Vale tudo: versão da Globo para filme sobre Tim Maia vira argumento para censurar a mídia

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A Rede Globo fez uma verdadeira bagunça com o filme “Tim Maia – Vale Tudo”. Nos dias 1 e 2 de janeiro, a emissora transmitiu o especial “Tim Maia – Vale o que vier”, que é uma edição cortada do filme, com a inclusão de uma série de depoimentos. Coisa digna de vergonha alheia.

O diretor do filme, Mauro Lima, disse: “sugiro que não assistam essa versão na Globo. Trata-se de um subproduto que não escrevi daquele modo, nem dirigi ou editei”.

Até aí tudo bem. Estamos acostumados com filmes cortados e reeditados, muitas vezes de forma que desagradem aos seus diretores. Por exemplo, o filme Calígula, de Tinto Brass, foi reeditado em 1979 por Bob Guccione (dono da Penthouse), que incluiu vários minutos de cenas de sexo explícito, que não haviam sido filmadas por Brass. Este optou por retirar seus nomes dos créditos. Essas coisas, enfim, acontecem.  E cada um que vá assistir a versão que quiser.

Não para os blogs governistas, que defendem a tese de que a edição inconveniente do filme de Tim Maia é um argumento para a censura de mídia.

Leia esse trecho do texto do texto O que tim Maia tem a ver com a regulação econômica da mídia?, de Daniel Dantas:

O Diário do Centro do Mundo abordou o tema (que também foi notícia em outros sites) em alguns textos neste sábado.Aqui Kiko Nogueira defende que o problema com o personagem Roberto Carlos na série/filme é um apenas um detalhe no que ele chama de “falsificação da biografia de Tim Maia”. Aqui, em texto reproduzido do MSN, o desabafo de Leo Maia acerca do desagrado com o produto veiculado pela Globo: “Meu pai não merecia algo tão tendencioso”. Leo promete um documentário contado a história da vida do pai.

Mesmo tendo sua própria gravidade, o caso de Tim Maia se converte em sintoma de algo muito pior: a sociedade brasileira não tem mecanismos eficazes de defesa contra a manipulação das informações por parte da mídia e, por isso, tende a crer serem lebres os gatos que lhes são vendidos pela mídia. Se a emissora vendeu ao espectador uma obra fictícia no formato de docudrama como se pode afirmar que não é isso – obra fictícia – toda a produção jornalística da Globo? Sua credibilidade, portanto, se põe em xeque.

No entanto, não se tem uma defesa eficaz e, desse modo, por exceção daqueles que tiveram acesso ao debate sobre o tema na Internet, a versão fictícia sobre Tim Maia e Roberto Carlos exibida esta semana na maior emissora do país foi tornada real para a maior parte do público que a assistiu.

Quanta calhordice, quanta desonestidade intelectual, quanto oportunismo desonesto.

Para início de conversa, comparar uma edição editada de um filme com jornalismo é coisa de maluco ou safado. Não há outra opção. Enfim, a exibição de uma edição bizarra de um filme não revela absolutamente nada sobre o jornalismo da Globo.

E o mecanismo de defesa nós já temos, que é assistir a versão dos cinemas, ou a versão dos DVD’s. Não é preciso de nenhum outro mecanismo além desse.

Mas esse tipo de apelação vinda da BLOSTA já mostra que para eles, vale tudo na luta por censurar a mídia.

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6 COMMENTS

  1. O Eis a aliança dos blogs sujos, financiados pelo PT, com o banqueiro malvadão. Cara, o Dantas cita matéria do Diário do Cù do Mundo, do Paulo Nojeira, como fonte! Isso que é batom na cueca!
    Estão todos juntos e misturados na esgotosfera governista. Que gente asquerosa!

  2. OPORTUNISMO MAIOR NÃO HÁ! Como são caras de pau esses filhos da puta, vá a merda… enfiem no CU essa regulação de mídia.
    Usam até uma cagada da Globo pra dizerem que o PT é um anjo, acima do bem e do mal, que deve dizer o que deve e o que não deve circular na mídia.

    Vem cá, se a crítica deles é que as matérias do jornalismo da Globo são obras de ficção, o que dizer das propagandas do PT, que segundo Marina Silva, “dá vontade de morar dentro delas”?
    O que dizer das obras de ficção que Wilma e seus patrões de que o país é lindo? (temos que começar a tratar a Dilma como ela é, não acha Luciano? Pau-mandado, empregadinha covarde, receptora de ordens. Pensando estou em um apelido que qualifique bem isso)

    Entre obras de ficção do PT, que querem me prejudicar, e obras de ficção da Globo, olhe, não gosto nem um pouco das novelas da Globo, mas prefiro a segunda opção. A qual, por sinal, nada tem a ver com o JORNALISMO da Globo. Quem quer fazer ficção em cima de jornalismo é… O PT E A BLOSTA.

  3. A meu ver mais uma vez eles se entregam

    O raciocínio é simples, eles alegam que a regulação econômica não é regulação de conteúdo

    Em seguida usam o conteúdo como argumento para regulação econômica

    Depois dessa quando vierem com o conhecido papinho de que regulação econômica não é censura basta esfregar essa matéria na cara deles

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