Rodrigo Janot pede suspensão da campanha suja de Dilma contra Marina (caso BC). Melhor deixar a campanha no ar…

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Segundo o site Congresso em Foco, o procurador geral eleitoral, Rodrigo Janot, pediu ao TSE que determinasse a suspensão da campanha veiculada pela presidente Dilma Rousseff na qual acusava Marina de propor autonomia do Banco Central e com isso “condenar o brasileiro a passar fome”. Leia:

O filme – veiculado entre os dias 9 e 12 de setembro – relata a história de uma família que se senta ao redor de uma mesa para fazer a refeição. A comida, no entanto, é retirada enquanto o narrador aponta supostas consequências da proposta da candidata do PSB.

O procurador entendeu que a propaganda cria “artificialmente na opinião pública estados mentais, emocionais ou passionais”, conduta vedada pelo Código Eleitoral. Rodrigo Janot quer a suspensão imediata da propaganda, mas não defende em seu parecer – ao qual o jornal  O Estado de S. Paulo teve acesso – direito de resposta à ex-senadora. O vídeo ainda é veiculado em inserções da coligação na TV e na internet.

Em texto publicado no site do Ministério Público Federal, Janot diz que não há espaço para direito de resposta quando se trata de crítica ou afirmação genérica. “A referida afirmação, ainda que controvertida, se insere dentro de um contexto de opinião pessoal acerca de um plano de governo. Ainda que a visão de que a autonomia do Banco Central signifique a entrega aos ‘banqueiros’ de um grande poder de decisão sobre a vida das pessoas, não constitui inverdade flagrante, apta a ensejar direito de resposta. Trata-se, quando muito, de uma interpretação polêmica acerca de um tema de relevância política.”

Os advogados da coligação Unidos Pelo Brasil, que representa Marina Silva, já haviam tentado a suspensão da propaganda junto ao TSE. No último dia 11 eles ingressaram com uma liminar solicitando direito de resposta no horário de propaganda de Dilma Rousseff (PT). O ministro Tarcísio Vieira de Carvalho Neto entendeu não ter havido declarações ofensivas à candidata Marina Silva, mas apenas crítica política. Por isso, segundo ele, a liminar foi indeferida.

A coligação de Marina alega que a propaganda ultrapassa dos limites da crítica política incutindo, na mente do eleitor, pânico por meio da encenação, que se sentirão ameaçados em sua subsistência como se sua própria comida fosse faltar no momento em que os banqueiros “tomassem” o poder do presidente da República e do Congresso Nacional.

Por favor, Sr. Janot, não faça isso. Deixe a propaganda no ar, pois aí os adversários (se nós os pressionarmos adequadamente, claro) podem com mais facilidade desqualificar Dilma Rousseff por problemas seríssimos de caráter ao veicular a propaganda. Motivo: em 2010, ela defendeu “autonomia do Banco Central” em um debate contra José Serra. Vamos rever:

Embora critique a proposta de independência do Banco Central feita pela campanha da candidata rival Marina Silva (PSB), a presidente Dilma Rousseff (PT) já defendeu, no passado, que a autonomia da autoridade monetária é “importantíssima”.

Em entrevista à rádio CBN, quando ainda era candidata em 2010, Dilma disse que achava “importantíssima a autonomia operacional que o Banco Central teve no governo do presidente Lula”. “Sempre tivemos uma relação muito tranquila com o BC”, acrescentou.

Após a eleição, o então nomeado presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, declarou que recebeu a determinação da presidente de atuar com “total autonomia” no controle da inflação e no estabelecimento da política monetária (fixação dos juros).

Em entrevista coletiva, Tombini afirmara que Dilma havia dito a ele que “nesse regime [de metas de inflação] não há meia autonomia. É autonomia total”.

De que forma podemos tratar uma candidata que em 2010 defende autonomia do Banco Central e em 2014 demoniza de forma torpe uma adversária defendendo exatamente a mesma coisa? De que forma tratamos Lula por ter criticado os programas de assistencialismo e bolsas no tempo de FHC e demonizado os adversários após ter dado sequência nos mesmos programas, mesmo sem jamais esses adversários terem proposto a interrupção do Bolsa Família? Veja o que um dos fundadores do PT, Chico de Oliveira, disse no programa Roda Viva em 2 de julho de 2012:

É o mesmo tom a ser usado contra a candidata petista, trocando de discurso conforme a conveniência. Melhor deixar a propaganda, pois se todos nós exigirmos dos candidatos atuais que eles esfreguem a contradição de Dilma em sua fuça, o efeito pode ser melhor com a propaganda baixa do PT no ar.

E relembre aqui a propaganda canalha do PT:

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2 COMMENTS

    • Nunca! Mas comunas sempre foram e sempre serão perigosos. O negócio é desmascará-los sistematicamente. O trabalho de formiguinha também produz resultados em escala menor.

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