Por que o feminismo e o jihadismo radical tem tudo a ver? (excerto de “A Urgência de Sermos Charlie”)

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A campanha de crowdfunding para o livro “A Urgência de Sermos Charlie” está indo muito, muito bem. Em apenas três dias já ultrapassamos 20% do valor necessário. Agradeço a todos que já colaboraram e/ou divulgaram a campanha, mas precisamos dar sequência. Clique aqui para contribuir e/ou acessar a página para divulgação.

No livro, em sete capítulos apresento um caso a favor da luta pela liberdade de expressão, além do motivo pelo qual é importantíssimo que a direita lute por este valor. Isto mesmo que alguns, de perfil conservador, não concordem com a linha editorial do Charlie Hebdo. Porém, dizer “Eu sou Charlie” não significa concordar com as charges lá publicadas (pode significar até uma discordância feroz), mas entender que o desrespeito à liberdade de expressão está chegando a limites intoleráveis e é hora de fazermos algo a respeito. Neste sentido, o movimento politicamente correto, como um todo, exerce sempre um padrão comportamental: usar opressão fascista para silenciar a opinião divergente.

O livro tem 7 capítulos, conforme abaixo:

INTRODUÇÃO 5
01. MERCADORES DA OPRESSÃO 19
02. A MARCHA DOS INOCENTES 66
03. PARAÍSO MALDITO 93
04. PATROCINADORES DO CRIME 135
05. DISCÍPULOS DA MENTIRA 166
06. BRECHAS PARA A ESCURIDÃO 217
07. LIBERDADE OU MORTE 264
NOTAS 286

Para cada um dos capítulos, publicarei aqui um excerto. O fragmento abaixo vem do capítulo 5, onde desmascaro uma série de artimanhas do politicamente correto.

***

Ainda na questão do feminismo, precisamos falar um pouco sobre o estímulo à violência vindo deste grupo militante. Comecemos com Valerie Solanas, feminista conhecida por seu famosíssimo Manifesto SCUM[i], cujo conteúdo pode parecer inacreditável. Mas não é. Segundo ela, uma boa sociedade deveria “instituir automação completa e eliminar o sexo masculino”. Alguém mais espantado haveria de perguntar: como isso poderia funcionar? Para Valerie, “é tecnicamente viável reproduzir sem a ajuda de machos (e até de fêmeas) e produzir apenas fêmeas”. Por isso, o negócio seria iniciar imediatamente os trabalhos neste sentido.

Segundo Valerie, “o homem é um acidente biológico, pois o gene y (macho) é um gene x incompleto (fêmeo), ou seja, que possui um conjunto de cromossomos incompleto”. E ela é realmente insuperável: “´[…] o homem é uma fêmea incompleta, um aborto que anda. Ser homem significa ser deficiente, limitado emocionalmente; masculinidade é uma doença aleijante e os homens são aleijados emocionais”. A coisa desce ainda mais de nível em partes onde ela diz que “os homens não passam de vibradores que andam”. Quem quiser ler este bagulho em forma de texto encontrará várias outras baixarias. Todos os movimentos do politicamente correto não saem deste padrão: quando achamos que eles já foram longe o bastante em seu desrespeito às normas mais básicas de civilidade, sempre surge alguém dando mais um passo adiante.

Seria terrivelmente injusto dizer que todas as feministas compartilham um discurso de ódio aos homens neste nível. Porém, mesmo as feministas “moderadas” toleram este tipo de abordagem sempre dando sanção moral às mais radicais. Coisas que não vemos normalmente: enterro de anão, cabeça de bacalhau e feministas criticando extremistas como Valerie Solanas.

Por exemplo, para muitas delas todos os comportamentos oriundos de uma cultura de patriarcado devem ser sacrificados. Caso contrário, as feministas estão autorizadas a “cortar a pica” de homens que não concordem. Tudo em nome de uma sociedade mais pacífica, claro.

