Rotina de censura: o Manchetômetro prova que a mídia é contra o PT, logo é justo censurar a mídia

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EleicoesManchetes

Os blosteiros mandaram avisar que o Manchetômetro indicou uma série de prioridades: criar uma estatal imaginária para os tucanos dominarem, fantasiar um mundo alternativo onde o PSDB violou a lei do orçamento, ou mesmo projetar um universo onde dezenas de políticos da base tucana sejam expostos, com evidências e delações, para o público. Tudo isso em pleno início de 2015.

Lembrem-se: o Manchetômetro diz que o governo é “prejudicado pela mídia” já que existem mais manchetes negativas contra Dilma e o PT do que contra tucanos, democratas e outros da oposição.

Na ótica pravdista deste pessoal, é injusto relatar a realidade de um governo afundado em corrupção, além de responsável por devastar a economia e destruir a Petrobrás.

Se no mundo corporativo descobrem esse truque do Manchetômetro, gerentes sempre se darão bem na avaliação de desempenho. Diretores então, nem se fala. Executivos? É só alegria.

A coisa funciona assim: todos sabem que os detentores do poder vão progressivamente sendo expostos a oportunidades onde podem errar, e, consequentemente, serem criticados. Assim, em situações adversas, um gerente é mais visado que um analista, enquanto um diretor é mais visado que um diretor, e um executivo mais que um diretor. Nada mais óbvio. Até uma ostra entenderia que quanto mais responsabilidades sob seu guarda-chuva, maiores as possibilidades de crítica.

A ética usada no Manchetômetro diz o exato oposto: aqueles que estão no poder, em situações de crise, se forem criticados em maior proporção do que os que não estão no poder, estão sendo, automaticamente, vítimas de “injustiças”.

Por essa ótica, basta que um gerente desqualifique todos os pontos negativos de sua avaliação, comparando-a com a de um analista selecionado, dizendo coisas como: “se o analista não é criticado por selecionar uma equipe indevida, é injusto que eu seja criticado por esse fator”. Só que uma informação é escondida: o gerente pode ser criticado por selecionar uma euqipe indevida, mas não o analista, pois este não tem como alçada (e nem pode) selecionar uma equipe.

Logo, o universo de críticas possíveis para detentores do poder é muito maior. Se um gerente receber 10 vezes mais críticas que um analista, e um diretor receber 10 vezes mais críticas que um gerente, e um executivo receber 10 vezes mais críticas que um diretor, diante de situações de crise, isso não significa nenhuma injustiça.

Dentre todas as fraudes do Manchetômetro essa é a mais gritante: simular que Dilma é injustiçada por receber mais manchetes negativas que opositores, mas esconder o fato de que Dilma é governo, enquanto os outro não são. (Além do fato de realmente o PT ter ido muito além do que qualquer outro partido fez em termos de saqueamento de estado, aparelhamento e totalitarismo)

Outras fraudes incluem:

  • Uso de observadores pró-PT para definir o que é ou não “injusto” com o governo, e definir o que é ou não “benevolente” com a oposição.
  • Falta de categorização dos eventos citados, pois com isso a obviedade exposta aqui é escondida do público.
  • Falta de argumentação para mostrar a alegada disparidade. Exemplo: quantas notícias negativas e positivas seriam “corretas’ para cada lado?

E, ainda assim, a BLOSTA não pára de tentar justificar seus eternos pedidos de censura de mídia com essa palhaçada chamada Manchetômetro.

Em tempo: se realmente fosse comprovado que a mídia é injusta em suas críticas contra o PT (o que não é, na verdade a mídia puxa a sardinha para o PT, mas não tanto quanto eles querem, pois eles só se satisfazem com uma mídia estilo cubana), isso validaria a bizarrice chamada Manchetômetro, mas, mesmo assim, isso não daria um argumento a favor da censura de mídia.

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8 COMMENTS

  1. Quero chamar a atenção de todos para a boa notícia de que irá realizar-se em Washington, o Conclave pela Democracia, que irá denunciar o Foro de São Paulo e a fraude nas urnas brasileiras. É de importância vital que todos nós apoiemos esse movimento e que possamos compartilhar a notícia ao máximo.
    https://fundrazr.com/campaigns/cv1Qb

  2. É fácil dizer que todos estão me xingando ou me difamando, o difícil (e o que realmente conta como argumento válido) é provar que estão fazendo isso.
    Onde estão todas as reportagens sobre política no Brasil e do total quais são as favoráveis para o PT, quais são as contras o PT e quais são as favoráveis para o PSDB, quais são as contras o PSDB?

