Do Portal Vermelho, José Carlos Ruy pratica sincericídio e demonstra a dimensão de sua baixeza moral ao comemorar demissões na Editora Abril

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Ultimamente o mosquito da sinceridade parece estar picando alguns integrantes da BLOSTA, que, mesmo reservando quase todo tempo e esforço para lançar mentiras contra oponentes, estão entregando o ouro em quantidades mais generosas que o habitual. Recentemente temos visto alguns sincericídios bizarros por aí, ajudando-nos cada vez na compreensão de seu pensamento.

Veja esta declaração abaixo de José Carlos Ruy, do Portal Vermelho, republicada no site do Altamiro Borges:

O ano de 2015 começou com uma boa notícia para a liberdade de expressão e a democratização dos meios de comunicação. Ela relata as dificuldades financeiras que levaram a Editora Abril, dona da revista Veja, a abrir mão de metade do prédio onde a revista está sediada, na marginal Pinheiros, em São Paulo. A notícia sobre as dificuldades enfrentadas pelo monopólio midiático merece ser saudada.

O resultado prático de todas as palavras acima pode ser resumido em uma palavra só: constrangedor. A declaração acima é coisa digna de psicopata impulsivo demais.

Para início de conversa, todo membro da BLOSTA faz diversos jogos ininterruptamente. Um deles é apontar reduções de quadro de grupos de mídia de que não gostem para incentivar sua tropa, a partir da promoção de uma falsa ideia de que estão sucumbindo. Outro benefício desta propaganda é vender a ideia de que “eles vão acabar apenas por não apoiar o governo”.

Nada pode estar mais longe da verdade que isso, pois a crise na mídia impressa é um fenômeno global, abarcando todas as organizações e todos os países. . Ninguém é tão burro que não entenda que o crescimento inexorável da Internet é o principal responsável por isso.

Ou seja, todas as empresas de mídia impressa tem se readequado ao novo formato do mercado, e não apenas a Editora Abril. Mas, ainda assim, há risco de profissionais de um determinado tipo de mídia não se adequarem a outro. Ou seja, temos risco de desemprego.

José Carlos Ruy esconde esse fator e trata seus leitores militantes como néscios. Claro que ele também omite por exemplo a falência na Caros Amigos, publicação governista.

Enfim, não há nada do que comemorar. Seres humanos trabalhando (e alguns sem qualquer ideologia) tem sido mandados para o olho da rua. Essa é uma situação que no máximo deveria ser recebida com decepção, independente do lado político dos profissionais.

Por exemplo, eu soube das 800 demissões da Volks. E sei que a maioria dos funcionários, quase todos sindicalizados, votam no PT. E mesmo assim é lamentável que sejam demitidos, por culpa única e exclusiva da demolição econômica causada por Dilma Rousseff.

De maneira diametralmente oposta, José Carlos Ruy faz uma saudação à demissão de profissionais da Abril, tudo para esconder a verdade dos fatos, que é a crise geral da mídia impressa no mundo todo.

Pois é. Para seres moralmente monstruosos, vale tudo na hora de capitalizar. Até demonstrar uma desumanidade e desprezo pelos trabalhadores verdadeiramente aterradora.

A partir de agora, não precisamos aceitar mais qualquer declaração de José Carlos Ruy falando se importar “com os trabalhadores”. E também não precisamos respeitar o discurso de quem ainda cai na conversa dessa gente.

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17 COMMENTS

  1. Nunca me esqueço da Sininho falando em mensagem enquanto morria o cinegrafista da Band Santiago Andrade “Vou pedir asilo na Inglaterra. Já imaginou o quanto irá gerar de dividendos políticos?”. Essa gente é monstruosamente maluca.

  2. Luciano, você poderia escrever um texto a respeito do caráter terrorista do islã?
    Eu já tive o desprazer de ler alguns comentários de liberotários (sempre eles) relativizando a natureza homicida do islamismo e comparando-a com o cristianismo, inclusive.

  3. O interessante é que ele fala que é a boa notícia para a liberdade de expressão, esse cara é simplesmente um pilantra. Quando vejo a palavra “democratização” da mídia, me dar um frio na espinha.

  4. A crise da Veja e de muitos jornais não se deve apenas ao surgimento da internet, pois outros fatores contribuíram decisivamente para isso. A proibição das propagandas de tabaco, as notícias catastróficas e a sequência de matérias escandalosas e mentirosas contribuíram significativamente para tirar a credibilidade do público e a perda de receitas. O grupo primeiro de abril encontra-se vinculado ao Project syndicate de George Soros, portanto, representa mais um veículo de desinformação esquerdista. Por isso, o povo está cansado de ler jornais e revistas tendenciosas e mentirosas. Depois que a Dilma ganhou as eleições, a veja baixou o tom e começou a elogiá-la.

    • Onde você leu isso, petista Augusto? Eu leio VEJA frequentemente e não vi elogio algum feito à Dilma. Quais os feitos da Dilma que merecem elogios? Nem do povo, quanto mais da Veja.

