Por que a rejeição à sociedade civil também está por trás do atentado ao Charlie Hebdo?

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Acabei de ouvir um discurso que ilustra bem aquele dito popular: “Melhor ouvir isso do que ser surdo”.

Eis a asneira:

Esses caras do Charlie Hedbo exageraram. Pois liberdade de expressão tem seus limites. Não se pode fazer tudo. Eles estavam sendo ameaçados há vários meses, e sabiam que deixavam os islâmicos irritados. Então, eles também provocaram. Os dois lados estão errados.

No mínimo ele tem talento. Em menos de um minuto conseguiu exibir a maioria dos erros comportamentais que incentivam esse tipo de atentado. (Eu ouvi essa conversa em uma mesa ao lado durante um almoço. Não conheço o sujeito. E nem faço questão de conhecer.)

Como eu já tinha mencionado ontem, na receita de incentivo ao terrorismo não podia faltar a ausência deliberada de senso de proporções como ingrediente – embora, no caso do sujeitinho em questão, pode não ser uma ação deliberada, mas uma exibição de ignorância. No fim das contas isso não faz tanta diferença assim, pois a propagação da selvageria é a mesma.

Mas tem muito mais, residindo na tolerância diante da intolerância, o que também é potencializado pela ausência deliberada de senso de proporções. O mesmo pode ser dito da macabra transferência de culpa para as vítimas, o que só pode ocorrer pelo endosso vindo de um relativismo doentio.

Também vemos o desrespeito absoluto com a liberdade tanto de expressão individual como da imprensa em geral, as quais perfazem algumas das inovações mais importantes que trouxemos para nossa civilização, ao lado da república e da democracia.

Todos esses elementos juntos, porém, tendem a ficar debaixo de um guarda-chuva mais abrangente, que atende pelo nome de rejeição à sociedade civil. E o que é uma sociedade civil? É uma sociedade na qual as pessoas tem liberdade para discordar umas das outras, e apresentar suas discordâncias para debate, sem serem vítimas de opressão fascista por fazê-lo.

Tragicamente, quando alguns membros das linhas auxiliares do PT dizem que “a liberdade de expressão não é ilimitada” estão explicitamente propagando o mesmo tipo de discurso que serviu para validar a violência contra os chargistas.

É claro que a liberdade de expressão é ilimitada, desde que você não esteja cometendo um crime, como, por exemplo, a revelação de informações confidenciais, resultantes de espionagem, ou então atribuindo um crime indevido a alguém, e daí por diante. Com exceção da prática da crime, onde existe uma vítima clara, não há “limites” para a liberdade de expressão.

Limites bem rígidos devem existir para restringir alguém a agir de maneira violenta contra outro que tenha expressado opiniões com as quais o primeiro não concorda.

Se um muçulmano não gostou das charges de Maomé, que se limite a fazer charges de volta, ou criticar, ou até mesmo boicotar. Mas ele jamais estará justificado a partir para a violência. Se Silas Malafaia diz que “casamento é para homem ou mulher” e alguém do movimento LGBT não gosta dessa opinião, que se limite a criticá-lo, boicotar anunciantes e coisas do tipo, mas não pedir que o estado o ataque e o obrigue a deixar de falar.

Entender e aceitar esses valores significa estar a favor da sociedade civil. Se criamos um ambiente onde esses valores não são respeitados, então não vivemos em uma sociedade civil. Neste caso, vivemos em uma civilização de fachada, que vez por outra vai nos presentear com monstruosidades.

Portanto, precisamos deixar algo bem claro. Existem dois grupos antagônicos hoje em dia, os defensores da sociedade civil e seus inimigos. Estes últimos tomam a liberdade de expressão como negociável. Como não poderia deixar de ser, eles também aceitam que caso você ofenda os outros por causa de qualquer conteúdo publicado ou divulgado, deve compartilhar a responsabilidade das consequências adversas lançadas sobre sua cabeça. Isso não é diferente de igualar uma vítima ao criminoso.

Sejamos claros, mesmo que contundentes: hoje nossa sociedade se divide entre pessoas contra ou a favor da sociedade civil. Mesmo que alguns sejam moderados (e não saiam matando ninguém, e até mesmo estejam chateados com os assassinatos no Charlie Hebdo), ainda assim incentivam os bárbaros, por os colocarem na mesma posição de pessoas que apenas fizeram uma piada, uma charge, uma argumentação.

