em meu léxico agora significa o uso de coletivos não-eleitos, que podem, ao menos na visão bolivariana do PT, se transformar em sovietes, com a consequente implementação de uma ditadura. Mas veja como Waack conduziu as questões, com as respostas:

William Waack: Nós estamos entrando no campo da política e imediatamente vem à minha mente algumas das críticas que a senhora tem feito recorrentemente ao que a senhora chama de crise da democracia representativa brasileira. Democracia essa que lhe permitiu, candidata, de vereadora a ser duas vezes candidata a presidente. A senhora é um exemplo de uma democracia representativa que permite que as pessoas ascendam. Que crise é essa, afinal?
Marina Silva: Eu tenho falado na verdade, William, da crise da política.
William Waack: Que é diferente da crise da democracia representativa. Mas é essa que a senhora criticou mais. A democracia representativa.
Marina Silva: Não, eu não teci nenhum comentário em relação a isso.
William Waack: Está no seu programa.
Marina Silva: Eu tenho falado de uma crise da política e nessa crise, obviamente, que você tem que reconhece-la. Eu não acho que as pessoas devam fazer vistas grossas para o que está acontecendo, não só no Brasil, mas no mundo inteiro. Cada vez….
Christiane Pelajo: Mas crise da política ou da democracia? O William falou em crise da democracia.
Marina Silva: Eu diria que a gente precisa aprofundar sim a nossa democracia.
William Waack: Isso significa democracia direta, por conselhos populares?
Marina Silva: Não, é uma combinação das duas coisas. Ampliar a participação das pessoas, ao mesmo tempo melhorar a qualidade da representação e das nossas instituições. Se nós partirmos do princípio de que a representação tá muito boa, obrigada, de que não temos problemas em relação às instituições políticas, nós vamos ficar metidos na situação de crise dramática que nós estamos hoje no Brasil, em que as conquistas que alcançamos a duras penas estão sendo ameaçadas pelo atraso na política, e até mesmo por um certo descolamento das pessoas em relação à capacidade de acreditar que os políticos e os partidos podem ajudar a resolver os seus problemas. O que eu busco é aperfeiçoar a nossa democracia, democratizar a nossa democracia, combinando a participação correta e legítima, pelo o que é assegurado na Constituição, dos cidadãos. Nós somos eleitos para representar, não é para substituir o representado.
William Waack: A sua crítica tem um eixo muito forte, no sentido de pedir mais participação popular ou participação direta. O que a senhora quer dizer exatamente? A senhora apoia, por exemplo, os conselhos populares que o Congresso quer derrubar, e que não descritos como uma herança do bolivarianismo, que tem causado enormes prejuízos às instituições políticas na América Latina?
Marina Silva: Uma coisa importante pra a gente pensar, William, é o que que significa ampliar a participação das pessoas? Isso não tem nada a ver com bolivarianismo, isso tem a ver com melhorar a qualidade das instituições. Se nós não partimos do princípio de que os partidos precisam se renovar na sua forma, em relação à linguagem, às suas estruturas, nós vamos criar um descolamento. Eu sempre…
William Waack: Mas isso não tem a ver com conselhos populares, candidata. O que a senhora está dizendo, melhorar as instituições, isso vale para qualquer democracia representativa.
Marina Silva: Vale para qualquer democracia. E quem foi que disse…
William Waack: A pergunta é: a senhora é a favor da democracia direta?
Marina Silva: E quem foi que disse? Eu sou a favor da combinação das duas coisas. A Constituição brasileira assegura as duas coisas. Nós não podemos achar que uma coisa é em prejuízo da outra. Pelo contrário. Há um processo de retroalimentação entre a participação do cidadão dos diferentes setores que enriquece o processo democrático e, obviamente, que temos que ter instituições que passam a ser o polo estabilizador da democracia.
William Waack: O Congresso, no caso?
Marina Silva: O Congresso Nacional. Eu fui senadora durante 16 anos, né? Eu tive que aprovar projetos de lei convencendo os meus pares. Como ministra do Meio Ambiente eu dialoguei com todos os parlamentares. Aprovei projetos de leis que eram quase impossíveis de serem aprovados, como é o caso da Lei de Gestão de Florestas Públicas, a Lei da Mata Atlântica, a lei que criou o serviço florestal brasileiro, a lei que criou as concessões públicas para florestas, que era um mito.
William Waack: Ou seja, a senhora está considerando todos os argumentos a favor das instituições existentes e não de conselhos populares.
Marina Silva: Eu estou dizendo que quando se tem a contribuição da sociedade, o Parlamento, o Executivo, todos nos enriquecemos. O que eu fiz como ministra para conseguir reduzir desmatamento, na proporção que conseguimos, foi transformando boas ideias em políticas públicas, dos movimentos sociais, da academia, do próprio Congresso e dos gestores públicos. Hoje não tem mais essa ideia de que você faz as coisas pura e simplesmente para a sociedade. Você faz com a sociedade. Fazer com é diferente de fazer para. Conheço muitas pessoas que estão dizendo ai que é um perigo dizer que vai governar com a participação da sociedade. Mas também não é bom achar que vai governar apenas para os partidos.

