Tico Santa Cruz ofende a inteligência dos leitores para se defender da questão da Lei Rouanet

51
142

tiro

O pessoal que for aprender qualquer coisa que seja nas escolinhas de ética do Tico Santa Cruz provavelmente sairá apto a justificar tomadas de dinheiro alheio de forma mais criativa. Ao menos é isso que ele dá a entender em um post de Facebook onde faz uma argumentação bizarra para se defender de uma acusação de ter recebido verba da Lei Rouanet.

Antes aqui está a origem da reclamação do músico do Detonautas:

hipocrisia_tico_santa_cruz

E agora vamos para o OANI (objeto argumentativo não identificado) de Tico:

Por que resolvi entrar com processo contra pessoas que insistem em dizer que o Detonautas recebeu dinheiro da Lei Rouanet ?

Observem que o indivíduo Juliano Marconi é uma pessoa mal intencionada e ignorante. Ele não conhece a Lei Rouanet e confunde “Direito a Captação” com o recebimento do dinheiro aprovado pela lei.

Quando o antigo escritório do Detonautas inscreveu a banda para buscar captar verbas para uma tour em 2013, nós pensamos melhor e decidimos não participar. Saímos do escritório, mas a lista de artistas APTOS a captar a verba foi amplamente divulgada na imprensa. O que confundiu as pessoas que não conhecem o mecanismo a lei.

Então o MOBRAL DO TICO SANTA CRUZ EXPLICA.

AMIGUINHOS… Quando um artista inscreve o seu projeto na Lei Rouanet ele NÃO RECEBE DINHEIRO NENHUM DO GOVERNO. O artista apenas fica apto a procurar empresas PRIVADAS que possam investir nesse projeto alguma verba em troca de descontos em seus impostos.  INVESTIR EM CULTURA É FUNDAMENTAL PARA O PAÍS.  Ainda sim, o DETONAUTAS NÃO RECEBEU DINHEIRO DA LEI ROUANET.

E para comprovar isso, entrei com processo na Justiça para obrigar as pessoas que AFIRMARAM que recebi dinheiro do Governo para que PROVEM que de fato o Detonautas recebeu alguma verba.

As pessoas que foram processadas por Difamação e Danos morais, receberão até Junho – Data da audiência Marcada – suas notificações judiciais.

Sendo assim, em breve teremos efetivamente nosso direito a VERDADE preservado.

Desde já agradeço ao meu advogado Dr Rodrigo Menezes Toledo por esse cansativo trabalho de catalogar todas as pessoas que vem nos comentários ou fazem postagens nos acusando do recebimento dessa verba.

Agora é esperar os resultados.

Não, mil vezes não. Mas de jeito nenhum. Ninguém em sã consciência pode achar qualquer justificativa lógica nesse emaranhado de palavras aí em cima.

Justiça seja feita, ele está certo ao dizer que não recebeu dinheiro da Lei Rouanet. Mas o processo vai dar em água pois ele entrou na listinha, logo induzindo as pessoas ao erro. Muito provavelmente vai tomar uma sentença de litigância de má fé na testa.

Mas se este sujeito pode ser inocentado de receber verba estatal, o mesmo não pode ser dito de sua argumentação. É coisa de cadeia.

Ele argumenta dizendo que qualquer artista recebendo dinheiro da Lei Rouanet não recebe dinheiro do governo, mas de empresas, que deixam de pagar impostos ao governo. Mas essa é a lógica da lavagem de dinheiro.

O que ocorre aí é um “bypass” do dinheiro que iria para o governo, mas é transferido antes para os artistas aparelhados. Mas se não existisse esse “bypass”, obviamente o dinheiro estaria nas contas do governo. E esse dinheiro deixa de ir para coisas como Bolsa Família, saúde, segurança, etc.

Lei Rouanet nada mais é que uma mistura de lavagem de dinheiro com compra de apoio. A diferença é que está dentro da lei. Mas o problema é exatamente a existência de uma lei tão imoral assim.

Que fique mais uma vez claro: direito à captação é a mesma coisa que recebimento do dinheiro do governo, principalmente por que este último dá autorização à captação de um valor (x), que deixa de ir para as contas do governo.

Aliás, a frase “investir em cultura é fundamental para o país” é apenas um gritinho de propaganda para enganar trouxas. Não há nada de fundamental em permitir que bandas e músicos como Claudia Leitte, Rita Lee, Humberto Gessinger e Detonautas (quanta “cultura” junta, não?) tenham direito a “captar” nosso dinheiro. Sim, pois cada imposto não recebido está sendo “perdoado” de empresas, que estão fazendo o “bypass” da grana a músicos de terceira categoria. E posicionamento político de quinta.

Se o Detonautas no mínimo fez o pedido (mesmo que tenha desistido depois) tem motivo para morrer de vergonha. Isso é nojento. Isso é repelente. A Lei Rouanet deveria ser extinta, e os nomes de músicos que tenham se aproveitado dessa lei deveriam ser boicotados.

