A derrubada do decreto bolivariano pela Câmara já foi sakamoteada. E ele se supera: não há um parágrafo sequer sem fraudes intelectuais.

47
142

sakmoto

Depois da derrubada do decreto bolivariano pela Câmara, era de se esperar que os intelectuais orgânicos do PT e suas linhas auxiliares (PCdoB e PSOL) tentassem mais truques antes do Senado fechar a fatura. Um dos maiores shows de vigarice pode ser visto no texto “Deputados tem medo de participação social por se acharem donos do poder” de Leonardo Sakamoto.

Vamos desconstruí-lo já a partir de seu título, mentiroso até a medula.

O decreto não fala de “participação social”, mas de participação de coletivos não-eleitos, que, como o nome diz, não foram escolhidos por ninguém a partir de eleições e mesmo assim querem um cargo no poder para meter o bedelho na sua vida. Então, atuar contra o decreto bolivariano não é ir contra “a participação social”, mas contra grupelhos que se fingem de representantes da sociedade, quando não são.

Sigamos:

Você empresta a sua caneta para outra pessoa sob a condição de que ela seja usada em seu nome. Mas, em determinado momento, a pede de volta porque descobre que pode escrever você mesmo pelo menos parte de sua própria história. Nessa hora, a pessoa fica indignada, irritada, raivosa. Não devolve e, pior: diz que a caneta agora é dela. Em resumo, é isso o que a Câmara dos Deputados fez, nesta terça (28), ao sustar os efeitos do decreto presidencial […]

A dissimulação de Sakamoto é coisa de outro mundo.

Ele faz uma inversão bizarra. Observe:

  1. Ele começa mencionando “você”, quando na verdade ele trata da vontade popular, da maioria dos eleitores
  2. Em seguida, fala de uma outra entidade, o Congresso, que representaria a vontade mencionada em 1
  3. Mas aí ele diz que “você” quer mudar o que havia solicitado em 1

O problema é que no passo três não temos “você”, mas os coletivos não-eleitos do PT.

É o que tenho dito desde o texto sobre a sociedade civil denorex: o truque do decreto bolivariano se funda em um embuste principal, que é o de fingir que os coletivos não-eleitos do PT são “a sociedade civil”.

[a] Política Nacional de Participação Social […] tem por objetivo desenvolver mecanismos para acompanhar, monitorar, avaliar e articular políticas públicas.

Vá enrolar outro, Sakamoto!

Ontem mesmo acompanhamos pelas redes sociais a votação que derrubou na Câmara o decreto bolivariano. Fizemos de tudo: acompanhamos, monitoramos, avaliamos e até alguns contataram deputados. Tudo isso sem precisar de decreto bolivariano…

E quanto a “articular” políticas públicas?

Er… é para isso que nós elegemos estes deputados, que não fazem outra coisa na vida.

E fez com o sangue nos olhos do presidente da casa, Henrique Eduardo Alves (PMDB), que culpa o PT pela derrota que sofreu para o governo do Rio Grande do Norte.

Que isso pode ter sido um incentivo adicional, quanto a isso não há dúvida alguma. Mas a verdade é que o decreto estava para ser derrubado há meses. Quem obstruía as votações era o PT e suas linhas auxiliares.

Dessa forma, os nobres parlamentares passam por cima do artigo 1o, parágrafo único, da Constituição Federal: “Todo poder emana do povo, que o exerce por meio de representantes eleitos ou diretamente”.

E foi exatamente isso que fizemos ontem. O poder foi exercido por meio de representantes eleitos, e também diretamente a partir de nosso contato com esses representantes.

Está claro que todas as justificativas dadas por Sakamoto para o decreto bolivariano são furadas.

Desde que o decreto foi criado, apareceu uma miríade de declarações de deputados e senadores, dando voltas e voltas para construir justificativas estranhas, dizendo que garantir instrumentos de participação social é assassinar a nossa democracia (he), transformar o Brasil em uma ditadura bolivarianista venezuelana (hehehe) e instalar o regime cubano por aqui (kkkkkkkk).