Se você acha que isto é exagero, é só procurar no Google pelas expressões “Pagu Funk” e “Vou cortar sua pica”. Caso seja sua intenção entender a dimensão desta perversidade, olhe para o comportamento das feministas em geral. Aqui estão as declarações de Maria Clara Lazaroni, feminista que não se fez de rogada em dar todo apoio à banda[ii]:

“Se chegar lá na favela com esse papo de machista” / “Se ficar se aproveitando da boceta de novinha” / “É militante de esquerda e bate na companheira?” / “É reacionário e fecha com o Bolsonaro?” Esse são os homens que terão suas picas cortadas. Se você não é molestador, não é estuprador… por que está tão incomodado? Consigo ver dois motivos. Um deles é o mais claro: No gozo masculino ninguém toca. Ninguém impede um homem de gozar, ninguém tira dele o prazer. No homem ninguém mexe, a pica ninguém corta. O outro é ainda mais preocupante: Ninguém está querendo defender estuprador. Ninguém quer defender estuprador. Os homens querem defender seu próprio pau. Quando um homem fala que “aquilo ali não foi estupro, ela bebeu por que quis” é por que ele ou já se aproveitou de alguma mulher bêbado ou sabe que se tivesse oportunidade, se aproveitaria. Quando ele fala que “não é estupro, eles são casados” é por que ele já estuprou sua companheira diversas vezes. Quando ele justifica um abuso colocando a culpa na vítima, é por que ele mesmo não quer receber o fardo de “estuprador”.

Enquanto as mulheres estão lutando calmamente, de voz baixa e sempre um passo atrás do homem, ninguém vai se importar. Ninguém vai xingá-las. Elas incomodam e são perseguidas quando começam a se comportar de uma maneira mais subversiva. Quando uma mulher aprende a falar por si, todos os homens sentem medo.

É preciso entender, também, que querer moldar as falas da favela num molde academicista e elitista é um apropriamento. O asfalto não pode – e não deve – se apropriar das falas da favela como se entendesse a vivência da realidade do pobre, do negro. Não entende. Não pode diminuir ou chamar as meninas de exageradas por que elas gritam que vão cortar picas.

O “vou cortar sua pica” tem duas grandes referências na minha cabeça. Uma é a que eu falei no início do texto: A mutilação genital feminina. Outra, talvez a Lidi me entenda, são “As Justiceiras do Capivari”.

A mutilação genital feminina é uma realidade cruel. É uma tortura diária. E sobre isso só escuto o silêncio, o barulho dos grilos ou, no máximo, um pedido para deixar esse assunto para depois. Por que é cultural (aí sim é cultural) dessa sociedade machista e patriarcal ensinar que o prazer não cabe à mulher.

Só que os homens… bem, os homens só estão preocupados com as funkeiras que vão cortar as picas dos estupradores, molestadores, reacionários, agressores!

Que cortemos todas as picas, então.

Será que podemos dizer que Maria Clara falou coisa com coisa? Basta refletir sobre o que significa juízo de valor para perceber que ela está mais próxima do discurso sem juízo. Por exemplo, o que tem a ver a mutilação genital feminina (ocorrida em países islâmicos) com a justificação para decepar genitálias masculinas no Ocidente? E mais: o uso do discurso machista justifica mutilação genital masculina? A não ser que ela queira argumentar que um discurso misândrico como justificaria a mutilação genital feminina. O que não faria o menor sentido. Aliás, se um sujeito sair com uma adolescente, ele deve ser enquadrado judicialmente. Até onde sabemos, não existe uma regra autorizando mutilação genital até mesmo neste caso. E outra: se alguém concordar com as ideias de Jair Bolsonaro, cuja visão é conservadora tradicional, deve ser mutilado?

Imagine o diálogo, com policiais investigando este possível crime:

X: Estamos investigando uma denúncia sobre algumas feministas insanas que organizaram um grupo de mulheres querendo cortar a genitália de homens.

Y: Não, aqui na comunidade isso não ocorre, de jeito nenhum.

X: Não ocorre? Pois as denúncias apontam para esta região.

Y: Não, não ocorre. Só cortaremos a genitália de quem votar em Bolsonaro. Então, não cortaremos a genitália de nenhuma pessoa.

X: Ah, ufa. Então está explicado. Desculpe tomar seu tempo.

Y: Não há de quê. Conte sempre com a gente.