Uma das raras frases lúcidas das feministas é “não mereço ser estuprada”. Ninguém em sã consciência discordaria disso. E quem aceita e promove o conceito de sociedade civil sabe que “ninguém merece ser vítima de coação ou qualquer forma de violência por expressar suas ideias”.

Em resumo, mesmo os moderados que declarem “estou triste com o atentado, mas os chargistas do Charlie Hebdo também estão errados” são parte do problema.

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17 COMMENTS

  1. Pois é, Luciano, fiquei pensando nisso e no que a presidente disse sobre esse atentado:

    “Foi com profundo pesar e indignação que tomei conhecimento do sangrento e intolerável atentado terrorista ocorrido nesta quarta-feira, 7 de janeiro, contra a sede da revista ‘Charlie Hebdo’, em Paris. Esse ato de barbárie, além das lastimáveis perdas humanas, é um inaceitável ataque a um valor fundamental das sociedades democráticas – a liberdade de imprensa”, diz a nota.”

    1- A presidente se refere ao atentado contra a SEDE da revista, não contra a revista em si ou às pessoas da revista. Usou de metonímia, coisa comum entre os esquerdistas. De qualquer maneira, o atentado à SEDE soa como atentado ao prédio, ao imóvel, assim como uma invasão à fazenda improdutiva ou à fábrica abandonada, isto é, apenas um “inocente” ato revolucionário de revanche contra a SEDE ou local da opressão e a humilhação. Será um ato falho por causa do ataque à SEDE da editora abril?! Também pode ser entendido, conforme a “lógica” revolucionária, como um ataque ao quartel-general da humilhação, desonra e blasfêmia aos muçulmanos o que, após o atentado, conota uma vitória dessa ideologia e a aniquilação da civilização ocidental e seus símbolos. Claro que os terroristas podiam esperar todos saírem e tacar fogo na SEDE no meio da noite, mas preferiram dar outro recado bem claro: eliminação pela humilhação! Queriam sangue derramado ou mortes para vingar a ofensa. Ofensa para eles, sátira para nós! Logo, os seres humanos dentro da SEDE não eram um mero detalhe, eram o núcleo e o objetivo do ataque;
    2- A presidente diz “esse ato de barbárie, ALÉM das lastimáveis PERDAS humanas,..”, Esse “além” ficou ressoando na minha mente. Como assim, além das perdas humanas!? A presidente colocou as mortes humanas de lado, ou seja, tornou-as secundárias no contexto do atentado. No máximo igualou as mortes ao ataque à liberdade. Sra. Presidente, seres humanos não são descartáveis, nem servem para metonímia, isto é, eles não são parte que representa o todo, ao contrário, os valores são parte do todo humano. Logo, a liberdade de imprensa não é maior, nem igual, à liberdade ou à vida humana. Com todo o respeito que os verdadeiros jornalistas merecem, mas a barbárie se refere à tortura e morte de seres humanos. Ataque e “morte” de valores ou atividades pode ser uma barbárie, mas é axiologicamente menos importante. Em outras palavras o que é mais bárbaro, queimar pessoas ou livros?!
    3-Em relação às PERDAS humanas, devemos lembrar que “perdas” podem ser por doença, velhice, desaparecimento, etc. Ao usar essa palavra burocrática e eufemística, a presidente, por trás do politica e linguisticamente correto, atenua e civiliza o caráter bárbaro do ato, isto é, ela desarma o choque, a indignação e o nojo que as pessoas sentem desse assassinato em massa, aliviando o caráter satânico, cruel, vingativo, homicida, súbito (ataque repentino), sem possibilidade de defesa e com uso desproporcional de força (não foi um duelo em igualdade de condições);
    4- A presidente parece ter um duplo discurso. De um lado, diz sentir pesar, indignação e intolerância pelo ataque, mas de outro, nivela (relativiza) a barbárie e burocratiza o atentado como sendo um simples ataque à SEDE da revista e à liberdade de imprensa, e que, ALÉM disso (por acaso, apesar disso), causou PERDAS humanas;
    5-Concluindo, se a presidente acha o atentado intolerável, por que se omitiu de comentar ou criticar a ideologia que motiva esses terroristas ou aqueles que degolam jornalistas? Será que não quis fazer julgamento de valores antecipadamente? Ou será que qualquer crítica aos terroristas que se auto intitulam islâmicos pode ser considerado, no manual esquerdopata, uma ação “islamofóbica”, o que dificultaria um futuro diálogo e aproximação entre nações (ou ideologias) amigas?

