Quais as consequências de uma lepra política chamada intervencionismo? Felipe Andreoli mostrará para você.

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Um leitor do Facebook disse que, de acordo com a Constituição Brasileiras, “as Forças Armadas podem ser invocadas em determinada situação”. Obviamente há muito de interpretação e os argumentos são facilmente contestáveis. Mas é surpreendente que algumas pessoas ainda validem o discurso de “pedido por intervenção militar” com base em possibilidades legais.

Tecnicamente, é claro que você pode pedir intervenção militar. Também pode arrotar em almoço de trabalho. Ou dar peido em elevador lotado. Ou mesmo dar uns pegas na mulher do chefe. Tudo é liberado. E tudo tem consequências políticas.

No último programa do CQC, vimos uma curta reportagem onde Felipe Andreoli reduz o discurso intervencionista a pó. Mas convenhamos, ficou muito fácil para ele, não acham?

Também é sacanagem o que ele fez com Kim Kataguri, um dos organizadores do evento, pois este último não deu nenhuma resposta que pudesse ser ridicularizada. O mesmo não pode ser dito de um sujeito gritando, orgulhamente, que “intervenção militar é solução”. Lobão também não deu pretexto algum.

Note que pessoas de boa intenção foram marginalizadas por causa da ação de alguns poucos, que apareceram por lá e só serviram para atrapalhar.

Da mesma maneira que existia o Vale dos Leprosos na antiguidade, onde os doentes ficavam escondidos para não contaminar o resto da população, algo similar deve acontecer com o discurso intervencionista.

Apenas dizer “não apoiamos intervenção militar” é insuficiente. É preciso expulsar as pessoas que falem isso, começando com coisas leves como “não queremos vocês aqui” ou “somos inimigos  políticos”. Caso eles insistam em aparecer, deve ser lançada a suspeita sobre eles de serem petistas infiltrados.

Eles devem ser tratados igual corintianos entrando na torcida do Palmeiras. Ou militantes do PSDB entrando em convenção do PT.

Caso contrário, a vida política de picaretas como Andreoli torna-se uma facilidade total. Assista o vídeo abaixo para perceber a facilidade encontrada por um opositor para marginalizar qualquer oponente usando o discurso de “intervenção militar”.

Mas não foi por falta de aviso…

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63 COMMENTS

    • Ora, faltou foi inteligência para deixa o Felipe Andreoli em maus lençóis por conta da safadeza deste.

      Bastaria que perguntassem a ele que estava ali referindo-se à tal dita dura militar (que não era liberal, mas conservadora e mercantilista, intervencionista na economia como são os esquerdistas) como cerceadora da liberdade de PODER ESTAR AQUI FALANDO NA MANIFESTAÇÂO:

      Deviam ter perguntado a ele:

      Então, Felipe, já que você é um democrata maravilhoso que se opõe ao fato da dita dura ter combatido guerrilheiros treinados para INSUFLAR a população ao ÓDIO de CLASSE, proibido-os de insuflar esse ódio contra emopresários, VOCÊ como maravilhoso democrata TAMBÉM É CONTRA QUE SE PROIBA OS NAZISTAS (Nacional-Socialistas) DE FAZEREM PROPAGANDA A FAVOR DO ÓDIO RACIAL?

      E ante o titubeio, insistiria:

      Felipe, voce que opõe-se ao fato dos milicos terem combatido e proibido a insuflação ao ÓDIO de CLASSES é A FAVOR QUE DEMOCRATICAMENTE SE PERMITA AOS NAZISTAS (Nacional-Socialistas) INSUFLEM O ÓDIO DE RAÇAS com a permissão democratica?????

      Responda, FANFARRÃO!!!

      Felipe você é UM FANFARRÃO e é desonesto se responder que é a favor de que se pŕoíba a insuflação ao ÓDIO DE RAÇAS e se permita a insuflação ao ÓDIO DE CLASSES.

      Portanto, o que os milicos anti liberais fizeram foi PROIBIR A PROPAGANDA (pero no mucho) do ÓDIO DE CLASSES e prender guerriolheiros treinados em ditaduras GENOCIDAS.

      Eu defendo a liberdade e como tal defendo que aqueles que sonham em escravizar populações sejam combatidos sejam eles socialistas bolcheviques, trotskistas, maozedonguianos, polpotenses, bolivarianos, nacionalistas, racistas e classistas.

    • O CQC deveria ter sido questionado, já que se opõe tão vaidosamente ao combate dado a terroistas e apparatiks treinados em efetivas ditaduras genociodas (variando das dezenas de milhares às dezenas demilhões assassinados e torturados por mero crime de opinião), se são igualmente contrários a que, como atualmente se faz, se proiba as manifestações dos Nacional-Socialistas (nazistas) que insuflam o ÓDIO DE RAÇAS.

      Afinal se dizem vaidosamente democratas contrários à proibição que houve das manifestações dos Bolcheviques e Maoístas Socialistas que insuflam o ÓDIO DE CLASSES.

      Estarão encrencados para responder !!!!! …provando que são uns manipuladores FALASTRÕES! poltrões!!!

      • O que se poderia esperar da mídia comprada ou vendida? Esses idiotas úteis são os primeiros a serem perseguidos e calados quando não interessam mais, para a causa. Lembra do Roberto Jefferson? A Quem a majestade barbuda dizia que confiaria um cheque em branco assinado? Usou como sapo para atravessar o rio. Esse idiota foi atrás não da reportagem, mas do depoimento de infiltrados que falaram como se estivessem representando a maioria. Não tem outro nome: Manipulação.

  1. “as Forças Armadas podem ser invocadas em determinada situação”

    Quem disse isso nunca leu a Constituição. As Forças Armadas não são uma força mística da natureza que você invoca com um encantamento.

    A história é o único instrumento de legitimidade das Forças Armadas, elas nasceram com o Brasil e o inscreveram no mapa do mundo e a história conta que sempre que as Forças Armadas entenderam necessário, interviram e pronto. Não teve Constituição que os impedisse.

    O poder das armas é o verdadeiro poder, e o maior poder sempre será o dar armas dos militares enquanto eles existirem.

    O que a interpretação da Constituição faz (e todo texto é interpretável) é apontar um caminho para resolver um impasse: “o povo é soberano a ponto de renunciar a soberania e a independência política??”

    Como resolver esse dilema?? Nos Tribunais?? No Parlamento?? Nos conselhos não-eleitos?? Dentro dos partidos políticos??

    Naturalmente que não. Nenhum desses órgãos tem poder para prescindir da soberania e da independência política do Brasil, enquanto Nação, e a missão histórica do Exército na defesa desses valores precede à todas as Constituições que já tivemos e a interpretação que fazem do artigo 142 é meramente protocolar.

    Eu já disse a você antes em outras ocasiões: é tolice pedir por interpretação ou usar a intervenção como bandeira política, porque o tempo dos militares não é o mesmo dos civis e a sua decisão não é política, em seu sentido usual.

    Ao que me parece, essa insistência de setores da Direita em permitir que a extrema-esquerda trate a ação dos militares como um desrespeito à Democracia?!

    Um inimigo invade o Brasil, saqueia cidades, promove o caos urbano e o extermínio anual de 60 mil brasileiros impunemente, a parcela do povo que sofre e está consciente dos fatos só tem como única forma de se ver livre desse inimigo as urnas facilmente fraudáveis??

    Como permitimos que os militares sejam tratados como inimigo da Democracia enquanto permitimos que o verdadeiro inimigo seja tratado como um simples adversário político??! Não é possível simplesmente ignorar esse auxílio que a Direita presta a Esquerda na demonização e na desmoralização da imagem das nossas Forças Armadas.

    Se pedem que intervenham, significa que o povo ainda confiam que eles não passaram para o lado de lá e ainda estão fieis aos seu dever constitucional, que é INEQUÍVOCO: defesa da Democracia, da soberania, da lei e da ordem.

    Se os militares agem, agem em defesa da Democracia, da soberania, da lei e da ordem. É isso que se pede e é isso que deve ser compreendido, e se pedem a intervenção é porque entendem que os Poderes da República não são mais independentes e estão a tal ponto apodrecidos que não desempenham mais os seus deveres constitucionais, ou seja, DESRESPEITAM a Constituição, e se agem dessa forma, eles sim estão agredindo a Democracia.

    Qual é a dificuldade em entender isso??

    O que me preocupa é o fato de eles ainda não terem feito qualquer movimento nesse xadrez, onde claramente são o alvo a ser derrubado. Se for como ocorreu na Venezuela, não precisa ser muito cético para saber o que fazem com quem continua jogando apenas guerra política.

    Me preocupa muito que as nossas Forças Armadas, conscientes do fato, consintam em obedecer ordens de Fidel Castro intermediadas pelo seu principal moleque de recados: o PT.

      • O mais esquisito nisso tudo, é que o maior intelectual do país (pelo menos pra mim) é a favor da intervenção militar.
        Pra mim a esquerda não é burra, só é desonesta, e de fato a mentira nunca prevalece sobre a verdade em os direitistas se apoiam.
        Só espero que quando barraco cair as forças governantes não estejam a par de Gene Sharp bolando contra medidas para contenção de seu método. Todo sistema tem sua falha, só resta saber quem melhor vai explorar isso…

      • O outro lado joga a guerra política porque tem o comando das FFAA, eles, pelo menos teoricamente, têm a força, embora não tenham razão.

        Repito :Quando a razão é a força contrastam , vence a força, a razão não basta (ditado italiano)

        O melhor a fazer por enquanto é reforçar as oposições, tivemos Boas notícias com a “auditoria “das urnas, uma pequena batalha, não sei se vai dar em alguma coisa, mas pelo menos fez o Judiciário cumprir a lei.