É assim mesmo que elas pensam! Como descrito pelo padrão da religião política que influenciou diretamente o politicamente correto, era de se prever que as tentativas de explicação dadas por Maria Clara fossem constrangedoras. Elas são perfeitas para nos ilustrar o fenômeno de que já falamos bastante (e falaremos mais um pouco ainda neste capítulo): a busca do direito de cometer monstruosidades a partir do momento em que alguém consegue se fingir de vítima, ou defensor de “vítimas”.

Embora não seja tão comum a perversidade ser exibida de maneira tão explícita, é um engano tomar Maria Clara como um contraexemplo do movimento feminista. Mas quem ainda se iludiu achando que Maria Clara e o Pagu Funk representam “apenas uma ínfima minoria” das feministas, melhor ler o grotescamente divertido espetáculo de humor negro involuntário apresentando as desculpas esfarrapadas de uma das líderes feministas mais aguerridas da Internet, Lola Aronovich, em defesa de Lidiane (a vocalista do grupo “Pagu Funk”)[iii]:

Ironicamente, eu não vi o vídeo em nenhuma página feminista. Eu vi foi num fórum mascu, e imediatamente reconheci a linda menina que canta a música. É a Lidiane, que esteve na palestra (sobre estereótipos de gênero na mídia) e na aula inaugural (sobre gênero e educação) que dei na UFRJ, em 2012, assim como no debate (sobre estado laico) no ano passado […] Quando me perguntaram do vídeo, respondi brevemente que me falta contextualização […] Não sei quanto a você, mas quando eu ouço uma palavra como “misandria”, eu rio. Porque obviamente vem de mascus, que não creem em misoginia, mas têm certeza absoluta que o ódio contra homens existe (assim como eles dizem que vivemos num matriarcado, ou numa “sociedade b*cetista”). E a prova incontestável disso é um vídeo feminista! […] Toda minha solidariedade a Lidi e às outras moças do vídeo, que certamente foram investigadas por “justiceiros mascus”, e, claro, xingadas e ameaçadas, como é de praxe. Vale lembrar que o vídeo não foi postado apenas em veículos mascus, mas também em sites reaças e machistas “garden-type variety”, com alcance infinitamente maior, como Kibe Loco, Não Salvo e Testosterona. Neles o vídeo foi postado como, sei lá, exemplo de que feministas são doidas, odeiam homens e não se depilam, logo, são horrendas (eu fico imaginando se eles já viram alguma mulher nua que não fosse photoshopada em revistas e filmes).

Há muito se sabe que grande parte das feministas não é capaz de atribuir qualquer juízo de valor negativo a qualquer outra mulher feminista, mesmo que essa pessoa tenha praticado um crime. Se alguém pergunta se ela acha errado sugerir a castração de homens, ela diz que “falta contextualização”. É a tática do bagre ensaboado. Se alguém questiona qualquer outra coisa, basta dizer que a Lidiane é (no julgamento dela) uma “lindinha” e “muito querida”. Depois é só contar que ela faz algum tipo de serviço social e tudo está justificado. Sobre este comportamento não se trata de loucura, mas de método. O fenômeno comportamental observado prevê reações como essa, pois o politicamente incorreto as ensinou a celebrar a violência cometida “em nome da causa”.

Ela ainda fala de algo que chama de “mascus”, que seriam os masculinistas, um grupo que questiona o feminismo, denunciando várias de suas “argumentações”. Parece que o passatempo de Lola é se engalfinhar em brigas de baixíssimo nível com esses masculinistas. Aliás, se os masculinistas denunciaram o ódio nas letras do “Pagu Funk”, qual foi a resposta dela? “Toda minha solidariedade a Lidi e às outras moças do vídeo”. Disto se conclui que temos registrado o endosso. A técnica é simples: provocar, receber um revide e depois se fingir de vítima. Isto por que a violência requerida pela “minoria” é santificada, mas qualquer revide no mesmo tom é demonizado. Eles não largam a ladainha pregando que quem pertence à “classe opressora” não pode falar nada.

No fundo as mulheres sabem que estas militantes não as representam. Há muitas mulheres que consideram várias delas completamente insanas. Como discordar delas? Como pode uma mãe em sã consciência olhar para seu filho enquanto existem feministas dizendo que os homens devem ser extintos ou que, se votarem no Bolsonaro, ter “suas picas cortadas”? E tudo se agrava ao lembrarmos que Jair Bolsonaro foi o deputado federal mais votado[iv] no Rio de Janeiro em 2014.