Hmmm… não foi bem. Como ela é “vaga” em muitas de suas respostas, usou do mesmo recurso agora, em uma questão muito mais crítica. A vagueza provavelmente foi facilitada pelas perguntas “light” de Waack quanto ao assunto. Veja a sugestão de questionamentos dada por Olavo de Carvalho:

1) Os compromissos que o seu partido assinou com o Foro de São Paulo são diferentes daqueles que o PT assinou?

2) Como pode a senhora prometer lutar contra o bolivarianismo do PT se pertence à entidade que dissemina o bolivarianismo por toda a América Latina? A senhora quer apenas trocar o bolivarianismo do PT pelo bolivarianismo do PSB?

3) Se a sua promessa de lutar contra o bolivarianismo é honesta, por que a senhora não começa a lutar agora mesmo, rompendo com o Foro de São Paulo e denunciando suas atividades criminosas?

Pelo que vimos na página de Facebook de Olavo, Levy Fidelix se comprometeu a levar essas questões no próximo debate. Por enquanto, Marina não passou confiança em relação a ser uma democrata. Creio que o espectador deve ter tido essa mesma impressão, mesmo que o frame “autoritário” é hoje praticamente uma propriedade do PT. Ou seja, se não foi ruim em termos de preferência do povo, não convenceu tanto pessoas como as que leem esse blog, por exemplo.

Como eu já disse antes, em um segundo turno, caso Aécio não fique entre os dois primeiros, votarei em Marina Silva. Mesmo desconfiado daquilo que eu já tenho certeza no caso de Dilma Rousseff.

Mas há um lado positivo para todos nós: finalmente o bolivarianismo está se tornando parte do debate público. Creio que no próximo debate a coisa vai ficar ainda mais contundente para o lado de Marina, que tem a obrigação moral de se explicar. Quanto à Dilma? Ela já não tem mais autoridade moral para falar em democracia depois do Decreto 8243. E é com esse mesmo tipo de assertividade que as questões devem ser lançadas sobre Marina.

Essa acaba sendo a eleição mais importante de nossa história: estamos em luta contra uma ditadura depois do Decreto 8243. E Marina agora vai ter que se explicar por causa de seus “coletivos não-eleitos”.

Cá entre nós, eu li o programa de governo de Marina e a coisa é bem amena, quase sempre direcionada a sites com informações das votações do Congresso e do Senado para que todos possam acessar e enviar opiniões. Mas diante das sabonetadas dadas diante de Waack, e da urgência de questões mais contundentes, a pressão sobre ela deve continuar.