  2. Gente sério!! Em suma, vcs acham terroristas que matam e se explodem por uma “ideologia religiosa” estão preocupados com liberdade de expressão e democracia???? Só respondam…

  3. Essa analogia que fez ao final sobre o “não mereço ser estuprada” foi ótima. Há um ano atrás o tema do momento era esse: uma pesquisa falsa dizendo que a população achava que mulher que usava roupa curta estava pedindo estupro, que isso justificava estupro, e pronto, deu o que falar. “Não mereço ser estuprada”. Isso mesmo, pois ninguém merece.
    Mas agora, 1 ano depois, quando estamos falando de ASSASSINATOS, crime esse de dano irreversível e fatalista, aparecem esquerdistas que ao invés de se indignar estão dizendo que “dava pra imaginar” e o que o jornal não deve se surpreender com o que ocorreu. É muito, muito filho da puta esse pensamento, presente na cabeça daquela professora Arlene da USP e do professor da UERJ.
    Eles disseram que não estão defendendo os ataques; ESTÃO SIM! Estão justificando!
    Isso me lembra umas feministas mais loucas que falam que querem matar estupradores ou “homis” no geral, mas defendem bandidos que assassinam pessoas inocentes, dizendo que esses são vítimas da sociedade. Coerência mandou um abraço.

  4. Segundo nossa lei penal (brasileira) a conduta ofensiva ao sentimento religioso constitui crime. Vejam:

    “DOS CRIMES CONTRA O SENTIMENTO RELIGIOSO

    ULTRAJE A CULTO E IMPEDIMENTO OU PERTUBAÇÃO DE ATO A ELE RELATIVO

    Art. 208. Escarnecer de alguém publicamente, por motivo de crença ou função religiosa; impedir ou perturbar cerimônia ou prática de culto religioso; vilipendiar publicamente ato ou objeto de culto religioso;

    Pena – detenção, de 1 (um) mês a 1 (um) ano, ou multa.

    Parágrafo único. Se há emprego de violência, a pena é aumentada de um terço, sem prejuízo da correspondente violência.

    Bem jurídico: Tutela-se a liberdade individual de ter a crença e culto, seu sentimento religioso, independentemente da religião professada.”

    Ente nós não se trata de simples questão de “liberdade de expressão”, como se vê.

    Entendo que o “mas” no caso é cabível, porém sem contemporização com a barbárie.

    Ações como essa dos terroristas devem ser punidas com toda severidade, por incompatíveis com o Estado de Direito. Ponto.

    De outra parte, contudo, os sentimentos religiosos e não religiosos devem ser protegidos pelas leis, o que significa que a liberdade de expressão deve ser relativa, em nome da convivência pacífica entre as pessoas. A crítica às religiões e à falta delas devem ser toleradas, mas não a sua ridicularização e o desrespeito aos sentimentos religiosos e não religiosos.

    Como expus em outro comentário, nossa lei penal tutela o sentimento religioso e isso, a meu ver, é correto. Só acho que o mesmo deveria haver em proteção ao sentimento ateu.

    De todo modo, a liberdade de expressão não deve ser, em minha opinião, absoluta.

  5. Veja só, hoje abro o jornal Metrô, e o que encontro? Um cidadão, ou cidadã, não notei pelo nome (rídiculo: Jatiacy, de Guarulhos. Isso é nome de velha das bem corocas, ou então de um velho louco), DEFENDENDO os terroristas.
    Dizendo que quem cutuca onça com vara curta é devorado por ela. É gente desse tipo que faz audiência de colunistas da esquerda-vermelho-sangue, que dão Amém para as atrocidades e apologias à violência que fazem, como o faz o inseto Carlos Latuff.
    Espero que esses terroristas defendidos pela esquerda paguem em proporções bem justas o que fizeram.

  6. nfielatento.blogspot.com.br/2013/07/maome-assassino-maome-manda-assassinar.html

    Maomé, assassino: Maomé manda assassinar todos aqueles que o criticam

    Você já se perguntou porque muçulmanos se comportam como “possessos pelo demônio” quando alguém critica Maomé? Capazes de ameaçar, ferir ou matar …

    Por que a lei islâmica define qualquer crítica a Maomé como crime?

    É porque Maomé ordenou os muçulmanos que matassem todos aqueles que o criticassem … com as bençãos de Alá.

    Existem várias narrativas da vida de Maomé, todas eles de fontes islâmicas, que relatam que Maomé mandou matar todos aqueles que o criticaram.