Isso aqui não é argumentação, mas teatro!

Quem quer que leia o parágrafo acima não verá um argumento sequer comprovando que o decreto bolivariano pode se ver livre das críticas de ser um modelo exatamente igual ao feito na Venezuela.

Então vamos relembrar o que disse Gilberto Carvalho quando falou que iria destinar verba para esses coletivos não-eleitos.

Basicamente, o que teríamos com o decreto bolivariano é a presença de coletivos não-eleitos (ou seja, você não os elegeu) escolhidos pelo governo petista para pressionar o Congresso e ainda ganhando dinheiro para isso.

Enquanto você está trabalhando, preocupado com o seu dia-a-dia, confiando em seus representantes eleitos, o PT teria suas tropas de choque para pressionar esse mesmo congresso. Essas tropas de choque (geralmente é a turma do MST, UNE, UJS e outros coletivos) fingiriam representar você.

Qual a diferença disso para o que ocorre na Venezuela?

Absolutamente nenhuma.

Sakamoto tem plena consciência disso, tanto que se resumiu a fazer uma encenação teatral para tentar negar o óbvio.

Minha crítica ao decreto é exatamente o oposto: ele é tímido demais. Na prática, regulamenta os conselhos e comissões que não possuem regulamentação e abre a possibilidade (não obriga) a criação de outros.

Para Sakamoto, totalitarismo pouco é bobagem.

O pior de tudo é o argumento dizendo que uma lei que “abre a possibilidade, mas não obriga” não é um problema.

É mais ou menos assim: imagine uma lei abrindo a possibilidade de alguém poder entrar em sua casa e estuprar sua mulher impunemente. Como a lei não “obriga” ninguém a entrar em sua casa e estuprar sua mulher, então a lei não é um problema.

Sakamoto, tenha dó…

E vem tarde: afinal tudo o que ele organiza já está previsto na Constituição Federal (aquele documento de 1988 que ninguém gosta de levar muito a sério) e não avança tanto quanto seria necessário, nem responde a demandas das manifestações de junho do ano passado. É, portanto, um primeiro passo.

Para começar, ele mente ao dizer que o decreto bolivariano estava previsto na Constituição. Não existe nada disso ali.

A Constituição menciona a participação por plebiscitos e referendos. Não há nada de conselhos não-eleitos a partir de decretos.

Como disse um leitor na Internet, a maioria da população não é composta de militantes da extrema-esquerda, que são os maiores interessados em mamar em tetas estatais, enquanto ajudam seus governos a implementarem ditaduras.

E também não existe nenhuma resposta à “demandas das manifestações de junho do ano passado”. Só se for as demandas de coletivos não-eleitos do PT e suas linhas auxiliares (ex. PCdoB e PSOL) que entraram no meio das manifestações, e chegaram a influenciá-las no começo.

Mas essas não são as “demandas das manifestações de junho”, mas as demandas de grupos servis ao governo federal, doidos para receber verba estatal de volta.

O decreto 8243/2014 não troca a democracia representativa pela direta em nosso país. Até porque não somos uma sociedade suficientemente desenvolvida, com acesso pleno à informação e consciência de seus direitos e deveres para aposentar nossos representantes. Isso é um sonho ainda distante.

Como é divertido  ver um socialista retinto se empolgando e confessando o sonho de viver sob uma ditadura do “proletariado”.

O que ele chama de “sonho distante” é um pesadelo, já executado… em Cuba. E breve em exibição em uma Venezuela próxima a você.

Este decreto não cria instâncias, órgãos e cargos automaticamente, não diminui atribuições do Congresso Nacional ou interfere em outro poderes e não centraliza o controle da sociedade civil em ONGs que querem fazer a revolução.

Não cria mesmo, mas dá permissão para o governo fazê-lo, e esse é o problema. O recurso usado aqui não passa de uma técnica de distrair o leitor.

