Opera Mundi vai ao Fórum da Liberdade e da Democracia e não entende absolutamente nada

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Ver a mente de um ultra-esquerdista entrar em colapso diante de algo incapaz de entender (até por não ter conhecimento para tal) é sempre divertido. Vamos dialogar com o texto Estranho no ninho: um repórter de Opera Mundi no encontro ultraliberal de Ron Paul e Danilo Gentili, publicado no Opera Mundi. Como sempre, trata-se de mais uma publicação viciada em verba estatal.

E já no título o articulista começa mentindo duas vezes. Primeiro, por que o evento não tem nada de “ultra” liberal. É um liberalismo dos mais moderados. E o evento não era “de Ron Paul e Danilo Gentili”. Este último era apenas um homenageado, enquanto Ron Paul era um dentre vários palestrantes.

Comecemos:

Teatro Net, São Paulo. O luxuoso auditório na Vila Olímpia recebeu nesta terça-feira (09) dezenas de empresários e jovens empreendedores para o 1° Fórum Liberdade e Democracia na cidade. Fui o selecionado na redação de Opera Mundi para acompanhar o evento.

Empresários e jovens empreendedores. Gente que costuma gerar valor para um país. Que diferença de um congresso da extrema-esquerda, onde só temos pessoas destruidoras de valor. Porém, os encontros dessa tropa também costumam ser bastante luxuosos.

No corredor de acesso ao teatro, placas e cartazes com organizadores e parceiros do evento: IFL (Instituto de Formação de Líderes), Instituto Liberal, Instituto Millenium, Misses Brasil, Capitalismo Consciente…

“Misses” Brasil. Esse conhece…

“Estamos aqui para perguntar que rumos queremos para o Brasil. Para formar novos líderes, para defender a liberdade e a intervenção mínima do Estado na vida das pessoas. O governo não tem o direito de dizer o que eu tenho que fazer. Pelo direito às armas e outras liberdades individuais, pois não queremos ser tomados pelo socialismo e por regimes autoritários da América Latina”.  Estas foram as palavras ditas logo na abertura do evento, aplaudidas de pé pelo público e assinadas pelas empresas patrocinadoras.

Gritos em favor da redução máxima de impostos, ajuste fiscal e corte maciço dos gastos públicos foram a tônica das seis horas de duração do evento. “Isso aqui é a revolução”, disse um empresário sentado ao meu lado.

Fico imaginando o desespero de um esquerdista ao descobrir que a palavra “revolução” não é mais monopólio da extrema-esquerda. No mínimo isto é impagável, pois na cabeça do esquerdista “revolução” significa inchar o estado para dar poder para burocratas que adoram mamar nas tetas do estado, destruindo como sempre o nível de vida da população.

Aliás, fiquei a maior parte do evento “camuflado” – com roupa social e pinta de odiar o atual governo brasileiro, como mandava o figurino – entre empresários e os próprios palestrantes, entre eles Ron Paul, um dos pré-candidatos à presidência dos EUA pelo Partido Republicano nas eleições de 2012 e postulante à Casa Branca pelo Partido Libertário em 1988.

Aqui ele provavelmente projetou a mania de seus amigos da extrema-esquerda de partir para a violência fascista diante do contraditório. Não há indícios de que em eventos liberais exista violência assim como ocorre nos grupos envolvendo a turma dele.

Nessas bandas, agindo como se fosse parte do “grupo”, ouvi algumas boas: “Revista Veja, o único veículo de comunicação do país que ainda defende interesses que podem salvar o Brasil”. “Líderes comunistas da América Latina são feitos com propaganda na TV e alienação do povo”. “Falta muito pouco para entrarmos na ditadura comunista”. “Che Guevara, máquina fria de matar”. Não vou mencionar críticas a Lula e Dilma e ao PT (Partido dos Trabalhadores), pois precisaria de uma reportagem inteira para isso.

O quê? Absurdo! Onde já se viu dizerem que Che Guevara matou pessoas. Na verdade, no socialismo as pessoas se suicidam. Jamais são mortas pelos revolucionários. E onde já se viu dizer que os tiranetes da América Latina gostam de uma propaganda? O recorde de publicidade no governo Dilma deve ter ocorrido em uma dimensão paralela. E, é claro, todas as outras publicações denunciam o Foro de São Paulo. E onde já se viu essa turma falar dos riscos do socialismo? Isso é tema proibido, provavelmente.

Quer dizer, o sujeitinho não sabe nem argumentar. Basicamente ele simula falso espanto diante de obviedades comprovadas pelos fatos. Não dá para descer mais baixo que isso.

Bem, mas como o objetivo da reportagem era debater ideias com os ultraliberais sob “outra perspectiva”, resolvi me posicionar. “Como explicar para milhões de brasileiros que saíram da miséria extrema graças aos programas sociais do governo de que o Estado deve ser reduzido ao mínimo e que o Bolsa Família, por exemplo, deve acabar?”, perguntei ao presidente do IFL, Tomás Martins, organizador do evento.

“Essas pessoas cresceram graças ao trabalho e à produção. Foram fomentadas pelo consumo e o poder de compra que tiveram com a estabilização da economia e redução da inflação. Então, não foi um mero programa assistencialista que reduziu a pobreza”, respondeu.

“A ONU tenta há mais de 40 anos reduzir a pobreza na África. Não funciona, pois não adianta fazer política em Nova York e esperar resultados na África. Essas pessoas precisam ser apoderadas. E como se faz isso? Através da liberdade. Essas pessoas precisam ser livres para comprar e produzir aquilo que desejam”, completou serena e educadamente o jovem empresário.

