Reações petralhas no caso Marco Archer mostram cinismo patológico

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Você pode até comentar, de forma descompromissada e indignada, qualquer frase dita por petistas. Porém, se não entender a mente de psicopatas, não conseguirá os melhores resultados no momento de combatê-los politicamente. Um exemplo disso é o caso Marco Archer, executado na Indonésia nesta sábado por tráfico de drogas.

Para começar, a blogosfera estatal (BLOSTA) decidiu tomar como polêmica uma argumentação justa (embora contestável) de Rachel Sheherazade. Segundo o Brasil247, o argumento de Rachel Sheherazade abaixo  defende “a barbárie”. Leia o argumento dela:

A Indonésia tem leis próprias, soberanas, que devem ser obedecidas

Depois de falhar em sua tentativa de conseguir clemência para um dos condenados à morte na Indonésia, o brasileiro Marco Archer, a presidente Dilma mandou dizer, em nota, que estava “consternada e indignada” com a execução do traficante.

Archer foi flagrado em 2003 no aeroporto de Jacarta com mais de 13 quilos de cocaína. Aquela não era sua primeira viagem de negócios. Marco era um traficante tarimbado com 25 anos de experiência. Com o dinheiro do tráfico, levava uma vida fácil, de luxos, festas, mulheres e viagens pelo mundo. Depois de ser julgado pela instância máxima da justiça da Indonésia, se tornou o primeiro criminoso brasileiro condenado à pena de morte.

A Anistia Internacional condenou o governo da Indonésia pela execução. Considerou a pena de morte uma regressão para os direitos humanos.

A presidente brasileira mandou até trazer de volta o embaixador do país “para esclarecimentos”, um gesto que, diplomaticamente, representa um estremecimento nas relações entre os dois países.

Dilma pode até fazer cara feia, bater o pé, mandar voltar o embaixador, pode fazer a “mise en scène” que quiser. Mas, não tem poder de interferir na decisão judicial de um outro país.

Como o Brasil, a Indonésia tem leis próprias, soberanas, que devem ser obedecidas, sob pena de condenação.

Como outros 56 países, a Indonésia também aplica a pena capital.

Ao contrário do Brasil, considerado a principal rota de cocaína na América do Sul e cujas fronteiras dão boas vindas a traficantes de todas as partes, a Indonésia se esforça ao máximo para extirpar o tráfico de suas ilhas.

Em resposta às críticas de movimentos “ditos” humanitários contra a morte dos traficantes, o presidente da Indonésia, Joko Widodo escreveu: “A guerra conta a máfia da droga não pode ser feita com meias medidas, porque as drogas têm verdadeiramente arruinado a vida dos usuários e das suas famílias.”

O potencial de destruição de um traficante só pode ser medido pelas vítimas de seu negócio.

O Brasil é o país com o maior número de viciados em crack e o segundo maior mercado consumidor de cocaína do mundo. Dados da Polícia Militar de São Paulo estimam que 80% dos crimes urbanos cometidos no Brasil têm alguma relação com tráfico de drogas.

Vinte mil brasileiros morrem todo ano em pelo consumo de drogas ou por crimes relacionados ao tráfico.

E apenas 5% dos dependentes de drogas conseguem viver em estado de recuperação.

Quer saber a dimensão do o mal que um traficante pode causar? Pergunte a quem perdeu um pai, uma mãe, um filho, uma família para o vício….

No ano 2000, um brasileiro perdeu o próprio irmão para as drogas: o traficante Marco Archer. Seu irmão, Sérgio, que costumava espancar a mãe para tomar dinheiro que lhe sustentava o vício, morreu vítima de overdose.

Em vez de se comover com o próprio drama familiar, e se colocar no lugar das famílias destruídas pelas drogas que ele mesmo vendia, Archer lavou as mãos e preferiu ser um mercador de desgraças.

Se preso no Brasil, seria acolhido pela condescendência do nosso Código Penal. Mas, deu azar de ser flagrado num país sério, onde a Justiça dá o exemplo: aqui se faz, aqui se paga.

Liberais tendem a achar que as drogas deveriam ser liberadas. Conservadores tendem a achar que elas devem ser proibidas, como são. Até aí tudo bem. Estamos diante de uma divergência dialética.

Mas apoiar a pena de morte em um país que a aplica por causa de um crime não é barbárie. Lembremos que há um julgamento, e todo um processo legal antes da pessoa ser condenada à morte. E, mais, na Indonésia existem anúncios públicos dizendo que o tráfico de drogas levará a pena de morte. Daí podemos até questionar se é um caso de aplicação de pena de morte, mas é claro que falamos de ações civilizadas.