O mais engraçado é que boa parte dos parlamentares age como comentarista de internet: não entendeu bulunfas de um texto e repete frases feitas contra ou a favor do decreto. O que mostra, novamente, que o Congresso é espelho da sociedade brasileira.

Pelo que vemos eles entenderam direitinho e todo o texto de Sakamoto confessa que o objetivo é dar permissão para o governo federal criar conselhos a partir de seus coletivos não-eleitos, com poder para pressionar o Congresso, enquanto o restante dos eleitores está trabalhando. Obviamente, é uma medida totalitária, pois representa os interesses do PT, mas não do povo brasileiro que foi às urnas nos dias 5 e 26 de outubro.

Peço licença para retomar o que já havia escrito na época. Levando a sério alguns discursos que estão circulando nos plenários da Câmara e na imprensa (meu Deus, como tem jornalista que não se digna a ler o papel antes de falar groselha…), não poderíamos ter orçamento participativo, conselhos ligados à defesa dos direitos humanos (responsáveis por monitorar políticas como a de combate ao trabalho infantil), muito menos conselhos ligados à educação e saúde – bandeiras importantes de parlamentares marinistas, aecistas, dilmistas, lucianistas e eduardojorgistas, entre outros, durante a redemocratização.

É incrível como ele não consegue escrever nem um parágrafo sequer sem um truque sujo para enganar o leitor.

Todos os conselhos que ele cita foram criados por projetos de lei, de acordo com demandas por regulamentação de setores críticos. É exatamente o oposto do decreto bolivarianos, que dá permissão ao governo petista para criar conselhos do jeito que quiser. E é claro que já sabemos o nível de gente que se beneficiaria com isso, certo?

Conselhos são um espaço em que governo e a sociedade discutem políticas públicas e sua implantação, e estão presentes desde o âmbito local – na escola, no posto de saúde – até o federal, onde reúnem representantes de entidades empresariais, organizações da sociedade e governo. Alguns são obrigatórios, exigidos por leis federais, mas cada município e estado pode criar os que julgar necessários.

Claro que cada municipio e estado pode criar. Mas é um assunto que deve ser votado por nossos representantes eleitos, não a partir de uma carta branca dada à liderança do governo.

É engraçado que Sakamoto tente enrolar o leitor fingindo que o problema é a “existência de conselhos”.

Isso jamais foi o problema.

O problema é a permissão dada a um governo criar conselhos de acordo com sua vontade, para financiá-los em seus projetos particulares (não do povo).

Quem escolhe? Há diversas formas. O ideal é que seja por eleição, como ocorreu em São Paulo recentemente com as subprefeituras e áreas temáticas.

Mais uma contradição.

Se existem conselhos em São Paulo para subprefeituras e áreas temáticas, e eles são um exemplo de sucesso (senão ele não os teria trazido como evidências de sua tese), então mais um motivo para enterrarmos o decreto bolivariano.

Ele acabou de nos provar de que não precisamos de um decreto autoritário dando carta branca para o governo petista criar conselhos à vontade (sempre a companheirada, claro) para existirem conselhos que funcionem. Os exemplos trazidos por ele do caso das subprefeituras e áreas temáticas de São Paulo provam isso.

Sakamoto, como é fácil refutar vossa fanfarronice…

É óbvio que, para essas arenas de participação popular serem efetivas, precisam deter algum poder e não serem apenas locais de discussão e aconselhamento. E isso gera conflito entre novas instâncias de representação e as convencionais.

Claro, claro…

O problema é que essas arenas não são de “participação popular”, mas da companheirada escolhida pelo PT, e é exatamente esta carta branca ao partido que temos que coibir.

Afinal, senadores, deputados, vereadores, membros das esferas federal estadual e municipal e quem sistematicamente ganha com a proximidade a eles, enfim, o grupo de poder estabelecido, tende a não gostar da ideia de ver outros atores ganharem influência, outros que não fazem parte do joguinho. Há gente que teme, com o monitoramento por parte do povo, ficar sem o instrumento clientelista de poder asfaltar uma determinada rua e não outra, empregar conhecidos e correligionários.