A cara do elemento deve ter sido impagável. Muito provavelmente acostumado a dar carteiradas em alunos de humanas, a maioria deles ingênuos e vulneráveis diante de um professor com segundas intenções, ele não esperava ver seus truques deixarem de surtir efeito por lá. É nisso que dá uma esquerda que nem de longe conhece os argumentos da direita.

A mesmo sorte não tive com Ricardo Murphy, ex-ministro da Economia da Argentina, que renunciou ao cargo dez dias depois de assumir após decisão de corte de gastos na grave crise econômica no começo dos anos 2000.

“Não gosto do exemplo da Venezuela pois ali é um fracasso”, disse seco, visivelmente contrariado ao responder sobre exemplos latino-americano de combate à pobreza.

E a figurinha ainda tem a pachorra de validar a Venezuela. É mole? Nem merece comentário…

Ricardo Murphy até que foi educado.

Já para o escritor cubano Carlos Alberto Montaer, apresentei reportagens recentes de Opera Mundi, que mostram que, segundo Banco Mundial,”Cuba tem o melhor sistema educativo de América Latina e Caribe” e que “Cuba é o melhor país da América Latina para ser mãe“.

“Tenho dúvidas se essas informações são verdadeiras. Nenhuma universidade cubana aparece nas primeiras 200 posições em rankings de ensino. Sem liberdade e produção de riqueza, para mim Cuba tem o pior sistema do mundo”, disse rebatendo minhas perguntas.

A sorte do sujeitinho do Opera Mundi é que seus interlocutores foram boa praça, pois pessoas que acreditam em indicadores de um país fechado como Cuba merecem escárnio, apenas isso. Mas os fatos são outros: Cuba é um país onde sua população não tem nem o que comer. Aliás, é o partido com as prostitutas mais baratas do mundo, especialmente para quem se hospeda no Hotel Havana Libre.

Após encerrar a série de entrevistas na área de bastidores, dois funcionários da limpeza – vale aqui a nota, contando comigo, éramos os únicos negros que vi no evento – vieram me procurar. “Amigo, quem são esses senhores que você tava conversando? Os caras chegaram de helicóptero e equipe de segurança…”

Expliquei que eram ex-candidatos à presidência de EUA e Argentina. “Nunca pensei que estaria tão perto de gente tão importante. Valeu, irmão”, disse um deles, despedindo-se apressado sem me dar tempo de perguntar nome e idade.

Quando se pensa que um indivíduo (?) não consegue perder ainda mais a dignidade, ele ainda consegue arrumar uma desculpa esfarrapada completamente racista. Para início de conversa, o fato do esquerdista ser negro, não significa absolutamente nada. Ademais, é muito fácil fazer uso de evidências anedota. Pena que nos próprios comentários do texto alguém disse: “Só porque você não me viu lá, além de mais alguns amigos, não significa que não haviam negros. E não somente negros, como muitos pobres também.” Quer dizer, o sujeito do Opera Mundi mentiu para se fingir de vítima.

A conclusão não poderia deixar de ser uma miséria:

Mas a cereja do bolo no fórum liberal ficou para o final. Percebi uma aglomeração de pessoas. “O homem chegou”, gritou um dos organizadores. Era Danilo Gentili.

O apresentador do SBT foi homenageado com o “Prêmio Liberdade”, segundo a organização do evento, “pelo ótimo serviço de defesa dos direitos individuais e de defesa da liberdade de imprensa”.

“Legal a ideia de Opera Mundi da reportagem de ‘estranho no ninho’, mas ai já é demais”, pensei.

Preferi partir sem ver a entrega do prêmio.

É justo que eu diga o nome da figura por trás desse texto: Dodô Calixto. Assim como a extrema-esquerda não gosta de trabalhar, o mesmo parece valer para Dodô, que fez um texto porco e de baixo nível, concluindo com mais uma simulação de falso espanto.

Resumo da ópera: um ultra-esquerdista entra em colapso psicológico ao ver algo incapaz de entender ou refutar (enquanto para nós é fácil refutá-lo) e só lhe resta partir para a baixaria. Em suma, mais do mesmo em se tratando da BLOSTA.

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50 COMMENTS

  1. O momento mais engraçado pra mim foi quando ele disse que tentou convencer o escritor cubano de que Cuba não é só jeito que o próprio escritor cubano viu com os próprios olhos.

    “Não acredite nos seus olhos, acredito no banco! O banco mundial!”

    Hahaha!

  2. O pior desse texto do Dodô Calixto é que é muito mal escrito. Parece redação de criança de quinta série, se não for pior. O que me preocupa é que eles misturam liberalismo, welfare state, socialismo, fascismo e sei lá mais o que como se fosse “extrema-direita”. O sujeito é tão preguiçoso que não sabe que o evento é de escola austríaca e que ela tem características próprias dentro do próprio liberalismo. Esse texto comparando as diferenças entre as escolas de Chicago, austríaca, o marxismo e o keynesianismo daria um verdadeiro travamento nos três ou quatro neurônios que esse sujeito possui:
    http://www.mises.org.br/Article.aspx?id=1349

    Comparem o quão essas idéias são diferentes entre si. Esses caras não estudam e só sabem xingar. Peçam para um esquerdista diferenciar liberalismo de keynesianismo que eles travam e ficam repetindo “neoliberal, neoliberal…”.

    Excelente análise, Luciano. Headshot!!!

  3. Luciano, o texto é fantástico. Permita-me apenas uma correção, se meu português não estiver enferrujado: acredito que, no título, o correto a se escrever seria ” Ópera Mundi vai AO Fórum da Liberdade e da Democracia…”. No mais, parabéns pelo excelente e esclarecedor trabalho.

