Como a mídia deturpa notícias sobre as manifestações. Ou: como mostrar manifestações de extrema-esquerda de forma positiva enquanto se demoniza manifestações democráticas dos republicanos

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Que tal avaliarmos criticamente como a mídia noticiou a manifestação da extrema-esquerda na quinta-feira, dia 13 de novembro?

Leia a matéria do Estadão: Marcha da CUT e dos Sem Teto reúne 7 mil contra a direita:

São Paulo – A chuva que caiu no final da tarde desta quinta-feira, 13, em São Paulo não espantou os cerca de 7 mil manifestantes, segundo estimativas da Polícia Militar, que marcharam pelas ruas da região central da capital com o lema “Contra a direita e por mais direitos”. O ato de militantes ligados ao Movimento dos trabalhadores Sem Teto (MTST) e à Central Única dos Trabalhadores (CUT) foi uma reação à manifestação realizada há duas semanas, que pedia o impeachment da presidente Dilma Roussef.

De acordo com os organizadores, a marcha tinha por objetivo também cobrar o comprometimento da presidente com reformas populares no seu segundo mandato. “Estamos aqui para mostrar que enquanto eles reúnem mil pessoas para defender causas caras ao povo brasileiro, como a volta da ditadura e o ódio a nordestinos, nós reunimos cinco vezes mais por causas como reformas política e tributária”, disse o coordenador nacional do MTST, Guilherme Boulos.

No ato contra Dilma algumas pessoas levaram cartazes e defenderam a volta de uma intervenção militar no País.

A manifestação desta quinta se concentrou em frente ao vão do Museu de Arte de São Paulo (Masp) e, com faixas, cartazes e dois carros de som, ocupou uma pista da Avenida Paulista. Depois, os manifestantes seguiram por ruas do Jardins, bairro nobre da capital paulistana. O trajeto foi encerrado na Praça Roosevelt, também no centro.

Enquanto passava pelas rua Augusta e a Alameda Jaú, nos Jardins, o carro de som tocou músicas de Luiz Gonzaga e Zé Ramalho, dois ícones da cultura nordestina. Manifestantes carregavam pás e enxadas e dançaram forró. “A playboyzada ficou revoltada porque o titio Aécio perdeu a eleição. Vamos mostrar que intervenção não é militar, é popular”, disse Boulos do alto do carro de som. Em um recado à presidente Dilma, o líder do MTST afirmou que, no segundo mandato, os movimentos sociais estarão nas ruas mantendo as cobranças por suas causas. “Não aceitaremos que não ela governe para os trabalhadores. (Dilma) Foi eleita para fazer essas mudanças e vamos estar na rua cobrando essas mudanças do nosso jeito, com ocupação e com pressão”, afirmou. “Queremos reforma agrária, queremos redução da jornada, queremos todas as reformas que o País precisa.”

‘Acabou a eleição’. O presidente da CUT, Vagner Freitas, foi na mesma linha. Segundo ele, a marcha teve como objetivo mostrar “que não são só os reacionários que vão para a rua”. “Esse ato é para dizer que acabou a eleição.” Ao direcionar seu discurso para o governo, Freitas disse que o “povo não votou para ter banqueiro como presidente do Banco Central nem como ministro da Fazenda. “Queremos que o governo olhe para a gente, queremos a diminuição da jornada de trabalho, o fim do fator previdenciário.”

A marcha foi acompanhada por 300 homens do Batalhão da Polícia Militar. Até a conclusão desta edição não haviam sido registrados incidentes.

Nas páginas dos eventos são divulgados ainda textos pedindo aos manifestantes para não levarem cartazes em favor do regime militar. No ato de primeiro de novembro que pedia o impeachment de Dilma na Av. Paulista foram registrados vários manifestantes pedindo intervenção militar, o que causou grande repercussão negativa./p>

Impeachment. A iniciativa desta quinta ocorreu às vésperas de uma nova manifestação pelo impeachment da presidente Dilma Rousseff marcada para o próximo sábado, 15, também no vão livre do Masp. Ao menos três eventos organizados por diferentes grupos foram agendados na rede social.