Mais um jogo sujo.

Repare o que ele quer dizer: se há problemas de ruas não asfaltadas, é por que não existe um decreto bolivariano.

A quantidade de premissas falsas vai para estratosfera.

Segundo ele:

  1. Só há monitoramento se existirem coletivos não-eleitos do PT no governo.
  2. Há aumento de infraestrutura com esses coletivos não-eleitos do PT no governo (as ruas venezuelanas devem ser uma maravilha).
  3. Quem não gosta de coletivos não-eleitos são pessoas más que não querem ser monitoradas “pelo povo”.

Quanto a 1 e 2 qualquer leitor irá perceber a mentira. Quanto ao item 3, já expliquei anteriormente o truque da sociedade civil denorex.

Durante décadas, brigamos para a implantação de instâncias de participação popular. E, agora, que elas começam a ser discutidos em determinados espaços, ainda que de forma tímida e por conta de intensa pressão social, as propostas correm o risco de serem congeladas se o Senado confirmar a decisão da Câmara.

A briga para arrumar lugar para a companheirada em um governo totalitário é uma prioridade de sakamotinhos, não de pessoas que trabalham efetivamente. Sakamoto, não atribua ao povo honesto e trabalhador as suas prioridades depravadas!

E olha que nem estamos discutindo o vespeiro real. Pois, mesmo que tudo isso aproxime as pessoas da gestão de suas comunidades, os conselhos ainda são espaços de representatividade e não de participação direta.

Puro recurso de persuasão. Não passa da técnica da porta na cara. Participação direta significa a substituição do Congresso por órgãos do PT. É mole?

Com o desenvolvimento de plataformas de construção e reconstrução da realidade na internet, as possibilidades de interação popular deram um salto.

Deram mesmo. Mais um motivo para jogarmos o decreto bolivariano no lixo. A Internet abre múltiplas possibilidades de participação social, mas sem receber verbinha estatal. (Creio que você já notou o ponto de rancor para ele e seus sakamotinhos, não?)

Se tomarmos, por exemplo, as experiências de “democracia líquida” envolvendo os Partidos Piratas na Europa – com seus sistemas que utilizam representantes eleitos pelo voto direto, mas também ferramentas possibilitando ao eleitor desse representante  ajudá-lo a construir propostas e posicionamentos de votação a partir do sofá de sua sala – percebemos que há um longo caminho a percorrer.

Ah, o problema é fazer um website “plugado” no site da Câmara? Isso é fácil. Poderia ser até um projeto de lei. E não tem nada a ver com o decreto bolivariano…

Podemos chegar a um momento em que a representação política convencional se esvazie de sentido. Não é agora, nem com esse decreto. Mas, quem sabe, com um sociedade mais consciente.

Ou no dia em que não precisarmos mais trabalhar, quando teremos o dia todo para ficar nos organizando politicamente em torno de verbas estatais. É só pensar um pouco para saber que esse dia nunca mais vai chegar.

Como já disse neste espaço, muitos desses jovens que foram às ruas em junho do ano passado, reivindicando participar ativamente da política não estavam pedindo a mudança do sistema proporcional para o distrital puro ou misto, como o governo federal e o parlamento pensam. Queriam mais formas de interferir diretamente nos rumos da ação política de sua cidade, estado ou país. Mas não da mesma forma que as gerações de seus pais e avós. Porque, naquela época, ninguém em sã consciência poderia supor que criaríamos outra camada de relacionamento social, que ignorasse distância e catalisasse processos. Pois, quando a pessoa está atuando através da internet, não reporta simplesmente. Inventa, articula, muda. Vive.

É impressão minha ou esse cara está deliberadamente tentando mudar o plano de discussão tentando dizer que “participação só existe” se for através de coletivos não-eleitos do PT?

