Assim teremos racionamento de óleo de peroba: Lula diz que The Economist é “revista de exploradores”

23
128

Lula&DilmaR

Até o fim desta eleição, a prioridade é derrotar o PT. Após a eleição, uma prioridade (ao menos para este blogueiro que vos escreve) é aumentar ainda mais o grau de conhecimento do público (especialmente dos formadores de opinião da direita e do centro, ou mesmo da esquerda moderada) a respeito de métodos para lidar com os psicopatas na política. Eu sei que o livro “Ponerologia Política”, de Andrew Lobaczewski, é ótimo, mas sinto falta de um “how to” mais didático.

A criação de uma cultura na qual tenhamos agilidade e sangue frio para tratar psicopatas atuando no debate público será o diferencial para evitarmos o retorno da extrema-esquerda em 2018, caso ela saia derrotada nessas eleições, que é o que esperamos e está prestes a ocorrer. (Para isso, Aécio deverá manter o tom forte nos debates)

Por exemplo, como pode Lula começar a chamar a The Economist de “revista de exploradores”? Leia:

Se não me bastasse a imprensa brasileira, vem a The Economist nesta semana. É um nome chique, não? Essa revista é a mais importante do sistema financeiro internacional, dos bancos, dos achacadores, que dizem que são de investidores, mas que são exploradores. Pois bem. Qual é a resposta que temos que dar? Que o Aécio é candidato dos banqueiros, ótimo. A Dilma é candidata do povo brasileiro.

Na verdade, os petistas estão bravos por que a revista disse que o Brasil precisa de livrar de Dilma e votar em Aécio. Leia matéria da Veja:

Uma figura que faz lembrar Carmen Miranda, mas com ar enfadonho e que carrega sobre a cabeça frutas apodrecidas. É com essa imagem que a conceituada revista britânica The Economist acompanha a seguinte frase: por que o Brasil precisa de mudança. A edição distribuída na América Latina traz nesta sexta-feira capa que trata das eleições no Brasil. E sentencia: os eleitores brasileiros devem se livrar de Dilma Rousseff e eleger Aécio Neves.

O texto lembra que em 2010, quando Dilma foi eleita, o Brasil parecia finalmente fazer jus a seu imenso potencial. A economia crescia a 7,5% ao ano. Quatro anos depois, a economia patina e os avanços sociais andam em marcha lenta. E lembra que em junho do ano passado milhões de brasileiros saíram às ruas para protestar por melhores serviços públicos e contra a corrupção.

Depois de fazer um panorama das viradas que marcaram a corrida eleitoral no Brasil, o texto trata da atual situação econômica do país. Ao citar a crise econômica mundial – apontada por Dilma como a culpada pelo atual quadro brasileiro –, a revista salienta que o país tem se saído pior do que os vizinhos latino-americanos no enfrentamento da questão. Cita ainda a intromissão constante do governo federal nas políticas macroeconômicas e as tentativas de interferir no setor privado como responsáveis pela queda nos investimentos.

Ao tratar dos problemas de infraestrutura e da burocracia que atravanca o país, a revista afirma que Dilma reforçou a mão do Estado na economia, servindo-se favores para iniciados, como incentivos fiscais e empréstimos subsidiados de bancos estatais inchados. A Economist diz ainda que Dilma prejudicou a Petrobras e a indústria de etanol, mantendo o preço da gasolina contido à força “para mitigar o impacto de sua política fiscal frouxa”. Cita ainda os sucessivos escândalos que envolvem a estatal.

A Economist trata, por fim, dos ataques perpetrados pela campanha petista contra Aécio. Classifica como infundadas as alegações de que o tucano colocaria fim ao Bolsa Família – e lembra que ao longo dos anos o PT caricaturou o PSDB como um partido “de gatos gordos sem coração”. O texto explica que as políticas propostas por Aécio, ao contrário do que quer fazer crer o PT, beneficiariam os brasileiros mais pobres. Diz que ele promete fazer o país voltar a crescer. E que sua história e a de seu partido tornam a promessa crível. Afirma que Aécio tem uma equipe impressionante de conselheiros liderados por Armínio Fraga, ex-presidente do Banco Central, que é respeitado por investidores. Cita as promessas de retorno a políticas macroeconômicas sólidas, de redução no número de ministérios, de simplificar o sistema fiscal e aumentar o investimento privado em infraestrutura. E sentencia: Aécio merece ganhar.

“Aécio lutou de forma tenaz na campanha e já deu provas de que pode fazer funcionar suas políticas econômicas. A maior ameaça aos programas sociais no país é a forma como o PT hoje conduz a economia. Com sorte, o apoio de Marina Silva, que já foi do PT e nasceu na pobreza, deve ajudá-lo. O Brasil precisa de crescimento e de um governo melhor. Aécio é quem tem mais condições de fazê-lo”, encerra o texto.

Note a capa da revista:


theeconomist

O detalhe é que a revista, considerada a maior publicação do mundo sobre economia, havia elogiado o governo Lula em 2009. Os petistas começaram, na época, a usar os elogios da revista como “case” de sucesso de Lula.

Durante o governo Lula os petistas ficaram tão empolgados com o apoio da The Economist que, ora vejam só, a Carta Capital fez parceria com a revista. Sim, é isso mesmo que você leu! A The Economist é validada pela Carta Capital, um dos principais órgãos de imprensa do governo Lula. Esta validação ocorre desde 2008.