Porém, mesmo que a maioria das mulheres compreenda a insanidade contida em discursos de gente como Valerie Solanas e nas letras do “Pagu Funk”, a maioria tem medo de criticar seus discursos lamentáveis e estúpidos. Diante de uma multidão de feministas, mães querendo proteger seus filhos homens ficam mais assustadas que cachorro em canoa. Valerie Solanas acabou na prisão por tentar assassinar Andy Warhol. Morreu em 1988, sempre blindada de críticas pela esquerda[v]. Islâmicos radicais e feministas andam em par no mesmo padrão de comportamento. A deprimente verdade do feminismo é a mesma de tudo em que o politicamente correto toca: não há nada além de embustes para justificação da opressão.

O importante é notar que tanto os truques da “luta contra uma sociedade machista e opressora” como da “luta contra uma sociedade que oprime os islâmicos” se baseiam em um modelo discursivo cuja função é incapacitar o pensamento. Mas a dinâmica não pode ser esquecida: sempre temos um grupo de esquerdistas espertos fingindo defender “vítimas” a partir de um interminável caudal de rotinas fraudulentas. No fundo, seus proponentes apenas querem obter poder e fazer vítimas. Como o politicamente correto é uma manifestação perigosíssima da religião política, é justo também tratá-lo como um discurso pelo qual qualquer horror pode ser justificado.

[i] Esta lixeira chamada Manifesto SCUM, de Valerie Solanas, pode ser facilmente encontrada pela Internet.

[ii] “A missão vai ser cumprida… vou cortar sua pica!”. Blog Eu Escolhi Ser Livre, 09/02/2014.

[iii] “’Vou cortar sua pica’”. Escreva Lola Escreva, 08/02/2014.

[iv] “’Não tento agradar’, diz Bolsonaro, o deputado federal mais votado no RJ”. G1, 06/10/2014.

[v] “Her Fifteen Minutes”. The Weekly Standard, 01/12/2014.

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28 COMMENTS

  1. Boa Luciano!
    O livro me parece uma bomba! Sem duvida irei comprar,porem existe ebook?E frete pro exterior? Esse livro é o mesmo que voce ja postou um trecho sobre ceticismo? Voce poderia falar alguma coisa dobre o livro do Andy Nowicki pois achei pouca coisa na internet.

    • Ulisses,

      Assim que for lançado, será também em ebook, via Kindle, e outros formatos. Frete pro exterior está previsto sim.

      Não é o mesmo livro que postei sobre ceticismo. Aquele livro foi escrito em 2013, mas não lançado. Deve sê-lo no futuro.

      O livro “A Urgência de Sermos Charlie”, foi escrito entre janeiro e fevereiro deste ano.

      Não conheço o material de Andy Nowicki, então vou ficar devendo essa.

      Abraços,

      LH

  2. Eu comecei a interpretar o Islã como o “extremo da misoginia” e feminismo como o “extremo da misandria”.
    O que é interessante é que o “extremo da misandria” abre caminho para o “extremo da misoginia” (vide a Suécia). Da mesma maneira, o “estremo da misandria” se ergue com ódio contra aqueles que podem deter o “extremo da misoginia” (patriarcalismo ocidental, comumente associado à moral judaico-cristã).
    Será que isso não é um indício de que o feminismo é, na verdade, um movimento subconscientemente suicida?

  3. Luciano, apresentei esse excerto a um colega meu, e ele discordou de você, porque conhece “várias feministas que criticam as radicais e condenam esse tipo de comportamento”. Aí eu precisei explicar a ele que por “feminista” você não estava se referindo a simpatizantes do discurso feminista, e sim a “praticantes”, “militantes”, participantes de movimento, pessoas que aparecem na TV ou no jornal falando pelas feministas, etc.

    Minha sugestão é que talvez compense fazer essa ressalva (a menos que isso já tenha sido explicado anteriormente no livro) pra aumentar a abrangência da mensagem transmitida. Em tempo, “jihadismo radical” não é um pleonasmo vicioso? Se você usar o termo no livro, talvez também valha a pena considerar suprimir o “radical” ou substituir o “jihadismo” por “islã”.

