O despertar dos zumbis bolivarianos 2 – Alucinação e teatro sobre o acordo entre Estados Unidos e Cuba

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zumbis Como vimos ontem, bastou os Estados Unidos reatarem relações diplomáticas com Cuba para os petralhas (e seus amigos do PSOL e do PCdoB) entrarem em histeria coletiva – ou, por parte da liderança, em uma encenação patética. Agora, segundo eles, “tudo o que o PT dizia sobre Cuba foi comprovado”. Assim, o acordo entre Cuba e Estados Unidos provou “quem estava certo”.

Embora em situação proporcionalmente diferente da que vimos nos últimos dias no comportamento bolivariano contra Jair Bolsonaro, o recurso é o mesmo: a encenação descabida, sem nenhum traço de conexão com a realidade, para tentar impressionar incautos. Ou seja, sem nada do que comemorar, os bolivarianos maquiam a realidade e fingem que estão em festa. É o famoso fake ‘til you make it.

Segundo eles, o acordo provou que Cuba não é comunista. Logo, todos críticos do regime castrista pertencem, agora, a uma era de macartismo. Como se este acordo mudasse alguma coisa no regime cubano. Em tempo: eu nunca chamei qualquer país de comunista, mas de socialista. Assim como eu jamais chamei um vendedor de bilhete premiado por este epíteto. Ao contrário, sempre os chamarei de fraudadores. O comunismo é a mentira para que o socialismo seja implementado. Desde Fidel, Cuba é socialista e não mudou neca de pitiriba com o acordo. Ao contrário da alegação dos descerebrados, o acordo também não provou que Cuba não pertence ao Foro de São Paulo. De mais a mais, os Estados Unidos não se tornaram bolivarianos por fazerem acordo com um país socialista, Cuba, que pertence a uma associação de países bolivarianos, todos aqueles do Foro de São Paulo. O acordo não serviu para inocentar o PT e suas auxiliares de nenhuma de suas acusações. Que versão do “acordo” essa turma andou lendo? Isso se leram alguma coisa. Pior. Isso se alguns conseguirem ler.

Outros doidinhos disseram que o acordo provou, definitivamente, “não existirem médicos escravos em Cuba”. Desculpem-me, otários de Fidel, mas não há absolutamente nada disso no acordo entre os dois países. Cuba continua sendo uma pocilga escravizadora de pessoas. E o Brasil, vergonhosamente, importa escravos. Desafio qualquer petista me mostrar qual linha do acordo refuta essa verdade. Infelizmente, são os fatos, e temos que lutar para salvar os cubanos dessa barbaridade, não por vias armadas, mas por pressão dialética.

Para eles, o anti-comunismo teria que deixar de existir depois do acordo. O termo se tornaria, segundo os zumbis, ultrapassado. Mas como disse antes, a questão não é o comunismo (a mentira inventada por Marx), mas o socialismo (a única intenção marxista). E como já vimos, o acordo não muda nada para quem se opõe a esta perversidade. O acordo não é uma exoneração de responsabilidade de Cuba por mais de 100.000 pessoas assassinadas por divergência política. O que será que eles militantes andam bebendo ultimamente?

A insanidade chega ao ponto de dizer que o Porto de Mariel agora é demonstrado como “um grande acerto”. Mais uma vez tudo não passa de peça de teatro. A não ser que os zumbis provem que no acordo entre Cuba e Estados Unidos existe um “bônus” pago ao Brasil para cada navio a ancorar naquele porto. Enfim, nada disso existe no acordo. E não há momento melhor para investigarmos o que há por trás das cláusulas do contrato do BNDES com a Odebrecht, pois alguns passarinhos tem avisado sobre um novo tsunami por surgir. Aguardem a abertura da Caixa de Pandora do BNDES.

Para piorar, os prenúncios são assustadores para os socialistas, pois com o acordo, a visibilidade perante o mundo das atrocidades praticadas contra os cubanos será maior.

