Será que precisamos nos unir? Ou nos dividir? E o que precisamos aprender com Gramsci?

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Sobre o desânimo visto nas manifestações de 29/11, obviamente alguns já encontraram os culpados. Eles são, quem diria, nós, que discordamos do tom das manifestações do Revoltados On Line. Um deles disse algo similar ao seguinte no Facebook:

Parabéns a vocês que conseguiram criar divisões e tacharam de inimigos os próprios aliados. Vocês começaram a criar encrencas e divisões a troco de rigorosamente nada. Infelizmente a tendência é o movimento perder força.

Algumas pessoas cometem o erro gravíssimo de focar na simbologia de palavras, em vez de focar na simbologia de objetivos, valores e princípios. Por exemplo, é incrível o número de indivíduos achando que a proposição de “divisão” (entre adversários do PT) é suficiente para a condenação moral deste proponente. O problema é que não podemos construir princípios e nem valores apenas por palavras. Não há uma palavra sozinha que por si só sustente qualquer princípio moral. É preciso, no mínimo, de contextualização.

Voltemos aos anos 20, na Itália, quando Antonio Gramsci propôs uma ruptura radical de como pensar o socialismo. No primeiro grupo, ficaram os fatalistas, que achavam que mais dia, menos dia o socialismo ocorreria, a partir do colapso do capitalismo. Gramsci, ao contrário, achava que os pragmáticos deveriam entender que o socialismo ocorreria, mas somente a partir de ações práticas avaliadas em resultados tangíveis. Foi um rebuliço só na época. Gramsci chegou a ser odiado por boa parte dos socialistas.

Difícil imaginar uma divisão tão radical entre socialistas (ambos com o mesmo objetivo final, mas com visões completamente opostas de como chegar lá) como essa. E qual socialista atualmente renega o divisionismo interno proposto por Gramsci? Acho difícil encontrar algum socialista moderno que não seja grato às estratégias gramscianas. Era o fim de uma era de expectativas fatalistas, substituídas por uma era de conquista de resultados.  Em síntese, o pragmatismo político para a extrema-esquerda.

Agora volte para a atualidade e tente imaginá-la um pouco diferente no Brasil. Imagine que o PT não estivesse no poder e com a mídia contra eles (algo que nunca aconteceu). Será que, a partir do gramscismo inerente ao partido, eles iriam fazer manifestações que facilitassem a vida de seus opositores? Será que iriam defender os símbolos da “luta armada” ao invés de usar expressões como “luta por democracia”? Pois bem, basta analisar como tem surgido os resultados pelo PT, há 12 anos no poder (e tendo mais quatro garantidos pela frente, se não ocorrer um impeachment), para notar como eles tratariam os “queimadores de filme” em suas manifestações. Com certeza, estes sairiam chutados de lá.

Por que o PT agiria desta forma? Por que a partir de Gramsci, há uma verdade para toda a extrema-esquerda: ela se divide, sempre, entre aquela que gera e a que não gera resultados práticos. Até estes últimos podem servir como contraponto do que o PT jamais vai defender em público. Eles só servem como caricatura.

Está na hora de fazermos o mesmo em relação aos republicanos, e, em uma escala menor, à direita (sendo que considero que republicanos podem abranger direitistas, centristas e moderados de esquerda).

Quando alguém fala que “não podemos nos dividir”, significa que não entendeu o ponto principal. O que mais precisamos é nos dividir, desde que um dos lados entenda o ponto chave que marca a divisão: o pragmatismo político.

Em política, usamos os meios à nossa disposição em prol de objetivos. Se esses meios são utilizados para prejudicar a luta em prol desses objetivos, é preciso separar os grupos entre aqueles que favorecem e os que prejudicam a luta. É por isso que a expressão “divisão” não pode ser rejeitada a priori apenas pelo “frame” aparentemente negativo da expressão. A divisão entre os que buscam resultados efetivos e os que buscam manias, ou mesmo o massageamento de seus egos, deve ser clara para que o primeiro grupo consiga obter de fato mais resultados.

É por isso que digo que nada é mais importante no momento para a direita do que uma divisão radical entre aqueles dispostos a aprender a guerra política e a buscar resultados de maneira pragmática, sem purismos contraproducentes, e aqueles que não fazem concessões, buscam metas irrealizáveis e demandas baseadas em ideias fixas. Mesmo que possamos ter o mesmo objetivo final, os não-pragmáticos sempre vão prejudicar a ação dos pragmáticos.

Um pragmático, por exemplo, buscaria fazer propostas o mais inclusivas possíveis, para que suas manifestações falem ao coração da maioria do povo brasileiro. Os não-pragmáticos entendem que todos devem se juntar, mesmo aqueles que pedem intervenção militar, anulação de eleições e até gritam contra nordestinos. Os não-pragmáticos terminam criando situações onde os pragmáticos terão que gastar a maior parte de seu tempo se justificando da propaganda negativa causada pelo primeiro grupo.

Aqui cabe um interlúdio: observe que os não-pragmáticos querem “incluir todo mundo”, mesmo aqueles defendendo demandas que nos isolarão da maioria da população. Os pragmáticos querem manifestações distante dos não-pragmáticos, pois os primeiros querem que suas propostas sejam mais inclusivas, focadas em resultados e menos vulneráveis aos ataques da oposição. Esse tipo de divisão dentro da direita, e, por outra perspectiva, dentro dos republicanos, é mais do que urgente.

O não-pragmático sempre estará prestes a destruir quaisquer resultados dos pragmáticos. Não tanto por intenção, mas pela obsessão contínua pelo próprio ego, sempre em detrimento da estratégia.

Essa é a principal lição que Gramsci ensinou à extrema-esquerda e que, 50 ou 60 anos depois, deve ser compreendida também por nós. A divisão entre os pragmáticos e não-pragmáticos não é apenas uma opção, mas um imperativo estratégico para a verdadeira conquista de resultados.

