No Viomundo, Luana Tolentino pergunta: “Quem sairá as ruas em solidariedade às vítimas de Baga?”. Eu devolvo com outra pergunta..

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Diante da terrível tragédia de Baga, Nigéria, onde mais de 2.000 nigerianos perderam a vida nas mãos do grupo fundamentalista muçulmano Boko Haram, a BLOSTA não poderia perder mais uma oportunidade de tentar capitalizar.

Veja o texto Quem sairá as ruas em solidariedade às vítimas de Baga?, de Luana Tolentino:

A França sangra. Essa é a frase que encontrei na capa da edição de sábado do jornal. Na semana que passou 17 pessoas foram vítimas do fundamentalismo islâmico. Dentre elas, os cartunistas do Charlie Hebdo. No domingo, pela TV, tento identificar um a um os líderes políticos a frente da marcha que levou mais de 2,7 milhões de franceses às ruas.

Enquanto isso, o sangue jorra na Nigéria, país que concentra a maior população negra do mundo.  Dois mil nigerianos perderam a vida. Em meio ao massacre, muitas mulheres e crianças. Assim como os jornalistas franceses, também foram vítimas do extremismo religioso. Mas não sei quem são. Não têm nome, não têm rostos, não existem. Não estampam a primeira página dos jornais, nem merecem um nota nos programas dominicais. Não suscitam sequer uma campanha nas redes sociais.

Eles não são Charlie. Parece natural que sejam mortos. Assim como são naturais os conflitos, os massacres e a dor na África, desde que alemães, belgas, ingleses, franceses e tantos outros iniciaram o processo de exploração dos territórios africanos.

Quem sairá às ruas em solidariedade às vítimas de Baga? Quem se insurgirá contra a violência do grupo Boko Aram? Angela Merkel, François Holland, Mahmoud Abbas ou Benjamin Netanyahu?Acho que nenhum. O Papa Francisco? Quem sabe…

Que eu saiba os franceses saíram as ruas para protestar contra o atentado ao Charlie Hebdo. O que impede os nigerianos de fazê-lo?

É terrível mas é verdade: infelizmente, os nigerianos vivem em um ambiente de conflito incessante. Lamentavelmente, neste ambiente de conflitos explosões de violência tendem a ser muito mais comuns do que em Paris. Talvez isso explique por que os parisienses parecem muito, mas muito mais indignados.

Mas espere… Laura Tolentino é de extrema-esquerda, e defende que ninguém interfira na soberania dos outros países. Então devo supor que a regra não está valendo para ela agora, certo?

Sendo assim, se Laura Tolentino pergunta “Quem sairá as ruas em solidariedade às vítimas de Baga?”, eu retorno com outra pergunta: “O que impede que Laura Tolentino se junte com seus amigos iniciando uma marcha?”.

Ficou feio Laura, muito feio…

Aliás, islamismo radical e marxismo tem tudo a ver. Ambos são antidemocráticos e utilizam a violência como arma de controle.

Em tempo: podíamos criar uma aparelho para detectar hipocrisias da extrema-esquerda. Eu me coloco como voluntário para contribuir com os algoritmos.

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15 COMMENTS

  1. E sempre nesse vitimismo de que a África só ficou ruim depois que os europeus chegaram lá. Antes era boa? O que ela tem a dizer de qdo os árabes não negros dominavam a região?

  2. Outra pergunta que pode ser feita a qualquer um que surja com essa conversa sobre os mais de 2.000 nigerianos mortos pelo Boko Haram é a seguinte:

    “Quem sairá às ruas em solidariedade às mais de 50.000 pessoas assassinadas por ano no Brasil?”

    Creio que qualquer esquerdistinha sofrerá um bug imediato!

  3. Um medidor de hipocrisia na Blosta? Mas é tão óbvio quanto fazer 40º no Rio e 10º abaixo de zero no Alaska. A gente sabe que eles falam a tal da novilíngua e estão sempre tentando faturar em cima da desgraça alheia. São oportunistas ao extremo.

  4. Essa mentirosa é incapaz de se solidarizar com as vítimas do Boko Haram, assim como deve ser incapaz de se sensibilizar com os venezuelanos, vítimas de Maduro. Contra outra porque esquerdista não tem coração.

  5. Que eu saiba os franceses saíram as ruas para protestar contra o atentado ao Charlie Hebdo. O que impede os nigerianos de fazê-lo? Muito bem dito ! Luciano !

    A Nigéria é um país muito populoso tem mais de 170 milhões de habitantes. A França tem por mais de um terço desta população e vejam como conseguiram lotar as ruas em Paris e outras cidades.
    O que impede os nigerianos de faze-lo ? resposta: nada !
    Os próprios nigerianos é que tem que ir as ruas,depois os estrangeiros comovidos pela dor do povo nigeriano. Se estrangeiros vão as ruas primeiro e nigerianos não se mobilizam passa-se uma péssima imagem. O que teria acontecido se á França encarasse este atentado terrorista com leniência,indiferença,calma e frouxidão ? Sem grande indignação ? O mundo daria tanta atenção ?
    O mundo não se mobilizará pela Nigéria se primeiro os nigerianos não se mobilizarem. Encham as ruas com milhões de pessoas e o mundo toda prestará atenção na Nigéria. Gente para encher as ruas é que não falta na Nigéria. Podem por facilmente nas ruas multidões maiores do que as populações de pequenos países como Uruguai,Suíça,etc.