Marco Feliciano, também conservador religioso, como Rachel, discorda da posição dela. Mas ao assistirmos o vídeo abaixo, teremos informações interessantíssimas mostrando o nível de cinismo petralha:

Quer dizer, os coletivos não-eleitos do PT lutaram para tirar Marco Feliciano da Comissão de Direitos Humanos. E, após fazê-lo, arquivaram o caso da luta pela vida de Marco Archer, caso no qual Feliciano trabalhava. E, no apagar das luzes, Dilma aparece para encenar alguma preocupação com Archer. Ela deveria se preocupar com a possibilidade do povo brasileiro começar a divulgar esse vídeo de Feliciano.

Não importa se você é contra ou a favor da pena de morte para tráfico de drogas (e eu sou contra), o que importa é vermos que o cinismo tem imperado em todas as ações petralhas neste caso.

A ex-ministra dos Direitos Humanos e atual deputada petista Maria do Rosário fez uma declaração dizendo que o traficante “não era herói, era traficante”. Decerto ela está correta. Mas isso não bate com todo seu comportamento passado a respeito do crime, sempre com conivência e até apoio. Aliás, se ela não se importa para onde vão as cinzas do traficante Archer, ao mesmo tempo se preocupa muito pela liberdade do psicopata estuprador Champinha…

No Pragmatismo Político, vemos que Marco Feliciano já está usando o tom adequado para tratar o discurso petralha:

Marco Feliciano (PSC) e Maria do Rosário (PT) têm posições diferentes também sobre o brasileiro Marco Archer. Maria do Rosário escreveu ontem em seu Twitter que Archer não era herói, declaração que foi chamada de “cruel e estúpida” por Feliciano na manhã desta segunda-feira, 19.

“Fosse eu a falar a mesma coisa e o mundo petista nos executaria também. (…) Esquerdopatas são assim, ambíguos, maquiavélicos, cruéis, mentirosos, falsos, arrogantes e insolentes”, escreveu Feliciano.

Ontem, Maria do Rosário havia escrito que era contra a pena de morte e a execução, mas que Archer não deveria ser tratado como herói. “Fui contra execução. Sou contra pena de morte. Mas que interesse há para onde as cinzas serão levadas no Brasil? O sujeito não era herói, era traficante”, escreveu a ex-ministra dos Direitos Humanos.

O fato é que nós podemos discutir nossas posições a respeito de temas polêmicos civilizadamente. A discussão vai até o momento em que entra um petralha na conversa. A partir do momento tudo vira encenação, jogo e embuste, onde nada mais é julgado a partir de critérios lógicos e morais.

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13 COMMENTS

    • EU!
      Tenho amigo que é usuário de cocaína e que encheu o saco com isso do Aécio, falando que Aécio era cheirador e nhénhénhé. Um dia não aguentei e mandei um “poxa, sua vida deve ser muito imaculada, muito santa, muito correta”.

  1. Pior do que as “notícias” do Brasil 171 são os comentários.Nessa notícia a turma estava mais preocupada em falar que ela não teve o mesmo comportamento no caso da suposta cocaína que Aécio teria consumido (olha aí um exemplo de falta de senso de proporção), assim como teve pessoal chamando-a de vadia (se fosse um Bolsonaro da vida já seria chamado de misógino, com direito a alguma campanha ridícula via facebook e twitter).
    Aí a turma pode escolher se os comentáristas são MAVs ou idiotas úteis.

    Em tempo, chega a ser cômico essa turma ficar associando cocaína ao Aécio Neves, enquanto qualquer um sabe que as FARC conta com a simpatia de vários setores da esquerda.

  2. Vish, TENSO esse texto da Rachel, ela que me desculpe. Eu gosto dela – quer dizer, já gostei mais, acho ela fracote, embora mais acerte do que erre. Mas os elogios que ela fez à Indonésia doeram.
    Vejamos o último parágrafo:
    “Se preso no Brasil, seria acolhido pela condescendência do nosso Código Penal. Mas, deu azar de ser flagrado num país sério, onde a Justiça dá o exemplo: aqui se faz, aqui se paga.”
    A primeira frase: ok, no Brasil bandidagem deita, rola e trepa em cima do Código Penal.
    Agora, a segunda frase foi de doer.
    Uma jornalista deveria ser bem informada e saber que na real a Indonésia é tão firme quanto uma diarréia. Por que?
    No sábado executaram o brasileiro, e NA SEGUNDA FEIRA LIBERTARAM uma australiana que cometeu o mesmo crime dele por lá.

    Duvida, é?
    TCHÃRÃÃÃÃM:
    http://www.opovo.com.br/app/maisnoticias/mundo/asia/2015/01/19/noticiasasia,3379572/australiana-presa-por-trafico-de-drogas-na-indonesia-foi-libertada.shtml

    Quem está pagando pau pra Indonésia é muito, muito idiota.
    PAREM, babacas.