E como definimos um pragmático e um não-pragmático? Aí é simples demais: basta observar as demandas proferidas. Os pragmáticos sempre estarão focados em resultados práticos, factíveis e dificilmente se colocam em posição facilmente atacável pelo oponente. Eles estão olhando sempre para grandes parcelas do eleitorado. Propostas como liberdade de imprensa, agilidade nas investigações e coisas do tipo não são vulneráveis e geram resultado político positivo claro. Os não-pragmáticos, por sua vez, tendem a olhar para alguns ideais, mas não tanto para resultados possíveis. Por isso, pedem coisas como anulação de eleições. Eles são muito facilmente rotulados de forma negativa pelos donos do poder e, é claro, trazem graves prejuízos para qualquer um lutando contra o status quo.

Para o não-pragmático, é fácil falar em “união de todos”, pois iniciativas sujando a imagem de toda a luta não é algo preocupante para ele. O não-pragmático sempre diz “ah, a extrema-esquerda já vai falar mal de nós mesmo, então que diferença faz?”. O pragmático já pensa: “qual o motivo para facilitarmos a vida da extrema-esquerda?”. Um pragmático tem mais capacidade de entender o valor da divisão interna do que o não-pragmático. O fato é que já passou da hora de sermos um pouco mais gramscianos.

Me perguntam qual o diferencial do PT. Eu costumo dizer que é a extrema habilidade que eles possuem em entender a realidade. Antonio Gramsci é uma influência principal para esse tipo de atitude. Eles entendem facilmente o que funciona e o que não funciona, que passos devem ser dados e quais não devem. É este tipo de percepção de realidade a ser adotado cada vez mais por nós.

Só conseguiremos agir assim se dividirmos a direita em dois blocos: o que conseguem entregar resultados e os que não conseguem. A parte da direita (e dos republicanos) que adotar o pragmatismo como forma de ver o mundo irá finalmente conseguir resultados e fazer a extrema-esquerda se preocupar.

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39 COMMENTS

  1. Luciano, segue um vídeo do padre Paulo Ricardo que achei interessante:

    http://www.youtube.com/watch?v=dtSgdOhkSsE

    É vídeo direcionado a católicos e o padre fala para católicos (faz parte da seção Parresía do site dele, que é volta a aconselhar católicos) e, como tal, vai ter conceitos e explicações adequadas a quem for de tal fé, podendo divergir do que pensam adeptos de outras fés ou ateus, mas ainda assim o importante é analisar o conceito principal que está sendo passado: o jogo de linguagem que tanto conhecemos e que é feito por marxistas-humanistas-neoateístas para fazer passar conceitos do marxismo-humanismo-neoateísmo como coisas nobres ou mesmo cristãs.
    Sendo o padre alguém que tem de falar todo dia com gente com os mais diversos graus de esclarecimento e, portanto, tendo de usar linguagem bem clara e acessível, que se note a maestria com que ele usa conceitos simples para que as pessoas entendam coisas complexas. Gostei do exemplo que ele dá sobre o veneno não ser veneno se usarmos de relativismo e de MHNs chamarem de opressão o que simplesmente é a pura lógica das coisas para que as pessoas sintam-se oprimidas, ajam ilogicamente e aufiram ganhos para os tais ideologizados sem notar que foram feitos de inocentes úteis. Também achei preciosa a fala dele mostrando que nenhum regime matou mais homossexuais na história de nossa espécie do que os da foice e do martelo, dando exemplos bem práticos como os do paredón e campos de concentração. Que também se note o quanto que ele fala claramente sobre o que regimes MHNs fazem com os “oprimidos” que eles dizem defender quando os governantes de tal espectro atingem um grau de poder que lhes permite prescindir de inocentes úteis.

    Um homossexual que assistisse a esse vídeo inteiro poderia se perguntar se não está sendo enganado pelos MHNs e se os mesmos não estão fazendo a clássica estratégia do traficante de dar gratuitamente algo muito viciante (uma vez que o MHN é um pensamento que gera vício mental) para depois abusar do cliente conquistado e fazê-lo se submeter a trabalhos hercúleos e situações vexatórias para ver se consegue mais do que é viciante (aqui entendendo-se como a dependência estatal excessiva, sem porta de saída e que mantém alguém escravizado). Aliás, por vezes analiso certas semelhanças entre MHN e THC, MDMA e outros entorpecentes: induzem o cara a brigar com a família e os amigos, agir de maneira tresloucada e degradante pensando fazer algo bom e correto, juntar-se com outros que sejam tão viciados quanto ele e criar um ambiente que expulsa pessoas que não sejam viciadas, achar que seu mundo melhora quando na realidade se afunda, ter comportamentos ruins mas que apresentam alto grau de previsibilidade e outros tantos paralelos.

  2. Luciano, volto com a minha ideia que já coloquei aqui algum tempo atrás em usar a tática de criar falsos movimentos com nomes esquerdistas (mais claramente contra a esquerda) para enganar a cambada estatólatra.

    O objetivo é criar nomes para confundir os esquerdistas e ganhar terreno. Nomes como:

    Movimento Popular pelo Agronegócio;

    Movimento Social Pelos Empresários do Campo e da Cidade;

    Movimento Popular Empresarial;

    Movimento do Povo Contra a Ideologização da Educação;

    Movimento do Povo Contra o Controle da Mídia;

    É fácil criar esses nomes e esquerdistas adoram nomes de efeito.

