A bizarra entrevista de Laerte (ao DCM) falando bobagens sobre Charlie Hebdo e pedindo censura

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Algumas argumentações da extrema-esquerda não podem ser avaliadas pela classificação tradicional de conteúdo. Algumas merecem ser catalogadas como OANI (objeto argumentativo não identificado). No caso desta entrevista de Laerte ao Diário do Centro do Mundo, há um esquadrão de OANI’s. Vamos ver o show de surrealismo:

Você acha que levaremos muito tempo até digerir essa chacina que ocorreu em Paris? 

Chacinas não são nada digeríveis, infelizmente. O que estou vendo são debates que já vinham acontecendo sobre questões ligadas ao humor, à liberdade de expressão. E que se incendiaram na presença desta tragédia.

Não dá para delirar uma questão dessas, certo? Nada a comentar, por enquanto.

O Charlie Hebdo está levando a culpa pela tragédia? Faz sentido?

Cartunistas fazem parte do universo de jornalistas de opinião, especialmente aqueles que se dedicam à charge e à sátira política. Não acho que vá acontecer uma pressão inédita sobre os autores e autoras de sátiras. Nem acho que uma possível pressão desse tipo conseguiria obter mudanças sensíveis no grau de liberdade com que esse trabalho é feito hoje.

Sua pergunta usa o termo “culpa”. É uma palavra de alta picância neste momento. Charlie Hebdo é uma das revistas mais importantes do mundo em sua área e influenciou milhares de pessoas em sua história. Inclusive eu. Acho que a linguagem do humor, necessariamente agressiva, de nenhum modo é neutra, porque sempre há um conteúdo ideológico, pelo qual o discurso humorístico deve responder.

“Foi só uma piada” é uma defesa idiota do que aconteceu. No entanto, por suas características especiais, sua subjetividade, é difícil avaliar de longe como se realiza este discurso, que tipo de leitura se faz no contexto da realidade francesa. Para nossos olhos, pode se tratar de islamofobia pura.

Mas a experiência que temos no Brasil em relação a populações islâmicas é bem diferente porque há muitos imigrantes de origem árabe, boa parte cristã. Tenho a impressão, e posso estar muito errada, de que a islamofobia no Brasil procura obter resultados em relação a apoios e condenações de políticas no exterior, especialmente no caso da Palestina.

“Culpa” como palavra de alta “picância”? Tudo para não ter que responder (e prestem atenção em como ele foge de qualquer questionamento mais, digamos, linear).

Mas o que ele está querendo dizer é o seguinte. Não importa a intenção da publicação, se “há um conteúdo ideológico”, e ele serve a uma agenda, então o julgamento será por essa agenda.

Ou seja, ele vai inventar o significado de acordo com a conveniência política dele. É a isso que se resumem as vítimas do Charlie Hebdo para ele. Eventos que devem ser usados de acordo com a conveniência do momento.

Quando ele diz que a afirmação “foi só uma piada” é uma defesa idiota do que aconteceu, temos aqui um espantalho idiota pois nem de longe é essa a argumentação. O fato é que, independentemente de ser uma piada descompromissada ou um míssil político em forma de piada, as regras da liberdade de expressão continuam valendo.

Aliás, ele ainda diz que “para nossos olhos, pode se tratar de islamofobia pura.” Tradução: se for conveniente para agenda de Laerte, ele chamará de islamofobia. Dá para tolerar uma mente tão desonestamente oportunista e desconstrucionista assim?

Você acha que existe preconceito por trás da crítica especificamente voltada para as religiões muçulmanas?

O tráfego dos preconceitos é intenso e multidirecionado. Racismo, machismo, fobias de todos os sabores e qualidades se combinam em desenhos elaborados e complexos. Sim, o islamismo é hostilizado, assim como o judaísmo e o cristianismo. Esses ataques ocorrem em várias medidas. As religiosidades são hostilizadas e manipuladas de muitas formas.

A resposta aqui é o padrão de sempre: apontar seus culpados em todos os lugares, na maior quantidade possível. Ou seja, o preconceito é “intenso”, “multidirecionado”, com “racismo”, “machismo”, “fobias de todos os sabores”. Como ocorrem? Em “várias medidas”. Como as religiosidades são hostilizadas? De “várias formas”.

Que maravilha esse tipo de resposta.

Imagino como seria em uma empresa. Alguém perguntaria: “Como está avaliação dos incidentes de TI?”. Resposta: “Está uma bagunça, com falhas de vários tipos, vários formatos, várias dimensões, em tudo que é lado, em todos os tipos de sistemas”.