Todo dinheiro recebido por um artista via Lei Rouanet é um crime moral.

Cada centavo que estiver sendo recebido por um desses artistas deixa de ir para serviços públicos. Se um sujeito não vê nada de errado nisso, então tem problemas morais tão sérios que o tornam incapaz de discutir qualquer assunto sobre moralidade ou não de questões públicas.

Este é o drama de muitas bandas de rock nacional. Muitas são ruins enquanto estão tocando e cantando. Mas algumas delas ficam ainda mais patéticas enquanto estão abrindo a boca para falar de política.

E o pior é que esse sujeitinho acha que abafou em seu post…

Anúncios

51 COMMENTS

  1. O pior mesmo foi quando alguém disse pra ele processar o Constantino e ele dizer que o Constantino pediu “desculpas” a ele (sendo que o texto de Constantino é carregadíssimo de ironia), e não satisfeito ainda foi azucrinar a pessoa em seu próprio perfil.

    É muito pombo enxadrista pra um cara só

  2. Luciano, não que eu seja um entusiasta da Lei Rouanet, mas sim um curioso: o que deveria ser feito nesse caso, então? Se um sujeito se propõe a ser músico, e tem talento para isso (da lista que apareceu eu gosto de um artista apenas, e não é o Tico, óbvio), o que ele deve fazer?
    Lançar músicas ruins mas que vendem do tipo as da Ivete Sangalo, Gustavo Lima, esses tchetchererê e por aí vai?
    Ou desistir de tudo e ir trabalhar em uma empresa de iniciativa privada e etc etc?
    Qual o outro caminho?
    Não estou perguntando porque quero desafiar, mostrar que tá errado, nada disso. É curiosidade mesmo, pois tenho curiosidade pelo assunto.

      • Entendi. Não sei se o Sepultura é independente ou é banda de gravadora, creio que seja a primeira opção porque o som não é nada comercial. Como fazem será bandas/cantores de som que não é pra tocar no rádio? Gravar do próprio bolso e sobreviver com cachê de show?

        Aliás, se não estou louco, lembro de você dizer uma vez que gostava de umas bandas internacionais independentes. Como será que é a lógica de mercado fonográfico lá, será que fora do Brasil, no Primeiro Mundo, rola isso de verba estatal?

        E de mera curiosidade, você gosta de alguma banda/cantor(a) nacional? (um dos que apareceu aí na lista eu particularmente acho muito bom, e pelo visto não é do teu gosto, rs)

      • E por falar em rádio… Hoje de madrugada, estava ouvindo um professor falr sobre o Boko Haram na Band News. Ele disse que o grupo surgiu em 2002 e até 2009 ficou quieto no canto dele. Já em 2009, começo a se assanhar (devido a inoperância das autoridades nigerianas) e a cometer os mais variados crimes. O saldo de mortos pelo grupo é de 10 mil de 2009 para cá e a ONU já reconheceu que o governo nigeriano (que é outra moléstia) perdeu a capacidade de combatê-lo. Isso me fez lembrar da leniência do governo brasileiro com o MST, MTST, Black Blocs. Eles podem se tornar um Boko Haram brasileiro, deixando um rastro de sangue onde passarem com sua sanha ideológica interesseira.

    • Você pode ver o mundo da música como o de qualquer outra categoria profissional. “O que fazer?” é uma pergunta comum, exceto que vai ser bem mais difícil você ver alguém oferecendo emprego pra músico (mas encontra). Um músico ou banda que despontam são como empreendedores bem sucedidos. Muitos perdem tudo várias vezes até descobrirem o que eles conseguem fazer dar certo; muitos desistem no processo e acabam voltando a ser empregados.

      A questão mais importante aqui seria “por que o povo tem que ser obrigado a financiar qualquer pessoa que não deu certo na atividade que escolheu exercer?”. Pior ainda é o povo ser obrigado a financiar “empreendedores” bem sucedidos e com posição já consolidada no mercado, como você vê na listinha. Isso é de morrer!

    • Em primeiro lugar a banda é uma espécie de “empresa de iniciativa privada”.
      Em segundo lugar, imagine que você queira abrir uma padaria. Você acha que o dinheiro do imposto de outras pessoas devem financiar este seu projeto?
      Se o sujeito escolheu ser músico e montar uma banda, a escolha foi dele e se der certo ou errado, é ele que deve assumir os riscos, não terceiros que devem financiar o que ele escolheu.

      • Maxwell e Jeferson,

        Compreendi. Agradeço por terem trazido esses pontos de vista, não tinha pensado desse lado. Não que eu seja fã de Lei Rouanet ou coisa do tipo, mas sempre enxerguei com dificuldade como alguém conseguiria ser músico no Brasil sem precisar depender de leis como essas.

