A direita que não tem um plano A, não pensa em planos B ou C, mas sempre se contenta com o plano Z

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Durante esta eleição, a direita usou algumas variantes de discurso, que incluem: “Entre Dilma e Marina, ninguém, pois ambas são do Foro” e “Entre Dilma, Marina e Aécio, ninguém, pois Aécio é socialista fabiano”. É brincadeira?

Todavia, de acordo com a Janela de Overton, sempre é possível tomar decisões diante das opções apresentadas para nós, sempre buscando a melhor. Veja este artigo de Reinaldo Azevedo sobre a janela de Overton, que parece ser muito pouco conhecida pela direita.

Se olharmos por essa perspectiva, Marina pode ser um plano B tanto para os petistas como para nós, da direita, se isso não for tão bom para o PT como seria a eleição deles próprios. Alguns dizem que “é assim mesmo que os dialéticos pensam”, mas na verdade essa é a única forma de pensar estrategicamente.

Há uma mania de parte da direita de criticar os acertos da esquerda, como o pensamento dialético. À Lenin é atribuído algo como “estratégia das tesouras” (embora eu nunca tenha encontrado fontes a esse respeito), mas vejo que se o líder socialista tratou disso apenas descobriu o óbvio: sempre existem planos B quando o plano A não dá certo.

O fato é que os socialistas, quando implementam uma ditadura, expurgam o pensamento de direita e permitem uma dissidência vinda apenas de outros partidos de esquerda, o que dá a impressão de existir “divergência de ideias” e, portanto, uma “democracia”.

Só que mesmo que nós não lutemos por um totalitarismo, deveríamos pensar do mesmo jeito. Quer dizer, saber que se temos um plano A em mãos, devemos ter um plano B, assim como devemos lutar para que no caso do plano A não dar certo, é melhor contarmos com o plano B. Mas se tanto plano A como B não vingarem, ainda podemos pensar em um plano C. E assim, sucessivamente, para cada questão, para cada disputa, para cada eleição.

Infelizmente, a direita acostuma-se a pensar na base do “tudo ou nada”. Mas aí já é suficiente lembrarmos de ditados populares dizendo-nos “quem tudo quer, tudo perde”.

Como eu defendo que a direita passe a pensar de forma mais estratégica, faço minha contribuição com sugestões de planos A, B e C para a direita nestas eleições:

  • Plano A: vitória de Aécio, que derrubará o decreto 8243
  • Plano B: vitória de Marina, derrubar decreto 8243
  • Plano C: mesmo com vitória de Dilma, derrubar decreto 8243 e travar o projeto petista de censura de mídia

Caso tudo dê certo e o plano A seja implementado, há um risco a ser tratado: o da direita “relaxar” por termos vencido o mal maior (o PT) e esquecer de que há muito a ser feito, especialmente na busca de consolidarmos um partido que defenda as bandeiras de direita para 2018 ou 2022. Mas acredito que podemos sem muita dificuldade lutar contra esse “relaxamento”, por isso este é o melhor plano. Alias, se criarmos um partido de direita com força para vencer, este se tornaria nosso plano A e o PSDB/DEM viraria um plano B. (Note que pela Janela de Overton, ou “estratégia das tesouras”, a esteira pode rolar…)

Já o plano B serve para o caso de Aécio não ter condições de vencer, e impõe alguns riscos hoje mais relacionados ao PT, principalmente pelo PSB ser parte do Foro de São Paulo. Mas neste caso, não vejo uma elite psicopática ao lado de Marina, portanto é mais fácil para nós derrubarmos as implementações totalitárias já estabelecidas e evitar novos projetos neste sentido. Outro risco, assim como vimos anteriormente, é o de descuidarmos pelo fato do PT ter perdido. Daí teremos que mitigar este risco.