Especificar com exemplos que é bom, nada. Até por que ele sabe que sempre tem que forçar a mente para inventar exemplos convenientes para ele…

Quando os assassinatos ocorreram, boa parte da imprensa brasileira de direita criticou quem não se apressou a condená-los como terrorismo. Qual sua opinião sobre isso?

Eu acho o termo “terrorismo” muito pouco nítido e excessivamente carregado de conteúdo reacionário. A discussão sobre o que aconteceu dá sequência às acusações que já vinham sendo feitas, por essa direita. Eles dizem que há patrulhamento, exigências de “correção política” e interpretações tendenciosas. Não tenho respeito por essas ideias.

Claro, claro…

O termo “terrorismo” é “muito pouco nítido” e, vejam só, “excessivamente carregado de conteúdo reacionário”. Sensacional!

Mas quem escrevia muito sobre (como praticar) terrorismo eram Lenin e Trotski. Eram reacionários?

Bem, até aqui vocês notaram que clareza e objetividade que é bom… nada, certo?

Tem mais:

Você acredita, como cartunista, que deva existir um “humor politicamente correto”? 

Acho que essa é uma discussão-armadilha, a do politicamente correto versus o incorreto. Ela impede que se enxergue uma situação social em mudança, em que comunidades de mulheres, negros, judeus, deficientes físicos e LGBTs conseguem força suficiente para não ter mais que suportar as humilhações e ridicularizações de que eram alvo.

Recentemente Renato Aragão disse que “negros e veados” não se importavam com as piadas que se faziam sobre eles antigamente. A realidade é que não tinham como reagir. O humor, como todas as áreas da cultura, não tem por que se recusar a levar isso em conta. O que ele pode fazer é produzir de forma diferente, também.

Não tem armadilha aqui. Ele está um tanto paranóico. O fato é que existem coisas logicamente passíveis de avaliação, mas que devem possuir uma “interpretação correta”, em termos políticos, pois existem grupos de interesse. Se ele não gosta do termo “politicamente correto” (ou incorreto) que traga outro.

Em relação ao humor, de fato um humorista pode produzir algo diferente, mas aí abrir um mercado para o politicamente incorreto, muito mais engraçado que o humor amordaçado. Em tempo:

O que você achou da campanha #JeSuisCharlie?

Acho que o hashtag tem, neste momento, uma função importante de catalizar a solidariedade geral e recusar a ação da violência irracional do ataque executado em Paris.

De novo ele olha para que serve o evento, ao invés de fazer um juízo de valor…

Dá para imaginar o sistema moral deste sujeito, não?

Laerte, em um charge publicada na Folha, você defendeu abertamente a regulação dos meios de comunicação. Por quê?

Acho que há uma ação unificada da mídia com um propósito político claro ao recusar a discussão sobre regulação de meios de comunicação. É o que penso. Acho que nosso meios precisam se submeter a interesses da sociedade. Até em nome da liberdade de expressão dela. É um debate que precisa começar agora. Não tenho uma resposta clara e abrangente, infelizmente. É preciso buscar modos democráticos de limitar o monopólio dos meios de informação, bem como garantir e estimular o uso desses meios por parte da população. Isso deveria ser feito para diversificar as abordagens e opiniões que existem hoje e ficam concentradas nas mãos de poucos detentores da audiência.

Show de horror, da primeira a última letra da resposta.

Ele começa com um truque safadíssimo, dizendo que há “ação unificada da mídia com um propósito político claro ao recusar a discussão sobre regulação de meios de comunicação”.

Tinha que ter a teoria da conspiração, é claro.

Mas que papo é esse de “discussão”? O PT e a turminha dele não são capazes de se juntar e fazer uma proposta para levar ao Congresso? Ora, se o Laerte quisesse uma lei para estuprar uma pessoa em específico, por que tem que chamá-la para “discussão”? Se é estupro, não há discussão, oras. Ele que faça a proposta, arrume um deputado para levar ao Congresso e veja se a proposta passa.

Enfim, sempre que vocês verem alguém falar em “você se recusa a discutir (x)”, quando se trata de uma proposta totalitária, saiba que é embuste.

Quando ele fala que “é um debate que precisa começar agora”, a pergunta é: “Quem está impedindo esse sujeito de participar de debates entre os coletivos não-eleitos do PT, PCdoB e PSOL?”. Aliás, já estão fazendo isso direto, não?