    Abs,
    Lucas

  4. “O quê? Absurdo! Onde já se viu dizerem que Che Guevara matou pessoas. Na verdade, no socialismo as pessoas se suicidam. Jamais são mortas pelos revolucionários. E onde já se viu dizer que os tiranetes da América Latina gostam de uma propaganda”

    Com esse pedaço aqui você metralhou à lá Rambo a mente de um esquedista. Provavelmente antes de ler o final ele já iria começar a gritar “fascista, nazista, sexista, machista, oprimista(ehehe), reacionário coxinha, olavete” e o fato de a mente do comunista bugar e começar a série de xingamentos só prova que realmente o cérebro dele está em estado vegetativo(no modo “comunista” automático). São dificeis os casos em que um comunista recupera mais de 60% do cérebro após estar no nível já de militância do PT e ter um blog para falar mal da direita (usando ataques pessoais e nunca argumentos). É preciso nós sempre partimos da premissa que para o comunista não existe a regra moral “não matarás por motivo fútil”. “Não matarás” para o esquerdista significa = “matarás todo aquele que discordar de vós; calará aqueles que estão em dúvida e se houver balas disponíveis, mate toda a família para dar uma lição a esssa burguesia reacionária e fascista”.

    • Eu fiz um resumo sobre o primeiro item que dá qualidade a um comunista (sub-humano):
      “Tem forte conexão com símbolos infantis como caveira, foice e martelo, esqueleto, estrela vermelha e etc. Fotos que viram “símbolos” de algum fato que eles nem sabem. Paixão por algum zé ninguém desafiando alguma autoridade”

  5. Que nível deplorável. Esse texto seria engraçado se não fosse endêmico nesses blogs estatais. Ontem mesmo fiz um texto comentando sobre esse comportamento de falsa afetação e fingimento histérico do esquerdista diante do “perigo” desconhecido. Escrevi baseado numa esquerdista qualquer com a qual debati, mas se encaixa perfeitamente à esse caso. Incrível como agem sempre da mesma forma.

    Esse seu texto deveria ser distribuído em todos as escolas e universidades. É muito didático em mostrar a sociopatia da mentalidade esquerdista.

  6. “No corredor de acesso ao teatro, placas e cartazes com organizadores e parceiros do evento: IFL (Instituto de Formação de Líderes), Instituto Liberal, Instituto Millenium, Misses Brasil, Capitalismo Consciente…”

    Misses Brasil.É capaz desse aí dizer que o Miss Mundo é neo-liberal. 😀

    A propósito, entre os organizadores ou parceiros tinha algum do Estado?
    Duvido muito.Pena que não podemos dizer o mesmo de muitos eventos de esquerda, sempre contando com “apoio” de estatal X, “patrocínio” de prefeitura Y, etc.

    “disse seco, visivelmente contrariado ao responder sobre exemplos latino-americano de combate à pobreza.”

    Olha aí que “ótimo” exenoki de combate à pobreza:]

    http://internacional.estadao.com.br/noticias/geral,crescimento-da-pobreza-na-venezuela-se-acelera-e-poe-em-xeque-retorica-chavista-imp-,1507621

    http://exame.abril.com.br/economia/noticias/dividas-da-venezuela-aumentam-e-economista-sugere-calote

    E o “toque de mestre” socialista:

    http://g1.globo.com/economia/noticia/2014/08/venezuela-limita-compras-em-supermercados.html

    E sobre a “ótima” educação cubana:

    http://internacional.estadao.com.br/noticias/america-latina,cuba-admite-exodo-de-professores-devido-a-baixos-salarios,69978

    OBS:Curioso o fato de Cuba nunca ter participado de um exame do PISA (pelo menos eu nunca vi).

    OBS 2:Também é curioso que quando é para defender a ditadura cubana eles deixam de lado até o ranço que têm contra os bancos.

    Entretanto a parte divertida fica na parte de comentários, onde o pessoal afirma que tinham pessoas negras além dele.

  7. Esse dinossauro esquerdopata deve ter se mordido todo. Um estranho no ninho… onde já se viu? Ele realmente não entendeu nada. Ele mesmo se rebaixa como mau-vindo, segundo a imaginação histérica dele. Ele imprime nos outros o papel que ele e seus sequazes fazem, que é reprimir a liberdade, liberdade de ir e vir, e liberdade de pensamento, de diálogo entre idéias diferentes – o que nos círculos que ele frequenta é sabidamente impossível sem que haja rusgas. De fato, esse pessoal, que fala tão usurpadoramente em democracia e liberdade, liberdade bradam, com o punho cerrado, deve ter sentido uma sobredose do que é a verdadeira democracia e liberdade. Depois ele seguiu instando em um clichê contra os que lá estavam, colocando a pecha de ‘‘vejistas’’, o que para a extrema-esquerda é um estribilho. Mas o pior dele ter citado essas boas foi ironizar sobre o indefensável Che Guevara. Ele quis reduzir os que lá estavam a meros repetidores de chavões, como eles mesmos são e fazem com os incautos, dando carteiradas. E quis contestar um escritor cubano com dados fajutos sobre os índices de Cuba, cáspita! Tsc. É muita cegueira, para não dizer cretinice. Parece uma espécie de auto-engano. Só sei que é patológico. Eles têm tanto ódio à direita que só de se aproximar dela já se mostram afetados. Esse Calixto devia ter ficado debaixo da cama chupando dedo. E a esquerdalha vem há muito tempo numa campanha difamatória contra o Danilo Gentili, vê-se em todos os blogs.

