Com muita coerência, Dilma escolhe pivô do escândalo BB-Val para presidência da Petrobrás

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bendine

Vocês podem chamar Dilma Rousseff do que quiserem, menos de incoerente. Ao substituir Graça Foster na presidência da Petrobrás, ela escolheu alguém com DNA petista: Aldemir Bendine, ex-presidente do BB (na verdade, é o atual presidente do BB, e só se tornará “ex” para ir para a Petrobrás).

Bendine ficou famoso pelo empréstimo de R$ 2,7 milhões de reais a Val Marchiori de forma totalmente irregular. Para adicionar insulto à injúria, Val recebeu o financiamento a juros de 4% ao ano, valor bem abaixo da inflação, pela casa dos 6,5%.  Em 11/11, Leonardo Souza descreveu a barbaridade toda feita com o dinheiro público:

O governo não arrecada o suficiente para pagar suas contas. É o que se chama de déficit. Dessa forma, o Tesouro Nacional precisa contrair dívida para honrar suas obrigações. Para pegar dinheiro emprestado no mercado, o Tesouro usa como referência a taxa básica da economia, a Selic, hoje em 11,25% ao ano. Numa conta de padaria, o governo paga 11,25% a quem lhe empresta dinheiro, de um lado, e cobra de Val Marchiori 4%, do outro. Quem paga essa diferença são os contribuintes que recolhem seus impostos em dia.

O BB fez uma verdadeira ginástica, para dizer o mínimo, para conceder o financiamento a Marchiori. Contrariou uma série de normas internas da instituição para enquadrar a operação nos moldes exigidos pelo BNDES, de onde saiu a linha de crédito para o empréstimo, destinado à compra de cinco caminhões.

Primeiro, o BB aprovou o limite de R$ 3 milhões para a socialite. Depois a orientou a tampar os buracos. A empresa usada por Marchiori para obter o crédito, a Torke Empreendimentos, não tinha demonstrações contábeis válidas legalmente nem previsão no contrato social para “aluguel de caminhões”, objeto da proposta de financiamento.

A área de risco de crédito do BB verificou que as demonstrações contábeis da Torke entre 2009 e 2011 e o balancete de 2012 não estavam assinados nem registrados. Ou seja, não tinha valor legal algum. Os documentos são fundamentais para comprovar o faturamento e aferir a capacidade de pagamento de um financiamento.

A área de crédito determinou que a agência onde Marchiori pleiteou o crédito colhesse as assinaturas das demonstrações contábeis e as autenticasse.

Na data em que o BB aprovou o limite de R$ 3 milhões, 10 de junho do ano passado, a área de atuação da Torke era consultoria e marketing, e sua fonte de receitas eram a pensão alimentícia dos filhos de Marchiori e os ganhos dela como apresentadora de TV. A Torke só passou a ter “aluguel de caminhões” em seu objeto social em 20 de junho, menos de dois meses antes de o BNDES aprovar a operação.

O BB teve ainda que driblar outras regras para conceder o crédito, como desconsiderar dívida não paga por Marchiori ao banco, falta de capacidade financeira compatível com o valor solicitado e aceitar pensão alimentícia como receita, cuja penhora é inconstitucional.

Como eu falei, “treta” é a melhor palavra para descrever a especialidade deste sujeito. Talvez Dilma o tenha escolhido para que ninguém se surpreenda com as manchetes escabrosas a surgirem no futuro.

O blogueiro estatal Breno Altman está eufórico:

Apesar de não ser quadro do PT ou da esquerda, com carreira inteiramente construída no Banco do Brasil, é aliado inquestionável do processo de mudanças iniciado em 2003. [Ele] conhece bastante bem a empresa que irá assumir e apresenta inegável expertise no tratamento de imbróglios financeiros, como é o caso.

Difícil tirar a razão dele. Bendine de fato é a melhor escolha para o cargo, pois encarna como ninguém a questão do “tratamento de imbróglios financeiros”. E realmente é aliado ao “processo de mudanças” iniciado com o PT.

O escândalo BB-Val mostrou que em termos de experiência em “imbróglios financeiras” (leia-se treta financeira) ele tem expertise. E no “processo de mudança” de uso do estado para beneficiar amigos do rei com certeza ele também é irrepreensível.

O primeiro resultado já está aí: queda de 7% nas ações da Petrobrás.

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11 COMMENTS

  1. http://www.jornalportaldoparana.com.br/imprimir2.php?nt=15324

    VAL MARCHIORI: SOCIALITE OU GOLPISTA?

    Valdirene Aparecida Marchiori, conhecida como a socialite Val Marchiori, nasceu no Distrito da Caixa de São Pedro em Apucarana.