Ou seja, plebiscitos, referendos, projetos de iniciativas populares, conselhos com representantes por tema ou distrito são os primeiros passos, não os últimos. Com a próxima geração, a política será radicalmente transformada pela mudança tecnológica. Participar do rumo das coisas a cada quatro anos não será mais suficiente. Pois, em verdade, nunca foi. Iremos participar em tempo real.

Alias, a mudança tecnológica também permite que possamos refutar de forma integral um texto tão tosco como esse de Sakamoto e ainda multiplicar a refutação por aí.

No passado, talvez só ele tivesse acesso a publicar isso em algum jornal. Dificilmente, o veríamos ser refutado. Mas veja o que a tecnologia nos trouxe. Blogs de opositores também.

Acho que a tal mudança tecnológica não está sendo muito boa para tiranetes e seus baba-ovos…

Por fim, aos líderes políticos, econômicos e sociais que acham que todo poder emana deles próprios, um lembrete: talvez não seja hoje, mas a gente vai querer as nossas canetas de volta.

As canetas não são dele e de seus sakamotinhos.

O que vemos aqui é que Sakamoto viu as canetas de toda uma população e quer juntar seus amiguinhos para levar todas elas para sua casa. Quase todo texto dele é uma tentativa de fingir que ele e os coletivos não-eleitos do PT são “o povo”.

Melhor sorte na próxima tentativa, pois este texto não passou por uma análise de investigação de fraudes.

Aqui os ladrões de canetas alheias não passarão!

Anúncios

47 COMMENTS

  1. Sakamoto, já disse na página dele no facebook, é o Goebbels brasileiro. é um camaleão. Tem um texto dele em que ele apoia o aborto legalizado a partir da operação policial que prendeu uma quadrilha que praticava aborto no RJ no mês passado. A justificativa dele seria que se regulamentassem o aborto casos como o dessa quadrilha não existiriam. Legalizar um crime para combater outro, sei. Excelente texto Luciano. Parabéns.

  2. De novo.

    Repito que tendo eu dois cursos superiores e falando 5 linguas, ademais de ser especialista em Comércio Exterior e Tributos, tenho todos os requisitos para — como membro da minoria handcapped, e dos grupos sociais conservadores — integrar sem remuneração um dos Conselhos referidos pelo nobre Ministro Gilberto Carvalho. Por que Sakamoto sim e eu não ? Por que essa discriminação ? Por que não ? Justo agora que decidi liderar um coletivo estão detonando o Decreto ?

  3. Sakamerda é socialista fanático, só esse ad hominem já é o suficiente para se opor a qualquer proposta dele na questão “democracia”.
    O que esse mentiroso, o PT e suas linhas auxiliares querem não é a democracia, mas o centralismo democrático leninista. Que nada mais é do que a discussão forjada e aprovação quase que imediata de todas as leis propostas pelo PT por grupos CRIADOS pelo PT, ALIMENTADOS com nosso dinheiro pelo PT e A SERVIÇO do PT sem a necessidade de aprovação dos deputados eleitos por você para te representar no Congresso. Isso é igualzinho o que ocorreu em todos os países comunistas e que ocorre em atuais países socialistas. Um ditadura com aparências de democracia.
    Você vota, mas seu deputado que está lá para te representar não possui nenhum poder na Câmara.
    É a mesma coisa que não votar e só existir COLETIVOS NÃO ELEITOS do PT (não deputados individuais) para aprovarem leis propostas pelo PT. Isso é uma ditadura claríssima.

  4. Fico imaginando a coisa posta em prática, 200 milhões de habitantes, tira metade (crianças idosos doentes)=100 milhões, aí divide em grupelhos de sei lá 100 por exemplo (o que já dá a maior confusao para se chegar a algum consenso, pior quer reunião de condominio) já dá 1 milhão de comitês (ninguém vai ficar de fora senão é discriminação! ) aí o Governo e Legislativo vao analisar 1 milhão de propostas ou determinações dos grupelhos participativos.
    Caraca, isso não vai acabar nunca, quando chegarem ao consenso o planeta já terá se chocado com o sol e morreu todo Mundo! Rsrsr
    mas o negocio na realidade é que os “democratas vermelhistas”vão querer somente os seus grupelhos, né?
    Vão pastar!