No caso de irmos para o plano C significa que tanto o plano A como o plano B não deram certo. Aqui o problema é maior: o PT já implementou seu decreto 8243, vai lutar pela censura de mídia e tem um batalhão de pessoas prontas para facilitar-lhes a vitória nestes aspectos. No plano C, devemos realmente melhorar nossa capacidade de luta contra as implementações totalitárias deles. Sem a censura de mídia e o decreto 8243, as coisas vão se complicar para o PT, pois ele precisará esconder as consequências de seu bolivarianismo, que tem causado sérios danos à nossa economia. A derrubada destes projetos totalitários deve aumentar a taxa de rejeição para o PT em 2018.

Existe um plano D? Claro. Basta o PT ganhar e ficarmos nos preocupando com várias outras questões laterais, esquecendo-nos de priorizar a luta pela liberdade de imprensa e pelos três poderes (Executivo, Legislativo, Judiciário), ou seja, o sustentáculo de nossa democracia.

Como se percebe, A, B e C não são iguais, mas enquanto o alfabeto vai avançando, as opções vão ficando piores para nós. Se mudarmos a forma de pensar, partindo para um pragmatismo político, começaremos a trabalhar com opções, sempre, e assim conseguiremos mais resultados cumulativos, pois sempre podemos ir “puxando” as coisas para o nosso lado, assim como os esquerdistas já fazem. Para isso, é preciso largar o purismo. Fazer isso não passa da “sinistra” estratégia das tesouras, que nada mais é do que mais um filtro de pensamento estratégico hoje usado pela esquerda.

Resumindo, uns dizem que Marina é plano B do Foro. Ora, se é plano B, então é melhor para nós do que o plano A. E a mesma coisa vale para Aécio,que seria o plano C do Foro. Se é plano C, é melhor para nós que o plano B, assim como o plano B é melhor para nós que o plano A. Isso, é claro, até o dia em que tivermos um plano A “legítimo”, o que não temos. Mas se não pensarmos pragmaticamente assim, não teremos plano A, B ou C. Daí corremos o risco de termos que nos contentar com o plano Z para nós, que é a manutenção do PT no poder, com total liberdade para implementar uma ditadura.

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27 COMMENTS

  1. Parece que o socialismo também produz péssimos motoristas. A julgar pela arquitetura deprimente, a língua enrolada e a profusão de Ladas, a coisa toda deve se passar no Leste Europeu.

  2. Esse cara desse artigo acha que dá para fazer um pacto com Mefistófeles para trapacear e enganar Satanás. É um tolo. O único candidato que merece ganhar essa eleição é o Eymael – 27 do PSDC o Partido da Social Democracia Cristã. Se o Eymael não ganhar essa eleição, qualquer outro que entrar será pior.

  3. Acho que eu já disse isso muitas vezes nos comentários do blog, mas estratégia das tesouras não é algo descrito por Lenin, mas pelo dissidente Anatoli Golitsyn no ‘New Lies for Old’ para descrever o conflito sino-soviético na década de 60. Esse conflito era real, porém era de ordem prática/estratégica e não ideológica, por isso não dá para dizer que janela de overton é a mesma coisa que a estratégia das tesouras por que o primeiro se refere ao espectro ideológico e que políticas são mais fáceis de conseguir apoio político a partir do espectro ideológico da população/grupos. A estratégia das tesouras seria fazer o inimigo fazer acreditar que o conflito de ordem prática/estratégica é uma diferença ideológica.

    Marina faz parte de uma estratégia das tesouras? Faz, embora bastante ineficaz, pois boa parte das pessoas de direita e das pessoas que pensam a política sabem que ela faz parte do Foro e já foi do PT por mais de 2 décadas, então entende que provavelmente ela tem compromissos parecidos com o do PT. Isso não quer dizer que não devemos votar nela por falta de opção, mas devemos ter plena consciência que muito provavelmente ela seguira os mesmos planos, mesmo que com menor eficácia. Agora, acho o momento propício para a Marina ganhar, pois a imagem de incriticável caiu por terra, então se ela ganhasse, provavelmente seria mais fácil influenciar no governo dela através da crítica.

