7 itens de uma agenda republicana para destruir o projeto de ditadura perfeita do PT

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O dia 3 de novembro de 2014 fica marcado para a história como o anúncio de uma tentativa de golpe totalitário por parte do PT. A confissão veio por meio de uma resolução lançada pelo próprio partido. Portanto, não é ninguém falando do PT, mas o próprio partido confessando suas intenções ao público. Joice Hasselmann, da TVeja, dá um resumo perfeito da proposta petista:

O mais importante é que esse tipo de confissão não é novidade para quem estuda o bolivarianismo. Que tal relembrarmos a fórmula padrão?

No que constitui-se o bolivarianismo? A fórmula é simples:

1. O estado controla a economia no máximo quanto possível (aqui é o socialismo padrão)

2. Ao mesmo tempo, o governo controla a mídia e implementa os sovietes, mas tudo com fachada de democracia, ao contrário do que ocorre na China e na Coréia do Norte (esta é a inovação)

3. Por causa da censura, é possível esconder a crise por algum tempo, o que vai levar ao colapso do sistema

4. Os sovietes ajudam o governo a implementar medidas como se fosse uma ditadura padrão, o que permite conter as revoltas em fases de colapso

Agora é só reler a resolução do PT e comparar com esses objetivos. Não sou eu que estou dizendo nada. São eles próprios.

Não há mais dúvidas de que o PT representa a maior ameaça totalitária para todos nós adeptos da liberdade e da democracia.

De acordo com a guerra de posição, é essencial derrubar as posições mais importantes  para o nosso oponente. Logo, se o PT quer a ditadura perfeita, a luta para destruir os itens de agenda petista que sustentariam todas as propostas ditatoriais configura a melhor estratégia.

Aqui vão os 7 itens que, juntos, salvariam o Brasil de uma ditadura bolivariana:

1. Luta contra a censura de mídia através de ardis bolivarianos

O PT não pára de falar nisso. E mesmo com o Brasil quebrado, quando a prioridade deveria ser arrumar a economia, eles não tem pudor de dizer: “nada é mais é mais importante que regular a mídia”. Que preocupação com o sofrimento do povo, não? E este blog tem avisado que esse seria o principal projeto deles até mesmo antes da primeira eleição de Dilma. Recentemente vimos a retaliação contra a revista Veja, assim como o uso de verbas estatais para financiar a BLOSTA (blogosfera estatal). E, como não poderia deixar de ser, assistimos o governo atacar a mídia sempre que ela mostra os casos de corrupção. É impossível que você não os tenha visto usar o termo “mídia golpista”. Por que esta é a linha de fundo para eles? Eis o óbvio: com a mídia censurada os casos de corrupção são mais facilmente escondidos, bem como os verdadeiros índices econômicos. Para ditadores querendo esconder seus fracassos e curtir muito às custas do estado, é claro que censurar a mídia se torna a prioridade zero.  Não se esqueça de uma regra una: todos os países que censuram a mídia afundam em termos econômicos e civilizacionais. O motivo é óbvio: a “auditoria” de um governo depende de uma imprensa livre.

2. Luta contra o uso de coletivos não-eleitos para acabar com a soberania do eleitor

Foi a partir do voto que o cidadão brasileiro elegeu um Congresso não tão amigável às propostas totalitárias do PT. Mas, como Joice Hasselmann corretamente lembrou, “construção de hegemonia” é uma das prioridades bolivarianas. Com a hegemonia, o pensamento dissidente não é tolerado. Além de censurar a mídia, uma das formas de se construir a hegemonia é através do uso de coletivos não-eleitos do PT, ou melhor, os sovietes. Basicamente, esses grupos unidos, que não representam sequer 5% da população brasileira, são usados para que o governo finja falar com “a sociedade civil” ou até “o povo”. Mesmo que você não tenha eleito nenhum membro desses grupelhos, que se locupletam de verbas estatais para fazer pressão sobre o Congresso. Ora, se esses conselhos aparelhados pelo governo passam a “dirigir” as ações do Congresso, então seu voto não vale mais nada. (Tome cuidado não apenas com o Decreto 8243, como também com as tentativas de projetos similares a serem tentadas pelo PT e suas linhas auxiliares)

3. Luta contra a Assembléia Constituinte (que o PT diz ser por “reforma política”)

O que todos os ditadores mal intencionados fazem? Mexer na Constituição a fim de obter plenos poderes. Isso só pode ocorrer via Assembléia Constituinte. É exatamente por esse motivo que o governo diz que a “reforma política” só pode ocorrer via Assembléia Constituinte. O que eles não te contam é que uma vez iniciada essa assembléia, seus membros possuem plenos poderes para redigir uma nova Carta Magna. Agora uma pergunta: por que uma reforma política só poderia ocorrer por “assembléia constituinte”? A própria estipulação da reeleição não precisou de Assembléia Constituinte. É claro que é golpe.