        Excelente o discurso do Aecio na reuniao da executiva do PSDB
        Aecio disse que “O Diabo se envergonharia do que o PT fez nas eleições” e que “O PT só pensa no PT, nunca pensa no Brasil”, foi um discurso contundente, vale pena ver, embora nem todos os do PSDB, estivessem lá.

        Ele apóia as manifestações,
        São coisas positivas que reforçam a oposição que tem que estar unida feito uma muralha, não se deixar levar por fofoca de comadre.

        Bora pras Ruas!Vamos botar a canalhada pra Fora!
        como diziam eles ,quem sabe faz a hora , não espera acontecer

        Mas nunca, nunca, demonizem as FFAA, elas são um dos fiéis da balança.

    • Estou de acordo com o que o lorddenn escreveu, especialmente nos 8 últimos parágrafos.

      Reconheço que o fato da direita não lutar a guerra política com a mesma desenvoltura dos esquerdistas é um fator extremamente negativo e resulta na enorme dificuldade que existe em defender a posição intervencionista.

      Mas também há décadas, a direita nada faz para desconstruir a imagem das Forças Armadas que as esquerdas têm se esforçado em manter viva na mente do povo brasileiro.

      Em minha opinião, já mais do que passou da hora da direita contra-atacar, defendendo as FFAA com as mesmas armas e argumentos antiterrorismo esquerdista que eles usam contra os militares.

      • Embora tenha o maior respeito e admiração por nossas Forças Armadas, a verdade é que depois de meditar um pouco sobre a situação do país, tenho que concordar que pedir a intervenção militar é um suicídio ideológico que pode facilmente descambar para o suicídio físico, caso essa tal intervenção acabe se transformando numa ditadura militar comunista. Este é um risco que, no caso de uma possível intervenção militar, em minha opinião, não podemos descartar de todo.

        Assim sendo, o mais correto mesmo é evitar, a todo custo que os nossos anseios verdadeiramente democráticos como a liberdade de imprensa, a liberdade de expressão, o fim da doutrinação marxista nas escolas e universidades, o fim do aparelhamento do estado etc., não sejam vinculados ou até mesmo maculados pelo pedido de intervenção militar.

    • Ótimas observações Iorddenn!

      Apesar da situação ruim sócio-econômica, os militares NÃO vão intervir sem um consentimento amplo e generalizado como foi em 64, após várias manifestações organizadas e o clímax atingido pela Marcha da Família com Deus pela Liberdade no RJ, diante da instabilidade social provocada pelo governo Jango. Eles estão atentados ao que acontece no Brasil, mas no fundo eles desejam que haja um equilíbrio das forças políticas no campo democrático; ou seja, que a Direita aprenda a jogar a Guerra Política (nisto eu concordo com o Luciano). Eles não nasceram para a política, apesar de que, no período republicano, vários militares candidataram/ocuparam a cargos eletivos.

      Vejo que a intervenção militar deve ser extremamente a ÚLTIMA opção, mesmo porque caso tomassem o poder em breve sem a chancela do CLAMOR da maioria, seriam facilmente tachados de anti-democráticos (já não basta a influência esquerdista na mídia, nos livros e na cultura contra eles a muito tempo) e poderia facilmente escambar numa guerra civil, uma vez que o MST tá armado e preparado para a guerra, o PCC também, a Guarda Pretoriana da Presidência (Força Nacional) também.

      De tanto bater nesta tecla de forma incisiva contra uma possível intervenção militar, parece até contraditório o Luciano Ayan manter a foto de seu perfil no facebook como de um fuzileiro-naval. No fundo, ele queria ser militar também, neh Luciano? Rsssss

      Enfim, OU a Direita aprende as técnicas de Guerra Política o quanto antes OU confirmaremos a tese de que a História se compõe de períodos cíclicos.

      Que a nossa imperfeita democracia resista ao FSP!

    • Sobre a interpretação do ART 142 DA CF DE 88 A defesa da Pátria é um dever supra-constitucional. Eis o papel das nossas Forças Armadas. Mas alguns militares fingem ignorar isto. O Exército, a Marinha e a Força Aérea servem para garantir a defesa da Pátria contra qualquer ação (interna ou externa) que submeta risco à Soberania Nacional. A regra é clara. A Doutrina também. A defesa é a ação efetiva para se obter ou manter o grau de segurança desejado. A segurança é a condição em que o Estado, a sociedade e os indivíduos não se sentem expostos a riscos ou ameaças objetivas.

      Qualquer militar aprendeu na escola que a Política de Defesa Nacional trabalha com dois conceitos básicos. A Segurança é a condição que permite ao País a preservação da soberania e da integridade territorial, a realização dos seus interesses nacionais, livre de pressões e ameaças de qualquer natureza, e a garantia aos cidadãos do exercício dos direitos e deveres constitucionais. A Defesa Nacional é o conjunto de medidas e ações do Estado, com ênfase na expressão militar, para a defesa do território, da soberania e dos interesses nacionais contra ameaças preponderantemente externas, potenciais ou manifestas.

      A doutrina também vale para ameaças internas, principalmente se elas forem oriundas de forças externas. Com base na Constituição Federal e em prol da Defesa Nacional, as Forças Armadas poderão ser empregadas contra ameaças internas, visando à preservação do exercício da soberania do Estado e à indissolubilidade da unidade federativa. O artigo de nossa Lei Maior que define a destinação das Forças Armadas se subordina à sua Missão Institucional – e não o contrário, como preferem alguns comodistas intérpretes do Direito Constitucional.

      O artigo 142 da Constituição Federal é cristalino e fácil de ser lido por quem não seja um “analfabeto político”: “As Forças Armadas, constituídas pela Marinha, pelo Exército e pela Aeronáutica, são instituições nacionais permanentes e regulares, organizadas com base na hierarquia e na disciplina, sob a autoridade suprema do Presidente da República, e destinam-se à defesa da Pátria, à garantia dos poderes constitucionais e, por iniciativa de qualquer destes, da lei e da ordem”.

      A existência do Brasil, como País independente e soberano, depende, diretamente, do cumprimento incondicional do dever de “defesa da pátria”. Tal obrigação não está sujeita a qualquer restrição imposta por quaisquer dos três poderes: o Executivo, o Legislativo e o Judiciário. Além disso, é uma obrigação supra-constitucional, pois a segurança da Lei Maior depende do estrito cumprimento dessa missão das Forças Armadas. Por isso, as Forças Armadas têm a obrigação constitucional de zelar pela “Segurança do Direito”, que é o verdadeiro conceito de Democracia.

      As Forças Armadas são instituições nacionais permanentes. Expressam o Poder Nacional. Tal expressão militar do País se fundamenta na capacidade das Forças Armadas e no potencial dos recursos nacionais mobilizáveis. Por essa lógica, fica evidente que os militares não são um fim em si mesmos. Não podem e nem devem ser. Servem à Nação e à sociedade. A sociedade só pode se servir deles dentro dos limites da democracia, que é a segurança do direito. Exatamente neste ponto reside a questão crucial para o Brasil de hoje, que tem sua segurança, soberania e independência ameaçadas pelo governo do crime organizado – que rompe e corrompe as instituições, nos três poderes.

      A Política de Defesa Nacional é fácil de ser compreendida e assimilada por quem ama o Brasil e quer ver o nosso povo feliz de verdade – sem ser escravizado. O Estado tem como pressupostos básicos o território, o povo, leis e governo próprios e independência nas relações externas. Ele detém o monopólio legítimo dos meios de coerção para fazer valer a lei e a ordem, estabelecidas democraticamente, provendo-lhes, também, a segurança.

      As medidas que visam à segurança são de largo espectro. Além da defesa externa, envolvem a defesa civil, a segurança pública, as políticas econômicas, de saúde, educacionais, ambientais. Também envolve muitas outras áreas das quais não são tratadas por meio dos instrumentos político-militares. Cabe considerar que a segurança pode ser enfocada a partir do indivíduo, da sociedade e do Estado. Daí resultam definições com diferentes perspectivas.

      Outro ponto importante é que a Constituição Federal de 1988 tem como um de seus princípios, nas relações internacionais, o repúdio ao terrorismo – que é uma ameaça externa contra várias nações, inclusive a nossa. O Brasil considera que o terrorismo internacional constitui risco à paz e à segurança mundiais. Condena enfaticamente suas ações e apóia as resoluções emanadas pela ONU, reconhecendo a necessidade de que as nações trabalhem em conjunto no sentido de prevenir e combater as ameaças terroristas. Conceitualmente, o terrorismo é o uso ilegal da força ou da violência contra pessoas ou propriedades, objetivando influenciar uma audiência e coagir um governo e a população de um Estado, em proveito de objetivos políticos, sociais, religiosos ou ideológicos.

      Por esse motivo, no caso de ocorrer agressão ao País, no formato terrorista, a vertente reativa da defesa empregará todo o poder nacional, com ênfase na expressão militar, exercendo o direito de legítima defesa previsto na Carta da ONU. Nada custa lembrar, toda hora, que isso vale para as agressões internas de todo tipo, motivadas por interesses externos. Tudo bem objetivo, e não subjetivo. Não vale apenas para terrorismos, do ponto de vista formal. Mas para outros tipos de agressões mais sutis, impostas por um controlador externo.

      A Doutrina é clara. A interpretação constitucional também. A Defesa da Pátria não pode se subordinar à vontade política – de indivíduos, autoridades ou partidos – e nem aos interesses econômicos – nacionais ou transnacionais. Na defesa da Pátria e dos Poderes Constitucionais, a “iniciativa” (prevista no Artigo 142 da CF) deve e pode ser dos comandantes das Forças Armadas, em cumprimento do dever de ofício. Agir de forma contrária significa incorrer em crime de responsabilidade ou até de prevaricação, dependendo do caso.