    Meia dúzia de universitários esquerdistas com vontade de pegar uma mamata do governo que está no poder INVENTARAM os números.
    Essa é a única justificativa para não mostrar os dados que se basearam para fazer o gráfico.

  3. Manchetometro é? Sei!

    1. O domínio (manchetometro.com.br) está cadastrado no Registro.Br em nome de João Feres Júnior, que é professor de ciência política da UERJ (http://gemaa.iesp.uerj.br/JFJ/apresentacao).
    2. Este mesmo nome está contido na lista dos que votaram no PT nas eleições de 2014. Ela foi divulgada pela imprensa chapa-branca. (http://www.cartamaior.com.br/?/Editoria/Politica/Intelectuais-e-artistas-apoiam-Dilma-em-abaixo-assinado/4/31954&page=2).
    * Utilizar ctrl+f para procurar o nome.

    Para verificar o nome no Registro.br:
    1. Acesse a página principal do Registro (www.registro.br)
    2. Vá em Tecnologia -> Ferramentas -> Serviço de diretório whois
    3. Digite o domínio do site (sem o http://www): manchetometro.com.br e clique em consultar
    4. Veja o nome do titular da conta.

  4. Manchetometro diz, então, que é injusto falar mal do governo.
    Vamos ver, quem está ocupando a cadeira principal do governo? Dona Dilma, né?
    A mesma dona Dilma que nas eleições disse para Marina Silva que presidente não pode resmungar?
    Que presidente precisa apanhar e aguentar de boca fechada?
    Que a menor lacriminha de crocodilo escorrendo do rosto de um presidente o tornava desqualificado para a função?
    Ué! Cadê todo o coração valente (nome de Ursinho Carinhoso)? Cadê toda a macheza, toda a valentia, todo o “pode vir quente que eu estou fervendo”?

    Dona Dilma e seus amigos (amigos o caralho, CHEFES, pois sabemos bem que ela não manda bosta nenhuma naquele partido) pega toda sua matilha de galinhas, pra ficarem cacarejando que estão falando muito mal dela na mídia e por isso a mídia precisa acabar?
    Mas que presidente fracote… não é ela que já tomou porrada e aguento bem e etc? Cadê a valentia?

  5. Mais uma falácia deles: se você “ousar” criticar o governo, você é um golpista. E para solucionar o problema, é necessário “democratizar” a mídia. É um vocabulário esquisito que eles usam, onde as palavras significam o contrário do que deveriam.

    Mas a esquerda é assim mesmo, tudo nela é uma farsa. Só para citar alguns exemplos:

    – Eles dizem que os EUA são a escória do mundo, mas ouvem músicas de lá, assistem filmes, seriados de lá, compram produtos, fazem mestrado e doutorado lá ou na Europa, como se não tivesse nenhuma contradição nisso.

    – Uma das maiores ironias é que até as expressões e os discursos que usam, a maioria é copiada do discurso do Partido Democrata ou da esquerda em geral dos Estados Unidos.

    – Ficam criticando o capitalismo, mas vivem perfeitamente num país capitalista, e jamais aceitariam mudar para um país comunista.

    – Ficam criticando a classe média, como se ela fosse algum tipo de doença social, mas eles próprios, na grande maioria dos casos, também são de classe média.

    No dia 1º minha família estava assistindo a posse da Dilma. Eu fui até deitar, não gosto de sofrer tortura de graça. Só assisti o final, quando ela tava fazendo o discurso pro povo. Tinha muito pouca gente, e parece que só tinha militante, do PT e do PMDB.

  6. O que eu achei mais ridículo nessa história toda foi a argumentação da esquerda de que se a mídia não trata os comunistas pelo menos de forma tão igual como os republicanos, então a mídia é tendenciosa, ou seja, não importa a quantidade e a gravidade dos erros e crimes cometidos pelos comunistas, não importa o quão certo os republicanos podem estar, o certo para os blosteiros é tratá-los como se fossem iguais. Tudo para depois aplicarem a idéia de que “todos os partidos são igualmente corruptos”.

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