Cunha e a percepção da realidade. E por que devemos apoiá-lo?

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eduardocunha

Mais um motivo para apoiarmos a candidatura de Eduardo Cunha à presidência da Câmara. Veja a notícia Cunha defende financiamento privado de campanha eleitoral, da Folha:

Candidato do PMDB à presidência da Câmara, o deputado Eduardo Cunha (RJ) disse nesta segunda-feira (26) que a “tentativa de criminalizar” o financiamento privado de campanha eleitoral “é perigoso” e “uma seara de risco enorme”. Segundo ele, a contribuição única e exclusivamente de pessoas físicas para as campanhas será “um desvirtuamento da representação”.

O STF (Supremo Tribunal Federal) julga o fim do financiamento privado das campanhas eleitorais.

“Discordo da decisão que o financiamento privado seja ilegal. Se é inconstitucional ou ilegal, todo mundo aqui se elegeu na ilegalidade”, afirmou Cunha.

Durante evento na sede da Força Sindical, em São Paulo, o deputado defendeu a diminuição do tempo de campanha para baixar também os custos. “Três meses [de campanha] é muito. O eleitor decide em cima da hora. Se você diminui o tempo de campanha, você diminui o custo.”

Ao contrário de boa parte da direita, que dificilmente se preocupa com demandas importantes (optam por pedir “anulação de eleições” ou “impeachment”, que não tem causado qualquer tipo de ressonância, e nem poderiam), Eduardo Cunha mostrou muito maior percepção da realidade. Se ele já havia se posicionado contra a censura de mídia, agora fala contra o financiamento exclusivamente público de campanha.

Decididamente, ele já percebeu onde fica Jerusalém, pois ele realmente se preocupar em conquistar as trincheiras mais importantes para o PT.

E ele sabe que com o financiamento exclusivamente público de campanha, o próprio PMDB será cuspido, pois o dono do poder estatal (o PT) teria muito maior poder de coação sobre qualquer outro partido, mesmo da “base aliada”.

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10 COMMENTS

  1. Cunha está realizando uma verdadeira oposição ao governo, isso é fato. Não é a toa que a petezada está louca para difamá-lo e tira-lo da corrida pela presidência da Câmara.

  2. Isso está certissimo. Pensar em anular as eleições encontra barreiras nas pessoas mais leigas. Como explicar a elas que “não valeu” sem nenhuma prova concreta de ação direta para manipular? Mesmo com a historia da SMARTMATIC, ainda nao é possivel colar isso nas pessoas, somente uma prova de A + B poderia fornecer combustivel. De todo modo penso que o deputado está correto e esse blog tb. Já que nao ha horizonte para provar a fraude, que sejam criado aos poucos a condição para impeachment com a prova do envolvimento do governo na operação lava jato, daqui a uns meses. Enquanto isso devemos combater a censura de midia e o fim do financiamento privado de campanhas, que são bandeiras deles.

    Acho tb que paralelamente poderiam ser feito uma coisa muito melhor que dizer que as eleicoes devem ser anuladas, propor um novo formato para tribunais eleitorais, e sistema eletronico de votacao com impressao de voto, sugiro eventos, paineis, palestras, artigos explorando esse tema e um projeto de lei a ser apresentado com apoio da população , oque acha luciano?

    • Aqueles que clamam pela teoria da anulação das eleições fazem mais por apelo emotivo do que por razões concretas.

      Entretanto existe algo ainda pior: suponhamos hipoteticamente que, por algum milagre, se anule as eleições baseado somente em pressão emocional por parte da oposição. Isso seria o próprio tiro no pé, pois daria aos esquerdistas o mesmo direito de retórica: poderiam pedir a anulação de um governo de direita eleito legitimamente. E para este tipo de coisa eles são muito mais organizados que a oposição.