      Novamente, a regra e a doutrina são claras. A convocação das Forças Armadas pelos Poderes Constitucionais é prevista, apenas, para a defesa da lei e da ordem. Tal missão é essencialmente policial. Neste caso, só se justifica a convocação das Forças Armadas para que não ocorra a sobreposição de atribuições, ou eventuais desvios de função. Além disso, tal dispositivo constitucional teve o objetivo de impedir que a União usasse as forças armadas para interferir em assuntos estaduais e municipais – o que feriria o pacto federativo e comprometeria o equilíbrio entre os poderes, além de agredir o próprio Estado democrático de Direito (tão desrespeitado em nosso Brasil).

      Mas é bom ficar legalmente claro para os COMANDANTES MILITARES a sua autonomia e liberdade de atuação institucional, quando se trata da defesa da Pátria. Eles não dependem de “convocação”. Têm de atuar por obrigação. Embora seja dever de todos os cidadãos brasileiros, a defesa da soberania nacional é um papel a ser cumprido, prioritariamente (mas não só) pelos comandantes militares.

      O motivo é simples. Eles detêm o poder de polícia judiciária militar, nos crimes de sua competência exclusiva. Por isso, na hora de decidir se agem ou não na defesa da pátria e da soberania, os comandantes militares não precisam ficar com a dúvida. Quando tiverem a obrigação de cumprir o que define a Constituição, não correm risco de serem acusados de “golpistas” – como é o temor geral pós-64, que apavora as legiões. O servidor público militar que tiver medo de cumprir a Lei Maior deve mudar de profissão ou passar para o lado do crime organizado, cuja lei é a barbárie. Não serve para “servir” às Forças Armadas.

      A técnica jurídica da redação do artigo 142 da Constituição Federal hierarquiza a destinação das Forças Armadas, priorizando a “defesa da Pátria”. A ordem é bem objetiva. Primeiro, as Forças Armadas se destinam à defesa da pátria (que é a nossa soberania). Segundo, as Forças Armadas se destinam à defesa dos Poderes Constitucionais. Terceiro, as Forças Armadas se destinam à defesa da lei e da ordem, por iniciativa (apenas neste caso) de qualquer dos poderes constitucionais. E PT saudações. Sem trocadilho, para não magoar alguns inimigos históricos das Forças Armadas.

      A hierarquia constitucionalmente prevista tem uma razão objetiva de existir. De nada adianta a garantia dos poderes constitucionais se a pátria estiver indefesa ou ameaçada, interna ou externamente. Da mesma forma, a defesa da lei e da ordem é impossível sem a garantia prévia dos Poderes Constitucionais. Por isso, a interpretação objetiva (e não subjetiva) do artigo 142 da Constituição deixa bem clara que, em caso de defesa da soberania nacional, o dever prioritário é dos comandantes militares, sem a necessidade de licença, ordem ou convocação de ninguém. Ninguém mesmo. Nem do Comandante em Chefe, seja ele quem for.

      Além do artigo 142 da Constituição Federal, os militares devem observar um outro artigo 142 (também em vigor e para ser obedecido). Trata-se do Artigo 142 do Código Penal Militar – que não vale apenas para os militares, mas para quem “tentar” cometer três crimes. I – Submeter o território nacional, ou parte dele, à soberania de país estrangeiro; II – Desmembrar, por meio de movimento armado ou tumultos planejados, o território nacional, desde que o fato atente contra a segurança externa do Brasil ou a sua soberania; e III – internacionalizar, por qualquer meio, região ou parte do território nacional.

      A pena prevista é de reclusão, de quinze a trinta anos, para os cabeças; de dez a vinte anos, para os demais agentes infratores. E um detalhe importante: no Código Penal Militar não existe o regime de progressão de pena. Quem for condenado tem de cumprir a integralmente a pena prevista. Deveria servir de lição para os exploradores e traidores da pátria, eventualmente nos poderes da República, que sempre agem certos da impunidade, pois jamais convocariam as Forças Armadas para agir contra si mesmos.

      Por isso, amparados na Constituição Federal, os comandantes militares de área têm toda competência legal e objetiva para instaurar o inquérito policial militar contra aqueles que atentarem contra a defesa da pátria e a soberania nacional. Vale repetir a determinação legal, para que sejam evitados casos criminosos de omissão. Os comandantes militares não ficam sujeitos a “convocações” ou “autorizações” para cumprir o seu dever legal. A tese já foi exposta oficialmente, aos Comandantes Militares e ao Ministro da Defesa, em carta enviada no dia 2 de janeiro de 2006, pelo advogado Antônio José Ribas Paiva, presidente do grupo de estudos estratégicos União Nacionalista Democrática. O texto é motivo de constantes debates nas reuniões fechadas do Alto Comando do Exército.

      Os militares não precisam ter medo de cumprir a Lei Maior. Sua ação legal, em defesa da Pátria e da soberania nacional, estará respaldada pela Constituição. Ninguém precisa ter medo de ser taxado de “golpista”. Até porque “golpe” é o ato praticado pela banda podre da classe política, que determinou os destinos do Brasil nos últimos 20 anos, mantendo a nação criminosa e artificialmente na miséria. Golpistas de verdade são aqueles que permitem o desvio de nossas riquezas nacionais, atuando como agentes conscientes e cumprindo as ordens dos controladores externos da economia brasileira.

      Tais bandidos, verdadeiros “171” da vida nacional, bem que mereciam cada um dos 15 a 30 anos previstos no artigo 142 do Código Penal Militar. Para acabar com o governo do crime organizado – que desorganiza a vida nacional -, basta que a sociedade brasileira perca o preconceito ou o medo de ver o artigo 142 da Constituição ser aplicado democraticamente, em nome da Segurança do Direito. Os brasileiros precisam de autodeterminação e soberania. As Forças Armadas podem e devem dar “uma força” nesta direção, cumprindo sua missão claramente estabelecida na Constituição.

      No Brasil, da mesma forma como não existe espaço para “quarteladas”, também não há mais condições para omissões. O momento é de ação contra os verdadeiros inimigos externos – cujos agentes conscientes e inconscientes agem aqui dentro, para explorar nossas riquezas e roubar o nosso povo. Tais bandidos, e os “171” que os servem, são os inimigos reais do Brasil e adversários diretos de quem tem o dever de garantir a defesa da nossa Pátria e a nossa soberania.

      “A democracia brasileira (pós-64), equivocadamente, cassou a palavra dos militares que têm conhecimentos especializados para contribuir para grandes soluções nacionais”. A frase é do pesquisador Eliezer Rizzo de Oliveira. Atualmente, o especialista em assuntos militares coordena um importante e oportuno curso de extensão em “Segurança e Defesa Nacional”, no Memorial da América Latina, em São Paulo. O curso, que começou dia 11 de setembro e vai até 11 de dezembro, conta com grande presença de jovens estudantes – uma prova de que nada está perdido no Brasil, como os mais pessimistas fazem parecer.

      Mas os militares precisam lembrar que, atualmente, o mundo convive em meio a uma guerra de quinta geração. Trata-se da chamada Guerra Assimétrica, onde vale tudo. É uma guerra de desgaste, sem frentes nem retaguarda, flexível, e que pode expressar a sua violência através de guerrilha, de terrorismo, do crime organizado. Depende muito da imaginação e da força de vontade do adversário. É uma guerra sem campanhas, sem bases, sem uniformes, sem santuários, sem pontos de apoio, sem respeito pelos limites territoriais sem uma estratégia e sem uma táctica definida, de objetivos fluidos.

      As “virtudes” da guerra assimétrica estão na inovação, na surpresa e na imprevisibilidade, empregando por vezes o terror (limpeza étnica, massacre, rapto), onde o estatuto de neutralidade e a distinção civil/militar desaparecem. A população, tal como nas guerras subversivas, desempenha um papel fundamental. O cidadão é o apoio de retaguarda logístico, em informações, e, ao mesmo tempo, fonte de recrutamento. Por outro lado, também é o alvo principal. Nestas guerras há uma desvinculação do estatal, já não há a associação aos interesses nacionais, mas sim às pessoas que surgem como as maiores vítimas. O fenômeno é bem estudado pelos portugueses Francisco Proença Garcia e Maria Francisca Saraiva, do Visor Militar do Triplov.com, pelo brasileiro Olavo de Carvalho, além dos professores e estagiários da Adesg em São Paulo.

      A guerra assimétrica não tem limites éticos e explora tudo como arma. Um de seus princípios é o de que é melhor controlar do que matar. Valem quaisquer compromissos morais, jurídicos e sociais que amarram as mãos do adversário. Tal batalha, desigual, emprega novas tecnologias e informações para cyberwar e vírus, a fim de neutralizar ou desgastar as forças políticas, econômicas, sociais, bem como afetar a informação militar e sua infra-estrutura de comando e controle. Em suma, entender e empregar o princípio da assimetria corretamente permite explorar os pontos fracos do inimigo. É o que precisam fazer nossos militares hoje.

      A sociedade precisa reagir. Os militares têm tudo para agir, dentro da Constituição, para não serem apanhados de surpresa na guerra assimétrica. Por isso, na guerra dos artigos 142 contra os “171” só sairá vencedor o cidadão brasileiro que não fizer parte do governo crime organizado – definido tecnicamente como “a sinistra associação objetiva de criminosos formais de toda a espécie com membros dos poderes estatais, para a prática de ações delituosas, utilizando a corrupção sobre as instituições republicanas como o principal meio para atingir seus fins”.