    Acho foi um pouco ilusório achar que a direita teria uma vitória relevante na eleição presidencial, mas ela vai ter nas eleições para cargos menores ou menos visíveis, como deputado e prefeito.Esses candidatos menores é que vão poder formar uma base de apoio para um futuro candidato, além de ter sua própria atuação em projetos de lei. Precisamos formar uma militância também. Apenas em alguns momentos se realiza alguma militãncia de direita, enquanto isso deveria ocorrer diariamente. Deveríamos ter projetos de médio e longo prazo de militância em diversas etapas, sempre partindo de uma necessidade real da sociedade. Deveríamos começar apontando o problema, propondo soluções, fazer uma crítica ideológica/cultural do problema, tornando essas soluções em leis e mudanças na administração do Estado. Essa crítica ideológica/cultural deveria ser base para uma ampliação do projeto inicial. Vou dar alguns exemplos a seguir:

    No caso de assassinatos de jovens,
    -Identificar o problema: assassinatos de jovens que ocorrem em determinadas circustâncias.
    -Análise crítica: como a esquerda pode estar contribuindo para o aumento dos assassinatos e fazer uma análise psicológica/social das motivações da esquerda para ajudar a aumentar o número de assassinatos. Falar como o pensamento da direita poderia solucionar o problema.
    -Propor soluções práticas: projetos de lei, mudanças na administração pública, iniciativas individuais e voluntárias etc
    -Ampliar o projeto: Se assassinatos de jovens são aumentados pela ação da esquerda, será que não existem problemas semelhantes que são piorados por esta mesma ação? Além do grande assassinato de jovens, e os assassinatos no geral? Será que depois não se poderia pensar na ampliação de leis e medidas que antes se aplicavam apenas aos jovens. Poderíamos pensar em uma apliação entre outro sentido. Será que jovens são alvo de outros crimes? Que tipo de crimes? Isso não se dá por um pensamento de esquerda? etc

    Além destas ampliações, poderíamos pensar na integração e debates entre projetos diferentes, por exemplo, o Bene Barbosa luta contra o desarmamento, ele poderia se juntar ao Tuma em um grande debate ou projeto maior de segurança pública e contra a corrupção. Ou o pessoal contra a doutrinação nas escolas poderia conversar com o pessoal do homeschooling. Poderia ser unido também o tema segurança e educação, já que muitos professores são alvos de violência e o tráfico acaba afetando a escola. Críticos dos LGBTs poderiam mostrar que a violência geral não é resolvida, pois assim a esquerda pode usar a violência contra os LGBTs decorrente dessa violência geral, para ganhos políticos e assim entrar em contato com as pessoas militantes pela segurança.

      • Luciano.

        Suas sugestões de planos foram:

        Plano A): Vitória de Aécio, que derrubará o decreto 8243.
        Plano B): Vitória de Marina, derrubar decreto 8243.
        Plano C): Mesmo com vitória de Dilma, derrubar decreto 8243 e travar o projeto petista de censura de mídia.

        Você esqueceu de avaliar o aparelhamento do STF na hipótese da vitória da búlgara.

        O Cardoso (garboso) já está correndo atrás da vaga do Joaquim Barbosa, e a búlgara, caso vença, poderá nomear mais quatro (4) “putas” nos próximos 4 anos de mandato, para assar os “patos” com limão e vinagre.

        E ai Luciano? Como evitamos o forno da búlgara, caso nos reste apenas o plano C ???
        ……….

      • Post Scriptum.

        Apolo, o deus sol da clarividência, aquele que ilumina, vê e conhece tudo o que está oculto (segundo a mitologia grega), deu-me uma dica intuitiva sobre isso.

