Aécio no Senado: o discurso de um líder republicano

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Vivemos dias nos quais alguns (não muitos) manifestam perda de esperanças no PSDB. O motivo seria a falta de contundência do partido em pedir coisas como impeachment e rejeição pública dos resultados das eleições, dentre outras demandas.

Não compactuo com esse ponto de vista. Ontem, o discurso de Aécio Neve sem seu retorno ao Senado serviu para nos mostrar que há esperanças. Precisamos, antes de tudo, compreender a mensagem passada.

O momento brasileiro pede uma pauta positiva, falando ao coração do povos. É urgente demonstrar o valor da liberdade, da manutenção das instituições e pedir transparência no trato com o dinheiro público. A democracia deve ser transformada em valor inegociável. Fica claro que Aécio tem ouvido os chamados da maioria dos descontentes. Seu discurso trouxe esse tipo de senso de urgência.

Se ele fosse propor coisas como impeachment de Dilma, sua mensagem causaria vários ruídos danosos a ele próprio. A política é focada na arte do possível. Ataques devem ser feitos sem passar de um limite que, após ultrapassado, podem levar medo à população e dar munição aos oponentes. Os discursos devem ser inclusivo, e abranger largas fatias do eleitoral. Tudo de acordo com o que for possível, em uma adequação de suas propostas políticas com seus valores pessoais.

Considerando por esse prisma, o discurso de Aécio beirou a perfeição. E novamente vemos que o Aécio dos debates (e das tribunas) dá de 10 a 0 em sua equipe de marketing.

Vamos a alguns momentos:

Nos últimos meses, representando inclusive muitos de vocês, representando inclusive muitos dos senhores que aqui estão e milhões de brasileiros que nos ouvem hoje, me coloquei como alternativa na defesa de um Estado mais eficaz. Um Estado moderno, que valorizasse a transparência, reconhecesse a meritocracia e, sobretudo, zelasse pelo bom destino do dinheiro público e prestação de serviços de qualidade à população. Defendi a retomada das reformas para modernizar nossa economia e retirá-la da paralisia e do marasmo em que o atual governo a colocou. Comunguei, junto com milhares de brasileiros, em especial com Marina Silva e Eduardo Campos, a agenda do desenvolvimento sustentável, a transição rumo à economia de baixo carbono, caminho que se mostra cada vez mais imperativo se quisermos construir um futuro adequado para nossos filhos e netos. Advoguei em todas as partes do Brasil a necessidade da maior participação do investimento privado na construção da infraestrutura para que deixássemos de ser aprisionados por uma visão ideológica estatizante e ultrapassada. Defendi a manutenção e avanços nos nossos programas sociais, para que pudessem servir melhor à população e sair definitivamente da perversa exploração eleitoral a que foram mais uma vez submetidos. E propus a reaproximação do Brasil ao resto do mundo, ao qual demos as costas nos últimos anos ao priorizar as parcerias com governos ideologicamente alinhados. Também, senhoras e senhores, me posicionei na firme na defesa de valores que foram aviltados dia após dia; na busca da recuperação da ética atropelada pelo vale-tudo político; na preservação do interesse público, tão vilipendiado por interesses privados e partidários; e no combate sem tréguas à corrupção, que atinge níveis como nunca antes se viu no país.

Este é o tipo de agenda que hoje deveria unir a todos os republicanos, independente de serem de direita, centro e esquerda moderada, pois é a representação do anseio das massas.

E vocês se lembram de um texto em que defini o termo Efeito Calígula? Então veja esta parte:

Senhoras e Senhores, parlamentares que lotam este plenário. Travamos, nestas eleições, uma disputa desigual. Uma disputa em que os detentores do poder usaram despudoradamente o aparato estatal para se perpetuarem, por mais quatro anos, no comando do país. Esta é a verdade.

Adotou-se um vale-tudo nunca antes visto na nossa história. Nossos adversários cumpriram o aviso dado ao país, de que nas eleições se pode “fazer o diabo”. E fizeram.

Mostraram que não enxergam limites na luta para se manter no poder. A má-fé com que travaram a disputa chegou às raias do impensável, do absurdo. E agrediu a consciência democrática do país.

