Petistas desenham proposta golpista para tomar o Congresso através de “cotas para mulheres”

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De um lado, adultos maliciosos. De outro, criancinhas vulneráveis. A diferença de estratégia entre os bolivarianos e republicanos é tão gritante que é importante dedicarmos uma parte do tempo mais explicando os truques do que efetivamente falando das notícias.

Os petistas apresentaram agora mais uma proposta, querendo aprovar uma cota de “pelo menos 50% de mulheres” nas cadeiras do legislativo. Leia:

Projeto aprovado nesta quarta-feira (26) pela Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) busca corrigir a subrepresentação feminina nas Casas Legislativas do país, reservando um percentual mínimo de 50% das cadeiras para preenchimento por mulheres. O PLS 295/2011– Complementar, da senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR), alcança a Câmara dos Deputados, as assembleias estaduais, a Câmara Distrital do Distrito Federal e as câmaras de vereadores.

Para corrigir a desigualdade entres os sexos na representação parlamentar, hoje a legislação define uma reserva mínima de 30% para candidaturas femininas. A medida já vem sendo aplicada aos partidos há quase 20 anos, mas não trouxe os resultados esperados. As mulheres ainda ocupam menos de 10% dos assentos, embora representem mais de 52% do eleitorado nacional, segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral.

De acordo com Gleisi Hoffmann, dificilmente o equilíbrio político entre homens e mulheres será alcançado de forma natural. Por isso, ela defende a adoção de medida afirmativa no formato da reserva de cadeiras. A seu ver, a aprovação da proposta será um passo fundamental em direção “ao aperfeiçoamento da representação política feminina no Brasil”.

Na justificação, ela observa que nas eleições para a Câmara dos Deputados, em 2010, foram eleitas apenas 45 mulheres, o que representou menos de 9% da composição da Casa. Gleisi Hoffmann cita ainda que, numa escala decrescente de participação feminina em câmaras de deputados, em 2011 o Brasil ocupou a 108ª posição entre 188 países, conforme dados da instituição Inter-Parliamentary Union.

Relatório

A relatora, senadora Ângela Portela (PT-RR), opinou pela aprovação do projeto na forma de um texto substitutivo. Ela sugeriu o acréscimo da expressão “ao menos”, para evidenciar que a reserva será de pelo menos 50% das vagas. Além disso, simplificou as regras de arredondamento do cálculo, no caso de vaga fracionada. Em favor de mais uma vaga feminina, o valor da fração será sempre igualado a um inteiro.

Ângela Portela ressaltou a relevância do problema que motivou a apresentação do projeto. A seu ver, a participação feminina nos diferentes Legislativos é “irrisória” e deixa o País, na comparação internacional, atrás de países que não dispõem de regras de estímulo à participação de mulheres.

– Essa situação demonstra de maneira cabal o fracasso da política de reserva de candidaturas, em vigor há quase vinte anos entre nós –, destaca.

Ângela Portela, discorda da ideia de que a reserva de cadeiras para um ou para cada sexo possa afetar o princípio da soberania popular. A seu ver, a medida tem respaldo no princípio constitucional da igualdade perante a lei, principalmente entre homens e mulheres, no que tange a direitos e obrigações.

– Nessa perspectiva, para aproximar a sociedade da situação de igualdade normativa que a Constituição prevê, é legítimo o recurso a determinados mecanismos, mesmo que ao custo da relativização de outros princípios, igualmente relevantes –justificou.

A proposta passará pelo Plenário, para votação final. Se aprovada, seguirá para análise na Câmara dos Deputados.

Como sempre, os petistas se encontram na vanguarda do golpe de estado pela dissimulação.

Observem o absurdo da proposta: falar em “cotas” no Congresso significa violar o direito, de homens e mulheres, de terem o seu voto valorizado. Com isso, alguns votos passariam a valer mais que outros por critérios arbitrários e completamente desonestos.

Por exemplo, se há 30% de mulheres candidatas (até pela legislação), por que deveria existir 50% de mulheres na Câmara por imposição? Evidentemente, uma proposta assim já começa fedendo.

A iniciativa acoberta, porém, a verdadeira intenção do PT. É esta: por causa de movimentos feministas radicais, que jamais representaram as mulheres, o partido entende que será mais fácil aumentar o número de cadeiras no Congresso a partir da aprovação desta lei. É uma forma simples e fácil, desde que o povo não descubra o embuste.

Podemos inclusive fazer uma simulação de como seria o percentual de petistas e suas linhas auxiliares na Câmara caso a proposta já estivesse em vigor nessas eleições de 2014. Para fazer essa simulação é simples: usando os critérios já existentes, bastaria aplicar a regra, de forma simulada (como já disse), e ver qual seria a distribuição de cadeiras para o PT tanto na Câmara como no Senado. Eu aposto que, por causa dos truques de falsa representação, eles se dariam bem.