    Já viram a propaganda sutil feito melancia pendurada na orelha,da Coca Cola jogando a palavra coletivo, associada a uma coisa legal , Família?
    É pro pessoal ir se acostumando, absorvendo o termo de forma natural,,
    já estão em andamento por aí alguns coletivos artisticos, publicitários, etc, Ha pouco tempo andou estourando por ai um escandalo de um coletivo de um tal Capile e seus cubos.Daqui a pouco estão no seu bairro, quando se mudarem pra sua casa e quando você tiver que dividir seu banheiro com 10 famílias, você vai vivênciar o termo coletivo,
    foi assim na antiga URSS, e países comunistas. O filme Dr. Jivago de David Leandro, 1965, baseado no romance de Boris Pasterrnak, tem uma passagem mostrando o antes, o durante e o depois da revolução russa de 1917. É bem interessante.
    São uns Canalhas !
    Olho Vivo!
    (vocês sabiam a indústria de refrigerantes, cervejas e bebidas alcoólicas são donos de imensas áreas de aquíferos espelhados pelo Mundo? Aquíferos são mananciais subterrâneos de água potavel, quando você consome estes lixos que fazem mal a tua saúde, você está colaborando de certa forma para a redução dos rseervatórios de água potável mundo afora.)
    O DINHEIRO NÃO TEM IDEOLOGIA.

  5. O que é mais grotesco na idéia de que os sovietes brasileiros são o povo é que quando ele diz isso ele desumaniza e tenta cassar os direitos políticos do resto dos brasileiros, tornando-os cidadãos de segunda classe com menor direito a voz que os membros dos coletivos. Isso é inaceitável em uma sociedade minimamente decente e revela a hipocrisia de comunistas que se dizem a favor da igualdade.

  6. Desculpem minha ignorância , mas esse Sacarolha ai em cima É Quem?
    Porque dão tanta importância ao que esse rapaz Diz? Se ele só diz bobagens?

    • O problema de uma pessoa que só diz bobagens, é que muita gente pode levá-lo a sério. Portanto, nosso dever é expor todo o ridículo de pessoas como o Sakabosta, algo que o Luciano faz muito bem. Temos sempre que mostrar que o rei está nu.

  7. não poderia ser mais claro. estamos em alguma etapa de uma manobra que talvez produza um common sense ou algo do genero. precisamos insuflar os espíritos e colocar uma proposição: menos governo, mais liberdade. aí nos livramos definitivamente dos “sou mais esquerda que o PT” e começamos a etapa Aliança do Pacífico. Se tudo correr como planejado Fidel restará ilhado com sua manipulação sobre o país da OPEP latino americano. vamos levar isso até que o povo comece a se cansar dos atores petistas e dos políticos de fala arrastada.

  8. Só para situar o pessoal melhor, essa postagem do Sakamoto que foi dessakamoteada por aqui pode ser considerada uma continuação do que começou com esta postagem logo após a vitória de Dilma. Segue também um vídeo do Nivaldo Cordeiro sobre a derrubada do 8243:

    http://www.youtube.com/watch?v=N318gQHmXh0

    Também segue a notícia de Renan Calheiros falando que o 8243 também será derrubado pelo Senado. Reinaldo Azevedo já deixou sua torcida.

  9. Luciano, excelente análise, rápida, clara e direto à essência do problema: os bolivarianos decidiram iniciar a próxima fase do manual para roubar países e já passaram o salve para todos seus membros. Estes, como bons militantes, largaram o que estavam fazendo (ou seja, nada de útil) e começaram todos a repetir as bobagens totalitárias que afundaram Cuba e Venezuela e que estão afundando Argentina & Co. Tudo isso justo após a eleição (alguém aí falou em golpe?).