    • A resolução da CEN do PT e a convocação “Militância, às armas!” nas redes sociais do PT não deixa nenhuma dúvida de que o partido entrou na fase da conquista total do poder pela intimidação e violência. A solução política deve ser o _discurso_, a preparação para a guerra civil a _prática_.

  2. Luciano, e a questão dos venezuelanos treinando o MST? Quer dizer que eles podem fazer de tudo, treinar movimentos terroristas daqui para no futuro essa gente perseguir os opositores como eles já fazem na Venezuela, a babá do ministro bolivariano pode andar armada e com um manual de derrota permanente do inimigo, e os cidadãos brasileiros não podem sequer contestar que há algo de podre no ar, e que os militares devem se manifestar para preservar a democracia. Pode isso, Arnaldo?

  3. Os filhos da puta cortam o Kim Kataguiri, colam nele o frame “jovem idealista e sem noção da realidade” manipulam o que ele falou, perguntam a ele sobre “liberdade de expressão”, mas obviamente não dão a ele esse direito. Eu chuto que deve ter sido por ele ter dado uma resposta que lhes seria inconveniente. Será que ninguém que tava perto filmou essa parte com a resposta dele, pra compartilharmos?

  4. Matéria completamente manipulada (coisa que eles são especialistas, como no caso do Bolsonaro, onde eles tentaram rotular ele como racista).
    São tão picaretas que pegaram uma frase do Lobão fora do contexto e quiseram passar a imagem de que ele é a favor da intervenção militar (logo ele que, diferente dos terroristas de extrema-esquerda, combateu a última ditadura por causa da liberdade).
    Olha ai como o pt “respeita” a democracia e a liberdade de imprensa:

    http://televisao.uol.com.br/noticias/redacao/2012/10/29/oscar-filho-do-cqc-e-agredido-por-militantes-do-pt-durante-votacao-de-genoino-em-sp.htm

    http://www.portalstandupcomedy.com.br/planalto-veta-a-participacao-do-cqc-em-eventos-com-a-presidenta-dilma/

    Esse Felipe Andreoli deveria perguntar ao Gentili ou ao Oscar Filho como o pt respeita a liberdade de imprensa e expressão.Mas não vamos exigir muito de uma pessoa que faz matérias babando-ovo de jogador de futebol ou de algum gringo.

  5. Para mim, esse cara passou a imagem de um perfeito babaca! Os entrevistados deram as respostas perfeitas. Nem com um microfone na mão ele conseguiu intimidar ou mesmo inibir as respostas, embora ele continuasse demonstrando esperança em conseguir isso. Após cada resposta firme e incisiva, ele ficava com “cara de babaca”. As montagens fazem parte do jogo e o outro lado pode fazê-las , também.

  6. A propósito, será que o CQC, que diz ser a favor da liberdade de imprensa/expressão e democracia, vai fazer alguma matéria sobre o ataque que o Grupo Abril sofreu?Ou será que eles acreditam que a ujs é a favor da democracia?

  7. Bem feito pro Kim
    Ele é novo, tem boas idéias e motivação, mas não sabe se articular.
    Não entende nada das táticas de embuste de esquerdistas

    Bom que ele começe a ler seus artigos, aprenda. Engraçado é que eu estava falando justamente isso com um amigo hoje: tem cara de que esses ai fossem ptistas infiltrados. Acreditaria nisso se não acreditasse na estupidez humana

    independente de qualquer coisa, acusar quem usar cartazes de intervenção militar de ptista tem que ser regra agora. Até porque agora com certeza haverão ptistas infiltrados fazendo isso mesmo.

    • Não desanime o cara, não diga bem feito, ninguém nasce para combater táticas de embuste de esquerdistas, o rapaz deu a cara a tapa, muito corajoso e tem boas idéias, vamos incentiva lo, pode vir a ser um bom líder. As oposições precisam disso.

  8. Em primeiro lugar eu gostaria de dizer que eu não sou favorável à intervenção militar, pelo menos por enquanto.

    Em segundo lugar eu acho que quem está fazendo o jogo deles aqui é você. No momento em que você diz que alguém não pode estar ali reivindicando isto na atual conjuntura, é você que está cerceando o direito desta pessoa se manifestar. Acho que o argumento para intervenção militar é perfeitamente plausível (implementação de um sistema totalitário por via do judiciário e legislativo, sem nenhuma via de se recuperar a democracia que não seja a força militar) e ao meu ver o problema é a precipitação deste pessoal e não a reivindicação.

    Em terceiro lugar, quando você diz “Caso contrário, a vida política de picaretas como Andreoli torna-se uma facilidade total.” é porque não tem a menor ideia do que está acontecendo e não percebe a edição que este pessoal faz no vídeo. Sempre vai ser facilidade total para quem tem a câmera, microfone e ilha de edição na mão. Se não fosse por este motivo, eles iriam armar outro. Você por acaso percebeu que logo no início da matéria ele aparece lançando uma premissa lógica falsa como se fosse uma verdade absoluta e dali para frente quem contrariasse aquela premissa que ele lançou já seria visto como um imbecil pelos telespectadores que são formados por uma massa de zumbis?

    Em quarto lugar uma coisa que você parece que não se deu conta é que estamos tão fodidos no Brasil, mas tão fodidos, que a única esperança deste país é um partido chamado PMDB. O PMDB pela sua moral dúbia (e aqui estou utilizando de um eufemismo) é o fiel da balança que pode se voltar contra o PT e unificar uma oposição sincera à eles quando perceber que vão levar na bunda caso o PT continue com a pretensão de levar adiante as pretensões de regulação da mídia, reforma política e constituinte que irá acabar com sua base parlamentar, e quando o PT conseguir acabar com os congressistas vai dispensar o PMDB igual camisinha usada. Em um ambiente como este que você vê que o sistema eleitoral, judiciário e legislativo já foi aparelhado acha sinceramente que o pedido de pessoas que estão desesperadas pela intervenção militar é injusto mesmo?

    Em quinto lugar, o maior problema de uma intervenção militar agora seria que os outros países do Foro do Brasil, além das organizações criminosas e movimentos sociais, imediatamente iriam promover uma ofensiva contra o Brasil provocando uma guerra em território nacional, e na atual conjuntura das nossas forças armadas não sei se isto seria bom.

    Agora reflita no texto que escreveu hoje e pense se foi realmente justo com estas pessoas aqui “Apenas dizer “não apoiamos intervenção militar” é insuficiente. É preciso expulsar as pessoas que falem isso, começando com coisas leves como “não queremos vocês aqui” ou “somos inimigos políticos”. Caso eles insistam em aparecer, deve ser lançada a suspeita sobre eles de serem petistas infiltrados.”

    O que eu acho que se deve fazer é filmar e gravar o áudio de todas as entrevistas concedidas por estas emissoras de televisão como se fosse uma contraprova do que eles estão fazendo e depois acioná-las na justiça por distorcerem completamente o conteúdo passado pelo entrevistado.

    Por exemplo, no momento em que ele fez aquela pergunta para o Kim imediatamente a resposta foi cortada. Você percebeu?
    Não sei o que o Kim respondeu, mas eu teria dito que é normal as pessoas ficarem exaltadas com eles, já que eles são chapa branca e editam as matérias pouco se importando com o que os entrevistados falam transmitindo aquilo que é de acordo com a conveniência deles. Com certeza não iria ao ar, mas com a contraprova iria mostrar quem eles são.

  9. Com o STF e o TSE aparelhados, a via democrática para tirar o PT do poder provavelmente já não existe mais. Ao mesmo tempo temos a submissão da política do país a uma organização internacional, o Foro de São Paulo. Temos agentes cubanos vindo sob pretexto do mais médicos e agora até o MST está recebendo treinamento de guerrilha dado pelo governo venezuelano. Diante desse cenário, não é tão absurdo assim pedir intervenção militar, na verdade é provavelmente necessário.

    Essa é basicamente a opinião do Olavo de Carvalho sobre o assunto, e boa sorte para o repórter engraçadinho que tente reduzi-lo a pó, como você disse. O ponto é muito mais sobre o conhecimento e o preparo das pessoas para responder à perguntas cretinas do que a legitimidade do pedido de intervenção, pois a legitimidade existe, já que as Forças Armadas são vistas como a última instituição a quem recorrer: as outras já estão aparelhadas/compradas, como apontei acima. Mais que isso, não importa quão legítimas sejam as reivindicações, um reporter bem preparado e mal intencionado pode fazer o mesmo em qualquer caso, vide o que aconteceu com o Kim nesse vídeo.

    Para concluir, não me parece uma boa ideía entrar no jogo dos esquerdistas e assumir que intervenção e governo militar são a mesma coisa e que o regime militar brasileiro foi a pior desgraça que já se abateu sobre o país. Esse tipo de questão deveria ser clarificada em vez de demonizada. As pessoas que pedem intervenção estão sim do mesmo lado das pessoas que apenas gritam “FORA PT”.

  10. CQC? Hum, peraí, deixa eu me lembrar…

    Ah sim, podiscrê, aquele programa que fez reportagem pró-bandido na época da declaração da Rachel Sheherazade a respeito do cansaço da população com a bandidagem?

    Aquele programa que acha que faz ~~humor inteligente~~?

    Aquele programa que é o preferido dos “aff, odeio BBB, coisa de idiota” e acha que assistir CQC é muito mais útil?

    Aquele programa em cujo qual um dos apresentadores disse que comeria uma certa cantora e seu bebê, e todos riram, e aí no dia seguinte, com o escândalo que se fez em torno disso, todos passaram a condená-lo, enviando carta pública de repúdio, excluindo-o do programa e tudo o mais, no melhor estilo “agora que a casa caiu, deixa o mané se fuder sozinho”?