Podemos perceber isso em um texto do ótimo blog Tribuna da Internet. O ativista e professor Dagoberto Valdés, perseguido pelo regime por fazer críticas na revista Convivencia, disse: “É um passo que vai reiterar um clima melhor para os dois povos, especialmente porque nos permitirá focar em nossos problemas mais urgentes, como a falta de democracia em Cuba, ou seja, na relação entre o governo cubano e seus próprios cidadãos”.

Yoani Sánchez disse: “Uma era termina e espero que esta nova que começa seja do protagonismo da sociedade civil […] Quero ver em quem colocarão a culpa agora sobre o colapso econômico e a falta de liberdades que vivemos em Cuba”.

Ela também estende as críticas de Valdez: “Falta resolver os problemas que vivemos diariamente, a crise econômica, a falta de liberdade civil política. Espero e desejo que o embargo se resolva em pouco tempo, mas o verdadeiro problema não é este. O verdadeiro bloqueio é o que o governo cubano impõe à iniciativa de seus próprios cidadãos. Deve haver uma lei de liberdade empresarial, de investimentos não só para estrangeiros, mas também para os cubanos, um verdadeiro respeito à propriedade privada.”

Quer dizer, além de não ganharem absolutamente nada com o acordo, os petistas, psolistas e pcdobistas ainda terão que aturar a maior visibilidade perante o mundo da extrema violência praticada por Fidel Castro contra seus habitantes. Todos os crimes contra a humanidade dessa gente ficará mais exposta. E a cumplicidade dos petistas, psolistas e pcdobistas também.

Nota-se que o comportamento bolivariano após o acordo entre Cuba e Estados Unidos não é uma questão política. É uma questão psiquiátrica.

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18 COMMENTS

  1. Sobre o tal Porto, quem vai se dar bem no final não é o Brasil, mas sim Cingapura (e sem usar dinheiro público):

    http://veja.abril.com.br/blog/cacador-de-mitos/2014/12/18/porto-de-mariel-gol-de-cingapura-nao-do-brasil/

    O humor petralha não tem fim.Essa aqui faz qualquer um cair da cadeira de tanto rir:

    https://twitter.com/cirohamen/status/545232900862791681

    O pior é o motivo para ele afirmar tamanha baboseira:

    https://twitter.com/cirohamen/status/545335359694176258

    Em tempo, Cuba não foi o único país a mandar “médicos” para combater o Ebola na África:

    http://www.dw.de/cuba-e-os-dois-lados-do-envio-de-m%C3%A9dicos-para-combater-o-ebola-na-%C3%A1frica/a-18020288

    Que civilidade hein!Enquanto um médico que é infectado pelo Ebola pode voltar para o país de origem, o cubano nem esse direito tem.

  2. Engraçado. Dizem que o mal do mundo são os EUA mas comemoram quando os EUA começam a “espalhar o mal” (abertura econômica) com o paraíso que é Cuba.

  3. Luciano, nestes últimos posts você anda muito otimista com Obama, isso não é outro sinal do socialismo oculto nesse esquerdista “messiânico”?

    Quais os significados por trás desta postura? Deseja o partido democrata se aliar não apenas com a China mas também com os países do bloco bolivariano?

    • Comunismo é uma mentira criada por socialistas. Seria a “sociedade sem classes e sem estado” lá no final. É a ilusão para os socialistas. O problema é o socialismo, não o comunismo. Mas se alguém chama o socialismo de comunismo, ok, dá no mesmo. Aí o problema é o comunismo.

      • Não acho que se alguém chamar o socialismo de comunismo vai ser ok.Provavelmente a pessoa vai dizer que não há comunismo (o que é verdade, pois ele é utópico) e vai rotular essa pessoa de paranóica e que ainda vive na guerra fria.
        A prova disso é só ver o comportamento dos petralhas e linhas auxiliares.Quando são chamados de comunistas eles fazem piadas, mas quando são chamados de bolivarianos ficam putos e começam a se explicar (algo que é até irônico, porque até “ontem” eles se orgulhavam do tal bolivarianismo).