  8. Luciano, dá uma olgada nissoÇ

    http://wagnerfrancesco.jusbrasil.com.br/artigos/137958077/ninguem-quer-saber-se-voce-foi-inocentado-diz-pai-acusado-pela-ex-de-abusar-sexualmente-da-propria-filha?print=true

    “Ninguém quer saber se você foi inocentado”, diz pai acusado pela ex de abusar sexualmente da própria filha
    Publicado por Wagner Francesco – 3 dias atrás
    Conheça a história de homens que foram chamados de monstros pelas ex-mulheres e acusados de abusar sexualmente das próprias filhas. Depois de investigados, provaram inocência, mas não sem antes ter a vida arrasada. Perderam emprego, saúde e credibilidade. Marie Claire investiga a onda de falsas acusações que invade os tribunais, transformando divórcios em guerras sujas, e conclui: quem mais sofre com esse drama são as crianças.

    O inferno chega quase sempre do mesmo jeito, pelas mãos de um oficial de Justiça. A carta convoca o destinatário a uma Delegacia da Mulher e dá dez dias de prazo para se apresentar. Não há detalhes, apenas o endereço do local. “Você lê e pensa: o que é isso?”, diz o empresário paulistano Fernando Dantas da Silva, 35 anos, que recebeu a intimação em 2008, quando estava na casa da mãe, e seguiu rumo ao endereço indicado na mesma hora. Aos 27 anos, ele estava separado havia três meses quando o documento chegou. As coisas não iam bem com a ex-mulher, mãe de sua filhinha de 4 anos. Ela o proibia de ver a menina e as brigas sobre o tema aumentavam. Desde o nascimento, Fernando filmava e fotografava os passos da garota todos os dias, e com frequência voltava para casa no meio do dia para almoçar com ela. Agora, não aceitava a distância imposta pela mãe. Na delegacia, descobriu o teor da acusação: estupro, e contra a própria filha. O boletim de ocorrência trazia o relato da ex, que o teria flagrado assistindo a um filme pornô com a menina no colo, enquanto lhe fazia “cócegas” na vagina. “Quando ouvi isso, não senti minhas pernas. Comecei a chorar e só conseguia soluçar na frente da delegada, que me garantiu que investigaria o caso até o final.”

    A essa altura, a menina já havia sido levada ao hospital Pérola Byington, referência em casos de estupro em São Paulo, onde passara por exame físico. Também havia falado com a psicóloga da delegacia, a quem contara que o pai lhe fazia cócegas, sim – mas no braço. Fernando foi absolvido na primeira e na segunda instância do processo criminal que se seguiu. Mas não viu a filha uma única vez antes da primeira sentença, nove meses após o rompimento. Nos quatro anos seguintes, teve apenas quatro encontros com a pequena. Para piorar, logo após a separação, a ex descobriu que esperava um segundo filho dele e deu à luz outra menina. O pai só teve autorização para conhecer a própria filha numa audiência, quando já tinha mais de 1 ano. Nesse tempo, enquanto as duas meninas cresciam longe de seus olhos, viveu momentos dramáticos, como a perseguição de uma equipe de TV e a convocação da ex para que os vizinhos fizessem “justiça com as próprias mãos”.

    Em setembro passado, foi absolvido por um desembargador e pôde pedir a regulamentação das visitas. Mas aí já era tarde. O vínculo com a filha mais velha já havia sido arrasado e o que teria com a mais nova, impedido. Hoje, ele ainda aguarda que a Justiça restabeleça os encontros. Procurada pela reportagem, a ex-mulher de Fernando não quis comentar o caso.

    Ataque inventado

    Casos como o de Fernando não são isolados. Marie Claire teve acesso a esse e outros processos de pais separados que, acusados falsamente de estuprar as próprias filhas, foram inocentados depois das investigações. “Infelizmente, vejo aqui um triste crescimento de falsas acusações”, diz a juíza Tarcisa de Melo Silva Fernandes, responsável pelo Centro de Visitas Assistidas do Tribunal de Justiça de São Paulo (Cevat), um espaço onde pais e filhos envolvidos em processos desse tipo se encontram com supervisão legal. O presidente da Associação de Pais e Mães Separados (Apase), Analdino Rodrigues Neto, corrobora. Segundo ele, que dirige a ONG com mais de 50 mil associados e acompanha divórcios há 15 anos, o número de falsas acusações cresceu muito nos últimos cinco anos. “Essas declarações aparecem em brigas do ex-casal, pela guarda, por dinheiro ou em casos de ciúme de um novo parceiro”, afirma.

    Essa onda de calúnias surge em um momento em que as leis brasileiras garantem os direitos dos homens de exercer a paternidade. A guarda compartilhada, que entrou em vigor em junho de 2008, é reflexo disso. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a tendência se comprovou em 2012, com 6% dos divórcios definidos com guarda compartilhada. Apesar de ser um número ainda pequeno, já é mais que o dobro do que há dez anos. Em 2010, entrou em vigor a lei da alienação parental, que pune (às vezes com a inversão da guarda) quem impede o pai ou a mãe de ver a criança e os proíbe de denegrir a figura do ex. Ainda assim, a primeira ação dos juízes quando recebem uma denúncia como essa é a de impedir que os acusados tenham contato com a criança. O principal motivo? A maior parte dos abusos sexuais contra crianças, infelizmente, é realmente cometida por conhecidos e familiares delas. Uma pesquisa realizada pela Faculdade Latino-Americana de Ciências Sociais e divulgada exclusivamente por Marie Claire em julho mostra que, em 34% dos casos que envolvem meninas entre 1 e 4 anos, pais e padrastos são os responsáveis. No entanto, a dinâmica de acusar o ex para ganhar tempo na separação tem sido tão utilizada em divórcios litigiosos que, hoje, alguns magistrados veem com cautela pedidos de distanciamento entre pais e filhos.

