Glossário: Coletivo não-eleito

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Alguns me perguntam por que uso a expressão “coletivo não-eleito” e não apenas a expressão “soviete”, quando na verdade poderia usar a última. O fato é que “coletivo não-eleito” tem um potencial auto-explicativo embutido na própria definição. É dessa definição que falarei agora.

Imagine um time de futebol, uma associação estudantil, um conjunto de manifestantes, um sindicato, uma instituição de caridade e um grupo comunitário. O que todas essas pessoas organizadas (em maior ou menor nível de organização) possuem em comum. Simples: elas são coletivos de indivíduos, os quais não receberam votos em uma eleição executiva ou legislativa, nem sequer foram apontados diretamente por alguém que tenha recebido estes votos.

A junção de todos estes coletivos não-eleitos constitui a sociedade civil, desde que estes coletivos não façam parte de uma estrutura sustentada pelo poder estatal. Ou seja, a sociedade civil não se implementa pela força coercitiva, mas pela associação voluntária de indivíduos.

Por que é importante termos esta definição? Pois hoje em dia o termo “sociedade civil” tem sido banalizado como instrumento de tomada de poder especialmente pela extrema-esquerda. Eles simplesmente transformam alguns desses coletivos não-eleitos em sovietes, ou seja, parte do aparelho estatal, exatamente como ensinaram os bolcheviques. A partir daí, sempre que um governo totalitário se refere aos seus coletivos não-eleitos, ele dirá que esta é “a sociedade civil”. Tudo não passa de um grande truque de frame.

Com esta definição em mãos, sempre que um candidato de esquerda falar em “conselhos populares”, ressignifique para “conselhos não-eleitos” ou “coletivos não-eleitos”, demonstrando para o público que pessoas não eleitas por você ou os demais eleitores estão sendo colocadas na estrutura de poder estatal, o que se configura uma ditadura.

Minha dica é fugir do termo “conselhos populares”, pois grande parte da população não vai entender o que isso significa. Muitos acharão que é algo positivo por causa da expressão “popular”. Por sua vez, a expressão “soviete” é muito mais exata, mas requer alto grau de explicação, que o cidadão comum não ouvirá.

Já o uso da expressão coletivo-não eleito permite que façamos interações diretas com ditadores ou aprendizes de: “Conforme dizemos, são coletivos não-eleitos, certo? Se não foram eleitos pelo povo, por que são escolhidos para dar conselhos? Quem escolheu? Foi você? Por que esses grupos e não os outros?”. E esse é só o começo da acareação.

O objetivo então é começarmos a falar em uma linguagem demonstrando de forma automática que os bolivarianos (e qualquer outro governo que queira ir pelo mesmo caminho) sempre mentem quando falam em “participação do povo” ou “sociedade civil”. Na verdade, eles apenas falam dos coletivos não-eleitos transformados em seus sovietes. Quer dizer, o exato oposto da sociedade civil.

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    GOD AND GUNS

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    Tradução da placa
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    DEUS e ARNAS

    Bem vindo a IDAHO.

    Você pode não gostar de armas.
    É seu direito.

    Você pode não acreditar em DEUS.
    É sua escolha.

    Mas se alguém invadir seu lar,
    as primeiras duas coisas que você irá fazer serão:

    Chamar alguém (aqueles) com uma ARMA e REZAR para que cheguem lá a tempo.

    —– Governador Nick Waite.

    ……….

  2. Bolivarianismo copiando o socialismo da URSS e o fascismo. Os sindicatos e associações representativas da Itália fascista, igual aos sovietes, também eram instituições dominadas pelo partido fascista.

    Exemplo de desgraça, se esse teatro se tornar um poder paralelo no estado, a UNE, um conhecido aparelho do PT, que diz representar os estudantes apoiarão decisões no ensino que seja de interesse dos partidos bolivarianos brasileiros, não de todos os estudantes. Outros órgãos aparelhados farão o mesmo.

    “Tudo no Estado, nada contra o Estado, e nada fora do Estado.”
    Benito Mussolini

  3. Luciano, acha que seria uma boa estratégia começar a fazer parte destes conselhos? Fui nomeada para um deles e pretendo aos poucos, ir me posicionando ali. Quem sabe não mostrando para os membros intelectualmente honestos, o mal que a esquerda representa?

      • Entendido Luciano. Agora, haja paciência para aquilo ali. Já tive reunião onde ficaram debatendo quem era mais marxista. Percebi também que a maioria é bem (muito bem) de vida, viu? O conselho tem um orçamento de 14 milhões, sem contar que também temos poder deliberativo em cima de um de 3 bilhões. E olha que é um conselho municipal, imagina estaduais e/ou federais?

  4. Luciano, tenho visto militantes de extrema-esquerda afirmando que o Brasil caminha para uma teocracia. Sabemos que eles são conhecidos por fazer alarmismos, intensificando números de mortes relacionados a grupos minoritários e criando cenários de catástrofes (aquecimento global, superpopulação..). Seria essa mais uma estratégia para camuflar a tomada de poder pelos socialistas e angariar o apoio de ateus?

    • Se não se importa da minha intromissão, considero q tal alarmismo pode sim ser estratégia para angariar apoio dos ateus, ainda mais considerando a deturpação do conceito de Estado laico por parte dessa militância. Soma se a isso o ‘bom’ e velho politicamente correto, responsável por retratar os cristãos como monstros culpados por toda sorte de problemas do mundo.

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