    Maomé sabia bem o criminoso que era, e tinha medo de ser exposto. Para evitar isso, ele ordenou a seus seguidores que assassinassem qualquer um que o criticasse. Em uma sociedade iletrada, como era a sociedade daquela região, os poetas eram os jornalistas do seu dia, com suas palavras influenciado a opinião pública. Muitos deles reconheceram que ‘pirata’ e ‘profeta’ eram carreiras divergentes, e tiveram a coragem de dizer isso, pagando com as suas vidas.

    Asma bint Marwan (Janeiro, 624)
    A Sira (biografia de Maomé) de Ishaq fala do assassinato da “jornalista” Asma bint Marwan. Ela falou criticamente de Maomé, dizendo para a sua tribo ter cuidado com ele. “Vocês obedecem um estranho que o incentivam a matar para poderem saquear. Homens gananciosos. Será que não há honra entre vocês..? Ao ouvir essas linhas Maomé disse: ‘Será que ninguém irá me livrar dessa mulher? Umayr, um muçulmano zeloso, decidiu executar a vontade do Profeta. Naquela mesma noite, ele penetrou na casa da escritora, enquanto ela dormia rodeada por seus filhos. Havia um que tinha adormecido enquanto amamentava. Umayr retirou o bebê e mergulhou a sua espada no peito da poetiza. Na manhã seguinte, na mesquita, Maomé, que estava ciente do assassinato, disse: ‘Você ajudou a Alá e Seu Apóstolo. Umayr disse: ‘Ela tinha cinco filhos. Eu não deveria me sentir culpado? “Não”, respondeu o profeta. “Matá-la é tão insiginificante quanto duas cabras batendo de frente (os seus chifres).” [1]

    Austrália: Uma mãe zelosa tira a foto de seu filho segurando um cartaz que diz “Decapitem todos aqueles que insultarem o profeta.” Ela deve estar achando tão bonitinho … talvez ela mande a foto para os seus parentes monstrando o quão religioso o seu filho está se tornando

    Abu Afak (Fevereiro, 624)
    “Abu Afak era um homem velho, judeu, pertencente ao clã Ubayda. Ele escreveu um poema para mostrar o seu descontentamento por Maomé ter matado al-Harith b Suwayd b Samit. Ao tomar conhecimento do poema, Maomé disse: ‘Quem vai lidar com este patife para mim?’ Diante disso, Salim ibn Umayr disse: “Eu faço um voto que eu ou mato Abu Afak ou morro antes dele.” Ele esperou por uma oportunidade até que uma noite quente veio, e Abu Afak dormia em um lugar aberto. Salim Ibn Umayr sabia disso. Ele enfiou a espada em seu fígado e pressionou-a até que chegasse na sua cama. O inimigo de Alá gritou e as pessoas que eram seus seguidores, correram para ele, levando-o para sua casa onde ele morreu”. [2]

    O cineasta holandês, Theo van Gogh, jaz morto em uma rua de Amsterdam, esfaqueado de forma ritualística por um muçulmano. O cineasta havia produzido o filme Submissão

    Ka’b ibn Ashraf (Setembro, 624)
    O assassinato de Ashraf é um exemplo convincente da legitimidade no tocante a enganar os infiéis (taqiyya). Este assassinato é narrado em [3], [4] e [5].

    Um poeta, Ka’b ibn Ashraf, havia ofendido Maomé, levando este último a exclamar: “Quem vai matar o homem que ofendeu Alá e seu profeta?” Um jovem muçulmano chamado Muhammad ibn Maslama se voluntariou com a condição de que, a fim de chegar perto o suficiente de Ka’b para assassiná-lo, lhe fosse permitido mentir para o poeta. Muhammad concordou, ou seja,
    o islão dá aos muçulmanos licença para matar.
    Ibn Maslama viajou até onde Ka’b estava e começou a denegrir o Islã e Maomé. Continuou assim até que a sua insatisfação tornou-se tão convincente que ele ganhou a confiança de Ka’b. Logo depois, Ibn Maslama apareceu com outro muçulmano e, assim que Ka’b baixou a sua guarda, ele o matou.

    Ka’b ibn Ashraf não suspeitou que mal algum o aguardava quando Maslama gritou: “Vamos ferir o inimigo de Alá!” Eles o atacaram, e suas espadas se chocaram sobre ele. Maslama disse, “Eu lembrei da minha adaga e a empunhei. Eu empurrei-a na parte inferior de seu corpo e a arrastei até chegar a seus órgãos genitais. O inimigo de Alá caiu no chão”.