  5. O Obervatorio sempre traz essa linha de raciocínio. Muito burra mesmo!
    Lá, vários ressentidos foram agrupados para “debater democratização das mídias”.
    Bom pra saber a quantas anda o invejômetro deles e pra comentar o quanto uma boa midia é dependente de bons produtos e patrocinadores. O que não é o caso lá, só patrocinada pelo nada idônea Odebrecht.
    Exceção por conta do Brickman, que traz luz aos medievais Nassifes e que tais.

  6. Demitir funcionários vai contribuir para a liberdade de expressão? Que tipo de contorcionismo lógico é esse? Quanta forçação de barra. O que eles querem é hegemonia. Me lembrei até das feministas que ficam reclamando de uma imaginária “cultura do estupro”, e que falam que a solução é “cortar a pica” de toda a “raça macha”. Sabe como é, né, para fazer com que a Sororidade governe suprema.

    Depois que eu vi uma passeata com a Sininho, pedindo a libertação de todos os presos (isso mesmo: pedindo que TODOS os prisioneiros do país fossem imediatamente soltos), eu não me impressiono com mais nada.

  7. We love the soviets, Kims and cubans,
    The Viet Congs and the chineses.
    The state its all that really matters
    And people are just ants and bess.

    We pain Marx, Guevara, Mao and Trotsky,
    And a large sickle and some stars,
    And not to mention a red hammer
    On our hybrid hippie cars.

    Grow your beard, hate religion,
    But America more,
    Support the Red Faction
    In every civil war.

    Wear fatigues and keffiyehs
    And share all that you own,
    Your rally is hindered by ”the man”?
    Pick up the nearest stone!

    (The Internationale parody: https://www.youtube.com/watch?v=nFFWFkDAuM4)

  8. Que completo imbecil vigarista! E quem paga o salário desse bostinha sou eu, mas infelizmente é por meio de coerção, coisa que sei que fascistas como esse verme adoram! Deve dar alguma satisfação doentia ser sustentado pelas vítimas de suas ideologias mentirosas.

  9. Engraçado é que a Abril é a unica grande mídia que não cedeu ao petismo(seja com apoio ou silencio), e então esses petistas chamam a empresa de monopólio. Ou seja, eles dominam todo o resto e a unica que eles não conseguem dominar eles chamam de monopólio. É mau caratismo sem limites.
    Me lembra oque fala o Olavo de Carvalho, os esquerdistas dominam tudo, e mesmo depois disso continuam fazendo o papel de vitima do sistema que eles próprios dominam.
    Como o discurso de vitima e coitadismo é parte fundamental do esquerdismo, eles realmente precisam disso.

  10. Nada pode estar mais longe da verdade que isso, pois a crise na mídia impressa é um fenômeno global, abarcando todas as organizações e todos os países. . Ninguém é tão burro que não entenda que o crescimento inexorável da Internet é o principal responsável por isso.

    Ayan, isto não é verdade. Veja este artigo no Mídia sem Máscara mostrando o outro lado dos fatos.

    • O artigo do Mídia sem Máscara que você citou não desmente o Ayan e nem confirma totalmente, apenas mostra que nos EUA a mídia impressa perde força para internet. Você deve ter confundido, já que no artigo da Mídia sem Máscara, também foi mostrado que na Índia e Japão maior porcentagem da população tem hábito de ler jornal impresso que a população de outros países, mas, isso não significa que no Japão e Índia a mídia impressa também não tenha perdido força para internet.

      • A queda das vendas de jornal e revistas impressos no Ocidente ocorre mais pela ideologização e péssima qualidade do conteúdo apresentado do que pelo meio físico em si, e o artigo deixa isso bem claro.

        O Japão é uma grande prova disso, porque lá sem dúvida é um dos países mais adiantados do mundo em termos de tecnologia, e um dos lugares onde as pessoas mais passam tempo conectadas à rede através de dispositivos móveis. Se a falácia do “crescimento da Internet” fosse verdadeira o fim da comercialização de mídia impressa naquele país teria acontecido faz tempo.

      • Realmente, o problema não é formato, mas sim o conteúdo. Os jornais tem tantas matérias tendenciosas e tolas que não há como manter o interesse. Esse povo pensa o quê? Que quem lê é analfabeto, é?

  11. Falando em mídia impressa, é óbvio que havendo um aumento no tempo destinado ao uso da internet e a popularização de equipamentos com acesso a rede, haverá uma menor procura pela mídia impressa, em todos os tipos de informação ou entretenimento. Que o diga a televisão aberta. Então o foco realmente é a mídia impressa, e neste aspecto se a editora abril vai mal, as outras devem estar pior, já que a veja ainda lidera como semanário mais lido e influente. A informação vinda da BLOSTA é parcial e tendenciosa como sempre. Mas o interessante é que todos aqueles que comemoram a crise, e o lamentável desemprego em alguns setores da imprensa, se sentem imunes a isso não por excepcional mérito jornalístico, mas por generosos incentivos financeiros recebidos de forma vil, e eu até diria humilhante, que não refletem a qualidade do respectivo conteúdo, e sim o apoio a um projeto de poder totalitário. Nada mais esperado do que observar tal horda de hienas festejar momentos de crise e necessidade de ajustes em empresas que não contam com a ajuda rasteira do poder central e dependem apenas da própria competência e mérito.

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