Primeiro atingiram Eduardo Campos, depois Marina Silva e, por último, fui eu o seu alvo preferencial. Mais grave ainda, espalharam o medo entre pessoas humildes, manipularam o sentimento de milhares de famílias, negando-lhes o livre exercício da cidadania.

Esta intimidação e esta violência só têm paralelos em regimes que demonstram muito pouco apreço pela democracia. Nesse vale-tudo eleitoral, legitimaram a calúnia e a infâmia como instrumentos da luta política. Usaram a mentira para tentar assassinar reputações.

– Acrescentou-se ao cenário do uso vergonhoso da máquina pública, simbolizado emblematicamente pela atuação dos Correios, essa grande empresa brasileira. E aqui peço licença para saudar os seus funcionários e agradecer as inúmeras manifestações de solidariedade que deles recebemos na luta contra esse crônico aparelhamento da empresa.

Neste caso, viu-se o inimaginável, que resume um pouco de tudo o que aconteceu: de um lado a postagem de correspondências da candidata do PT sem chancela, significa que, na prática, nunca o Brasil saberá qual volume de propagandas do PT foi efetivamente enviado sem pagamento.

De outro lado, a não-entrega de milhares de correspondências pagas pelos partidos de oposição, e deixo aqui mais uma vez nesta tribuna, constatada esta denúncia como as enviadas pelo PSDB e o Solidariedade não chegaram aos seus destinatários. E essas violações são objeto hoje de ações protocoladas por nós na Justiça Eleitoral e na Procuradoria da República.

Mas não foi apenas isso.

A anti-política também assumiu a face do medo que fez milhões de brasileiros reféns da insegurança. Vejam os senhores, aonde chegaram: Sabe disso o senador Cássio Cunha Lima e tantos outros brasileiros:

– Nas regiões mais pobres do país, carros de som espalhavam que 13 era o número para permanecer no Bolsa Família e 45 o número para se descredenciarem do programa.

– Famílias receberam ligações e mensagens dizendo que se a oposição vencesse, o programa Minha Casa, Minha Vida seria extinto.

– Funcionários de empresas estatais foram informados de que iríamos privatizar empresas e que seriam todos eles demitidos!

– No geral, o que se assistiu foi uma campanha baseada no estímulo ao ódio – um projeto amesquinhado e subordinado ao marketing do medo e da ameaça.

– Tentaram, a todo custo, dividir o país ao meio, entre pobres e ricos, entre Nordeste e Sudeste como se não fôssemos, e esse fosse o nosso mais valioso patrimônio, um só povo, um só país, uma só esperança de tempos melhores.

A vitória do PT alavancada através desses expedientes explica o grande sentimento de grande frustração que tomou conta de milhões de brasileiros após o resultado.

Mais uma vez, algo muito superior à sua campanha eleitoral de TV. Constranger o PT pelos feitos em sua campanha é vital.

E a coisa seguiu aqui:

E quero aqui, do alto desta responsabilidade, reafirmar para que os anais desta casa registrem para a história que, de todas, a mentira foi a principal arma dos nossos adversários.

Mentiram sobre o passado para desviar a atenção do presente. Mentiram para esconder o que iriam fazer tão logo passasse as eleições. Fomos acusados de propostas que nunca fizemos. Assistimos a reiteradas tentativas de reescrever a história, sempre nos reservando o papel de vilões que jamais fomos, e não somos.

No entanto, não demorou muito para que a máscara começasse a cair. O Brasil escondido pelo governo na campanha eleitoral está se revelando a cada dia.

– Alertei durante todo o processo sobre os riscos da inflação. Perante toda a nação, a presidente insistiu em negar o problema evidente da alta de preços, da carestia. O desenrolar dos fatos mostrou quem tinha razão.

Apenas três dias após as eleições – repito: três dias – o Banco Central elevou os juros já escorchantes da nossa economia e não sei se irá parar por aí…

Para a presidente, em sua campanha, elevar os juros era retirar comida do prato dos mais pobres.

Pois bem, se isso era verdade, foi o que ela fez logo que ganhou as eleições: prejudicando os brasileiros mais carentes. E sabia que iria fazer isso!