    “Se você afasta o homem e ele é inocente, está corroborando com uma injustiça. Na minha opinião, enquanto há apenas suspeita, é obrigação do magistrado manter as visitas”, diz a juíza Andréa Pachá, vice-presidente da Comissão de Magistrados do Instituto Brasileiro de Direito das Famílias. Ela defende que os colegas exijam laudos psicológicos para embasar suas decisões e que, enquanto não houver provas, o acusado mantenha o contato com os filhos por meio de visitas monitoradas. Não foi o que ocorreu com o corretor André*, 36 anos. Depois da separação, ele manteve uma comunicação razoável com a ex e conseguia driblar as dificuldades que ela impunha para que visse a criança, então com 4 anos e meio. Mas a situação fugiu do controle quando ele apareceu com uma nova namorada, um ano após a separação. A partir daí, passou a ser barrado na casa da ex e impedido de ver a menina. Ela descumpria os combinados de visitas e se negava a passar suas ligações à filha. Indignado, André ameaçou “tirar” a guarda dela numa das brigas.

    Poucas semanas depois, recebeu em casa a convocação para comparecer a uma Delegacia da Mulher. “Pensei: deve ser papo de ameaça”, lembra ele, que entrou em choque ao descobrir o teor da queixa: teria abusado da filha dois anos antes, no único momento em que a mãe deixou a criança sozinha com ele, enquanto tomava banho. “Minha ex expôs minha filha para me ferrar. Isso é horrível.” Quando o processo foi arquivado, em agosto de 2010, André estava 20 quilos mais magro, seus 47 quilos mal seguravam o corpo de 1,77 metro. “É algo que mexe com a moral, então mexe com você. Não estão dizendo que você roubou algo quando na verdade não roubou. É abuso infantil, um negócio gravíssimo.” Durante o processo, parou de trabalhar e tinha dificuldade de sair de casa, apesar do apoio que recebeu de amigos e até do ex-cunhado, que testemunhou contra a própria irmã. Ele ficou sem ver a filha por determinação judicial entre 2008 e 2010. “Eu me sentia péssimo, não queria chegar perto de crianças, fiquei com trauma. Não sentia prazer em nada e ainda morria de saudade da filha. A mente não fica em paz enquanto o caso não se resolve. Não desejo o que passei nem para um bicho.” Mas, no final, André não era o único machucado. Aos 5 anos, a menina já havia passado por testes de memória e interrogatórios, em que repetia a mesma história: o pai beijara sua boca quando ela tinha 2 anos e colocara a mão dentro da sua fralda, tudo enquanto a mãe tomava banho.

    O laudo psicológico, no entanto, identificou palavreado adulto na fala dela e uma forma de contar a história que não condizia com memórias reais. A interferência da mãe e da avó no relato foi destacada pelos peritos. Quando tudo acabou e o pai ganhou o direito de ver a filha, a pequena não queria mais encontrá-lo. Foi então que outra batalha começou. Por mais de um ano, pai e filha fizeram encontros no Centro de Visitas Assistidas do Tribunal de Justiça de São Paulo, onde, conta André, o ambiente é seco e o apoio psicológico dos profissionais, frágil. “É um lugar neutro onde o genitor que não detém a guarda pode visitar o filho, e onde se assegura à criança e ao adolescente o direito à convivência familiar”, explica a juíza Tarcisa de Melo Silva Fernandes, responsável pelo centro. Em julho deste ano, 144 famílias eram atendidas pelo serviço, sendo 46 dos casos relacionados a acusações de abuso. Lá, o isolamento de André acabou. Mas o drama não. “Sentia minha filha nervosa e culpada por contrariar a mãe, que ficava do lado de fora falando com outras mães”, lembra. Segundo ele, foram as sessões com psicólogos de outra instituição, o Centro de Estudos e Atendimento Relativos ao Abuso Sexual da USP (Cearas), que fizeram a diferença. “Os encontros foram essenciais para restabelecer a nossa relação. Hoje, minha filha me escreve cartinhas e diz que quer me ver. Na minha mente e na dela, sei que ainda temos muitas lesões, mas o pior já passou”, diz. André se encontra com a garota, hoje com 11 anos, aos domingos.

    Narrativas falsas

    Como reconhecer, afinal, uma falsa acusação? Não é uma tarefa simples nem para psicólogos especialistas na área infantil. A psicóloga paulistana Tamara Brockhausen costuma ser chamada por diversos juízes da cidade em casos como esse. Em seu consultório, atende crianças abusadas e outras que estão no meio do fogo cruzado dos pais. “É um trabalho complexo. Existem, por exemplo, mais de 20 tipos de falsas acusações. Muitas são fruto de uma confusão em relação à sexualidade infantil, e não de má-fé”, afirma. E lembra de um caso recente, no qual a mãe induziu a filha a acusar o próprio pai. “Em casa, a filha estava vendo a genitália no espelho e, assustada, a mãe insistiu: ‘Alguém tocou em você?’, ‘Quem foi?’, ‘O papai tocou em você?’.” Na mente da criança, explica Tamara, repetir uma narrativa induzida por um adulto é comum. E muito diferente de sofrer abusos reais. “Às vezes, a criança tem um conhecimento do sexo que não é normal para a idade dela. Sabe que sai esperma do ‘pipi’, que ele fica duro, ou que tem língua no beijo. Isso é mais preocupante”, completa. Ainda assim, é preciso levar muitos outros fatores em conta antes de concluir pela realidade ou imaginação em um laudo. Em outro caso atendido pela profissional, a criança era abusada por um primo mais velho, mas o acusado era o pai. Somente o acompanhamento minucioso pode revelar a verdade e permitir o tratamento certo.