      • Sei sim. Ela foi libertada porque esse lixo de Indonáusea não quer se queimar com os australianos, afinal, quem mais enche as praias de Bali, quem são os principais turistas?
        Por isso também que, junto com o brasileiro, executaram um holandês. Brasileiro e holandês não enche as praias deles, não traz benefício, então bora executar, é a lógica desses loucos.

        Achou legal a australiana ser libertada?
        Que tal então a indonésia que cometeu assassinato na Arábia Saudita e o governo indonésio pegou milhões dos trabalhadores do país pra libertá-la?

        Rachel Sheherazade deu um tiro no próprio pé, dos feios, ao afirmar que lá “é um país sério”, sendo que além desses casos que citei ainda rola tráfico de drogas DENTRO das prisões, com CONSENTIMENTO dos guardas e delegados.
        Isso é país sério?
        Isso é a Justiça dando exemplo?

        Vão a merda!
        Aquele país tem que ser visto como LIXO que é. Parem de pagar pau, quem dá moral pra merda é mosca.

    • Se tem ‘babacas” defendendo a Indonésia, eu não sei. Mas que tem BABACAS incomodado com quem concorda com execução, isso tem!! Procura algo para discutir, babacão!! A questão é simples, você entra lá e em outros países que tem a pena capital sabendo que está apostando a vida. Neste caso, ELE PERDEU!! Agora, se uma fulana ou fulano foi libertado, é outra história. Ele deveria saber disso também, se é que o motivo seja este, de prioridade para uns e outro não! O que importa mesmo, é saber que temos um traficante a menos no mundo. RÁ RÁ RÁ…

      • Não é atoa que você tem o mesmo nome de um cara bem idiota que infelizmente conheço. Se soubesse ler veria que em momento nenhum citei a execução, e sim os mal informados (sendo educado), como você, que estão achando que a Indonésia é um país “sério”, que mata brasileiro mas solta australiano. Se eles são tão firmes assim, tão robustos e machões e sérios como você, por que não executaram a australiana também? Por que não deixaram a indonésia que cometeu assassinato na Arábia Saudita ser executada lá ao invés de pagar pra libertarem ela?
        Não tem bostaa nenhuma de “é outra história”. Complexo de vira lata de brasileiro é foda viu.

        Se sou contra a execução? Acredito que pra esse crime há outras possibilidades de penas. Pra ESSE crime, de traficar drogas. Não sou hipócrita de tomar todas quando vou em festa e fumar cigarro e dizer que quem usa drogas merece morrer. E se você também é do tipo que adora uma cervejinha, hipócrita está sendo.
        Agora, sim, o cara foi um vacilão, sabia que por lá esse crime dava execução, arriscou e se danou.

        Mas agora, vir dizer que Indonésia é linda por conta disso?
        Sabia que por lá, nas prisões, rola tráfico de drogas comandados pelos próprios guardas, e o governo faz vista grossa?
        “AIIIIIIIII AQUI TAMBÉÉÉMMMMM, AU AU” latiria o vira lata afetado. Aqui também, mas isso não faz com que lá se torne LINDO simplesmente por ser OUTRO PAÍS. Ainda mais porque lá tráfico de drogas leva a execução, e aqui não.
        Imbecil.

  3. Sobre a richinha virtual Vadia do Corsário e MarCU Felizdando… QUE SE FODAM OS DOIS.
    Detesto os dois.

    A primeira, do Corsário, defende estuprador e condena traficante. Ou seja, a moral dela é a mesma da Indonésia, ou seja, a mesma de uma mosca em cima de um pedaço de bosta.
    Para a Indonésia (que to vendo cada vez mais babacas defendendo) e para Vadia do Corsário, você pode MATAR (como Champinha o fez e como uma indonésia fez na Arábia Saudita e o presidente da Indonésia tirou milhões do bolso dos trabalhadores para pagar a libertação da mesma) mas não pode TRAFICAR.
    Vadia do Corsário = Indonésia. Onde assassinar com as próprias mãos pode, mas traficar pó sem matar ninguém não pode.
    Farinha do mesmo saco podre.

    E o tal Felizdando, eu quero que esse mano se foda, apodreça, se foda muito. Ele nunca me representou e nunca vai me representar. Eu quero oposição de verdade, oposição respeitosa, pacífica, que não fica se preocupando com a vida privada dos outros.
    Que se foda Feliciano, filho da puta que é, detesto ele e me dá nojo cada vez que ele fala algo sobre o PT ou sobre esquerdista pois eu NUNCA SEREI do mesmo time que esse LOUCO RIDÍCULO.

    Indonésia, Felizdando e Corsário: APODREÇAM, ESCÓRIA.

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