Quem sabe ela não assume em público o compromisso de vetar a participação de conselhos não-eleitos conforme está no Decreto 8243? Não que isso deva servir como atestado de confiança automática, pois o ceticismo político é um dos meus lemas. Mas ao menos em público uma proposta dilmista pode ser colocada sob escracho público. Este é o maior objetivo de levarmos o questionamento sobre o uso de coletivos não-eleitos, Foro de São Paulo, bolivarianismo e leis de censura de mídia usando os termos mais fortes possíveis.

A democracia brasileira respira por aparelhos. E só pode ser salva com esse tipo de postura (baseada em pressão) de nossa parte.

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15 COMMENTS

  1. Como você disse no texto, depois do decreto dos sovietes, a Dilma é a pior candidata possível. Entre as duas é melhor escolher a Marina Silva mesmo.

    • Concordo!

      Num segundo turno entre Marina e Dilma, a opção é mesmo Marina, apesar de toda a ameaça que ela representa. Além de estar disputando por um partido do Foro de São Paulo, cuja liderança está nas mãos de Cuba e do PT, ela precisa explicar direitinho (em minha opinião) porque só agora seu marido se desligou do PT e sua (dele) participação naquele escândalo de embrulhar só com passagem de ida os haitianos e jogá-los no colo do Alckmin e ainda dizer que paulista é preconceituoso porque reclamou da molecagem do PT do Acre.

  2. O Levy vai realmente trazer para o debate a questão do Foro de São Paulo?Se sim isso mostra que estamos evoluindo na política (pelo menos nacionalmente).

    Pode ser ingenuidade da minha parte, mas eu acredito que a Marina é “vaga” nesse assunto de propósito, para não perder votos de alguns esquerdistas.

  3. Marina, Aecio e Dilma, são candidatos a presidente da republica, o mais alto cargo do poder executivo do país.

    A maioria das questões/assuntos discutidos com os candidatos são referentes a mudanças em leis, do funcionamento dos poderes, novos “direitos”, participação da sociedade, etc. que acredito deveriam ser encaminhadas pelo legislativo.

    Note que tanto Marina como Aecio são/foram senadores local onde, nmho, deveriam ser colocados estes assuntos/mudanças.

    Marina listou seus projetos na resposta e pode-se notar que nenhum deles “raspou” nestes temas.

    Acredito que este posionamento da “imprensa vendida” (by Fidelix) ajuda as pessoas a confundir ainda mais o papel de cada um dos poderes e, portanto, também a função de cada um dos seus participantes.

    Enquanto isso, ninguém pergunta sobre relações exteriores, comercio internacional, Mercosul, exportações, desindustrialização, P&D, ciência e tecnologia, competitividade, etc.

    Parece que estamos em uma monarquia, com a diferença de que “o rei” é eleito a cada 4 anos e os suditos (eleitores) “pedem de tudo a ele”.

    Depois ninguém sabe porque o legislativo vive somente de correr atrás de MPs da presidência.

    Não temos crise “de democracia” pois ela já foi testada, utilizada e aprovada e, mesmo com todos os seus defeitos, é o melhor sistema de governo (poder) criado até hoje.

    O problema é como é utilizada pelos brasileiros, como quase tudo de forma errada.

  4. Atenção!

    Existe uma chave de leitura das ideias de Marina: são as ideias do filósofo Antonio Negri… Não é difícil ver que muitas das ideias da Marina coadunam com as ideias deste filósofo. Filósofo este que exerce significativa influência nos meios acadêmicos (veja por exemplo o que ocorre na UERJ)…

  5. Ontem, durante minha caminhada diária com a cachorra no parque, duas moças se aproximaram com um cachorro bonito, de raça conhecida pelo bom temperamento. Ele era bonito, abanou o rabo, se aproximou da minha cachorra com ar de quem quer brincar. Estava bem a vontade, folgadão na guia. Ao se aproximar, ele tornou-se muito agressivo, deu o bote e cravou os dentes no pescoço da minha cachorra. Pela expressão das donas, percebi que não era a primeira vez que um fato assim acontecia.
    Foi a primeira vez que passei por situação assim em anos.
    Comentei com o meu marido que os cães que rosnavam ganharam um ponto comigo. É mais fácil se defender de um cão que rosna do que do cão traíra que finge amizade.
    É necessário cobrar posições da Marina. Ela precisa mostrar quem realmente é. Se ela for agressiva e perigosa, quanto antes soubermos, melhor, o que não invalida a teoria do voto útil.