        Para encerrar esclareço que o “pseudo deus Apolo”, erroneamente designado como deus da beleza, que os estudiosos da mitologia desconhecem, pois isso é um erro disseminado na pseudo cultura dos brasileirinhos entusiasmados, foi então, esse falso “Apolo”, comer o cu dos alegrinhos entusiasmados, que sentiram-se felizes com a dita-dura.
        ……….

      • Post Scriptum 2.

        No texto do Post Scriptum anterior, o “cu” no singular, referindo-se a um grupo de indivíduos, foi intencional, pois os “brasileirinhos alegrinhos entusiasmados” formam um particular e específico conjunto de espécimes pitorescas, denominado: “coletivo do largo cu-panela públicus”.
        ……….

      • Luciano.

        Excelente essa ideia de usar a dialética hegeliana como instrumento estratégico para a direita.

        Afinal um bisturi continua sendo apenas um bisturi, e o bom ou mau uso depende do homem que o utilize.

        Excelente!

        Abraços.

    • Gostei de seu texto, Acervo. Aliás gosto muito dos textos que aparecem por aqui. Até mesmo o vaidoso deus da beleza tem momentos de rara lucidez. 🙂

      O que me angustia nesta história toda é ver como a direita está dividida, mesmo sendo um movimento renovado no Brasil há relativamente pouco tempo, (a direita foi abatida – posta para dormir, mas não destruída – em 31/12/68, quando Carlos Lacerda foi cassado pelo Governo Militar).

      Temos um inimigo comum muito forte, que tem forte$ aliança$ e laço$ de amizade com países que nos circundam: Bolívia, Venezuela, Argentina, além de ameaças vindas de tão longe quanto o Caribe (Cuba) e a Europa oriental (Rússia).

      Não é hora para ficarmos com picuinhas e mesquinharias entre nós, mas de juntarmos nossas forças contra este poderoso inimigo comum.

  4. gostei da análise, LH. achei ponderada, pertinente e, claro, perspicaz.

    mas, de todas as qualidades do artigo, a que achei mais digna de crédito foi a da viabilidade.

    e, claro, tb gostei do apontamento constrangedor de que a direita NÃO tem nem plano A, e quer ficar nessa coisa utópica de tudo x nada…

    fica a sugestão para um próximo post:

    O que fazer para que a Direita se una e saia do armário em um futuro próximo?

    abs,

  5. Muito bom Ayan. A título de informação, a única referência que vi sobre a “estratégia das tesouras” foi no livro New Lies for Old, do ex-KGB Anatoly Golytsin. O livro é sobre desinformação comunista e como supostamente os comunistas criaram um novo programa de desinformação que envolvia até mesmo falsas rupturas (como a sino-soviética) e até o desmonte programado de ditaduras ao estilo soviético (o autor inclusive prevê a queda do Muro de Berlim como consequência da estratégia, cinco anos antes do acontecimento). Ao que parece, foi o autor do livro que deu nome a esta técnica, ao se referir ao conflito forjado entre a China e a URSS (na época de Kruschév, ou seja, não foi Lenin nem Stalin que desenvolveram a estratégia, até porque ela foi baseada em rupturas reais ocorridas anteriormente, como a de Stalin e Tito). Deixo alguns trechos do livro sobre a estratégia aqui (o livro completo pode ser baixado neste link: http://pt.scribd.com/doc/39146285/Novas-Mentiras-Velhas-Anatoli-Golytsin):

