Site da BLOSTA defende agressão contra opositores ao falar da questão ucraniana

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Agora é todo dia assim? Cada vez mais tem aparecido exemplos deste tipo: adeptos da extrema-esquerda demonstrando comportamento antissocial diante do contraditório. Veja o post O dia em que a Ucrânia deu uma lição ao mundo, escrito por Mauro Donato e publicado no Diário do Centro do Mundo:

Descontentes com a atuação de seu representante na sessão que aprovou o acordo com a União Européia, manifestantes pegaram o deputado Vitali Zhuravski e jogaram-no numa caçamba de lixo. Deram-lhe o tratamento que consideravam coerente. Lugar de lixo é no lixo.

Não vamos entrar na questão da crise ucraniana, mas na reação dos populares contra um representante que não correspondeu com seu objetivo-fim: não os representou. É uma atitude extrema e nada civilizada? Talvez, mas não deixa dúvidas com relação a postura de acompanhamento dos passos de um político por parte de seu eleitorado.

Por aqui, em tempos de eleição, vêem-se discursos e posts desejosos por mudanças, rupturas com tudo que é anacrônico nas inflamadas conversas de bar. Porém, sempre há um maldito porém.

Focados exclusivamente na disputa e pesquisas do IBOPE, Datafolha e afins para presidente da república, a população deveria voltar os olhos para a pesquisa IBOPE referente à intenção de votos para deputados. É um retrato da contradição entre o que se deseja lá na frente e como se vota na base.

Em São Paulo, os cinco primeiros colocados são Tiririca (PR), Celso Russomanno (PRB), Paulo Maluf (PP), Baleia Rossi (PMDB) e Pastor Marco Feliciano (PSC). No Rio de Janeiro, Clarissa Garotinho (PR) vem em primeiro lugar e Jair Bolsonaro (PP) em segundo. Pare aqui e leia a lista novamente.

Representantes de tudo que há de mais ultrapassado ou até mesmo representantes do niilismo (o que representa Tiririca?), esses são os políticos que lideram a corrida.

A chamada “casa do povo” brasileiro, a Câmara dos Deputados precisa estar a serviço da sociedade brasileira e viabilizar a realização dos anseios do povo. Discute e aprova propostas referentes à educação, saúde, transporte, habitação. O que não passar por ali nem chega ao senado.

O que então explica que discursos progressistas em bocas de presidenciáveis alavanquem votos mas os discursos reacionários nos palanques de candidatos a deputados também? A única resposta que encontro é a desinformação política.

Querem que os direitos homoafetivos sejam defendidos pelo(a) presidente mas votarão em Feliciano? Desejam a desmilitarização mas querem ver Bolsonaro lá? É um misto de despolitização com desinformação, ignoram o trâmite entre os poderes. Não associam uma coisa à outra e esperam resultados homogêneos. Loucura.

Sinceramente, no exemplo ucraniano não enxerguei excesso de violência e sim um gesto altamente simbólico e que dispensa explicações. Se o deputado não tiver entendido o recado nada o fará entender.

A diferença para estas bandas é que o povo, ao votar da maneira que o faz, se por aqui repetisse a modalidade de arremesso de deputados ao lixo, estaria sim cometendo um ato de agressão pois foi o responsável pelo “representante” estar lá. Aliás alguém se lembra em qual deputado votou passados dois ou três meses das eleições?

Notaram o nível da figura? Aliás, o texto dele é completamente contraditório. Segundo ele, se existem demandas LGBT, então outros não podem votar em Marco Feliciano. Pura palhaçada. No fim ele acrescenta um argumento nonsense para dizer que não defende a violência aqui no Brasil por que o brasileiro tem votado errado. Não passa de uma distinção de emergência para desviar o foco de sua baixeza.

Mas nada disso importa: violência é violência em qualquer lugar. Se adeptos da servidão à Rússia resolveram agredir o deputado Vitali Zhuravski, eleito democraticamente, isso é criminoso. Se estes mesmos adeptos estão no Brasil endossando a agressão isso é igualmente criminoso. Não há um argumento para livrar a cara dele. Só resta reconhecer o fato de que ele praticou incitação ao crime.

Em tempo: o Diário do Centro do Mundo é parte da BLOSTA.

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8 COMMENTS

  1. Por aí se vê o DESESPERO DA CANALHADA PETISTA!
    Além do PAVOR de perder a “boquinha”, começam a suar frio ante a real possibilidade de IREM PARAR NA CADEIA!
    Cadeia que, deveria ser sempre o repositório default de tudo quanto é COMUNISTA!

    Quanto a esse CANALHA e seus desatinos, lembro que aos CONSERVADORES, ainda restam as FORÇAS ARMADAS, que sabem bem lidar com este naipe de CRIMINOSOS…

    FORA LIXO COMUNISTA!!!

  2. Sabe porquê os VERDADEIROS UCRANIANOS ficam desesperados com a invasão da Rússia no território deles?
    Porque a última vez que isto aconteceu foi um evento chamado de Holodomor que resultou na morte de 25 mil pessoas mortas por dia.
    Os soviéticos simplesmente chegaram lá, pegaram todas as batatas, grãos, plantações, gado.. levaram para Leningrado e deixaram todo mundo passando fome e frio no inverno.

    Este pessoal aí provavelmente são financiados pelo governo russo para fazer pressão.

    • Em tempo, é óbvio que a agressão ao deputado é absurda, mas em meio a uma população iletrada e insatisfeita, “é compreensível” que ocorra tal ação contra um homem que tem trabalhado contra os anseios populares.

  3. “É uma atitude extrema e nada civilizada? Talvez…”

    Jogam uma pessoa na lata de lixo e ele ainda diz que talvez possa ser uma atitude extrema e nada civilizada?

  4. Depois de tão alto exemplo de tolerância e convivência civilizada, só falta o ilustre ‘jornalista’ do BLOSTA pedir para atirar nos políticos desafetos, seria apenas mais um caso de incitação ao crime, mas não o primeiro dele. Aliás, nos exemplos de ‘sociedades avançadas’ que essa gente adora e defende, o governo faz exatamente isso, em Cuba, Coreia do Norte e até na China.

    É isso que eles querem para o Brasil, uma sociedade onde você possa eliminar um adversário sem muita complicação. Detalhes como Leis, Justiça e Direitos servem apenas para defender os ‘cumpanheiros’ quando são pegos com a mão na massa, já para os outros (ou seja, todos nós) resta apenas a eliminação pela violência.

    Essa é a modernidade oferecida pela esquerda bolivariana.

  5. Ei, camaradinha, eu NÃO quero que “direitos homoafetivos sejam defendidos pelo(a) presidente”. Não acho que há alguns “mais iguais que os outros”, e meu ponto de vista deveria ser respeitado. Mas aí já é pedir demais, não é mesmo?

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