  3. Padrão Brasil de agrumentação
    “AMIGUINHOS… Quando um artista inscreve o seu projeto na Lei Rouanet ele NÃO RECEBE DINHEIRO NENHUM DO GOVERNO” SANTA CRUZ, Tico

  4. A única musica que precisa de patrocínio estatal é a musica erudita, de alta cultura. Caso contrário, desaparecerá, e ficaremos só com os shows do Calcinha Preta. E isso já é feito. Tente entrar para uma boa orquestra fazendo um teste hoje. Vais ter que tocar pra c@¨%$lho!!!
    Musica pop tem a ver com ser comível, jovem e gostosinho. Em alguns raríssimos casos há qualidade verdadeira. E o caminho é árduo e longo. Tem que ter talento, dedicação e… sorte!
    Mas não tem que ter dinheiro público não!

  5. Existem três tipos de pessoas na política do Brasil:

    -Os ideólogos (quase totalmente formados por libertários) que se recusam de participar na política brasileira e são dominados por quem se interessa em participar da política brasileira.

    -Os honestos (PSDB e partidos de oposição) que participam da política, mas tomam um baile de quem sabe lutar a guerra política.

    -Os espertos (quase totalmente formados por petistas e amigos do partidão) que além de participar da política e não ganhar nenhuma discussão política séria, consegue aprovar e ter as coisas que quer e colocar tudo o que precisa ser colocado na prática e no tempo certo.

    Tico Santa Cruz é um verdadeiro asno intelectual, mas está no grupo dos espertos.

    • Concordo que a música erudita é melhor, mas ela não precisa de apoio estatal.Inclusive tal apoio ia acabar prejudicando quem gosta desse tipo de música, da mesma forma que acontece com todos os problemas que o livre mercado resolve e que o governo se mete ‘com a melhor das intenções’ e só acaba piorando tudo.

      • Slaine, a musica erudita é bancada no mundo todo. As filarmonicas pela iniciativa privada, doações, e as sinfônicas pelos governos. O grau de dedicação que um musico erudito de alto nível é absurdo, ele tem que praticar o dia todo para alcançar o nível absoluto de excelência necessária. Meritocracia pura.Isso tem que ser remunerado, para valer a pena tanto esforço. O mesmo se dá com museus. E olhe que as platéias vêm diminuindo ano a ano, há várias iniciativas para atrair os mais jovens para a verdadeira fruição artística que é assistir a um bom concerto. Certas obras simplesmente não podem desaparecer. Recomendo os (excelentes) artigos de Heloísa Fischer, da Agenda Viva Música! para maiores informações sobre o tema.
        Grande abraço!

  6. Tente achar a logica do comentario abaixo

    “Sábias palavras do Prof. Dr. Douglas Riff:
    Situação hipotética:
    Aécio ganhou as eleições presidenciais de 2014 e torna os programas assistenciais como política de estado, com o congresso aprovando a CLS (Consolidação das Leis Sociais). Amplia fortemente a taxação dos super-ricos e heranças e diminui os impostos para a população de baixa renda. Promove a estatização do transporte público urbano, subsidiando a tarifa e ainda a federalização de todo o ensino básico. Em sua gestão o maior corte foi no pagamento de juros da dívida interna, e não no Ministério da Educação.

    Vocês imaginam algum petista chamando Aécio de mentiroso, ludibriador, etc, por ele manifestar uma guinada à esquerda como a ilustrada pela situação hipotética acima? Não faz o menor sentido, não é? Eles comemorariam, ainda que desconfiados, o feito.
    Mas a lógica que conduz a capacidade analítica dos aecistas não faz sentido mesmo, pois invertidos os atores, é exatamente o mesmo que estão fazendo nesse exato momento. Alimentado por mentiras (“o mundo vai bem, o Brasil que nao…, a Petrobras etc”), preconceitos (“maldito PT que tirou minha empegada a preço de banana e ainda colocou filho de cobrador pra fazer faculdade) e simples burrice (“o PT quer ainda atrapalhar minha novela e meu Faustão, tentando deixar a Globo menos poderosa”), o aecista, ultra-demagogo que é, critica que o PT utilize mecanismos que o seu próprio candidato defendia! Oras, criem vergonhas! Esse tipo de crítica é sólida e discernida vinda dos petistas militantes e da esquerda. De vocês não.”