    Eles nunca vão parar de mentir, sobre tudo porque nunca vão aprender nada além dessa gororoba que eles chamam de pensamento. Cabe às pessoas de bem desmentir cada uma das mentiras e chamar cada um deles pelo seu nome: traidores, totalitários, sicários da ditadura comunista que intenta se apoderar do pais, em fim, agentes do atraso e inimigos do Brasil.

    E o Sakamerda é apenas mais um bate-pau a serviço dos bolivarianos, ele pelo menos consegue escrever e publica esses panfletos de propaganda barata. Os outros bate-paus nem escrever conseguem, por isso estavam na última 6aF emporcalhando a sede da Veja, esse era seu melhor momento, mas mesmo assim são úteis para o projeto totalitário dos bolivarianos.

    O mais interessante é que quando você observa a historia de Cuba e Venezuela e suas respetivas “rouboluções” percebe que os apoiadores de primeira jornada (escritores, jornalistas, artistas, etc) terminaram sendo perseguidos, presos, exilados ou mortos pelos donos do circo. É que após entregar o serviço inicial eles não são mais necessários, ai são denunciados como burgueses acomodados e agentes do imperialismo internacional. Que triste fim aguarda a estes imbecis que agora apoiam os semianalfabetos petralhas.

    • Até o molusco corre o risco de ser descartado. Ele não passa de um fantoche incômodo nas mão do PT. A ex-mulher de Zé Dirceu disse que Lula só é tolerado pelo partido, assim como Dilma. Se eu fosse eles, ficava ligada porque com aprofundamento da “revolução” bolivariana, quem pode ir pro vinagre são os testas-de-ferro.

  10. Gente, tudo isso é assustador!
    E não acredito que vá parar por aí e, como disse alguém que não me lembro, ” não temo o barulho dos maus, mas o silêncio dos bons”. Temos que fazer alguma coisa.

  11. MUITO obrigado por esse post, acabei de usá-lo para OBLITERAR um esquerda caviar que me mandou o texto do Sakamoto.

    O termo certo é esse mesmo: “Fraude intelectual”.

    Se sou contra os “conselhos populares”, logo, “sou contra o povo”. A mesma coisa que dizer “Hitler gostava de carros. Eu gosto de carros. Logo, eu gosto de Hitler”. Você já falou desse embuste antes, qual o link mesmo?

  12. A mesma gente que critica o senso comum, desqualificando-o completamente, por ele professar verdades intransponíveis, é a mesma gente que proclama poder ao povo, que quer instaurar conselhos populares, que quer que o povo tome as decisões da política – no caso, os coletivos não-eleitos, quando todos sabem que não é bem assim. E quantas contradições em tão poucos parágrafos! Mas o que esse Sakamoto tem de embromador e de burro… Jean Wyllys já discordou da idéia do referendo e do plebiscito por achar que o povo brasileiro é ignorante, claro, por esse rejeitar massivamente umas coisas e apoiar outras mais de seu interesse, como a redução da maioridade penal – aí tudo dependeria: para Wyllys, o gramscismo teria que gorar mais a cabeça do povo -, mas esse mesmo cafajeste apóia esses conselhos populares bolivarianos, militantes de extrema-esquerda que subjugariam o povo de bem. Que safados! Que o Senado faça o que tem que ser feito. E que essa gente se frustre mais com seus planos mirabolantes indo por água a baixo. Não passarão!

  13. o Sakamoto, como qualquer esquerdista é um cretino.

    não sei se vocês sabem (o Sakamoto ao menos parece não saber), mas o site da Câmara já tem um mecanismo de participação popular, o e-Democracia, por sinal muuuuuuuuuuuito fraquinho (e possivelmente cheio de mavs esquerdopatas):

    http://edemocracia.camara.gov.br

    E o próprio ministro Gilberto Carvalho deixou escapar durante entrevista ontem que os ocupantes dos conselhos serão integrados por SINDICATOS e ONGs, e pediu a estes que pressionem o senado para aprovar esse decreto nojento. Infelizmente os noticiários ainda não postaram o vídeo da entrevista, mas o globonews comentou a entrevista:

    http://globotv.globo.com/globo-news/jornal-globo-news/v/ministro-nega-que-derrubada-de-decreto-sobre-conselhos-populares-seja-derrota/3729328/

  14. Eu não quero ajuda de nenhum grupo interesseiro para governar o Brasil. A CF não dá margem para a criação dessas pestes desses conselhos que funcionariam como uma terceirização das funções do Legislativo. Estamos bem acordados para essas safadezas. E agora, os políticos também.