    É por isso que, durante uma investigação, em que testemunhas são ouvidas e recursos pedidos, os casos mais “rápidos” demoram meses para ser concluídos. A essa altura, pais e filhos já estão separados de fato e outros traumas começam a se acumular. Se o pai era figura mais presente que a mãe antes da separação, a situação é ainda mais dramática. E os danos que um drama como esse traz à criança são graves. “Quanto maior o conflito entre os pais, maiores são os quadros psicossomáticos dos pequenos”, diz ela. No consultório, ela recebe pacientes marcados por angústia, depressão, pânico e sintomas de estresse pós-traumático causados pela briga que se segue ao divórcio dos pais. A ansiedade vem porque a criança se sente traindo um deles quando está com o outro. Se o litígio não tem um ponto-final, o desenvolvimento infantil também é comprometido. “É como se a mãe propusesse um pacto e, em troca de apoio, não cobrasse lição de casa. Isso é ensinar a própria perversão. Com isso, algumas crianças partem para a maldade, não respeitam regras e viram pequenos tiranos com os amiguinhos.”

    Em longo prazo, podem se tornar adultos que vão repetir o comportamento com os filhos. Isso se forem capazes de formar uma família. “Algumas pessoas ficam impedidas de se doar, de tão arrasadas. Aí não conseguem nem formar um casal. Tudo porque tiveram uma mãe que preferiu focar no conflito com o pai a cuidar delas.”

    Guarda invertida

    O geógrafo e ex-militar Diego, 41, cuidou da filha de 8 anos desde que ela nasceu: dava comida, banho e levava para a escola. Enquanto trabalhava como chefe de segurança de um banco internacional na Av. Paulista, em São Paulo, uma empregada se encarregava da casa e da bebê. Era casado, mas a mulher passava temporadas fora e, segundo as testemunhas do processo que veio depois, tinha um comportamento instável. Saía para passear e se instalava na casa dos pais, ou viajava sem dar informações sobre seu paradeiro. Certo dia foi embora e não voltou mais. Diego ficou com a menina. Em 2009, no entanto, ele conheceu Fernanda, uma enfermeira que logo se deu bem com a filha dele. Ela também tinha um filho e, em pouco tempo, os quatro formaram uma nova família. Dois meses depois de Fernanda ter se mudado com o filho para a casa de Diego, veio o golpe. A mãe da menina perguntou se poderia passar alguns dias ao lado da filha. “Topei. Ela raramente dava atenção a nossa filha, achei que aquilo poderia ser bom”, lembra. Mas, quando chegou a hora de devolver a criança, a mãe não apareceu. “Ligamos e ela disse que minha filha estava doente. Corremos para levá-la a um hospital, mas não havia nenhum sintoma.” A mãe então pediu mais uma noite com a menina e, de novo, o pai assentiu. Mas, no dia seguinte, recebeu o telefonema: “Você não vai vê-la nem hoje nem nunca mais”. Ela havia o denunciado por estupro.

    Foram quatro meses de separação entre pai e filha. Quando o processo criminal concluiu que não havia abuso, o laudo técnico foi além e afirmou: “É possível que a mãe se sinta incomodada pela constituição de novo relacionamento, bem como pelo carinho que a filha demonstra pela atual companheira do pai”. Parecia tudo resolvido, mas, na vara familiar, onde se discutiria a guarda, foi preciso começar tudo de novo. O juiz pediu um novo laudo, que concluiu o mesmo: a mãe era desajustada e depressiva, enquanto pai e filha demonstravam ter um laço estável, sem qualquer indício de abuso. Mas, mais uma vez, não foi o fim do pesadelo. Pelo contrário: dois anos se passaram marcados por laudos, audiências e escândalos a cada visita que o juiz concedia a Diego. Ele perdeu o emprego e passou a ser rejeitado em cada nova seleção. Com currículo invejável e dois diplomas universitários, era a primeira vez na vida que tinha dificuldade para conseguir trabalho. “Ninguém quer saber se você foi inocentado. Veem um processo, ainda mais um desse tipo, e te descartam.”

    Fim de caso

    O drama finalmente acabou em novembro de 2011, com a reversão total da guarda – o juiz ordenou que a filha morasse com o pai e que ele fosse o principal responsável por ela. Quando voltou para casa, a menina já tinha 6 anos, mas fazia xixi na cama, roía as unhas e sofria de terror noturno, um distúrbio de sono em que a pessoa desperta aos gritos no meio da noite. Tinha completado o primeiro ano escolar, mas não sabia nem ler nem escrever. Foi preciso acompanhamento de psicólogos e uma atenção constante de Diego e Fernanda para que ela recuperasse o atraso nas aulas. Na última avaliação psicológica encomendada pelo juiz, três meses depois da mudança, o laudo descreveu uma menina mais calma, segura e estável. Hoje, quem precisa de supervisão para visitar a garota é a mãe.

  9. Vixe! A anta não sabe nem escrever Mises. Ele tá ainda tentando sair do pré-primário intelectual. Isso é que dar usar a “metodologia” de Paulo Freire na educação.

  10. Eu não sei porque todo mundo acredita na educação e saúde cubanas. Lá, não tem comida, gente! Não tem COMIDA. Eu não sei como os cubanos se sustentam de pé. Eles são vítimas de uma poderosa lavagem cerebral que os impede de enxergar o óbvio. Além de , claro, ficarem isolados do resto do mundo. Eu lamento muito pelas condições em que vive a população cubana. Só sendo muito alienado, mas muito alienado mesmo, para não saber que educação e saúde em Cuba, são duas porqueiras pra idiota fazer propaganda.

    • Jacqueline, comida é uma invenção burguesa para vender papel higiênico para o proletariado. Quando o socialismo for atingido, voltaremos aos estágios onde não precisávamos comer.