    “Nós levamos a sua cabeça para Maomé durante a noite, saudamos o Profeta enquanto ele estava orando, e jogamos a cabeça de Ashraf diante de seus pés. O profeta elogiou a Alá pelo poeta ter sido morto, e cumprimentou-nos sobre o bom trabalho que tinhamos feito pela Causa de Alá. Nosso ataque ao inimigo de Alá provocou terror entre os judeus, e não havia nenhum judeu em Medina que não temesse por sua vida.”
    Assassinato e terror são as boas obras do islão.

    Página no Facebook conclamando a decapitação daqueles que “disrespeitam o nosso profeta.” Religião da Paz?

    Mate qualquer judeu que caia sob o seu poder
    “Na manhã seguinte ao assassinato de Ashraf, o Profeta declarou: ‘Mate qualquer judeu que cai sob o seu poder.” [6]

    “Logo após isso, Masud saltou sobre Sunayna, um dos comerciantes judeus com quem sua família tinha relações sociais e comerciais, e o matou. O irmão do muçulmano reclamou, dizendo: ‘Por que você o matou? Você tem muita gordura na sua barriga em função da sua caridade.’ Masud respondeu: “Por Alá, se Maomé tivesse me mandado matá-lo, meu irmão, eu teria cortado a sua cabeça.” No que o irmão disse: “Qualquer religião que pode levá-lo a isso é realmente maravilhosa!” [7]

    Este homem deu crédito ao islamismo por ter transformado o seu irmão em uma máquina de matar irracional. A motivação foi puramente racista: “Apenas emitir ordens para matar todos os judeus no país.” [8] Com sangue inocente ainda escorrendo de suas mãos, Mas’ud proclamou para todo o mundo ouvir: “Maomé me deu ordens para matar.”
    Os terroristas de hoje não corromperam o islão; foi o islão quem os corrompeu.

    Sallam ibn Abu’l-Huqayq (Setembro, 624)
    Apesar de hediondo, o assassinato de Ashraf não iria ficar sozinho. Logo depois, Maomé ordenou aos muçulmanos que assassinassem Sallam. Tabari, o mais antigo historiador do islã, explica: “Eles pediram ao Profeta permissão para matar Sallam, e ele a concedeu.” “Quando chegaram a Khaybar, eles foram para a casa de Sallam à noite, depois de terem fechado todas as portas do assentamento sobre os habitantes. Ele estava no cenáculo. Sua esposa saiu e perguntou quem éramos nós lhe dissemos que eramos árabes em busca de suprimentos. Ela nos disse que o seu marido estava na cama. Entramos e trancamos a porta. Sua esposa gritou e avisou-o de nós, por isso corremos para ele com as nossas espadas empunhadas enquanto ele estava deitado em sua cama. Ao ferí-lo, Abdallah enfiou sua espada em sua barriga até que ela o transpassou. ‘Pelo Deus dos Judeus, ele está morto!’ Nunca ouvi palavras mais doces do que essas. Voltamos ao Apóstolo de Alá e lhe dissemos que haviamos matado o seu inimigo. Nós disputamos diante de si a respeito de quem o havia matado, cada um de nós reivindicando o feito. Maomé pediu para ver as nossas espadas e quando ele olhou para elas, ele disse: “É a espada de Abdallah que o matou, eu posso ver vestígios de comida nela.” [9]
    Enganar vítimas ainda é o procedimento padrão dos militantes muçulmanos. Atacar civis indefesos é a própria definição de terror, bem como se regojizar pelo terrorismo. Os terroristas islâmicos de hoje são tão ansiosos quanto os capangas do tempo de Maomé para reivindicar “crédito” por seus atos.