Nas páginas dos eventos são divulgados ainda textos pedindo aos manifestantes para não levarem cartazes em favor do regime militar. No ato de primeiro de novembro que pedia o impeachment de Dilma na Av. Paulista foram registrados vários manifestantes pedindo intervenção militar, o que causou grande repercussão negativa.

Veja trechos da máteria Movimentos sociais fazem ato contra a direita e cobram reformas populares, do Globo:

De acordo com o MTST, o ato é “em resposta aos ataques da elite paulistana aos movimentos organizados e ao povo nordestino” verificados após o encerramento do segundo turno das eleições.

A ex-candidata do PSOL à Presidência, Luciana Genro, também participou do ato na Paulista. “Vamos enfrentar a direita nas ruas, mas vamos enfrentar o governo se ele quiser fazer ajuste”, afirmou.

Momentos antes, o presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT) também havia dito que a central não vai aceitar “banqueiro” no Banco Central.

O coordenador do MTST, Guilherme Boulos, disse que a manifestação é resposta à “playboyzada dos Jardins”. “Teve uma turma aqui na Paulista dizendo que o povo devia ser reprimido por uma intervenção militar. Era uma meia dúzia, uma playboyzada dos Jardins, que, porque o titio Aécio perdeu a eleição, ficaram bravinhos”, disse.

O presidente da CUT, Vagner Freitas, foi na mesma linha: “não venham os coxinhas querer o terceiro turno”. Os organizadores também cobram da presidente Dilma as reformas populares que prometeu, entre elas a reforma politica, a reforma tributária e a reforma agrária.

Pauta ampla

A coordenadora nacional do MTST (foto abaixo) Ana Paula Ribeiro diz que os outros movimentos compareceram porque a pauta é extensa.

“Estamos reivindicando reformas estruturais de base: reformas política, agrária, urbana, tributária e das comunicações”, disse Ana Paula.

O evento estava previsto para começar às 17h, mas o grupo adiou o início da caminhada por causa da chuva forte que caía na região da Avenida Paulista.

Grupo rebate ato contra Dilma

Um dos objetivos dos movimentos sociais é rebater a manifestação realizada no sábado (1º) que reuniu cerca de 2,5 mil pessoas na Avenida Paulista contra o resultado das eleições e pedindo o impeachment da presidente Dilma Rousseff. O cantor Lobão, que tinha prometido deixar o país em caso de vitória do PT, esteve no evento.

Não é uma beleza?

Nas duas matérias só vemos frames positivos dados aos governistas e frames negativos às manifestações “da direita”:

  • “em nome do povo”
  • “conselhos populares”
  • “contra a playboyzada dor Jardins”
  • “pelas reformas populares”
  • “contra a elite”
  • “contra a intervenção militar”
  • “luta contra quem odeia os nordestinos”

É claro que a mídia anda coagida e, com exceção da Veja, está distorcendo informações.

Mas vejamos o tipo de panfleto que as manifestações da extrema-esquerda traziam, direto do site Coletivo Lenin:

A crise de 2008, debilitou o domínio do imperialismo dos EUA e Europa sobre países como o Brasil, e favoreceu a influência das burguesias chinesa e russa. Os conflitos na Síria, Ucrânia e as últimas eleições estiveram marcados por essa nova disputa.

Durante e após as eleições setores da classe média manipulados pelo imperialismo foram as ruas com todo o seu ódio, preconceitos e violência contra nós trabalhadores, defendendo a qualquer custo a derrota do PT.

Derrotados nas urnas, querem agora derrubar o governo Dilma, agitando por uma nova ditadura militar para facilitar a aceitação de um golpe parlamentar como imposto em Honduras, Paraguai e Ucrânia.

Toda essa onda reacionária acontece porque eles têm medo de perder seus privilégios, de que o PT, pressionado por manifestações e greves, seja obrigado a fazer as reformas necessárias a melhoria vida dos trabalhadores. No entanto, o PT não fará essas reformas, porque mesmo depois de quase tomar um pé-na-bunda dos empresários e banqueiros, e quase perder a presidência num golpe eleitoral-midiático, o PT mais uma vez deixa de lado os movimentos sociais e os trabalhadores para negociar a sua “governabilidade” com a direita.