    Caraca, por que não estou nem um pouco surpreendido com o quanto eles deitaram e rolaram pra demonizar uma manifestação contra o governo que eles gostam tanto? Hum.

  11. E os mais de 50 mil mortos que temos anualmente em nosso país, sob essa merda de governo, isto aquele bosta não fala, vem com 400 e pouco mortos pelo regime militar, que merda, isso é o que deve morrer numa semana atualmente. Esses caras do CQC são uns bosta.

  12. Concordo com tudo isso Luciano: Me parece, antes de tudo, um contra-senso aqueles mesmos que se opuseram a permanência dos militares no poder a partir da década de 80, serem agora eles próprios os incentivadores da volta destes!

    O problema é que isso ( ação dos militares ), NÃO DEPENDE, só de um lado! A esquerda, está se encaminhando para um golpe! Vai haver saques, crimes, agressões pelos “Coletivos não eleitos” e treinados por Cuba e Venezuela, isto está cada vez mais claro para mim: Quando isso ocorrer (e acho que não tarda), vai existir alguma manifestação por parte das Força Armadas. Digo isso, apenas por que não vejo outro desenlace possível, não porque deseje ou, muito menos, esteja incitando os demais. Seguem alguns links que corroboram esta minha linha de pensamento:

    http://www.folhapolitica.org/2014/11/general-penaloza-denuncia-como-agencia.html

    http://veja.abril.com.br/blog/reinaldo/geral/o-pt-aloprou-pra-valer-mas-pela-primeira-vez-fala-a-verdade-resolucao-do-partido-confessa-querer-a-reforma-politica-para-se-impor-como-partido-unico-prega-a-revolucao-cultural-para-conquistar-a-h/

    (Dica: Baixem o PDF linkado no texto)

    Repito: Não aprovo uma intervenção militar! Estou apenas constatando o provável resultado.

  13. Oque os organizadores podem fazer é pintar uma faixa gigante com a seguinte frase escrita “Não queremos ditadura, nem militar nem bolivariana”. Nem a imprensa poderá esconde-la do publico.

  14. Luciano, algum dos lideres do movimento(Paulo Eduardo Martins,Paulo Batista, Kim Kitaguiri, Eduardo Bolsonaro) entrou em contato com você?

    As pessoas tem que ter humildade para entender que precisam buscar conhecimento com quem o detém.

      • TEM GENTE FALANDO NO FACEBOOK QUE NÃO ENTENDEU O RECADO.

        É SIMPLES: NA MENTE DA POPULAÇÃO INTERVENÇÃO MILITAR = DITADURA. NO MOMENTO QUE APARECEM CARTAZES PEDINDO ISSO YOU LOSE(VOCÊ PERDE) E OS JORNALISTAS PETISTAS CHAPA BRANCA FAZEM A FESTA.

  15. Viu essa do Olavo?

    “E qualquer um que saia por aí com discursos contra o “bolivarianismo”, o “populismo”, etc,, das duas uma: ou é um desinformante ele próprio, ou é um idiota mentalmente controlado pela esquerda para não pronunciar a palavra proibida: Comunismo.”

    Pô, se ele não tem medo do ridículo de ficar gritando comunismo quando ninguém mais se denomina assim, os outros tem que fazer?

  16. Olha só que fantastico:
    ——————–

    Carlos Alberto Carneiro
    1 dia atrás
    Não entendo qual seria o problema de uma intervenção militar, pois o exercito existe para proteger a pátria brasileira.
    As únicas pessoas que veem o exercito como vilão, são os criminosos do Foro de SP.
    Porem sou contra a existência de governo em si, atualmente o governo, seja qual for é inimigo do povo.

    Erandur of Dawnstar
    9 horas atrás
    http://lucianoayan.com/2014/11/02/mesmo-timida-a-volta-de-uma-lepra-politica-intervencionismo-tem-ajudado-a-extrema-esquerda-o-que-fazer-sobre-isso/
    http://lucianoayan.com/2014/11/05/quais-as-consequencias-de-uma-lepra-politica-chamada-intervencionismo-felipe-andreoli-mostrara-para-voce/

    Carlos Alberto Carneiro
    1 hora atrás
    +Erandur of Dawnstar
    Ta não li nada falando nada, só vi propaganda socialista/comunista, falando baboseira.
    Me passe um tópico serio por favor, baseado em fatos históricos.
    E não me bote um esquerdista falando mau do Regime Militar Brasileiro e Santificando o Comunismo falando, e para ser justo também não mande nada de defensores do lado oposto.
    Me mande um material de uma fonte neutra.
    O que me mandou, parece com aqueles médicos Veganos falando que tem provas que a carne faz mau a saúde, ou de profissionais religiosos fazendo afirmações sobre sua própria doutrina.
    Não sou burro o bastante para ser enganado por propaganda anti-militares, pró-comunismo.

    —————-

    Olha só o nível do sujeito
    Me deu até medo isso
    Curioso é que não conheço nenhum divulgador de conteúdo conservador/liberal que defenda intervenção militar.
    Luciano, para um cara chegar em um nível deste, considero razoavel achar que realmente são MAVs. Ao menos levar essa hipótese realmente em consideração.

  17. O CQC até era razoável na primeira temporada, mas na segunda começou com umas derrapadas esquerdistas e se mostrou abertamente de esquerda quando eles fizeram aquele “documento da semana” no qual defendiam abertamente o aborto e montaram a entrevista de Silas Malafaia (do qual estou muito longe de ser seguidor) de modo a mostrá-lo como um preconceituoso raso:

  18. Não há na tv brasileira programa mais chapa branca do que esse.
    Desculpe deputado Bolsonaro, mas eu acho que o único programa de humor que vai sobrar é o CQC.

  19. Prezado Luciano !
    Me entristeci com esta frase tua: “Caso eles insistam em aparecer, deve ser lançada a suspeita sobre eles de serem petistas infiltrados.”
    Eu como aluna do prof. Olavo e não só por isto, que achei que também eras, não concebo a desonestidade.
    Acho uma sacanagem muito grande com quem acredita nesta solução, intervenção militar, e a dica que dás, segue aquilo que abomino: os fins justificam os meios.
    Abraços,

    Andrea

    • Andrea,

      O texto é claro. Primeiro o aviso. Espera-se que com isso as pessoas não apareçam. Somente em caso de insistencia podemos suspeitar de pessoas infiltradas.

      mas o pessoal da manifestação acertou o tom: SEM BOLIVARIANISMO NEM MILITARISMO.

      Agora, se alguém aparecer por lá é por ser infiltrado do PT mesmo.

      Abs,

      LH

  20. [OFF]
    Luciano, por algum motivo tenho recebido e-mails do PSDB (sério, não sei como me acharam), mas veio um e-mail interessante: o discurso do Aécio. Se te interessar para análise de discurso, aqui está ele (só publiquem isso se interessar, o discurso é gigante).

    Pronunciamento do senador Aécio Neves

    Plenário do Senado Federal – Brasília – 05-11-14

    Retorno hoje à tribuna, ao lado de tantos dos nossos companheiros, para falar aos brasileiros pela primeira vez, desde que se encerrou a campanha eleitoral que enfrentamos este ano.

    Antes de qualquer outra ponderação, devo afiançar-lhes: sinto-me especialmente gratificado e feliz!

    Vivi uma das jornadas mais importantes de toda a minha trajetória política, de toda minha vida – a mais difícil e desafiadora que um homem com responsabilidade pública pode protagonizar.

    Estou agradecido e honrado pela manifestação de mais de 51 milhões de brasileiros de todas as nossas regiões, de todos os municípios, de todas as idades e classes sociais, que viram na nossa candidatura a possibilidade de construir um caminho melhor para o Brasil.

    Um caminho para mudar de verdade o Brasil.

    É com esse sentimento e consciente de minhas graves responsabilidades que retorno a esta Casa e venho a esta tribuna. E retorno com convicções ainda mais sólidas.

    Nos últimos meses, representando inclusive muitos de vocês, representando inclusive muitos dos senhores que aqui estão e milhões de brasileiros que nos ouvem hoje, me coloquei como alternativa na defesa de um Estado mais eficaz. Um Estado moderno, que valorizasse a transparência, reconhecesse a meritocracia e, sobretudo, zelasse pelo bom destino do dinheiro público e prestação de serviços de qualidade à população.

    Defendi a retomada das reformas para modernizar nossa economia e retirá-la da paralisia marasmo em que o atual governo a colocou.

    Comunguei, junto com milhares de brasileiros, em especial com Marina Silva e Eduardo Campos, a agenda do desenvolvimento sustentável, a transição rumo à economia de baixo carbono, caminho que se mostra cada vez mais imperativo se quisermos construir um futuro adequado para nossos filhos e netos.

    Advoguei em todas as partes do Brasil a necessidade da maior participação do investimento privado na construção da infraestrutura para que deixássemos de ser aprisionados por uma visão ideológica estatizante e ultrapassada.

    Defendi a manutenção e avanços nos nossos programas sociais, para que pudessem servir melhor à população e sair definitivamente da perversa exploração eleitoral a que foram mais uma vez submetidos.

    E propus a reaproximação do Brasil ao resto do mundo, ao qual demos as costas nos últimos anos ao priorizar as parcerias com governos ideologicamente alinhados.

    Também, senhoras e senhores, me posicionei na firme na defesa de valores que foram aviltados dia após dia; na busca da recuperação da ética atropelada pelo vale-tudo político; na preservação do interesse público, tão vilipendiado por interesses privados e partidários; e no combate sem tréguas à corrupção, que atinge níveis como nunca antes se viu no país.