    De acordo com a lei islâmica, Maomé, o islão e a lei islâmica em sí, não podem ser criticados. Qualquer fiel (muçulmano) pode aplicar a punição

    Ocba
    A Sira de Ishaq narra uma outra execução inspirada por Maomé: “Na metade do caminha para Medina, Ocba foi chamado para ser executado” Uma vez que os outros prisioneiros estavam sendo mantidos como reféns, Ocba perguntou Maomé por que ele estava sendo tratado com mais rigor do que os outros cativos. “O Profeta disse: ‘Por causa da sua inimizade a Alá e seu Profeta”. “E a minha filha pequena”, gritou Ocba com amargura, “quem vai cuidar dela?” ‘O fogo do inferno’, Maomé respondeu. Naquele momento, ele foi decapitado. Maomé então disse “Você foi um patife, você zombou de mim e afirmou que suas histórias eram melhores que as minhas. Dou graças que Alá tenha matado você e me confortado. ” [10] Alá aprovou este assassinato na oitava sura do Alcorão, versículo 67: “Não tem sido para qualquer profeta ter prisioneiros até que ele tenha feito uma carnificina na terra.” [11]

    Alá aprovava o seqüestro e extorsão, desde que o seu profeta promovesse, em primeiro lugar, uma carnificina. Ocba disse algo que os muçulmanos não gostaram, então eles o mataram. Não admira que os escritores, jornalistas e políticos de hoje têm medo de criticar o islã.

    A mulher na fantasia segura um cartaz dizendo: “Liberdade de Expressão é Terrorismo Ocidental.” Lembre-se que “islam” significa “submissão”; e submissão é oposto a liberdade.

    Outras pessoas assassinadas por terem criticado Maomé
    Al Nadr ibn al-Harith (Março 624) [12], [13]
    Khalid ibn Sufyan (625) [14]
    Abdullah bin Khatal (Janeiro 630, durante a conquista de Meca) [15]
    Fartana (Janeiro 630, durante/depois a conquista de Meca) [16]
    Quraybah (Janeiro 630, durante/depois a conquista de Meca) [17]
    Huwayrith ibn Nafidh (Janeiro 630, durante/depois a conquista de Meca) [18]
    Ka’b ibn Zuhayr ibn Abi Sulama (Janeiro 630, durante/depois a conquista de Meca) [19]
    Al-Harith bin al-Talatil (Janeiro 630, durante/depois a conquista de Meca) [20]
    Abdullah ibn Zib’ari (Janeiro 630, durante/depois a conquista de Meca) [21]
    Hubayrah (Janeiro 630, durante/depois a conquista de Meca) [22]
    Uma lista de todas as pessoas mortas a mando de Maomé, por diferentes motivos (crítica, apostasia, dinheiro) pode ser encontrada em wikiislam,

    Maomé preside a execução de Nadir ibn Harith, um membro do Conselho de Meca, por ter-lo criticado

    Promessas de Al-Acqba
    Além dos exemplos de assassinatos, existe uma promessa feita pelos primeiros muçulmanos, conhecida como Promessas de Al-Acqba. Nelas, os primeiros muçulmanos juram fidelidade a Maomé, prometendo protege-lo com a suas próprias vidas, além de prometerem fazer guerra contra toda a humanidade [23]. E esta promessa se tornou uma ordem de Alá : Combata-os até que a opressão termine e que não exista outra religião mas apenas a de Alá [24].

    Conclusão

    Se Maomé, o homem perfeito e exemplo para todos os muçulmanos, pode violar o quinto mandamento, impunemente, para satisfazer às suas razões políticas ou religiosas do momento, os seus seguidores, é claro, acreditam que também podem.

    Lembre-se que não foi Maomé quem inventou o assassinato. Na história, outros vilões também assassinaram seus oponentes, seja por vingança, para silenciar os críticos, para eliminar comunidades, para se apoderar de riquezas, ou por simples prazer. Neste aspecto, Maomé se equivale a Átila, o Huno, Gengis Khan e Hitler. Mas pelo fato dele ter praticado assassinatos, estes atos se consolidaram na lei islâmica.

    Obama na ONU: “O futuro não deve pertencer aqueles que denigrem o profeta do islão.” Os EUA como promotores do islamismo e defensores da criminalização da liberdade de expressão

  7. Não podemos também perder de vista uma ironia: uma revista de esquerda é atacada pelo fundamentalismo islâmico que a esquerda defende em nome do “multiculturalismo”. Não esqueçam que essa mesma revista ridicularizava do mesmo modo as religiões judaico-cristãs.

    Eles que são antiamericanos que se entendam ou se desentendam!! O problema é deles!!

    Vocês acham que se a revista fosse de direita haveria toda essa comoção???

  8. quando eu vejo alguem dizendo a liberdade de expressão tem limites, eu fico tentado a perguntar gritando: “ótimo, mas quem vai ser o juiz desse limite? paulo henrique amorim, zé dirceu, sarney, lula? quem afinal de contas pode ser juiz desse limite?” e a resposta é simples, ninguem.

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