4. Luta contra a unificação das polícias

Está bem óbvio para que serve essa iniciativa, não? Dilma pode até tentar te enrolar dizendo que isso dará “maior coordenação às ações policiais”, mas toda coordenação é possível entre entidades separadas. Leis protegendo o indivíduo de excessos policiais são independentes de uma estrutura hierárquica única. Vamos ser claros: assim como a Gestapo servia a um projeto de poder, a unificação das polícias serve para facilitar o uso de toda a estrutura de coerção estatal em prol de um projeto ditatorial. Como sempre fizeram marxistas, nazistas e fascistas.

5. Luta contra o aparelhamento estatal como base de um projeto de poder

É inevitável que um governante eleja pessoas de sua confiança para determinados cargos. É um debate urgente o estabelecimento de critérios para evitar “apadrinhados” em posições estratégicas. Mas nem é disso que estamos falando. Falamos de um outro nível em termos de aparelhamento estatal, onde todo o estado é colocado em prol de um projeto de poder. Como visualizamos isso na prática? Os exemplos são intermináveis. Como no caso do uso dos Correios para distribuir correspondência sem chancela do PT, e, ao mesmo tempo, esconder correspondências da campanha de Aécio. Ou o uso do cadastro dos beneficiários do Minha Casa Minha Vida para envio de e-mails com terrorismo psicológico em época de eleição. Os diretores e gerentes de alto escalão das estatais são nomeados com base nos quadros do partido. O aparelhamento estatal na escala petista é definitivamente o uso do estado em prol do partido, não mais do povo. Devemos também ser vigilantes com os juízes escolhidos pelo PT para o STF e TSE. Tudo faz parte do projeto de aparelhamento estatal.

6. Luta contra o saqueamento do estado em nível stalinista

O principal discurso do PT sobre a corrupção é baseado em dizer que “todos fazem igual”. Nada pode ser mais falso. Com o PT a corrupção no governo chegou aos níveis stalinistas, onde definitivamente se perde a vergonha. As delações e provas de casos como Mensalão e Petrolão provam que não há paralelos com a corrupção petista, se olharmos governos anteriores. Mas daí é só olhar como vivem pessoas como Fidel Castro, Nicolas Maduro e Cristina Kirchner que tudo se explica. Todos vivem com sultões. Com certeza, bobos eles não são.

7. Luta contra violação da soberania nacional devido ao Foro de São Paulo

Se a censura de mídia é a linha de fundo para o governo petista, a base de tudo está aqui: o Foro de São Paulo. Todos os países bolivarianos pertencem à essa organização. Há teses dizendo que o PT deveria ser fechado por estar subordinado a uma organização estrangeira, mas até mesmo as atas do Foro não demonstram qualquer tipo de subordinação formal. Então não vou por esse caminho. Mas é um fato que todos os países cujos partidos integram o Foro estão alinhados e seguem o modelo bolivariano. Uma exceção é Cuba, que já ultrapassou o limite do bolivarianismo, baseado em dissimulação para estabelecer uma ditadura, já que os castristas nunca esconderam serem uma ditadura tradicional. Mesmo assim, Cuba é parte do Foro. A Venezuela caminha a largos passos para se tornar uma Cuba. É por causa de alinhamento com essa escória da liderança política latina que o Brasil envia tanto dinheiro para Uruguai e Cuba, por exemplo. Nada disso atende aos interesses do povo brasileiro, mas aos interesses de gente como Castro e Mujica. É claramente uma violação da soberania nacional, além do uso de nosso dinheiro de impostos para aumentar o poderio de nações que chegam a enviar seus ministros ao Brasil para treinar coletivos não-eleitos do PT em ações de guerrilha. Este é o caso de Elias Jauá Milano, vice-presidente e ministro do Poder Popular para Comunas e Movimentos Sociais da Venezuela, que assinou várias parcerias com o MST. Aí as consequências são óbvias. A Venezuela está se tornando Cuba, a Argenta está se tornando Venezuela, e o Brasil está se tornando Argentina. Para depois se tornar Venezuela. Este é o continuum do processo bolivariano.