  6. eu penso que Marina eh a melhor candidata.
    ela parece unir o que acho necessario: regras claras de mercado, nao uso de paliativos, politicas economicas a longo prazo e com planejamento e preocupacao social.
    espero mesmo que seja eleita.

  7. Aos petistas,
    aos Reinaldeiros que estão dizendo “entre Marina e Dilma prefiro a Dilma”,
    a todos os anti-marinistas…

    foi mal, mas é ela quem vai ganhar.
    Ela se tornou a opção de todos que querem mudança.
    Gente de tudo que é classe social e de níveis estudantis e idades estão dizendo que vão votar nela. Não é como PT que tem um perfil definido de eleitor, ou como Aécio que também tem um perfil e muitos anti-PT faziam cara feia de ter que votar nele. É pra isso mesmo, engulam, pra pararem de reclamar. Ouvi vários direitistas “ai não, Aécio, não creio que vou ter que votar nele…”

    Preparem o dedo pra apertar 4 e 0.
    E ao invés de chorarem com a vitória da Marina porque mimimi, RIAM DA DERROTA PETISTA, PORRA.
    Bando de bunda mole.

  8. Boa tarde Luciano!

    Gosto muito dos seus artigos, me interesso muito por política, que aliás, acho que é o dever de todos se interessar, enfim… Seus artigos são ótimos e me ajudaram muito até então, pois eu sempre tive muitas ideias e uma opinião muito esclarecida, porém sempre tinha dificuldade em me expressar de maneira racional, com calma e sem “emoção” ao debater com alguém, e seus artigos tem me ajudado muito!

    Mas gostaria de mais uma ajuda, o que posso fazer além de me informar, para tentar influenciar de alguma maneira, de forma a alterar positivamente o cenário político atual??

    Obrigado. Abss!!

    • Victor,

      Para início, eu recomendaria uma forte atuação nas redes sociais. Vencer debates com deles, usando as técnicas aqui, é uma ideia. Criar vídeos, postar em um blog, etc. São opções.

      Nesse tipo de “embate” podemos treinar nossa habilidade.

      Isso, é claro, para um “começo”.

      Obrigado pelas palavras.

      Abs,

      LH

      • Humm, interessante, vou me aventurar pelas páginas esquerdistas então. Pelas redes sociais nestes dias postei artigos seus exaustivamente na página do Aécio Neves, e em outras páginas. Obviamente que por coincidência, mas parece que agora ele está tomando vergonha na cara e se tornando um pouco mais homem no embate, apesar de ainda estar faltando um pouco de coragem e assertividade como você mesmo sempre fala, esperemos que ele acorde em tempo.

        Obrigado pelas dicas.

        Abs, Victor.

  9. “Quanto à Dilma? Ela já não tem mais autoridade moral para falar em democracia depois do Decreto 8243. E é com esse mesmo tipo de assertividade que as questões devem ser lançadas sobre Marina.”

    Quem sabe disso? Você e alguns amigos ou estudiosos?
    O mal é esse, perguntas que poderiam ser feitas para a Dilma também, serão exclusivamente feitas a Marina. Pq alguém acha que a presidente não tem moral pra falar a respeito.
    Mas a sociedade não sabe, o eleitor não sabe…
    Ou vcs acham que todo mundo lê esse blog?

    acho que as duas deveriam ser questionadas por ligaçoes ao bolivarianismo

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