    • Também não entendo. Quando visitei Cuba com minha mulher meu espanto com o nível de miséria foi tanto que acabamos deixando metade das nossas malas pras crianças e mulheres miseráveis e pedintes na porta do hotel. O negócio é assustador.

      Fomos com 2 malas cheias e voltamos com 1 só.

  11. Já estou surpreso pelo simples fato dele ter publicado as respostas. Se tem alguém com cérebro que lê esse site, já vai ter condições de começar a questionar seus valores.

  12. vejam só como o marxismo cultural pode idiotizar um jornalista, tornando-o incapaz de entender oque é liberdade individual…..os caras vivem uma paralaxe cognitiva ( acho que é esse o termo), vivem anunciando a utopia e o paraíso socialista onde se terá riqueza e fartura para todo mundo, mas punem aqueles que produzem…. que demência meu Deus….. que demência…..

  13. Luciano, queria te pedir pra fazer uma análise dos frames usados pelo Collor nesse vídeo:

    https://www.youtube.com/watch?v=Bda2hEt8xPU

    Apesar de ser um safado, me parece que ele usa bons frames… Se coloca ao lado do povo, pinta o Lula como atrasado e se coloca como o novo (tipo a Marina se colocando como a “nova política” e pintando a Dilma como ‘esquerda retrógrada”, fora que consegue defender de maneira razoável a diminuição da máquina estatal com palavras não tão complicadas (mas ainda sim, complicadas para o brasileiro de classe baixa). E como Marina, se coloca acima da Direita e da Esquerda.

    • Ah, só pra deixar claro, não estou querendo comparar Marina Silva com o Collor, longe disso. Só digo que os dois usam frames parecidos (e BONS frames, diga-se de passagem), que deveriam ser usados pelo Aécio (embora agora seja tarde).

      Grande abraço.

    • O Collor buscou um espaço que estava (e ainda está) vago na política: quem não acredita nas fantasias e promessas esquizofrênicas dos marxistas mas também não é totalmente libertário (a ponto de defender a venda de órgãos, sangue, crianças e etc).

      Vale lembrar que os americanos (“estadunidenses” como gostam de chamar os comunistas) chamam os libertários e esquerdista da mesma forma: “liberretardádos” (liberal + retard).
      Os comunistas (Paulo Henrique Amorim, Paulo Moreira Leite, Paulo Nogueira, Sakamoto, Sininho, Franklin Martins e etc) reclamam que nós nos refermos à eles com caricaturas.

      Os famosos libertário retardados são aqueles que vem com contas infinitas para nós pagarmos (saúde de graça, almoço grátis, escola 12 horas por dia e outras bobagens) enquanto os filhos deles estudam na Suiça, Estados Unidos, Canadá…

      • E libertários nos EUA querem o estado mínimo, não “almoço grátis” (você não estaria se referindo aos “liberals”, do partido Democrata?). Na Europa, onde o termo foi introduzido, libertário representa os anarco-esquerdistas (talvez o melhor exemplo no Brasil sejam os Black Bloc e o Partido Pirata). Para não causar confusão com essa turma, me identifico como Liberal Clássico mesmo.

  14. Amigos, se tiverem estômago para abrirem a págica desta bosta deste Opera Mundi, verão ao lado do título da matéria, pequeninho, os dizeres “O melhor da imprensa independente”. O problema meus caros é ver o banner da Petrobrás bombando na parte de cima da página. A pilantragem não tem limites mesmo!

  15. Luciano, não valeria a pena falar da última neoateizada do Sakamoto? Como você pode observar, ele blasfemou o cristianismo até não mais poder e já há respostas detonando-o (ainda que aqui possa considerar que ele esteja fazendo trollagem das grossas):

    Carlos Pavanetti 1 hora atrás

    Mas que droga de crença é essa que diz que A é pior que B, gerando ódio sobre o primeiro, só porque A é religioso?

    David Sousa 45 minutos atrás

    Seria bom ver onde alguém em nome do cristianismo diz que um homossexual é pior do que outra pessoa qualquer. Não é este o caso. O que é ensinado é que o ato homossexual é pecado. E pecadores todos somos, heteros ou homos. Jesus andava com os pecadores, mas ele não consentia com o pecado deles. Ele pregava o arrependimento todos os dias e aquelas pessoas ouviam e paravam de viver da mesma forma que antes. Se vivesse hoje ele provavelmente seria excluído por muitos mercadores da fé, pode ter certeza disso, mas denunciaria o pecado em cada setor da sociedade, seja entre os ricos ou entre os pobres.

    Zebarbicha 24 minutos atrás

    Essa conversa tá ficando chata, muito chata e perigosa, agora até jesus entrou na conversa. Tudo que circula hoje na internet, principalmente nela, é carregado de ódio, ódio que esta separando as pessoas. Como um gay se sentirá depois de passar um dia lendo sobre homofobia, homofobia, homofobia? E essa conversa de racismo também esta exagerada. Parece que é orquestrado para separar o povo. Deve ter alguma coisa maior por trás disso, algum interesse que o homem comum não enxerga. Alguém vai sair ganhando com essa história e não vai ser o gay, não vai ser o hétero, não vai ser o negro, não vai ser o branco, quem será?

    billy bones 20 minutos atrás

    não vejo como o cronista, que tenta politizar tudo. salvo raras exceções, fruto de desvios comportamentais sérios, gays são agredidos e assaltados nesse brasil governado por incomPeTentes, como o são também os heteros, os canhotos, os vascaínos, os gagos, a alarmantes taxas de 156 homicídios por dia. considerando uma taxa aproximada de 8% da população, não sei, mas se houver alguém mais bem informado por favor me corrija, podemos dizer que 8% dos agredidos e dos agressores são gays, indiferentemente. isso poderia se resolver se as associações que reúnem as feministas e os gays se pusessem ao lado de demandas sérias, como a melhoria das condições de trabalho dos policias, e a reforma do código penal, inclusive com a redução da maioridade penal.