    • Lógica? Lógica da mentira feita antes da eleição e a continuação dela, agora usada como uma defesa embusteira, a lógica de tal “prof/Dr” saber que tem militontos tão ignorantes a ponto de acredita nisso.
      Vou explicar, acho que quem acredita no texto citado acima não entenderá:
      Antes da eleição, a campanha de Dilma disse que ‘Aécio mexeria nos direitos trabalhistas’, acusou-o do que ela sabia que faria, não por ser a única saída, mas, por ser mais vantajosa ao partido, preferiu fazer isso do que tomar medidas como, diminuir quadros de funcionários incompetentes que só se prestam para campanha, inclusive usando seu tempo de trabalho(pago com imposto) para alterar a Wikipédia.
      Passados a eleição, um esquerdopata se aproveita da mentira ‘que Aécio mexeria nos direitos trabalhistas’ e lucra com a mentira plantada lá na eleição, dando a entender que Dilma só faz isso por ser necessário. Assim, ele tenta evitar que militontos critiquem Dilma, ao mesmo tempo que tenta convencer os militontos de que, quem critica Dilma é da oposição e os está manipulando, quando na verdade quem manipula é eles, com essas mentiras e muitas outras.
      Para refutar as bobagens desse cara, poderia lembrar de Lula falando que achava programas sociais(quando foram criado o bolsa escola) um modo errado ou compra de voto, ou criticando o plano Real…
      Esse cara quer estatização do transporte público urbano? O governo nem consegue cuidar das estatais sem quebrar elas, o SUS é um caos, o próprio ENEM, com a quantia de gente que não fez a última redação ajuda comprovar que educação pública é um caos, usei o ENEM como exemplo para militonto que pensa que pesquisas apresentadas pela mídia são mentira.

    • Se existe alguma mentira, foi vc quem disse.
      1 O roubo na petrobrás não é culpa da crise internacional
      2 Quem mata o emprego da empregada é o salário mínimo e os custos trabalhistas que ferram a classe média
      3 O filho do cobrador não faz faculdade, ele é enrolado a achar que faz numa fábrica de diploma, vai ficar com a dívida do FIES e com um canudo que não serve pra nada
      4 Foda-se o Faustão, qualquer idiota sabe que a regulação da mídia tem a ver com o sonho de TODO esquerdista de controlar a mídia, como os amigos do PT já fazem na Venezuela

      ‘Vocês imaginam algum petista chamando Aécio de mentiroso, ludibriador, etc, por ele manifestar uma guinada à esquerda como a ilustrada pela situação hipotética acima? ‘

      Claro que sim, o PT fez muito pior com a Marina Silva, que é mais esquerda ainda que o PT.

      • “Vocês imaginam algum petista chamando Aécio de mentiroso, ludibriador, etc, por ele manifestar uma guinada à esquerda”
        Em época de campanha, petistas mentiram que ele votou contra o aumento do salário mínimo, quando na verdade ele defendia uma aumento ainda maior. Sendo assim, não é preciso imaginar militontos chamando Aécio de mentiroso, vimos eles mentindo que Aécio foi contra interesses do povo, quando na verdade ele lutava por um aumento real.
        Se Aécio cortaria pagamento da dívida externa, como foi indecentemente citado, ele seria criticado por petistas e ‘aecistas’ também, o que esperamos de um bom presidente, é que mantenha os pagamentos de juro e de parte dessa dívida, isso para diminuir a dívida e com isso os juros dela. Esperamos de bom presidente(a), um corte gastos em propaganda e corte de empregos de ministros irresponsáveis e muitos cargos de confiança que não passam de cabos eleitorais, que corte gastos com essa falsa ‘cultura’ e falso ‘direitos humanos’ que não passam de um modo de conseguir mais militontos para campanha, e apoio de ‘famosos’ irresponsáveis com o futuro do Brasil.
        Esperamos por presidente que invista no crescimento de empresas, indústria, agricultura, que facilite as exportações e talvez até diminua impostos para produzir mais e ter mais arrecadação com o aumento de produção e não com aumento de taxações e impostos, coisa que só encarece o que soamos para produzir e torna isso menos concorrente no exterior.

  7. Show, Luciano, detonou com o líder do Detonautas. Acabou pra ele. O aviso foi dado, se continuar com a brincadeira de processo, vão se dar mal e passar vergonha…. “Então o MOBRAL DO TICO SANTA CRUZ EXPLICA[…]”… Isso é falta de humildade… muita arrogância com ignorância satisfeita dá nisso. Eu acredito que eles ainda /vão se ferraaarrr em outro lugaaarrrr/ aléémmm do sol, do mar/… Até aprenderem. |¬)

  8. [OFF]

    Enquanto isso, na Argentina, Biscatina Kitchen vai ser chamada pra depor…

    http://cidadeverde.com/cristina-kirchner-ira-testemunhar-sobre-morte-do-promotor-184464

    “Maximiliano Rusconi, advogado de Diego Lagomarsino, o único indiciado na investigação da morte do promotor Alberto Nisman, informou nesta quarta-feira que pedirá que a presidente Cristina Kirchner seja chamada para testemunhar.

    “Eu vou sugerir que Cristina Fernandez (Kirchner) e Aníbal Fernández (secretário-geral da presidência), já que os dois têm tantas informações, a se apresentarem como testemunhas”, disse Rusconi à rádio Mitre.”