    Ao atual estado de coisas, mais de 50 milhões de brasileiros, senhores senadores, disseram não.

    E disseram “não” porque buscavam e sonhavam, como continuando buscando e sonhando, com um país melhor, um país verdadeiramente justo, mais honesto, mais equilibrado e um governo que seja mais eficiente e aja com maior decência.

    Porque acreditam que o rigor da lei deve atingir a todos.

    Estes milhões de cidadãos que marcharam conosco também compartilham da nossa visão de que o atual modelo político encontra-se esgotado, degradado pelos atos daqueles que nos governam há mais de uma década.

    Assim como nós, também perceberam que convivemos hoje com um modelo econômico estagnado, desequilibrado, cada vez mais isolado do mundo, com um Estado pesado e pouco produtivo.

    Aos apoios e tantos foram eles que recebemos foram se somando muitos outros, e pouco a pouco nossa candidatura deixou de ser apenas a de um partido político, de uma coligação partidária, para se tornar um movimento como poucas vezes se viu na história brasileira.

    Perdemos as eleições por uma pequena diferença, mas algo de novo, novíssimo aconteceu no Brasil: a chama da renovação se acendeu e continua mais forte do que nunca, ultrapassando o tradicional marco do processo eleitoral.

    Sinto nas ruas, nas conversas e tenho certeza que os senhores da mesma forma percebem isso, nas redes sociais, que o ânimo da população por uma verdadeira mudança, por um novo rumo, não esmoreceu.

    Tenho a dizer a todos e a cada um de vocês: nosso projeto para o Brasil continua mais vivo do que nunca.

    Senhoras e Senhores. Parlamentares que lotam este plenário. Travamos nestas eleições uma disputa desigual. Uma disputa em que os detentores do poder usaram despudoradamente o aparato estatal para se perpetuarem, por mais quatro anos, no comando do país. Esta é a verdade.

    Adotou-se um vale-tudo nunca antes visto na nossa história. Nossos adversários cumpriram o aviso dado ao país, de que nas eleições se pode “fazer o diabo”. E fizeram.

    Mostraram que não enxergam limites na luta para se manter no poder. A má-fé com que travaram a disputa chegou às raias do impensável, do absurdo. E agrediu a consciência democrática do país.

    Primeiro atingiram Eduardo Campos, depois Marina Silva e, por último,fui eu o seu alvo preferencial. Mais grave ainda, espalharam o medo entre pessoas humildes, manipularam o sentimento de milhares de famílias, negando-lhes o livre exercício da cidadania.

    Esta intimidação e esta violência só têm paralelos em regimes que demonstram muito pouco apreço pela democracia. Nesse vale-tudo eleitoral, legitimaram a calúnia e a infâmia como instrumentos da luta política. Usaram a mentira para tentar assassinar reputações.

    Acrescentou-se ao cenário do uso vergonhoso da máquina pública, simbolizado emblematicamente pela atuação dos Correios, essa grande empresa brasileira. E aqui peço licença para saudar os seus funcionários e agradecer as inúmeras manifestações de solidariedade que deles recebemos na luta contra esse crônico aparelhamento da empresa.

    Neste caso, viu-se o inimaginável, que resume um pouco de tudo o que aconteceu: de um lado a postagem de correspondências da candidata do PT sem chancela, significa que, na prática, nunca o Brasil saberá qual volume de propagandas do PT foi efetivamente enviado sem pagamento.

    De outro lado, a não-entrega de milhares de correspondências pagas pelos partidos de oposição, e deixo aqui mais uma vez nesta tribuna, constatada esta denúncia como as enviadas pelo PSDB e o Solidariedade não chegaram aos seus destinatários. E essas violações são objeto hoje de ações protocoladas por nós na Justiça Eleitoral e na Procuradoria da República.

    Mas não foi apenas isso. A anti-política também assumiu a face do medo que fez milhões de brasileiros reféns da insegurança.

    Vejam os senhores, aonde chegaram: Sabe disso o senador Cássio Cunha Lima e tantos outros brasileiros. Nas regiões mais pobres do país, carros de som espalhavam que 13 era o número para permanecer no Bolsa Família e 45 o número para se descredenciarem do programa.

    Famílias receberam ligações e mensagens dizendo que se a oposição vencesse, o programa Minha Casa, Minha Vida seria extinto.

    Funcionários de empresas estatais foram informados de que iríamos privatizar empresas e que seriam todos eles demitidos!

    No geral, o que se assistiu foi uma campanha baseada no estímulo ao ódio – um projeto amesquinhado e subordinado ao marketing do medo e da ameaça.

    Tentaram, a todo custo, dividir o país ao meio, entre pobres e ricos, entre Nordeste e Sudeste como se não fôssemos, e esse fosse o nosso mais valioso patrimônio, um só povo, um só país, uma só esperança de tempos melhores.

    *

    A vitória do PT alavancada através desses expedientes explica o grande sentimento de grande frustração que tomou conta de milhões de brasileiros após o resultado.

    Mesmo enfrentando tudo isso, e esta para mim é a questão mais relevante, o sentimento de mudança que moveu a candidatura das oposições que tive a honra de liderar alcançou um resultado magnífico.

    Reconhecemos o resultado das eleições. Sou um democrata. E aqui não se trata mais de contar votos, de fazer comparações, ou medir desempenho apenas do ponto de vista eleitoral.

    Mais importante que tudo isso é saudar o novo país que surgiu das urnas. E esse é o fato mais marcante, extraordinario e maravilho dessas eleições que a história haverá de registrar: nós assistimos ao despertar de um novo país. Um país sem medo. Um país crítico. Um país mobilizado. Um país com voz e convicções.

    Um país que não aceita mais o discurso e a propaganda que tenta sempre justificar o injustificável. Que tenta esconder a realidade.

    O Brasil que saiu das urnas é um novo Brasil, onde os brasileiros descobriram que podem eles próprios serem protagonistas do seu próprio destino.

    Por todas as regiões, milhares de pessoas ocuparam as ruas de forma espontânea. Não apenas para apoiar um nome, mas uma causa. Os brasileiros, senhor presidente e senhores senadores, perderam o constrangimento de dizer aquilo que não concordam, que não aceitam, que não pactuam. E eles não pactuam mais com a corrupção, com o desmando e com tanta ineficiência.

    Ocuparam as ruas para mostrar que sabem o que está acontecendo com o Brasil e que não vão permanecer mais em silêncio.

    Nessa campanha eleitoral, milhões de brasileiros, e a história registrará isso de forma muito clara, tomaram posse do seu próprio país. Os exemplos estão por todos os cantos.

    Estão nos idosos e quantos foram aqueles com quem me encontrei ao longo desta caminhada, de 80 ou de mais de 90 anos de idade, que me diziam que faziam questão de ir às urnas para ajudar a fazer a mudança.

    Nas crianças que me enviaram desenhos e mensagens por toda a parte do país querendo participar deste processo que significa na verdade a construção do seu próprio futuro.

    Este país se fez ver nos debates que tomaram as escolas e universidades de todo país.

    Nos jovens que ocuparam de forma pacífica e alegre as ruas de todo Brasil. Nas correntes de oração que uniram milhões de brasileiros.

    E me emociono de lembrar de muitas delas. Das freiras clarissas, que ouviam os nossos debates de joelho acreditando num país melhor para todos os brasileiros.

    Ao final, acredito sinceramente que esta campanha permitiu o reencontro dos brasileiros com o país que ainda sonham ter e sonhamos ser.

    Me sinto particularmente honrado em ter podido ser parte desse movimento. E com a mesma firmeza com que falei aos brasileiros e os convoquei a darem voz à sua indignação e à sua esperança, saúdo neste momento, mais uma vez a todos os brasileiros, mas especialmente das regiões mais pobres e de forma especialíssima ao Nordeste brasileiro, mas saúdo aqueles que, corajosamente,marcharam ao nosso lado, mobilizados por um único desejo, uma única vontade, um único sonho em comum: o sonho da mudança. A mudança que representa um novo projeto de país, no lugar de um projeto de poder.

    Quero expressar aqui o meu mais irrestrito respeito àqueles que democraticamente fizeram outra opção e deixar minha palavra de agradecimento aos companheiros do PSDB, do DEM, do Solidariedade, do PTB e dos outros partidos que fizeram conosco essa caminhada.

    E agradeço de forma especial aos companheiros do PSB de Eduardo Campos, do PPS, do PV, do PSC, do pastor Everaldo aqui presente, e dissidentes do PMDB, em especial Jarbas Vasconcelos, Pedro Simon e Ricardo Ferraço, dentre outros; do PDT de Pedro Taques, Cristovam Buarque e Reguffe; e do PP da grande senadora e amiga Ana Amélia, quero aqui agradecer o privilégio da sua companhia nesta caminhada, do senador Dornelles, e de tantos quantos em partidos que não estão hoje no âmbito da oposição, fizeram fazer prevalecer a sua consciência e a sua responsabilidade para com o país.

    Através deles, homenageio, milhares de lideranças políticas, espalhadas por todos os municípios brasileiros que disseram sim à mudança. A essas forças políticas, somaram-se forças da sociedade: sindicatos de trabalhadores, entidades de classe, associações comunitárias, profissionais liberais, médicos, advogados, servidores públicos indignados com o que vêem acontecer em suas empresas.

    Mas nada, nada foi mais forte do que a volta dos jovens às ruas para, de forma pacífica, dizer um sonoro “Basta” a tudo que está aí.

    Portanto, meus amigos e minhas amigas,

    Subi já várias vezes a esta tribuna. Por inúmeras vezes na tribuna da nossa Casa irmã, a Câmara dos Deputados, mas em nenhum momento, com esta carga de responsabilidade.