Agora vejam um resumo: imagine o PT sem conseguir censurar a mídia, reformar a Constituição, ter uma Gestapo, usar coletivos não-eleitos para impor hegemonia de pensamento e pressão sobre o Congresso, aparelhar o estado, saquear nossas riquezas e fazer parcerias com países bolivarianos que já destruíram suas economias e conquistas civilizacionais. Sem esses pontos, o PT não consegue implantar sua ditadura perfeita.

E aí, e somente aí, terá finalmente que trabalhar de verdade para corrigir seus desastres econômicos, já que não terá uma mídia adestrada e censurada para esconder seus fracassos. Será obrigado a aturar a oposição, pois não terá uma polícia unificada para perseguir opositores. Terá que aturar o Congresso abrindo CPI’s, pois os coletivos não-eleitos do partido não podem exigir que esses deputados e senadores se submetam à vontade de grupelhos do governo. E daí por diante.

Pode-se questionar: “Luciano, e a questão do impeachment de Dilma?”. Esses são os itens 5 e 6. Em caso de provas contundentes dos casos do Petrolão, pode-se pensar em impeachment. Mas a agenda não é impeachment da Dilma, mas a investigação dos escândalos de corrupção em um nível stalinista. Claro que diante das provas documentais de Youssef que podem aparecer vale pensar em impeachment. Outra questão possível: “E a anulação das eleições?”. Bem, ao que parece o PSDB tem a oportunidade agora de auditar as eleições. Se surgirem provas incontestáveis, isso pode se tornar um caso, mas por enquanto não há motivos para impugnar eleições. Ademais, isso não é prioridade. E os gatos pingados que “pedem intervenção militar”? Já falei suficientemente sobre isso em outros textos, mas cabe ressaltar: não faz sentido uma proposta republicana pedir ação ditatorial. Deixemos os militaristas ficarem no mesmo espectro politico que os bolivarianos. Uma agenda republicana deve se opor à intervenção militar.

Esses 7 itens para uma luta poderiam constituir uma proposta republicana indo além de pensamentos de direita e esquerda. É a luta de pessoas que não aceitam escravidão, barbárie e  tirania. E, por suas prioridades, atingiriam o PT aonde mais dói para eles: o seu projeto de ditadura perfeita.

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9 COMMENTS

  1. Acho que no item 1 eu incluiría duas direções iniciais para ampliar a liberdade para a imprensa atual: reduzir as retrições e custos derivados de taxas governamentais para a publicidade e uma lei que impeça a retirada de propaganda governamental de algum canal aberto específico.

    Para buscar reduzir custos da propaganda, poderíamos começar analisando qual o custo da publicidade no Brasil, comparar com outros países e avaliar quanto de capital as empresas médias e grandes tem para investir, se o retorno do investimento em publicidade é baixo etc. Desta análise, identificaríamos quais são os custos para investir em publicidade no Brasil, então poderíamos pensar em quais as consequências práticas para a vida do cidadão, como desconhecimento de produtos mais baratos, falta de liberdade na imprensa etc. teríamos que ecoar uma versão resumida e em memes de argumentos para reduzir custos e retrições.

    Sobre a lei que impede a retirada de propaganda de um canal específico, pensei em duas possibilidades. Obrigar que o dinheiro investido em todos os canais abertos sejam o mesmo, ou seja, se a publicidade gasta é de 1 milhão para um canal, então terá que ser gasto 1 milhão para todos os canais até o final da campanha ou obrigar a gastar uma quantidade proporcional a popularidade do canal e/ou do horário em cada canal. Poderia-se pensar, “por que não eliminar a campanha”, mas isso teria alguns problemas como a dificuldade de informar a população e retirar apenas essa publicidade, não elimina o problema da falta de fontes diferentes de recursos para os canais.

  2. Luciano se você tiver contato com o professor Olavo de Carvalho, por favor faça uma mensagem conjunta para os protestos.As pessoas estão confusas.

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