    Xiiii…

    “QUE QUE ESSES CARA QUEREM DE MIM, HEIN? JÁ FALEI QUE FOI SUICID… QUER DIZER, QUE NÃO FOI”

    http://internacional.estadao.com.br/blogs/ariel-palacios/wp-content/uploads/sites/133/2010/09/blogcristinakirchnerleque.jpg

  9. Luciano, eu venho notando uma mudança no pós-eleições

    http://odia.ig.com.br/noticia/rio-de-janeiro/2015-01-19/apagao-deixa-580-mil-clientes-no-rio-sem-energia.html

    Se você olhar nos comentários vai ver, antes das eleições o que acontecia? Os comentários das coisas, mesmo em temas relacionados a política eram dominados por MAVs, passadas as eleições, os comentários de notícias relacionadas a política receberam uma grande enxurrada de comentários antipetistas, os MAV não estão conseguindo conter esta demanda, de toda forma comentários esquerdistas ainda surgem em locais nada a ver, como em noticia de times de futebol no globoesporte.com, o que já não ocorre com pessoas que se considerem direitas justamente pelo fato de não verem lógica em falar de algo que nada tem a ver com a matéria que se deveria comentar, né.

  10. O curioso é que muitos desses artistas que defendem essa lei, usando a retórica (tosca) de que “investir em cultura é fundamental para o país”, são os mesmos que adoram dizer que o Estado não deve investir em estádios de futebol ou eventos religiosos.Ora, esporte e religião TAMBÉM SÃO CONSIDERADOS CULTURA, queiram os artistas ou não.

  11. Acho que ele fez curso de Dilmês, ela chamou o brasileiro de ignorante, dizendo que não mexeu nos direitos trabalhistas, seria então que seguro-desemprego não é direito do trabalhador que foi demitido? Ou ele foi demitido e passou a não ser mais considerado trabalhador? A pensão paga aos filhos do trabalhador falecido não é mais direito adquirido e garantido ao trabalhador pai de família?
    Aumentar o tempo de atestado para 30 dias para que uma pessoa tenha direito de entrar na fila e ser obrigado a provar que o atestado médico é válido para que os médicos pressionados a evitar pagamento de ‘seguro’. Isso vai ter efeito no modo como o trabalhador será tratado na empresa, indiretamente, as empresas irão pensar muito antes de um aumento salarial, se não for possível evitar esse aumento, pois existem regras de salário, irão diminuir o quadro de funcionários.

  12. A argumentação do sujeito é ridícula. Se o dinheiro viesse do próprio bolso das empresas privadas, não precisaria de lei nenhuma para autorizar isso. Empresa doa o próprio dinheiro pra quem quiser.
    Essa lei é meramente um truque pra falar que não é verba publica. O dinheiro ao invés de ir no cofre do governo e depois ir pro bolso das bandas, vai direto pras bandas. É uma questão puramente operacional. O dinheiro não deixa de ser tão publico quanto qualquer outro no cofre da Fazenda Nacional.

  13. Olha, de fato o Detonautas não recebeu dinheiro público. Ele tentou (pois um projeto não se materializa no Ministério do Cultura; primeiro ele é escrito, acrescido de documentos, analisado e aprovado) e não conseguiu.

    Se eu fosse contestar a atitude dele me concentraria nisso: “em que momento vocês acharam que seria bom e legítimo uma banda com uma carreira já consolidada arrecadar dinheiro público para fazer uma turnê?”. Completaria perguntado: “desistiram porque perceberam que não mereciam o dinheiro ou porque se deram conta que é dificil para caralho captar dinheiro?”. Caso ele apontasse a primeira alternativa eu perguntaria: “mas desistiram logo depois da publicação no DOU? Ou chegaram a fazer book de captação? Entraram em contato com empresas?”. Caso ele escapasse dessa pergunta dizendo: “eu nao sei os detalhes, meu empresário é que cuida dessa área”, eu completaria com “mas voce deixa seu empresário por aí fazendo acordos em seu nome sem seu consentimento? Quando o lula fez isso com o Dirceu deu um problemão hein…!”.

    De fato, se um artista recebe dinheiro via lei rouanet ele recebe dinheiro público, nisso você está correto. Agora, o ponto que o Tico Santa Cruz ressaltou é que quando se inscreve um projeto no Ministério da Cultura isso nao significa que o artista recebeu qualquer dinheiro. Nisso ele está certo também. Porque o dinheiro vem depois e na maioria das vezes não vem (to c/ preguiça de verificar as estatisticas e nao sei de memória, mas a taxa de projetos que sao arquivados sem captar um centavo é altissima).

    Quanto a moralidade da lei rouanet, tudo depende de como você acha que as coisas devem ser feitas. Os esquerdistas tambem nao gostam da lei rouanet porque segundo eles o mercado (ou seja, as empresas que decidem quem patrocinar) sempre privilegiam os grandes nomes da cultura nao dando espaço para que artistas iniciantes consigam financiar seu trabalho. pela lógica esquerdista o ideal é que todo investimento em cultura fosse feito diretamente pelo governo. Nem preciso dizer o que aconteceria né? Só gente amiga do governo conseguiria dinheiro e esse dinheiro acabaria asfixiando a produção cultural independente (um dos problemas de dar subsidios a cultura é que voce acaba gerando concorrência desleal. Ao oferecer por vinte reais uma peça que na verdade deveria custar 50 você acostuma o público a pagar menos do que deveria e ele acaba por rejeitar produções que cobram o preço real).