Falta representação significa a falsificação da representação de um grupo. Como exemplo, temos as feministas fingindo representar as mulheres (mas elas não representam), o movimento LGBT fingindo representar os gays (mas também não representam) e daí por diante. Esses falsos representantes, que começam a viver da política profissional, tendem a se aventurar na disputa de cargos. Logo, isso garantiria que sistemas de cotas no Parlamento (que não existem em nenhum país civilizado do mundo) ajudassem o partido.

Daí é a gororoba de sempre: ao fingir “lutar contra as minorias”, o PT teria uma legislação que os beneficiasse.

Acho difícil que a proposta passe, mas, como ninguém está olhando para todas as tentativas do PT em implementar seu totalitarismo chavista, o risco ainda existe.

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7 COMMENTS

  1. Na Galáxia de Andrômeda havia uma “política” tão competente no seu trabalho que nomeou um abusador para cuidar da pasta dos menores de idade. Esta “política”, tão competente e honesta que é, pertence a um partido que fabricou o maior escândalo/roubo de corrupção do Universo Multidimensional, mas claro, aquele velho ditado: “diga-me com quem andas e te direi quem tú és” não vale nada na 4ª dimensão, não é!?. E para finalizar, a competente “política” pensa que sabe mais que a mulher mais poderosa do século XX, que aliás, chegou onde chegou por seus próprios méritos:

    http://omarxismocultural.blogspot.com.br/2012/01/porque-e-que-as-feministas-odeiam.html

    Com todo esse currículo é claro que ela tem toda a “moral” para emplacar uma super reestruturação do Congresso de Andrômeda. Só mesmo em outra dimensão uma pessoa desmoralizada pode impor uma lei “moralizante”.

  2. Gleisi Hoffmann, essa política é de confiança. Pode levar fé – se ela falou que é bom, então com certeza é porque vai trazer avanços pro nosso país.

    Opa, só que não.

    É por essa e outras que eu sempre fico com a clara sensação de que o mundo como um todo está ficando cada vez mais esquerdista. O PT ultimamente anda frenético, hein: é uma bomba atrás da outra, não dá tempo nem de organizar os pensamentos.

    Se forem fazer cota pra políticas mulheres, têm que começar a criar outros tipos de cota também: para políticos negros, LGBTs, índios, e por aí vai. Essa ideia é absurda. Se eu sou negro, mas votei num político branco, é porque eu quero que ele seja eleito. Mas não pro PT: ele vai lá e força a entrada de um político negro por cotas, para “representar” um grupo, mesmo que na verdade este grupo nem quisesse que ele estivesse ali. Ora, se o povo quer tanto assim que tenham mais mulheres no Congresso, basta votar em candidatas mulheres. Mas esquerdistas sempre adotam a mesma tática: se você não ganha usando as regras do jogo ou por mérito próprio, então está na hora de começar a trapacear e usar a força. E se eles estão fazendo isso, é porque com certeza já sabem que a quantidade de vagas ocupadas por partidos esquerdistas irá aumentar com essa manobra.

    Eu também sou a favor de cotas, mas um tipo de cota totalmente diferente: que tal se, no mínimo, 100% dos ladrões do PT que desviam dinheiro público, como a própria Gleisi (que já desviou R$ 1 milhão), tenham vaga garantida na cadeia?

  3. Se o Brasil tiver como vitrine essas aí ,a coisa fede!Uma gosta de relaxar e gozar,outra de um milhão de estatal e a outra…gostam mesmo é de aparecer!vão trabalhar!Criem vergonha!O Brasil tá cheio dessas cotas,chega de minorias!Se não tem muitas mulheres aí,porque são poucas as candidatas.Talvez as que não participam tem vergonha na cara,não querem se misturar.Recebem tanto pra isso?Coitado é de quem vota e as tem como representantes!

  4. Cota pra Papuda,também vai ter???Lista de políticos do petrolão tá chegando!Estou doida pra ver os agraciados!Claro que é tudo mentira,como sempre ninguém viu nada!É o bloco do NINGUÉM VIU!!!!KKK!!!

  5. E eles se dizem democratas e contra a tirania.Se as mulheres,que são 50% do eleitorado não elegem 50% das parlamentares esta é a sua vontade.Tenho raiva do cinismo dessa gente. Uns trinta anos atrás,aqui na minha cidade,tinha um candidato à vereador negro,que foi eleito,naquela época foi o primeiro vereador negro da cidade,se não me engano,sou negro e não votei nele,ele era da ARENA e eu só votava em candidatos do MDB.Pela lógica do petismo eu deveria votar nele só pela cor. Será que o PT acha que todos os brasileiros são imbecis?

  6. Amanhã, terá petistas LGBT vão querer 40% de gays, petistas héteros 99% de héteros.

    Católicos petistas vão querer no mínimo 70% e petistas evangélicos também 70%, outros petistas irão querer 20% de pessoas com mais de 80 anos já que a população está envelhecendo e outros petistas irão querer 40% de adolescentes no senado

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