    E quero aqui, do alto desta responsabilidade, reafirmar para que os anais desta casa registrem para a história que, de todas, a mentira foi a principal arma dos nossos adversários.

    Mentiram sobre o passado para desviar a atenção do presente. Mentiram para esconder o que iriam fazer tão logo passasse as eleições. Fomos acusados de propostas que nunca fizemos. Assistimos a reiteradas tentativas de reescrever a história, sempre nos reservando o papel de vilões que jamais fomos, e não somos.

    No entanto, não demorou muito para que a máscara começasse a cair. O Brasil escondido pelo governo na campanha eleitoral está se revelando a cada dia. Alertei durante todo o processo sobre os riscos da inflação. Perante toda a nação, a presidente insistiu em negar o problema evidente da alta de preços, da carestia. O desenrolar dos fatos mostrou quem tinha razão.

    Apenas três dias após as eleições – repito: três dias – o Banco Central elevou os juros já escorchantes da nossa economia e não sei se irá parar por aí…

    Para a presidente, em sua campanha, elevar os juros era retirar comida do prato dos mais pobres.

    Pois bem, se isso era verdade, foi o que ela fez logo que ganhou as eleições: prejudicando os brasileiros mais carentes. E sabia que iria fazer isso!

    O governo escondeu o rombo das contas públicas brasileiras, que registraram em setembro o pior resultado da nossa história: R$ 20 bilhões num único mês! Resultado: desde o início do governo Dilma, a dívida pública brasileira já cresceu mais de oito pontos do PIB apenas nesse período.

    Escondeu reiteradamente que havia a urgente necessidade de ajustes, mas agora antecipa que eles deverão ser “duríssimos”, no ano que vem, em meio a um ambiente econômico que já não cresce e que a cada dia gera menos empregos.

    Para complicar, o déficit comercial só cresce, indicando problemas flagrantes na competitividade da nossa economia, e o rombo nas contas externas aumenta e nossas taxas de investimento e poupança só diminuem. Chegamos a ter a menor taxa de nossa economia em décadas.

    A candidata oficial também negou a necessidade de reajustar tarifas públicas e, mais que isso, acusou a minha candidatura de estar preparando-os, caso vencêssemos as eleições.

    Pois bem, a presidente já está fazendo o que disse que não faria: na próxima semana, teremos o aumento da gasolina e já nesta semana as tarifas de energia sofrerão reajustes que simplesmente anulam toda a redução obtida com a truculenta intervenção havida no setor elétrico nos últimos dois anos.

    Sem falar na ameaça, estampada nos jornais de hoje, de que no verão nos esperam apagões de energia.

    E o mais grave, senhoras e senhores, ao omitir dos brasileiros a verdade, e adiar medidas necessárias a conta a ser paga aumenta exatamente para aqueles que menos têm.

    Me orgulho de ter feito uma campanha limpa

    Mas isso parece não importar aos donos do poder. Ganhamos, devem estar dizendo, e é isso que importa.

    Quem falou a verdade foi tachado de pessimista, de ser contra o Brasil, e quantas vezes ouvi essas acusações.

    Mas a história rapidamente mostrou quem tinha razão: esconder, camuflar, virou a rotina deste governo.

    Só não conseguiram esconder os escândalos de corrupção porque os delatores que faziam parte do esquema resolveram falar a verdade para diminuir suas penas e todo esforço feito inclusive nesta Casa pra inibir as investigações foi em vão. Os fatos falaram mais alto.

    Agora, os que foram intolerantes durante 12 anos falam em diálogo. Pois bem: qualquer diálogo tem que estar condicionado ao envio de propostas que atendam aos interesses dos brasileiros e, principalmente, ao aprofundamento das investigações e exemplares punições àqueles que protagonizaram o maior escândalo da história deste país, já conhecido como “Petrolão”.

    A triste realidade é que o governo não se preparou para controlar a inflação, recuperar o controle fiscal e reduzir nosso desequilíbrio externo para voltarmos a crescer e gerar empregos de maneira sustentável.

    O que se observa hoje é um governo ainda sem um plano econômico – aliás, sem plano algum que tenha sido trazido a conhecimento da sociedade brasileira. Exceto pela ameaça de aumento da carga tributária e de mudanças em direitos dos trabalhadores, como o seguro-desemprego – contra os quais desde já nos posicionamos.

    Senhoras e senhores. Ainda que por uma pequena margem, o desejo da maioria dos brasileiros foi que nos mantivéssemos na oposição. E é isso que faremos, com o ânimo redobrado.

    É isso o que faremos conectados com o sentimento de metade do país que temos hoje a responsabilidade de representar.

    Faremos uma oposição incansável, inquebrantável, intransigente na defesa dos interesses dos brasileiros. Vamos fiscalizar, acompanhar, cobrar e denunciar. Vamos combater sem tréguas a corrupção que se instalou no governo brasileiro.

    E, mesmo sendo minoria no Congresso, vamos lutar para que o país possa avançar nas reformas e nas conquistas que precisamos alcançar.

    E a nossa prioridade deverá continuar a ser a mesma que teríamos se fossemos governo: sempre os mais pobres, sempre a diminuição das desigualdades que ainda nos envergonham.

    É hora de olhar para frente. De cuidar o presente, para prover o futuro que o Brasil e os brasileiros merecem ter.

    Três compromissos fundamentais vão orientar a nossa luta: o compromisso com a liberdade, com a transparência e com a democracia. Primeiro, a defesa intransigente das liberdades, em especial a liberdade de imprensa. Segundo, a exigência da transparência em todas as áreas da administração pública. Terceiro, a defesa da autonomia e fortalecimento dos poderes como base de uma sociedade democrática.

    E aqui antecipo, que o decreto dos conselhos populares enviado ao Congresso Nacional sem qualquer discussão prévia, deverá ter aqui, no Senado, o mesmo fim que teve na

    Câmara dos Deputados, ou seja, o arquivo.

    Defendo como sempre defendi, a ampliação das consultas populares e da participação popular na definição das políticas públicas neste país. Mas isso tem de ser feito em diálogo permamente com os representantes do povo brasileiro e eles estão aqui no Congresso Nacional.

    Senhoras e senhores, neste cenário de tão grandes dificuldades esperadas, vamos estar mais firmes do que nunca: vamos cumprir o nosso dever!

    Precisamos estarmos atentos aos nossos adversários, que, poucos dias depois das eleições, divulgam um documento oficial que mostra sua verdadeira face: a da intolerância, a da supressão das liberdades, a dos ataques às instituições.

    Mais que isso, nossos adversários de novo não se constrangem em propor um projeto que se pretende hegemônico, o oposto daquilo que a democracia pressupõe: liberdade de escolha e alternância de poder.

    Não satisfeitos em atacar instituições, em atentar contra a democracia, tentaram carimbar na nossa candidatura características que na verdade retratam a própria ação petista.

    Dizem no documento que a minha candidatura representou “o machismo, o racismo, o preconceito, o ódio, a intolerância, a nostalgia da ditadura militar”.

    Não, senhoras e senhores, esses atributos que jogam sobre mim, na verdade, eles jogam 51 milhões de homens e mulheres que são verdadeiramente atacadas pelo PT neste instante em um documento oficial.

    A grande verdade é que nossa campanha respeitou os limites da ética, falou a verdade, defendeu a democracia em todos os instantes e, por isso, conectou-se com toda a sociedade brasileira.

    Não, nós não somos isso que querem fazer crer. Somos na verdade, brasileiros de várias matrizes ideológicas que se, de alguma forma, se juntaram, se encontraram, no mesmo campo político, no mesmo projeto, porque este era o projeto melhor para o país.

    Senhora e senhores, essas não são, como disse aqui, as características do povo brasileiro. Somos um povo generoso. E a missão da atual e próxima presidente da República, disse isso a ela no telefonema que lhe fiz, logo após a homologação do resultado eleitoral, é exatamente este, maior que qualquer outro, de unir o país, em torno de um projeto de desenvolvimento, mas para isso é preciso falar a verdade. Para isso é preciso encarar nos olhos todos os brasileiros.

    Como já disse, e repito mais uma vez, é nosso desejo verdadeiro contribuir para que o país avance através das reformas que os brasileiros há tanto tempo esperam e há tanto tempo buscam, como a reforma política e a tributária.

    É hora de o Brasil conhecer as bases da proposta de reforma política do governo até hoje omitida. Porque deverá ser debatida e aprovada nesse Congresso legitimamente eleito e depois sim, submetida através de referendo, ao crivo da sociedade brasileira.

    Qualquer outro caminho é mais uma tentativa diversionista para tentar distrair a platéia de outros graves problemas que estamos enfrentando e ainda vamos enfrentar.

    É nosso compromisso, senhoras e senhores, transformar o Bolsa Família em política de Estado, para livrar o país, definitivamente, da chantagem eleitoral, que se repete, eleição após eleição, a céu aberto, sem qualquer constrangimento.

    Da mesma forma, vamos trabalhar incessantemente para dar à segurança pública patamar de política de estado, para por fim às omissões do governo central nesta área.

    Vamos cobrar cada uma das promessas para a melhoria da qualidade da nossa educação básica, ainda tão fragilizada e carente de recursos e esforços convergentes.

    É crucial recuperar imediatamente os patamares de investimento em saúde pública, para revertermos o quadro dramático de desassistência em todo o país.

    Cobraremos, senhoras e senhores, e este é o nosso papel, deste governo a vigência de um estado que respeite direitos, em contraposição ao flagrante regime de drásticas insuficiências que se abateu sobre o país e penaliza diretamente os mais pobres, os que mais precisam, aqueles que menos têm.