    “A Técnica da “Ruptura”: Alguém poderia objetar que, mesmo não havendo substancialidade nas diferenças que se alegam terem dividido soviéticos e chineses, é inconcebível que eles tenham sustentado uma ruptura fictícia por mais de vinte anos sem serem descobertos e sem terem causado sérios danos à própria causa. Se a União Soviética e a China fossem democracias, esse julgamento seria correto. Mas nos estados comunistas, os controles sobre a mídia, a disciplina imposta aos membros do partido e a influência dos serviços de segurança e inteligência, combinam-se para oferecer instâncias e meios sem paralelo para a prática da desinformação. […] A técnica da ruptura sino-soviética não foi desenvolvida do dia para a noite. Já foram citados, neste e em capítulos anteriores, os precedentes históricos que traziam consigo modelos úteis à elaboração de técnicas de desinformação relativas à falsas rupturas e à coordenação secreta dessas rupturas […]. O Manifesto do Congresso dos Oitenta e Um Partidos (novembro de 1960), ao qual a China registrou seu compromisso, falava da necessidade de “unidade de vontade e ação” de todos os partidos comunistas e não de unidade de palavras. […] O que isso significava na prática era que, tendo fracassado o controle centralizado (estalinista) sobre o movimento, a meta de uma federação mundial de estados comunistas seria agora perseguida por meio de uma variedade acordada de diferentes estratégias e táticas a serem seguidas por diferentes partidos, alguns dos quais pareceriam estar em disputa uns com os outros. […] A criação de dois ou mais partidos comunistas em um só país foi abertamente defendida. […] As diferentes linhas adotadas por soviéticos e chineses em vários assuntos deveriam ser vistas tal como as pernas esquerda e direita de um homem, ou melhor, como as lâminas de uma tesoura, cada uma aumentando a capacidade cortante da outra.”

    “A exploração estratégica da ruptura será descrita no Capítulo 22. Mas seu objetivo geral pode ser definido com brevidade: é a exploração da estratégia da tesoura para acelerar a realização dos objetivos comunistas de longo prazo. A dualidade na polêmica sino-soviética é utilizada para mascarar a natureza dos objetivos e o grau de coordenação já existente no esforço comunista em atingi-los. A fingida falta de unidade no mundo comunista promove a falta de unidade real no mundo não-comunista. Cada uma das lâminas da tesoura comunista torna a outra mais eficaz. A militância agressiva de um país comunista ajuda a diplomacia de détente do outro. Acusações mútuas de hegemonismo ajudam a criar o clima propício para que um ou outro negocie acordos com o Ocidente.”

    “Enquanto os anos 70 se arrastavam e a agressividade soviética se tornava mais aparente na Europa, África e finalmente no Afeganistão, a China começou a parecer atraente como aliado potencial do Ocidente. O interesse comum compartilhado com a União Soviética em resistir à militância chinesa dos anos 60, foi substituído e suplantado pelo interesse comum entre a China e o Ocidente em resistir ao expansionismo soviético dos anos 70. Capitalistas europeus e japoneses tropeçavam uns nos outros na disputa por uma fatia da expansão econômica e militar chinesa, incitados por políticos conservadores anti-soviéticos ocidentais e por especialistas em defesa. A aliança com a China parecia oferecer a melhor esperança de retificar o crescente desequilíbrio militar entre a União soviética e o Ocidente, especialmente na Europa. Os Estados Unidos estavam mais e mais dispostos a “jogar a carta chinesa”. As relações com a China comunista, iniciadas sob Nixon e Kissinger e desenvolvidas sob Carter e Brzezinski, foi levada ao nível de cooperação militar, sob Reagan e Haig. A intenção era fortalecer a China como contrapeso à União Soviética. Tanto em relação à União Soviética nos anos 60 e à China nos anos 70 e 80, o Ocidente esqueceu do erro cometido pelo Alto Comando Alemão ao ajudar no rearmamento da União Soviética depois do Tratado de Rapallo em 1922. A estratégia da tesoura sino-soviética não tinha sido reconhecida pelo que realmente é. Em resumo, a União Soviética e a China primeiramente levaram a cabo o preceito estratégico clássico que é o de buscar a penetração no campo inimigo sem resistência e se possível, sendo até bem-vindos pelo inimigo. Como disse Sun Tzu: “Subjugar o inimigo sem lutar é o ápice da perícia”.