  15. Esse “menino” – com seu MacBook Pro a tiracolo (provavelmente adquirido nas últimas férias em MCO) – é uma assumidade de besteirol esquerdoPTa. Uma prova de que – em muita “gente” – o tal do Gramscismo que emporcalha o ensino gerou danos mentais irreparáveis. Estou levando o artigo e vou repassar à exaustão. Parabéns!

  16. Quem disse a esse sujeito que o povo foi às ruas no ano passado para pedir participação no nível deste decreto? O povo foi às ruas porque estava insatisfeito com o governo, a copa e os gastos e roubos. Colocaram os black blocs na rua para calar o povo e vão fazer de novo. Estão marcando manifestações por aí e não duvido que tudo seja abafado de novo e interpretado como o governo quer. Que o Congresso dê uma resposta ao povo e cumpra sua função de uma vez por todas.

  17. Alguém ainda dá ouvidos a esse Sakabosta? Por que ele não vai sacar a caca em outra freguesia? Sugiro Coreia do Norte, Cuba ou Venezuela. A caca chinesa hoje é capitalista demais pra ele, eu acho! Mas, como adora dizer a PeTralagem, o choro é livre, seu Sakaescremento!

  18. Excepcional sua análise e contra-argumentação, Luciano. Você realmente aniquilou tantas vezes esse ogro mentiroso psicopata do Sakamoto que não dá pra entender como esse desonesto ainda existe.

  19. muito bom o texto
    E ninguém ache que os PeTralhas e sua propaganda nazista tem algo “de esquerda” ( ou qualquer outro partido no Brasil e no mundo).
    Isso nem existe mais,este tal de comunismo.
    E mais importante: por favor, não associar Rússia atual com comunismo , ninguém lá quer isso de volta lá.
    abs

  20. Incrível como a esquerda manipula as massas.Quem acreditar que o decreto 8.243 foi derruba investe na crença da falsidade ideológica.O decreto seria usado caso Dilma perdesse as eleições de 2014.O PT iria governar em paralelo com o tal decreto.Mas,com Dilma reeleita a coisa muda! A Lei é para todos? Sim! O decreto visava tão somente ajudar o PT nas suas ganâncias políticas.Como já foi explicado: os militantes do PT iriam as ruas homologar os pedidos dos líderes do PT,some-se a isso os mais médicos nas ruas(12 mil médicos cubanos nas agitações,sem contar os contingentes ocultos).
    Assim,para os governantes seria um tiro no pé,já que a população revoltada poderiam ir as ruas e pleitear de verdade seus intentos.E a revista veja de com a boca nos dentes antes da hora? A RJ devria denunciar depois das eleições,pois a coisa pegaria de bom tamanho.Eles tem o controle das urnas eletrônicas,a RV denunciou pela boca do doleiro Youssef,verdade,mas ai resolveram deixar Dilma no poder,já que os denunciados não teriam omo se defenderem dos escândalo do Petrolão?! E o cinismo de Aécio em elogiar Dilma na vitória e não pedir recontagens de votos.A vitória de Dilma em Pernambuco foi um verdadeira escândalo eleitoral:o PT perdeu a prefeitura em 2012,perdeu pra governador,pra senador e não fez nenhum deputado federal,mas ganhou Dilma com mais de 70% dos votos
    por diferença de Aécio? Cabe uma sindicância eleitoral in locco!!!

Deixe uma resposta