    A alternativa “capitalista” é que você nao tenha subsidios a cultura. Só que nem toda produção cultural é rentável (orquestras, edifícios históricos, museus, praças e parques). muitas vezes não é possível nem capitalizar em publicidade (dificilmente a publicidade feita em cima da restauração de uma igreja valerá os tres ou quatro milhões gastos para a restauração). Sem a interferencia do governo a manutençao de certas artes dependeria exclusivamente da boa vontade do mecenas e nisso muito do que é memória coletiva da nação poderia se perder.

    Assim, considero a lei rouanet um mecanismo interessante de equilibrio de forças, onde se dá voz ao mercado (que decide para quem vai o dinheiro) e ao governo (que decide quem pode concorrer ao dinheiro). É claro que na forma atual ela tem mil defeitos (a politica cultural como um todo). o governo normalmente é omisso nas suas obrigações e as empresas não vão um milimetro além do que lhes é exigido pela legislação – ou seja – nao assumem seu papel de protagonistas da cultura. Varias alterações poderiam ser feitas no mecanismo, mas nao acho que faça sentido demonizá-lo.

    • Você se equivoca. Discussões morais não dependem de “como você acha que”. Ou há argumentos em prol da moralidade de algo, ou não há.

      Agora vamos há alguns detalhes…

      A alternativa “capitalista” é que você nao tenha subsidios a cultura. Só que nem toda produção cultural é rentável (orquestras, edifícios históricos, museus, praças e parques).

      Falsa analogia. Edifícios históricos, museus, praças e parques são outro foro de discussão.

      E quanto às orquestras, quem disse que não são rentáveis?

      muitas vezes não é possível nem capitalizar em publicidade (dificilmente a publicidade feita em cima da restauração de uma igreja valerá os tres ou quatro milhões gastos para a restauração)

      E quem definiu isso como problema?

      Sem a interferencia do governo a manutençao de certas artes dependeria exclusivamente da boa vontade do mecenas e nisso muito do que é memória coletiva da nação poderia se perder.

      Temos a Internet… Dá para gravar em vídeos e colocar no Youtube…

      Assim, considero a lei rouanet um mecanismo interessante de equilibrio de forças, onde se dá voz ao mercado (que decide para quem vai o dinheiro) e ao governo (que decide quem pode concorrer ao dinheiro). É claro que na forma atual ela tem mil defeitos (a politica cultural como um todo). o governo normalmente é omisso nas suas obrigações e as empresas não vão um milimetro além do que lhes é exigido pela legislação – ou seja – nao assumem seu papel de protagonistas da cultura. Varias alterações poderiam ser feitas no mecanismo, mas nao acho que faça sentido demonizá-lo.

      Seu argumento é péssimo e cai na famosa equivalência moral. Veja.
      (a) uma empresa usa dinheiro seu, adquirido por clientes de forma voluntária
      (b) um governo usa dinheiro dos outros, adquirido por coerção
      (a) não pode ser julgado pela forma como usa o dinheiro, mas (b) deve

      se você não acha imoral quem está em (b) “decidir quem pode concorrer ao dinheiro” então você é parte do problema, pois o que estamos discutindo é exatamente a imoralidade de achar que um governo pode fazer o mesmo que (a).

      Seu argumento é exatamente igual a dizer que é preciso de um equilíbrio de forças entre uma mulher que não quer ser estuprada, e seu estuprador, que quer estuprá-la. Talvez esse tipo de lógica relativista leve a achar que ela teria o direito de não ser estuprada por 2 semanas durante o mês.

      Bizarra tua argumentação…

      • Bom, eu cheguei no site por meio de um link qualquer no twitter, li um dois textos e fui embora. Não me dei ao trabalho de entender melhor quem era o autor (autores?) do texto e tals…

        Mas pela sua resposta, você parece considerar qualquer arrecadação de impostos um ato imoral, correto? Não sei até que ponto vai sua ogeriza pela ideia de governo: se quer a abolição de toda e qualquer forma de estado ou se considera ele um mal necessário optando por um estado mínimo. Seja como for é diferente da minha – que acredito e considero desejável a existência de um estado. Isso nos coloca diante de um irredutivel: como partimos de premissas opostas, jamais chegaremos a um consenso. É inutil discutir.

