O que cada um pode fazer politicamente?

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Raras vezes a direita se mobilizou tanto em uma eleição como na última disputa presidencial. Mesmo com o resultado negativo, as redes sociais republicanas, sejam direitistas, centristas ou da esquerda moderada, fizeram muito. Como era de se esperar, os petistas também fizeram, e em maior quantidade e com mais estratégia. Mesmo assim, quanto a nós, tivemos um bom despertar.

A maioria dessas pessoas atua sem receber dinheiro dos partidos. São atuações voluntárias, onde os indivíduos se posicionam pelo que acreditam, sendo que os partidos se tornam apenas meios que podem, em certa medida, fazer suas agendas avançarem. É a militância.

Não é preciso ter uma visão de longo alcance para perceber que, após as eleições, a militância republicana hoje está até mais animada que a militância bolivariana. E isso não pode parar.

Por isso, nada melhor que responder o seguinte questionamento que me foi feito por um leitor: “Luciano, o que nós podemos fazer?”. Esse questionamento surgiu após de meus discursos mais tradicionais: “Agora falta você fazer sua parte”.

O fato é que em nossa vida diária, são infinitas as possibilidades encontradas para agirmos politicamente em questões da política pública – isto é, toda e qualquer questão política relacionada ao estado (aqui excluo da análise a política corporativa e a política interpessoal).

A primeira coisa que você precisa ter em mente é que, de acordo com a quantidade, as ações políticas voluntárias são até mais influentes do que as ações políticas dos políticos profissionais. Com o advento da Internet, hoje, mais do que nunca, os políticos sabem que podem ser pautados por pessoas em contato direto com eles. Lembre-se que para isso é preciso de quantidade e intensidade.

Tendo isto em mente, saiba onde se informar a respeito dos eventos. Ao invés de se basear na mídia tradicional (quase toda influenciada pela pressão governamental a partir de anúncios estatais – e este é um dos combate que precisamos lutar), busque se informar com colunistas como Reinaldo Azevedo, Rodrigo Constantino e outros nessa linha. Em geral os colunistas da Veja são isentos, até por que estão livres de verbas estatais. Rachel Sheherazade, hoje na Joven Pan, é também uma fonte de informação. Leia este blog também, é claro, mas como você está acompanhando esse texto, muito provavelmente já faz isso.

É claro que, de forma crítica, você pode consultar a BLOSTA, que hoje em dia tem como principais representantes os sites Conversa Afiada, Brasil247, Altamiro Borges e Viomundo. Sempre desonestos, eles antecipam as prioridades ao PT, e nos dão uma ideia de agendas que devemos combater.

Mas e o que fazer, especificamente?

Sim, eu sei que alguns não tem muito apreço pela atuação política onde precisam se expor, até por medo de retaliações. Mas até neste caso, há muitas possibilidades, como a participação em caixas de comentários de sites de notícias, blog e vídeos de YouTube. Se quiser, você pode criar um blog.

Você também pode exercer sua pressão econômica, deixando de assinar um organismo de mídia que tenha se tornado “chapa branca”. Você pode participar de boicotes a empresas aliadas ao governo, ou que anunciem nesses organismos.

Se você quiser mostrar a cara, aí as oportunidades aumentam ainda mais. Você pode participar nas redes sociais mais ativamente, divulgar manifestações e petições, compartilhar conteúdo que vá avançar suas demandas (e também aquele que vai atingir seus oponentes) e muito mais.

Você pode postar nos grupos de debate de sua própria cidade (e toda cidade interiorana deve ter alguns desses grupos). Isso permitirá que diante de um público leigo, você poderá expor seus argumentos para desmascarar os truques da extrema-esquerda.

Se você é um leitor assíduo deste blog, já deve ter percebido a importância do combate político, em todos níveis.

Nesse caso, qual um bom “dojo” para o combatente político frequentador das redes sociais? Simples: as próprias redes sociais. Vença os bolivarianos em debates, aplique as técnicas, faça-os “travar”, e vá treinando, assim, os métodos. Seja crítico em relação ao que funciona e o que não funciona, sempre tendo em mente que a arte está em permanecer no ataque, rotular seu oponente, dominar o uso dos símbolos de medo e esperança, de acordo com a guerra de posição.