Só reformas populares poderiam melhorar as condições de vida da nossa classe. A reforma agrária contra o agronegócio daria terra ao trabalhador do campo. A reforma urbana acabaria com a especulação imobiliária e daria moradia digna a todos que necessitam.

Os transportes, a saúde, a educação e a mídia precisam ser estatizados e passar ao controle da população trabalhadora, assim como as grandes indústrias e as multinacionais. Também é preciso pôr fim a polícia assassina e as prisões em massa de nosso povo pobre e negro.

Todas essas reformas só serão possíveis com uma verdadeira Revolução Socialista, onde conquistemos o poder de decisão e a organização da produção nas indústrias e empresas, no campo e nas cidades, para atender às necessidades de toda a nossa classe. É disso que a direita e o imperialismo têm medo, de uma nova e grande Cuba na América Latina.

Mais do que derrotar a ofensiva imperialista e golpista no Brasil, temos que ir além, fazer um governo dos conselhos dos trabalhadores da cidade e do campo. Uma revolução no Brasil colocaria imediatamente o imenso proletariado brasileiro na vanguarda da revolução continental, não poderia ser contida por bloqueios imperialistas nem se submeteria aos limites estabelecidos por uma burocracia. Mas para isso não podemos nutrir qualquer ilusão no PT que governa para os empresários e banqueiros. Somente nós, trabalhadores, podemos fazer o nosso futuro.
Por sua vez, se não avançamos nesta luta, seremos esmagados pela perspectiva contrária, de uma nova onda golpista reacionária, que nos imporá o desemprego, a falta de moradia, o arrocho salarial, as drogas, a prostituição, a mendicância, o trabalho escravo, e uma repressão policial ainda mais bárbara do que a que já sofremos. Mais do que nunca, hoje, está colocado para os trabalhadores brasileiros socialismo ou barbárie!

E, obviamente, você não verá nenhuma menção à esse panfleto em qualquer notícia na grande mídia. Sabe por que? Por que estão todos com o c… na mão com medo de perder dinheiro de anúncio estatal.

Segue o panfleto:

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Paulo Roberto Martins falou sobre a crise de liberdade de imprensa que hoje vive o Brasil:

O governo petista vai aumentar a perseguição aos veículos de comunicação independente que denunciam a roubalheira que eles praticam país afora. A Petrobras é apenas um caso que veio à tona. Por que eles deixariam de fazer em outros órgãos públicos? Por bondade? Não! Mas um dia o Brasil vai saber. A casa do PT vai cair!

O panfleto escondido pela mídia, junto com o uso de frames positivos para a manifestação de extrema-esquerda (frames definidos praticamente como uma pauta fechada, pois as matérias do Globo e do Estadão são exatamente iguais, assim como as matérias da Folha e de outros órgãos de mídia foram), junto com o uso de gatos pingados (e indesejados) pedindo impeachment nas manifestações republicadas, mas tomados como se fossem “a manifestação em si”, comprovam que estamos em uma fase onde precisamos urgentemente trabalhar pela liberdade de imprensa.

Com exceção da Veja (que teve verbas estatais cortadas e tocou o “foda-se”), o resto da imprensa se divide entre amedrontada com medo de perder verbas estatais e aliada do governo desde o início.

O controle da mídia, que permitirá maior abrangência do governo nesse controle de conteúdo (hoje já claramente favorável ao governo), é a Jerusalem da guerra política atual do Brasil.

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22 COMMENTS

  1. Sim, como disse Marcel Hattem em algum hangout recente, precisamos avançar disputando espaço político em escolas, igrejas, etc. Cadê a UNE? A OAB? A CNBB? A ABI? Tá tudo dominado pelos totalitários.

    Até pouco tempo, éramos poucos e tachados de teóricos da conspiração ao apontar essa realidade. como disse Mark Twain indicado pelo Proyecto Segunda Republica, é mais fácil enganar as pessoas que convence-las de que foram enganadas.

  2. Liberdade de imprensa é provavelmente O Grande pilar da democracia. A estratégia dos caras funciona, mas é mentira do começo ao fim. E aí? Vamos mentir também? Aonde isso termina? Quem mente melhor leva?