– O governo escondeu o rombo das contas públicas brasileiras, que registraram em setembro o pior resultado da nossa história: R$ 20 bilhões num único mês! Resultado: desde o início do governo Dilma, a dívida pública brasileira já cresceu mais de oito pontos do PIB apenas nesse período.

Escondeu reiteradamente que havia a urgente necessidade de ajustes, mas agora antecipa que eles deverão ser “duríssimos”, no ano que vem, em meio a um ambiente econômico que já não cresce e que a cada dia gera menos empregos.

– Para complicar, o déficit comercial só cresce, indicando problemas flagrantes na competitividade da nossa economia, e o rombo nas contas externas aumenta e nossas taxas de investimento e poupança só diminuem. Chegamos a ter a menor taxa de nossa economia em décadas.

– A candidata oficial também negou a necessidade de reajustar tarifas públicas e, mais que isso, acusou a minha candidatura de estar preparando-os, caso vencêssemos as eleições.

– Pois bem, a presidente já está fazendo o que disse que não faria: na próxima semana, teremos o aumento da gasolina e já nesta semana as tarifas de energia sofrerão reajustes que simplesmente anulam toda a redução obtida com a trucenta intervenção havida no setor elétrico nos últimos dois anos.

– Sem falar na ameaça, estampada nos jornais de hoje, de que no verão nos esperam apagões de energia. E o mais grave, senhoras e senhores, ao omitir dos brasileiros a verdade, e adiar medidas necessárias a conta a ser paga aumenta exatamente para aqueles que menos têm.

Me orgulho de ter feito uma campanha limpa. Mas isso parece não importar aos donos do poder. Ganhamos, devem estar dizendo, e é isso que importa.

Quem falou a verdade foi tachado de pessimista, de ser contra o Brasil, e quantas vezes ouvi essas acusações. Mas a história rapidamente mostrou quem tinha razão: esconder, camuflar, virou a rotina deste governo.

Só não conseguiram esconder os escândalos de corrupção porque os delatores que faziam parte do esquema resolveram falar a verdade para diminuir suas penas e todo esforço feito inclusive nesta Casa pra inibir as investigações foi em vão. Os fatos falaram mais alto.

Agora, os que foram intolerantes durante 12 anos falam em diálogo. Pois bem: qualquer diálogo tem que estar condicionado ao envio de propostas que atendam aos interesses dos brasileiros e, principalmente, ao aprofundamento das investigações e exemplares punições àqueles que protagonizaram o maior escândalo da história deste país, já conhecido como “Petrolão”.

A triste realidade é que o governo não se preparou para controlar a inflação, recuperar o controle fiscal e reduzir nosso desequilíbrio externo para voltarmos a crescer e gerar empregos de maneira sustentável.

O que se observa hoje é um governo ainda sem um plano econômico – aliás, sem plano algum que tenha sido trazido a conhecimento da sociedade brasileira. Exceto pela ameaça de aumento da carga tributária e de mudanças em direitos dos trabalhadores, como o seguro-desemprego – contra os quais desde já nos posicionamos.

Senhoras e senhores. Ainda que por uma pequena margem, o desejo da maioria dos brasileiros foi que nos mantivéssemos na oposição. E é isso que faremos, com o ânimo redobrado.

Aqui está o ponto fundamental para mim:

Três compromissos fundamentais vão orientar a nossa luta: o compromisso com a liberdade, com a transparência e com a democracia. Primeiro, a defesa intransigente das liberdades, em especial a liberdade de imprensa. Segundo, a exigência da transparência em todas as áreas da administração pública. Terceiro, a defesa da autonomia e fortalecimento dos poderes como base de uma sociedade democrática.

E aqui antecipo, que o decreto dos conselhos populares enviado ao Congresso Nacional sem qualquer discussão prévia, deverá ter aqui, no Senado, o mesmo fim que teve na Câmara dos Deputados, o seja, o arquivo.

Defendo como sempre defendi, a ampliação das consultas populares e da participação popular na definição das políticas públicas neste país. Mas isso tem de ser feito em diálogo permanente com os representantes do povo brasileiro e eles estão aqui no Congresso Nacional.

Senhoras e senhores, neste cenário de tão grandes dificuldades esperadas, vamos estar mais firmes do que nunca: vamos cumprir o nosso dever!