Leia:

Desde 2008, a revista mantém uma parceria com a The Economist, uma das mais influentes publicações do mundo. Pelo acordo, CARTACAPITAL publica semanalmente conteúdos exclusivos da edição inglesa, 12 relatórios especiais ao longo do ano e, finalmente, o anuário traduzido The World in… que traz uma serie de artigos assinados e entrevistas com os prognósticos para o ano seguinte.

Então como pode de uma hora para outra a The Economist ter virado a “revista dos exploradores”?

É por que para Lula a realidade é irrelevante. Basta dividir o mundo entre “oprimidores e opressores” (ou exploradores), e fingir estar do lado dos primeiros e contra os últimos. Em seguida, é só mentir em ritmo bate-estaca e capitalizar. Não há nenhum sentido lógico em qualquer coisa que essa gente fale em direção ao público. Eles recriam a realidade para ser um eterno conflito entre oprimidos e opressores e depois se fingem de defensores dos oprimidos.

Mas a The Economist era revista dos exploradores quando elogiou Lula em 2009? E como eles explica o fato dos bancos encherem os tubos do PT de dinheiro para a campanha? Eles jamais responderão a qualquer uma de suas perguntas, pois a resposta os constrange.

O PT é verdadeiramente o partido dos exploradores do estado em prol de projetos de poder que sacrificam a vida do povo. Mas ainda pior é que eles mentem de forma psicopática para tentar nos convencer do contrário.

Anúncios

23 COMMENTS

  1. O que será que a Cartilha Estatal vai dizer sobre a The Economist?

    Ayan, umas dúvidas:

    1)Eu li em alguns sites que, segundo especialistas,atacar o adversário não rende votos.Isso é verdade ou é só achismo do pessoal da Datapopular?

    2)Caio Blinder, quando terminou o primeiro turno, sugeriu que Aécio usasse a seguinte frase:

    “O petróleo é nosso, não do PT!”

    O que você acha dessa idéia do Blinder?

  2. Quando a The Economist reportava positivamente o Brasil, os corruPTos gostavam. Agora, ao serem criticados pela revista, eles dizem que ela é do mercado financeiro. Aécio 45!!!!!!!!!

  3. Ontem foi o dia da infâmia, o discurso desbocado do pé de cana foi a coisa mais abjeta que já vi, fora a propaganda absurda e ofensiva.na tv.
    Hoje tem debate na Record, vamos ver como essa maluca vai se defender podia poupar o povo decente deste país é aproveitar para pedir desculpas , renunciar e se entregar.
    Vai ser horrível a PF ter que ir lá no Palácio do Planalto e sair com a
    presidente algemada, já imaginaram a Cena? Que Horror!
    Minha Senhora, tenha compostura, renuncie, é melhor para todos, o Brasil não é o seu umbigo, vai ser bem tratada na Papuda, conte a verdade pelo menos uma vez na vida. Já está chegando na terceira idade , é tempo de se arrepender, Deus é bondoso, vai perdoar seus pecados, basta que se arrependa, vai se sentir aliviada, pense no seu netinho, ele tem direito a uma vida feliz, não imponha a ele a vergonha de numa vovó presidiária.
    Vamos lá damos todo o apoio, Renuncie!

  4. E lá se vai a parceria entre a Economist e a Carta Capital. Ou não, sei lá. Ao contrário do que a maioria pensa, não acho que a Carta seja uma aliada eterna do PT. Acho que ela é, isso sim, um exemplo máximo de jornalismo chapa-branca. Eu já li em algum lugar que na década de 1990 ela só elogiava o FHC. Ela sempre está do lado do governo atual, seja ele qual for. Se o Aécio for eleito, o Mino Carta vai jurar de pé junto que sempre foi tucano desde criancinha.

    A esquerda sempre usou essa falácia de opressores x oprimidos. É um coitadismo profissional e sistematizado. Outro exemplo é esse recente, falando que o Aécio não sabe tratar bem as mulheres. Quem chega a esse nível de cinismo, é porque já abriu mão de qualquer tipo de honestidade. Mais um motivo pra que eu torça que aquela diaba da Dilma, a Governanta incompetenta, leve um fora no próximo domingo.

    Pra mim pior do que o PT, só se a Luciana Genro fosse eleita. Sem brincadeira nenhuma, se a Luciana Genro fosse eleita, eu me mudava do Brasil.

  5. Apesar de você ser de direita e saber que programas sociais tipo Bolsa Família acabam por ser prejudiciais (me corrija se errei na análise), você não acha que o Aécio deveria investir em provar que vai continuar com eles, mostrando no horário eleitoral a lei que cria o Bolsa Família citando todos os programas criados pelo PSDB?

    A Dilma quase surtou quando ele disse que há DNA do PSDB no Bolsa Família, o que mostra que esse é um frame importantíssimo para o PT. Se juntarmos isso aos vídeos que estão aparecendo por aí, com pobres sendo coagidos a votar na Dilma porque o Aécio vai acabar com o Bolsa Família, acho que essa deveria ser a estratégia principal do PSDB, não?

    Eu – que não sou nenhum mestre em controle de frames, diga-se – investiria em martelar isso na TV o máximo possível.

Deixe uma resposta