Ministro de Cristina Kirchner já tem os culpados pela crise na Argentina: os credores

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alexkiciloff

Há muito tornou-se evidente que os socialistas tem um ponto de vulnerabilidade: a incapacidade patológica de reconhecer suas responsabilidades, o que é tanto uma estratégia útil politicamente como um ponto que os torna ridicularizáveis caso os opositores se especializem em matérias essenciais como, por exemplo, a desconstrução. Essa característica socialista os faz lançarem sobre inimigos imaginários todas as suas culpas. Esse comportamento psicopático (se olharmos para os beneficiários) ou histérico (pela ótica dos zumbis que os seguem) sempre tem sido útil para que eles continuem devastando economias impunemente.

Esse padrão pode ser perfeitamente observado nas declarações do ministro da Economia argentino, Axel Kiciloff, conforme notícia do UOL:

O ministro da Economia argentino, Axel Kicillof, afirmou que Argentina e Brasil vêm sendo vítimas de um ataque financeiro de fundos especulativos com fins políticos –segundo entrevista publicada neste domingo (4) pelo jornal Página12.

“O ataque simultâneo contra Argentina e Brasil está gerando um descalabro financeiro na região”, disse.

O ministro considerou que isso responde “a uma estratégia generalizada que está utilizando a questão financeira como campo de batalha contra determinados processos políticos”.

A Argentina trava uma batalha judicial com os fundos especulativos Aurelius e MNL, que ganharam um processo nos Estados Unidos para cobrar US$ 1,3 bilhão por bônus da dívida em moratória.

“O Aurelius, um dos fundos especulativos que está na justiça de Nova York contra a Argentina, acaba de iniciar uma campanha contra a Petrobras, alegando que a estatal brasileira fraudou informações financeiras”, explicou o ministro.

Segundo Kicillof, o fundo Aurelius “pede a ‘aceleração’ dos bônus (amortização adiantada), o que equivale a arrastar a petroleira brasileira para o default”.

“Este paralelo (entre a dívida da Argentina e a situação da Petrobras) não é gratuito nem casual”, concluiu.

Segundo ele, trata-se de “uma guerra sem armas, no terreno judicial e com objetivos políticos”.

Kicillof criticou “esta forma de atuar, de pressionar, de atacar buscando de todas as formas submeter o governo ao pagamento” e questionou “se esta não seria uma prática própria da máfia”.

No final de 2014 a cláusula da reestruturação da dívida argentina de 2005 e 2010 perdeu o efeito – ela era citada como obstáculo legal pelo governo de Cristina Kirchner para pagar a sentença aos fundos especulativos.

Esta renegociação foi aceita por 94% dos credores da Argentina com pagamento de até 70% do valor nominal dos títulos, mas 1% dos credores entrou na justiça americana e obteve uma sentença favorável à cobrança de 100% e juros dos bônus da dívida em moratória.

Analistas defendem que um acordo pode levar meses e até ficar como dívida pendente para o próximo governo – que será escolhido nas eleições presidenciais de outubro.

Kirchner finaliza em dezembro deste ano seu segundo mandato, sem a possibilidade de se reeleger.

Viram como é fácil? A partir de agora, quem não honrar suas dívidas e estiver sendo cobrado judicialmente por elas, poderá acusar seus credores de promoverem “uma guerra sem armas, com objetivos políticos”.

Ia ser divertido se os argentinos resolvessem começar a se recusar a pagar impostos e, diante da cobrança, que eles começassem a usar o mesmo truque de Kiciloff.

Não passa do famoso lema “a culpa é minha, eu jogo em quem eu quiser”.

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8 COMMENTS

  1. KKKKKKKKKKKKKKKKKKK Essa sua frase no final “Ia ser divertido se os argentinos resolvessem começar a se recusar a pagar impostos e, diante da cobrança, que eles começassem a usar o mesmo truque de Kiciloff: estão promovendo uma guerra sem armas, com objetivos políticos contra nós, beneficiários” foi fenomenal

  2. “No meu estudo das sociedades comunistas, cheguei à conclusão de que o propósito da propaganda comunista não era persuadir, nem convencer, nem informar, mas humilhar e, para isso, quanto menos ela correspondesse à realidade, melhor. Quanto as pessoas são forçadas a ficar em silêncio enquanto ouvem as mais óbvias mentiras, ou, pior ainda, quando elas próprias são forçadas a repetir as mentiras, elas perdem de uma vez para sempre todo o seu senso de probidade… Uma sociedade de mentirosos castrados é fácil de controlar.” (Theodore Dalrymple)

  3. Quer dizer, pedir a justa punição a quem fraudou a Petrobrás é jogar contra a empresa.

    Só eu vi que o ato falho entregou o modo de pensar do ministro?

  4. Eu, depois de muito pensar, me convenci de que os esquerdistas (TODOS) são seres moralmente devastados: São como seriais-killers e que precisam de suas mentiras, tanto para com elas atingirem seus objetivos mas, mais primariamente, precisam delas para seu próprio conforto psicológico. Assim, qualquer contestação/oposição, é vista por esta corja como uma negação de sua existência.

    Outra coisa que eu percebi é que os esquerdistas (MAIS UMA VEZ, TODOS), sempre tem (ou pensam ter) algum ganho material/pessoal com sua doença moral. Esta última parte, eu tirei a limpo o ano passado com um EX-amigo meu: O SAFADO tem um cargo público que lhe permite chegar e sair ou mesmo trabalhar, A HORA QUE BEM ENTENDE e, por isso, MORRE DE MEDO, caso o PT venha a perder alguma eleição!

    Enfim, trata-se de seres doentes e incapazes de conviver pacificamente com quem não for da mesma laia deles: Sejam Tupiniquins, cubanos, Argentinos ou Venezuelanos, o único lugar realmente condizente com todos eles é algum manicômio ultra-seguro, onde deveriam ser internados até o fim de seus dias.

  5. Esse comportamento é típico: a Argentina quer dar uma moratória e depois ainda inventa alguma história absurda. E o pior é que a boiada da esquerda sempre apoia tudo – basta lançar algum chavão, dizendo que o país está sendo alvo de um ataque dos imperialistas, dos sionistas, ou outra besteira qualquer, como se fosse um absurdo um credor querer receber de volta o que emprestou.

    Ano passado eu costumava frequentar sites de esquerda, para ficar por dentro do que eles falam, mas agora eu desisti, não dá pra aguentar. Os comentadores são tão cínicos, que é um sapo grande demais pra ficar engolindo. Cada sujeito sem qualquer tipo de sinceridade ou ética. E os jornalistas que, desde que recebam verbais estatais, são capazes de defender qualquer coisa. Qualquer coisa MESMO. Tenho certeza que vou me livrar de vários dias de estresse com essa decisão de parar de visitar esses sites.

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