    • Pensava exatamente isso hoje pela manha.
      Outros nomes:
      – Movimento popular pela liberdade
      – Movimento popular pelos direitos naturais
      – Movimento popular pró-propriedade
      – Movimento popular pela vida
      – Conselho popular das igrejas [insira o nome de uma igreja cristã aqui]
      – Movimento popular contra censura de opinião
      – Movimento popular pela conservação das bases democráticas

  3. Luciano, gostei do texto e da ideia pragmática que ele traz como tática de resultado ao meu ver de ganhos até rápidos. Mas desejo lembra-te de detalhes, perdoe a minha ignorância, porém veja que a esquerda sempre foi organizada, seja no grupo Fabiano ou Escola de Frankfurt, grupos de estudantes socialistas que se reunem mas tem líderes etc. Na direita não há esta organização, não há movimentos ou grupos organizados seja nos conservadores ou liberais e nem temos nomes e nem pessoa(s) alguma que exerça liderança pra cada grupo ou una a ambos em pró de resultados práticos. No meu modesto entender vendo essa situação, meu conselho seria pra cada pessoa individualmente que concorda com tuas ótimas dicas se associem com outros que também sejam pragmáticos e republicanos. Que descubram mais pessoas, que se ache ou criem páginas pra exercer ações, organizem manifestações por meio desta (s) página(s) ou outros blogs usando tuas ideias baseadas na guerra política, compartilhem ideias práticas de guerra política uns com os outros, que apareça liderança com habilidade na guerra política e se for possível que tenhamos bons líderes e que bons nomes surjam. Bem, em essência o que quis focar é que a esquerda sempre foi e é organizada com líderes e resoluções de ações, na direita não vejo isso e nem algo incipiente.

  4. corrigindo…

    Seu texto é maravilhoso.

    Uma pena que os “não-pragmáticos” não abram mão de suas bandeiras pelo bem comum dos republicanos. Luciano, você tem razão, unidade só com bandeiras realizáveis, que sejam aceitas dentro do jogo político contemporâneo. Eu imaginei pudesse haver união, mas se os “não-pragmáticos” não cedem, então é urgentemente necessária uma divisão.

    Se eles cedessem, o movimento cresceria. Eu mesmo, logo após as eleições, digamos, “perdi a fé nas instituições democráticas” e passei a me questionar sobre a possibilidade intervencionista, mas depois, lendo seus posts, percebi que há certas bandeiras que são verdadeiros “suicídios políticos”, que causam mais dano do que benefícios.

    Eu só abraçaria uma bandeira “não-pragmática” para defender um princípio cristão (a minha posição contrária a legalização do aborto é inegociável), por exemplo. Mas em relação a qualquer outra bandeira que não seja dogmática, eu cederia em algum ponto para obtenção de uma vitória política pontual, portanto, acho que sou 75% pragmático.

  5. Bom, acho que no momento parte da direita é não-pragmática, porém não se pode confundir a ênfase em objetivos diferentes com falta de pragmatismo. Por exemplo, se parte da direita fizesse manifestação, não tão interessada em uma política específica para ser implementada em um prazo relativamente curto de tempo, mas se preocupasse com criar uma imagem ou com chamar atenção para um problema, não faria muito sentido criticá-la por não obter resultados imediatos. Podemos tomar como exemplo, as alas que são consideradas mais extremistas do PT e da esquerda, ignorando os métodos que empregam violência, black blocs etc, boa parte das pautas destas alas são de um prazo mais longo e mais ideológicas, como a defesa do desarmamento, fim da propriedade privada etc. Eles estão construindo o caminho para que estas pautas tenham sucesso no futuro, mas o que eles conseguem, principalmente, é que mais gente se torne mais esquerdista. Com uma posição mais extremada(em objetivos), mais gente acha razoável ser um pouco mais de esquerda, e assim eles estão na ponta e vão puxando o ‘cabo-de-guerra’ ideológico para a esquerda. Também ajuda a criar militantes, pois quanto mais gente de esquerda e quanto mais esquerdista, mais vai ter gente disposta a ajudar a esquerda sem cobrar tanto ou de graça. O principal desafio deles é criar a impressão de que é razoável e bem justificado defender uma posição mais a esquerda, e este é um desafio tanto aos seus objetivos quanto aos seus métodos.

  6. Well… Luciano, sem muitas delongas… a verdade é que não há movimento que resista a tantos diz q diz… As pessoas comuns (eu incluso), já estão atônitas com tantas alterações de rumos e no fundo, nenhum efetivo. Falta coesão e união sim! Não há movimento que se sustente sem uma agenda clara e coesa. Falta liderança política que propicie a unidade do movimento que atue com afinco e perseverança. Talvez nem seja o momento agora para essa mobilização, penso que agiu-se pelo calor das eleições e suas falcatruas, compreensível… mas o movimento efetivo será quando as apurações da maioria das denúncias tiverem em fase de conclusão, aí a coisa vai pegar quando for para o STF aparelhado, e aí será a hora da pressão popular atuar em cima do congresso e do pp STF para agirem com isenções. E ainda assim precisaremos de lideranças efetivas para conduzir o movimento, senão… necas de pitibiriba.

  7. Prezado,
    Ate onde vai a capacidade de uma pessoa em se tornar (quase) aquilo que combate sem perder de vista seu objetivo primeiro ou a própria identidade?
    Como saber se este pragmatismo não vai acabar por consumir a alma dos anti esquerdismo e assim tornando-se eles os revolucionários de amanha?
    Entendo o seu ponto de vista, mas acho que um precisa do outro NECESSARIAMENTE, pois pragmáticos conseguem as coisas na pratica e os não pragmáticos lembram os pragmáticos de quem são e quem precisam querer se manter sendo.

      • Analisando melhor Luciano, eu tô achando que o meu nivel de pragmatismo é menor do que eu imaginava. Em vez de 75%, na verdade ele deve ser de no maximo 35%. Quer ver um exemplo: eu não suporto o esquerdiamo PSDBista, quando eu declaro qualquer coisa em favor deles é como se fosse uma tortura pra mim. É uma repulsa natural. É “forçar a barra”. Já me esforcei pra ver os pontos positivos do PSDB, mas eu não me sinto bem, pois lá no fundo eu sou radicalmente contra o socialismo fabiano.

