O inacreditável Alckmin defende financiamento público de campanha. Sabotagem ou delírio?

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O bloco da notícia abaixo (do Brasil247) dá um sinal de que Alckmin bem que podia pensar em se mudar para o PT, pois já está falando como petista:

Na entrevista, Alckmin também defendeu uma ideia que destoa do pensamento predominante do PSDB. “Sou a favor do financiamento público de campanha”, disse ele.

O governador, no entanto, fez apenas uma ressalva. “Mas essa questão não pode vir agora, com a quantidade de partidos que existem”. Antes, portanto, seria preciso aprovar questões como a cláusula de barreira e a proibição das coligações.

Financiamento público de campanha, Alckmin? Vamos ver como funciona?

Todo mundo recebe uma cota do governo para a campanha, certo? Certo.

O governo do PT leva uma bolada um pouco maior, pois tem maior bancada. Um critério até explicável, diga-se. Esse não é o maior problema.

Daí, encerrado o recebimento das cotas, ninguém pode mais receber nada. De empresa alguma.

Tudo lindo na teoria, não? Nem de longe, pois cada vez mais a Internet tem sido importante, e toda uma blogosfera estatal seguirá sendo utilizada para assassinar reputações de opositores do PT.

E a Lei Rouanet? Continuará sendo utilizada para obter apoio de artistas falando em prol do PT.

Isso para não citar o uso do aparelho estatal, todo em favor do PT.

Obviamente, essas outras “cotas”  (Lei Rouanet, BLOSTA, aparelhamento estatal) não fazem parte do financiamento público de campanha. É um benefício destinado apenas a quem detém o poder. Que é… o PT.

Mas e se você tiver apoiadores revoltados querendo interromper esse processo tirânico de uso estatal para a consolidação de uma ditadura?

Aí é que vem o pulo do gato: você não pode mais recorrer à financiamentos de empresas, pois existe uma lei terá proibido esse financiamento, permitindo apenas… financiamento público de campanha.

Será que algum admirador de Geraldo Alckmin (eu votei nele, e votaria de novo, apenas para não votar no PT e sua tropa) consegue validar essa defesa feita por ela para o financiamento público de campanha?

Acho difícil classificar este tipo de apoio nojento ao financiamento público como algo diferente de cuspe na cara.

Devemos exigir que ele nos dê explicações, para que nos responda: “Qual seu interesse de consolidar um projeto tirânico do PT com o financiamento público de campanha?”.

A coisa tem que ser neste tom com quem faz declarações tão indecentes como “eu apoio financiamento público de campanha”.

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6 COMMENTS

  1. A gente tem de entender de uma vez por todas que a estratégia das tesouras existe. É fato. O PSDB, vez por outra, deixa transparecer sua verdadeira face. PT café com leite.

  2. Nada surpreendente! FHC, em artigo em O Estado de São Paulo, segundo leio na VEJA (14/01/2015, p. 36), declarou: “Atualmente a polarização PT-PSDB distorce o significado do voto, já que os ideários dos dois partidos não são necessariamente antagônicos.”
    Está dificil achar quem me represente!

  3. Não votei nele, mas também não votei no Padilha (aquele cuja propaganda era uma represa cheia de água, como se caso ele fosse eleito fosse começar a chover milagrosamente…).
    Sei que ele fez muitas coisas boas que não aparecem tanto, como as que o Haddad faz que são bem visíveis pra mostrar “oh o que to fazendo”, Alckmin fez obras importantes no esgoto que não aparecem e portanto dá-se a impressão que não fez nada, mas enfim… não ia com a cara, agora menos ainda. Tem um monte de petista rindo dessa declaração dele. Não é atoa que dizem as más línguas que ele e Aécio não se bicam…
    Alckmin, quero ver que explicação você vai arranjar pra sair dessa queimada que vc mesmo se pôs.

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