        Mas por que eu considero a intervenção estatal no campo da cultura não apenas interessante como necessária? Oras, porque há manifestações artisticas que não sobreviveriam sem essa intervenção e eu valorizo essas manifestações artisticas. A orquestra sinfônica de são paulo por exemplo tem 105 músicos (que ganham em media 10.000 por mês). Por ano, em salários (nao estou considerando INSS nem FGTS) são 12.600.000. Digamos que essa orquestra se apresente num teatro do 1.500 lugares (o que é um teatro grande). Ela precisaria ter 100 apresentações com ingresso a R$ 80 (sem meia entrada) para conseguir pagar só os salário dos musicos! E há ainda muitos custos que eu sequer mecionei (maestro, afinadores, manutenção dos instrumentos, aluguel do teatro, técnicos de som, dentre outros). Seriam duas apresentações por semana com casa cheia! Você acha realmente que na cidade de são paulo há publico para tantas apresentações de orquestra a um valor tão alto?

        Um orquestra desse tamanho não seria possível sem subsidio (estatal ou empresarial). É claro que orquestras menores com um bom planejamento podem se sustentar apenas com a bilheteria. E bom, nós estamos na era da internet né? Podemos simplesmente gravar em HD todas as peças que exigem mais que 20 músicos para serem executadas e colocar no youtube. Mas eu sinceramente, prefiro viver num mundo onde as pessoas podem experenciar uma orquestra dessas ao vivo.

        E acho que o estado – que é construído coletivamente através da política – é uma instituição mais confiavel para susbsidiar manifestações culturais (o mecenato empresarial – sem incentivo fiscal – costuma benefeciar apenas obras artisticas que sao do gosto da presidencia da empresa – o que é bastante lógico, mas também bastante perigoso para a cultura, já que a morte de um empresario quase sempre significa o encerramento do mecenato). Mas claro, se você considera o estado a encarnação do mal não precisa concordar comigo. O legal da democracia é que a gente pode conviver com pessoas que discordam da gente sem ter de manda-las para o paredão! \o/

        Agora, se eu gosto tanto assim de estado, para que um mecanismo de isenção fiscal? Por que nao deixar tudo a cargo do estado? Você sabe, o estado arrecada o imposto, seleciona o artista e dá a ele diretamente o dinheiro, sem essa bobagem de captação e patrocínio. Oras, eu sou uma pessoa realista. Falta muita transparência na seleção de projetos pelo governo. A isenção fiscal é um mecanismo moralizante pelo simples fato de ter mais gente olhando. Além do mais, dá ao empresário a oportunidade de corrigir erros do estado. Pois ter a possibilidade de patrocinar não é igual a ter a obrigação de patrocinar. Se o estado só liberar para captação projetos que a empresa considera nocivos, ela simplesmente nao patrocina (e recolhe seus impostos sem dedução). Além do que, a cultura é um patrimonio da sociedade e nao apenas do estado. Quanto mais atores envolvidos na produção dela melhor.

        Nem você nem ninguem perguntou, mas meu cenário ideal seria o seguinte: o estado financia diretamente seus proprios equipamentos culturais. Financia por meio de isenção fiscal manifestações artísticas que não são rentáveis, ou seja, que nao poderiam sobreviver apenas de bilheteria. Cria linhas de credito especiais para as manifestações restantes (seja para artistas iniciantes se inserirem no mercado seja para artistas consagrados viabilizarem novos trabalhos). E além disso a gente elimina algumas aberrações como meia-entrada, cotas para produção nacional nos cinemas/TV/TV a cabo/Video on-demand.