Assim como todas as alternativas que propus até o momento, você não precisa de nenhum partido para fazer isso. E ainda se divertirá ao ver bolivarianos bufando ao serem refutados perante um público virtual.

Se as oportunidades de atuação política são infinitas, é preciso tomar um cuidado especial com a interação com pessoas no ambiente de trabalho (mesmo em interações virtuais), assim como colegas de escola (em ambientes desfavoráveis) e até nas relações familiares.

Se política é guerra, as ações devem ser focadas em obter resultados. Por isso, o ideal é que o combate político ocorra diante de uma plateia, e que o ambiente lhe permita obter resultados.

Caso você esteja em um ambiente acadêmico dominado por esquerdistas, é claro que você pode partir para a ação política. Mas tenha um plano para lidar com os ataques. Já no ambiente de trabalho, a coisa fica muito mais difícil, pois adversários podem lhe prejudicar profissionalmente.

A dica aqui é simples: avalie os meios, sua capacidade e os riscos de sua atuação, pois, como mostrei anteriormente, existem possibilidades infinitas que não te expõem tanto. Caso você queira se expor, avalie com atenção os resultados esperados e os riscos envolvidos. Sempre se pergunte: “Os ganhos esperados do que estou fazendo compensam o esforço envolvido e os riscos?”. Isso permitirá que você selecione melhor suas ações.

Essas foram apenas algumas dicas, com o intuito de mostrar que opção é o que não falta para você exercer seu papel de ator político. Agora cabe a você escolher suas armas, modelar seu discurso, definir suas prioridades, avaliar os riscos e ir em frente.

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14 COMMENTS

  1. Eu uso o boicote a programas, canais, emissoras de rádio, colunistas, formadores de opinião, que na minha opinião poderia ser a melhor delas, caso fosse bem organizada, por um número suficiente de pessoas para incomodar o alvo tanto financeira ou moralmente o que pude observar no Twitter aconteceu com relação a EspnBR e as opiniões declaradamente bolivarianas de seus analistas “esportivos” ; e a que eu me propus de forma sistemática é o enfrentamento aos doutrinadores presentes na escola que minha filha está matriculada, ali não deixo passar uma única oportunidade de ligar para a ouvidoria fazendo reclamações sobre fatos específicos que ocorrem em sala de aula, nos materiais didáticos, conteúdo das aulas (artes e história principalmente), peço respostas por email, para montar um arquivo e nas reuniões de pais coloco meu ponto de vista e converso com outros pais sobre o que está acontecendo e o que eles podem fazer e sem nenhuma surpresa observo que a maioria deles nem faz idéia que do ocorre na sala de aula. O resultado tem sido animador.

    • Parabéns, se mais pais fizessem isso seria pelo menos mais difícil empurrarem as tranqueiras e falácias esquerdistas para dentro de cérebros em formação.

  2. A minha sugestão baseada em experiências pessoais é primeiramente se informar. Vejo muitas pessoas de bem que não gostam do PT e aliados, mas por simples desconhecimento não entendem nada de política, economia e até argumentação lógica. Leiam livros, vejam vídeos de canais do YouTube, leiam artigos de sites como este. Eu por exemplo, me interesso por liberalismo: procurei conteúdo e cheguei ao Mises.org.br, implicante, instituto liberal entre outros. Procurei vídeos do Milton Friedman, Thomas Sowell e outros defensores da liberdade. Estou lendo vários livros (muitos são gratuitos!). Resultado: os meus recursos de argumentos aumentam cada vez mais, passei e recomendar conteúdos a colegas e amigos e até arrisco dar uma passeada em caixas de comentários de perfis esquerdistas. Amigos meus hoje estão lendo esses conteúdos por iniciativa própria e já estão irradiando conhecimento e opiniões. Pequenas ações fazem a diferença SIM. Aquele seu colega que é honesto pode estar indeciso ou desinformado. Um pouco de conhecimento e argumentação lógica pode mudar a opinião de cidadãos bem intencionados.
    Pretendo continuar acumulando conhecimento, quem sabe um dia eu me arrisque mais e me exponha em embates políticos.