      • Talvez diferente de Thiago, eu sempre via com bons olhos os militantes com logo do Bolsonaro, era um sinal claro de aliado contra o comunismo. Ao ver parte da militância atacar com mentiras grosseiras e exageradas o MBL, e, até aplaudir e dar foco para um mentiroso que não se restringiu em atacar Kim, mas passou a atacar outros grupos(Revoltados Online, VPR, MBL…), tenho me controlar para não sair do pragmatismo, talvez que já saí na questão. Mas penso que devemos atacar esse comportamento, pois é uma das maneiras para que os melhores seguidores de Bolsonaro não passarem a ser “bolsovômitos”.

  8. Luciano, achei esse um dos melhores textos seus este ano, e olha que sou um fã de seus textos.

    Você sintetizou de maneira maravilhosa o que REALMENTE deve ser feito. Acho gozado como “direitistas” adoram sair por dizendo frases prontas de como “gramsi ” for terrivel. Mas não param para pensar no mais óbvio: ele foi eficiente. Como podemos aplicar seus ensinamentos, tão eficazes, do nosso lado?

    No meu caso eu sou totalmente pragmatico. Tenho um amigo anarco-capitalista, conversamos muito e concordamos muitissimas coisas. E acho muito válido esse tipo pensamento como um “norte moral”, uma “utopia”. Mas não é nada pragmático.

  9. Boa Ayan,

    É exatamente o que o movimento precisa entender, pulverizar, assim como a esquerda, os liberais e conservadores tem um mesmo ideal, mas causas diferentes.

    O ideal é: Estado mínimo, propriedade privada, e cada individuo senhor dos seus atos!

    As causas são várias, desde aborto, liberação das drogas, liberação dos jogos de azar, policia militar ou civil, estado laico ou teológico, idade mínima penal, etc. etc.

    Hoje não tem o por que, das manifestações ocorrerem juntas. Quando e se for o momento os movimentos que são contra o PT se aliam para um ÚNICO objetivo: – Tirar o PT do poder.

    Do mais podem viver separados!

    Uma coisa que as esquerdas fazem, e eu não vejo o pessoal ainda fazer, é marcar discussões públicas. Tipo ao invés de marcar manifestação marca-se um sarau, uma conversa pública. Exemlo: Dia tal no parque Ibirapuera a tal hora, o movimento “x” abre discussão pública a todos os interessados sobre o decreto 8243. E por ai vai. Ai no dia os representantes discutem, abrem pautas, fazem panfletagem, etc. etc.

    Não precisa se manifestar, andar pela cidade toda hora, pode-se e deve fazer isso também!

    Pode fazer isso no ambiente virtual também, seu site poderia ter um forum, criar um grupo no Whatsup, ou sei lá Facebook, Orkut…, VAMOS SE ORGANIZAR GENTE!!!

  10. Luciano, concordo com suas preocupações e com a analogia que você fez entre os marxistas. Tenho dificuldade em entender como as metas mencionadas pelo senhor – liberdade de imprensa, agilidade nas investigações e coisas do tipo não são vulneráveis e geram resultado político positivo claro – poderiam ser exequíveis. Penso que elas são muito vagas e abstratas e não interferem diretamente na vida da maioria das pessoas, que são realmente aqueles que precisam ser conquistados. Nesse sentido, Olavo de Carvalho apontou, ao meu sentir corretamente, que os protestos devem atacar condutas concretas de pessoas. Assim, entendo que as críticas devem se concentrar na Dilma, como a principal responsável pelo desastre que o País vive. Devemos convencer as pessoas que a gestão moribunda da presidente causou o aumento do preços da gasolina, da energia elétrica e de toda a cadeia produtiva – preço da passagem. Eu entendo que o foco deve ser a Dilma, porque ela não tem credibilidade, tampouco consegue responder às severas críticas que sofre com inteligência. Precisamos pegar todos os seus discursos e mostrar ao público como ela é inepta para ser presidente da república. A desconstrução e ridicularização da presidente realizada na internet tem funcionado. Também acho que as manifestações devem ter uma pausa, porque não dá para o povo ir 2x por mês. Entendo que ocupar as ruas é fundamental para manter a agenda política negativa sobre o PT, até para facilitar e incentivar os parlamentares a serem mais enérgicos contra a Dilma, já que estes temem perder o cargo. Ademais, precisamos de formar uma mídia independente e construir uma organização política e cultural como o Tea party.

  11. Texto muito interessante, mas discordo das conclusões. Abrir mão dos ideais em troca dos resultados nos tornaria apenas Gramscianos de direita. Não é porque a estratégia de um canalha está dando certo em um país corrupto que devêmos enaltecê-la e aceitá-la. A destruição moral do Gramscianismo é muito mais importante do que tirar o PT do Governo Federal.

    • Fabiano,

      O gramscianismo original é condenável. Mas o método de ocupação de espaços do gramscismo é elogiável.

      Não confunda os métodos de um criminoso, com o contexto em que esses métodos estão sendo utilizados.