    Ficam aí a idéias pra você analisar e ver se procedem, pois foram as únicas críticas que achei cabível. De resto, o texto está perfeito.

    Abraços!

    • Jeferson,

      Muito boa a observação sobre “jihadismo radical”. Você está correto. O coreto seria o “islamismo radical” ou “jihadismo”.

      Em relação à objeção, eu trato em outros lugares do livro, mas é importante ressaltar que o feminismo é essencialmente violento, por se basear em retórica de guerra de classes. Provavelmente as tais “feministas benignas” seriam iluministas apenas, tanto como eu sou um iluminista. Talvez gostem do feminismo apenas por causa do nome ou de alguma propagandas. Mas o feminismo, em si, é violento.

      Abs,

      LH

      • Concordo plenamente, mas quando tento explicar isso pra maioria das pessoas, elas parecem me ver como um louco, e desenvolver uma certa resistência a meus argumentos. Quando falo que estou me referindo ao movimento, e não às pessoas de fora dele, isso quebra pelo menos um pouco da resistência. Eu não acredito em “feministas benignas”, elas são benignas igual a um tumor “benigno”, que a qualquer momento pode te lembrar que é um câncer e começar a te destruir, o mesmo se aplica a elas e à sociedade, mas elas conseguiram se vender muito bem como “defensoras das mulheres”, e muitas pessoas ainda acreditam que elas defendem a igualdade entre sexos de fato! Nem quando eu era esquerdista eu caía nesse absurdo, e realmente não consigo entender como há tantas pessoas que caem. Separar as idéias do movimento tem me ajudado nesse sentido, ou pelo menos parece que tem.

        Abraços!

  4. Gostei do seu livro, Luciano. Espero que seja apenas o começo de uma crescente literatura com viés de direita no Brasil.

    Desde que eu era pré-adolescente, eu já via que tinha alguma coisa errada com o movimento feminista, mesmo ele sendo tão amplamente aceito na nossa sociedade. Mas naquela época eu tinha que ir mais pela intuição mesmo, apenas pelo modo de agir e pelos discursos mais gerais que eu ouvia. Só muito depois é que eu comecei a me aprofundar no assunto de verdade.

    Foi só bem mais recentemente que eu comecei a ler textos e sites de esquerda, onde percebi uma coisa muito interessante. Além de textos feministas, comecei a ver também textos sobre um movimento que eu nem sabia ainda que existia, o movimento negro. E fiquei impressionado como o modo de escrever deles era parecido com o das feministas. As mesmas estratégias, as mesmas rotinas falsas, o mesmo vitimismo, só que aplicados não às mulheres, mas a outro segmento da população, os negros. Foi a partir daí que eu finalmente consegui perceber como existe todo um movimento cultural organizado, com várias vertentes. Essas vertentes, a meu ver, são meio aleatórias. Na área religiosa, por exemplo, a esquerda defende as religiões africanas e o islamismo, mesmo que elas sejam incompatíveis entre si.

    Depois descobri que o monstro já tinha nome: marxismo cultural. Só não sei se esse nome é muito adequado porque eu nunca vi nenhum texto de Marx falando sobre esses assuntos, parece que na verdade Marx e Engels viviam criticando os povos não-europeus com um preconceito evidente, criticavam todas as religiões e também não nutriam nenhuma simpatia por homossexuais.

    Mas o marxismo cultural tem uma semelhança evidente com o marxismo clássico: ambos parecem ser muito nobres à primeira vista. Mas o inferno está nos detalhes.

  5. Luciano boa tarde.Acabei de ler o seu texto e fui checar na internet sobre essa mulher,e pensei comigo…Como pode feministas levarem em consideração essa mulher? A “dita cuja”,sim é claro,sofreu um bocado na infância,e com isso ficou com sérios problemas mentais. Na minha humilde opinião,qualquer feminista que ” levar a sério o que ela falava” é igual ou pior que ela,indo direto para o sanatório. Acredito no título da matéria esta perfeitamente coerente com o texto.