  6. Esse pessoal da BLOSTA realmente é muito descarado e oportunista. Quantas linhas a dita colunista destina a realmente lamentar, sugerir medidas, incentivar o apoio à população vitimada na áfrica? Muito poucas. Por que? Porque na realidade ela não está nem aí para o povo da cidade de Baga, assim como não está nem aí para a miséria e violência reinante na vizinha Venezuela.
    Está claro e evidente no texto que a fulana apenas utiliza o atentado na Nigéria como espantalho para minimizar o atentado ocorrido na França, que se tornou incômodo para o poder central e seus capangas. Qual a relação significativa entre um atentado terrorista motivado por radicalismo religioso e o colonialismo que encerrou-se há quase 1 século? Se assim fosse, a áfrica do sul seria o ápice da violência, da miséria e do terrorismo africano, mas é justamente o oposto.
    Mas o assunto não é esse, o fato de a fulana voltar um século atrás pescando um tema tão externo ao evento em questão indica que o foco não é motivar um levante mundial, multicontinental, contra o terrorismo islâmico. O foco é simplesmente criticar o ocidente e tentar deslegitimar o protesto de milhões que lutam para manter a civilidade de seu país, como vemos na frança.
    Além disso, na visão racialista da esquerda, se o Boko Haram é composto por negros, que representariam um grupo explorado pelo “demônio branco ocidental” há dois séculos atrás, eles teriam, digamos assim, uma licença “poética” para a barbárie, mesmo que a motivação fosse completamente diversa e voltada contra a sua própria etnia.
    A integrante da BLOSTA na verdade abusou do atentado de Baga para obter dois dividendos:
    1- Reduzir o peso do atentado de paris e deslegitimar a sua repercussão e resposta popular.
    2- Criticar o ocidente capitalista, racisma, machista, bla, bla, bla…

    Quem repetidamente alerta a respeito das perseguições religiosas na áfrica é Reinaldo Azevedo, mas pra eles esse não vale…

  7. Luciano, tens razão quando apontas a falta de coerência dos esquerdistas quando lançam mão do argumento da soberania dos povos. Acrescento o multiculturalismo: para eles, se índios matam filhos doentes ou deficientes, está tudo bem. E apelar para a colonização é um truque já manjado.
    Em que pese isso, em relação ao tema, também me fiz a mesma indagação: por que as vítimas da Nigéria não mereceram a mesma justa indignação? Sua resposta de que os franceses protestaram contra o atentado ao Charlie Hebdo e que os nigerianos deveriam fazer o mesmo (em relação ao Boko Haram, se deduzi bem) exclui um elemento determinante: não foram apenas os franceses que protestaram pelo atentado ao Charlie Hebdo. Quarenta líderes de outros países se juntaram à manifestação pública em Paris. Isso sem falar em personalidades públicas de vários países que fizeram o mesmo. O “Eu sou Charlie” que se espalhou pelo mundo expressa bem a solidariedade internacional. Como não foram apenas os franceses que se manifestaram, faltou o argumento sobre os não-franceses. Não vi qualquer dos líderes presentes em Paris emitir uma palavra de solidariedade aos nigerianos ou de condenação ao Boko Haran e à sua nova tática de utilizar crianças-bombas.
    Além disso, há uma certa desproporção na justificativa de que os nigerianos deveriam fazer o mesmo que os franceses. Em Paris havia milhares de policiais e de militares protegendo os manifestantes. Na Nigéria há milhares de terroristas para aniquilar os manifestantes. Por fim, por que responsabilizar os nigerianos pela sua omissão em protestar? Os nigerianos também são merecedores das justas manifestações de solidariedade e de repúdio ao terrorismo religioso (e de qualquer natureza).

  8. Luana Florentina (de Jesus, não sei se tu me amas, pra que tu me seduz…), mais um nome pra lista de vergonha alheia. É aquele discurso chato e tosco, como quando teve o caso Isabela Nardoni e ouvi um povo chato falando “na favela acontecem assassinatos desses todos os dias, cadê a comoção?”.
    Ou até mesmo (e aí até sai da goma esquerdista) quando houve aquele caso em que uma vagabunda louca espancou um cão, e muitos ficaram dizendo “morre gente todo dia e vocês tão aí dando tanta importância pra um cão?”
    Como se um fator Y anulasse a importância do fator X.

    E aí vem mais lorota “não, não to dizendo que X é bom, X é ruim, mas tem o Y…” ENFIA. O. Y. NO. CU.

    Por favor, vocês que lêem aqui, tá na hora de ajudar a acabar DE UMA VEZ POR TODAS com essa bosta desse discurso de comparação que adoram fazer. Troço chato, porra.

  9. Exato!
    Tenho muita raiva do terror islâmico desde o tempo dos atentados dos sunitas contra os xiitas no Iraque.
    Fico bastante ressentido de ver pessoas tirando a vida das outras por motivações torpes.
    Não admito que ninguém mate escudado por ‘ideias’, não importa se religiosa, política ou econômica.
    Não tem desculpa para assassinatos; não há espaço para diálogo com facínoras, como propôs a nossa presidente; tampouco vou tolerar ou relativizar mortes cometidas por governos ou grupos armados, todos agem de forma covarde.
    Se um dia a esquerda passar em procissão condenando o assassinato e a tirania eu entro no cortejo.
    Agora, se a esquerda propor, como sempre, a minha rendição e subserviência como a única maneira de obtenção da paz e justiça mundial, vai quebrar a cara outra vez (sim, já me propuseram isso verbalmente).

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