Precisamos estar atentos aos nossos adversários, que, poucos dias depois das eleições, divulgam um documento oficial que mostra sua verdadeira face: a da intolerância, a da supressão das liberdades, a dos ataques às instituições.

Mais que isso, nossos adversários de novo não se constrangem em propor um projeto que se pretende hegemônico, o oposto daquilo que a democracia pressupõe: liberdade de escolha e alternância de poder.

Não satisfeitos em atacar instituições, em atentar contra a democracia, tentaram carimbar na nossa candidatura características que na verdade retratam a própria ação petista.

Dizem no documento que a minha candidatura representou “o machismo, o racismo, o preconceito, o ódio, a intolerância, a nostalgia da ditadura militar”.

Não, senhoras e senhores, esses atributos que jogam sobre mim, na verdade, eles jogam sobre 51 milhões de homens e mulheres que são verdadeiramente atacadas pelo PT neste instante em um documento oficial.

A grande verdade é que nossa campanha respeitou os limites da ética, falou a verdade, defendeu a democracia em todos os instantes e, por isso, conectou-se com toda a sociedade brasileira.

Observem bem esses três pontos: “o compromisso com a liberdade, com a transparência e com a democracia”. São exatamente as três principais colunas do PT: cercear a liberdade de expressão, acabar com a democracia e aparelhar o serviço público, propiciando então a corrupção.

Um bom líder deve focar naquilo que é mais importante, e raras pessoas conseguiram exprimir tão bem as prioridades do momento como Aécio Neves.

Quando ele apareceu como candidato, eu não conhecia muito sobre ele. Nem o respeitava muito, para dizer a verdade. Ao mesmo tempo em que uma campanha desastrosa de TV não o defendia dos ataques petistas, sua postura nos debates foi cada vez mais me surpreendendo.

É importante que consigamos nos sintonizar com a derrubada das três principais colunas do PT, e com a existência de uma sintonia entre nossas demandas por liberdade, democracia e transparência na administração estatal, é possível encontrar vários pontos de convergência. Aécio Neves parece ser o nome ideal para liderar essa frente, especialmente na posição em que está.

Veja o discurso na íntegra abaixo:

Aproveite e veja também os apartes de vários senadores, incluindo um discurso emocionante de Magno Malta e uma participação patética e vergonhosa de Humberto Costa, líder do PT no Senado:

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31 COMMENTS

  1. Luciano você é sempre prefeito, só que se você esquece de um ponto fundamental que vqi permitir a permanência do PT no poder, um partido que age da forma que o PT age, pode muito bem frudar as eleições, na venezuela pode ter acontecido isso na eleição de Maduro, o PT tem o monopólio da fraude, já que controla o TSE e o TSE controla as eleições, as urnas braseiras dependem exclusivamente da boa fé das pessoas qje comandam as eleições, e quem comanda é o PT, eu falo que o voto só irá de fato decidir o futuro do país se o sistema eleitoral for alterado, com esse aí não vejo muita possibilidade, o sistema eleitoral não permite nem ao menos uma recontagem e uma auditoria tardia pode não dá em nada é o sistema próprio para ser fraudado, quando falo de urnas eletrônicas, eu não falo com achismo, eu falo porque tenho conhecimento, eu siu técnico em eletrônica e estou no 9° período de engenharia eletrônica e te garanto com 100% de certeza que as urnas são fraudaveis e as fraudes são inúmeras.

  2. Ayan, já soube da merda que o Jô Soares disse ontem?

    https://www.facebook.com/video.php?v=10152485741736545&fref=nf

    Curioso ele citar o caso da Bolívia, omitindo que quem não votasse no Evo levaria chicotadas:

    http://portugues.notimerica.com/politica/noticia-deputada-ameaca-com-chicotadas-quem-no-votar-em-morales-em-potosi-nas-proximas-eleices-20140904161942.html

    Também é curioso o espantalho que o balofo criou:”Os brancos não aceitam Evo Morales porque esse é indígena”, excluindo que muitos (e não só brancos, como ele afirmou) são contra Morales por causa de suas atitudes autoritárias.

    E para completar a merda, ainda diz que o Brasil não corre o risco de virar uma Venezuela, sendo que o próprio pt e suas linhas auxiliares já falam abertamente em plebiscito, constituinte exclusiva, revolução etc.