  6. Tive a infelicidade de começar meu dia lendo esta matéria. Fiquei enojado e horrorizado como permitem que um grupo de histéricas desvairadas ande solta pela sociedade. A OAB, esta entidade que já foi honrosa no passado não muito longínquo, pede a cassação do mandato de Marco Feliciano e de Bolsonaro – legitimamente eleitos para seus cargos com votações expressivas – mas deixam esses animais, esses bichos, essas psicopatas, loucas varridas escreverem esse monte de M***** sem sequer se indignar!

  7. Caráio, isso não é mais militância, é doença mental, e das brabas. O pior é que o texto é todo truncado, parido claramente por uma alma atormentada, fronteiriço é pouco para definir essas despirocadas, literalmente (hehehe).

  8. Não conhecia o terrível caso de Valerie Solanas. Racionalmente, eu sabia que as feministas “moderadas” podiam chegar ao ponto de apoiar uma desequilibrada com instintos homicidas. Mas confesso que ver a coisa na vida real me chocou bastante. E o pior de tudo é o silêncio em relação aos seus apoiadores. Não si se você chega a falar sobre a necessidade de fazer com que as pessoas paguem o preço pelos seus atos imorais e até mesmo criminosos, e as consequências em não fazer isso. Se for, é mais um motivo para o seu livro ser leitura obrigatória.

    De qualquer forma, só esse trecho já justifica o seu livro inteiro.

  9. O engraçado que o “Movimento Feminista” nunca conquistou nada para as mulheres, quem conquistou o direito ao voto para as mulheres foi o “Movimento Sufragista”. Depois dos anos 20, mais ou menos, o movimento sufragista se extinguiu (no Ocidente), pois já havia conquistado seu objetivo.

    Foram as feministas dos anos 60, embebedadas com a retórica da luta de classes da Escola de Frankfurt (Luta de classes, essa, voltada para a parte cultural da sociedade e não para a parte econômica, igual era o Marxismo Clássico), que criaram essa palhaçada chamada “Movimento Feminista” ou “Feminismo” que distorce toda a História e existe até hoje.

  10. Castração masculina é uma realidade literal no ocidente, tratada, como dizia brilhantemente Warren Farrell, em tom de chacota. Fico feliz que você esteja falando sobre o feminismo, porque, desses movimentos vitimistas, é o mais perigoso, grotesco e bárbaro. Há uma rejeição natural ao movimento GLBT, por parte da sociedade e dos parlamentares. Mas quando temos o assunto feminismo, conservadores se desarmam, porque vêm na mulher um ser sacro santo. E isso é um erro grave.
    .
    De fato, a mulher tem um beleza natural única, mas no atual contexto, de disparidade entre direitos e deveres, onde homens são extorquidos em lítigios, em acusações falsas de crimes sexuais, em tratamentos desumanos em hospitais e até aeroportos (um pai viajando com o filho em uma fila de embarque, é visto como um pervertido traficante de humanos) e em leis que ferem a isonomía (como a picaretagem do feminícidio), essa pureza que admirávamos nas mulheres se esvaiu. É uma grande mácula de ódio, auto-mutilação e mutilação de terceiros. Enfim, o feminismo transformou a mulher num leviatã estatal, autoritário, ditador e violento. As muitas decentes, infelizmente, estão perdidas diante desta minoria de seres desprezíveis e doentes mentais. Nossas delegacias já registram, na sana politicamente correta, ocorrências surreais. como esta:

    Estupro por pensamento:
    https://sognarelucido.wordpress.com/2015/02/17/estupro-por-pensamento-os-limites-do-feminismo-estatal/

    A campanha Chega de Fiu Fiu proíbe os homens de chamar uma mulher, mesmo, de “linda!” e pretende criminalizar isto!
    https://sognarelucido.wordpress.com/2015/02/19/a-indignacao-seletiva-e-a-discriminacao-da-campanha-chega-de-fiu-fiu/