  3. E outra, a mídia toda está tratando dessa última manifestação como um pedido de Impeachment. Porque não falam de uma vez que era à favor da investigação do Petrolão por exemplo, sabe porque: se é pelo Impeachment é simples rotular as pessoas como inimigas da democracia que não aceitam perder. Agora como que a mídia poderia falar mal de manifestantes que estão indo se manifestar, mostrando que eles estão de olhos no julgamento do caso da Petrobrás?

    Ayan, você concordaria que é preciso rejeitar (assim como de intervenção) o rótulo de uma “manifestação pelo impeachment”?

  4. Luciano, você disse:
    “O panfleto escondido pela mídia, junto com o uso de frames positivos para a manifestação de extrema-esquerda (frames definidos praticamente como uma pauta fechada, pois as matérias do Globo e do Estadão são exatamente iguais, assim como as matérias da Folha e de outros órgãos de mídia foram)“

    De fato!! E isso está muito comum, não tem alguém ou algo, uma força ou centro que dá a pauta e o tom dessas notícias? Porque parece plágio! O esboço das matérias é o mesmo independente do jornal que se abra.

    Matérias independentes saem diferentes, mostrando diferentes angulos, entrevistando diferentes pessoas, etc etc, mas não vemos matérias seguindo mesmo roteiro, usando a mesma ordem, mesmo vocabulário e tudo mais.

  5. Ok Luciano. Vimos a imprensa cobrindo negativamente o movimento pela segunda vez. E convenhamos, isso é tarefa fácil porque nosso movimento é uma profusão de indignação geral onde cabe de tudo (idéias que favorecem uma boa estratégia política, e idéias que não a favorecem). Por mais que façamos, isso não vai mudar porque lidamos com o verdadeiro POVO na rua. São pessoas que tiveram seu primeiro contato com as idéias conservadoras e liberais, muitos há menos de 1 mês.

    Você é capaz de lembrar do tamanho da sua emoção ao tomar contato com as idéias conservadoras pela primeira vez? E se várias outras idéias também estivessem disputando a sua atenção neste momento, será que você seria capaz de discernir corretamente no meio disso? Pois é, lembre-se dela ao julgar os atuais atores políticos e tente incluir isso na sua estratégia.

    Isto é um fato ok. Diante disso, temos que entender que a falta de uma estratégia política, neste início, é algo compreensível e natural. O que devemos decidir é se atuamos a isolar estas pessoas, taxando-as de fanáticas ou anti-democráticas, ou atuar para tentar incluí-las sem prejuizo do avanço do movimento que deve sim ser democrático e rechaçar o autoritarismo.

    Vejo que, aos pés de uma estratégia política, estamos sacrificando idéias que, por mais que discordemos, não são anti-democráticas. A intervenção militar é uma prerrogativa da nossa democracia, e optar por excluí-la de pronto, sem deixar bem claro os motivos, é uma tomada de posição perigosa a meu ver. Estas idéias podem crescer até o ponto de tornarem-se incontroláveis.

    Há duas maneiras de agir com isso. Excluí-las de cara, ou colocá-la em sua devida perspectiva.

    Concordo que a primeira é mais fácil, mas pode ser um tiro no pé no futuro. Este poderá ser o calcanhar de aquiles do movimento que está nascendo. Vamos ser mais práticos, aqueles que hoje pedem intervenção militar, no fundo não querem viver sob um regime militar de verdade, porque hoje ele jamais seria como foi de 64 a 85.

    A esquerda hoje tomaria fácil este poderio militar pra ela, pois conta com enorme apoio político e militar estrangeiro, além de décadas de infiltração nas escolas civis e militares, já tendo logrado enorme exito em dominar a mente dos militares da ativa. Ela dispõe hoje de meios para atacar o golpe militar de dentro e de fora, por isso, a esquerda está hoje numa situação bem diferente da que se encontrava em 64. É apenas ingenuidade pensar que um atual golpe militar nos livraria do autoritarismo da esquerda.

    Dedicar a tratar os intervencionistas como ingênuos já é, por si só, uma grande estratégia política.

    – Direciona o alvo à esquerda
    – Ajuda a desmistificar a intervenção militar como salvação
    – Traz seus simpatizantes à nossa causa.