      Abs,

      LH

  12. Vale lembrar que partidos como PSOL, PCO e PSTU, que servem como base institucional e legal para boa parte dos movimentos revolucionários no Brasil, surgiram DENTRO do PT. São organizações pequenas e com pouco respaldo nas urnas, mas fazem um barulho gigantesco através de sindicatos, ONGs, diretórios estudantis, etc. As manifestações de junho de 2013 são a maior evidência disso.
    O PT, por ter uma certa obrigação, pelo menos formal, de seguir a democracia e demonstrar respeito institucional, simplesmente NÃO PODE impor certas bandeiras. Eles precisam de um verniz que disfarce o verdadeiro cérebro por trás das táticas de agitação e engenharia social. E é exatamente para isso que servem os partidecos citados.
    Se o petismo não tivesse se dividido e fragmentado, a esquerda hoje seria infinitamente mais fraca, pelo simples fato de que o PT não poderia defender com tanta assertividade certas ideias claramente impopulares, mas necessárias ao upgrade do movimento (reforma agrária e urbana, ideologia de gênero, feminismo, legalização das drogas, etc.). Essas propostas ficam a cargo dos partidos menores, surgidos DENTRO do petismo e que, na prática, funcionam como sua linha auxiliar.
    Vale lembrar, também, que na época do Regime Militar a esquerda se dividiu entre os defensores da luta armada, geralmente leninistas e maoístas, e os que preferiram tomar a cultura e o ensino, majoritariamente gramscistas e frankfurtianos. Sem essa simbiose, sem essa dialética, dificilmente haveria uma esquerda organizada no Brasil.

    Enfim… espero ter argumentado o suficiente para reforçar o ponto do artigo: a divisão, no atual momento, é não só essencial, mas OBRIGATÓRIA. É incrível que na direita ainda haja pessoas que não perceberam isso.

  13. Luciano.

    Você já pensou em escrever um livro sobre estratégia política ? Seria importante condensar seus conhecimentos nessa modalidade. Seu blog ajuda muito, mas um livro serviria como um manual prático direcionado à direita brasileira.

      • Luciano (minha opinião, pode discordar) mas imagino que além de sua grande contribuição publicando um livro sobre estratégia política e esquerdismo, imagino que uma contribuição inigualável que você poderia fornecer seria um livro todo dedicado ao seguinte tema: “O que a direita tem a aprender com Gramsi”.
        Ele revolucionou a esquerda, talvés mais que Marks que era fatalista. Ao mesmo tempo que a história mostra que Marks errou, ela também mostra que Gramsi estava correto em muita coisa. Porém suas estrategias podem muito bem ser adaptadas em um “modo reverso” e dessa vez com garantia empírica de sucesso.

  14. A facilidade dos psicoPaTas demonstrar entendimento da sociedade e manipularem é porque não são influenciados pelas emoções e, especialmente, pelo juízo de valores, os quais assombram todas as pessoas decentes. Obviamente, para os safados é muito mais fácil mancomunarem-se a fim de destruir ou anular a grande maioria… Os psicopatas, 2 % da população, são a raiz de todo mal: manipulam as pessoas decentes jogando-as umas contra as outras assumindo, eles, os malvados dissimulados, a liderança. Por isto estamos afundando em trevas. Por isto, apesar da tecnologia, não temos segurança para andar nas ruas e nem mesmo dentro de casa, onde somos assaltados; por isto não temos saúde pública; por isto desmancharam a educação e demais instituições; por isto não há mobilidade. Os psicopatas criam essa degradação porque a irritação, desespero e o medo facilitam o seu domínio.
    Quem possui essa mutação genética psicopata não realiza “juízo de valor”, isto é, ponderar sobre o mal causado por sua conduta: embora finja se importar com os outros, faz isso para manipular. Nesses indivíduos, a zona cerebral responsável pela nobre atividade ética é inativa!
    O juízo de valor é – metaforicamente – um antivírus impedindo de fazer ações (até de pensar) naquilo possa gerar mal aos outros.
    Dissimulados, especializam-se em fingir juízo de valor; contudo, é pura encenação usando o raciocínio lógico para enganar os psicopatetas, pessoas bem intencionadas direcionadas para anular os decentes.

    Por que o psicopata não se importa com o bem estar geral?
    Facilmente identificando-se uns aos outros, os psicopatas consideram-nos, eu e você, seres inferiores! Repito: para eles, somos inferiores!
    Por isso pouco se importam em quantos de nós iremos morrer: para eles, morrermos de doenças curáveis, em violências desnecessárias, de fome e sede, etc, é “normal”. Para eles, somos como o gado, para sermos usados e podendo sermos assassinados. Tudo pode ser feito desde que lhes garanta o poder.

    Por que o psicopata parece tão inteligente?
    Parece mais inteligente porque não faz o juízo de valor; assim, responde mais rapidamente: enquanto as pessoas decentes estão processando o juízo de valor, o psicopata já respondeu…
    Para entender isso, use dois computadores absolutamente iguais, com mesmos hardware e software. Instale o antivírus (juízo de valor) em um e o outro parecerá mais rápido quando, na verdade, não o é. Apenas realiza todas as operações sem segurança alguma. Obviamente, produzirá resultados catastróficos: resultará em perdas fatais. No caso do micro, perdemos toda a memória, todos os dados gravados: perdas fatais! Como resulta desse domínio psicopata!

