Eita Empiricus relaxada! Achou 10 mentiras na propaganda de Dilma. Mas só 10?

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Eu me lembro uma vez em que escrevi uma série de casos de uso (documentos de requisitos de software) em um período de 2-3 dias. Foram 14 casos de uso. Para quem conhece o ritmo de produtividade deste artefato (geralmente 6 a 8 horas para escrevê-lo), percebe algo de estranho. Foram muitos documentos produzidos em curto espaço de tempo! E foi mesmo. Eu estava com pressa. (Na verdade, na época estávamos com uma baita pressão e atrasados no projeto)

Quando os casos de uso foram enviados para a equipe de qualidade, eles retornaram com uma lista de 7 defeitos, no que eu disse: “Isso não é possível! Só 7 defeitos?! Não pode! Eu escrevi isso tudo muito rápido. Com certeza devem ter mais defeitos. Olhem direito, por favor!”.

Pois bem. A Empiricus encontrou 10 mentiras na propaganda de Dilma Rousseff. Muito pouco! Eu geralmente acho 2 ou 3 mentiras por parágrafo de discursos dessa gente. Pessoal, estou apenas brincando, pois sei que eles estão olhando mais para o aspecto econômico das alegações do governo, e não para os frames como um todo.

Aqui vai o texto Dez Mentiras que o governo vem contando, segundo Empirius, do InfoMoney:

SÃO PAULO – Em mais uma carta polêmica aos seus clientes, a casa de research Empiricus volta a atacar o atual governo. Desta vez, o sócio-fundador Felipe Miranda diz que as afirmações que o governo Dilma vêm proferindo sobre questões econômicas e financeiras não estão tão corretas quanto se imagina. No final de julho, a Justiça retirou do ar após pedido do PT todas as peças publicitárias da empresa, que, segundo o partido, faziam “terrorismo econômico”.

Na mais recente carta, Miranda aponta as dez “mentiras” que o governo vem contando à população brasileira. Confira abaixo todos os pontos abordados pela Empiricus:

1) “A crise vem de fora”

Como primeira “mentira”, Miranda cita o discurso oficial do governo de que a crise vem de fora, como justificativa da recessão técnica em curso no Brasil. O que ele diz? “Olhando para dados da América Latina, o crescimento econômico do governo Dilma será, na média, dois pontos percentuais menor àquele apresentado por nossos vizinhos, enquanto nos governos Lula e FHC avançamos na mesma velocidade”.

Em relação aos países latinos que adotaram políticas econômicas ortodoxas e perseguiram uma agenda de reformas, o quadro é ainda pior: Chile, Colômbia e Peru cresceram 4,1%, 4% e 5,6% ao ano, entre 2008 e 2013. Enquanto isso, a evolução média do PIB brasileiro na administração de Dilma deve ser de 1,7% ao ano.

2) “A política neoliberal vai aumentar o desemprego”

O segundo ponto é que com o PIB desacelerando por conta da política heterodoxa do governo, cedo ou tarde isso baterá no emprego. “Podemos não conseguir precisar qual a exata função de produção, ou seja, de como o PIB se relaciona com o nível de emprego, mas não há como contestar a existência de relação entre as variáveis”, disse.

Segundo Miranda, o crescimento econômico da era Dilma é o menor desde Floriano Peixoto, governo terminado em 1894, subsequente à crise do encilhamento. “Há uma transmissão óbvia desse comportamento para o emprego”, disse.

3) “A oposição quer acabar com o reajuste do salário mínimo”

Para ele, essa é mais uma “mentira escabrosa”: primeiro porque os dois candidatos da oposição já se comprometeram em manter a política de reajuste de salário mínimo; segundo, pois quando Dilma se coloca como protetora do salário mínimo está simplesmente “contrariando as estatísticas”. Isto porque o aumento do salário mínimo foi de 4,7% ao ano entre 1994 e 2002; de 5,5% ao ano entre 2003 e 2010; e de 3,5% ao ano entre 2011 e 2013.

Ou seja, ele comenta que o reajuste do salário mínimo na era Dilma é menor àquele implementado por Lula e também ao observado no período FHC.