    Há uma diferença grande entre atuar para rechaçá-los, e atuar para incluí-los. Nossas manifestações e principalmente nossas postagens de blog devem conter esta informação. Os intervencionistas devem compreender que estão trabalhando para uma concentração de poder que é justamente o sonho da esquerda. Não devemos nos esquecer que as idéias intervencionistas tem atores políticos importantes, que são os Bolsonaros. É deles que esta informação deve sair, e ser reproduzida por toda a blogosfera
    da direita (nem que seja na forma de boato inicialmente, depois confirmado) do tipo: “Bolsonaro diz que intervenção militar neste momento só serviria à esquerda”.

    A partir daí começaríamos a ter ganhos políticos com os intervencionistas ok.

  6. Um bando de mamadores do erário posando de “povo”. Vão se catar, seus vampiros comunas! Nós sabemos que vocês não amam nem a nação brasileira nem o povo. Vocês não passam de quengas ideológicas que se vendem por uma grana boa.

  7. Adianta ir às ruas pedir por intervenção militar? eles mesmos disseram que somente intervirão quando todos os veios democráticos estiverem esgotados. nos resta utiliza-los, e focar no que interessa de verdade, desmascarar os esquerdistas.

  8. Se a imprensa toda der uma banana pro governo, fica livre dele. A Veja é a única que pode abrir mão da verba estatal? A Abril é único grupo que não segue o meta capitalismo?

  9. Que a mídia é contra a oposição não é novidade. Nos últimos anos, a par de alguns jornalistas corajosos, ela nunca foi. A PIG é uma mentira (mais uma) inventada pelo PT e a prova está justamente na maneira como os jornais eleitos pelo petismo como “baluartes” contra o “pobre”, O Globo e O Estadão noticiaram com os mesmos frames e palavras de ordem. Precisa mais, para provar que não existe PIG, assim como o PSDB não é, nem jamais foi, um partido de direita?

    Nosso maior problema é unificar a oposição porque o que está em jogo é a nossa liberdade. De tudo que presenciei nos eventos que participei; do que tenho lido aqui e em outras páginas da oposição, está um angú de caroço colocar a oposição alinhada, se não pelo que reivindicar, pelo menos pelos erros estratégicos que não deve cometer.

    Enquanto isso não acontecer (um alinhamento e união de toda a oposição) continuaremos patinando, mais preocupados em como somos representados pela imprensa chapa-branca – que jamais nos será favorável – do que em deixar claro porque o povo deve abraçar as nossas bandeiras.

  10. Luciano, veja o que aconteceu com, Guga Noblat, repórter do CQC, na última manifestação:

    http://www.youtube.com/watch?v=QUBqDPXeAPU

    http://www.youtube.com/watch?v=L_nSGbmpxpk

    http://www.youtube.com/watch?v=7quJ908uUIU

    http://www.youtube.com/watch?v=gfS2O9VI91I

    Era algo mais ou menos esperado após o ocorrido na última manifestação, mas tenho cá minha impressão de que essa hostilidade mais recente parecia ser algo desejado pelo pessoal do programa para fazer aquelas gracinhas em cima (e com certeza irão). Observe-se que os homens de preto irão alegar que estão sendo agredidos, sendo que ninguém encostou a mão neles ou demonstrou tal intenção. Apenas o que fizeram foi juntar-se pelo número maior em comparação ao outro lado.
    Ainda assim, considero que do lado dos manifestantes houve alguns erros. O tanto de gente em cima do Noblat gera muitas pontas soltas que podem ser aproveitadas tanto pela edição do programa como também por marxistas-humanistas-neoateístas em geral que queiram obter ganhos para suas causas. Observe-se inclusive que no decorrer da história o repórter acabou tendo apoio de uns MHNs que estavam na Paulista e imediatamente soltaram gritos de “fascista” (que, apesar de ter sido neutralizado inicialmente pelo cara falando o que é de fato fascismo, acabou se sobrepondo pelo número de gente gritando) e “homofóbico” (aqui também podendo se considerar pontas soltas deixadas pelo lado dos manifestantes que foram aproveitadas pelos MHNs, uma vez que chegaram a insinuar sobre a sexualidade do repórter).