    A propósito, já repararam que uma das palpiteiras chama a direita de extrema-direita?

    PS:Eu me lembro que quando teve aquela tolice do ano passado (que alguns chamam de manifestação) esse grupinho mais o gordo ficaram todos felizes, dizendo que o povo tinha acordado, que o Gigante despertou e demais besteiras.”Pra vê” como eles sabem do assunto.

    PS2:Jô Soares já entrou na minha lista de boicote.Qualquer coisa relacionada a ele eu não compro e nem dou audiência.

      • Erandur, essa foi apenas umas das merdas que o Jô disse.Ele já chegou a dizer, em uma das entrevistas, que a Suécia é um exemplo de sucesso do socialismo.
        Não sei onde esse sujeito viu socialismo na Suécia (lugar onde ninguém é punido por ter muito dinheiro ou abrir uma empresa).
        Em resumo.É um picareta mesmo.
        Outra besteira que ele disse com as palpiteiras e que está no vídeo é que o Brasil é muito grande para virar uma Venezuela ou Cuba.
        Aí não tem como.Deve ser chamado de desonesto, já que qualquer um sabe que ditaduras socialistas tiveram êxito em chegar ao poder em países maiores do que o Brasil, como Rússia e China.
        O que impede o Brasil de virar uma Venezuela da vida é o PMDB.Podem criticar o partido a vontade, mas se não fosse por sua bancada o pt já teria posto seu projeto autoritário há muito tempo.

      • Não sei, o PMDB se apoiasse o Aécio matava a Dilma. Não culpo só eles, mas toda a gama de partidos que decidiu que queria ser governo e aceitou se submeter ao PT, inclusive criando novos partidos para enfraquecer os anteriores, que detinham uma unidade. Até porque é mais fácil e garantido do que disputar eleições. Você vê a criação do PSD a partir do DEM (ex- PFL), do PROS, partido dos irmão Gomes Ferreira que eram do PSB, dentre outras forças que se alinharam politicamente em favor do PT e implodiram as pretensões dos seus antigos partidos tradicionais em elegerem-se e formarem maiores forças. Tudo isso para aumentar o efeito nefando do clientelismo e do patrimonialismo, tendências nunca extirpadas da democracia brasileira.

    • Desliga da globo, boicota , não dá ibope, deixa eles falarem sozinhos, o Jo sempre foi num falastrao tolo, o tempo só ampliou a tolice dele

    • Jô Soares caiu muito no meu conceito, depois que aprendi a identificar um comuna a dois quilômetros de distância. As ideias desses artistas são completamente tortas e não merecem nossa audiência.

  3. Concordo que afloraram esperanças deste contundente discurso de Aécio. Ainda assim, é preciso manter a pressão e a vigilância para que estas palavras não sejam esquecidas. Não podemos nos esquecer que há tucanos importantes, como Xico Graziano e Alberto Goldman, mais empenhados em dar satisfações à imprensa do PT do que em construir pontes com a massa de insatisfeitos. Para que a força do discurso de Aécio se consolide, é fundamental que tipos como esses sejam devidamente escanteados. Tucano que virar referência de sensatez em publicações da Carta Capital merece ser tratado como um pária político. Se deixarmos que a frouxidão permeie a atuação oposicionista, seremos atropelados novamente pela militância do esgoto.

    • A militância petista é muito combativa e não descansa. Fecharam todos os flancos. Então, não é tempo de cochilar, mas de tomar atitude de verdade. Manter a pressão sobre a oposição é fundamental.

  4. Líder a oposição já tem!
    Agora falta ENSINAR AO PSDB como se faz campanha e como se lida com essa corja petralha em uma guerra política. EXATAMENTE por isso, estou me filiando ao PSDB, junto com alguns amigos: No que depender de mim, este seu Site, Luciano, vai virar um MANTRA no PSDB ! 🙂

  5. “Aécio aproveitou os mais de 51 milhões de votos que recebeu dos brasileiros para elevar a estatura da oposição. Longe dos holofotes, no entanto, o PSDB dialogou com o PT para rebaixar o teto na CPI da Petrobras. A portas fechadas, tucanos, petistas e Cia. definiram o que não desejam investigar. No melhor estilo uma mão suja a outra, tiraram de cena políticos e operadores que estão pendurados de ponta-cabeça no noticiário sobre o escândalo da Petrobras.