    Valdirene Aparecida Marchiori, 37 anos, que ganhou fama aplicando golpes na região de Londrina no Paraná, transferiu-se para São Paulo, para se tornar a “Socialite” mais badalada do Brasil. Ela, dona de dois CPFs, que havia sido processada diversas vezes no Paraná e São Paulo e até afirmou em entrevistas que já freqüentou a lista negra do Serasa e SPC, conseguiu ludibriar a todos e conquistou seu espaço no High Society como gente fina em São Paulo.
    De acordo com sua assessoria, Valdirene esta vivendo em um belo apartamento no bairro dos Jardins em São Paulo, ao invés de estar uma cela comum com outras mulheres de sua classe.
    Valdirene ficou conhecida em Londrina, quando aplicou golpes em vários empresários e roubou uma concessionária inteira da Kia Motors, após um namoro relâmpago com o diretor financeiro da empresa.
    Ela chegou a ser indiciada, respondendo ao processo em liberdade, os carros nunca apareceram.
    De acordo com a Ação de Execução o rombo da Kia é de R$1.228.653,60. O processo corre na 4ª Vara Cível no fórum de Jundiaí-SP. A loira que se diz bilionária, vive num mundo imaginário,fingindo ser uma personagem que ela mesma criou, não pode ter nada em seu próprio nome.
    Não possui bens e nem conta bancaria, por conta de inúmeras ações judiciais, em nome da empresa Valdirene Aparecida Marchiore S/A. A intermedium Crédito, financiamentoe inv S/A, tenta localizar bens passiveis de penhora em nome da empresa Valmar Transportes LTDA desde 2006. Situação semelhante vive a empresa Reju Importadora de Frutas Ltda., que amargou prejuízo com a Valmar de mais de 70 mil reais. “Ao vê-la pousando de milionária, nos causa completa indignação”, declara Antonio Mendes, um dos executivos da Reju.
    Israel Sverner é outro prejudicado pela falsa milionária. Israel vem lutando na 4ª Vara Cível da Lapa em São Paulo, desde 2005, para receber R$11.989,00 de alugueis não pagos por Valdirene, que resultou em uma ação de despejo.
    Os problemas de Valdirene Aparecida Marchiori vão muito alem dos “calotes” dados.
    Em janeiro de 2002, foi acusada de furtar um homem aplicando o golpe do “Boa Noite Cinderela”, na região de fronteira entre Brasil e Paraguai.
    Val que também cometeu crimes de estelionato no Paraguai teria saído com um homem identificado apenas pelas iniciais de L.D.N.M., de 61 anos, e depois de tomar uma bebida ao lado da loira, adormeceu e quando percebeu vários objetos tinham sido furtados de seu apartamento em Pedro Juan Caballero. “Ela tem mente inventiva e é megalomaníaca”. Afirma uma de suas ex-assessoras.
    Val se especializou em aplicar golpes de luxo, se passando por diferentes personalidades, usando seu charme para seduzir e enganar vários empresários locais até sua ascensão.
    O numero ao certo não se sabe, mas pelo menos 10 empresários na região norte do Paraná teriam sido vitimas de Valdirene. A loira que nunca foi casada escolhe suas vitimas sempre com o perfil muito parecido; idade acima de 60 anos, empresários, ricos.
    A golpista foi ameaçada de morte varias vezes por esposas de seus amantes.
    Os funcionários do edifício onde ela mora atualmente, nos jardins, á consideram arrogante, por nunca cumprimentar ninguém.
    Uma funcionaria a descreveu como “insuportável”, do modo como ela maltrata os empregados.
    Maltratar funcionários subalternos e armar barracos em ambientes finos seria justamente algumas das táticas usadas por Valdirene, para se passar por socialite e aplicar seus supostos golpes.
    Val chegou a apanhar em um restaurante chique nos jardins o Alucci Alucci, em maio do ano passado, pelo filho de uma das vitimas.
    Em outra ocasião pela esposa de outro amante.
    A falsa Socialite voltou a aplicar seus golpes no Paraná, desta vez, foi o Golpe
    da Barriga com o dono de um frigorifico de frango do Paraná. Com chantagens e
    ameaças, Val conseguiu um apartamento e garantir o futuro dos dois filhos. Segundo o empresário Evaldo Ulisnki, que assumiu os filhos após exame de DNA, todos os bens estão em nome dos filhos do empresário. Ainda em depoimento ao portal IG, o empresário afirma, “É uma falsária, estelionatária da mídia, amoral, fria e calculista, sem escrúpulos, chantagista, promíscua, lunática e a maior mentirosa do mundo”.
    Valdirene, que gosta de chamar o amante de marido, esta sendo processada por diversos crimes e também foi contestada pela família, conforme reportagem da revista Veja SP (Ed.jun/2011).
    Val é natural de São Pedro, distrito de Apucarana, norte do Paraná. Saiu da casa dos pais aos 15 anos. Sempre mostrou a predileção por artigos de luxo, foi em Apucarana, em uma boutique de luxo, que conseguia roupas consignadas para ir a eventos da sociedade e aplicar seus golpes. Seu primeiro amante, muitos anos mais velho, conhecido por Tapira, foi morto com um tiro no rosto, o autor disse que matou por medo, pois, Tapira gostava de andar armado e ameaçando as pessoas.
    No total a Falsa Socialite, responde a mais de dez processos nas comarcas de Londrina-
    PR, Jundiaí-SP e na Lapa em São Paulo-SP.
    PROCESSOS EM ANDAMENTO:
    LAPA – CIVEL
    Processo: 583.04.2005.103482-1 – 4ª Vara Cível – No. de ordem: 60/2006
    Processo: 583.04.2005.002239-0 – 1ª Vara Cível – No. de ordem:237/2005
    Processo:583.04.2005.032701-0 – 4ª Vara Civel – No. de ordem:1925/2005
    Processo:583.04.2006.100089-4 – 4ª Vara Civel – No. de ordem:175/2006
    Processo:583.04.2006.104885-1 – 2ª Vara Civel – No. de ordem:372/2006
    Processo:583.04.2005.125767-3 – 1ª Vara Civel – No. de ordem:2430/2006
    Processo:583.04.2005.117149-9 – 3ª Vara Civel – No. de ordem:1522/2006
    CIVEL – FORUM JOÃO MENDES
    Processo:583.00.2009.121094-9 – 29ª Vara Civel – No. de ordem:663/2009
    JUNDIAÍ- CIVEL
    Processo:309012002.034705-2 – 4ª Vara Civel – No. de ordem:4197/2002

  2. Isso é bem a cara de políticos. Não querem gente que entendem do negócio a ser administrado e sim políticos para que eles continuem a mandar. Autonomia? O que é esse palavrão. No dicionário da PT essa palavra não existe.

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