    Observe-se também que outros mais exaltados foram falar no perfil do cara no Face:

    http://www.facebook.com/GugaNoblat1/photos/a.569100456480740.1073741829.411866562204131/784361561621294/?type=1

    Caso não se queira ir expandido para ver onde estão as manifestações, elas estão aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui e aqui. Por que digo isso? Pelo óbvio contexto da coisa: o cara quis falar da alegria de há um mês ser pai e o pessoal guina para outras coisas, sendo que alguns poderiam interpretar que se estaria indo contra a família dele e fazendo ameaças, ainda mais pelo teor dos textos em questão. S[o tivemos uma única intervenção escrita em tom mais educado e sem belicosidade, que poderia ter sido escrita em outra postagem do Noblat, como nas postagens para a página:

    http://www.facebook.com/GugaNoblat1/posts_to_page

    Observado seja que o Guga Noblat está cumprindo tabela no CQC, uma vez que sairá do programa após o fim desta temporada. Creio eu que após este episódio ele irá se voltar mais a sua especialidade de comentar MMA, assunto esse que é bastante supraideológico.

    • O CQC faz uma reportagem que eu diria ser até mesmo criminosa, utiliza o meio de comunicação para praticar injúrias e difamações contra os manifestantes, não trata o negócio como realmente foi e ainda querem ser tratados com respeito?

      O que eles, e praticamente toda a grande mídia com exceção da VEJA, fizeram em relação a cobertura da manifestação foi mais ou menos como o sujeito ir no show do Aerosmith e falar que o show era do Exalta Samba só porque tinha um sujeito lá com a camisa do Exalta Samba.

    • Curioso que ele ficou puto por fazerem com ele uma coisa que CQC e Pânico vivem fazendo.Ficar perseguindo pessoas e perguntando.
      Eu nem perderia tempo respondendo a esse idiota.Eu até acredito que a melhor forma de combater esse tipo de “jornalista” seria o pessoal da manifestação na falar nada.Sei que é utópico, mas eles não teriam matéria já que ninguém quis dar entrevista.
      Enfim, esse aí é um futuro ex-cqc.Só vai restar ele fazer aquelas análises toscas sobre mma.

    • Tem mais é que expulsar mesmo esses manipuladores FDP que SEMPRE afinaram a voz na hora de falar com o lula. Eles vão editar para parecer que os manifestantes são “fascistas”? Marrecraro!!!
      É bom que o Boechat também comece a ter dificuldades em jantar fora, que é pra ele ver o que é bom pra tosse.
      No dos outros é refresco, né, CQC? Que tal provar um pouco do próprio veneno?

  11. Hoje, o comentário de Ricardo Boechat, na Band News, foi deprimente. O cara quer fazer um torneio “Quem roubou mais”, dizendo que houve roubos na Petrobrás em todos os governos anteriores ao PT. Tá, seu comuna, e daí? Se houve roubos anteriores era só investigar os ladrões da ocasião. De mais a mais, o pior dos roubos é o que atenta contra erário associado à mordaça da imprensa que realmente informa. Isso é de uma covardia atroz. Ele pensa que quantos concorrentes ao Gramna vão restar na imprensa de uma nota só? Fanático.

  12. Hoje, Laura Capriglione decidiu que as manifestações estavam recheadas de neonazistas, que a PM preferia olhar e jornalistas foram agredidos. Veja onde esse povo chega: https://br.noticias.yahoo.com/blogs/laura-capriglione/quem-sao-os-bandidos-que-batem-em-jornalistas-enquanto-222941249.html

    Este é o trecho final do texto asqueroso:

    “No ato pelo impeachment da presidente Dilma, contudo, a polícia fez-se se de morta, enquanto rapazes com socos ingleses, canivetes e nunchakus (arma usada por praticantes de artes marciais) desfilavam impunemente, arrostando sua violência e arreganhando os dentes.

    Na hora em que essa gente matar alguém, que pelo menos o senador Aloysio e o comando da PM não digam que foram pegos de surpresa. Seu silêncio e inação são cúmplices.”

    Lembrando que quem já matou foram eles da esquerda.

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