    E este talvez seja, senhoras e senhores, o grande desafio do Brasil do nosso tempo: ser uma Nação que garanta direitos dignos dos cidadãos.

    O Brasil real exige providências efetivas que resgatem os direitos das pessoas à vida, à dignidade. Basta de tanta omissão. Chega de terceirizar responsabilidades e penalizar estados endividados e municípios à beira do colapso financeiro.

    E aqui faço questão de reiterar um dos nossos compromissos mais importantes: a restauração plena da Federação brasileira, engolfada pela incúria do governismo e uma das mais drásticas concentrações de recursos, poder e mando da história republicana na órbita da União.

    O Brasil exige – e nós cobraremos desse governo – respeito à lógica federativa, o que significa compartilhar decisões e responsabilidades e repartir com mais justiça e equidade os impostos arrecadados com o trabalho dos cidadãos.

    Por iniciativa desta casa e saúdo mais uma vez a senadora Ana Amélia, começamos a trabalhar e conseguir avanços nessa direção.

    Peço licença para encerrar essas minhas primeiras palavras agradecendo a todos e a cada um dos companheiros, e a cada um deles, com que tive a honra de cumprir essa jornada de amor ao Brasil.

    Saúdo, na família de Eduardo Campos, de sua esposa Renata e seus filhos, cada família brasileira que uniu gerações no sonho de mudar o Brasil.

    Saúdo em Marina Silva a capacidade de priorizar, acima de tudo, o amor ao Brasil. A ela meu imenso respeito pessoal e a certeza de que, mais do que nunca, seu protagonismo se faz necessário para consolidarmos a grande travessia.

    Nos companheiros do PSDB, saúdo o encontro e o reencontro com a nossa história, nossos princípios e nossos compromissos com o país.

    E me permito homenagear a todos na figura do grande estadista Fernando Henrique Cardoso, ex-presidente da República.

    Aos nossos aliados, saúdo o desprendimento e a crença inabalável em uma Nação forte, justa, mais igual.A oposição a partir de agora não terá a voz de um líder. Seremos todos porta-vozes de um inédito sentimento por mudanças que galvanizou o país.

    E me dirigindo, respeitosamente, aos que venceram essas eleições, e que democraticamente cumprimento, reafirmo que: ao olharem para as oposições no Congresso Nacional, não contabilizem apenas o numero de cadeiras que ocupamos seja no Senado ou na Câmara.

    Enxerguem através de cada gesto, de cada voto, de cada manifestação de cada um dos nossos, a voz estridente de mais de 51 milhões de brasileiros que não aceitam mais ver o país capturado por um partido e por um projeto de poder.

    É a esses brasileiros que quero garantir a final de forma muito clara: nossa travessia não terminou. Nós não vamos nos dispersar.

    A cada brasileiro e a cada brasileira que foi às ruas. Que vestiu as cores da nossa bandeira. Que enfrentou as calúnias e constrangimentos de um exército pago nas redes sociais. Que com alegria e esperança defendeu a mudança, a ética, e a união dos brasileiros. A cada um de vocês, digo em nome dos companheiros da oposição, agora e a cada dia dos próximos anos, estaremos presentes. Vamos em frente, juntos sempre, por um Brasil melhor que o Brasil atual!

    Muito obrigado.

  21. Subscrevo o comentário do Iordden lá em cima. Os militares agirão quando acharem que devem agir, ponto final. As manifestações não devem se pautar por isso e os motivos já foram mais que explicados. O problema foi a resposta, ao meu ver equivocada, ao pedido de intervenção que o Paulo Batista e cia. deram logo após a primeira manifestação, mostrando certa antipatia para com as forças armadas e seus simpatizantes. O que temos que entender: o GOLPE já foi dado, e se não explicarmos e apontarmos aos outros o autor desse golpe (Foro de São Paulo) e seus cúmplices (principalmente a mídia), e ainda preferirmos ficar naquele papo tucanesco e evasivo de “liberdade”, “investigação do petrolão”, “investigação das urnas” e investigação disso e daquilo, creio que o fôlego do movimento durará menos do que poderia se falássemos mais às claras.

    • Excelente colocação e o que mais me tranquiliza é saber que as pessoas que apoiam a intervenção não fazem parte de uma massa de manobra, são pessoas conscientes da gravidade da situação que estamos enfrentando e, por isso, não estão muito preocupadas com o que a maioria pensa, afinal a VERDADE não deixa de ser VERDADE porque a maioria acredita numa MENTIRA. Aliás este é o ponto fraco do sistema democrático, se a maioria não tiver condições de avaliar para se posicionar adequadamente todos são prejudicados.

  22. Como você mesmo falou no vídeo , sempre vai existir uma MEIA DUZIA que apoia intervenção militar. Me explica então você, essa sua atitude de focar nessa MEIA DUZIA, enquanto existiam mais de 30 mil pessoas na manifestação?

  23. Galera, eu sei que é difícil não ficar com raiva sendo o Felipe Andreoli que fez essa matéria, mas não fiquem atacando ele como se fosse o grande responsável sem saber o quanto de culpa ele tem nisso. Uma parcela de culpa ele tem, claro, mas não é ele quem faz a pauta, roteiro e edição, ele é só um funcionário da Band que as vezes depende de obedecer as regras da emissora pra manter seu emprego.
    Mais calma nessa hora

  24. Pessoal, não se esqueçam que temos uma emissora de TV assumidamente bolivariana, que é a BAND. Seus donos são argentinos, a dona Cristina já montou neles, ou eles não estariam na “ativa”. A Globo é caça poder, a alguns anos está na esquerda… A Record está abaixando para o PT aos poucos, mas já está a uns 60%. A única que ainda salva, das abertas, é a SBT.

    Mas vamos vendo…

  25. Achei o trabalho do CQC repugnante …

    Temos que lembrar que os Diretores do Programa são Argentinos! portanto ja sabemos de que lados eles estão…

    E sobre os argumentos das forcas armadas.. e’ sempre possível comentar sobre o comunismo!

    Acho que seria valido se os manifestantes usassem os microfones no CQC para falar de Comunismo…
    ou palavras chave que eles nao querem ouvir!

    Por exemplo as pessoas assassinadas na Venezuela! ou Na união soviética ou ucrania!

    Fica ai a Dica…

  26. ESSE felipe andreoli, NÃO É UM REPORTER! É UM BABACA, OPORTUNISTA, PAU MANDADO, SE APROVEITANDO DA SITUAÇÃO. CQC É UM LIXO.

  27. Para nós da direita, há um problema em agir exclusivamente na esfera de guerra política. Me refiro ao fato da esquerda estar no mínimo a 30 anos na nossa frente. Estão atuando na imprensa, teatro, novelas, escolas, universidades, órgãos públicos, sindicatos, etc. Então se ficarmos apenas nesta esfera, teremos que fazer um esforço hercúleo, para ao menos tentar empatar o jogo.

    Apesar disto tenho ainda algum otimismo, pois já temos uma geração de pensadores de direita, que graças ao advento da internet e redes sociais, estamos conseguindo nos multiplicar e já estamos incomodando.

    Mas teremos muito trabalho de conscientização a ser feito. Temos também saber como faze-lo pois uma estratégia errada, trará efeito contrário ao que queremos. Discursos radicais, somente afastará aos que potencialmente devem ser alvo de nossa campanha de conscientização. As pessoas precisam descobrir que nossas propostas são infinitamente melhores que as deles.

    Quanto a intervenção militar, acho que ainda não é o momento deste tipo de reivindicação. Tal situação seria a meu ver uma opção viável em caso de total apodrecimento das instituições. Situação que está em curso, mas ainda não ocorreu.

    Embora o momento se assemelhe de alguma forma com 1964, não há um clima na sociedade como naquela ocasião em que a população foi em massa ás ruas para pedir, a Igreja apoiou, a grande maioria da mídia também apoiou. Hoje é muito diferente e há uma forte oposição a este tipo de ideia, basta ver pela matéria do CQC.

    Penso que os militares também não tem interesse em assumir um ônus tão grande por conta própria, até porque ainda sofrem severas críticas da grande mídia por fatos que ocorreram a quase 50 anos.

  28. Olha, sobre a intervenção militar, nunca é uma coisa boa. Dito isso, também podemos afirmar que não é o pior que pode nos acontecer.
    Talvez, se o PMDB tomar um choque de realidade e se tocar que está vendendo a corda com a qual o PT pretende enforca-lo, e começar um trabalho de contenção ali, barrando os comitês bolivarianos, a regulação da mídia e a reforma política com constituinte “exclusiva”, beleza.
    Do contrário, se todas estas porcarias passarem, aí sim estaria na hora de pedir intervenção militar. Mas aí a democracia já teria ido pro brejo de qualquer maneira…

  29. Expulsar pessoas que clamam pela intervenção militar de uma manifestação democrática em que quem pede o impeachment e quem pede esta última estão focando na mesma ideia (que é tirar o PT do poder), é o mesmo que expulsar seu meio-irmão mais velho de casa pq ele preferiria que o pai dele estivesse casado com a sua mãe ao invés do seu.

  30. Luciano, eu fiquei até agora meio que “em cima do muro” em relação a essa questão. Deixo aqui uma pergunta que ainda me encabula:

    Como tirar do poder por meios legais um partido que se infiltrou em praticamente todos os meios legais possíveis?

  31. Até a parte do video do povo chigando o cqc eles editaram cortaram a parte que fala que o cqc é chapa Branca, assim não dar um programa que era pra incomodar como disseram quando chegaram por aqui que a mosca que é o simbolo deles vieram pra incomodar hj em dia pelo jeito estão é incomodando quem pensa diferente do governo não o governo, Materia nenhum pouco tedenciosa essa

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