    Pelo lado do PT, foi à gaveta o requerimento de convocação do tesoureiro João Vaccari Neto, acusado de fazer o traslado da propina da Petrobras até as arcas do petismo. Enfurnaram-se também as convocatórias da senadora Gleisi Hoffmann e do seu marido, o ministro Paulo Bernardo (Planejamento). Ela foi apontada como beneficiária de uma youssefiana de R$ 1 milhão para a campanha de 2010. Ele foi mencionado como uma espécie de agenciador.

    No jogo de proteção mútua, o tucanato tirou de cena um potencial depoente chamado Leonardo Meirelles. Trata-se do empresário que, investido da autoridade de laranja do doleiro Alberto Youssef, declarou à Justiça Federal ter repassado propinas extraídas de negócios da Petrobras para o deputado pernambucano Sérgio Guerra, ex-presidente do PSDB federal, já morto.”

    Trecho do Texto do blog do Josias – http://josiasdesouza.blogosfera.uol.com.br/2014/11/06/no-escurinho-da-cpi-psdb-e-pt-se-entendem/

    • Esse acordo criou discordâncias internas, pois o discurso de Aécio, por uma oposição forte pedia investigação, o que envolveria não fechar acordos nas CPI e CPMI. O responsável pelo acordo desmentiu o acordo (Dep. Carlos Sampaio/PSDB-SP) e entrou em contradição com a posição de Aécio. Lógico que ele é um pigmeu perto do Aécio e então deu essa declaração, mas o fato é que, novamente, o PSDB, mesmo tendo ganho uma liderança forte, insiste em disputas internas. Se eles forem competentes e unidos na oposição podem ganhar em 2018, que não falta muito aliás. Mas se continuarem dando sinalizações ambíguas a população por 4 anos perderão o momentum atingido nessa eleição e terão poucas chances.

  6. Luciano.

    Então, se podemos confiar nos políticos, inclusive do PSDB,que fazer com a notícia de hoje?

    Vão convocar só os bagrinhos!

    Querem proteger quem e por que ?

    De novo o boicote da CPI da Petrobrás?
    Isso é um escárnio. Lá vai:

    06/11/2014 17h38 – Atualizado em 06/11/2014 17h50
    Relator da CPI da Petrobras diz que acordo não foi para ‘proteger políticos’
    Parlamentares decidiram não votar requerimentos para convocar políticos.
    Marco Maia reafirmou que siglas concordaram em convocar só ‘laranjas’.
    Nathalia Passarinho
    Do G1, em Brasília
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    O relator da CPI mista destinada a investigar irregularidades na Petrobras, deputado Marco Maia (PT-RS), reforçou nesta quinta-feira (6) que o acordo para não convocar políticos para depor no colegiado foi firmado entre todos os partidos. Ele disse que o entendimento não tem a finalidade de proteger políticos do PSDB ou PT.

  7. 15 de Novembro – 15 de Novembro – 15 de Novembro – 15 de Novembro
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    .
    Vamos para as ruas ou não?
    .
    Se formos é com a BANDEIRA DO BRASIL, eles só tem a do partido.
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    Se formos, nada de falar em golpe ou intervenção militar, mesmo porque os militares entendem muito mais de política do que nós paisanos e eles não querem meter a mão nessa cumbuca, bem que fazem.
    .
    Se formos é para apoiar a REPÚBLICA DEMOCRÁTICA que o Brasil é.
    .
    Se formos, vamos em PAZ, sem aceitar e/ou repercutir provocações.
    .
    Se formos, é porque buscamos LIBERDADE, IGUALDADE para toda nação.
    .
    Se formos, é porque em NOSSA BANDEIRA está dito: ORDEM e PROGRESSO, coisa que eles não conhecem, nem a ordem, muito menos o progresso, apesar de se auto-intitularem “progressistas”.
    .
    Se formos, vamos pela família, pelo ensino não ideologizado, contra a corrupção, contra a evasão de divisas, liberdade religiosa, contra o aparelhamento do judiciário, liberdade de expressão e mídia livre e democrata.
    .
    Se formos, seremos o POVO NAS RUAS e TODO PODER EMANA DO POVO.
    .
    BRASIL! Espero que um dia ACORDES!