    Como os psicopatas aumentaram de 1% para 2% na população?
    Começando a perceber a dominação da sociedade pelos malvados, entre outras informações difundidas, nos anos noventa publicamos http://www.padilla.adv.br/etica/psico/
    Combatíamos a corrupção abertamente e os psicopatas perceberam o perigo de, ao conjugar e difundir boas informações, revelar suas táticas insidiosas. Rapidamente, manipularam os psicopatetas de plantão, promovendo um degradante processo de assédio moral, infâmia e bullying anulando-me por quase uma década!
    A partir de 2006, desenvolvendo o estudo transdisciplinar conjugando as ciências humanas às sociais, aprendemos a identificar e a lidar com esses safados.
    Hoje, sabe-se serem 2%, média geral, os portadores da personalidade do mal: a mutação genética desencadeante da psicopatia acontece em 1% das mulheres e em 3% dos homens!
    A incidência da mutação não mudou nas últimas décadas. Então, por que, até os anos oitenta, pensava-se ser a metade?
    Porque metade dos portadores dessa mutação comportavam-se de forma normal. Durante o desenvolvimento de sua personalidade, as crianças ESCOLHIAM serem do bem: inspirados no exemplo paterno e de outros entes significativos, racionalmente incorporavam seus modelos às crenças e valores.
    Contudo, ocorreu uma degradação planejada: usando uma mídia psicopateta, provocou a inversão de valores a partir dos anos sessenta em nível global.
    No Brasil, acentua-se nos anos setenta, usando personagens carismáticos como os “craques” da seleção tricampeã de futebol da Copa da 1970, promovendo a “normalização” do comportamento indecente, injusto, imoral sob pretexto “levar vantagem em tudo, céeeerrto?”.
    O exemplo não é a melhor forma de ensinar, é a única!
    Instalaram a “acultura da superficialidade egocêntrica”. Fragilizaram as instituições. A Justiça é, em muitos casos, mera encenação, permitindo aos psicopatas implantarem a corrupção: no meio de uma avalanche de decisões superficiais, não raro estultas, a sentença comprada passa desapercebida: http://padilla-luiz.blogspot.com.br/2013/07/acultura-superficialidade-encenacao.html
    A degradação moral reduziu os bons exemplos e a psicopatia passou a aflorar plenamente camuflando-se no meio da psicopatetice geral: acham “normal” fazer o mal porque essa é a mensagem passada pela mídia: os maus levam vantagem e, mesmo sendo flagrados, há impunidade!
    Ajuda a entender como os psicopatas dominaram a sociedade a infâmia revelada em http://sindiplam.blogspot.com.br/2013/03/lutas-e-artes-marciais-tripartem-o-foco.html

    Os psicoPaTas tomaram conta do PT e, usando outras organizações e até partidos satélites, criminosamente estão tomando conta do país. Já roubaram bilhões usando o fato das pessoas decentes terem emoções e opiniões e, facilmente, serem divididas a partir das diferentes opiniões. As pessoas corruptas, eles compram. Nós, os “babacas”, eles anulam jogando-nos uns contra os outros.
    Quem, do grupo fundador, ficou no PT?
    Os sindicalistas! Igual ao antigo PTB pré-1964: controlado por pelegos, todos aboletados nos ministérios, nas diretorias e nos conselhos das estatais, sempre nas proximidades do presidente da República. Recebem polpudos salários, diárias e muitas vantagens. Mantém relações corruptas com o empresariado cavando benefícios para si e para os seus comparsas. Aliando-se ao coronelismo mais arcaico, o PT enraizou-se na administração pública federal, dos estados e municípios: a pelegada!
    PT está consolidando uma ditadura: O PT se desnuda: quer ditadura perfeita
    https://www.facebook.com/video.php?v=778182658894494&set=vb.499440456768717&type=2&theater

    • Os seus argumentos são interessantes, mas há um detalhe. Eles não podem justificar a inação da oposição em relação ao PT. Na verdade, psicopatas também apresentam padrões, e possuem impulsos, e podem ser compreendidos. Não fosse assim, muitos psicopatas espertos não teriam sido presos. Logo, é possível que o ser humano consiga reagir ao psicopata.
      O afundamento nosso nas trevas não é por causa dos psicopatas, mas da omissão dos bons em relação aos psicopatas, e esta é a “filosofia” deste blog. No dia em que nós assumirmos nossa responsabilidade de verdade neste conflito, os psicopatas do lado de lá terão suas opções limitadas.

      • Segundo Lobaczewski, que estudou o processo de ponerização em seu país, com o tempo, as pessoas perceberão que os dirigentes, portadores da psicopatia, não agem de forma normal, e como isso vão criando resistências.

        Pelo que ficou demonstrado nas últimas eleições, os brasileiros normais estão caindo na real, percebendo quem são realmente as pessoas que comandam o país.

        Falta agora, como você disse, assumirmos nossa responsabilidade. E segundo Olavo de Carvalho, isolá-los da vida pública.

        Vamos conseguir, para o bem da democracia.

      • ‘Os psicopatas do lado de lá terão opções limitadas’, ai, ai, ai… fazer o que, eles estão por aí. Por isso que não gosto de idolatração sobre um político, intelectual… num lado ou num outro, na minha visão representam perigo.

  15. Perfeitas as considerações do post e destaco esta frase:

    “Me perguntam qual o diferencial do PT. Eu costumo dizer que é a extrema habilidade que eles possuem em entender a realidade.”