  3. Luciano, pequenos e médios empresários podem aderir fazendo dentro do seu empreendimento um alerta aos seus funcionários.

    Outra coisa que eu já sugeri aqui algum tempo atrás, não sei se você se lembra, é que pequenos e médios empresários, empreendedores e comerciantes podem ganhar a simpatia da população, principalmente as mais pobres, ao mostrar que ele pensa nas pessoas pobres mais do que os políticos tendo a ideia dele mesmo manter financeiramente com o próprio dinheiro (individualmente ou em associações de empresários), hospitais, escolas, clinicas, cursos profissionalizantes,…para pessoas de baixa renda.

    Ao fazer isso, esses pequenos e médios empresários, empreendedores e comerciantes poderiam começar a fazer campanhas e mais campanhas contra os impostos, e por que não, ate´na erradicação deles.

  4. Eu sei que parece meio bobo, para o mínimo que podemos fazer é cuidar da própria vida.
    Por exemplo, será que todos os puristas, que anulam o voto para boicotar o PSDB, são tão rigorosos com a própria vida? Aplicam os mesmos rigores para escolher a escola dos filhos, os amigos, as festas, as pequenas batalhas do dia a dia?
    Eu nem facebook tenho (não me convém), mas minha filha adolescente já consegue reconhecer sozinha alguns erros crassos nas apostilas de cursinho; eu sempre estudei com ela.
    Caminhamos no parque e recolhemos lixo alheio. Muitos nos olham constrangidos. Quando emporcalham nossos postes com propaganda de curandeiros estelionatários, pouco a pouco arrancamos um a um, sob os olhares perplexos dos transeuntes. Alguns começaram a arrancar também.
    Com familiares, conhecidos, médicos, porteiros, mecânicos, aproveitamos cada oportunidade para desmascarar o PT e mostrar como perdemos pouco a pouco a nossa liberdade.
    Para os intervencionistas sem esperanças, que querem a ditadura militar de volta, deixo este presente para lembrarem que lembrarem como é a relação de um povo LIVRE com suas forças armadas. Já viram americanos pedirem tanques nas próprias ruas?

    • Então está acompanhando pouco aqui. O Luciano, bem melhor do que muitos outros de nome por aí que são da oposição, sempre mostrou por A + B como fazer, tem vários outros posts como esse no qual ele dá sugestões de como agir, pequenas coisas que pode fazer e outras maiores.

  5. Quando estou na cidade de Maua,(onde o PT faz muito pouco) sempre pergunto para o povo; Nossa lá em SBC do campo onde o lula mora, ele faz bastante coisas; Construiu mais de oito hospitais, 100 ônibus novos, vários piscinões, etc. Porque será que ele não faz nada aqui, e só faz lá onde ele mora? OBS: PALPITE- Atacar a dilma e o pt não resolve, pois eles são insignificantes, o “calcanhar de Aquiles” é o lula. No nordeste( áreas pobres), as pessoas não votam no pt, nem na dilma; VOTARAM NA MULHER DO LULA.

  6. Acabei de travar um embate no zap e três sairam do grupo. O grupo é da família e meu primo perguntou o porquê disso? Respondi que são burras demais para dialogar. Estou me acostumando com essas reações desesperadas.

  7. Um lugar bom para neutralizar nossos inimigos, é no site da livrariacultura, onde aparece sempre ‘intelectuais’ detonando os livros bons, principalmente os que atacam a esquerda e o politicamente correto. E eu não deixei barato, não poderia permitir comentários ridículos, super destacados, fui lá e fiz meu up, mas nesses sites (tipo o que eu citei), precisa de nós, para não deixar esses manés, influenciar os leigos e os neutros. Também tenho levantado assuntos contra o marxismo, em sites como o da revista Mundoestranho, e fui muito ‘curtido’ devido aos meus comentários, mesmo batalhando sozinho com anarquistas e demais imbecis. Sites de mídia reconhecida, é um bom lugar para colocar nossos comentários, e tirar a energia dos inimigos, até desistirem.

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