    • Pense com sua cabeca, td para o luciano ayan é teoria da conspiracao, quer tirar o pt ( opartido mais raivoso, criminoso, bandido…da história ) na base da democracia, se tem algo que eles ja mostraram que nao aceitam é a LEI. Coisa chata, peca o luciano para fazer uma lista dos motivos LEGAIS QUE temos para impugnar a dilma como presidente e o pt, teremos uma lista com no mínimo uns 15 itens, mesmo assim insistem em ficar com esse papo de estratégia, que coisa ridicula, espero que ele esteja ganhando m dinheiro com esse blog, pq como informacao ta um zero A ESQUERDA: afsss Estou escrevendo pq é a ultima vez que venho aqui nessa pagina, espero que ele leia isso… fui:::

      • Bom, realmente entendo o seu lado. Este blog tende a ser apreciado por quem aceita ou tende a aceitar a guerra política.

        Mas veja a sua alternativa… vc diz “na base da democracia” não dá. Mas foi “na base da democracia” que o PT chegou ao poder. 😉

  3. Começo a achar que a verdadeira oposição ao PT virá não do PSDB, mas do PMDB quando eles lançarem um candidato à presidência. Eduardo Cunha já vem prometendo isso há meses. Talvez a eleição dele à presidência do Congresso seja o embrião desse futuro projeto de poder.

    Continuo achando Cunha e seus comparsas de legenda um bando de larápios, mas eles ao menos são larápios com algum apreço à democracia.

  4. O Eduardo Cunha por ser radialista é muito hábil com as palavras e se posiciona de forma muito assertiva e direto quando se defende.

    Em entrevista dada por ele, disponibilizada hoje no site da Veja demonstra também outro ponto fundamental: a independência do congresso e dos poderes diante de um PT com um plano de poder totalitário.

    O PT desde que entrou tentou desmoralizar o legislativo e deixá-lo as suas vontades, então quando ele diz querer resgatar a imagem e a independência do congresso demonstra uma percepção clara da situação.

  5. Oposição articula bloco à eleição de Cunha à presidência da Câmara

    DANIELA LIMA
    MARINA DIAS
    DE SÃO PAULO
    27/01/2015 02h00
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    Na reta final da disputa pela presidência da Câmara, os partidos que sustentam o nome de Júlio Delgado (PSB-MG) para o comando da Casa articulam um desembarque em bloco da candidatura pessebista em favor da eleição de Eduardo Cunha (PMDB-RJ).

    O peemedebista é o favorito para o posto, mas corre o risco de enfrentar uma eleição de dois turnos se Delgado permanecer na disputa. Caso o movimento da oposição se concretize, crescem as chances de Cunha liquidar a fatura em um turno só e alijar o PT dos principais cargos da Câmara dos Deputados.

    O argumento para o desembarque da candidatura de Delgado é pragmático. Integrantes do PSDB, PPS e do próprio PSB ouvidos pela Folha dizem que insistir em uma terceira via sem chance real de vitória é “relegar a oposição ao nanismo em todos os postos da Casa”.

    “Como vamos atuar e defender nossa agenda se estivermos fora de todas as comissões importantes?”, questiona um tucano de São Paulo.

    A ocupação de cargos e comissões na Câmara é definida de acordo com o tamanho dos blocos que se agrupam antes da eleição do presidente da Casa. Hoje, o grupo de partidos que apoia Cunha é o maior. O petista Arlindo Chinaglia (SP), que polariza a disputa com o peemedebista, vem logo atrás, seguido pelo grupo de Delgado.

    Na definição do comando das comissões, portanto, o grupo de Cunha, com o PMDB à frente, teria prioridade. Depois, seria a vez do bloco comandado pelo PT de Chinaglia e, só então, viriam as indicações da oposição.

    “Não tem comissão para todos. No nosso caso, PPS e PV, que são as menores bancadas, teriam que dividir uma comissão entre eles”, destacou um pessebista.

    Cunha se reuniu nesta segunda (26), em São Paulo, com a bancada do PSDB no Estado –e, segundo um interlocutor, sinalizou que, se houver acordo, os tucanos podem ficar com a vice-presidência da Câmara. Teria dito ainda que colocaria PPS e PV em uma comissão cada.

    Se levar a oposição, Cunha terá deputados suficientes para relegar cargos menos relevantes da Casa ao PT.

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