  8. Da série “Os Comunistas”

    Pinhas Rutenberg (February 5, 1879 – January 3, 1942; Russian: Пётр Моисеевич Рутенберг, Pyotr Moiseyevich Rutenberg; Hebrew: פנחס רוטנברג‎) was a Russian-born Zionist, businessman, and Jewish Nationalist in Mandatory Palestine. He played an active role in two Russian revolutions, in 1905 and 1917. During World War I, he was among the founders of the Jewish Legion and of the American Jewish Congress. Later, through his connections in the British Mandate of Palestine, he managed to obtain a concession for production and distribution of electric power and founded the Palestine Electric Company, currently the Israel Electric Corporation. A vocal and committed Jewish Nationalist, Rutenberg also participated in establishing the Haganah, the main Jewish militia in pre-war Palestine. He subsequently served as a President of the Jewish National Council.

    Yakov Mikhailovich Sverdlov (Russian: Я́ков Миха́йлович Свердло́в; IPA: [ˈjakəf mʲɪˈxajləvʲɪt͡ɕ svʲɪrdˈlof]); known under pseudonyms “Andrei”, “Mikhalych”, “Max”, “Smirnov”, “Permyakov” 3 June [O.S. 22 May] 1885 – 16 March 1919) was a Bolshevik party leader and chairman of the All-Russian Central Executive Committee.

  9. Assisti ao vivo a fala dele, deu o tom certo, as ruas estão mais inflamadas , como você disse em um dos seus textos , que aprecio bastante, as pessoas agem mais com o fígado, , não são políticos profissionais, agem por impulso, na raiva, na indignação.
    Mas ele não deixou nada de fora , tocou em todos os pontos que indignaram a todos e graças a Deus , um discurso vencedor.
    alguém disse que era engraçado o perdedor ser aclamado e a vencedora se sair as ruas será vaiada. RS

    Ele deveria se descolar desse PSDB, facção socialista arrumadinha.
    Podia fundar uma nova oposição mais ao centro, aglutinar os anseios da imensa maioria mais conservadora, se daria bem

    essa enorme quantidade de eleitores dele precisam de MOTIVACAO.
    Fico pensando o porque de repente estarem defendendo que Dilma não seja impichada, algo me diz que tem coelho neste Mato! Ah Tem!

  10. A picareta mentirosa mandou um aumento de 3% da gasolina e 5% no diesel, El acha que comida é transportada de Que? Jumento?
    Vai ser uma disparada de preços,
    cabou o Natal da pobralhada
    se já estão comendo ovos, no natal vai ser só a batata porque o peru já voou!
    Preparem a fila do SUS, que o povo vai sofrer de preçao alta!

    PT e o partido do 171!

  11. Aonde estava o PSDB nesses últimos 12 anos, aonde estava o Aecio nesses ultimos 4 anos??

    E complicado de acreditar nessa suposta oposição, mais 4 anos na esperança de acreditar somente no PSDB, precisamos de mais uma via, uma linha de ação como oposição solida. ( Claro que politicamente falando e impossível em pouco tempo), mas quem dera se multiplicarmos os Alvaro Dias, Magnos e Bolsoranos da vida, pra ter realmente um time bom que se possa acreditar.

    Mas aguardemos que com esse momento bom de uma suposta ou realmente uma oposição do PSDB com Aecio (em sua fase de centroavante goleador) princialmente; e claro! Não deixe a poeira baixar e continue batendo, certo e firme nos Petralhas. E não se deixe abater pela frouxidão e paumolessencia dos Serras da vida..

    Abraço
    Carlos Eduardo

    BRASIL!!!

  12. Oi Luciano. Você viu o que o tal do Humberto Costa (PT) disse no vídeo que você passou, aos 8:40 do vídeo?

    “Nós precisamos de fato regulamentar o funcionamento das chamadas redes sociais”

    Ou seja, um dos líderes petistas admitindo abertamente a censura nas redes sociais. Eles já estão assumindo abertamente, nem escondem mais.

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