    • Eu não faço esta distinção entre comunismo e socialismo pelo seguinte motivo: Socialismo é o meio, comunismo é o fim.
      O fim é impossível, mas o meio não. Quando o sujeito diz que é socialista mas não é comunista é como se ele falasse que quer correr uma maratona, mas não quer cruzar a linha de chegada. De qualquer maneira ele está somando a sua força ao movimento revolucionário.

      • Convém lembrar que a distinção entre socialismo e o comunismo deriva da teoria marxista, segundo a qual o primeiro, sob a ditadura do proletariado precederia o segundo, que seria a utopia mencionada pelo Luciano. Abstraindo-se dessa coneituação puramente acadêmica, pode-se tratar os dois termos como sinônimos na comunicação informal.

  4. Com a economia chinesa aparentemente indo para o buraco por ser insustentável parece que criaram uma nova China em menor escala com 11 milhões de escravos. Com o dinheiro injetado em Cuba a população continuará na miséria sem saber o que são direitos humanos mas enchendo os cofres públicos de dinheiro para o avanço da agenda do Foro de São Paulo.

  5. 1) Comunismo – Fim do capitalismo, estatização de todos os meios de produção. Foi refutado como teoricamente como impossível, e os países que o adotaram integralmente entraram em colapso e desistiram da ideia.
    2) Socialismo – Estatização de todas as coisas, menos dos meios de produção. Seu criador foi o chinês Deng Xiaoping, em resposta do Partido Comunista Chinês ao colapso da URSS, que substitui a estatização pela “economia planificada”, termo que significa que as empresas vão obedecer algumas ordens do governo (idêntico a países capitalistas). A sustentação teórica, é que “devemos abandonar Marx em alguns momentos, para adotar coisas que funcionem. Não importa se um gato é branco ou preto, mas sim se o gato caça os ratos”;
    3) Bolivarianismo – Tentativa transformar a América Latina em um bloco socialista, debaixo do ícone de Simon Bolivar, que libertou vários países da coroa espanhola.
    Conclusão:
    Socialismo é um nome bonito para a Monarquia Cleptocrata Tecno-Totalitária, em que podemos elencar Correia do Norte, Cuba, China, Venezuela, e vários países da África.

  6. Bom dia!

    Luciano, em relação ao socialismo não podemos combatê-lo também como inviável? Digo isso porque não foi o que o economista Mises provou em “O cálculo econômico sob o socialismo”?

    Talvez você pudesse demonstrar aqui como poderíamos debater com estes socialistas/bolivarianos nestes termos.

    Abraço,

    Francisco


    Podemos sim. Mas veja a diferença:

    (1) O socialismo é problemático por ser inviável.
    (2) O socialismo serve para dar poder a poderosos que massacram uma legião de incautos.

    (2) é um ataque poderoso, que cala ao coração das pessoas. (1) tende a ser percebido como um diálogo mais técnico, acadêmico, etc.

  7. Minha chefe, esquerda bem caviar, veio desses tirar sarro de mim por causa desse Porto de Cuba, falando que agora quem xingou o Brasil construi-los vai ter que morder a língua, porque vai dar muito dinheiro (?), etc etc. Como diz a música do Zeca Pagodinho, “nunca vi, nem comi, eu só ouço falar…”

    Chato que até na página da Marina Silva está sendo elogiado esse acordo entre EUA e Cuba.

  8. Embora a página esteja de férias e, não sei quando (ou se) esta mensagem será liberada, gostaria de indicar o seguinte vídeo que diz claramente que foi o posicionamento ideológico esquerdista, e não o desejo de maior democracia para a Ilha, o que verdadeiramente está por trás da ação de Barak Hussein em liberar (sem autorização do Congresso) o embargo a Cuba.

    https://www.facebook.com/AlexandreBorrges/photos/a.542916875766128.1073741828.542868939104255/801953086529171/?type=1&relevant_count=1

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