    Imagino eu que vá ter mais um monte de respostas e, se perigar, o blogueiro irá ficar posando de superior ao resto das pessoas e coletar comentários não postados que o xingam para passar a impressão que esses seriam o todo dos comentários contrários a ele.

  16. Ver o pessoal de esquerda dar chilique na parte de comentários do Ópera Imunda não tem preço. 😀
    Teve até um esboço de gente dizendo que o pessoal que participou desse evento é o mesmo que vai ao estádio chamar jogador de macaco.
    Para ver o nível das antas.

    Ah sim, o “gênio” que disse essa frase é um simpatizante do psol.

  17. O PT faz campanha aberta contra os Banqueiros e contra a autonomia do Banco Central em 7:38. A autonomia do banco central iria até fazer faltar comida para os brasileiros.

  18. Ayan, sobre o que o Banco Mundial disse ao modelo cubano, vale a pena ler o comentário de João Gabriel da Rocha:

    “Matéria manipulativa e tendenciosa. Me pergunto se o autor sequer leu o artigo original inteiro, indo além da citada frase (que só consta no resumo inicial).
    Bom, vamos aos fatos:
    1. O ensino de Cuba mal é mencionado no estudo. Tanto que a palavra “Cuba” aparece somente 8 vezes (sendo 2 destas em citações e outras 2 em gráficos), em contraste com outros países como Chile (65 vezes), Peru (42 vezes) e Brasil (39 vezes).
    2. O estudo não fornece qualquer dado concreto sobre a qualidade do ensino cubano, e parcos dados sobre Cuba em si. Por exemplo, dos mais de 20 gráficos representados, Cuba consta em somente 2 deles: Um mostrando o número de horas-aula práticas exigido para a docência (que Cuba realmente está à frente dos outros países latinoamericanos) e outro mostrando o quanto o número de professores deveria diminuir para criar um ambiente de trabalho mais competitivo (para ser mais atraente do ponto de vista de remuneração).
    Mas o mais interessante é ver os gráficos nos quais Cuba NÃO consta: R2 – Comparação entre pontuação no PISA e PIB per capita; R3 – Desempenho dos países na área de matemática do PISA; R7 e R8 – porcentagem de tempo média dedicada a instrução, comparados com os parâmetros de Stallings…
    Cuba não está em nenhum destes. Não foi submetida ao PISA, provavelmente.
    Enfim, a matéria inteira se baseou em uma única frase da introdução do estudo.
    Caso alguém leia o estudo por completo notará outra curiosidade: O Chile. É o país mais elogiado em relação aos seus esforços e projetos para melhoria da qualidade do ensino, tanto que é considerado muitas vezes um bom exemplo para os países vizinhos. Por que o autor da matéria fez todo esse alarde com uma frase isolada sobre Cuba e sequer mencionou o Chile? É de se perguntar….”

    Quem quiser dar uma lida no relatório (em espanhol):

    http://www.bancomundial.org/content/dam/Worldbank/Highlights%20&%20Features/lac/LC5/Spanish-excellent-teachers-report.pdf

  19. Luciano, já notou a patrulha cultural, principalmente de alguns sociólogos, atrás de qualquer pensamento, sentimento, atitude ou valor que signifique ou acarrete HIERARQUIA? Argumentam que esse tipo de coisa pertence a sociedades machistas, sexistas, racistas…enfim, TUDISTAS! Bem, se eles não querem mais hierarquia, então que os 3 poderes sejam abolidos e que seus prepostos, como juízes, deputados, prefeitos, etc. desapareçam. Que a gestação seja proibida e que os nascimentos sejam doravante por brotamento. Que o sol seja tapado pois é muito forte e luminoso e está de conchavo com as árvores burguesas mais altas, o que oprime as pobres plantinhas rasteiras. Que as pessoas sejam proibidas de andar em pé, pois isso gera discriminação com quem fica deitado. E que a língua portuguesa, ops, a língua do povo trabalhador brasileiro seja refeita (em consulta popular, obviamente), a começar com a abolição dos pronomes superlativos, pois são herança do passado opressor e escravagista. Então, Luciano, já pode começar a treinar. Ao invés de você falar difícil, como, por exemplo, “os militantes destrofóbicos são crudelíssimos” , diga simplesmente “bando de vagabundos!” Ou, para não ser caçado, fale por abreviaturas ou sigas “VTNCFDP” (Vamos Todos Notificar Cada Filiado Do Partido). Aposto que pensou besteira! rsrsrsrs. Até.

  20. Instituto Ludwig Von Mises presta um excelente serviço, quando expõe claramente as mazelas da intervenção do estado na economia. Perfeito e incontestável, nesse aspecto.

    Mas bastou um “ignorante” explicar porque a ingerência do estado na economia não era motivo para justificar o fim do estado, para que o meu comentário fosse silenciado por lá. Talvez apareça, ainda, depois de uns dias. Com a devida “refutação”.

      • Outra pessoa fez um comentário (que continua sem resposta) sobre a necessidade do registro de imóveis, na mesma página do Mises.

        Repito: Mises faz bem ao ressaltar as mazelas da intervenção indevida do estado na economia. Mas alguns dos seus defensores silenciam, quando se evoca a necessidade (ou não) do estado.

        Não sou anarquista, mas entendi isso como um mau sinal. Enfim, não tira o mérito do Sr. Ludwig Von Mises, no que importa.

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