    Castração começa a se tornar uma expediente no Brasil, com penas simbólicas e análises parciais e jocosas da mídia.
    https://sognarelucido.wordpress.com/2014/12/21/protocolo-violeta-sim-mas-nao-ha-o-azul/
    .
    Há muitas e muitas outras coisas: Tenho analisado a onda feminista, a falta de isonomia da lei Maria da Penha (77% dos casos de violência doméstica são praticados contra homens, segundo um estudo de Fernanda Bhona, acadêmia).
    .
    Enfim, quando estava andando na Av. Guararapes em Recife e vi o festival de tetas caídas, gente nua, cartazes grosseiros e bandeiras do PSTU, na Marcha das Vadias de 2010, supus que a imprensa teria um resíduo de decência e ignoraria aquele chorume todo. Qual não foi a minha supresa ao ver os diários da cidade defendendo os tais “direitos das mulheres”. Direito de meter uma melância na cabeça e andar de topless sem receber nem um olhar atravessado. Claramente há uma rejeição desorganizada da sociedade a esta monstruosidade toda: bastou Dilma citar o femícidio em seu fátidico discurso de março, para sua popularidade desabar. Nem as mulheres acreditam mais nisso! Pasmem: Elas têm esposos e filhos, e a natureza muniu a mulher de senso protetor maternalista, que as feministas não têm mais, pois são sociopatas.

  11. Eu andei pesquisando na internet sobre o assunto do Emerson, feministas, masculinistas e todo o resto, e ainda não consegui chegar a uma conclusão. São várias versões diferentes e conflitantes. Mas, fazendo um resumão de toda a história, acho que pelo menos o seguinte dá para afirmar com um relativo grau de certeza:

    1) Na época que o Orkut ainda era popular, começaram a surgir uns grupos voltados para homens, discutindo sobre relacionamentos. A linha desses grupos era mais ou menos do tipo: “Como se dar bem em relacionamentos, mas sendo realista e vendo que as mulheres têm um lado obscuro na personalidade delas”. Sinceramente, era meio que coisa de adolescente, mas os grupos cresceram, meio que se uniram, e começaram a se chamar de Movimento da Real. Um dos usuários mais famosos era o Nessahan Alita, que escreveu uns livros e disponibilizou de graça na internet. Depois ele resolveu sumir da internet.

    (Só uma observação: o movimento da Real é o principal grupo no Brasil dos masculinistas, mas provavelmente nem todo masculinista se considera como parte da Real. Até porque, ao que parece, a Real se foca principalmente em relacionamentos, e não em questões políticas. Se bem que ultimamente isso vem mudando.)

    2) Alguns usuários com opiniões radicais de extrema-direita começaram a frequentar esses grupos, e foram banidos. Um desses usuários era o Emerson. Depois alguns deles resolveram formar um novo grupo chamado de Sanctos, que parece ser barra-pesada.

    3) O Orkut saiu de moda, e os usuários do movimento da Real começaram a criar fóruns independentes. Alguns começaram a criar blogs próprios também, sendo que o mais famoso de todos era o do Silvio Koerich.

    4) Depois criaram um blog falso, imitando o do Silvio Koerich, mas falando coisas absurdas, fazendo até apologia a crimes. No início eu pensei que era alguma feminista que tinha feito aquilo, mas parece que foi o Sanctos. Parece que o Sanctos também criou um outro site, um tal de Homens de Bem.

    5) O Silvio Koerich fechou o blog dele (ou seja, o verdadeiro) para evitar problemas na justiça. Depois, alguns membros do Sanctos foram processados por causa dos 2 sites deles. Acredito que tenha sido esse o motivo do Emerson ter sido preso por um ano. Mesmo assim, outros integrantes do Sanctos continuam na internet. Parece que um dos sites usados é um tal de Dogolachan.

    O resto já é difícil de saber com certeza. Não dá pra saber se o Emerson cometeu outros crimes, ou se é só invenção. De qualquer jeito, as feministas pegam o exemplo do Sanctos para falar que todos os masculinistas são iguais a eles.

  12. Acima muito se fala em estupro e outras espécies de violência contra mulheres, esses fatos acima citados tem uma solução, prática, rápida, eficaz e muito gostosa e se aplicar, basta depilar o saco dos homens e arredores, pegar uma faca bem afiada, fazer um corte que dê para tirar as bolas para fora inteiras, abrir uma pele que tem na volta de cada uma, puxar bem para fora, amarrar bem os tendões com linha bem no tronco e passar a faca de modo a cortar os dois ao mesmo tempo, depois é só dar uns pontos no corte do saco e fazer um repouso de uns 3/4 dias sem fazer esforço e está pronto todos os problemas resolvidos pra sempre,sem risco de reincidência, portando, mãos a oçbra.

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