Daí ele diz “não tenho uma resposta clara e abrangente”, mas em seguida afirma que “é preciso buscar modos democráticos de limitar o monopólio dos meios de informação, bem como garantir e estimular o uso desses meios por parte da população”. Mas se ele não tem uma resposta clara, como ele definiu essa prioridade e o problema da “falta de uso de meios por parte da população”?

Que população está “pedindo uso de meios”? Tem como dar nome, Laerte? Sim, eu sei que não tem, pois aí ele teria que dizer que a demanda vem só dos coletivos não-eleitos do PT.

Sobre “limitar o monopólio dos meios de informação”. Qual monopólio existe? Se hoje a maior empresa de mídia do Brasil, a Globo, é fichinha perto das maiores empresas dos Estados Unidos, Inglaterra e México, de que diabos ele está falando? É claro que ele está enrolando o leitor…

Ele diz que isso “deveria ser feito para diversificar as abordagens e opiniões que existem hoje e ficam concentradas nas mãos de poucos detentores da audiência”.

Quais opiniões? Quais abordagens? Note que ele jamais cita qualquer exemplo, e qualquer evidência das justificativas para as demandas.

Mais digno seria se ele confessasse que quer todos os coletivos não-eleitos do PT usando mídia bancada pelo estado para fazer campanha…

Você acredita que uma mídia regulada conviveria bem com o deboche?

Acho que conviveria muito melhor com o humor de deboche ou de debate. Não vejo o humor sendo censurado com mais veículos de mídia criados. Ele apenas seria, talvez, mais debatido.

Que raio seria humor de debate?

E ele diz que não vê “humor sendo censurado com mais veículos de mídia criados”. Mas o problema é que ele não combinou o jogo com um outro petista, que afirmou que o humor precisa ser “regulado”. Outro chegou a dizer que se o Charlie Hebdo estivesse proibido de publicar charges contra o Islã o atentado terrorista não teria ocorrido.

O que está acontecendo, Laerte? Os petistas ultimamente não estão se reunindo em botecos antes para combinar as mentiras que falarão em entrevistas para pedir censura de mídia? As mentiras dessa tropa simplesmente não estão mais sendo sincronizadas entre eles. Parece até que nesses últimos dias eles estão tocando sob ritmos diferentes.

Em todo caso, mesmo para um órgão chapa branca (o Diário do Centro do Mundo), a entrevista de Laerte foi constrangedora, além de vergonhosa sob quaisquer parâmetros morais e lógicos.

Em resumo, ele vai usar o atentado do Charlie Hebdo somente para o que for conveniente, e para a capitalização política necessária, e, em relação a censura de mídia, vai tentar rotinas desembestadas.

Nesse caso, Laerte, melhor treinar os ardis com mais cuidado, pois creio que nem mesmo os petistas devem ter ficado convencidos com tua encenação pífia.

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23 COMMENTS

  1. Agenda do DCM:
    Falar bem da Lucian Genro;
    Criticar Danilo Gentili
    Construir uma base de odiosos da cultura ocidental
    Dizer que Luciana Genro vai transformar o Brasil em Escandinávia
    Chamar José Serra de ultra-direita

    ========================
    FIM

  2. O traço dele contém um pensamento.
    O pensamento dele não.
    Genérico, evasivo e obscuro. Sempre a ideologias a corromper as idéias.
    Osho nele.

    • Diante de tantas comentários bons encontro está merda dita pelo Olavo e postada por um individuo que não utiliza o proprio nome.

  3. Que ridícula a entrevista. Uma enrolação do início ao fim, esse Laerte, ou Laerta (sei lá) está senil. Por exemplo, desde quando a criação de mais veículos de mídia tem a ver com regulação da mídia e censura?
    A pergunta é: “Você acredita que uma mídia regulada conviveria bem com o deboche?”
    Ele responde com: “Não vejo o humor sendo censurado com mais veículos de mídia criados.”

    Ou seja, fugiu da pergunta. Aliás, ele fugiu de TODAS as perguntas com esse monte de blablabla. Nunca li tanta merda na vida.

  4. Por isso que o Brasil esta uma merda,olha a cara dos pseudos intelectuais só falam bosta
    tem que mandar esse cara para algum país muçulmano para ele pregar seu gayzismo e andar de salto alto mostrando suas tetas murchas

  5. O problema Luciano é que o leitor habitual do DCM não costuma atentar para tudo que você expôs na sua análise. Se as respostas dele tivessem sido dadas por um gerador de lero-lero ainda assim haveria gente tecendo loas ao que ele supostamente disse.