4) “A política neoliberal proposta pela oposição vai prometer arrocho salarial”

Esse ponto guarda relação com o item anterior, disse. Segundo Miranda, o arrocho salarial já vem sendo promovido pela atual política econômica, por meio da disparidade da inflação.

“O que os ‘neoliberais’ querem é perseguir aumentos de produtividade maiores e duradouros. Isso permitiria dar incrementos de salário substanciais, sem impactar a inflação. Caso contrário, aumentos do salário nominal serão corroídos pela inflação”, comenta.

5) “Programa de Marina reduz a pó a política industrial”

Na carta, Miranda diz que Dilma não precisa dessa preocupação, pois ela mesma já teria feito esse serviço, citando que o Plano Brasil Maior, lançado em 2010 com metas para 2014, não conseguiu entregar sequer um de seus vários objetivos.

Ele ataca dizendo que seria pertinente a candidata à reeleição preocupar-se com a própria política industrial antes de amedrontar-se com o programa alheio. “Quem defende uma política de campeões nacionais, em que se escolhem a priori os vencedores da prática concorrencial desafiando a lógica de mercado, não entende absolutamente nada de empreendedorismo e política industrial”, critica.

6) “A política monetária foi exitosa”

Ele questiona como a política monetária foi exitosa sendo que a inflação brasileira tem sistematicamente namorado o teto da meta, de 6,5% em 12 meses, ignorando o princípio básico de um sistema de metas, em que o centro do intervalo deve ser perseguido.

“Transformamos o teto no nosso objetivo e represamos cerca de dois pontos de inflação através do controle de preços de combustíveis, energia e câmbio. Esse é o tipo de êxito que esperamos da política econômica?”, questiona.

7) “Precisamos de um pouco mais de inflação para não perder empregos”

Ele comenta que a frase em questão não foi dita ipsis verbis por nenhum membro do governo, mas a julgar pelas decisões e diretrizes da política monetária, parece permanecer o racional da administração petista.

8) “As contas públicas estão absolutamente organizadas. O superávit primário, embora menor do que em 2008, é um dos maiores do mundo. Dizer que há uma desorganização fiscal é um absurdo”

A frase foi dita pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega, em entrevista ao Valor. Miranda comenta, no entanto, que o superávit primário do setor público não é somente menor àquele de 2008. No primeiro semestre, foi o menor da história, em R$ 29,4 bilhões.

9) “Nunca foi feito tanto pelo pobre no País”

Miranda aponta que isso já poderia ser desconfiado pela inflação, que é “um fenômeno essencialmente ruim para as classes mais baixas”. “A política econômica heterodoxa não cresce o bolo e também não distribui de forma mais equitativa”, critica.

10) “A oposição faz terrorismo eleitoral”

“Se você compactua com os nove pontos anteriores, você é um terrorista eleitoral, egoísta e interessado apenas em si mesmo. Provavelmente, é financiado por um dos candidatos da oposição”, comentou.

Enquanto isso, aponta, a situação acusa a candidata da oposição de homofóbica e de semelhanças com Fernando Collor, mas, sim, ele é da mesma parte da base de apoio.. da situação, aponta Miranda.

Muito boa a compilação. E, como eu tenho dito, eita partidinho mentiroso, sô!

Abaixo um vídeo no YouTube que combina muito com o estilo PT de fazer campanha:

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7 COMMENTS

  1. É que o caso da Empiricus é marketing. Eles fizeram bem rápido e já jogaram a campanha. Eles não estão tão preocupados ideologicamente com um candidato ou outro; só estão no pé da Dilma porque ela é ruim de verdade, não tem como eles dizerem e venderem que não. Então eles elaboram o produto deles com o óbvio: a Dilma é mesmo ruim.

    • Eu assino a newsletter deles que conteve esses “10 erros”. Veio na Newsletter “Mercado em 5 Minutos”, onde o analista vai escrevendo e marcando o tempo que leva pra escrever (pra não passar de 5 minutos) os fatos que considera relevantes sobre o mercado financeiro no momento.

      Ou seja, não dava pra falar com um mínimo de embasamento sobre mais do que 10 mentiras em apenas 5 minutos.

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