  16. Quem participou de todos as manifestações,foi fácil observar que não existe direita, nem centro direita e nem esquerda nos movimentos, o que existe é um sentimento anti-pt, anti-governo e anti-partidos aliados, por tudo de mal que estão fazendo ao país.
    O povo saiu à rua revoltado pelo loteamento e a corrupção sistemica nas empresas, instituições financeiras e orgaos públicos, contra o comando dos poderes da república pelo executivo, contra a urna eletrônica, contra o avanço do comunismo no país e os projetos de lei que o promovem, contra a falta de administração no país, contra o aparelhamento do Estado, contra o uso da máquina pública nas eleições, contra a situação economica provocada pelo governo, contra as mentiras, enfim, este estado de coisas levou o povo a protestar.
    Não vi ninguém nas ruas protestando por politica ou partidos, todos protestavam pelo Brasil. O povo que foi as ruas não estava lá em função de uma agenda pre-estabelecido politico-filosofica feita por quem quer que seja, eram todos independentes e movidos pelo mesmo sentimento de luta pelo país. E o coro que se ouvia era “fora PT”, “impeachment”, “fraude nas urnas”, “corrupção”, “fora comunismo”, “intervenção militar”.
    Pois bem, não houve apoio da midia na divulgação da manifestação, mas houve sim a tentativa de colar no movimento a pecha de golpista, então deste momento em diante, foi proibido pedir intervenção. Na segunda manifestação, o movimento cresceu, mas no mesmo evento começou a divisão provocada pela midia e na ultima, já diminuiu a presença do povo.
    Assim, impor filosofias e divisões pragmáticas, será o fim das manifestações. Se tivessemos tradição em ir para rua seria diferente, mas não há e não somos organizados em sindicatos, movimentos e Ongs como a situação, para mobilizar rapidamente a massa.Eles pertencem a um corpo, que faz 40 anos que está organizado . Nós estamos nascendo e indo espontaneamente para rua, ainda somos muito frágeis, não pertencemos a nenhum corpo, portanto, fácil de morrer. E mais, demoramos muito a acordar, estamos correndo contra o tempo, para tentar reverter a situação.
    Por outro lado, o poder público somente existe e se movimenta através de leis, este é o ponto fundamental. O modo mais efetivo para conseguir qualquer resultado prático é visar a lei, sua elaboração e aplicação. Traçar estratégias que venha de encontro aos anseios do povo que participa, para que o movimento cresça e desta forma tenha força para pressionar o Congresso a não elaborar lei perversas ao país, bem como, que obrigue o Congresso a fiscalizar o executivo e os seus proprios pares e se necessário os puna pelo não cumprimento de lei. Tarefa dificil, já que a oposição é minoria, mas com o apoio e a cobrança do povo, eles agem. No momento, está em tramitação a PL 36 e a aprovação das contas da eleição, dois fatos que podem causar impeachment, a revogação do Estatuto do Desarmamento e do Decreto 8243, parado no Senado por falta de quorum para votação, já que a situação não está comparecendo para evitar a apreciação, ambos impedem o avanço do bolivarianismo; em paralelo, o Petrolão, a propositura da ação dos agentes políticos está parada nas mãos do Janot, com o julgamento vai haver uma limpeza no Congresso, podem ser extintos até partidos políticos, isto tudo é muito importante para o país.
    Então, acho que Gramsci não se aplica a nós, não é dividir pragmáticos e não pragmáticos, porque no fundo, todos a seu modo tem o mesmo pragmatismo, nosso objetivo é comum e o mesmo, não existe inimigo que justifique dividir para ficar fácil de controlar e conseguir objetivos. Basta estabelecer as metas a serem conseguidas, nos unirmos para crescer cada vez mais e nos tornamos fortes, respeitados e ouvidos.

    • Suely,
      Quem entra em uma manifestação pedindo intervenção militar, sabendo que isso será usado pelo oponente, não é pragmático. Quem pede anulação das eleições sem fazer avaliação de possibilidade de conquistar algum resultado político não é pragmático. Até por que se fosse já teria abandonado a demanda. O pragmático vai se adaptar às demandas possíveis DENTRO de um objetivo maior. O resultado é que as manifestações do Revoltados On Line só atrapalharam, fazendo a direita se colocar na defensiva. E isso já cansou. Nossa vida política não deve ser apenas ficar resolvendo problemas que os não-pragmáticos criam. Veja o que você disse: “No momento, está em tramitação a PL 36 e a aprovação das contas da eleição, dois fatos que podem causar impeachment, a revogação do Estatuto do Desarmamento e do Decreto 8243, parado no Senado por falta de quorum para votação”. Mas é por causa dos não-pragmáticos que o governo vai aprovar a PL 36 e talvez consiga revogar o Decreto 8243. Já o Bené Barbosa, focado, em boas chances na revogação do Estatuto do Desarmamento. Quem foca em resultados mesmo, comprometendo-se a ser avaliados pelos resultados (e pelos insucessos), deve ser valorizado. Já quem entra para focar em manias, atrapalhando os resultados, deve ser criticado.
      Sobre o pessoal que pede “anulação de eleições”, eu fiz uma proposta com metas: http://lucianoayan.com/2014/12/01/as-janelas-para-a-luta-contra-as-urnas-eletronicas/
      Será que eles topam?
      Abs,
      LH

      • Não seria:
        “Mas é por causa dos não-pragmáticos que o governo vai aprovar a PL 36 e talvez consiga aprovaro Decreto 8243”
        ou:
        “Mas é por causa dos pragmáticos que o congresso pode derrubar o PL 36 e talvez consiga revogar o Decreto 8243”

    • Você diz que algo foi comparado com uma merda e um mel, não diz o que, para você, representa a merda e nem qual o mel.
      Lançar palavras ao vento sem se posicionar claramente. Não tem vergonha de agir assim, mas tem vergonha de se posicionar? Parece tática velha para evitar críticas.
      Geralmente quem lê aqui, ao ver um “fato isolado”, é capaz de saber que existem outros fatos similares onde o modo de tratar ou encarar pode ser a mesmo, assim, não esperam que Ayan lance uma lista de fatos similares, apenas para agradar ‘meia dúzia’ com certa restrição de percepção, ou, que fingem tê-la apenas para praticar uma espécie de crítica de militonto. Se optar por deixar a arrogância de lado, dê um tempo, tome um copão de café e releia.

  17. Li seu texto sobre a estratégia de divisão dentro do grupo republicano, incluindo a direita, conforme as teses do Gramsci. A proposta é interessante, mas surgiu uma dúvida atroz: como definir o que é mais pragmático? Aguardar os resultados das investigações do petrolão ou a possibilidade de não aprovação nas alterações pretendidas pelo governo na LDO, para tentar o impeachment, dentro das regras constitucionais ou, tendo em vista os fatos que atentam contra a soberania nacional (Foro de São Paulo, militares venezuelanos dentro do país, grupos terroristas, etc.) e atuar pela intervenção militar constitucional (artigo 142 da CF)? Ora, se os fatos que estão violando a soberania nacional são de fácil prova, como já declarou o Olavo de Carvalho, entre outros, claro está que o pragmatismo está do lado dos que defendem a intervenção militar. É por isso que eu defendo um amplo debate imediato entre os grupos para traçarmos a melhor estratégia. Se é que ela já não está em andamento. A conferir! Por outro lado, o problema é muito maior: não adianta retirar somente a Dilma, pois toda a estrutura estatal está dominada por pessoas que são os tarefeiros da implantação do projeto de poder petista e do Foro de São Paulo. O que pode ser mais pragmático para resolver isso?