  6. Luciano você teria um e-mail disponível para contato?

    Pretendo formar uma rede para a formação de cidadãos (que explique coisas como: Política, Direito, Ideologias; como analisar informações; estimular uma análise dos problemas do país, e etc) e queria saber a sua opinião.

  7. O impulso controlado, paternal, aquele mesmo que dá origem ao termo paternalismo, é comovente nessa turma da esquerda.
    Não exitam em manifestar o respectivo e generoso cuidado, “respeito” e eu diria até “amor” (todos os termos obviamente travestidos) que esta tal “elite do bom senso e das boas idéias e razões” tem para com o povo. Essa gente se sente o bem do mundo!! O que seria da humanidade sem a bondade e a inteligência da nomenklatura?
    Por isso que essa criatura vem com essa frase: “Acho que nossos meios precisam se submeter a interesses da sociedade.”
    É isso minha amiga? E obviamente os “interesses da sociedade” são aqueles que saem da iluminada cabeça de intelectuais bem alimentados pelo partido…! Interesses de quem, cara pálida????
    Mas é claro que para tentar dar legitimidade ao que querem chamar de povo, ou sociedade, reduzem a representatividade desta aos braços violentos, toscos, ameaçadores que chamam de movimentos sociais. Estes representam a ponta da lança ou do espinho apontados para o cidadão comum, que para eles não é nada, nem povo, é um ser desprezível, algo como a classe média de Marilena Chauí. Mas quem se regozija no poder mesmo são aqueles que estão atrás das lanças, no centro “pensante” do organismo.
    Ohh, Laerte, como vc é fofo, vc quer ser nossa “cuidadora”, desligando a TV às 8 da noite para irmos pra caminha? Pois saiba que voçê, assim como toda a nomenklatura, pressuposta detentora da ética, não é nada mais do que a face mais sedenta de poder e controle que temos dentro da sociedade atual.
    Até parece que essa gente saiu diretamente do livro 1984, Deus nos livre…!!

    • Exato. Os meios de comunicação já atendem aos interesses da sociedade. Caso não atendessem, ninguém assistiria, ou leria, no caso das revistas, e eles iriam à falência. É uma questão simples de oferta e demanda. O mercado se regula automaticamente, não precisamos da Laerta nos falando o que pode passar na TV e o que não pode, o que pode ser publicado e o que não pode.
      A esquerda sempre querendo empurrar coletivos não eleitos guela abaixo como se fossem “o que a sociedade quer”. O que a sociedade quer já está traduzido na figura dos parlamentares eleitos. Não precisamos desses coletivos.

  8. “Mas o que ele está querendo dizer é o seguinte. Não importa a intenção da publicação, se “há um conteúdo ideológico”, e ele serve a uma agenda, então o julgamento será por essa agenda.”

    Isto ficou claro numa entrevista que ele deu ao Globonews, logo após o atentado, onde deixou claro que desenhos debochando de veados e outros bichos não deveriam ser permitidos por “incitar o ódio”.

    Esta entrevista deixa transparecer uma nuance que não foi percebida pela ‘direita’. O foco no ataque à liberdade de expressão favorece à esquerda, pois deixa de lado o apoio (explícito e implícito) desta mesma esquerda ao terrorismo marxista e islâmico, além de transformar algo muito grave (um ato terrorista com assassinatos e mutilações, moralmente apoiado pela esquerda) em algo grave (ato contra uma liberdade individual).

  9. Laerte precisou da “regulação da mídia” para publicar a sua ridícula charge (pedindo censura estatal) e para dar entrevista ao dcm?Alguém tentou censurar as suas abordagens e opiniões?

    Não!Então logo vemos que não passa de um desonesto intelectual.

    Para terminar, olha a “linda” charge que ele pede “regulamentação da mídia” (censura):

    http://4.bp.blogspot.com/-xkvxyJS1OVM/VKvCHrEm5rI/AAAAAAAB02U/Gho29Nqg-w0/s1600/laerte%2Bregulacao%2Bmidia.gif

    Pela charge já sabemos a quem Laerte defende.A propósito, qual é a opinião deste sobre os blogs financiados com dinheiro publicos?
    Acho engraçado esse pessoal que fala tanto em censurar a mídia em nome da população, mas não faz questão de consultar esta para saber se ela quer ou não financiar bajuladores do governo.

