Jarbas Vasconcelos desmascara terrorismo eleitoral do PT

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Conforme mostra o Extra, o senador Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE) disparou sua metralhadora para demonstrar a baixaria petista nesta eleição:

BRASÍLIA — O clima eleitoral tomou conta dos discursos no Senado pelo segundo dia consecutivo. O senador Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE) saiu em defesa nesta quarta-feira da candidata do PSB à Presidência, Marina Silva, afirmando que o PT e a presidente Dilma Rousseff começaram uma “campanha de desqualificação” da ex-senadora. Sem citar o nome do líder do PT no Senado, Humberto Costa (PE), Jarbas disse que ficou “estarrecido” com o discurso de um senador petista, na véspera, contra Marina.

Humberto Costa fez ontem duras críticas a Marina e a chamou de “FHC de saias”.

— Diante do desespero que começa a tomar conta da campanha petista, diante da possibilidade real e iminente de serem desalojados do Palácio do Planalto no próximo dia 5 de outubro, o PT começou a campanha de desqualificação da candidata Marina Silva. Depois que as pesquisas de intenções de votos apontaram o empate entre Marina e Dilma, o Partido dos Trabalhadores e a própria presidente (Dilma Rouseff) não fazem outra coisa. Fiquei profundamente estarrecido com a performance de um senador do PT, aqui no plenário do Senado, que agrediu a candidata Marina de forma leviana, irresponsável e chula. Logo mais à noite, no programa eleitoral, a candidata do PT Dilma Rousseff, orientada pelo folclórico marqueteiro João Santana, disse que “Marina se apresenta como ‘Salvadora da Pátria’” — disse Jarbas.

Jarbas disse que não é o caso de “promover salvadores da Pátria”:

— A candidata Dilma Rousseff não tem o menor constrangimento em mentir e mistificar. De certo modo, não se pode esperar postura diferente de uma presidente que confessa: “Nós podemos fazer o Diabo quando é a hora da eleição!”. O papel de Diabo ela faz, permanentemente, no exercício do poder, usando o dinheiro do contribuinte brasileiro para fazer campanha — disse ele, acrescentando:

— Nada, absolutamente nada, vai fazer o povo brasileiro deixar de votar pelas mudanças. Nada, absolutamente nada vai impedir os brasileiros e brasileiras de mandarem Dilma, o PT e seus aliados para a oposição nas eleições de 5 de outubro próximo.

O senador Jarbas condenou a estratégia do PT de comparar Marina a Jânio e a Collor, lembrando que o senador Fernando Collor (PTB-AL) é aliado de Dilma.

— Em épocas de desespero, o PT não poupa nem seus aliados. O Collor é aliado de primeira hora dos governos petistas, de Lula e Dilma. Não deixa de ser uma lorota e uma atitude de ingratidão e autofagia, na medida em que, com o intuito de ganhar a eleição presidencial a todo custo, sacrifica um aliado que é candidato à reeleição para o Senado — disse Jarbas.

Ele disse que o PT se especializou em espalhar boatos contra seus adversários.

— No ano de 2010, contra o candidato José Serra, inventaram que ele iria acabar com o Bolsa Família. E agora visam Marina Silva, com toda sorte de invencionice. Mas o eleitor brasileiro amadureceu e está vacinado contra essas estratégias eleitoreiras desleais do PT — disse ele, lembrando o caso do “mensalão”, que condenou dirigentes petitas:

— Não é uma parte comum do PT que se encontra no xadrez, é a parte dirigente, que até ontem mandava.

Ao comentar o discurso de Jarbas, o senador Eduardo Suplicy (PT-SP) disse que queria dizer aos dirigentes do PT que o melhor é apresentar propostas e não fazer críticas a adversários.

— Quero dizer ao meu Partido, à presidente Dilma, ao meu presidente Rui Falcão (presidente nacional do PT) que o melhor não é apresentar críticas aos nossos adversários. O melhor será mostrar aquilo que temos feito de melhor e aquilo que vamos fazer ainda melhor — disse Suplicy.

Já o senador Cristovam Buarque (PDT-DF) condenou o “discurso do medo”.

— Agora, o PT diz que Marina será o caos. Esse carimbo do medo não pode pegar. Há sim o risco, mas o risco de se governar não mais de maneira viciada, há o risco de sair do fisiologismo, de suspender as negociatas…Quando falarem do medo, como disseram do Lula, não se verificou aquela pecha de que Lula não iria governar. Quando voltarem com o medo, digam: não tem perigo. Você governar bem, sem risco: tem duas formas, continuar esse sem risco da negociata, da corrupção. Essa é uma maneira espúria e que que nega a democracia. A outra é base de apoio compatível à base de apoio ao presidente ou presidenta que escolher — disse Cristovam Buarque.

É preciso de uma estratégia para desmascarar ponto a ponto a sujeira moral demonstrada pelo PT, pois esse poderá ser um diferencial para eles no mês final antes das eleições em 5 de outubro. Ocorre que o partido abusa do trotskismo para atacar seus oponentes, que dificilmente terão estômago para revidar tanta baixaria. Como resultado, isso pode dar pontos preciosos para os petistas.

Ademais, o PT fará de tudo para fazer Aécio lutar contra Marina, mas jamais contra Dilma, mesmo que esta última continue ligeiramente à frente nas pesquisas.

Nesse momento, surge a surpresa: até aliados do PT estão se pronunciando diante do comportamento antissocial do partido. Mais no que nunca será preciso criar revides para ajudar Marina (e quem sabe, Aécio) usando a técnica do resumo da baixaria alheia.

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5 COMMENTS

  1. Não deixa de ser uma manifestação contundente de um senador que, se não é o salvador da pátria, sempre usou muito bem da tribuna do Senado. Já o Humberto Costa faz o contrário, é um cara fraco tecnicamente, veja-se a nulidade no ministério da Saúde, e que beira o estridentismo quando se pronuncia. Saindo o PT do poder, esse tipo de político é o que mais perde. Dizem que em PE ele não se elege mais… o PSB está muito unido lá em torno do Eduardo e do que agora são seus herdeiros. No entanto, não deixa de ser um senador da base aliada falando o contrário do petista, um dos mais capachos e menos compromissado com alguma democracia de base (o que eles alegam fazer como direitos humanos, etc). Me intriga o fulanismo da política brasileira. Em outros países, como a Inglaterra, pode-se não gostar do
    “Labour” ou do partido Conservador, mas geralmente os politicos fazem o seu papel. Falam um o contrário do outro e se cumprimentam. Aí a discussão evolui, mesmo que seja no lado que você não apoia. Já aqui fica todo mundo esperando um alfinetar o outro, e política passa longe. O próprio sucesso do PT é uma grande peça de marketing, conseguiram demonizar o FHC e ao mesmo tempo, manter a política dele em muitos pontos, piorando algumas coisas no Lula, e mais coisas com a Dilma.

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