    As lutas entre estados comunistas são geralmente tidas como evidências conclusivas de uma ruptura entre eles. Mas deveria ser lembrado que os conflitos nas áreas de fronteira sino-soviéticas e sino-vietnamitas aconteceram na presença de poucos observadores ocidentais, se é que realmente havia algum. Incidentes de fronteira podem ser facilmente encenados e comunicações não codificadas por rádio podem muito bem ser usadas para dar suporte à pretensa autenticidade do conflito. Exercícios militares conjuntos podem ser executados de tal maneira que tenham o aspecto de batalhas reais. Mesmo se ocorrerem danos e baixas verdadeiras, os incidentes continuam abertos a mais de uma interpretação. As aparentes lutas entre estados comunistas podem contribuir para a consecução de objetivos estratégicos comunistas, tais como a promoção de acordos e de alinhamentos oportunistas e temporários entre estados comunistas e não-comunistas. Por exemplo, a “guerra” sino-vietnamita – e os temores de que essa se espalhasse – intensificaram a pressão ocidental sobre os Estados Unidos para que estes concluíssem o acordo SALT II com a União Soviética, além de terem contribuído para fazer a China parecer atraente como aliado potencial do Ocidente contra a União Soviética.”

  6. Quanto à “estratégia das tesouras,” o nome correto é “tática do salame.” Ver páginas 76 e 77 do livro A Century of Horrors, de Alain Besançon:

    The seizing of power by a Communist party is prepared by a purely political struggle within a normally political society. During this phase it practices the tactics that it implements after the party’s victory. The “salami tactics,” for example, consist in forming alliances with non-Communist political forces, so as to force the ally to participate in the elimination of adversaries: first the “extreme right,” with the help of all of the left; then the moderate section of this left, and so on until the last “slice” must submit and “fuse” or be eliminated in turn. This professionalism—which includes cunning, patience, and rationality regarding the desired goal—is the hallmark of the superiority of Leninism. But destruction is the end-game, as construction is impossible because this goal is insane.

    http://www.miis.edu/media/view/4891/original/TI05_2.pdf

  7. Luciano, seu trabalho é louvável. Precisamos compreender que a oposição ao que está aí hoje foi calada sutilmente por durante muitos anos, por leis estúpidas de 88 que foram intensificadas a partir de 2003, depois que o PT chegou ao poder. Infelizmente, parece que essas leis de crimes contra a honra são cláusulas pétreas, impossibilitando que sejam alteradas por lei. O fato é que existe uma oposição, ainda imatura, que acordou muito recentemente, e está cheio de obstáculos pela frente. Seria interessante criar alguns posts sobre como a oposição deve se comportar estando sob uma ditadura socialista.

  8. ‘É muito complicado ter algum tipo de esperança em um país como o nosso. Gostaria de passar uma mensagem de luta, de esperança, de fé em nosso povo, em nossa capacidade de reverter tudo isso, de mudar para melhor, de colocar o Brasil na rota do desenvolvimento sustentável e da ética. Mas não tenho, no momento, forças ou argumentos para combater aqueles que, cínicos, céticos ou realistas, repetem que isso aqui não tem mais jeito e mandam que o último a sair apague as luzes. A coisa está feia…’
    http://veja.abril.com.br/blog/rodrigo-constantino/democracia/o-brasil-desanima-ou-o-povo-e-cumplice/