        E ah, me esforcei mas nao entendi a metafora do estupro. 🙁

      • Mas pela sua resposta, você parece considerar qualquer arrecadação de impostos um ato imoral, correto? Não sei até que ponto vai sua ogeriza pela ideia de governo: se quer a abolição de toda e qualquer forma de estado ou se considera ele um mal necessário optando por um estado mínimo. Seja como for é diferente da minha – que acredito e considero desejável a existência de um estado. Isso nos coloca diante de um irredutivel: como partimos de premissas opostas, jamais chegaremos a um consenso. É inutil discutir.
        Errado. Eis o que defendo: o estado, quando não justifica MORALMENTE suas decisões de impostos, que atendam aos reais interesses do público, se torna imoral. Então não espantalhe…
        Mas por que eu considero a intervenção estatal no campo da cultura não apenas interessante como necessária? Oras, porque há manifestações artisticas que não sobreviveriam sem essa intervenção e eu valorizo essas manifestações artisticas.
        O fato de você valorizar não dá uma justificativa para que os governantes gastem dinheiro PÚBLICO com isso enquanto o povo sofre com serviços públicos péssimos. Veja que sua escala de prioridade é distorcida…
        A orquestra sinfônica de são paulo por exemplo tem 105 músicos (que ganham em media 10.000 por mês). Por ano, em salários (nao estou considerando INSS nem FGTS) são 12.600.000. Digamos que essa orquestra se apresente num teatro do 1.500 lugares (o que é um teatro grande). Ela precisaria ter 100 apresentações com ingresso a R$ 80 (sem meia entrada) para conseguir pagar só os salário dos musicos! E há ainda muitos custos que eu sequer mecionei (maestro, afinadores, manutenção dos instrumentos, aluguel do teatro, técnicos de som, dentre outros). Seriam duas apresentações por semana com casa cheia! Você acha realmente que na cidade de são paulo há publico para tantas apresentações de orquestra a um valor tão alto?
        E, enquanto a segurança em São Paulo não existe, você prioriza gasto de dinheiro público com orquestra sinfônica e não sente nem um pouco de vergonha de falar isso em público, certo? Bizarro…
        Mas eu sinceramente, prefiro viver num mundo onde as pessoas podem experenciar uma orquestra dessas ao vivo.
        E eu prefiro viver em um mundo onde o estado gaste com o que importante, não com necessidades subjetivas feitas para atender a manias de pessoas com problemas de percepção em relação ao que realmente importa…
        E acho que o estado – que é construído coletivamente através da política – é uma instituição mais confiavel para susbsidiar manifestações culturais (o mecenato empresarial – sem incentivo fiscal – costuma benefeciar apenas obras artisticas que sao do gosto da presidencia da empresa – o que é bastante lógico, mas também bastante perigoso para a cultura, já que a morte de um empresario quase sempre significa o encerramento do mecenato).
        É o contrário. Se o estado é uma instituição para atender o povo através da política, então é por ela que podemos justificar o quanto é abominável que ele gaste no que não é importante, deixando de priorizar coisas como segurança, saúde, educação, etc…
        Para piorar, a tal ‘cultura’ não é tangível, e, por ser baseada em valores subjetivos (você mesmo falou em uma orquestra que eu não dou a mínima em assistir, e já assistir a mais de uma orquestra sem financiamento público…), dá mais oportunidades de corrupção.
        Você sabe, o estado arrecada o imposto, seleciona o artista e dá a ele diretamente o dinheiro, sem essa bobagem de captação e patrocínio.
        É você que acha moral o estado “selecionar” um artista. Este é o problema. Você ter achado isso normal. Na segurança, na saúde, no transporte público ao menos em tese o estado é isonômico. E na cultura, ele pode ESCOLHER quem subsidia. Se você não notou o quanto isso é problemático, então a coisa é grave por aí…
        A isenção fiscal é um mecanismo moralizante pelo simples fato de ter mais gente olhando. Além do mais, dá ao empresário a oportunidade de corrigir erros do estado. Pois ter a possibilidade de patrocinar não é igual a ter a obrigação de patrocinar.
        Não corrige, pois não faz nada para permitir a isonomia. Veja o problema. Imagine se a máfia resolve permitir que apenas 5 empresas na região possam continuar vendendo produtos. A “correção” seria no fato de que alguns poderiam recusar essas empresas. Mas ainda assim a isonomia teria sido perdida por sua ação.
        Nem você nem ninguem perguntou, mas meu cenário ideal seria o seguinte: o estado financia diretamente seus proprios equipamentos culturais. Financia por meio de isenção fiscal manifestações artísticas que não são rentáveis, ou seja, que nao poderiam sobreviver apenas de bilheteria.
        E aí bastaria encontrarmos artistas que não poderiam sobreviver apenas de bilheteria e que não fossem selecionados pelo estado para tornar tudo imoral. Ou seja, sua proposta dizendo que “o estado financia diretamente seus proprios equipamentos culturais” já é imoral de largada. O estado não tem “seus proprios equipamentos culturais”. O interesse deveria ser o do povo, de forma isonômica…
        E ah, me esforcei mas nao entendi a metafora do estupro
        Ué, é simples. O estado tem o poder de coerção e decide usar este poder em seu benefício, para atender aos seus objetivos particulares. A vítima não tem o poder de coerção e quer apenas se ver livre da violência. Você criou uma racionalização para dizer que enquanto o estado pode coercitivamente decidir quem pode receber financiamento, o ainda seria possível uma atenuação do outro lado, com “pequenas escolhas”, que não afetariam o problema da coerção no favorecimento de uns em detrimento de outros.
        É uma pena que você pense assim, mas vemos aqui o sistema moral da esquerda. Triste, muito triste.

  14. Acho o Titica um idiota e o que vou dizer não é para defender sua idiotice, mas, como liberal, acho a Lei Rouanet o menor dos males, pois, indo para o artista, o dinheiro não vai para a corrupção — afinal, todo o dinheiro que vai para o governo vai para a corrupção. E, tecnicamente, ele está certo: o dinheiro não chega a integrar o erário (o montante de dinheiro público); afirmar que ele recebe dinheiro público é o mesmo que afirmar que seu dentista, quando você coloca-o em suas deduções do imposto de renda, está recebendo dinheiro do governo (e você, por sua vez, está lavando dinheiro). É claro que se pode dizer que não é justo que ele receba dinheiro e alguns artistas não, mas isto é o livre mercado e reclamar disto é ser comunista. Ao invés de reclamarmos da Lei Rouanet — principalmente com este argumento comunista –, devíamos lutar para que acabassem com todos os impostos: só assim acabaremos com a corrupção.

Deixe uma resposta