    • Olavo tem provas, tem a constituição… Só que não tem forças para que as provas sejam suficientes para convencer quem poderia agir, e, ao optar por atacar quem poderia ser aliado e tentar bater diretamente no inimigo, só aumentariam forças agindo para desmoralizar as palavras dele(mídia, aparelhamento de instituições, receio de autoridades em abraçar a causa, militância do PT…), assim sendo, é pragmático primeiro diminuir aparelhamento de instituições, forçar a mídia a acordar… o impeachment ajudaria nisso, mas isso também pode aos poucos, às vezes indo nos aparelhos do PT para mostrar uma outra visão, pois lá tem gente sendo iludida, como na UNE, jovens geralmente são impressionados pelo comunismo, Olavo é prova. Só que isso é um trabalho longo, não se conseguirá da noite pro dia. Assim como o PT teve conquistas numa luta incansável e com pequenos ‘golpes’, a direita pode ter com médias e pequenas conquistas que vão se somando, só que dá trabalho por longo tempo. E já teve algumas, a militância direita hoje é maior, está ficando vergonhoso ser de esquerda e apoiar o PT, a própria esquerda queixou-se de ter menos parlamentares e queixará-se novamente.

  18. A questão do Bolsonaro demonstra a total hipocrisia da galera liberal. O MBL faz merdas diversas, apoiando o PSOLista Hélio Bicudo por exemplo, mas todos tem que apaziguar, aceitar em nome da “unidade da direita”. Agora segundo os liberais/MBL o Bolsonaro não é bom porque não é liberal, e o japa nem procura saber o que o Jair pensa, mas já sai fuzilando, que ele é torturador, apoiador de ditadura e sabe-se lá mais o que. O que o Bolsonaro faz de bom não vale absolutamente nada, vamos tratar de descartá-lo agora mesmo. E isso partindo de um guri que ganhou fama em cima dos Bolsonaros.

    Dois pesos e duas medias descaradamente. O Bolsonaro comete erros como qualquer um, mas nunca vi o MBL reconhecer a luta que ele e a bancada contra o dasarmamento faz em prol do nosso direito de nos defendermos, por exemplo, enquanto o MBL prefere bajular o desarmamentista Aécio Neves. Além disso nunca vi o MBL apoiar a luta contra o estatuto do desarmamento, a PL 3722, por que não falam um vírgula para apoiar essa causa que é de interesse dos liberais? Será um alinhamento com os desarmamentistas do PSDB? O próprio Kim ganhou fama junto ao Eduardo Bolsonaro, e é por isso que ele recebeu tantos ataques, já que a sua praia são os frames, o Kim foi enquadrado como “traidor”, “aquele que cospe no prato que comeu”, “fala igualzinho a um esquerdista quando se trata do Bolsonaro”, “vendido”.

    Agora vou fazer o papel do advogado do “diabo” para os liberais: e se o Bolsonaro fosse um nacionalista econômico e não um liberal na economia, isso justifica que o MBL o boicote? O posicionamento de um político de direita precisa se curvar aos juízes supremos do MBL para simplesmente receber uma mensagem de apoio ou no mínimo, de neutralidade? O MBL está trazendo a discussão para o campo econômico quando há uma quantidade enorme de problemas para serem combatidos agora, como a questão das urnas eletrônicas, o desarmamento e o número altíssimo de homicídios no Brasil, enquanto os liberais estão tirando o foco da coisa, fazer como se tudo se resumisse à economia, e tentando protagonizar o momento, que as pessoas e políticos tem que se curvar em relação às suas demandas.

    Pensei que fossem pragmáticos, estão agindo igual a puristas que só vão apoiar um candidado 100% liberal, tirando, no caso, os tucanos é claro. Tucanos podem apoiar idéias NADA liberais como o desarmamento que ainda serão os queridinhos do MBL.
    http://www1.folha.uol.com.br/fsp/opiniao/100348-desarmamento.shtml -> Artigo onde Aécio apóia descaradamente o desarmamento

    O Bolsonaro é ovacionado em todo o lugar que ele vai, duvido que qualquer tucano receba metade do apoio que ele recebe, portanto não venha com essa conversa mole do “ele não tem chance de se eleger”. Veja bem aqui, o Bolsonaro tem muito mais apoio popular que o MBL, e por isso o Kim foi atacado. Se alguém do MBL dissesse que o FHC é um belo de um filho da puta, a reação não seria nem de perto a mesma, e o exemplo também se aplica ao Aécio, José Serra ou Alckmin. A questão aqui não é que popularidade significa que o Jair tem razão, mas simplesmente a REALIDADE que o Bolsonaro é pop, enquanto o MBL não o é. A richa não foi causada por duas ou três pessoas que apóiam um candidato obscuro, mas sim um político em plena ascensão sendo criticado por um movimento supostamente também de direita, mas a situação levantou a pergunta: “o que ganhamos com o MBL atacando o Bolsonaro”. Muitos vêem isso como um aprimoramento da “tucanização” do MBL e reagem conforme essa noção.

    Agora não me venha dizer que o MBL e o Bolsonaro não podem ser comparados, porque o MBL já tem claramente pessoas que tem pretensão de concorrer a cargos políticos, além do MBL já ter afinidade por certos políticos.

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