  10. Oque a sociedade pensa sobre bandidos:para 60% devem ser fuzilados, para 40% devem apodrecer na cadeia.
    Oque os esquerdistas pensam sobre bandidos: para 65% são coitadinhos vitimas do sistema, para 35% sãoa agentes da trasnformação revolucionaria na derrubada do capitalismo burgues.
    Comprovado: Se a imprensa fosse submetida aos interesses da sociedade, Raquel Sheherazade estaria apresentando todos os telejornais do Brasil ao mesmo tempo.
    Se a imprensa for submetida aos interesses da verdadeira sociedade, e não da sociedade civil denorex, os esquerdistas já podem cortar os pulsos.

    • Perfeito, Oseias. Ao lado da minha casa fica uma pizzaria, e um dia acabei ouvindo a conversa dos motoboys. São todos caras da periferia, locais humildes. Estavam comentando sobre dois bandidos que assaltaram um carro numa avenida famosa aqui de São Paulo, e um deles foi morto.
      TODOS os motoboys falavam “tá certo, bandido tem que se fuder mesmo, presta pra porra nenhuma”, entre outros desejos mais sanguinários que não vou reproduzir aqui mas vcs conseguem imaginar, ao que apelidaram de “vermes”.
      Gente humilde falando isso, com esse pensamento: bandido não tem bosta nenhuma de coitadinho, de pobrezinho, de vítima. Verme tem que ser reconhecido como verme.
      E acho que isso reflete o pensamento REAL da gente de bem que mora em regiões humildes.
      Essa coisa de coitadinho é lorota podre de esquerdista.

      Toda vez que um esquerdista vem com esse papo furado de que bandido é vítima da sociedade fico com vontade de falar: “Não vem falar isso pra mim não, que sou de classe média. Vai falar isso pro cara lá que tá puxando carroça na rua. Vai falar pra ele que bandido entra na bandidagem por falta de opção, vai. Depois que vc se entender com ele, aí vem falar comigo”.

    • Uma coisa que acho engraçado é que aí estão acusando o Danilo Gentili, que se tornou, digamos, um símbolo “da direita” na cultura pop, de machismo e banalizador de estupro e etc. Ok.
      E aí, do outro lado, tem o Rafinha Bastos, que sei lá porque a esquerda resolveu adotá-lo -> quando a Luciana Genro foi no Gentili e depois no Rafinha, desceram a lenha no Gentili chamando ele de burro e achando lindo aquilo que a Genro disse de “você devia estudar mais”. E quando foi no Bastos, falaram “agora sim, entrevista de verdade, assim que se faz”.
      Mas esqueceram que o Rafinha há anos atrás foi achincalhado por ter dito que mulher feia tinha que agradecer quando era estuprada, sem falar no caso da Wanessa (uma chatice a polêmica com aquela piada ruim na época, convenhamos).
      Que esquerda coerente! Mas nunca.

  11. A última estrofe desse sujeito(a), que eu lia nos primórdios de 2000, quando em uma entrevista na extinta Comix Shop Magazine, ele já dava lampejos de esquizofrenia.

    “Acho que há uma ação unificada da mídia com um propósito político claro ao recusar a discussão sobre regulação de meios de comunicação. É o que penso. Acho que nosso meios precisam se submeter a interesses da sociedade. Até em nome da liberdade de expressão dela. É um debate que precisa começar agora. Não tenho uma resposta clara e abrangente, infelizmente. É preciso buscar modos democráticos de limitar o monopólio dos meios de informação, bem como garantir e estimular o uso desses meios por parte da população. Isso deveria ser feito para diversificar as abordagens e opiniões que existem hoje e ficam concentradas nas mãos de poucos detentores da audiência.”

    Primeiro, os interesses da sociedade brasileira são claramente conservadores e “reacionários”: É Bolsonaro pra cá, Rodrigo Constantino pra lá, revista Veja e o escambau. Quando a Internet foi democratizada, essa turma esquerdista tomou um tiro no pé: Pensavam que o povo ia apoiar a revolução, aí a revolução engatou suas pautas: movimentos radicais, feminismo, GLBT, racialismo, indigenismo radical e o povo torceu o nariz, então tome retroalimentação em blogs e redes sociais. Que sociedade é essa que deve opiniar Laerte? Imagino que os camaradas formadores de opinião: meia dúzia de gatos pingados comendo verbas públicas para decidir o que o povo deve pensar. É só a troca de monopólios: Menos Globo. Mais Camaradas.

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