  9. Falta uma imprensa destituída de patrulhismo de inversão de valores impostos por minorias histéricas. Uma imprensa que tenha opinião firme sobre os valores que são caros as famílias e pessoas de bem que em sua esmagadora maioria se vêem constrangidas a aceitar a escória moral , sem encontrar vozes em quem se apoiar.
    Durante o regime militar, existiam aulas de educação moral e cívica. Era ensinado os direitos e deveres do cidadão. Pode ser que essa matéria tivesse que ser aperfeiçoada etc, mas foi simplesmente abolida e demonizada. Não se ensinam mais valores cívicos nas escolas , ensinam versões dos fatos , busca por direitos e nunca o comprometimento com deveres.Vai chegar um ponto em que não haverá mais direitos que possam ser dados e aí a malta mal acostumada vai se revoltar.Vai ser o Caos! A malta não enxerga deveres a serem cumpridos, querem de graça seus direitos. A direita tem que voltar a incutir valores cívicos e morais , formar educadores, partir para formar cidadãos com opinião firme e crítica, que possam rebater os psicopatas tarados esquerdoides.vai levar tempo. Ou eliminem o inimigo sumariamente ou usem suas táticas .

  10. Luciano, talvez valesse a pena falar de uma postagem que o Jean Wyllys deixou nesta quinta no Facebook:

    http://www.facebook.com/jean.wyllys/photos/a.201340996580582.48122.163566147024734/750971224950887/?type=1

    Postagem essa que foi compartilhada hoje pelo Laerte:

    http://www.facebook.com/laerte.coutinho/posts/765622370151433

    Observe-se novamente a criação de um espantalho daqueles, bem como a deliberada tentativa de querer igualar evangélicos a terroristas e a tentativa de querer relacionar entre si fatos isolados, como poderá ver nestes dois parágrafos:

    Alguém perguntará o que tem a ver o panfleto homofóbico de Fonseca com a agressão contra Waldir. Diretamente, os fatos não estão relacionados. Mas cada pedra jogada contra um veado no Amapá, cada lâmpada quebrada na cabeça de uma bicha na Av. Paulista, cada travesti espancada até a morte, cada lésbica agredida num lugar público, cada agressão física contra um de nós começa a nascer de um discurso do pastor MALA-FAIA, de um panfleto de Édino Fonseca, de uma fala do deputado viúva da ditadura, de uma pregação de ódio homofóbico no templo ou na igreja, de um/a governante ou candidato/a que sobe no palanque dos vendilhões do templo e cala a boca diante do preconceito e o ódio contra nós,
    LGBTs, em troca de votos ou tempo de TV.

    Cada cara molhada com sangue como a de Waldir é o retrato que os políticos e pastores que lucram com a homofobia, a lesbofobia e a transfobia deveriam olhar para enxergar o que realmente são. Porque, como disse aquele escritor veado no romance “O Retrato de Dorian Gray”, são eles que pactuaram com o Diabo.

    Como também notará, temos PSOL sendo linha auxiliar do PT ao querer direcionar a coisa toda contra Marina Silva, dentro daquela disputa interna do Foro de São Paulo. No original do Jean, também vale a pena ver o grau de histeria dos comentários feitos à postagem.

  11. Esse texto deveria figurar na coluna ao lado como um dos essenciais para entender as eleições de 2014. “O plano B do inimigo é sempre preferível ao plano A”. Simples e direto. Parabéns, Luciano!

  12. Luciano, segue um vídeo de algo que acabou de acontecer em Kharkiv, segunda maior cidade ucraniana:

    http://www.youtube.com/watch?v=U8_780Oak_M

    Esta era a maior estátua de Lenin na Europa, conforme pode ser visto aqui e, como pode observar, foi para o chão depois da forcinha do pessoal de lá. O mais importante do ato foi o de este ter sido bem filmado, de maneira a se ver direitinho o que aconteceu. E eurasianistas ficaram magoados depois dessa, o mesmo se podendo dizer dos marxistas-humanistas-neoateístas, que voltarão a acusar os ucranianos contrários aos pró-russos de nazistas.

  13. Diz o ditado: “A dor, ensina a gemer! Com a PaTifaria PETISTA dos SOVIETES, a direita vai precisar aprender a TER UM “PLANO A” e, também a ter “PLANOS B, C, D…). Só não sei se sobreviveremos até que isso venha a ocorrer. 🙁

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